Morreu o pastor Valberto Cruz, fundador da Consciência Cristã

O pastor Valberto da Cruz, um dos fundadores do Encontro para a Consciência Cristã e vice-presidente da Visão Nacional para a Consciência Cristã (VINACC), faleceu no sábado, 19 de julho de 2025. Ele estava internado há mais de 50 dias em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e não resistiu às complicações de saúde.

A informação foi confirmada oficialmente pela entidade responsável pelo evento. Em nota, a VINACC declarou: “É com profundo pesar que a Visão Nacional para a Consciência Cristã comunica o falecimento do pastor Valberto da Cruz, 1º vice-presidente da instituição. O falecimento do reverendo foi confirmado na tarde deste sábado, 19 de julho de 2025, deixando familiares, amigos, membros da VINACC e sua igreja local profundamente consternados”.

Ao longo de sua trajetória, o pastor Valberto dedicou-se integralmente à evangelização, ao discipulado e à defesa da fé cristã com base nas Escrituras. Foi pastor da Igreja O Brasil Para Cristo, no bairro Alto Branco, em Campina Grande (PB), onde atuou por muitos anos com dedicação pastoral e firmeza doutrinária.

Graduado em Administração e Teologia, Valberto também era mestre em Missiologia. No campo acadêmico e literário, foi coautor do livro Pequenos Grupos, escrito em parceria com Fabiana Ramos e com prefácio de Russell Shedd, um dos mais respeitados teólogos do meio evangélico no Brasil. Também lecionou no Instituto Teológico Superior de Missões (ITESMI), onde contribuiu na formação de líderes cristãos para o campo missionário.

Desde a primeira edição do Encontro para a Consciência Cristã, realizada em 1999, pastor Valberto esteve diretamente envolvido na estruturação e crescimento do projeto, consolidado atualmente como o maior evento cristão voltado à cosmovisão bíblica no país. Atuando com discrição e firmeza, seu trabalho nos bastidores foi essencial para a organização e expansão do encontro anual, realizado tradicionalmente em Campina Grande.

Além do ministério público, Valberto era casado com Tânia Cruz e pai de Letícia Cruz. Conforme destacou a nota da VINACC, ele também foi reconhecido como “exemplo de esposo e pai, testemunhando com sua vida o que pregava em púlpitos e salas de aula”.

Diante da notícia de seu falecimento, diversos líderes cristãos do país manifestaram pesar e gratidão pelo legado do pastor. O pastor e escritor Renato Vargens declarou: “Uma perda irreparável. Um grande e notável homem de Deus. Fará muita falta à igreja em Campina Grande, como também à Consciência Cristã. Meus mais sinceros sentimentos aos familiares, amigos e igreja”.

Franklin Ferreira também prestou solidariedade: “Que o Senhor console familiares e cooperadores desse tão amado irmão. Ele já está contemplando a glória divina”.

Jonas Madureira lamentou a partida e reforçou a importância de sua atuação: “Que tristeza. Ele vai fazer muita falta. Meus sentimentos aos familiares e amigos da Consciência Cristã”.

O reverendo presbiteriano Samuel Vitalino manifestou pesar: “Que o Senhor abençoe aos familiares e amigos”.

O missionário Ronaldo Lidório escreveu: “Que o Senhor Deus console os corações neste momento desafiador. Pr. Valberto deixou um rico testemunho de fé, paz e missão, servindo o Cordeiro Jesus.”

Wilson Porte Jr., pastor e professor, também se manifestou: “Lamento muito. Que o Senhor conforte os corações de todos os familiares. Orei muito por ele. Certamente o Senhor quis dar o melhor a nosso querido irmão. Um abraço a todos da família e amigos”.

O Conselho Diretivo da VINACC encerrou sua nota agradecendo a Deus pela vida do pastor Valberto e pedindo consolo para os que permanecem: “Lamentamos profundamente sua partida e rendemos graças a Deus por sua vida frutífera e ministério fiel. Oramos para que o Senhor conforte o coração de seus familiares, amigos e todos que foram alcançados por seu exemplo e testemunho”.

Mãe relata transformação em Cristo e perdoa assassino da filha

Em 13 de novembro de 2022, Cara Kernodle enfrentou o que descreveu como o “pior pesadelo de qualquer mãe” ao perder sua filha, Xana Kernodle, uma das quatro estudantes da Universidade de Idaho assassinadas em uma residência fora do campus.

O caso ganhou repercussão nacional após o indiciamento de Bryan Kohberger, de 30 anos, um ex-estudante de doutorado em justiça criminal. Inicialmente, Kohberger se declarou inocente, mas mais tarde aceitou um acordo judicial no qual confessou sua culpa para evitar a pena de morte. A decisão provocou reações distintas entre os familiares das vítimas.

Cara Kernodle soube do acordo enquanto estava acampando com sua igreja, em um local sem sinal de celular. Um dos presentes conseguiu conexão e retornou com a notícia. À CBN News, ela relatou: “Fiquei muito chocada e confusa, porque tínhamos esse homem proclamando sua inocência o tempo todo”.

Ela afirmou que a surpresa inicial rapidamente se transformou em um turbilhão de sentimentos. “Minha reação inicial foi um pouco de raiva, porque eu simplesmente senti que era muito fácil para ele admitir que tinha feito aquilo sem ter que dar uma explicação ou responder às nossas perguntas”, declarou. “Acho que todos nós queríamos respostas”.

Diante do luto, Cara disse ter encontrado consolo e direção em sua fé cristã. “O Senhor é tão bom em me ajudar a entender que não há problema em eu não saber tudo, e que isso provavelmente é para minha proteção”, disse. Para ela, mesmo que os detalhes sobre o crime fossem revelados, isso “não mudaria nada”.

Cara afirmou que jamais haverá uma justificativa plausível para o assassinato da filha. “Nunca haverá uma razão boa o suficiente para que isso tenha acontecido”, disse. “Então, acredito que, se for para sabermos, saberemos”.

Após o crime, ela contou que enfrentou um período de profundo sofrimento, envolvimento com drogas e dependência de álcool. “Eu gostaria de poder dizer que aquele foi o meu momento ‘eureka’, que foi quando corri em direção a Cristo, mas corri em direção às drogas e ao álcool”, relatou. “Cheguei a um ponto em que sabia que ou morreria vivendo do jeito que estava, ou poderia me aproximar de Jesus, me render e mudar de vida”.

A mulher também relatou que foi presa cerca de um ano após o assassinato de Xana e permaneceu detida por dez meses. Foi na cela, segundo ela, que entregou sua vida a Cristo. “Não tenho palavras suficientes para expressar o quanto o Senhor mudou a minha vida e quanta paz Ele me deu em meio a tudo isso”, afirmou.

Segundo o relato, sua jornada de transformação incluiu abandonar completamente o uso de drogas, álcool e cigarros. “Já faz 18 meses, estou completamente sóbria”, afirmou. “Estou completamente livre de toda escravidão por meio de Cristo. Não há outra resposta para isso, exceto Jesus”.

Uma das decisões mais marcantes, segundo Cara Kernodle, foi escolher perdoar o assassino de sua filha. Ela explicou que o perdão não é uma absolvição do crime, mas uma obediência a Deus e um caminho para a própria libertação. “O Senhor nos pede que perdoemos, e Ele faz isso para que não tenhamos que guardar essa amargura, essa raiva e esse ódio”, disse. “Porque isso vai te destruir, e realmente estava me destruindo”.

Ela acrescentou: “Essa foi a coisa mais difícil que já tive que fazer. E eu juro, não foi nada em mim. Foi tudo Jesus”.

Cara também fez questão de homenagear a memória de Xana. “Ela era engraçada; fazia a gente rir. Ela tinha um jeito de fazer todos ao seu redor se sentirem importantes e especiais. Ela foi um verdadeiro presente do Senhor desde o primeiro dia”, disse.

Ao final, expressou o desejo de que sua história possa servir de inspiração para outras pessoas em sofrimento. “As pessoas precisam saber que é possível, com Jesus, superar o vício nas piores circunstâncias, e eu sou a prova disso”, declarou. “Se eu puder ajudar uma pessoa a ver que, não importa o que você esteja passando… o Senhor irá redimi-lo.”

Cara Kernodle e sua família continuam lidando com a dor da perda. O pedido é para que continuem em oração por eles enquanto enfrentam o luto e caminham em direção à cura, de acordo com a CBN News.

Portas Abertas narra situação preocupante de refugiados afegãos

O governo do Tajiquistão iniciou uma ampla operação para prender e deportar refugiados afegãos, muitos deles cristãos, concedendo a eles o prazo de 15 dias para deixar o país. A informação foi divulgada no dia 20 de julho pela agência de notícias afegã Khaama Press e confirmada pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR).

A decisão afetou milhares de afegãos residentes no país, incluindo pessoas com permissão de residência válida ou status legal de asilo reconhecido por organismos internacionais.

Segundo a Khaama Press, o número de prisões aumentou consideravelmente nos últimos dias, com destaque para as regiões de Vahdat e Rudaki, localizadas nas proximidades da capital, Dushanbe. De acordo com os relatos, diversos homens afegãos foram detidos diretamente em seus locais de trabalho, sem aviso prévio e sem a possibilidade de informar seus familiares.

Fontes locais indicam que mais de 150 pessoas foram capturadas em mercados e espaços públicos no dia 19 de julho e deportadas imediatamente, conforme relato da Missão Portas Abertas.

O que tem gerado maior preocupação entre agências humanitárias é que muitos dos afetados pelas detenções possuem documentação legal. Entre os deportados, há pessoas com cartões de refugiado válidos emitidos por órgãos competentes e outras que estão no processo de reassentamento para países como o Canadá, aguardando a análise de pedidos de asilo em curso.

Embora as autoridades tajiques não tenham informado oficialmente os motivos da ação, analistas internacionais sugerem que a medida pode estar relacionada a recentes mudanças nas relações diplomáticas com o regime Talibã no Afeganistão.

Atualmente, grande parte dos refugiados afegãos no Tajiquistão está concentrada em Wahdat, distrito localizado a cerca de 20 quilômetros de Dushanbe. Com a intensificação das ações policiais, campanhas digitais foram iniciadas por grupos de apoio, pedindo ao governo canadense que acelere os processos de relocação ou promova evacuações emergenciais para solicitantes já registrados.

Organizações de defesa dos direitos humanos descreveram a situação como “caótica” e “alarmante”, e solicitaram intervenção internacional urgente para evitar que mais famílias sejam separadas ou expostas a risco.

Apesar da presença de entidades internacionais no território tajique, o governo local tem ignorado reiteradamente os apelos para o cumprimento de acordos internacionais de proteção a refugiados. O descumprimento de compromissos multilaterais tem levantado questionamentos sobre a efetividade dos mecanismos internacionais de supervisão e sobre a responsabilização diante das deportações em andamento.

Segundo especialistas em migração forçada, o cenário atual reflete uma tendência crescente na Ásia Central e no Sul da Ásia. Em meses anteriores, tanto o Irã quanto o Paquistão realizaram deportações em massa de afegãos. A combinação de políticas restritivas, lentidão nos programas de reassentamento e a ausência de novas rotas de asilo tem reduzido drasticamente as opções para refugiados afegãos.

Para milhares deles, o dilema é permanecer em países onde enfrentam risco de detenção e expulsão, ou retornar ao Afeganistão, onde podem ser perseguidos por razões políticas e/ou religiosas.

Retiros nos EUA levam mais de 2 mil jovens da Geração Z a Cristo

Listen to 1,100 students worship the Son of the Living God.

The tide is turning.

AWAKENING IS HERE. pic.twitter.com/WziNd22hkE

— Clayton King (@Clayton_king) July 10, 2025

Um movimento espiritual vem mobilizando milhares de jovens nos Estados Unidos durante eventos evangelísticos de verão. Pastores e líderes relatam um crescente número de decisões por Cristo, especialmente entre adolescentes e jovens da geração Z.

Clayton King, pastor e fundador do acampamento Crossroads Camp em Anderson, Carolina do Sul, afirmou ter testemunhado “mais de 2.000 estudantes entregarem suas vidas a Jesus” durante os eventos deste ano.

Em 2025, o ministério completa 30 anos de atuação. King liderou uma pregação recente na Universidade Wesleyana de Indiana e relatou grande impacto entre os jovens presentes. “Vi centenas e centenas de estudantes se arrependerem e responderem ao Evangelho. A maré está mudando. Um avivamento está acontecendo”, declarou em publicação no Instagram.

No início de julho, King compartilhou cenas de adoração com mais de mil jovens reunidos: “Esta geração me impressiona. Eles se envolvem com as Escrituras. Eles anseiam pela verdade. Eles respondem ao Espírito Santo. E celebram o Evangelho”.

Em entrevista concedida em 2023, o pastor explicou o foco evangelístico dos acampamentos. “Estamos super focados em apresentar o Evangelho de forma clara e, de fato, dizer aos jovens como ser salvos”, afirmou. Segundo ele, os apelos feitos ao final das mensagens seguem um modelo semelhante ao usado por Billy Graham: “Não apenas pregamos o Evangelho de forma clara e divertida porque é um acampamento e eles devem se divertir, mas também estamos focados em fazer apelos de salvação específicos”.

Clayton também observou mudanças no perfil do público ao longo dos anos. “Temos uma nova geração de estudantes. Muitos desses jovens nunca ouviram o Evangelho, ou o ouviram apenas uma ou duas vezes, ou nunca lhes foi dito como podem ser salvos”, disse, acrescentando que, ao contrário do que ocorria há dez anos, a maioria dos atuais participantes não vêm de famílias cristãs nem possuem vínculos anteriores com igrejas.

Outro testemunho semelhante vem do estado de Oklahoma. Shane Pruitt, diretor nacional da Próxima Geração do Conselho de Missões da América do Norte, tem acompanhado os acampamentos Falls Creek Youth Camp, realizados em Davis. Segundo ele, o mover de Deus entre os jovens é visível. “Na primeira noite, vimos 157 participantes aceitarem Jesus”, relatou.

Em outro evento, Pruitt informou que 126 estudantes se entregaram a Cristo, 37 sentiram o chamado ao ministério, e outros se comprometeram a evangelizar seus círculos de convivência. “Vimos uma geração inteira mobilizada para fazer Cristo conhecido em seus campos missionários”, declarou.

Ao refletir sobre o cenário atual, Shane Pruitt apontou que a pandemia de Covid-19 foi um ponto de inflexão para muitos jovens. “Nos últimos três anos de ministério com jovens, estudantes universitários e adolescentes, tenho visto cada vez mais jovens aceitarem Jesus do que nos meus quase 20 anos anteriores de ministério”, afirmou em entrevista à CBN News.

Para ele, o isolamento e as crises emocionais acentuadas pela pandemia despertaram uma busca mais profunda por sentido. “A pandemia não criou novos problemas para a Geração Z, mas acho que agravou alguns problemas que já existiam. Temos uma geração inteira que chegou ao fim de suas forças muito mais cedo. Eles estão em busca de esperança e de respostas”, explicou.

Tanto Clayton King quanto Shane Pruitt concordam que há sinais claros de um novo mover entre os jovens americanos. “É definitivamente um despertar espiritual”, concluiu Shane.

Pedro comemora gol da vitória do Flamengo: ‘Jesus é o suficiente’

O atacante Pedro marcou o gol da vitória do Flamengo sobre o Fluminense no último domingo, 20 de julho, pelo Campeonato Brasileiro, e exibiu uma camisa com a frase “Jesus é o suficiente” para marcar sua volta por cima após um afastamento pelo técnico Filipe Luís.

Ele voltou à lista de relacionados para o jogo após duas partidas, e saiu do banco para marcar, aos 39 minutos do segundo tempo, o único gol da vitória pela 15ª rodada do Brasileirão. Na comemoração, exibiu a camiseta com a mensagem de fé, mais uma vez externando a importância de seu relacionamento com Deus.

Após o jogo, deu entrevista e disse que estava treinando com menos dedicação porque um dirigente do clube “o colocou à venda” por 15 milhões de euros, conforme vazamento de prints. Nas palavras do atacante, essa situação causou um abalo emocional e um subsequente rendimento abaixo do esperado nos treinos.

“Sem dúvida, muito feliz pelo gol de hoje. Um momento importante para mim, individualmente falando. […] Eu reconheço que eu tive uma semana bem abaixo do que eu poderia produzir, após um episódio que mexeu comigo, um vazamento que me expôs, que não teve respeito por tudo que eu fiz aqui dentro nesses cinco anos. Essa postagem de um membro da diretoria mexeu com meu emocional. Aprendo que eu não preciso levar isso pra casa. O que vazou, infelizmente, acabou interferindo no meu rendimento”, explicou o atacante.

Para ele, o aprendizado de precisar se levantar de cada tombo sofrido é o que fica: “Não deveria ter deixado esse vazamento entrar no meu coração. Mas, como nas outras vezes também, eu sempre me levantei. Toda vez que eu visto essa camisa é uma alegria imensa, eu me sinto em casa também, como um torcedor, como um jogador. Eu sempre dei a minha vida pelo Flamengo e cada oportunidade que eu tenho de entrar em campo eu entro com muita amor, muita garra”

Ao final, agradeceu a Deus pela força de recomeçar: “Isso aí pra mim já passou. Hoje, graças a Deus, foi uma resposta dentro de campo. Nesses cinco anos, eu nunca vim expor ninguém, pelo contrário, eu sempre dei a minha vida sempre dei a volta por cima a cada momento difícil que eu passei aqui e acredito que todo jogador tem um momento difícil na carreira. Então, eu fico feliz por esse gol, agradecer ao carinho de todos e agradecer a Deus”, finalizou, de acordo com o GE.

Reavivamento: Aliança Batista Mundial reúne igrejas de 130 países

Durante o 23º Congresso Mundial Batista, realizado entre os dias 07 e 13 de julho em Brisbane, na Austrália, a Aliança Batista Mundial (BWA, na sigla em inglês) anunciou o lançamento oficial do Movimento Atos 2. A iniciativa tem como objetivo mobilizar igrejas batistas de 138 países em ações de evangelização, serviço cristão e defesa da liberdade religiosa, com metas estabelecidas até o ano de 2033.

O anúncio foi feito pelo secretário-geral e CEO da BWA, Elijah Brown, diante de um público formado por mais de 3 mil participantes de 130 países. Em sua fala, Brown destacou a inspiração bíblica do projeto, baseada no segundo capítulo do livro de Atos dos Apóstolos:

“Há dois mil anos, os discípulos se reuniram num cenáculo e, pela primeira vez, o Espírito Santo encheu permanentemente homens e mulheres. Como uma igreja em ação, eles mudaram o mundo”, declarou. “E se, para a glória de Deus, orássemos: ‘Senhor, o que fizeste há 2.000 anos, farias de novo?’”.

Ao final de sua participação, Brown desafiou os presentes a assumirem um compromisso ativo com a missão global: “A pergunta agora é: você se juntará a um movimento global para usar a liberdade que Cristo lhe deu?”.

Estrutura do Movimento Atos 2

A proposta do Movimento Atos 2 está organizada em cinco diretrizes principais, chamadas de “Caminhos”, cada uma baseada em elementos descritos no segundo capítulo de Atos:

  • Caminho da Bíblia – Foco na centralidade das Escrituras.

  • Caminho do Testemunho – Compromisso com a evangelização pessoal e coletiva.

  • Caminho do Cuidado – Prática de ações de serviço e compaixão.

  • Caminho do Vizinho – Envolvimento com a comunidade e a missão local.

  • Caminho da Liberdade e da Justiça – Defesa da liberdade religiosa e dos direitos humanos.

O diretor do Movimento Atos 2, Kyle Henderson, afirmou que a iniciativa reflete a resposta dos batistas ao mandamento de Cristo registrado em Mateus 28: “O Movimento Atos 2 é a maneira como os batistas estão respondendo ao chamado da Grande Comissão. Estamos reunindo nossa comunidade global para cumprir nossa responsabilidade sagrada nesta missão divina”, declarou.

Metas globais até 2033

Como parte do esforço coletivo, a BWA estabeleceu objetivos concretos a serem alcançados ao longo dos próximos oito anos:

  • 450 milhões de testemunhos compartilhados sobre Jesus Cristo;

  • 1.159 traduções da Bíblia apoiadas com oração e financiamento;

  • 1 bilhão de atos de serviço cristão realizados;

  • 500 mil capelães comunitários treinados;

  • 1 milhão de assinaturas em um pacto global pela liberdade religiosa.

Liberdade religiosa é imperativo

O Caminho da Liberdade e da Justiça, um dos pilares do Movimento, busca articular uma resposta cristã global diante das crescentes ameaças à liberdade de crença. A BWA, em parceria com organizações como a 21Wilberforce, pretende mobilizar 1 milhão de batistas para orar, agir e defender vítimas de perseguição religiosa.

A declaração oficial da iniciativa afirma: “O Evangelho nos chama à liberdade. A liberdade religiosa não é apenas uma pauta política — é um imperativo espiritual”. O pacto global propõe um compromisso com a dignidade humana, a proteção legal das crenças, a igualdade de cidadania e a oposição ativa a toda forma de perseguição.

Sobre a BWA

A Aliança Batista Mundial foi fundada em 1905 e atualmente representa cerca de 53 milhões de batistas em 178 mil igrejas espalhadas por todos os continentes. Sua atuação inclui áreas como adoração, evangelização, ajuda humanitária, justiça social e formação teológica.

O Movimento Atos 2 marca um novo capítulo na história da BWA, que busca envolver sua rede global em uma jornada de reavivamento e transformação até 2033, data que remete aos dois mil anos da ressurreição de Cristo segundo o calendário tradicional.

Para Elijah Brown, o desafio está lançado: “Este é um chamado para sermos uma igreja que ora, serve e testemunha — como nos dias de Atos. É tempo de agir”, finalizou, de acordo com o Christian Daily.

Ex-LGBT pode ser preso por relatar conversão ao cristianismo

O ex-ativista LGBT Matthew Grech, natural de Malta, está enfrentando um processo judicial após compartilhar publicamente seu testemunho de conversão ao cristianismo. Segundo informações divulgadas pelo próprio Grech, ele poderá ser condenado a até cinco meses de prisão e ao pagamento de multas. A acusação baseia-se na alegação de que ele teria “promovido práticas de conversão”, consideradas ilegais no país desde 2016.

Em 16 de julho, Grech voltou ao tribunal em Malta, onde tenta evitar uma condenação com base na lei que proíbe a chamada “terapia de conversão”. A decisão judicial definitiva está prevista para outubro. A ação judicial teve início após uma entrevista concedida por ele ao programa PMnews Malta, em que falou sobre sua experiência pessoal de abandono do estilo de vida homossexual, motivado por sua fé cristã.

Durante a entrevista, Grech relatou que conheceu Jesus Cristo e passou por um processo de transformação espiritual. Segundo ele, apenas compartilhou sua experiência pessoal ao mencionar uma organização cristã que acolhe indivíduos que voluntariamente decidem deixar o movimento LGBT. No entanto, as autoridades maltesas interpretaram sua fala como uma forma de promoção de terapias proibidas.

“Fui convidado para contar minha história e responder perguntas sobre o tema. Durante a entrevista, mencionei uma organização que apoia pessoas que decidiram deixar o movimento LGBT e buscar viver uma sexualidade conforme os princípios bíblicos”, afirmou Matthew Grech em declaração pública.

A legislação em vigor em Malta desde 2016 tornou o país o primeiro membro da União Europeia a proibir práticas voltadas à mudança da orientação sexual, identidade ou expressão de gênero. A norma prevê punições como sanções financeiras e pena de prisão para quem violá-la.

Grech afirmou que não coage ninguém a mudar de vida, mas apenas deseja ter liberdade para contar sua trajetória pessoal. “Eu falei da minha própria vida, de maneira respeitosa, sem atacar ninguém. Apenas disse o que Deus fez por mim. Mas, em Malta, isso é considerado um crime”, declarou.

Organizações cristãs internacionais têm acompanhado o caso com atenção, argumentando que a ação contra Matthew representa uma ameaça à liberdade religiosa e de expressão. Líderes e instituições cristãs consideram o julgamento um precedente que pode repercutir em outras nações ocidentais.

Entre as entidades que demonstraram apoio está a Alliance Defending Freedom (ADF), organização internacional que atua em defesa das liberdades fundamentais. Um porta-voz da ADF declarou: “Não se trata de impor ideias, mas de garantir que qualquer pessoa possa falar livremente sobre suas crenças e experiências de vida”.

Em meio ao processo, Grech continua recebendo suporte jurídico e espiritual de instituições voltadas à defesa de cristãos perseguidos. Ele reforça que sua intenção não é converter pessoas, mas apenas testemunhar aquilo que acredita ser uma transformação legítima e pessoal.

“Não estou aqui para forçar ninguém a mudar, mas acredito que todo ser humano deve ter o direito de ouvir diferentes histórias e decidir o que quer para a própria vida”, afirmou. “Se contar meu testemunho se tornou ilegal, então a liberdade em Malta está em risco”.

Grech destacou ainda que muitas pessoas ao redor do mundo fizeram escolhas semelhantes. Segundo ele, esses relatos não costumam receber espaço nos meios de comunicação. “Existem milhares de pessoas ao redor do mundo que fizeram a mesma escolha que eu. Mas quando falamos sobre isso, somos tratados como criminosos”, disse.

Apesar das ameaças legais, Matthew afirma que está disposto a enfrentar as consequências por permanecer fiel à sua fé cristã. “Se for preciso enfrentar a prisão por falar de Cristo, estou disposto. Jesus disse que seríamos perseguidos por causa dEle. Não quero confronto com ninguém, mas também não posso negar o que vivi com Deus”, declarou em entrevista à CBN News.

O caso continua em trâmite e, enquanto aguarda a decisão da Justiça maltesa, Matthew Grech segue se posicionando com firmeza e tem esperança de que sua história possa encorajar outros cristãos a perseverarem: “A verdade não pode ser silenciada”, concluiu.

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Julia Vitória lança música inédita e faz medley com hino clássico

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Inspirada na graça revelada por Jesus Cristo, a cantora Julia Vitória apresentou a canção inédita Amor Infinito, ressaltando que, mesmo em meio a falhas e incertezas, a misericórdia de Deus continua alcançando a todos. Como é característico em seu ministério, a artista incluiu no medley um trecho de um dos hinos mais conhecidos da Harpa Cristã, reafirmando sua conexão com as raízes da música congregacional.

Em declaração oficial, Julia explicou o conceito por trás do novo projeto: “Essa letra tão especial é o coração do Evangelho, e não tinha como deixar de fora desse projeto. Essa música me lembra todos os dias por que eu existo e qual é o meu propósito aqui na Terra: ser participante do sofrimento de Jesus, para que eu possa me gloriar n’Ele. E assim surgiu Amor Infinito/A Mensagem da Cruz”.

Criada em um lar ligado à tradição pentecostal, Julia Vitória cresceu ouvindo hinos e canções que marcaram gerações, motivo pelo qual valoriza regravações desse repertório. O novo lançamento segue a linha de produções anteriores da cantora, como Começo, Meio e Fim/Mais Perto Quero Estar e Me Deixe Aqui/Tudo Entregarei, que tiveram ampla aceitação do público.

O trabalho, gravado ao vivo no Teatro Ópera de Arame, em Curitiba, apresenta arranjos enriquecidos por um coral expressivo, além de instrumentos de cordas e metais, reforçando a atmosfera de adoração. Esta produção integra um projeto de dez faixas, das quais oito ainda serão divulgadas.

Antes desta etapa, Julia lançou João Viu/Além do Rio Azul, que alcançou destaque no YouTube, figurando entre os vídeos mais vistos no dia da estreia e superando 5 milhões de visualizações. O projeto também reúne colaborações com nomes conhecidos da música cristã, como Nívea Soares, Marcelo Markes e Eli Soares.

A produção musical de Amor Infinito/A Mensagem da Cruz é assinada por Hananiel Eduardo, enquanto a direção de vídeo ficou a cargo de Flauzilino Jr.. O clipe está disponível no YouTube e a faixa pode ser ouvida nas principais plataformas de streaming.

Cobrar para batizar é correto? Pastores comentam caso Lagoinha

Uma polêmica envolvendo a Lagoinha Alphaville, localizada em Barueri (SP), tem gerado reações contundentes no meio evangélico. De acordo com relatos divulgados em redes sociais, a participação no batismo promovido pela igreja teria sido condicionada ao pagamento de uma taxa de R$ 80. A cobrança incluiria o fornecimento de uma camiseta e uma pulseira, consideradas obrigatórias para o batizando.

A informação teria sido inicialmente compartilhada em grupos de WhatsApp ligados à comunidade da Lagoinha Alphaville. A repercussão foi imediata. Para diversos líderes cristãos, atrelar uma prática espiritual como o batismo a um custo financeiro representa uma distorção do ensino bíblico e compromete os fundamentos da fé cristã.

O teólogo e pesquisador Rodolfo Capler, ouvido pela revista Comunhão, declarou: “Cobrar por algo que é sinal da graça de Deus é deturpar o evangelho na sua essência. O batismo é símbolo de arrependimento, entrega e nova vida em Cristo e não um produto, não um show com pulseira e camiseta. A fé não pode ser gerida como um negócio. Quando isso acontece, o templo vira mercado e, o púlpito, balcão”.

A crítica de Capler também fez alusão ao período medieval, quando a venda de indulgências pela Igreja Católica motivou a Reforma Protestante. “Quando se cobra por um sacramento ou por qualquer símbolo de obediência a Deus, a lógica da graça é rompida. A fé vira moeda, o evangelho vira produto e a cruz perde seu poder. O risco é espiritual e trágico”, completou o teólogo.

Graça de graça

O pastor Gilmey Meyreles, coordenador do projeto Viver Cariacica, no Espírito Santo, também se manifestou sobre o caso. Para ele, esse tipo de cobrança está inserido em um processo de deturpação mais amplo, iniciado há anos no meio evangélico brasileiro. “A fé já se transformou em objeto de cobiça e valor tem algum tempo. Antes, foi a promessa de riqueza, agora, são práticas como essa, de cobrar por algo que deveria ser corriqueiro na vida cristã”, afirmou.

Meyreles citou Mateus 10:8 como princípio norteador: “De graça recebestes, de graça dai”. Ele destacou ainda que, nas comunidades mais carentes, a exigência de valores pode representar um obstáculo concreto à participação religiosa. “Sou pastor em comunidade de periferia. Às vezes somos nós, pastores, que levamos cesta básica para os membros da igreja. Imagine ter que dizer a essas pessoas que, para serem batizadas, precisam pagar. Isso é a elitização do evangelho”, alertou.

Mercadoria

Outro líder que comentou o episódio foi o pastor Gilson de Oliveira, reitor da Faculdade Teológica FAITESP e comandante nacional da Capelania Unicev. Segundo ele, “cobrar para que alguém seja batizado fere os princípios do evangelho e vai contra os ensinamentos de Jesus. O batismo é uma ordenança que simboliza o novo nascimento e deve ser acessível a todos, sem distinção”.

De acordo com a ordem expressa de Jesus, registrada em Mateus 28:19, o batismo é parte da missão da igreja: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”. O relato bíblico não apresenta qualquer vínculo entre o batismo e uma contrapartida financeira.

Em Atos 8, a tentativa de comercializar algo que é considerado dom divino é condenada de forma direta. Ao repreender Simão, Pedro afirma: “Pereça contigo o teu dinheiro, pois julgaste que o dom de Deus se obtém por dinheiro!”

Exclusão e heresia

O pastor Rodrigo Vieira, da Igreja Batista da Paz, em Marília (SP), também expressou preocupação. Segundo ele, “esse tipo de cobrança fere os princípios fundamentais do evangelho” e pode resultar em exclusão social. Para o pastor, transformar uma ordenança espiritual em uma transação é perigoso: “Mas ainda que tenha joio no meio do trigo, essas pessoas pertencem ao Senhor, vão continuar sendo d’Ele”.

Rodrigo também alerta para a propagação de heresias e de uma compreensão distorcida sobre a graça. “Esse é o verdadeiro risco. A manipulação pelo legalismo”. Ele aponta que práticas como a cobrança por atos espirituais podem reforçar a imagem de uma “igreja mercenária”, o que considera injusto com comunidades sérias e comprometidas com o evangelho.

“Quando Cristo fala em Mateus 7, que no juízo final muitos dirão: ‘Senhor, expulsamos demônios, curamos’. Ele responde ‘Não vos conheço’. Essa fala é dirigida a líderes que pregam heresias, vendem indulgências, ganham likes e exposição nas mídias”, concluiu o pastor.

Pastor de igreja que fez sessão de tatuagem se defende de críticas

O pastor Eduardo Reis, líder da Reino Church, igreja localizada em Balneário Camboriú (SC), comentou publicamente nesta semana a respeito da sessão de tatuagens realizada nas dependências da instituição no sábado passado, 12 de julho. A ação gerou ampla repercussão nas redes sociais e foi alvo de críticas de diversos setores da comunidade evangélica e também fora dela.

Em entrevista ao portal G1, Eduardo Reis afirmou que o episódio não foi planejado como parte de uma programação oficial da igreja e que não houve qualquer tipo de indução aos participantes. “A decisão foi espontânea, individual e consciente, feita por adultos em um ambiente de reflexão e compromisso pessoal com a missão do Evangelho e não como parte de um rito litúrgico, apelo coletivo ou ação promovida pela liderança pastoral”, declarou.

Segundo os relatos, a sessão ocorreu na própria sede da igreja. Imagens divulgadas nas redes sociais mostram jovens formando filas para tatuar em seus corpos a referência bíblica Mateus 24:14. O versículo faz menção à pregação do Evangelho a todas as nações antes do fim dos tempos, tema frequentemente abordado em contextos missionários.

O pastor também defendeu que a tatuagem, no contexto atual, deve ser compreendida como um gesto legítimo de expressão individual. “Tatuar-se é hoje um gesto corriqueiro de expressão pessoal, inclusive entre cristãos. Aqueles que estiveram na Igreja Reino e optaram por esse gesto já haviam, antes disso, escolhido viver o bem. A marca na pele apenas refletiu o que já estava gravado no coração”, acrescentou.

Eduardo Reis esclareceu ainda que a igreja não financiou a ação e que cada participante arcou com os custos da própria tatuagem. O vídeo da fila de jovens viralizou nos dias seguintes, tornando o tema um dos mais comentados da semana entre lideranças religiosas, influenciadores evangélicos e usuários das redes sociais.

A Reino Church é conhecida por seu estilo contemporâneo de culto e abordagem voltada ao público jovem, e vem se tornando conhecida por peculiaridades no ambiente de culto, crescendo na cidade onde está sediada.