Caverna tida como túmulo de discípula de Jesus é investigada

Durante séculos, um túmulo escavado em rocha no sul da Judeia foi venerado por peregrinos cristãos como o local de descanso de uma mulher chamada Salomé, associada à tradição evangélica. No entanto, uma nova pesquisa da Autoridade de Antiguidades de Israel (IAA) sugere que a identidade da ocupante pode ter sido confundida com o passar dos séculos.

Segundo arqueólogos envolvidos na escavação, trata-se possivelmente da tumba de uma integrante da elite herodiana: Salomé, irmã de Herodes, ligada à morte de João Batista.

As escavações foram realizadas entre 2022 e 2023 na chamada “Caverna de Salomé”, próxima a Ascalão. O estudo foi conduzido pelos arqueólogos Nir-Shimshon Paran e Vladik Lifshits, e os resultados foram publicados na edição de 2025 do periódico científico ‘Atiqot’. Segundo Paran, “acreditamos que seja plausível que o local tenha pertencido à Salomé herodiana, uma figura poderosa e influente da corte, e não à discípula de Jesus”.

A caverna impressiona pela grandiosidade. O pátio mede 225 metros quadrados e dá acesso a uma câmara funerária com vários nichos, cercada por pedras entalhadas com ornamentos típicos da aristocracia do período do Segundo Templo (séculos I a.C. – I d.C.). De acordo com os pesquisadores, trata-se de um dos maiores e mais sofisticados complexos funerários do período já descobertos em Israel.

A estrutura teria permanecido abandonada por séculos até ser redescoberta por peregrinos bizantinos no século VI. Inscrições em grego, árabe e siríaco desse período indicam a transformação do local em santuário cristão, com pelo menos duas inscrições nomeando Salomé como santa. A tradição popular acabou por identificar a tumba com personagens dos evangelhos, como a Salomé que testemunha a crucificação (Marcos 15:40) ou a parteira de Maria mencionada no apócrifo Evangelho de Tiago.

No entanto, segundo a análise dos arqueólogos, a Salomé referida nas inscrições pode não ser a mesma das tradições cristãs. Para Paran, o nome provavelmente sobreviveu da ocupante original do túmulo, uma figura histórica de grande influência: Salomé, irmã de Herodes, que teria solicitado a cabeça de João Batista, conforme registrado nos evangelhos de Marcos (6:22-28) e Mateus (14:6-11). Após a morte do rei, ela teria herdado propriedades e exercido autoridade em diversas cidades da região.

A hipótese ganha força com a descoberta de vilas romanas de alto padrão nas redondezas. “É provável que os donos dessas vilas também tenham construído o complexo funerário”, disse Paran ao jornal The Times of Israel. A localização estratégica da caverna, entre Ascalão — onde Herodes teria construído um palácio para a irmã — e o Vale do Jordão, também é considerada um elemento relevante pelos autores do estudo.

Ainda que não tenham sido encontradas evidências diretas, como um ossuário com o nome da figura herodiana, os pesquisadores consideram que a convergência de fatores geográficos, arquitetônicos e históricos sustenta a possibilidade de que a caverna tenha sido originalmente construída para Salomé, irmã do rei da Judeia.

Fechada atualmente à visitação pública, a Caverna de Salomé segue sendo um local de interesse tanto arqueológico quanto espiritual. Peregrinos modernos ainda deixam velas, ícones e preces nos nichos antigos, mantendo viva uma devoção que, mesmo diante das novas interpretações, continua a atravessar os séculos.

Muitas igrejas abandonaram a disciplina de membros em pecado

Apesar da existência de disciplinas formais em grande parte das igrejas, a aplicação da disciplina eclesiástica tem se tornado incomum, conforme revelou uma nova pesquisa conduzida pela Lifeway Research entre agosto e setembro de 2024. O estudo ouviu mais de 1.000 pastores protestantes e concluiu que apenas um em cada seis relatou ter disciplinado formalmente um membro da igreja no último ano.

Segundo Scott McConnell, diretor executivo da Lifeway Research, “a infrequência da disciplina eclesiástica não se deve ao fato de os membros da igreja não pecarem”. Ele explicou que esse tipo de correção só costuma ocorrer “quando um membro não se arrepende de um pecado ou não está mais qualificado para uma função por causa do pecado”.

Diferenças

Mais da metade dos pastores entrevistados nos EUA (54%) disseram que suas igrejas nunca realizaram disciplina formal durante seu período à frente da congregação ou não tinham conhecimento de casos anteriores. Outros 22% indicaram que a última ocorrência foi há três anos ou mais. J

Em contraponto, 6% relataram aplicação da disciplina no último ano, outros 6% nos últimos seis meses e 3% no mês anterior à pesquisa. Esses índices são similares aos observados em estudo anterior da própria Lifeway em 2017, de acordo com McConnell.

O levantamento identificou diferenças significativas entre denominações. Enquanto 47% dos pastores evangélicos não souberam dizer se houve disciplina em suas igrejas, esse número sobe para 70% entre os pastores de tradições mais antigas. Destaque para os metodistas, dos quais 82% afirmaram nunca ter disciplinado ninguém.

O tamanho da igreja também influenciou os dados. Em igrejas com mais de 250 membros, apenas 35% dos pastores afirmaram que não houve nenhum caso de disciplina — proporção inferior à das congregações menores. “Quanto mais pessoas você tem na sua igreja, maior a probabilidade de o comportamento de alguém justificar disciplina”, afirmou McConnell. Ele acrescentou que “ensinamentos e tradições também influenciam a disposição da igreja em disciplinar alguém”.

Disciplinas

Apesar da aplicação rara, a maioria das igrejas mantém políticas disciplinares formais. Apenas 14% dos pastores disseram que suas igrejas não possuem regras oficiais para esses casos. A responsabilidade por conduzir a disciplina varia:

  • 14% atribuíram a função exclusivamente aos presbíteros;

  • 11% ao pastor principal;

  • 10% à congregação como um todo;

  • 35% afirmaram que diferentes grupos devem entrar em acordo para que a disciplina ocorra.

Entre as tradições mais antigas, 21% dos pastores disseram não ter qualquer política disciplinar — quase o dobro do índice entre pastores evangélicos (12%). Entre os metodistas, 36% relataram ausência total de diretrizes para disciplina.

Base Bíblica e Enfoque Pastoral

Muitos líderes apontam para a base bíblica da disciplina eclesiástica, especialmente passagens como Mateus 18:15-20, onde Jesus orienta a abordagem gradual do pecado dentro da comunidade:

“Se o seu irmão pecar contra você, vá e repreenda-o, entre você e ele somente… Se ele se recusar a ouvir também a igreja, seja considerado por você como um gentio e um publicano”.

Outro texto frequentemente citado é 1 Coríntios 5, onde o apóstolo Paulo exorta os cristãos de Corinto a confrontarem o pecado não tratado, afirmando que “um pouco de fermento leveda toda a massa”.

O comentarista e ativista cristão Reagan Scott, em artigo de opinião publicado no The Christian Post em 2022, afirmou que a ausência dessa prática resultou em sérias consequências:

“Por muito tempo, as igrejas americanas se afastaram da prática da disciplina eclesiástica, e o resultado disso foram alegações de agressão sexual, ganância, heresia no púlpito, normalização do divórcio e do sexo antes do casamento, covardia quando se trata de confrontar o pecado em nossa cultura, analfabetismo bíblico e muito mais”.

Para Scott, a omissão da disciplina permitiu a permanência de membros “ilegítimos” dentro da comunhão da igreja, o que comprometeu sua integridade espiritual.

Objetivo: restauração

De acordo com a pesquisa da Lifeway, 83% dos pastores disseram que a intenção de suas igrejas ao aplicar a disciplina é “confrontar com amor e biblicamente o pecado não confessado”, com 51% concordando fortemente com essa definição. A prática é mais comum entre pastores evangélicos (89%) do que entre os tradicionais (74%). Entre os que mais apoiam esse modelo estão os pastores do Movimento Restauracionista (94%) e os batistas (90%).

De acordo com o The Christian Post, McConnell finalizou resumindo: “Confrontar pecados não confessados beneficia tanto a igreja local quanto o indivíduo. A maioria das igrejas busca seguir as diretrizes bíblicas nesses casos”.

Nicoletti diz que foi mal interpretado ao dizer que odeia pobre

Após repercussão negativa nas redes sociais, o pastor Nicoletti, líder da Igreja Recomeçar, se pronunciou sobre declarações feitas durante uma pregação que circularam amplamente em vídeos e trechos isolados. A fala que provocou críticas foi: “Eu odeio o pobre. Eu vou dizer que Jesus nunca foi pobre”.

O vídeo gerou reações entre internautas e líderes evangélicos, incluindo o pastor Carlos Bezerra Júnior, que classificou a declaração como uma “monstruosidade” e acusou Nicoletti de promover uma “teologia de palco”.

Nicoletti tem mais de 71 mil seguidores no Instagram e se apresenta como “libertador da miséria”. Em suas publicações, costuma defender que a mudança de mentalidade é o caminho para alcançar prosperidade. A mensagem central de seus cultos é baseada na superação da escassez através do que chama de imersões espirituais e práticas de transformação. No entanto, o conteúdo de algumas de suas falas recentes foi alvo de forte contestação.

Em um vídeo publicado em suas redes sociais, o pastor Carlos Bezerra Júnior reagiu diretamente à afirmação de Nicoletti, criticando a ideia de que ajudar os pobres seria uma forma de “patrocinar a escravidão”. Bezerra, que também é médico e ex-deputado, afirmou: “Três dias de imersão não libertam ninguém da fome. Isso não é evangelho. Isso é desumanidade travestida de discurso religioso”.

Diante da repercussão, Nicoletti concedeu entrevista ao portal Uol e afirmou que sua declaração foi retirada de seu contexto original: “Não odeio pessoas pobres, odeio a pobreza como sistema”, disse. O pastor acrescentou: “Minha intenção era criticar uma estrutura que limita vidas, mata sonhos e prende pessoas à escassez”. Segundo ele, o foco de sua mensagem é “o amor às pessoas e o combate à miséria espiritual e material”.

Nicoletti também abordou uma fala anterior, na qual se referiu a Lula (PT) como “nove dedos ladrão”. Segundo ele, a expressão foi “um desabafo pessoal de indignação”, mas reconheceu que o uso foi inadequado. “Respeitamos a autoridade civil e cremos no diálogo, mesmo com divergências”, afirmou.

Sobre sua crítica a programas sociais, Nicoletti negou ser contra a assistência governamental, mas apontou o que vê como problemas na dependência gerada por discursos políticos. Em suas palavras: “Ajuda que não liberta, escraviza”. Ele defendeu que o papel da igreja deve ser o de capacitar, não apenas socorrer, atuando na formação espiritual, emocional e até profissional dos fiéis.

Ao justificar a frase “Jesus nunca foi pobre”, o pastor citou trechos do Novo Testamento. Mencionou os presentes recebidos por Jesus ao nascer, a túnica sem costura mencionada nos evangelhos e o fato de haver um tesoureiro entre os discípulos, no caso, Judas Iscariotes. “Esses elementos indicam que Jesus tinha acesso a recursos e não vivia em escassez”, afirmou.

Até o momento, Nicoletti continua ativo em suas redes sociais e reafirmou o compromisso da Igreja Recomeçar com o que chamou de evangelho integral, que une fé, transformação de vida e combate à miséria. Não houve retirada do vídeo original, mas trechos foram repostados com legendas explicativas.

A polêmica segue gerando debates, dividindo opiniões sobre os limites entre crítica social, doutrina teológica e responsabilidade pública na comunicação de líderes religiosos.

Membro do Hamas diz que terroristas perderam 80% de Gaza

Um alto funcionário do Hamas afirmou que o grupo terrorista perdeu aproximadamente 80% do controle que exercia sobre a Faixa de Gaza, após 21 meses de combates intensos com as Forças de Defesa de Israel (IDF).

A declaração foi feita sob condição de anonimato, em mensagens de voz enviadas à emissora britânica BBC, e revela a gravidade da situação enfrentada pelo grupo. Segundo o representante, “quase não sobrou nada da estrutura de segurança”.

“A maior parte da liderança, cerca de 95%, já morreu. Todas as figuras ativas foram mortas”, acrescentou, questionando a continuidade da guerra por parte de Israel, já que o país judeu “está em vantagem, o mundo está em silêncio, os regimes árabes estão em silêncio, gangues criminosas estão por toda parte, a sociedade está em colapso”.

A avaliação ocorre em um contexto de sucessivas perdas sofridas pelo Hamas. Em maio, o exército israelense eliminou Mohammed Sinwar, um dos últimos líderes do grupo em Gaza. O irmão dele, Yahya Sinwar, acusado de comandar o massacre de 1.200 israelenses em 7 de outubro de 2023, foi morto por tropas israelenses em outubro de 2024 durante uma operação no sul da Faixa.

O oficial entrevistado foi ferido na primeira semana do conflito e, segundo relatado, não exerce mais funções ativas na organização por motivos de saúde. Ainda assim, ele descreveu um cenário de colapso total em Gaza: “A situação de segurança é zero. O controle do Hamas é zero. Não há liderança, nem comando, nem comunicação. Os salários estão atrasados e, quando chegam, são praticamente inúteis. Alguns morrem só de tentar recebê-los”.

Ele também relatou que a população saqueou o complexo de segurança do Hamas conhecido como Ansar, utilizado anteriormente como sede de governo. “Eles saquearam tudo, os escritórios — colchões, até painéis de zinco — e ninguém interveio. Nem polícia, nem segurança”, afirmou.

As declarações do representante do Hamas reforçam avaliações feitas por autoridades israelenses ao longo dos últimos meses. Em setembro de 2024, o então ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant, declarou: “O Hamas como formação militar não existe mais”, descrevendo a organização como reduzida a um grupo guerrilheiro.

Durante o cessar-fogo de 57 dias no início de 2025, o Hamas tentou se reagrupar, de acordo com o funcionário entrevistado. Contudo, após a recusa em libertar os reféns israelenses remanescentes, Israel iniciou, em março, uma ofensiva contínua que, segundo o exército, desmantelou as últimas capacidades militares e políticas do grupo.

No mês passado, o porta-voz militar israelense, general Effie Defrin, afirmou que o Hamas estava prestes a perder completamente o controle de Gaza: “O Hamas está perdendo o controle. Continua a operar contra seus próprios civis. A distribuição de alimentos prejudica gravemente o Hamas e seu governo. Dezenas de milhares de refeições são distribuídas diariamente aos moradores de Gaza”, declarou.

A ajuda humanitária passou a ser canalizada pela recém-formada Fundação Humanitária de Gaza (GHF, na sigla em inglês), uma iniciativa apoiada pelos governos de Israel e dos Estados Unidos. A GHF tem como objetivo entregar diretamente suprimentos à população, contornando o controle do Hamas. O grupo se opôs à medida, alegando que ela enfraquece ainda mais sua autoridade na região.

Relatos recentes de civis afirmam que combatentes do Hamas teriam atacado centros de distribuição de alimentos, assassinando moradores para sabotar os esforços humanitários e fomentar críticas internacionais contra Israel, de acordo com informações do The Christian Post.

Evangelismo em Blumenau registra 50 conversões ao Evangelho

As ruas do bairro Pedro Krauss, em Blumenau (SC), receberam no sábado, 05 de julho, uma mobilização evangelística conduzida por 44 alunos do Centro de Treinamento Missionário Vida, instituição ligada à Assembleia de Deus. A ação integrou atividades práticas do curso de formação teológica e teve como objetivo anunciar o Evangelho em espaços públicos e residências da região.

Ao longo do dia, os participantes realizaram visitas domiciliares, louvor em vias urbanas, pregação em praças com o uso de megafone e conversas pessoais com moradores. Também foram distribuídos materiais cristãos e oferecidas orações a quem desejasse. A atividade foi descrita pelos organizadores como uma jornada de entrega e compaixão.

“O dia foi marcado por semeadura, compaixão e entrega. Em cada abordagem, o amor de Deus foi compartilhado de maneira prática, deixando marcas profundas nos corações alcançados”, informou a igreja por meio de publicação nas redes sociais.

De acordo com balanço divulgado pelo Centro Vida, aproximadamente 50 pessoas tomaram a decisão de seguir a fé cristã durante a mobilização. A instituição também registrou relatos de reconciliação de antigos membros que estavam afastados de práticas religiosas.

“Deus se fez presente de forma poderosa! Vimos vidas se rendendo a Cristo, corações sendo reconciliados e o amor de Jesus tocando cada pessoa. Que privilégio anunciar as Boas Novas!”, publicou a escola em seu perfil no Instagram.

Fundado há cerca de 20 anos, o Centro de Treinamento Missionário Vida atua na formação de missionários com foco em evangelização e serviço cristão, tanto em território nacional quanto em contextos transculturais. A instituição oferece preparação teológica com ênfase em missiologia e atividades práticas de campo, de acordo com informações da revista Comunhão.

Fernanda Witwytzky fala sobre fé, pausa no Insta e quase divórcio

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A escritora e influenciadora cristã Fernanda Witwytzky foi a convidada da semana no podcast PodCrê, onde compartilhou detalhes de sua caminhada pessoal, profissional e espiritual. Com mais de 700 mil seguidores no Instagram, Fernanda abordou temas como maternidade, limites no uso da internet e superação de crises no casamento.

Casada com o educador Rafael Carrilho, Fernanda relatou que o casal enfrentou uma crise em 2023 que quase resultou em divórcio. “É importante falar sobre o que Deus fez no nosso matrimônio”, afirmou. Segundo ela, abrir o coração e testemunhar o agir de Deus no relacionamento foi uma forma de encorajar outras famílias que passam por dificuldades semelhantes.

Autora de sete livros, sendo três deles infantis, Fernanda destacou a importância de sua obra Enquanto Isso, publicada durante o período em que tentava engravidar. O livro, que funciona como um diário de fé, marcou o início de sua notoriedade nas redes. Pouco tempo após o lançamento, ela deu à luz aos gêmeos Sara e Samuel, depois de 32testes de gravidez negativos. Em seguida, nasceu o caçula Isaac.

Apesar de ter ganhado projeção ao compartilhar a rotina familiar, Fernanda tomou a decisão de não mostrar mais os rostos dos filhos nas redes. Durante a entrevista, explicou que a escolha foi motivada por um desejo de proteger a identidade e privacidade das crianças: “A internet não é um lugar neutro. Entendi que precisava preservar aquilo que é mais precioso”, declarou.

Fernanda também abordou um ponto incomum entre criadores de conteúdo: a prática de ficar offline por longos períodos. Em 2024, ela adotou o hábito de se ausentar das redes uma semana por mês. Em 2025, ampliou o tempo para duas semanas mensais. Segundo ela, a meta é chegar a três semanas por mês em 2026 e, finalmente, tirar um ano sabático em 2027. “É um exercício de dependência de Deus, não de números ou de performance”, pontuou.

A entrevista repercutiu entre seguidores, especialmente por trazer reflexões sobre limites, discernimento espiritual e equilíbrio no uso da tecnologia, temas cada vez mais discutidos entre cristãos que atuam no ambiente digital.

André Valadão alerta sobre Labubu: ‘Ore antes de levar para casa’

O pastor André Valadão, líder da Igreja Batista da Lagoinha, utilizou as redes sociais nesta segunda-feira, 07 de julho, para fazer um alerta a respeito da popularidade dos bonecos Labubu, que se tornaram tendência entre crianças e adolescentes. Ele sugeriu que o brinquedo, apesar de parecer inofensivo, pode carregar referências espirituais negativas e pediu aos cristãos que estejam atentos.

Criado em 2015 pelo artista Kasing Lung, o personagem Labubu é representado como um pequeno ser com pelos coloridos e dentes pontiagudos. A empresa Pop Mart, responsável pela produção e distribuição do boneco, já movimentou mais de 2,3 bilhões de dólares (cerca de R$ 12,7 bilhões) com a marca, conforme levantamento publicado pela revista Forbes.

Valadão iniciou sua fala afirmando: “Esse bonequinho aí que tá essa febre, esse design estranho dá essa sensação de que é inspirado em algo meio sombrio”. Para ele, há uma intencionalidade recorrente por parte da indústria: “A indústria sempre faz algumas referências assim. Isso nunca foi novidade”.

Na gravação, o pastor frisou que sua intenção não é causar medo, mas estimular o discernimento espiritual nas famílias cristãs: “Antes de qualquer coisa entrar na sua casa, ore, peça ao Espírito Santo sensibilidade para perceber se há influência boa ou ruim”, orientou.

Ele também destacou a necessidade de atenção dos pais em relação ao conteúdo que chega até as crianças: “Nossas crianças são bombardeadas todos os dias por personagens, histórias e produtos que podem sim carregar muitas mensagens sutis, subliminares. A atenção precisa vir dos pais”.

Na sequência, Valadão afirmou que o papel de proteção não pode ser delegado: “A responsabilidade de proteger o coração dos nossos filhos continua. Vigilância não é medo, é cuidado de pai e mãe. Então não baixe a guarda”.

O debate em torno do Labubu já vinha se desenhando entre influenciadores cristãos. Recentemente, a comunicadora Karina Milanesi, conhecida por abordar temas sobre o universo infantil e a influência da mídia, também alertou seu público. Em publicações no Instagram, ela apontou que “nem tudo é tão inofensivo quanto parece” e incentivou os pais a questionarem os padrões de consumo das crianças.

O boneco Labubu faz parte da linha “The Monsters” e se popularizou por meio de vídeos no TikTok e outras plataformas. Vendido em diversas lojas brasileiras, é frequentemente promovido como item de coleção, o que tem impulsionado a busca por versões raras e edições limitadas.

Até o momento, a Pop Mart não se pronunciou oficialmente sobre as críticas envolvendo simbolismos espirituais ou influência sobre o público infantil. Nas descrições oficiais, o personagem é apresentado como “travesso, curioso e cheio de imaginação”.

A repercussão do vídeo de André Valadão gerou diversos comentários entre seus seguidores, dividindo opiniões entre os que compartilham da mesma preocupação e outros que consideram o alerta exagerado. Contudo, o pastor reforçou que a vigilância espiritual continua sendo um princípio cristão essencial: “O Senhor nos deu olhos espirituais para discernir aquilo que o mundo não vê. Vamos usá-los com sabedoria”.

A discussão traz à tona, mais uma vez, o papel da fé cristã na análise crítica da cultura contemporânea e do entretenimento voltado para o público infantojuvenil.

Na Índia, radicais hindus agridem cristãos após invadirem culto

Um culto cristão foi violentamente interrompido por extremistas hindus no distrito de Dhamtari, no estado de Chhattisgarh, na Índia, no último domingo (06 de julho). O episódio ocorreu durante uma reunião na Peniel Prayer Fellowship, localizada na vila de Borsi, onde cerca de 15 cristãos estavam reunidos para adoração.

De acordo com o pastor Wakish Sahu, que lidera a congregação juntamente com seu pai, os agressores invadiram o templo portando pedaços de madeira e gritando a expressão Jai Shri Ram — uma saudação ao deus hindu Rama, frequentemente utilizada por grupos radicais em ações de intimidação.

Os homens exigiam o fim das reuniões cristãs na região: “Eles destruíram as cadeiras, quebraram os instrumentos musicais, confiscaram os materiais de evangelismo e atearam fogo em diversas Bíblias”, relatou o pastor ao portal Morning Star News.

O pastor Mannohan Sahu, de 57 anos, pai de Wakish, foi um dos mais gravemente feridos. Ele foi espancado com pedaços de madeira, levou socos e chutes na cabeça e no corpo e chegou a perder a consciência: “Os agressores, talvez temendo que ele estivesse morto, forçaram-no a beber água”, afirmou Wakish.

Outros fiéis também foram atacados. A mãe do pastor tentou intervir durante a agressão e acabou ferida nas mãos e na cabeça. No total, sete pessoas — entre elas duas mulheres — sofreram lesões graves e precisaram ser encaminhadas ao hospital para receber atendimento médico.

A ocorrência foi registrada na delegacia de Maganlodh, no entanto, até o momento, não há informações sobre prisões ou investigações em andamento. Wakish relatou que a violência deixou muitos membros da congregação receosos de participar das próximas reuniões. “Desde o ataque, muitos deixaram de comparecer aos cultos, com medo. É compreensível, mas nossa família continua se reunindo. Decidimos que não vamos ceder ao medo”, declarou.

O estado de Chhattisgarh tem registrado uma escalada de ataques contra cristãos nos últimos anos, especialmente em áreas rurais. A organização Portas Abertas, que monitora a liberdade religiosa em diversas partes do mundo, posiciona a Índia na 11ª colocação da Lista Mundial da Perseguição 2025, indicando alto nível de hostilidade contra cristãos no país.

A Constituição indiana garante liberdade religiosa, mas casos como o ocorrido em Borsi continuam sendo relatados com frequência, sobretudo em regiões onde o nacionalismo hindu exerce forte influência social e política.

Pastora baleada na cabeça sofre cirurgia de 4h para retirar projétil

Uma pastora foi baleada na região da cabeça durante um ataque criminoso no bairro da Engomadeira, em Salvador (BA). Ela estava acompanhada do marido, o pastor Manoel Carvalho, enquanto levavam um conhecido para casa após participarem de um culto.

O casal lidera a Igreja Batista Casa de Oração, com atuação ativa na capital baiana, e de acordo com relatos, ao se aproximarem da entrada do bairro, Manoel notou a presença de homens armados e decidiu informar que eram líderes religiosos. Mostrou a Bíblia e, segundo testemunhas, foi autorizado a seguir.

O crime ocorreu momentos depois, quando o casal retornava pela mesma via. Criminosos atiraram contra o veículo, e a pastora Carine Carvalho foi atingida por um disparo que entrou pela nuca e saiu pela testa.

O ataque foi confirmado por um policial que preferiu não se identificar. Ele declarou: “Eles estavam dando carona a uma pessoa que mora ali dentro e até se identificaram, informando que eram religiosos e o pastor até mostrou a Bíblia para os criminosos. Por isso, conseguiram entrar, mas, na volta, os traficantes atiraram contra eles”.

No carro também estavam os dois filhos do casal, de 15 e 20 anos, que não foram atingidos. A pastora foi socorrida em estado grave e levada ao Hospital Geral Roberto Santos (HGRS), onde passou por uma cirurgia de emergência que durou cerca de quatro horas. Até a tarde de 08 de julho, ela permanecia internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), sob cuidados médicos.

A Igreja Batista Casa de Oração publicou um pedido de intercessão nas redes sociais: “Pedimos que orem por nossa apóstola Carine! Não cessem de orar porque quanto mais oração, mais poder”, dizia a nota publicada no Instagram oficial.

Em entrevista à TV Bahia, o pastor Manoel Carvalho afirmou que a fé da família permanece firme. “Já tirou a sedação e o Espírito Santo está cuidando dela. Os médicos são a segunda parte, porque a primeira nós estamos em Cristo. Minha família está forte, pela glória de Deus. No próximo mês ela estará na ceia, em nome de Jesus”, disse.

O caso está sendo investigado pela Polícia Civil da Bahia. A Secretaria de Segurança Pública informou que houve reforço no policiamento da Engomadeira após o ocorrido. Ainda não foram divulgadas informações sobre a identificação ou prisão dos autores do disparo.

Relatório da ONU sobre LGBTs ataca a fé cristã e pastores reagem

Um relatório recente do Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) reacendeu o debate sobre os limites entre liberdade religiosa e ambições da população LGBT+. O documento aponta que crenças religiosas tradicionais podem, em certos contextos, violar direitos humanos, o que gerou críticas de líderes cristãos brasileiros.

Pastores de diferentes denominações expressaram preocupação com o que consideram uma tentativa de silenciar convicções religiosas sob o argumento da diversidade. O historiador espanhol César Vidal classificou a abordagem da ONU como reflexo de uma “realidade anticristã” que, segundo ele, tem se consolidado em instituições internacionais. No Brasil, a reação foi semelhante entre vozes representativas do meio evangélico.

Declarações em defesa da fé cristã

Para o pastor batista Joarês Mendes de Freitas, da Primeira Igreja Batista em Jardim Camburi (Vitória, ES), o relatório representa um risco à compreensão plural da diversidade: “Não vejo como as crenças cristãs poderiam violar direitos de quem quer que seja. Os cristãos defendem seus princípios de fé e conduta, mas não os impõem a ninguém”, afirmou. Ele ressaltou que o cristianismo se baseia na adesão voluntária, não na coerção.

O pastor Bruno Polez, também da tradição batista, reforçou a crítica. “Dizer que desrespeitamos direitos é o mesmo que afirmar que somos contra a Palavra de Deus”, declarou. Em sua visão, há uma tentativa de impor às igrejas a aceitação de comportamentos que conflitam com os princípios bíblicos. Ele citou 1 João 4 para destacar que o amor cristão acolhe a todos, mas não relativiza a noção de pecado.

Liberdade religiosa

O pastor adventista Geraldo Moysés alertou para o risco de que a promoção da diversidade se transforme em instrumento de opressão contra a fé. “Quando a diversidade exige uniformidade de pensamento e deslegitima convicções religiosas milenares, deixa de ser inclusiva e torna-se opressiva”, afirmou, em entrevista à revista Comunhão.

Ele defendeu o direito de os cristãos viverem sua fé em todas as esferas da vida, mencionando o Artigo 18 da Declaração Universal dos Direitos Humanos como garantia fundamental.

Segundo Moysés, o direito à liberdade religiosa abrange mais do que o culto: inclui a expressão pública e o ensino da fé. “Esse direito precisa ser protegido”, concluiu.

Já o pastor Fábio Andrade, da Igreja Batista Resgate (Vitória, ES), defendeu cautela nas análises. “Não vejo perseguição religiosa no Brasil. Temos tensões, mas a liberdade de cultuar a Deus ainda está assegurada pela Constituição”, ponderou. No entanto, sugeriu uma reflexão interna: “A maneira como vivemos e pregamos nossa fé está produzindo dignidade para todos ou contribuindo para o sofrimento de alguns?”

Andrade também destacou a importância da responsabilidade social associada à liberdade. “Jesus nos ensinou: ‘Deem a César o que é de César e a Deus o que é de Deus’ (Mateus 22:21). Nossa liberdade está segura, mas deve caminhar junto com a responsabilidade social”, afirmou.

Fé e democracia: compatíveis?

Os pastores consultados afirmaram que os valores cristãos podem coexistir com a diversidade em sociedades democráticas: “O cristianismo propõe, não impõe”, afirmou Geraldo Moysés, fazendo referência a Lucas 9:23. Ele defendeu o respeito à liberdade de todos os credos, desde que haja reciprocidade: “Se respeitamos o direito dos outros viverem seus valores, é justo que respeitem nosso direito de viver os valores do Reino de Deus”.

Bruno Polez chamou atenção para a necessidade de participação ativa dos cristãos nos espaços democráticos. “A democracia é feita pelo voto e pelo debate. As leis devem ser construídas com participação de todos os segmentos da sociedade”, disse. Ele enfatizou que o modelo teocrático não é o caminho, mas que os cristãos devem ter seus direitos igualmente garantidos.

Pressões culturais

Frente ao avanço de pautas ideológicas em instâncias internacionais, os líderes evangélicos reforçaram a missão da Igreja de manter-se fiel às Escrituras. “Ela deve ser um hospital para tratar pecadores que desejam ser curados”, afirmou Joarês Mendes, destacando o caráter acolhedor e restaurador do evangelho.

Geraldo Moysés também defendeu a formação de comunidades sólidas, preparadas para responder com firmeza e amor. “A Igreja é chamada a ser sal da terra e luz do mundo” (Mateus 5:13-16), afirmou, destacando o papel transformador da fé cristã na sociedade.

O pastor Fábio Andrade sintetizou a postura desejada com base em Gálatas 6:2: “Levem os fardos pesados uns dos outros e, assim, cumpram a lei de Cristo”. Para ele, o testemunho cristão deve ser marcado menos pelo volume dos discursos e mais pela proximidade com as pessoas.