Pastor é preso acusado de solicitar fotos de menina de 11 anos

O pastor Clarence Barry Hungerford, de 58 anos, da cidade de Mayfield, Kentucky, foi colocado em licença administrativa após ser preso por suspeita de solicitar imagens de teor impróprio de uma menina de 11 anos que frequentava sua igreja. A informação foi divulgada pelo Gabinete do Xerife do Condado de Marshall em 25 de junho, por meio de uma publicação oficial em sua página no Facebook.

Segundo o comunicado, os agentes foram acionados pela família da menor em 23 de junho. A denúncia relatava que a criança havia recebido pedidos do pastor para fotografar seu corpo. Durante a investigação, os detetives identificaram Hungerford como o autor das mensagens e constataram que ele havia destruído seu aparelho celular numa tentativa de eliminar provas.

Hungerford foi detido sob duas acusações: adulteração de provas físicas, tipificada como crime de classe D no estado do Kentucky, cuja pena pode variar de 1 a 5 anos de prisão; e uso ilegal de meios eletrônicos para induzir uma menor a atividades sexuais ou proibidas, delito classificado como crime de classe B devido à idade da vítima e à posição de autoridade ocupada pelo acusado. Este segundo crime prevê uma pena entre 10 e 20 anos de reclusão, conforme o código penal do Kentucky.

Embora o nome da congregação não tenha sido inicialmente divulgado pelas autoridades, a Associação Batista da Área de Purchase identificou Hungerford como pastor da Igreja Batista de Aurora, localizada no Condado de Marshall. Em nota oficial emitida no sábado, a associação afirmou estar ciente da prisão e declarou:

“A Associação Batista da Área de Purchase está ao lado da igreja enquanto as autoridades civis conduzem suas investigações e enquanto a igreja lamenta as acusações e alegações, e buscamos ministrar a todos os envolvidos. Este pastor está em licença administrativa enquanto as investigações são realizadas. A igreja está cooperando integralmente com o Gabinete do Xerife do Condado de Marshall enquanto conduzem a investigação. Oramos por justiça e cura para todos e, portanto, não faremos nenhum outro comentário público neste momento”.

O site oficial da associação foi atualizado, indicando uma vaga pastoral na Aurora Baptist Church, que antes constava sob o nome de Hungerford.

De acordo com informações da WPSD, afiliada da NBC News, o pastor compareceu ao tribunal na segunda-feira para uma audiência de acusação, ocasião em que se declarou inocente e solicitou um defensor público. Uma audiência preliminar foi marcada para 9 de julho.

Até o momento, não há confirmação sobre fiança ou eventual liberdade provisória. A investigação segue em andamento sob responsabilidade das autoridades locais.

Vocalista de banda de rock cobra respostas no caso Michael Tait

Em um episódio publicado no dia 30 de junho em seu podcast Cooper Stuff, o vocalista da banda cristã Skillet, John Cooper, classificou como “uma vergonha e uma tragédia para a Igreja” o escândalo envolvendo Michael Tait, ex-vocalista do DC Talk e do Newsboys.

Durante o programa intitulado “Michael Tait, música cristã e o evangelho que não olha para o outro lado”, Cooper pediu uma “condenação veemente” das ações atribuídas a Tait, sem, no entanto, condenar a pessoa.

Michael Tait foi acusado por vários homens de agressão sexual, incluindo casos em que as vítimas teriam sido drogadas ou intoxicadas e tocadas sem consentimento. O artista admitiu posteriormente ter vivido uma “vida dupla”, confessando “contato sensual indesejado” e anos de abuso de álcool e cocaína.

“Não quero fazer isso, mas o Senhor não me deixava sozinho. Porque, para ser honesto, estou muito insatisfeito com os comentários que tenho visto na música cristã contemporânea, que parecem tão fortemente investidos na ideia, que tem alguma verdade, de ‘Ei, todos pecamos, então vamos focar em nossa própria vida’”, declarou Cooper. “Obviamente, essas coisas são verdadeiras, mas não é por aí que precisamos começar”.

O cantor de 50 anos afirmou que recebeu um “peso do Senhor” para abordar o caso e que a resposta da indústria cristã tem sido insuficiente. “Precisamos de uma condenação veemente desses atos, não de uma condenação de pessoas”, disse. “Estamos condenando as ações das pessoas. De forma veemente, sem pedir desculpas, não recuamos”.

John Cooper integra o conselho da Ascent Church, em Nashville, Tennessee, e ressaltou que o testemunho público dos cristãos está em risco. “Nosso testemunho ao mundo está em jogo”, disse, enfatizando a necessidade de dar prioridade às vítimas. “Meu foco são aqueles que foram vítimas, supostamente abusados e agredidos sexualmente por Michael Tait”.

Durante o episódio de cerca de uma hora, Cooper lamentou o que descreveu como uma tendência de minimizar a gravidade de abusos em nome da graça ou da unidade cristã. “É impróprio pular direto para [a mentalidade de] ‘todos pecam, todos falham, precisamos amar’”, afirmou. “Há categorias nesse contexto que não podemos ignorar”.

Em relação à confissão pública de Tait, Cooper afirmou: “Agradeço a Michael por ter feito a confissão. Ele não deu desculpas. Mas fez isso apenas depois que tudo explodiu”. O cantor questionou: “Você sabe como teria sido se Tait tivesse confessado isso há muito tempo, para reparar as pessoas, para talvez impedir que suas vidas naufragassem? Isso envergonha o Evangelho”.

Cooper também criticou a possibilidade de restauração pública de Tait sem sinais concretos de arrependimento. “Não queremos publicidade e não queremos a restauração da plataforma. Precisamos de um abandono real, doloroso e público do pecado”, declarou.

Sobre a responsabilidade da indústria, Cooper disse que líderes e artistas do meio deveriam reconhecer falhas estruturais. “Reconhecer e dizer: ‘Estou na CCM [Contemporary Christian Music], sou parte do problema’. Não que eu soubesse disso. Mas estou dentro e preciso reconhecer a gravidade disso”.

Diante de especulações de que o comportamento de Tait seria um “segredo aberto”, o vocalista do Skillet afirmou: “Acho muito difícil de acreditar. Eu não sabia disso”. Ainda assim, reiterou: “Estamos em um acordo. Não estamos fazendo o suficiente”.

Cooper também abordou o equilíbrio entre graça e justiça: “Queremos graça para Michael Tait? Claro que queremos. Eu amo Michael. Não vou deixar de amar Michael. Mas somos um povo de graça radical, não de graça barata. E precisamos começar a viver de acordo com a Palavra de Deus”.

De acordo com o The Christian Post, ele concluiu com um apelo: “Permaneçam firmes, permaneçam ousados, andem na luz, mesmo que isso lhes custe tudo”.

China condena pastores e fiéis de igreja doméstica à prisão

Em 20 de junho, autoridades da província de Shanxi, na China, anunciaram a condenação de três líderes da igreja doméstica Linfen Covenant Home Church por acusações de fraude.

O pastor Li Jie e o ancião Han Xiaodong foram sentenciados a três anos e oito meses de prisão, enquanto o ancião Wang Qiang recebeu uma pena de um ano e 11 meses.

Segundo a organização Christian Solidarity Worldwide (CSW), com sede no Reino Unido, o julgamento ocorreu a portas fechadas, sob intenso esquema de segurança e com denúncias de intimidação a familiares e restrições ao direito de defesa. Li e Han foram detidos inicialmente em agosto de 2022, durante um retiro religioso. Wang foi preso posteriormente, em novembro do mesmo ano. A acusação formal foi apresentada em junho de 2023, mas o julgamento teve início apenas em 8 de maio de 2025.

De acordo com a CSW, a audiência foi marcada por barreiras impostas à entrada de parentes e apoiadores, incluindo a esposa, a mãe e os dois filhos de Li Jie, que foram detidos e removidos à força do local do julgamento no Tribunal Distrital de Linfen Yaodu. A organização também informou que os advogados de defesa foram pressionados a aceitar exigências como a entrega de celulares e laptops, com a promessa de que as sentenças não excederiam três anos. No entanto, tais garantias não foram cumpridas.

A pena de Wang foi declarada como já cumprida, considerando o período em que ele permaneceu sob “Vigilância Residencial em Local Designado” até 30 de setembro de 2024 e sua libertação sob fiança em março deste ano.

A Linfen Covenant Home Church divulgou uma declaração, traduzida pela organização China Aid, rejeitando a acusação de fraude. “Embora o julgamento do caso tenha sido anunciado, não aceitamos esta sentença injusta”, afirmou a igreja. “Nossos irmãos não cometeram fraude, e as ofertas de nossa igreja não são fraude. Nossa igreja continua sendo uma igreja doméstica, aderindo a Cristo como o único chefe da igreja e ao princípio da separação entre igreja e estado”.

A declaração acrescenta: “Reconhecemos que Li Jie, Han Xiaodong e Wang Qiang estão sofrendo por causa da justiça e estão dispostos a tomar a cruz com o Senhor. Recebemos o resultado do julgamento do Senhor com um coração de gratidão e obediência”.

Em dezembro de 2024, advogados e defensores dos direitos humanos publicaram um manifesto criticando a criminalização de doações feitas a igrejas domésticas não registradas. No mesmo período, membros da Golden Lampstand Church, também localizada em Linfen, receberam sentenças de prisão por acusações semelhantes. Dez líderes da igreja foram condenados a penas entre nove anos e nove anos e dois meses, após prisões iniciadas em agosto de 2021.

O presidente da CSW, Mervyn Thomas, criticou os procedimentos, afirmando que os casos demonstram “a facilidade com que o complexo sistema e os processos judiciais da China podem ser manipulados”. Thomas destacou ainda que julgamentos secretos e acesso restrito ao apoio jurídico levantam “sérias questões sobre a integridade do processo judicial da China”.

A organização Portas Abertas, que monitora a perseguição religiosa em mais de 60 países, afirmou que os casos refletem uma estratégia do governo chinês para restringir atividades cristãs não vinculadas a instituições estatais. Segundo a entidade, a repressão aumentou com o uso de vigilância digital e normas que buscam eliminar a atuação de igrejas não registradas.

A legislação chinesa reconhece oficialmente cinco religiões — Budismo, Taoísmo, Islamismo, Protestantismo e Catolicismo — desde que vinculadas a órgãos estatais. A Constituição garante liberdade de crença, mas essa liberdade é limitada a “atividades religiosas normais”, expressão cuja definição não é especificada legalmente.

Em 1º de maio, entraram em vigor novas normas emitidas pelo Partido Comunista Chinês que proíbem missionários estrangeiros de pregar, angariar fundos ou promover atividades religiosas sem autorização do governo.

Segundo a Mission News Network, as regras também impedem cidadãos estrangeiros de produzir materiais religiosos, recrutar seguidores ou oferecer educação religiosa sem prévia aprovação oficial.

De acordo com informações do portal The Christian Post, estrangeiros só podem pregar se convidados por organizações religiosas sancionadas pelo Estado, e os sermões devem ser autorizados com antecedência.

‘Não haverá Hamas’: Netanyahu reitera postura de Israel

Nesta quarta-feira, 2 de julho, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que o Hamas deixará de existir na Faixa de Gaza e garantiu que todos os reféns mantidos pelo grupo serão libertos. A declaração foi feita durante uma visita a uma instalação de energia na cidade de Ascalon, no sul do país.

“Eu anuncio a vocês: não haverá Hamas. Não vamos voltar a isso. Acabou. Vamos libertar todos os nossos reféns”, declarou Netanyahu, sem se aprofundar nos detalhes operacionais.

A fala do premiê ocorreu horas após o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar, segundo a imprensa americana, um suposto acordo de cessar-fogo. O plano incluiria a suspensão dos ataques israelenses por um período de 60 dias, em troca da libertação de dez reféns vivos e da entrega dos corpos de outros 15, por parte do Hamas.

Netanyahu, no entanto, não mencionou o anúncio feito por Trump. Em resposta à ideia de que é possível acabar com o Hamas e simultaneamente garantir a volta dos sequestrados, ele afirmou: “São dois objetivos opostos, que absurdo! Nós trabalhamos juntos. Vamos concluir juntos, ao contrário do que eles dizem. Nós os eliminaremos completamente”.

Atualmente, estima-se que 50 pessoas ainda estejam sob custódia do Hamas. A maioria das famílias desses reféns demonstra desconfiança quanto à eficácia da pressão militar e defende a assinatura de um acordo que possibilite a troca imediata.

Nos últimos meses, o governo israelense se recusou a aceitar duas exigências principais do Hamas para selar um cessar-fogo: a retirada total das tropas israelenses e o encerramento definitivo da ofensiva militar na Faixa de Gaza.

Internamente, Netanyahu enfrenta resistência de partidos de direita que compõem sua coalizão. Esses grupos são contrários a qualquer negociação com o Hamas e rejeitam a ideia de um acordo de trégua. Eles também defendem a continuidade da ofensiva militar e a reinstalação dos assentamentos israelenses desmantelados em 2005.

Segundo a agência EFE, o Hamas confirmou nesta quarta-feira que está analisando a proposta de cessar-fogo mediada por Catar e Egito. O grupo palestino reiterou suas exigências de fim da ofensiva, retirada das tropas israelenses e envio de ajuda humanitária à população da Faixa de Gaza.

Pastor é indiciado após dizer que Erika Hilton não é mulher

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) concluiu, em 02 de julho, um inquérito que investigava publicações e discursos do pastor Flávio Amaral, acusado de cometer crime de homotransfobia. Segundo a apuração da Delegacia Especial de Repressão aos Crimes por Discriminação Racial, Religiosa ou Orientação Sexual (Decrin), o religioso teria feito declarações consideradas discriminatórias contra pessoas LGBTQIA+ nas redes sociais e em palestras públicas.

Em uma das falas investigadas, Amaral mencionou diretamente a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), afirmando que ela “não era incluída no Dia das Mulheres, pois mulher não vira mulher, mulher nasce mulher”. Além disso, a investigação aponta que o pastor utilizou textos bíblicos para se referir a pessoas LGBTQIA+ como “filhos da ira e da perdição” e veiculou conteúdos que, segundo o inquérito, caracterizam preconceito motivado por orientação sexual ou identidade de gênero.

O pastor foi indiciado por crimes resultantes de preconceito, conforme previsto na legislação brasileira. O caso foi encaminhado ao Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), que agora deve analisar a denúncia e decidir se oferece ação penal. Em caso de condenação por todos os delitos apontados, Amaral pode ser sentenciado a uma pena que varia de 6 a 15 anos de reclusão.

Brasiliense de origem, Flávio Amaral reside atualmente no município de Itanhaém, no litoral de São Paulo. Em seu perfil nas redes sociais, ele se identifica como “missionário e pastor, liberto da homossexualidade”.

Durante o inquérito, Amaral prestou depoimento à polícia e declarou que seus comentários foram motivados por “questões pessoais”. A equipe de reportagem tentou contato com o pastor para comentar o caso, mas não obteve resposta até a última atualização desta matéria.

Paralelamente, o pastor também é alvo de outra investigação conduzida pelo Ministério Público (MP), relacionada à denúncia de transfobia e tortura. O procedimento foi iniciado após representação da deputada Erika Hilton e da vereadora de São Paulo Amanda Paschoal, ambas do PSOL.

As parlamentares assinaram um documento após o suicídio de uma jovem trans de 22 anos, que, segundo o portal G1, passava por um processo de “destransição” sob orientação do pastor.

Atualmente, tanto Erika Hilton quanto Amanda Paschoal também são investigadas pela Justiça Federal por suspeitas envolvendo um contrato de segurança privada com recursos públicos. O caso tramita na 20ª Vara Federal Cível do Distrito Federal e envolve a empresa Mapi Consultoria em Sistemas de Segurança, que, segundo o processo, não possui autorização da Polícia Federal para atuar na área de segurança privada.

O desfecho das investigações sobre o pastor Flávio Amaral dependerá da análise do MPDFT e da eventual abertura de ação penal com base no indiciamento feito pela Decrin.

Petista acusa Michelle Bolsonaro de prostituição e cria polêmica

Advogados da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro resolveram dar uma chance de retratação para a petista Teônia Pereira, de 27 anos, que foi processada por Michelle Bolsonaro, de 43, após chamar a ex-primeira-dama de “ex-garota de programa”.

A fala de Teônia ocorreu durante um podcast apresentado por ela na internet. Publicamente conhecida por seu viés partidário ligado à esquerda, em dada ocasião da transmissão ela acusou a esposa do ex-presidente Jair Bolsonaro de ter atuado no ramo da prostituição, mas sem apresentar qualquer prova.

Ao tomar conhecimento do fato, os defensores de Michelle Bolsonaro decidiram dar a petista a oportunidade de se retratar, provavelmente, por já preverem uma vitória judicial por calúnia e difamação, especialmente devido ao uso de meios públicos, neste caso, a internet.

A influenciadora petista, contudo, negou que tivesse cometido algum delito. “Teônia Mikaelly Pereira de Sousa, por meio de sua assessoria jurídica, esclarece que não tomou conhecimento oficial e não recebeu qualquer notificação, intimação ou citação relativa a procedimento judicial ou extrajudicial movido contra si pela pessoa de Michelle Bolsonaro”, diz a sua defesa.

Marcelo Luiz Ávila de Bessa, que representa Michelle Bolsonaro junto com o dr. Thiago Lobo Fleury, afirma que as falas são “completamente falsas e ofensivas”, mas ainda assim preferiram optar pelo menor potencial ofensivo contra a influenciadora. Confira abaixo a  íntegra o texto de retratação proposto pelos advogados da ex-primeira-dama, segundo o Pleno News:

“Eu estou aqui hoje para me retratar porque menti, fui covarde e desumana.

Reconheço que ultrapassei todos os limites aceitáveis do debate público. Acusei Michelle Bolsonaro de fatos infames e mentirosos, colocando em dúvida sua honra, sua dignidade e a de sua família. Isso não foi opinião — foi pura maldade!

As divergências políticas, por mais intensas que sejam, não autorizam ninguém a desumanizar o outro. E foi exatamente isso que eu fiz. Cometi uma agressão covarde, gratuita e profundamente injusta contra uma mulher pública, uma mãe de família, uma pessoa que tem filhas — filhas que ouviram ou leram o que eu disse e que não mereciam ser feridas pelos meus desatinos. Por minha culpa, essas meninas viram a mãe delas ser humilhada em praça pública.

Disse que Michelle havia sido ‘garota de programa’, quando nunca houve nada que sustentasse tal agressão. Reproduzi um ataque vil como se fosse uma verdade popular. Isso não é coragem. Isso é covardia moral. Isso é desumanidade pública. Eu disse coisas que eu mesma jamais aceitaria que dissessem sobre mim. Usei da minha voz para destruir, para assassinar uma reputação. Fui totalmente irresponsável.

Ao repetir mentiras grotescas como se fossem verdades, atingi não apenas Michelle, mas toda a sua história. Tentei desqualificar sua postura familiar, sua fé, sua aparência. Acusei-a com palavras que carregam peso moral e social devastador. Menti que ela “incorporava um personagem”, insinuei que toda sua família era criminosa — e fiz tudo isso, repito, sem qualquer base, sem qualquer limite, sem nenhuma humanidade.

Sendo mulher, eu deveria ter compreendido o quanto é cruel atacar outra mulher, fazendo o jogo sujo que machistas e misóginos fazem. Agredi Michelle gratuitamente apenas pelo que ela representa, por sua fé, por sua aparência, por sua postura familiar. Fui contra tudo que eu mesma deveria defender.

Hoje, encaro envergonhada aquilo que fiz: fui má. Fui injusta. Fui irresponsável. Fui cruel. E mais do que tudo, fui pequena diante de uma mulher que não me atacou, mas foi atacada por mim. Admito: fui covarde e desumana. E agora, com clareza e vergonha, peço perdão à Michelle Bolsonaro — pela mentira, pela crueldade e pela maldade com que escolhi agir. Peço também que perdoe o impacto que minhas palavras causaram em suas filhas.

Política não é desculpa para perversidade. Divergência não é licença para destruição. E hoje eu entendo: quem mancha a honra do outro, suja a própria consciência. Quem espalha mentira, carrega vergonha. E essa, hoje, é toda minha! Que essa retratação seja o mínimo diante do que causei.”

Homem é baleado no peito e escapa da morte devido a crucifixo

Aidan Perry, de 20 anos, atribuiu sua sobrevivência a um tiro acidental ao crucifixo que usava no pescoço. O caso ocorreu no mês passado, no Condado de Marion, Flórida, e foi relatado em entrevistas concedidas a emissoras locais.

“Eu provavelmente não estaria falando com vocês agora [sem isso]”, declarou Perry, ao mostrar o colar com cruz que carregava no momento em que foi atingido. O disparo ocorreu quando um amigo lhe mostrava uma arma e esta foi acionada acidentalmente. A bala teria entrado cerca de dois centímetros acima do coração, atingindo diretamente a cruz metálica, segundo descrição fornecida pelos médicos.

O Dr. Khafra Garcia Henry, do Hospital HCA Florida Ocala, explicou que a joia foi decisiva para amortecer o impacto: “Devido ao seu componente metálico, ela realmente amorteceu grande parte da força da bala, de modo que a bala ricocheteou no colar e atingiu a parede torácica. No entanto, atingiu apenas o tecido adiposo, pois retardou a trajetória da bala”. O médico afirmou ainda que, sem a presença do colar, o projétil poderia ter perfurado o pulmão ou o coração.

Perry, que sofreu ferimentos no tórax e no braço, permanece otimista. “Mesmo com um pouco de dor, ainda estou aqui, então está tudo bem”, afirmou. Segundo ele, o episódio fortaleceu sua fé: “Eu era religioso antes, me considero mais religioso agora do que nunca”. Ele também relatou à FOX 35 Orlando como se sentiu no momento do disparo: “Achei que ia morrer”, disse, ao lembrar do sangue.

O crucifixo foi um presente de Natal dado por seu pai, Aaron Perry, que também comentou sobre o episódio: “Havia mais do que apenas um pedaço de metal ali, 100%”. A cruz aparece quebrada nas imagens divulgadas após o incidente, mas a corrente permaneceu intacta.

O amigo que manuseava a arma no momento do disparo agora enfrenta uma acusação de negligência culposa com resultado de lesão corporal, apresentada no Condado de Sumter. Até o momento, não há informações adicionais sobre o andamento do processo judicial, segundo o portal The Christian Post.

Maria Marçal criticada por cantar em festa de São João na Paraíba

A cantora gospel Maria Marçal se apresentou na noite de quarta-feira, 2 de julho, durante a Noite Evangélica do São João de Santa Rita, na Paraíba. O evento religioso, parte da programação junina da cidade, ocorreu na Praça do Povo e reuniu uma multidão de fiéis, mesmo sob chuva. A celebração contou com momentos de louvor, oração e adoração.

Antes da apresentação de Maria Marçal, subiram ao palco os grupos Família de Deus e Atos Movement. No dia seguinte, a programação seguiu com a Noite Católica, que teve shows do grupo Colo de Deus e do Padre Nilson Nunes.

A presença de cantores evangélicos em festas juninas voltou a gerar reações divergentes entre fiéis. Maria Marçal também está confirmada no Forró de Curvelo 2025, em Minas Gerais, onde se apresentará na noite gospel do evento no dia 9 de julho. No mesmo palco, no dia seguinte, será a vez do Padre Fábio de Melo, durante a noite dedicada ao público católico.

O debate entre internautas remonta a episódios recentes, como a participação da cantora Cassiane no Polo Azulão, parte da festa de São João de Caruaru, em Pernambuco. Na ocasião, ela também foi alvo de críticas.

Na internet, alguns usuários desaprovaram a presença de Maria em eventos com temática junina. Uma internauta comentou: “Não pode. Isso é festa pagã”. Outra afirmou: “Já deixou de ser crente faz tempo, por causa da fama”. Um terceiro declarou: “Ela não é cristã, é apenas cantora”.

Em contrapartida, outros fiéis defenderam a participação da artista: “Se ela for para levar a palavra cantada, está valendo”, escreveu um seguidor. Outro completou: “Não importa o lugar, o importante é que as pessoas ouçam a palavra de Deus”. A assessoria da cantora não se pronunciou até o momento.

Ex-traficante abandona o crime e a homossexualidade por Jesus

Nichol Collins, ex-traficante e ex-homossexual de drogas em Los Angeles por duas décadas, relatou em entrevista à CBN News, na segunda-feira, como um episódio de violência foi determinante para a sua conversão ao cristianismo, o que o levou ao abandono de sua identidade transgênero.

Entre 2005 e 2025, Collins atuou no crime organizado sob o nome masculino “Esco”, autodeclarando-se lésbica e trans.

O ponto de virada ocorreu em 2025, quando sobreviveu sem ferimentos a um ataque por trás com um martelo. “Deus usou isso para me dar sentido. Toda glória a Ele!”, declarou.

Após o episódio, Collins iniciou um processo de sete meses para abandonar roupas masculinas e retomar sua identidade biológica feminina. “Senti-me desajeitada, mas ao me submeter a Deus, Ele me embelezou com a salvação”, testemunhou.

Ativismo atual:

Collins fundou um ministério voltado a “superar a homossexualidade” segundo princípios bíblicos, enfrentando reações adversas. “Recebo pornografia gay e ameaças nas redes. Sabem que não compactuo com a ideologia LGBT”, afirmou.

Em 2026, criou a marca de roupas Globeshakers para ressignificar o arco-íris como símbolo da aliança divina, não do movimento LGBT. “Vi uma mão nas nuvens segurando o arco-íris com a frase ‘Recupere-o’. Pertence a Deus, não ao homem”, justificou.

A ex-traficante defende que igrejas acolham pessoas com históricos LGBT mediante testemunhos de conversão: “Deus as muda de dentro para fora. Meu ministério prova isso”.

Collins enfatizou que a conversão religiosa foi o alicerce para romper simultaneamente com o crime e a identidade trans, considerada pela teologia cristã histórica um pecado contra Deus, tal como outros de natureza sexual, como o adultério e a fornicação.

“Sem Cristo, eu não teria forças para mudar. Ele operou de dentro para fora”, afirmou, citando Efésios 2:8-9 como base teológica de sua restauração. Com: Guiame.

‘Quarto de guerra’: presos criam sala de oração em prisão

Um grupo de detentos de uma prisão de segurança máxima nos Estados Unidos tem vivido uma transformação espiritual em um espaço que eles mesmos batizaram de “quarto de guerra”. No local, reservado para oração e leitura da Bíblia, os internos se reúnem diariamente para interceder por suas famílias, autoridades, líderes políticos e até por desconhecidos.

A iniciativa foi destacada pelo ministério prisional God Behind Bars, que compartilhou imagens do espaço e depoimentos nas redes sociais. Em publicação feita no Instagram, o ministério afirmou: “Esta prisão de segurança máxima tem uma sala de orações que os presos chamam de quarto de guerra! Eles vêm aqui para orar por avivamento todos os dias. Esses presos estão orando por você”.

Segundo a organização, grande parte dos homens detidos nesta unidade não voltará ao convívio social. Ainda assim, isso não os impede de buscar a Deus. “Eles têm um lugar onde se ajoelham e leem a Bíblia. Alguns dos presos disseram que estão orando por você. Para a igreja se erguer. Por líderes políticos. Até mesmo pelos oficiais e suas famílias. Isto é poderoso”, acrescentou o God Behind Bars.

Local de intercessão e comunhão

No vídeo divulgado pelo ministério, um dos detentos mostra a sala de oração e a descreve como um espaço de batalha espiritual: “É aqui que vamos para a batalha”. O local conta com um púlpito, cadeiras, mapas nas paredes e uma série de pedidos de oração escritos à mão, colados em cartolinas.

“O quarto de guerra é essencial porque, especialmente aqui encarcerado, podemos ficar sozinhos e falar com o Pai. Nos ajoelhar e orar. Eu entro aqui o tempo todo e apenas converso com o Pai, leio e consigo sentir paz quando o dia acaba”, relatou o detento.

Entre os bilhetes fixados nas paredes, há orações por familiares, processos judiciais e por presos prestes a serem libertados. O próprio espaço foi idealizado e montado pelos detentos. Segundo um dos homens, o objetivo é aproximar-se de Deus em meio à realidade do cárcere: “Esses irmãos o criaram apenas para dizer: ‘Aba Pai, com Você todas as coisas são possíveis’”.

“Quando entramos no quarto de guerra, temos que saber que estou indo guerrear pela minha família, pelos meus filhos, pelos meus irmãos e irmãs do Corpo de Cristo. Estou indo para a guerra por tudo que o próximo homem, a próxima mulher não pode fazer”, explicou. Ele concluiu: “Tenho que lembrar que, quando entro aqui, estou lutando, é por isso que chamamos de quarto de guerra. É aqui que entramos e criamos estratégias espirituais, porque não lutamos contra carne e sangue”.

Missão do God Behind Bars

O ministério God Behind Bars foi fundado em 2009 e atua em parceria com igrejas norte-americanas com o objetivo de evangelizar detentos e suas famílias. De acordo com dados fornecidos pela própria organização, mais de 1 milhão de presos já foram alcançados com o Evangelho desde o início das atividades.

Apesar do ambiente de reclusão, o ministério trabalha com uma perspectiva de restauração e reintegração. “A maioria dos presos — cerca de 92% — será libertada de volta à sociedade em algum momento, e 75% retornarão à prisão dentro de três anos”, informaram os responsáveis.

Diante desses dados, a abordagem utilizada pelo God Behind Bars envolve três eixos: necessidades físicas, espirituais e relacionais. “Ao convidar Deus para a prisão e mostrar Seu amor de maneiras tangíveis, God Behind Bars está restaurando vidas, construindo fé, lutando contra vícios, reconectando famílias e dando a milhares de presos esperança para o futuro”, declarou a entidade.

“Não mediremos esforços para garantir que cada detento nos EUA tenha acesso direto e pessoal ao Evangelho. Queremos ajudá-los a desenvolver sua fé, curar traumas e feridas emocionais, quebrar vícios e ciclos, e permitir que cada pessoa atrás das grades assuma seu chamado como filhos e filhas do Altíssimo”, concluiu o ministério.