Aiatolá emite ordem religiosa para matar Trump e Netanyahu

O aiatolá Naser Makarem Shirazi, uma das figuras mais influentes do clero xiita, emitiu um parecer religioso que classifica como “inimigo de Alá” qualquer pessoa ou regime que ameace a vida do líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei. A declaração foi feita em resposta a uma consulta formal, segundo noticiou a agência estatal Mehr no final de junho.

“Qualquer pessoa ou regime que ameace o Líder ou Marja (que Alá nos livre) é considerado inimigo de Alá”, afirmou Shirazi, em referência tanto a Khamenei quanto aos altos clérigos da hierarquia xiita. A declaração foi enquadrada como uma Fatwa, isto é, um decreto religioso baseado na interpretação da Sharia (lei islâmica), com potencial de forte influência sobre decisões judiciais no país.

A questão foi levantada com base em alegadas ameaças feitas por autoridades estrangeiras, incluindo o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. A Fatwa também se estende a líderes religiosos dissidentes da escola Shirazi, considerada crítica ao regime iraniano.

Implicações políticas

Shirazi afirmou que é considerado haram – termo árabe que designa algo proibido pelo Islã – que muçulmanos ou governos islâmicos ofereçam qualquer tipo de apoio a pessoas ou grupos que atentem contra a vida de Khamenei. “É necessário que todos os muçulmanos ao redor do mundo façam com que esses inimigos se arrependam de suas palavras e erros”, diz o decreto.

A Fatwa, embora não tenha força legal autônoma, pode impactar decisões judiciais e ações estatais em países que adotam a lei islâmica em seu sistema jurídico. No Irã, esses pareceres emitidos por grandes autoridades religiosas são considerados vinculantes no plano moral e, em alguns casos, político.

Caso Salman Rushdie

Khosro K. Isfahani, analista sênior da União Nacional para a Democracia no Irã, comentou o caso na plataforma X, comparando a nova Fatwa à sentença de morte emitida em 1989 contra o escritor britânico Salman Rushdie pelo livro Os Versos Satânicos.

“Um segundo grande aiatolá … acabou de emitir um assassinato Fatwa contra POTUS Trump”, escreveu Isfahani em 29 de junho. Ele destacou que o decreto foi assinado e selado após uma consulta formal (Estefta), e enfatizou que, “ao contrário da inexistente Fatwa sobre armas nucleares, esta é real”.

Segundo a mesma entidade, o regime iraniano estaria disposto a usar essa retórica religiosa como instrumento de repressão e desestabilização. “O regime perseguirá o terror, o caos e os assassinatos enquanto estiver no poder. O único caminho para a paz e a estabilidade é ajudar os iranianos a recuperar seu país”, afirmou a União em nota oficial.

Instabilidade interna

A emissão da Fatwa ocorre em meio a um cenário político delicado no Irã. Entre meados e o fim de junho, o país enfrentou uma escalada de tensões após 12 dias de confrontos armados e protestos internos. O episódio agravou a crise de legitimidade do governo iraniano, segundo avaliação do pesquisador Hamidreza Azizi, do Instituto Alemão de Assuntos Internacionais e de Segurança.

“Foi um momento altamente precário para a República Islâmica”, disse Azizi em entrevista à revista Newsweek, publicada em 25 de junho. O pesquisador avaliou que o regime pode adotar medidas repressivas contra opositores tanto dentro como fora do país, numa tentativa de evitar o enfraquecimento do aiatolá Ali Khamenei e de seu círculo de poder.

Embora ainda não haja indícios concretos sobre como o líder supremo responderá diretamente à Fatwa emitida, a retórica adotada por Makarem Shirazi indica uma disposição por parte do clero alinhado ao regime de endurecer o discurso contra ameaças externas e dissidências internas. A medida também serve como instrumento simbólico de reafirmação da autoridade religiosa sobre a condução do Estado.

Considerações finais

A Fatwa de Shirazi, por seu conteúdo e contexto, amplia as tensões diplomáticas entre o Irã e países ocidentais, especialmente os Estados Unidos e seu aliado no Oriente Médio, Israel. O teor do decreto remete a episódios anteriores da história iraniana em que decretos religiosos tiveram consequências graves, inclusive atentados contra opositores e alvos externos.

Até o momento, não houve manifestação oficial por parte do governo dos Estados Unidos ou de Israel sobre a Fatwa. A situação segue sendo acompanhada por entidades internacionais e observadores especializados em segurança no Oriente Médio.

Mulheres devem ter uma espiritualidade “longe dos holofotes”

A pastora e escritora Viviane Martinello, esposa do pastor Telmo Martinello, acaba de lançar “Mulheres do Secreto” pela Editora Vida, defendendo uma espiritualidade construída “longe dos holofotes” como antídoto ao que chama de “cristianismo de palco”.

Com 20 anos de ministério dedicados ao público feminino cristão – incluindo a fundação do Ministério Viva Vida em 2005 e oito livros publicados, somando mais de 200 mil exemplares vendidos – Martinello propõe um modelo de fé centrado na intimidade com Deus.

A obra, disponível desde 26 de junho, oferece estratégias práticas para integrar a vida devocional à rotina diária, ensinando que a relação com Deus é algo primeiramente privado, sendo portanto um exercício de vida.

“Não é em público que construímos relacionamento íntimo com Deus, mas no secreto”, afirma a autora na página 27, argumentando que ações ministeriais públicas devem ser “transbordamento” de uma vivência privada autêntica.

Entre as sugestões, destaca-se o aproveitamento de momentos cotidianos como esperas em filas ou tarefas domésticas para práticas espirituais, além da transformação de espaços domésticos em “altares de adoração”.

Martinello aborda desafios concretos como conflitos conjugais, educação de filhos e esgotamento profissional, vinculando-os à necessidade de um “alicerce espiritual interno”.

A autora, também conhecida por best-sellers como “Desperta, Meu Coração” (2018) e sua atuação como conferencista e apresentadora do programa “Viva Vida”, critica a busca por validação em redes sociais: “O secreto não se avalia por curtidas, mas pelo caráter de Cristo exalado naturalmente no cotidiano”.

O lançamento de Viviane Martinello ocorre em um contexto de crescimento de 17% nas vendas de livros sobre práticas devocionais desde 2023, segundo a Associação de Editores Cristãos (Asec). Com tiragem inicial de 15 mil exemplares, a obra chega às principais livrarias do país em meio a discussões sobre superficialidade religiosa na era digital.

Vissarion, o “Jesus da Sibéria”, é condenado a 12 anos de prisão

Sergei Torop, conhecido como Vissarion ou “Jesus da Sibéria”, foi sentenciado a 12 anos em colônia penal de regime rigoroso pelo Tribunal de Novosibirsk, na Rússia, na última segunda-feira.

O ex-policial, que se declarava a reencarnação de Jesus Cristo, fundou a “Igreja do Último Testamento” nos anos 1990, reunindo milhares de seguidores em um assentamento remoto da Sibéria denominado “Cidade do Sol”.

Dois colaboradores diretos também foram condenados: Vladimir Vedernikov (12 anos) e Vadim Redkin (11 anos). O tribunal ordenou ainda o pagamento de 40 milhões de rublos (R$ 2,78 milhões) em indenizações por danos morais a 23 vítimas identificadas.

Contexto da comunidade

Após o colapso da União Soviética, Torop estabeleceu a comunidade com regras rigorosas: proibição de carne, álcool, tabaco e uso de dinheiro.

Os fiéis viviam sob um sistema que, segundo o Ministério do Interior russo, evoluíra para “estrutura coercitiva”. Investigadores relataram que críticas ao líder eram tratadas como “traição espiritual”, criando ambiente de medo e vigilância constante.

Acusações fundamentais

A sentença baseou-se em evidências de:

  1. Coação psicológica: Controle mediante isolamento, restrição de contato familiar e supressão de pensamento crítico;

  2. Dano à saúde: Degradação física e mental de membros, incluindo crianças;

  3. Fraude financeira: Vedernikov foi especificamente acusado de desvio de recursos.

A operação que prendeu Torop em setembro de 2020 envolveu agentes do FSB (serviço de segurança russo) e helicópteros, devido ao difícil acesso ao complexo.

Defesa e repercussão

Em declaração à BBC em 2022, Vissarion negou as acusações: “Minha missão é puramente espiritual, sem objetivos comerciais ou abusivos”.

O caso reacende debates sobre a regulação de movimentos religiosos na Rússia, onde o governo tem intensificado a fiscalização sobre seitas desde 2017.

Ex-membros relataram à corte práticas como a proibição de “palavras negativas” e a exigência de obediência absoluta. A sentença estabelece precedente para processos similares contra outras comunidades fechadas no país. Com: G1

Escola: pais que não permitem conteúdo LGBT têm vitória judicial

A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu, por 6 votos a 3, a favor de pais religiosos do Condado de Montgomery, Maryland, que contestavam a política escolar de não permitir a exclusão de crianças de aulas que utilizam livros infantis com personagens LGBT.

A decisão, publicada na sexta-feira, reverteu acórdão do Tribunal de Apelações do 4º Circuito. O caso teve origem em 2022, quando o conselho escolar local aprovou a inclusão de obras como “Uncle Bobby’s Wedding” e “The Rainbow Flag” no currículo de língua inglesa para “refletir a diversidade familiar da comunidade”.

Em 2023, o distrito eliminou a opção de dispensa após aumento de solicitações, citando “dificuldades logísticas” e preocupação com “estigma social”.

Fundamentos da decisão

O juiz Samuel Alito, autor da opinião majoritária, afirmou: “Um governo sobrecarrega o exercício religioso dos pais ao exigir que submetam seus filhos a instruções que minam crenças que desejam incutir”. A decisão considerou que a política escolar violava a Cláusula de Livre Exercício da Primeira Emenda.

Os demandantes – incluindo Tamer Mahmoud, Enas Barakat, Chris e Melissa Persak, e Jeff e Svitlana Roman, representando comunidades muçulmana, católica e ortodoxa ucraniana – argumentaram que os livros “promovem visão unilateral sobre gênero” sem notificação prévia.

Através do Becket Fund for Religious Liberty, alegaram direito de “proteger a inocência dos filhos e direcionar sua educação religiosa”.

Dissensos e preocupações

Os três juízes liberais (Sotomayor, Kagan e Jackson) dissentiron. Durante audiência em abril, expressaram receio de que a decisão abrisse precedente para objeções religiosas a outros temas curriculares, como evolução ou direitos civis.

A juíza Kagan questionou: “Onde traçaríamos o limite?”.

O conselho escolar sustentou, em memorando, que “exposição a visões diversas não configura violação constitucional”. A Freedom From Religion Foundation apoiou a posição, argumentando que pais não têm direito a “garantir que todos os materiais educacionais seculares concordem com suas crenças pessoais”.

Desdobramentos

Esta é a terceira decisão favorável a direitos religiosos em casos envolvendo comunidade LGBT desde 2023, quando a Corte permitiu que empresas se recusassem a serviços para casamentos homoafetivos com base na Primeira Emenda.

O distrito escolar manteve a permissão de exclusão em aulas de educação sexual. A decisão não afeta o conteúdo curricular, mas obriga o distrito a oferecer alternativa educacional aos objetores.

Em caso relacionado, em 22 de maio, a Corte manteve bloqueio à primeira escola religiosa financiada com verbas públicas em Oklahoma, resultando em empate 4-4. Com: Guime

Vídeo: pastor admite adultério e esposa desabafa com ‘decepção’

O líder religioso Ailton da Silva Novaes, que utiliza o título de apóstolo, protagonizou um episódio de confusão na noite de domingo, 29 de junho, durante um culto na Igreja Imagem e Semelhança, em Joinville (SC). Ao tentar confessar um adultério diante da congregação, Ailton foi interrompido por fiéis e precisou da intervenção da Polícia Militar, acionada para conter os ânimos no templo.

Segundo o próprio Ailton, a tentativa de confissão visava reconhecer publicamente o erro e pedir perdão à esposa, a pastora Cintia Carla Novaes, com quem é casado há 23 anos. “Quando eu comecei a falar, duas pessoas incitadas… acabou acontecendo o caos dentro da igreja”, relatou o apóstolo.

Na manhã de segunda-feira, 30 de junho, Ailton gravou um vídeo ao lado da esposa, no qual admitiu o caso extraconjugal. “Eu adulterei, eu traí minha esposa”, afirmou. Ele também alegou que tem sido alvo de boatos e falsas acusações. “Há muitas falácias e mentiras sendo espalhadas sobre mim”, disse.

Um dos rumores mencionados por membros da igreja envolvia o suposto uso de dízimos para beneficiar a mulher com quem Ailton teria se relacionado. Ele negou essa informação. “O carro é meu, comprei com meu dinheiro. Não há provas de uso do dízimo”, declarou. Também refutou suspeitas de envolvimento com lavagem de dinheiro, afirmando que já foi investigado pelo Ministério Público e inocentado.

Durante o vídeo, o apóstolo disse ainda ter considerado abandonar o ministério. “Foi um pecado, mas não é crime”, declarou. Ailton atua como líder religioso em Joinville há 15 anos e afirma ter 26 anos de trajetória no ministério evangélico.

A pastora Cintia também se pronunciou no vídeo. Segundo ela, a traição foi descoberta por meio de mensagens. “Falei: ‘como marido, como pai, você nos decepcionou’. Mas eu liberei o perdão”, afirmou. Em sua fala, a pastora pediu empatia dos fiéis: “Se você que não tem pecado, atire a primeira pedra”.

Até o momento, a Igreja Imagem e Semelhança não divulgou nota oficial sobre o episódio.

Veja como a fé fez casal vencer “sentença de morte” após câncer

Carol e Lynn Kuykendall, casal cristão residente no Colorado, enfrentaram diagnóstico simultâneo de câncer avançado em 2005, quando tinham 60 e 62 anos respectivamente. Carol recebeu diagnóstico de câncer de ovário em estágio 4, seis semanas após Lynn ser diagnosticado com tumor cerebral maligno.

O prognóstico médico indicou expectativa de sobrevida máxima de dois anos para Carol. “Ele me deu uma sentença de morte. Tentei processar a previsão chocante: eu poderia estar morta em dois anos”, relatou Carol Kuykendall em entrevista ao Guide Posts.

Inicialmente, o casal optou pelo isolamento durante os tratamentos. Carol descreveu o período: “A quimioterapia era desgastante. Meu cabelo estava caindo. Não tinha energia para trabalhar, caminhar nas montanhas ou mesmo ir à igreja”.

Ponto de virada

A estratégia mudou após intervenção pastoral. “Lembre: só de aparecer, você encoraja os outros. Você não precisa dizer nada. Eles veem você e veem sua força. Eu chamo isso de dom da presença”, declarou o pastor ao casal.

O retorno à comunidade religiosa gerou apoio concreto. “Na primeira vez, saímos antes do fim do culto. Naquela tarde, recebi um e-mail: ‘Você me abençoou porque veio à igreja’”, contou Carol. Cartões de incentivo seguintes motivaram a continuidade das participações.

Adaptação e superação

Lynn decidiu manter atividades profissionais normais, exemplo seguido por Carol, que retomou ensino em grupo de mães e cuidados com netas. O casal elaborou lista de desejos incluindo viagem ao Alasca e visita à Nova York natalina.

Amigos plantaram tulipas e narcisos em seu jardim como ato simbólico de fé na recuperação. Uma placa com a palavra “Acredite”, colocada pela filha Kendall na cozinha, tornou-se lembrete diário. “Lentamente, uma paz estranha tomou conta de mim”, testemunhou Carol.

Resultado Atual

Duas décadas após o diagnóstico, ambos mantêm saúde plena. Lynn atua como conselheiro voluntário em igreja e hospital psiquiátrico. Carol apoia pacientes oncológicos, declarando: “Passei a ver isso como meu novo propósito, a razão pela qual ainda estou aqui”.

Carol sintetizou a experiência: “Estamos agora no que chamo de nosso Desvio Divino. Foi necessária uma sentença de morte para nos ensinar a viver com intencionalidade”. O casal atribui a recuperação à mudança de perspectiva espiritual e apoio comunitário. Com: Guide Post.

Carlos Bezerra reage contra pastor que disse 'odiar pobre'

O pastor Carlos Bezerra Junior, secretário municipal de Assistência e Desenvolvimento Social de São Paulo e líder da Igreja Comunidade da Graça, publicou nesta semana um vídeo em resposta a declarações do pastor Marco Nicoletti, da Igreja Recomeçar.

O conteúdo, divulgado nas redes sociais, gerou ampla discussão entre líderes e fiéis evangélicos, uma vez que Nicoletti deu a entender que trata com desprezo e discriminação pessoas pobres.

Nicoletti, que possui mais de 71 mil seguidores no Instagram, afirmou em uma transmissão anterior: “Eu odeio o pobre. Eu vou dizer que Jesus nunca foi pobre”.

Ele também criticou a prática de dar esmolas, argumentando que isso “patrocina a escravidão”. Em vez disso, sugeriu que fiéis levassem pessoas em situação de vulnerabilidade para uma “imersão de três dias”, prometendo transformação pessoal.

Críticas

Em sua resposta, o pastor Bezerra Junior, por sua vez, classificou as declarações como “bizarrice” e questionou publicamente: “Você odeia pobre? Tem ideia da monstruosidade que é isso saindo da boca de alguém que se diz servir a Deus?”.

O secretário acusou Nicoletti de praticar o que chamou de “teologia de palco”, afirmando: “Não é metanoia [mudança de mentalidade]. É monetização”.

Sobre a afirmação de que Jesus não seria pobre, Bezerra rebateu: “O Cristo que eu conheço nasceu numa manjedoura, cresceu em Nazaré, e dizia que não tinha onde reclinar a cabeça”. Quanto à proposta de imersão, ironizou: “Três dias de imersão e até Jesus teria virado empreendedor? Jesus não vendia transformação. Ele partilhava graça”.

Carlos Bezerra Junior, concluiu afirmando que o discurso de Nicoletti representa uma inversão de valores: “Se o seu evangelho não tem lugar pra quem sofre, então não é o evangelho de Jesus de Nazaré”. Até o momento, o pastor Marco Nicoletti não se manifestou publicamente sobre as críticas.

Legendários: participante tem convulsão em trilha e morre

Rodrigo Nunes de Oliveira, de 40 anos, faleceu no sábado, 28 de junho, após sofrer uma crise convulsiva durante uma trilha organizada pelo movimento cristão Legendários, em Rondonópolis (MT), município localizado a aproximadamente 218 quilômetros de Cuiabá.

Ele participava do evento TOP (Track Outdoor de Potencial), uma imersão de três dias com atividades físicas e momentos devocionais, voltada exclusivamente para homens.

O percurso reunia cerca de 150 participantes. Durante uma das etapas da trilha, Rodrigo sofreu a crise e foi rapidamente socorrido, sendo levado ao Hospital Regional de Rondonópolis. De acordo com informações da unidade de saúde, ele chegou em estado grave, foi intubado, mas não resistiu. A causa exata da convulsão ainda não foi confirmada pelas autoridades médicas até esta terça-feira, 1º de julho.

Rodrigo atuava profissionalmente na área de segurança do trabalho e, conforme registros em suas redes sociais, era casado, pai de dois filhos e membro da Igreja Metodista. O sepultamento ocorreu no cemitério da Vila Aurora, em Rondonópolis, de acordo com o Pleno News.

Em mensagem publicada nas redes sociais, Ana Paula, esposa de Rodrigo, homenageou o marido: “Vou levar seu legado, vou honrar o teu nome, os nossos filhos serão homens de caráter, íntegros, segundo o coração de Deus. Eles sempre vão saber o pai que tiveram, por mim, eles sempre saberão quem você foi aqui na Terra. Meu legendário, agora descansa com o legendário”, escreveu.

Ela também afirmou que Rodrigo “realizou o sonho de estar na presença de Deus”:

“Você conseguiu, você chegou até o final. Por aqui estava tudo preparado para te receber, mas Deus te quis do lado d’Ele”, declarou.

Ainda segundo Ana Paula, o marido havia se preparado espiritualmente para participar da imersão. “Vou levar seu legado, vou honrar o teu nome, os nossos filhos serão homens de caráter, íntegros, segundo coração de Deus”, reiterou.

Na parte final da mensagem, ela se despediu com palavras de afeto: “Você chegou até o fim por nós, e eu estou muito orgulhosa disso. Eu te amo mil milhões e sempre meu grandão até a eternidade. O céu é até ali”.

O movimento Legendários realiza eventos voltados ao público masculino, com ênfase em espiritualidade, desafios físicos e comunhão cristã.

Ex Voices comemoram 30 anos de ministério de Eyshila

A cantora Eyshila celebrou seus 30 anos de ministério com a gravação de um novo DVD, realizada em duas noites na Assembleia de Deus Vitória em Cristo (Advec), no bairro da Vila da Penha, zona norte do Rio de Janeiro. A segunda noite do evento, realizada com presença de convidados e lideranças religiosas, contou com a participação especial das ex-integrantes do grupo Voices, um dos marcos da música gospel nacional nos anos 2000.

Entre os presentes esteve o pastor Silas Malafaia, líder da igreja onde ocorreu a gravação, além de artistas ligados ao cenário evangélico brasileiro. Eyshila expressou gratidão pela concretização do projeto e pelo apoio recebido:

“É uma noite de festa, uma noite de comunhão, de celebração. Eu estou muito feliz porque eu tenho, primeiro, a presença de Deus, que é algo palpável, sabe? Muita gente orando. E todos os cantores muito envolvidos. Eu me sinto muito amada e muito grata a Deus. Eu sei que eles se esforçaram muito. Tem que amar para fazer isso, e o amor supera tudo. Só posso agradecer a Deus por esses abraços que curam”, declarou a cantora durante a celebração.

O reencontro do grupo Voices foi um dos momentos mais aguardados. As seis integrantes originais voltaram a cantar juntas, em uma formação considerada rara nos últimos anos.

Marina de Oliveira, integrante do grupo e presidente da gravadora MK Music, comentou sobre a emoção do reencontro: “Faz muito tempo que a gente não canta juntas. Eu nem sei quantos anos faz, para falar a verdade. Estou super feliz, mas também ansiosa. É sempre complicado reunir seis pessoas, com seis identidades diferentes. Sim, estamos em seis hoje, o que é uma coisa raríssima. A Eyshila, vou te dizer, Jesus está na vida dela! É a realização de um sonho”.

A lista de convidados incluiu nomes conhecidos do meio gospel como Fernanda Brum, Anderson Freire, Midian Lima, Jozyanne, Liz Lanne, Paulo Neto, Dani Ferber, Lilian Azevedo, Elaine Martins, Marcus Salles, Rachel Malafaia e Marine Friesen. Durante o evento, vários desses artistas compartilharam memórias pessoais ao lado de Eyshila, marcadas por experiências espirituais e momentos decisivos.

Fernanda Brum, amiga de longa data da cantora, relatou a origem da amizade entre as duas e sua importância pessoal: “Parece que foi ontem que começamos, começamos muito adolescentes. Ela, na verdade, começou antes de mim, me ganhou para Jesus, virou minha melhor amiga, e me apresentou meu marido. Então, a gente tem muita história. (…) Estar com a Eyshila há mais de 30 anos é uma experiência de crescimento e de desdobramento intelectual”.

A cantora Lilian Azevedo também recordou um episódio de apoio durante uma crise pessoal: “Não sei se as pessoas sabem. Eu me separei do meu marido. E quando eu estava separada, Eyshila pegou a minha mão e falava coisas para mim que foram um divisor de águas para eu decidir voltar. Hoje minha família é uma bênção, meu marido é meu pastor, porque eu estava conectada com ela, ouvindo palavras boas. Ela dizia: ‘Lilian, você não orou, ele vai ficar bom para outra!’”, contou em tom descontraído.

A gravação do DVD marca não apenas uma trajetória musical, mas também o testemunho de amizades, restauração e unidade entre artistas relevantes na música cristã brasileira. O lançamento do projeto está previsto para os próximos meses pelas plataformas da MK Music, de acordo com informações do Pleno News.

Conta de energia permanece mais cara no país, anuncia Aneel

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), sob o governo Lula, manteve a bandeira tarifária no patamar vermelho 1 para julho, mesma categoria vigente em junho. O anúncio, feito em 28 de junho, implica acréscimo de R$ 4,50 (valor atualizado) para cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos nas contas de energia.

Contexto decisivo

A medida reflete a continuidade de chuvas abaixo da média em todo o território nacional, reduzindo a geração hidrelétrica. “Este cenário eleva os custos de produção, exigindo maior ativação de fontes complementares mais onerosas, como termelétricas”, explicou a Aneel em comunicado.

Funcionamento das bandeiras

Criado em 2015, o sistema sinaliza mensalmente o custo variável da energia no Sistema Interligado Nacional (SIN):

  • Verde: sem acréscimo;

  • Amarela: acionada quando há pressão moderada nos custos;

  • Vermelha (patamar 1 ou 2): aplicada em situações críticas, com valores diferenciados conforme a severidade.

Impacto e orientações

A agência reforçou que a bandeira vermelha reforça a necessidade de “conscientização e uso responsável da energia”, lembrando que a economia contribui para “preservação de recursos naturais e sustentabilidade do setor”. Estima-se que o acréscimo represente aumento médio de 3% a 5% nas contas residenciais, variando conforme consumo.

Historicamente, o patamar vermelho 1 foi acionado em 7 dos últimos 12 meses, refletindo a persistência de condições climáticas adversas.

Dados do Operador Nacional do Sistema (ONS) indicam que os reservatórios das principais hidrelétricas do Sudeste/Centro-Oeste operam com 35,8% da capacidade em junho/2024, abaixo dos 45,6% registrados no mesmo período de 2023.

A próxima revisão tarifária ocorrerá em 26 de julho, considerando projeções hidrológicas e custos operacionais.

“Com o acionamento da bandeira vermelha patamar 1, a Aneel reforça a importância da conscientização e do uso responsável da energia elétrica. A economia de energia também contribui para a preservação dos recursos naturais e para a sustentabilidade do setor elétrico como um todo”, diz a Aneel, segundo a Agência Brasil.