Veja como autista fez do louvor a Deus um meio de superação

Marcelo Almeida Lima, 19 anos, diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA) nível 1 aos 8 anos, utilizou o louvor a Deus como ferramenta para desenvolver a fala após anos de não verbalização devido à hipersensibilidade auditiva.

A trajetória do jovem ganhou destaque em junho de 2024, quando um vídeo de sua apresentação no Coral Cig da Igreja Internacional da Graça de Deus, em São Paulo, alcançou mais de 400 mil visualizações.

Contexto sobre o autismo

O TEA é uma condição neurológica caracterizada por diferenças na comunicação, interação social e processamento sensorial, manifestada em três níveis de suporte:

  • Nível 1 (exigindo suporte): Dificuldades na comunicação social e flexibilidade comportamental;

  • Nível 2 (suporte substancial): Comunicação verbal/não verbal marcadamente prejudicada;

  • Nível 3 (suporte muito substancial): Necessidade de assistência intensa.

    A hipersensibilidade auditiva – como a de Lima – afeta cerca de 70% das pessoas no espectro, podendo causar sobrecarga sensorial ante sons cotidianos.

Superação através da música

Em publicação no Instagram, Lima descreveu seu passado: “Quantas noites mal dormidas e lágrimas derramei. Não conseguia falar, imagina louvar”. Aos 13 anos, iniciou aulas de piano e canto, que atuaram como terapia:

“Tinha vontade de cantar, então aprendi. Cantando, fui evoluindo”. A música estimulou conexões neurais associadas à fala, permitindo-lhe integrar-se ao coral após dois anos de preparação.

Impacto e projetos

Apesar de desafios persistentes na interação social, Lima atribui seu progresso à fé e intervenção profissional: “A evolução devo a Deus. Ele realiza sonhos”. O viralizar do vídeo surpreendeu-o:

“Não entrava muito no Instagram. Fiquei surpreso”, disse ele, segundo o Guiame. Atualmente compõe músicas autorais e almeja carreira gospel: “Meu sonho é ser o primeiro cantor autista gospel do país, mostrando que todo autista tem um adorador dentro de si. Lugar de autista é em todo lugar”.

Inclusão religiosa

A Igreja Internacional da Graça de Deus adaptou ensaios para seu conforto sensorial, demonstrando práticas inclusivas. Estudos (como os da Journal of Autism and Developmental Disorders) indicam que atividades musicais estruturadas podem melhorar a comunicação verbal em 64% dos casos de TEA nível 1, reforçando o potencial de iniciativas como a de Lima.

Ao aceitar a Jesus, ex-presidiário acolhe marginalizados viciados

Vladimir (nome mantido por segurança), 48 anos, opera uma casa de acolhimento para marginalizados nos arredores de Moscou, Rússia. O local atende caminhoneiros iranianos, dependentes químicos do Tajiquistão e russos em recuperação do alcoolismo. A iniciativa surgiu após sua conversão ao cristianismo durante cumprimento de pena.

A propriedade, adquirida em 2023 após conflitos com proprietários de imóveis anteriores, abriga até 15 pessoas simultaneamente. Vladimir instalou uma “casa de defumação” para gerar renda, mas enfrenta limitações:

  • Necessidade de 1 milhão de rublos (R$ 58 mil) para bomba de água perfurada;

  • Outros 500 mil rublos (R$ 29 mil) para instalação de gás;

  • Falta de chuveiros para higiene dos acolhidos.

    “Estamos nos segurando”, declarou à fonte.

Trajetória pessoal

Natural da região de Moscou, Vladimir cumpriu duas penas somando 12 anos por crimes cometidos após serviço militar. Relatou padrão familiar: “Meu pai esteve preso. Absorvi esse ambiente”. Em 2002, durante o segundo encarceramento, automutilou-se com lâmina improvisada. “Cortei garganta, veias e estômago. Os agentes me encontraram ensanguentado”, descreveu.

Conversão

Isolado na enfermaria com infecções, teve crise existencial: “Gritei: ‘Senhor, se existes, qual o sentido?’”. Recebeu um Novo Testamento de evangelistas e converteu-se em 24 de junho de 2005. “Ajoelhei no hospital e prometi viver como Deus ordenasse”. Sua mudança de comportamento levou outros detentos ao cristianismo.

Após libertação (2005), adotou estratégias incomuns:

  • Bordou versículos bíblicos em roupas durante o encarceramento;

  • Cobriu seu carro com adesivos cristãos;

  • Distribui Bíblias em hospitais e zonas de conflito, como Kursk (fronteira Ucrânia-Rússia).

    “São palavras transformadoras. Se crerem, evitarão o tormento eterno”, afirmou.

Motivação do projeto

A decisão de criar a casa surgiu após experiências frustradas:

  • Igrejas locais rejeitavam pessoas em situação de rua “por causa do cheiro”;

  • Centros de reabilitação exploravam acolhidos como mão de obra barata;

  • Proprietários vetavam a presença dos assistidos em imóveis alugados.

    “Compreendemos que precisávamos agir por conta”, explicou.

Em 2023, ele localizou a casa atual via celular. “Não tinha recursos, mas orei”. Os vendedores abateram 2 milhões de rublos (R$ 116 mil) do valor, permitindo a compra com economias próprias e doações.

Vladimir denomina o local “casa-tapete”: “Um lugar de descanso para os cansados. Esperamos que Deus complete as obras”. O centro, por fim, mantém atividades documentadas por redes batistas russas, embora opere sem registro formal. Com: Guiame

Julgamento de mãe que optou por educação domiciliar é marcado

A educadora Regiane Cichelero, residente em Santa Catarina, será julgada no dia 1º de julho por ter optado pela educação domiciliar do filho, prática conhecida como homeschooling. A decisão de não rematricular o menino na escola, tomada em março de 2021, após o fim das restrições da pandemia de COVID-19, motivou uma ação judicial movida pelo Ministério Público de Santa Catarina.

Desde então, o caso tem gerado repercussão jurídica e social. Em 30 de março de 2022, o Ministério Público ingressou com uma ação contra a família, argumentando que a ausência de matrícula violaria o dever legal de garantir acesso à educação formal. Em abril do mesmo ano, a Justiça determinou a matrícula imediata da criança, fixando multa entre 3 a 20 salários mínimos. Em julho de 2022, uma nova liminar estipulou multa diária de R$ 1.000 e chegou a considerar a possibilidade de acolhimento institucional do menino.

A decisão contestada foi proferida em abril de 2023. A defesa apresentou recurso, que agora será analisado pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina. A audiência contará com a apresentação de argumentos orais por parte dos envolvidos.

O caso recebeu apoio da organização internacional ADF International, que atua na defesa de liberdades civis e religiosas e agora está repercutindo também no exterior, com reportagem publicada pelo portal The Christian Post.

A ADF International foi aceita como amicus curiae no processo, o que lhe permite oferecer pareceres e subsídios técnicos ao tribunal, mesmo sem integrar formalmente a ação.

“Recebi a notícia com alívio”, afirmou Regiane em declaração ao Pleno News. “A ADF é a maior organização jurídica do mundo dedicada à proteção da liberdade religiosa, liberdade de expressão, casamento e família, direitos dos pais e santidade da vida. Tê-la em nosso apoio é extremamente significativo”.

A educadora também relatou ter reunido apoio popular por meio de uma campanha com mais de 13 mil assinaturas. Segundo ela, o caso transcende a situação de sua própria família. “Há muito tempo esta luta deixou de ser pela minha família, mas é uma luta por todas as famílias educadoras do Brasil”, disse.

Em nota publicada em seu site, a ADF International declarou: “Nenhum pai ou mãe deve temer a punição do Estado por escolher educar seu filho em casa”, afirmou Julio Pohl, consultor jurídico da organização para a América Latina. “Regiane tomou a decisão legal e consciente de educar seu filho em casa. Esperamos que o tribunal confirme seus direitos e dê um passo importante para proteger os direitos dos pais no Brasil”, completou.

A organização informou ainda que há mais de 70 mil crianças educadas em casa no Brasil, e que o “direito internacional dos direitos humanos protege o direito dos pais de escolherem o tipo de educação que seus filhos receberão”.

Atualmente, o Brasil não possui uma lei federal que regulamente o homeschooling. Em 2018, o Supremo Tribunal Federal decidiu que a prática não é inconstitucional, mas depende de regulamentação legislativa. Desde então, o tema tem sido objeto de propostas no Congresso Nacional, ainda sem definição legal concreta.

O julgamento no dia 1º de julho poderá indicar uma direção importante sobre a forma como o Judiciário brasileiro interpreta os limites da autonomia familiar frente às exigências do sistema educacional oficial.

Tetraplégico honra a esposa após a sua morte: 'Confio em Deus'

O tetraplégico Mark Grantham, 43 anos, de Springfield, Missouri, fundou a Ozarks Wheelchair Adventures após perder a esposa, Renée Grantham, 34, em 15 de abril de 2024. Ela morreu ao ser atropelada por um veículo em alta velocidade enquanto pedalava a menos de 2 km de casa.

Quatro dias antes do acidente, Renée afirmou a Mark: “Você é meu melhor amigo. Temos tantas memórias que parecem 40 anos de casamento, não quatro”. Familiares destacaram seu perfil: “Qualquer interação revelava uma intensidade genuína e profunda”, relatou Mark à AG News.

A perda soma-se a desafios prévios de Grantham. Em junho de 2006, como salva-vidas voluntário em acampamento eclesiástico, o tetraplégico sofreu queda de tobogã de 2 metros. O impacto contra o concreto causou lesão medular cervical (nível C5), resultando em tetraplegia. “Fiquei imóvel na água, esperando resgate”, descreveu.

Adaptação

Sobre sua condição, Grantham declarou: “Nunca somos fortes sozinhos. Todos os grandes nomes bíblicos tiveram apoio. Continuo confiando na soberania de Deus”. Evita isolamento, mantendo redes de apoio familiar e comunitário.

Em 2022, o casal criou a Ozarks Wheelchair Adventures, organização voltada a recreação terapêutica ao ar livre para sobreviventes de lesões medulares. Após a morte de Renée, Mark assumiu a liderança integral, afirmando: “Realizarei seu sonho de atender necessidades físicas e espirituais de pessoas com deficiência”.

Relação familiar

Os pais de Renée, Lew e Christine Griffith, 58, relataram aproximação com o genro: “Descobrimos sua doçura, lealdade e fé. Tornou-se nosso filho”. Sobre a filha, destacaram: “Renée ignorou pedido escolar para remover ‘Cristo’ e ‘Deus’ de seu discurso de formatura. Formou-se em teologia e tornou-se missionária”.

Christine Griffith acrescentou: “Nunca questionamos ‘por quê?’. Deus nos sustentou nas provações. A jornada é surreal, mas exaltamos Seu caráter”.

Declaração final

Grantham concluiu: “Podemos permitir que lutas nos aperfeiçoem. Confio na bondade de Deus, independente das circunstâncias”. A organização opera em Springfield, com atividades documentadas em seu site oficial. Com: AG News.

Campanha evangelística surpreende em resultados na Europa

Iniciada em 21 de junho de 2024, a iniciativa “The Million Month” (“O Mês do Milhão”), organizada pelo movimento Awakening Europe, realiza ações evangelísticas simultâneas em 34 cidades da Europa. O projeto tem como objetivo estabelecer contatos com 1 milhão de pessoas até 6 de julho, conforme registros do aplicativo oficial da campanha.

Nos primeiros seis dias (21 a 27 de junho), participantes reportaram aproximadamente 3 mil decisões de adesão ao cristianismo via plataforma digital na Europa. Ben Fitzgerald, líder da Awakening Europe, declarou em entrevista:

“Estamos vendo 1 em cada 10 pessoas abordadas dizendo ‘sim’ para Jesus. O número é enorme, especialmente em nações onde apenas 2% da população se identifica como cristã”.

Metodologia 

Equipes formadas por membros de diversas denominações atuam em espaços públicos. Fitzgerald detalhou: “Envolvemos desde leigos sem experiência prévia em evangelismo até líderes religiosos. A unificação ocorre em torno da ‘Grande Comissão’ bíblica, não de afiliações institucionais”. Ações incluem:

  • Batismos improvisados em chafarizes públicos;

  • Sessões de discipulado imediato para novos adeptos;

  • Pontos de intercessão para apoio espiritual.

Perfil de resposta

Fitzgerald relatou abertura incomum: “Ao explicar que Jesus representa um relacionamento pessoal, não apenas ritualismo, observamos receptividade. Uma mulher italiana, em pausa para almoço, chorou ao ouvir a mensagem e ajoelhou-se na rua para aderir”.

Casos documentados

Em Viena (Áustria), duas jovens iniciaram estudos bíblicos horas após sua adesão. “Equipes dedicaram horas ao discipulado no dia seguinte, evidenciando acompanhamento contínuo”, afirmou Fitzgerald.

Estrutura operacional

A campanha segue cronograma estruturado:

  • Evangelismo de rua diário até 6 de julho;

  • Eventos “Noites de Glória” a cada 48 horas para compartilhamento de testemunhos;

  • Registro centralizado de métricas via aplicativo.

Fitzgerald enfatizou motivações não materiais: “Não há busca por fama ou recursos. Muitos voluntários enfrentam jornadas exaustivas, inclusive com restrições alimentares”. Concluiu com apelo: “Incentivamos todas as igrejas a ocuparem os espaços públicos”.

Segundo o Guiame, a Awakening Europe atribui os resultados a um ano de preparação através de redes de oração voltadas para “preparação de corações”. Veja também:

Desafio espiritual: pastor brasileiro aponta caminhos para a evangelização na Europa

Assine o Canal

Por que evangélicos crescem mais na região Norte do Brasil?

A Região Norte consolidou-se como a mais evangélica do Brasil, segundo os dados preliminares do Censo 2022 divulgados recentemente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O levantamento indica que 36,8% da população nortista se declara evangélica, superando a média nacional. Entre os estados com maior percentual, destacam-se Acre (44,4%), Rondônia (41,1%), Amazonas (39,4%), Amapá (36,4%) e Pará (35,3%).

Além da alta proporção de evangélicos, a região apresenta a menor taxa de católicos do país, com 50,5%, evidenciando uma transição religiosa em curso. O demógrafo José Eustáquio Diniz Alves, pesquisador aposentado do IBGE, atribui essa mudança a fatores sociais, demográficos, culturais e religiosos que têm influenciado o comportamento da população.

“Há uma série de elementos que favorecem o crescimento evangélico no Norte, desde a atuação missionária até o contexto de migração e transformação das comunidades locais”, afirmou Alves.

Fatores que impulsionam a mudança

Segundo Alves, os principais vetores dessa transição incluem:

  • Migração e vulnerabilidade social, que favorecem o acolhimento em igrejas evangélicas;

  • Avanço entre povos indígenas, onde os evangélicos têm conquistado espaço antes ocupado majoritariamente por católicos;

  • Aderência da juventude, que demonstra maior abertura a mudanças e novos formatos de fé;

  • Presença missionária histórica, especialmente de igrejas pentecostais com atuação combinada de evangelismo, ação social e mídia;

  • Alta capilaridade, com templos evangélicos presentes em áreas onde, por vezes, faltam escolas e postos de saúde.

Para o pastor Marcos Maciel, da Comunidade Batista Vida, em Rio Branco (AC), a cultura local também favorece a expansão evangélica: “A cultura relacional do Norte facilita o evangelismo. Existe liberdade para conversar, orar, visitar. Isso favorece a propagação da fé cristã”, declarou Maciel.

Raízes históricas e ação social

O pastor Márcio Rempel, da Missão do Céu em Manaus (AM), aponta que a presença evangélica na região remonta às primeiras décadas do século XX. Ele destaca a atuação contínua de missionários brasileiros e estrangeiros na Amazônia.

“Desde as primeiras décadas do século passado, a Amazônia tem sido alvo de missões evangélicas. Muitos missionários foram enviados com o objetivo de evangelizar a região. Esse movimento persiste até hoje”, explicou.

Rempel cita o papel da Assembleia de Deus, que utilizou aviões, rádio e televisão para alcançar comunidades isoladas. Segundo ele, a expansão foi também facilitada por alianças políticas regionais, especialmente no estado do Amazonas.

“A capilaridade da Assembleia de Deus foi reforçada também por uma estratégia política regional, especialmente no Amazonas, que ajudou a consolidar sua influência”, observou.

Rempel enfatiza ainda que a atuação social das igrejas, sobretudo em áreas desassistidas pelo Estado, tem fortalecido o vínculo com a população.

“Elas se envolvem diretamente com as necessidades básicas da população — como saúde e educação —, especialmente em áreas onde o Estado é ausente. Isso gera uma relação de confiança e pertencimento com as comunidades”.

Evangelho como mensagem transcultural

Para Rempel, o Evangelho tem se mostrado compatível com a diversidade cultural da região amazônica: “Com tantas culturas originárias, o Norte é um campo fértil para a ação intencional das igrejas. O Evangelho é para todos os povos, tribos, línguas e nações. Isso se expressa claramente aqui”.

Segundo ele, o trabalho cristão junto aos mais vulneráveis é uma expressão prática do ensino de Jesus: “O papel social da igreja se destaca em regiões de maior carência. Historicamente, o cristianismo caminha junto com os que mais precisam.”

Relação com o Estado e desafios atuais

Rempel também relatou mudanças na relação entre igrejas e poder público: “Durante muito tempo, o governo via a igreja como parceira no cuidado dos mais isolados. Mas, com a crescente polarização ideológica, essa cooperação tem sido relativizada. Em alguns casos, o Estado se tornou mais burocrático e até hostil à presença das igrejas”.

Ele avalia que isso pode prejudicar a assistência a populações vulneráveis: “Em vez de ver a igreja como aliada, o poder público tem, por vezes, tratado-a como inimiga. Isso é preocupante, pois o bem-estar das pessoas não pode ser transformado em moeda ideológica”.

Ainda assim, Rempel acredita que o impacto social da vivência cristã é perceptível:

“Já presenciei comunidades inteiras sendo transformadas. Onde a Palavra é vivida com seriedade, há mais paz, organização, menor incidência de violência e drogas. Não é uma regra absoluta, mas é uma tendência que se repete”.

Métodos adaptados a cada realidade

Quanto às estratégias de evangelização, Rempel afirma que elas variam conforme o público-alvo.

“Cada realidade — urbana, ribeirinha, indígena ou quilombola — exige uma abordagem diferente. Mas todas têm em comum a combinação entre ações de socorro humanitário e a proclamação das Boas-Novas”.

Segundo ele, a presença e o serviço às comunidades são fundamentais: “A igreja tem se adaptado. Evangeliza com saúde, com educação, com ensino bíblico. O importante é estar presente e atender às reais necessidades de cada povo”.

Evangelização nos rincões amazônicos

O pastor Arieuston Gomes, da Igreja Presbiteriana de Manaus (AM), relata que regiões isoladas da Amazônia têm recebido o Evangelho com força crescente, impulsionado por avanços na conectividade e novos projetos missionários.

Uma característica local, segundo ele, é o protagonismo dos próprios membros das igrejas.

“Aqui, é muito difícil ter acesso à formação teológica formal. Por isso, muitos cristãos têm assumido, na prática, o papel de missionários e discipuladores. A figura do pastor continua sendo importante, mas, no início do trabalho, não é indispensável. O lema tem sido: cada crente, um missionário”.

Gomes ressalta que o futuro da expansão evangélica exige investimento em formação de lideranças locais: “O crescimento não será apenas em números, mas também em maturidade espiritual e formação de lideranças locais. Precisamos de capacitadores que estejam dispostos a sair das grandes cidades e mergulhar nos rios da Amazônia”.

“Se Deus estiver falando com você, professor, pastor ou missionário, ‘traga a capa e os livros’. Venha ser bênção no Norte. Há muito campo a ser trabalhado e vidas a serem alcançadas”, finalizou, de acordo com informações da revista Comunhão.

Mulher relata desaparecimento de tumores após oração de criança

Durante uma série de encontros evangelísticos realizados pelo ministério Christ for All Nations (CfaN) no estado de Ebonyi, sudeste da Nigéria, uma participante relatou o desaparecimento de tumores em suas mamas após a oração de uma criança.

Esther Calebs Sochimamkpam, residente no estado de Ebonyi, declarou à organização ter identificado formações anômalas em ambas as mamas há aproximadamente onze meses.

“Deitei-me ao lado de minha mãe e senti dor. Mostrei-lhe e ela apalpou, sentindo algo semelhante a uma bola de beisebol em cada lado”, relatou Sochimamkpam à equipe de documentação da CfaN, ao lembrar dos tumores. Ela acrescentou: “Vi pessoas morrendo de câncer e fiquei muito amedrontada”.

Sochimamkpam descreveu dificuldades financeiras para buscar intervenção cirúrgica: “As coisas têm sido difíceis na família”. Afirmou ainda sua preferência por abordagem não cirúrgica: “Nunca quis passar por cirurgia porque acreditava em Deus. Sabia que Ele me curaria”.

Ao tomar conhecimento da programação da CfaN na região, decidiu participar. “Tinha certeza de que, quando fosse à cruzada evangelística, seria curada”, declarou.

Desenvolvimento

No primeiro dia, durante sessões onde participantes relatavam supostas curas, Sochimamkpam apalpou suas mamas e afirmou ainda detectar os tumores. “Era doloroso”, descreveu.

No segundo dia, mesmo sem alterações perceptíveis, manteve-se no local.

No terceiro dia (30 de novembro), Daniel Kolenda, presidente internacional da CfaN, conduziu uma dinâmica distinta antes das orações. “Ele nos instruiu a virar-nos para a pessoa ao lado, impor as mãos e repetir a oração que ele faria”, explicou Sochimamkpam.

Kolenda declarou ao público: “Esta noite, Deus usará vocês para curar os doentes. Quando orarem por alguém, imponham as mãos, orem com autoridade e ordenem que toda enfermidade saia, em nome de Jesus — e ela será curada”.

Sochimamkpam detalhou: “Olhei para a pessoa ao meu lado, uma menina, e pensei: ‘Deus também usa crianças para fazer milagres, não só adultos’. Quando ela colocou a mão na minha cabeça, senti alívio e algo acontecendo nos meus seios. Tive que me conter”.

Após a oração, Kolenda solicitou que os presentes tocassem áreas afetadas por enfermidades. “Toquei e não senti nada. Corri ao palco para testemunhar, tamanha minha felicidade”, afirmou Sochimamkpam.

Relato

Ao ser questionada por Kolenda — “Irmã, o que houve com você?” —, Sochimamkpam respondeu: “Tinha um caroço em ambos os lados do meu seio; em janeiro completaria um ano. Passei noites sem dormir pela dor. Agora, após a oração, toquei meus seios e não sinto mais nada”.

Kolenda então impôs as mãos sobre ela, declarando: “Senhor, agradeço por tocar minha irmã. Agradeço porque esses tumores nunca retornarão. Ela está totalmente curada e inteira, em nome de Jesus. Deus te abençoe, irmã. Vá em paz”.

Sochimamkpam finalizou: “Estava tão feliz com Deus que mal conseguia abrir os olhos ao testemunhar. Ainda rendo graças ao Senhor, dou-lhe toda glória e honra. Estou profundamente grata ao Deus Todo-Poderoso por tudo que Ele fez”.

Superbook: o desenho que está evangelizando crianças no Japão

Apesar das restrições da indústria de radiodifusão do Japão à exibição de programas com temas religiosos, o desenho Superbook foi transmitida em rede nacional. A primeira exibição ocorreu na década de 1980 e, mais recentemente, o programa teve seis temporadas exibidas entre 2017 e 2023.

Produzido pela emissora cristã Christian Broadcasting Network (CBN), a série do desenho apresenta histórias bíblicas e tem sido usada por igrejas locais como ferramenta de evangelização.

No Japão, o cristianismo representa cerca de 1% da população, incluindo católicos. Segundo o pastor Makoto Kohatsu, da Igreja Kawasaki, em Tóquio, a participação infantil nas igrejas é extremamente baixa. “Apenas metade das igrejas oferece Escola Dominical. Do 1% da população cristã no Japão, apenas 0,2% vai à igreja. É muito difícil para os japoneses tocarem o Evangelho, assistirem ao Evangelho, ouvirem o Evangelho. Eles não estão indo à igreja. Nenhuma criança está indo à igreja”, afirmou.

O pastor relatou que o Superbook tem ajudado a preencher essa lacuna. Segundo ele, crianças que não frequentam a Escola Dominical têm tido contato com o Evangelho por meio da série, e algumas famílias passaram a frequentar a igreja. Kohatsu disse que também foi impactado por conteúdos cristãos veiculados na TV nos anos 1980. “Foi assim que conheci a Bíblia e Jesus. Essas histórias foram uma espécie de alicerce na minha vida. Então, quando soube que o Superbook chegaria a esta geração, fiquei muito animado. As crianças conhecerão a mensagem da Bíblia”, declarou.

Kiho Nagao, de 13 anos, acompanha a série na Escola Dominical. “Adoro a forma como o Superbook é apresentado. Assistir à ressurreição de Jesus no Superbook é mais real do que apenas ler a Bíblia. Teve um impacto maior na minha vida. Quando estou em apuros, sei que Deus, que tem o poder de ressuscitar Jesus dos mortos, também pode me ajudar”, afirmou.

Aika Hayashida, de 12 anos, destacou os milagres retratados na série. “Gosto de assistir à história sobre milagres, Jesus transformando água em vinho e curando pessoas. Acredito que Ele também pode fazer milagres na minha vida, como salvar meus colegas de classe que me tratam mal para que eles possam ser meus grandes amigos.”

Uma equipe do Superbook das Filipinas visitou igrejas parceiras no Japão, incluindo a Igreja Kawasaki, para ministrar às crianças e oferecer treinamento adicional sobre o currículo aos voluntários. A equipe também participou do maior evento evangelístico do Japão, promovendo o encerramento da quinta temporada do programa.

Noel Wilson, da Pacific Broadcasting Association, foi responsável pelo marketing da série junto às emissoras japonesas. “Alguns telespectadores assistem com os avós que costumavam assistir à versão antiga do Superbook. Diferentes gerações conhecem o Superbook e recebem o evangelho por meio da animação. E isso é gratificante para mim”, relatou.

Niimi Sachiko, do ministério Word of Life Press, que coordena o Superbook no país, explicou o impacto do projeto. “A animação Superbook é fundamental para alcançar os jovens no Japão e é por isso que estamos felizes em trabalhar com a CBN. Os japoneses são pessoas muito gentis. Eles não se sentem pecadores. E é por isso que é tão difícil alcançá-los e compartilhar Cristo com eles. Mas, através do Superbook, eles conhecem a história da Bíblia e, por meio dessas histórias, os corações das pessoas são tocados.”

Para o chefe de projetos especiais da CBN Asia, Icko Gonzalez, a missão do Superbook no Japão continua, mesmo após o fim da quinta temporada. “Embora a 5ª temporada seja a última do Superbook, o desenho veio para ficar. Temos muitos planos de exibi-lo em outras prefeituras do Japão e nos canais locais para que, por meio do Superbook, muitos mais ouçam o evangelho. O Japão é conhecido como a Terra do Sol Nascente, mas declaramos que o Japão será a Terra do Filho Ressuscitado, Jesus”, afirmou.

Cristãos na Nigéria temem outro grande ataque de terroristas

Um dos ataques mais letais contra cristãos nos últimos anos ocorreu na vila de Yelwata, no estado de Benue, nos dias 13 e 14 de junho, deixando até 200 mortos, segundo levantamento da Fundação para Justiça, Desenvolvimento e Paz (FJDP), vinculada à Diocese de Makurdi. A estimativa foi divulgada pela organização Ajuda à Igreja que Sofre (ACN), entidade católica que acompanha a situação de cristãos perseguidos no mundo.

De acordo com relatos locais, os autores do massacre seriam pastores Fulani, armados e organizados. Inicialmente, foram confirmadas 100 mortes, mas a contagem dobrou com o avanço das buscas. Entre as vítimas estão todos os nove familiares de Lucy Tsegba, moradora da vila. “Minha querida mãe, quatro irmãs, três sobrinhas e avó foram mortas no incidente. Eu as amo, mas Deus as ama ainda mais. Sentirei saudades delas para sempre. Não consigo parar de chorar”, disse Tsegba.

Igreja foi alvo antes do massacre

Na mesma noite do ataque, cerca de 700 deslocados internos dormiam na Igreja de São José, alvo inicial dos militantes. Segundo o relato da ACN, a polícia conseguiu repelir os agressores, mas os homens armados seguiram para a praça do mercado, onde atearam fogo à entrada de um alojamento e abriram fogo contra mais de 500 pessoas que dormiam no local.

Corpos de bebês, crianças e adultos foram encontrados queimados e irreconhecíveis, segundo relataram líderes locais à ACN. O padre Ukuma Jonathan Angbianbee, da paróquia local, afirmou: “Não há dúvidas sobre quem realizou o ataque. Eram definitivamente fulanis. Eles gritavam ‘Alahu Akhbar’”.

Apesar de a polícia ter impedido a entrada na igreja, líderes cristãos criticaram a resposta das forças de segurança. “Na manhã seguinte ao ataque, havia muitos policiais e outros seguranças, mas onde estavam eles na noite anterior, quando precisamos deles? Esta é de longe a pior atrocidade que já vimos. Nunca houve nada parecido”, declarou um sacerdote da Diocese de Makurdi.

Reações e prisões

Em 22 de junho, autoridades estaduais anunciaram a prisão de suspeitos envolvidos no ataque. No entanto, relatos de novas ameaças surgiram dias depois. Em 18 de junho, milícias armadas tentaram invadir a vila de Yogbo, também no estado de Benue. Segundo Tivta Samuel Aondohemba, os pastores entraram na comunidade e efetuaram diversos disparos. “A partir desses incidentes, fica claro que as milícias armadas Fulani estão mirando Yogbo para um possível ataque em larga escala”, disse ele em comunicado.

De acordo com o morador Fred Samada, a tensão permanece alta: “Os tiroteios e assassinatos de cristãos na aldeia Yogbo continuam. Por favor, orem pelo estado de Benue”, escreveu em 23 de junho.

Denúncias

Líderes cristãos, tanto católicos quanto evangélicos, interpretam os ataques como parte de uma campanha sistemática de perseguição religiosa. O reverendo Yusufu Turaki, ex-vice-presidente da Associação Cristã da Nigéria (CAN), afirmou: “A onda de assassinatos em curso pelas milícias Fulani é uma guerra travada contra os cristãos na Nigéria”.

O governador do estado de Benue, Hyacinth Alia, que também é padre católico, referiu-se aos agressores, por meio de um porta-voz, como “suspeitos pastores Fulani”.

O pastor Johnson Suleiman, líder pentecostal, classificou os ataques como “malignos, bárbaros e um caos”. Ele cobrou uma resposta efetiva do governo federal: “Se sabem que sua arquitetura de segurança falhou, que sejam humildes o suficiente para informar os cidadãos”.

O pastor Isa El-Buba, ao participar de manifestações em Abuja, disse: “Os assassinatos no estado de Benue não são uma tragédia distante; são uma vergonha nacional. Exigimos ação urgente. Exigimos justiça. Exigimos paz”.

Escalada da violência

Segundo o Grupo Parlamentar Multipartidário para Liberdade ou Crença Internacional (APPG) do Reino Unido, parte dos Fulani aderiu a uma ideologia islâmica radical, similar à do Boko Haram e do Estado Islâmico na Província da África Ocidental (ISWAP). Um relatório de 2020 do grupo destaca que esses militantes demonstram “clara intenção de atingir cristãos e símbolos poderosos da identidade cristã”.

A Lista Mundial da Perseguição 2025, organizada pela Portas Abertas, aponta a Nigéria como o 7º país mais perigoso do mundo para os cristãos. Dos 4.476 cristãos mortos por sua fé entre 2024 e 2025, 3.100 foram assassinados na Nigéria, representando 69% do total global.

A violência se concentra especialmente no Cinturão Médio da Nigéria, onde os Fulani extremistas atacam comunidades agrícolas cristãs. Segundo o relatório, o avanço da desertificação forçou esses grupos a buscarem novas terras, contribuindo para os conflitos.

Além dos Fulani, atuam na região os grupos jihadistas Boko Haram, ISWAP e, mais recentemente, o grupo Lakurawa, com base no noroeste do país. Este último, segundo a Portas Abertas, possui armamento avançado e vínculos com a rede extremista Jama’a Nusrat ul-Islam wa al-Muslimin (JNIM), afiliada à Al-Qaeda.

Apelos por proteção

Diante do cenário, bispos católicos das dioceses de Abuja, Onitsha, Lagos e Jalingo emitiram notas pedindo o fim imediato da violência e apelaram para que o governo nigeriano “cumpra seu dever constitucional de proteger todos os cidadãos”.

Organizações internacionais e lideranças eclesiásticas continuam pressionando por maior presença humanitária e intervenção internacional: “A hora de falar é agora. A hora de agir é agora”, afirmou o pastor Isa El-Buba, de acordo com informações do The Christian Post.

Psicóloga cristã alerta para a banalização simbólica da pedofilia

A psicóloga Marisa Lobo, especialista em Direitos Humanos e presidente do movimento Pró-Mulher, emitiu análise crítica sobre o caso de um britânico que simulou um “casamento” com uma menina de 9 anos na Disneyland Paris, seguido por encenação em Londres.

O fato ocorreu em junho de 2025, envolvendo um foragido por crimes sexuais, sem intervenção das autoridades europeias durante os atos públicos.

Principais alertas:

Banalização do abuso:

“Encenações públicas que associam crianças a rituais de conotação pedófila, sob pretexto de ‘performance artística’, naturalizam violências simbólicas”, afirmou Lobo. Ela destacou que a escolha da Disney – ícone do universo infantil – reforça “fantasias de domínio adulto sobre a vulnerabilidade infantil”.

Impactos psicológicos:

Baseada em neurociência e psicologia, Lobo ressaltou que tais exposições geram “marcas cerebrais e emocionais permanentes”, podendo desencadear transtorno de estresse pós-traumático, depressão e distúrbios de identidade. “O cérebro infantil não está preparado para inversões de papel onde a criança é tratada como parceira de adulto”, explicou.

Limites da liberdade de expressão:

“A liberdade jamais justifica perversão ou sexualização da infância”, declarou, criticando a “relativização ética” que transforma abusos em “provocações estéticas”. Lembrou que a Declaração dos Direitos da Criança (ONU) e o ECA brasileiro garantem proteção integral aos menores.

Falhas sistêmicas:

O fato de o autor ser foragido por crimes sexuais evidencia, segundo Lobo, “fragilidade nos mecanismos de monitoramento”. Ela cobrou: “Como um criminoso conhecido realiza atos públicos sem impedimento?”

Chamado à ação:

Lobo defendeu:

  • Fortalecimento de sistemas de denúncia;

  • Educação de famílias, escolas e comunidades para reconhecer violações simbólicas;

  • Rejeição social imediata a quaisquer narrativas que normalizem abusos.

Marisa Lobo é psicóloga clínica há 22 anos, com especialização em Direitos Humanos e políticas públicas para infância. Preside o movimento Pró-Mulher e é autora de obras como “Famílias em Perigo” (2018), “A Ideologia de Gênero na Educação” (2016) e “Por que as pessoas Mentem?” (2013). Atua como consultora em casos de violência contra menores e desenvolve projetos de proteção infantil em comunidades religiosas.

Lobo encerrou sua reflexão citando Mateus 18:6 – “Melhor lhe fora pendurar uma pedra de moinho no pescoço e ser lançado ao mar do que fazer tropeçar um pequenino” –, reforçando que “proteger a inocência infantil é dever coletivo”. O caso permanece sob investigação das polícias francesa e britânica. Com: Guiame