Pastores: quase metade têm outra ocupação além do ministério

Um levantamento da Lifeway Research, com base no National Survey of Religious Leaders (NSRL), revelou que 47% dos pastores evangélicos nos Estados Unidos exercem uma segunda ocupação fora da igreja. O dado representa um aumento significativo em relação a anos anteriores e indica mudanças nas formas de sustento e prática ministerial no país.

De acordo com o estudo, a média geral de líderes religiosos norte-americanos com dupla jornada é de 35%. No entanto, entre os evangélicos brancos e protestantes negros, os índices são superiores. No caso dos líderes negros, 35% possuem outra atividade fora da igreja. Em 2001, a média de pastores com segunda ocupação era de 28%, o que mostra uma alta considerável nas últimas duas décadas.

Em contraste, padres católicos e líderes de igrejas protestantes históricas registram índices mais baixos: 14% e 11%, respectivamente. Nestes grupos, a acumulação de responsabilidades geralmente ocorre dentro do próprio ambiente religioso, como a liderança de múltiplas paróquias ou congregações.

A pesquisa também destaca que a maioria dos pastores não iniciou a carreira ministerial como primeira profissão. Entre os entrevistados, cerca de dois terços relataram ter atuado anteriormente em outras áreas. O número é ainda mais expressivo entre os protestantes negros, entre os quais 89% começaram a vida profissional fora do ministério. Entre evangélicos e protestantes históricos, mais de 60% trilharam caminhos semelhantes, geralmente ingressando na liderança por meio de cargos como líder de jovens ou assistente pastoral.

No que diz respeito à formação acadêmica, o relatório aponta que 81% dos pastores têm diploma universitário e 59% possuem pós-graduação. Desses, quase metade cursou o Master of Divinity (M.Div.), formação teológica tradicional nos EUA. Entre os pastores protestantes históricos, 85% têm pós-graduação e 84% concluíram o M.Div.. Já entre os evangélicos, 38% possuem essa formação, enquanto 22% não têm diploma universitário.

O fenômeno dos chamados “pastores bivocacionais” reflete não apenas desafios econômicos enfrentados pelas comunidades locais, mas também uma transformação nas dinâmicas ministeriais contemporâneas. O relatório indica que liderar uma igreja atualmente exige flexibilidade, preparo teológico e, em muitos casos, complementação de renda.

Segundo o The Christian Post, esse cenário aponta para uma reconfiguração do papel pastoral nos Estados Unidos, marcada por exigências práticas e adaptação às realidades econômicas e sociais do século XXI.

Deputado americano cobra medidas contra Alexandre de Moraes

O deputado Christopher H. Smith, presidente da Comissão de Direitos Humanos do Congresso dos Estados Unidos, enviou uma carta ao Secretário de Estado Marco Rubio pedindo a imposição urgente de sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A correspondência é datada de 25 de julho de 2025.

Smith, que é o parlamentar em exercício há mais tempo na Câmara dos Representantes e colega de partido de Rubio, ocupa uma posição de destaque na Comissão de Direitos Humanos e tem influência em decisões sobre política externa.

Segundo o congressista, “os fatos agora diante de nós estão além de disputa”. Ele acrescentou: “Exorto a administração a agir rapidamente para impor essas sanções e, em prol da responsabilização futura potencial, identificar outras autoridades brasileiras envolvidas na repressão transnacional contra brasileiros nos Estados Unidos”.

A carta foi motivada pelo depoimento prestado pelo jornalista brasileiro Paulo Figueiredo na Comissão Tom Lantos de Direitos Humanos na terça-feira, 22 de julho. Durante a audiência, Figueiredo acusou Moraes de perseguir opositores políticos fora do território brasileiro e afirmou que suas decisões atingiram brasileiros residentes nos Estados Unidos, incluindo cidadãos americanos. Ele se referiu ao ministro como um “ditador fantasiado de juiz”. O depoimento, com 18 páginas, foi anexado à correspondência enviada a Rubio.

No documento, Smith menciona que já havia enviado uma carta a Moraes em junho de 2024, solicitando informações sobre alegações de violações de direitos humanos praticadas por autoridades brasileiras, mas afirmou que “a carta não recebeu resposta”.

Entre os pontos citados como base para as sanções, Smith menciona:

  • uso de mecanismos da Interpol para perseguir dissidentes no exterior;

  • tentativas de pressionar autoridades americanas sem seguir canais diplomáticos formais;

  • coação de empresas de tecnologia dos EUA para limitar a liberdade de expressão;

  • aplicação de ordens judiciais brasileiras para restringir manifestações protegidas pela Constituição americana.

O congressista também alertou que “o Brasil, outrora um parceiro democrático regional, está se aproximando de um ponto de ruptura institucional” e afirmou que os Estados Unidos “não podem se dar ao luxo de arrependimento retrospectivo por inação quando os sinais de alerta são claros e as ferramentas estão disponíveis”.

Uma carta de teor semelhante foi enviada por Smith ao Diretor de Política Doméstica da Casa Branca, Vince Haley. Segundo fontes, ambas as cartas já foram recebidas.

A Lei Magnitsky Global, citada por Smith, permite ao governo dos EUA aplicar sanções individuais a autoridades estrangeiras envolvidas em corrupção ou violações graves de direitos humanos. No mês passado, Rubio havia declarado que sanções contra Moraes estavam “em análise” e “muito prováveis”.

Parlamentares ouvidos pelo Uol afirmam que tanto o presidente Donald Trump quanto o secretário Rubio estão favoráveis à aplicação das medidas. O principal obstáculo seria, segundo essas fontes, o tempo e a atenção da administração diante de outras crises internacionais.

Vídeo: Heloisa Rosa quebra silêncio sobre acusação a seu marido

A cantora Heloisa Rosa se pronunciou pela primeira vez sobre as acusações de abuso contra seu marido, Marcus Grubert, em um vídeo publicado em seu perfil no Instagram. A acusação veio a público há dois anos e provocou intensa repercussão no meio evangélico.

No vídeo divulgado, Heloisa explicou por que optou pelo silêncio até agora e compartilhou sua avaliação sobre o processo: “Quis preservar os meus dois filhos, que também foram vítimas de toda essa situação que aconteceu”, afirmou.

Segundo a cantora, o silêncio foi uma forma de proteger a família e aguardar o andamento das investigações: “Não ia ser irresponsável de ficar nem de um lado e nem do outro no início, porque havia muitas conversas. E, até para saber quem estava falando a verdade, precisávamos de investigações que foram feitas por investigadores americanos, psicólogos, forenses. E esses deram o seu veredito, e as coisas foram se confirmando ao longo do caminho. Foi por isso que eu me calei, para ouvir”.

Heloisa Rosa afirmou que o caso foi arquivado pela Justiça da Flórida por falta de provas. Ela também explicou por que demonstrou apoio à denunciante nos primeiros dias após a acusação. “Eu fiquei do lado dela no início, principalmente nos primeiros dias, porque uma denúncia que envolve o abuso de uma criança é algo muito sério. É algo que precisa ser punido, de verdade”, declarou.

No entanto, ela afirmou que passou a desconfiar da acusação com o tempo. “Com o passar dos dias, e vendo que ela mudou a história na frente dos pastores, detalhes, foi mudando… eu percebi que havia algo estranho. E aí, me calei para conseguir tentar não julgar […] e ver o que a justiça ia fazer, porque a justiça é imparcial. Ela escutou o lado dela, mas ela também escuta o nosso”.

A cantora destacou que, no início, chegou a tomar partido, como muitas pessoas, mas que, com o desenrolar dos fatos, mudou sua posição. “Quando a gente está muito envolvido na situação, claro que a gente, no início, toma partido, como as pessoas tomaram dela. Mas, ao ver o desfecho da situação e a verdade vindo à tona, as pessoas têm a oportunidade de mudar”. Em tom crítico, ela questionou o comportamento da denunciante: “Uma mãe que está sendo vítima, e a sua filha está passando por isso, não vai comentar sobre o Fuxico Gospel nas primeiras horas, entende?”.

Heloisa Rosa também criticou a forma como o caso foi noticiado e disse que houve manipulação de informações. “As histórias foram muito manipuladas e muita gente caiu nessa confusão que ela mesmo incitou”, disse. Ela negou que Marcus Grubert tenha confessado qualquer crime. “Marcus nunca confessou nada. Nem para mim, nem para a pastora Juliana, nem para ninguém, porque não houve um crime. […] Ele é inocente. Algumas pessoas precisam ouvir isso e por isso eu estou aqui para dizer”.

A cantora ressaltou que, do ponto de vista jurídico, seu marido nunca foi formalmente acusado pelas autoridades da Flórida. “Agora, tecnicamente, na parte jurídica, quando alguém não é réu, você não precisa declarar que ele é inocente, porque ele nunca foi réu. Ele nunca foi acusado pelo estado da Flórida”.

Ao final do vídeo, Heloisa afirmou que a denunciante e outras pessoas envolvidas na divulgação do caso estão sendo processadas. “Ela já está sendo processada. Mas não só ela, o Fuxico Gospel, uma outra jornalista, uma outra pessoa de uma fundação que vocês sabem, todos eles já estão sendo processados”.

Pelo olhar da cantora, há indícios de motivação migratória na denúncia: “Queridos, o Marcus é cidadão americano dez anos antes da gente vir morar aqui […] Vocês sabiam que quando uma pessoa acusa um americano de um crime, essa pessoa – se ela prova esse crime – essa pessoa pode ganhar o passaporte americano, ou seja, cidadania americana. Aí eu deixo a pergunta para você. Você acha que tem algum interesse nesse caso?”.

Judeu messiânico: 'Igrejas não sabem o papel de Israel na Bíblia'

Durante passagem pelo Brasil, o arqueólogo bíblico e líder judeu messiânico Miguel Nicolaevsky, que também é arqueólogo e residente em Israel há 28 anos, abordou em entrevista temas como o desconhecimento de igrejas brasileiras sobre Israel, a legitimidade do Estado moderno e o papel dos cristãos no atual cenário geopolítico.

Nicolaevsky, judeu messiânico, pastor em Modiin (cidade a 30 km de Jerusalém e Tel Aviv), coordena o portal “Caté Torah”, dedicado a apoiar Israel. Ele revelou que existem mais de 150 congregações messiânicas no país, totalizando cerca de 30 mil fiéis, com 20 comunidades só em Jerusalém. Sua vinda ao Brasil combinou tratamento médico com agendas ministeriais em igrejas batistas, assembleianas e outras, em dez estados.

1. Desconhecimento sobre Israel nas Igrejas

Questionado sobre lacunas de compreensão sobre Israel, Nicolaevsky declarou:

“Em algumas igrejas, encontro pessoas que não compreendem o papel de Israel na Bíblia; não entendem sua eleição como nação, nem como a oliveira na qual os cristãos foram enxertados”.

Para combater desinformação, ele criou a palestra “Respostas para perguntas difíceis”, abordando acusações como “genocídio” ou “apartheid” contra Israel.

2. Legitimidade do Israel Moderno

Sobre debates que separam o “Israel bíblico” do Estado moderno, foi enfático: “O Israel de hoje é o mesmo Israel da Bíblia”.

Ele justificou sua afirmação com Romanos 11:15 (“se a sua rejeição é a reconciliação do mundo, qual será a sua admissão, senão a vida dentre os mortos?“), explicando:

A ressurreição depende da admissão [aceitação] de Israel por Deus. Isso mostra que Israel, mesmo não redimido ainda, permanece o povo eleito”.

3. Críticas a Israel e Consequências

O judeu messiânico alertou sobre posturas críticas contra o Estado judaico: “A crítica a Israel é destrutiva até mesmo para um servo de Deus”. Citando passagens bíblicas, ele listou alguns exemplos, como segue:

  • Elias (perdeu o ministério após reclamar do povo);

  • Moisés (não entrou na Terra Prometida);

  • João Batista (foi decapitado após chamar Israel de “raça de víboras”). E concluiu: “Israel pode errar, mas não cabe a nós sermos seus juízes. Devemos ser instrumentos de bênção”.

4. Papel da Igreja no Conflito Atual

Nicolaevsky defendeu ações práticas: “A igreja deve orar por Israel, como ordenam os Salmos: ‘Orai pela paz de Jerusalém’. E abençoá-lo, cumprindo a promessa a Abraão: ‘Abençoarei os que te abençoarem’”.

5. Vida em Israel e Diversidade

Sobre convivência inter-religiosa: “Israel tem 2 milhões de muçulmanos árabes, 200 mil católicos, 200 mil ortodoxos, além de drusos e bahá’ís. Todos com os mesmos direitos”, disse ele, destacando a integração vigente no país:

“Drusos são subgenerais do exército; beduínos atuam como rastreadores”.

O judeu revelou que ele, seu filho e filha serviram ou servem no exército israelense: “Servimos para defender nossa casa. Minha filha de 16 anos ingressará daqui a dois anos”.

6. Evangelismo em Israel

Nicolaevsky explicou particularidades quanto ao evangelismo em Israel: “Não usamos panfletagem ou cultos públicos. Evangelizamos por adesivos, testemunho pessoal e internet – que tem alcançado até judeus ultraortodoxos”.

Ao final da entrevista para o Guiame, Nicolaevsky atribuiu sua permanência em Israel a um chamado divino baseado em Isaías 50:4-5: “Deus me tocou para unir-me a esta nação e trazer uma mensagem de consolo. Meu propósito é reconduzir Israel à Palavra bíblica raiz”.

Nota: Judeus messiânicos são judeus que reconhecem Jesus como Messias, mantendo práticas culturais judaicas. Segundo o “Relatório sobre Liberdade Religiosa no Mundo” (2024), Israel garante liberdade de culto a todos os grupos, embora conversões ao cristianismo enfrentem resistência social em comunidades ortodoxas.

Lutador do UFC diz que homem desistiu de suicídio com sua fé

Em entrevista ao programa “Fighting Mode TV”, apresentado por Carlão Barreto, o lutador do UFC Maurício Ruffy narrou um episódio que classificou como “sobrenatural”: um homem teria desistido de cometer suicídio após assistir a uma declaração pública do atleta sobre sua fé cristã.

O fato remonta a uma luta de Ruffy, quando, após vitória, ele fez um apelo direto a câmeras:

“Presta bem atenção, por favor, isso é muito sério. Você aí de casa, que tem vontade de tirar sua própria vida [suicídio], não faça isso. Faz como eu, eu também passei por isso. Eu entreguei a minha vida para Jesus. Então fala: ‘Jesus, entra na minha vida, entra na minha casa’”. Ruffy afirmou que as palavras foram “uma mensagem da parte de Deus”.

Encontro no Rio de Janeiro

Meses depois, ao solicitar visto para viagem internacional no Rio de Janeiro, Ruffy – usando uniforme do UFC – foi abordado por um homem que insistiu em pagar sua refeição. Segundo o relato do lutador, o indivíduo explicou: “Um atleta do UFC mudou a minha vida”.

Em conversa, o homem detalhou que enfrentava depressão severa há seis meses: “Eu não queria sair do meu quarto, não queria ver a luz, chorando o dia inteiro”. Suas refeições eram entregues pela esposa sob a porta.

Numa madrugada, ao preparar-se para o suicídio com uma corda amarrada à janela, ele teria olhado o celular “pela última vez” e encontrado um vídeo de Ruffy. Nele, o lutador dizia: “Não dê ouvidos a essas vozes mentirosas […] A Bíblia diz que Jesus é o caminho, a verdade e a vida”.

“Quando eu vi esse vídeo, tirei a corda, saí do quarto, e hoje é a primeira vez que saio”, declarou o homem a Ruffy, segundo o atleta. Ao descobrir ser o autor do vídeo, Ruffy descreveu a reação como “maravilhada”.

O homem teria se tornado cristão no local: “Ele levantou, me deu um abraço, entregou a vida para Jesus ali e eu orei pela vida dele”. Ruffy acrescentou que o homem hoje é um de seus patrocinadores.

Reações e contexto

Carlão Barreto, apresentador do programa, postou no Instagram: “A fé e a superação podem transformar qualquer história […] Maurício testificou no nosso programa”. Atletas e personalidades comentaram:

  • Alexandre Almeida (capoeirista): “Glória a Deus […] Jesus é o único caminho”.

  • Guilherme “Fubuia” Figueiredo (atleta de jiu-jitsu): “Tudo tem um propósito […] Essa foi sua maior vitória”.

  • Deputado Luiz Henrique (ex-lutador): “Eu fui envolvido com drogas, mas Jesus mudou minha história”.

Um internauta relatou impacto imediato: “Eu estava lutando contra pensamentos sobre tirar essa dor […] Me veio esse vídeo. Estou chorando e arrepiado”.

Declarações públicas de fé por atletas são recorrentes no MMA. Em 2023, um estudo da Universidade do Esporte (SP) indicou que 62% dos lutadores brasileiros da modalidade mencionam crenças religiosas em entrevistas pós-luta.

Sarah Beatriz resgata clássico do louvor: ‘O Poder do Teu Amor’

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A cantora Sarah Beatriz apresentou sua interpretação da canção O Poder do Teu Amor nesta quinta-feira, 26 de junho. O lançamento marca a retomada de uma das músicas mais conhecidas no repertório cristão internacional, agora em uma versão que combina recursos vocais expressivos e uma nova proposta musical.

A composição original é de Geoff Bullock, da Austrália, e ganhou repercussão mundial na década de 1990 após ser interpretada por Darlene Zschech com o grupo Hillsong Worship. Desde então, a música passou a integrar o repertório de igrejas em diversos países. No Brasil, foi traduzida no início dos anos 2000 e interpretada por artistas como Aline Barros e o grupo Diante do Trono.

Com 27 anos recém-completados, Sarah Beatriz afirmou que a gravação foi marcada por um momento espiritual intenso. “Essa música é muito especial para mim. Durante a gravação, foi um momento em que senti a presença de Deus de forma muito real, e eu oro para que cada pessoa que ouvir também seja tocada, assim como fomos naquele dia”, declarou a cantora em nota enviada à imprensa.

A nova versão destaca-se pela ênfase nas vozes e pelo uso do coral em momentos-chave da canção. Logo na introdução, sem o uso de instrumentos, a música é iniciada com um trecho à capela, criando o ambiente de adoração que se prolonga ao longo da faixa. A produção musical é assinada por Hananiel Eduardo, e a direção de vídeo ficou a cargo de Flauzilino Jr.

O Poder do Teu Amor é a penúltima faixa de um projeto que será lançado em formato de álbum nas plataformas digitais. O conjunto inclui músicas como Pentecostes, Deus na Minha História – versão da canção God Is In This Story, de Katy Nichole –, Chega de Errar Pra Aprender, com Eli Soares e Mauro Henrique, Tu És a Direção, O Grande Eu Sou, O Teu Poder (Creio em Ti), com Bruna Karla, e Não Pare de Adorar.

O lançamento também ocorre em meio a um novo momento pessoal da artista. No início de junho, Sarah Beatriz se casou com o jogador de futebol Calebe Silva, em uma cerimônia acompanhada por nomes do meio gospel e amplamente repercutida nas redes sociais. A cantora ultrapassa os 8 milhões de seguidores nas plataformas digitais.

A canção já está disponível no canal oficial da Musile Records no YouTube e nos principais serviços de streaming.

Família de Jimmy Swaggart se reuniu para tomar ‘decisões difíceis’

A família do televangelista Jimmy Swaggart realizará uma reunião nesta sexta-feira, 28 de junho, para discutir os próximos passos em relação à saúde do líder religioso, de 90 anos, após ele sofrer uma parada cardíaca considerada grave.

O anúncio foi feito por Donnie Swaggart, único filho do evangelista, durante o culto realizado na noite de quarta-feira, 26 de junho, no Family Worship Center, em Baton Rouge, Louisiana. “Estamos no processo de tomar algumas decisões muito difíceis e difíceis”, declarou Donnie. “Convocamos toda a família para vir à cidade, os netos que não estavam aqui e Joanna e Cliff para uma reunião familiar na sexta-feira”.

Donnie Swaggart também disse à congregação que “estamos diante do fim”, a menos que aconteça “um milagre do Senhor”. Ele agradeceu as orações e mensagens recebidas: “A família é forte e, como eu disse, teremos uma reunião com toda a família na sexta-feira. Os próximos dias serão difíceis, com tudo o que precisamos discutir”.

A página oficial de Jimmy Swaggart no Facebook publicou, ainda na noite de quarta-feira, uma atualização informando que “não houve nenhuma mudança significativa na condição do irmão Swaggart neste momento”.

A publicação acrescenta: “Os próximos dias certamente serão difíceis, e humildemente pedimos que continuem a elevar o Irmão Swaggart, a família Swaggart e o Ministério Jimmy Swaggart em suas orações. Pedimos gentilmente que respeitem a privacidade da família Swaggart durante este período e se abstenham de telefonar para perguntar.”

Segundo relato feito por Donnie Swaggart em 15 de junho, ele e seu filho encontraram Jimmy Swaggart inconsciente em sua casa, vítima de uma parada cardíaca. O evangelista foi levado às pressas ao hospital, onde permanece internado na unidade de terapia intensiva. De acordo com porta-voz ouvido pelo The Christian Post na segunda-feira, 24 de junho, “não houve nenhuma mudança” desde então.

Jimmy Swaggart foi ordenado pastor pelas Assembleias de Deus, maior denominação pentecostal dos Estados Unidos. Tornou-se amplamente conhecido nas décadas de 1970 e 1980 por suas transmissões de rádio e televisão e por eventos de reavivamento em diversos países.

Nos anos 1990, Swaggart foi destituído do ministério após a divulgação de escândalos envolvendo prostitutas. Apesar disso, continuou atuando no televangelismo, e em 2010 lançou a SonLife Broadcasting Network, que transmite cultos, estudos bíblicos e conteúdos doutrinários ligados ao seu ministério.

Sucessão pastoral exige preparo, oração e participação da igreja

A transição de liderança em comunidades cristãs é considerada uma das etapas mais sensíveis e estratégicas para a saúde espiritual e institucional das igrejas. À medida que pastores encerram seus ciclos ministeriais, surge a necessidade de conduzir o processo de sucessão de forma equilibrada, respeitosa e coerente com os princípios bíblicos e a realidade da congregação.

Em entrevista, o pastor Joarês Mendes de Freitas, emérito da Primeira Igreja Batista em Jardim Camburi, Vitória (ES), afirmou que o tema exige transparência e participação ativa da membresia. “Historicamente, formava-se uma comissão que definia critérios, colhia indicações, filtrava os nomes e levava à assembleia. Hoje, é cada vez mais comum o antigo pastor indicar diretamente um sucessor, mas esse modelo ainda enfrenta resistências, inclusive éticas”, explicou.

A fala de Freitas aponta para uma mudança nas práticas adotadas por igrejas históricas e pentecostais. Segundo ele, o modelo tradicional de sucessão envolvia maior pluralidade no processo de escolha: “Se a maioria dos membros tem até 35 anos, talvez seja pertinente considerar um pastor mais jovem. Representatividade etária na comissão favorece o diálogo com todos os grupos”, acrescentou.

O pastor defendeu ainda que o processo de sucessão deve ser amplamente divulgado, com espaço para sugestões da membresia e atualização constante sobre o andamento dos trabalhos: “Essa transparência torna a sucessão mais autêntica e fortalece o envolvimento da igreja em oração e discernimento. Pregações e palestras sobre o tema ajudam a preparar o coração dos membros para o novo momento”, declarou.

Embora o planejamento seja importante, Freitas reconhece que o êxito da transição só pode ser avaliado a longo prazo. “Já vi igrejas que, seis meses após a posse, perceberam ter cometido um erro. Em outros casos, o novo pastor foi reconhecido como enviado por Deus e serviu por décadas. Por isso, é fundamental conhecer profundamente o candidato antes do convite.”

O pastor Lucas Alves, secretário ministerial da Igreja Adventista do Sétimo Dia para oito países da América do Sul, destacou a centralidade do chamado pastoral na formação de lideranças. “Sem o chamado, o ministério corre o risco de se tornar técnico, e a igreja pode perder sua identidade e propósito. Um bom gestor pode administrar, mas só um pastor, com coração espiritual, alimenta e cuida do rebanho com sensibilidade”, afirmou, na entrevista à revista Comunhão.

Alves enfatizou a necessidade de ancorar o processo de sucessão na Bíblia e na dependência do Espírito Santo. “Mesmo com metas e planejamento, jamais podemos negligenciar a unção e os frutos espirituais. Se o Espírito Santo não for o líder da igreja, nos tornamos apenas uma organização sem direção”.

Para ele, a cultura de discipulado também é essencial no fortalecimento da igreja em contextos de mudança. “Discipulado não é modismo, é mandamento. Mudanças são necessárias, mas precisam de oração, base bíblica e avaliação contínua. É fundamental manter o foco no crescimento genuíno das pessoas”.

Segundo os pastores ouvidos, uma sucessão pastoral bem conduzida não apenas assegura a continuidade do trabalho, mas pode gerar reavivamento e renovação na comunidade. Diante das transformações culturais e sociais dos últimos anos, a preparação de novos líderes com visão espiritual e compromisso com a missão cristã é vista como prioridade para que as igrejas avancem com saúde e firmeza.

Pesquisa: maioria dos cristãos diz que nunca votaria na esquerda

A maioria dos cristãos tem pouca ou nenhuma confiança em partidos de esquerda e jamais votaria em um político filiado a eles. Essa é a constatação de uma pesquisa recente.

No cenário em que cristãos de esquerda continuam tentando conquistar os cristãos conservadores no espectro político, a nova pesquisa realizada nos EUA mostra que a maioria dos cristãos tem pouca ou nenhuma confiança no Partido Democrata – representante da esquerda – e jamais votaria em um candidato dele.

A entidade responsável pela pesquisa é o grupo progressista Vote Common Good. No relatório, as opiniões dos eleitores cristãos sobre uma ampla variedade de questões foram representadas, incluindo suas opiniões sobre os dois principais partidos políticos dos EUA.

A pesquisa foi realizada entre os dias 6 e 11 de maio com 1.761 eleitores cristãos e revelou que a maioria desse grupo tem pouca ou nenhuma confiança no Partido Democrata e afirma que jamais votaria em um de seus candidatos. O levantamento foi conduzido pela Change Research a pedido do grupo progressista Vote Common Good, e divulgado inicialmente pela revista Time. A margem de erro da amostra é de ±3 pontos percentuais.

Segundo os dados, 75% dos eleitores cristãos entrevistados afirmaram ter pouca ou nenhuma confiança no Partido Democrata, enquanto 62% disseram que jamais votariam em um candidato democrata. Além disso, 58% consideram o partido hostil ao cristianismo, e 54% acreditam que os eleitores democratas também são hostis à fé cristã.

Em comparação, a desconfiança em relação ao Partido Republicano é significativamente menor. Apenas cerca de metade dos entrevistados disse ter pouca ou nenhuma confiança nos republicanos. Setenta por cento consideraram o partido favorável ao cristianismo, e 72% expressaram a mesma percepção sobre os eleitores republicanos.

Em declaração ao Christian Post, Doug Pagitt, fundador do Vote Common Good e pastor da igreja Solomon’s Porch, em Minneapolis, destacou a necessidade de mudança de postura por parte dos democratas:

“O Partido Democrata não pode ser o partido majoritário na América se ignorar a religião majoritária no país. Por muito tempo, os candidatos democratas subestimaram os eleitores cristãos e não criaram conexões profundas”, afirmou Pagitt, que organizou comícios contra os republicanos e contra Donald Trump nas últimas eleições.

A pesquisa também reforça tendências observadas desde a eleição presidencial de 2024, vencida por Trump. Segundo o Centro de Pesquisa Cultural da Universidade Cristã do Arizona, 56% dos cristãos autoidentificados votaram em Trump. O ex-presidente obteve maioria entre todos os subgrupos cristãos analisados.

Pesquisas de boca de urna também indicaram apoio expressivo entre cristãos:

  • 63% dos protestantes e outros cristãos votaram em Trump

  • 59% dos católicos também apoiaram o republicano

  • A então candidata democrata Kamala Harris recebeu 36% dos votos protestantes e 39% dos votos católicos

Apesar dos dados desfavoráveis, Pagitt acredita que o Partido Democrata ainda pode ampliar sua influência entre o eleitorado cristão. Para isso, seria necessário estabelecer vínculos e conquistar a confiança dos fiéis:

“O que esta pesquisa nos mostra é que há muitos eleitores cristãos que estão abertos a apoiar os democratas, mas que os candidatos precisam se esforçar para construir relacionamentos”, declarou. “A mensagem que os candidatos democratas devem transmitir aos eleitores cristãos, tanto com ações quanto com palavras, é: ‘Eu gosto de você, precisamos de você’”.

O relatório identificou também um grupo descrito como de “baixa identidade cristã”, ou seja, eleitores cuja fé exerce menor influência sobre seus relacionamentos sociais e opiniões políticas. Segundo a Vote Common Good, esse segmento representa uma oportunidade estratégica para os democratas. Entre os entrevistados dessa categoria:

  • 49% se identificam como democratas

  • 40% como republicanos

  • 11% como independentes

A pesquisa reforça um cenário de distanciamento entre a maior parte dos cristãos e o Partido Democrata, ao mesmo tempo em que aponta possibilidades de reaproximação, especialmente entre os eleitores cuja fé exerce influência moderada sobre suas decisões políticas, de acordo com informações do The Christian Post.

Trump acredita que eleição 2026 será a derrota de Lula

O governo dos Estados Unidos, sob a liderança do presidente Donald Trump, acompanha com atenção o cenário político brasileiro e, segundo interlocutores da Casa Branca, trabalha com a hipótese de derrota de Lula nas eleições de 2026, “talvez até no primeiro turno”.

De acordo com informações publicadas pelo portal Metrópoles nesta quinta-feira, 26 de junho, a Casa Branca tem demonstrado simpatia por um nome da direita brasileira: o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). O parlamentar tem sido visto com frequência em reuniões no Executivo e no Legislativo norte-americanos e mantém alinhamento com o governo Trump em temas como relações bilaterais, geopolítica e sanções ao ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes.

Na mesma data, a Casa Branca foi informada de uma pesquisa de intenção de voto que aponta Lula com 41,6% e Eduardo Bolsonaro com 39,1%. O levantamento foi interpretado como um sinal de que o deputado tem competitividade para a disputa presidencial. Para aliados de Eduardo, o respaldo de Washington pode fortalecer sua pré-candidatura.

Apesar da receptividade ao nome do deputado, fontes ligadas à Casa Branca indicaram que uma manifestação explícita de apoio por parte dos Estados Unidos pode surtir efeito contrário, fortalecendo a campanha de Lula. Segundo esses interlocutores, a estratégia norte-americana será de cautela nos próximos meses.

O deputado federal Mário Frias (PL-SP), aliado de Eduardo, comentou o assunto em sua conta na rede X. Ele afirmou: “Há uma clara tentativa de tomar de assalto o capital político da família Bolsonaro. Ao que parece, esqueceram de combinar com os Russos, ou melhor, com os americanos. Eu estive com Eduardo e o Trump, em sua casa, vi com meus próprios olhos a deferência e respeito que o Trump tem com o Eduardo. Os assanhados tropicais tentam desmerecer o Eduardo, mas a realidade é dura. Vocês não irão emplacar algum teatro para disputar com Lula”.

Nos bastidores, a avaliação é que a Casa Branca já tem um nome favorito para a disputa presidencial brasileira, mas irá calibrar cuidadosamente suas ações no campo diplomático e político ao longo do próximo ano.