Morte de Juliana Marins revolta lideranças evangélicas

Juliana Marins, de 24 anos, foi encontrada morta nesta terça-feira, 24 de junho, após quatro dias desaparecida no Monte Rinjani, um dos principais vulcões da Indonésia. A jovem, natural de Niterói (RJ), caiu de uma altura de aproximadamente 300 metros durante uma trilha realizada na sexta-feira, 20 de junho. A confirmação do óbito foi feita pela família e pelo Itamaraty.

Formada em Publicidade pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Juliana era dançarina de pole dance e estava em viagem pela Ásia desde fevereiro. Segundo relatos publicados por amigos e familiares nas redes sociais, ela havia visitado Filipinas, Tailândia e Vietnã antes de chegar à Indonésia.

O acidente aconteceu durante uma trilha que ela fazia com uma amiga no vulcão Rinjani, localizado na ilha de Lombok, ponto turístico conhecido por sua altitude e vistas panorâmicas. Em um vídeo gravado antes da queda, as duas jovens comentaram que a paisagem “valeu a pena”.

O caso gerou comoção nas redes sociais e críticas à atuação das autoridades locais e brasileiras no resgate. Segundo a vereadora Sonaira Fernandes (PL-SP), o caso teria tido outro desfecho se o governo federal tivesse atuado com maior agilidade. “Se fosse Bolsonaro… a imprensa pressionaria, o STF daria ‘24h para esclarecer o que está sendo feito’, o Congresso pararia, e a brasileira teria sido resgatada. Mas, como é o Lula… o país simplesmente não funciona”, escreveu a parlamentar em sua conta no X.

O pastor e escritor Renato Vargens também se manifestou, atribuindo responsabilidade ao governo indonésio e ao Itamaraty: “Ela não morreu porque caiu, mas sim porque foi abandonada pelo governo da Indonésia. Senão bastasse isso, o Itamaraty não moveu uma palha sequer para ajudar no resgate ou mesmo pressionar o resgate da moça”, afirmou.

Ele ainda acrescentou que, segundo informações recebidas, apenas a prefeitura de Niterói tentou oferecer apoio: “Que Deus possa consolar a família e amigos, bem como agir com justiça sobre aqueles que negligenciaram a vida desta menina”, declarou no Instagram.

Em tom de lamento, o pastor Pedro Pamplona publicou: “Triste saber da morte da Juliana Marins. Que Deus console a família e abençoe aqueles que arriscaram a vida para resgatá-la”.

O Itamaraty, por meio do Ministério das Relações Exteriores, confirmou a morte de Juliana e informou que o Consulado-Geral do Brasil em Jacarta acompanha o caso, prestando assistência à família. Até o momento, não foram divulgadas informações detalhadas sobre as condições do resgate ou o tempo de resposta das autoridades locais.

O Monte Rinjani é o segundo vulcão mais alto da Indonésia, com mais de 3.700 metros de altitude. A trilha até seu cume é considerada de dificuldade elevada, e acidentes são comuns, especialmente em trechos próximos a encostas íngremes e expostas. De acordo com dados do serviço de turismo local, a temporada de escaladas vai de abril a novembro, quando o clima é mais estável. No entanto, guias especializados recomendam cautela e, de preferência, acompanhamento profissional durante o percurso.

A repercussão do caso tem mobilizado discussões sobre a segurança de turistas em trilhas internacionais. Até a noite desta terça-feira, o governo da Indonésia não havia se manifestado publicamente sobre o ocorrido.

A jovem Juliana Marins, de 26 anos, teve a morte confirmada após 5 dias enfrentando fome, sede e frio extremo. Que Deus conforte sua família e amigos nesse momento tão triste!

— Sonaira Fernandes (@Sonaira_sp) June 24, 2025

Waguinho celebra 40 anos de carreira com novo single

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Waguinho, um dos nomes mais conhecidos da música gospel brasileira, apresentou nesta quarta-feira (19/06) a canção “Mesmo Chorando”, primeiro single do projeto “Resiliência”. O lançamento marca seus 40 anos de carreira artística, sendo 20 dedicados exclusivamente ao gênero gospel.

A gravação ocorreu ao vivo durante o Sunset Gospel Rio, evento realizado na Ilha da Gigóia (RJ) com público de 1.500 pessoas, e conta com a participação do grupo Pagode Restaura.

Produção

A composição é de Misaias Oliveira, autor de sucessos gravados por artistas como Aline Barros, Maria Marçal e Pedro Henrique. A produção musical ficou a cargo de Sandro Cordeiro, enquanto a direção de vídeo foi realizada pela TUÍ Filmes. A capa do projeto foi desenvolvida pela Frutificai Produções.

Em declaração, Waguinho explicou a escolha da obra: “Misaias Oliveira é meu amigo, e eu mesmo pedi uma canção a ele. ‘Mesmo Chorando’ é um louvor com mensagem importante para quem espera em Deus, dando certeza de que o Senhor controla todas as coisas”.

Repertório e convidados

“Resiliência” reunirá sucessos da trajetória do artista, incluindo “Alvará”, “Entrega o Teu Caminho ao Senhor”, “Preto, Pobre e Favelado” e “O Dono da Boca”.

O projeto também contou com participações dos grupos Marcados Pagode Gospel, Pagode Restaura e Chega Mais Pra Cristo, além dos cantores Mattos Nascimento, Felipe Silva, Matheus França, Zery Magdiel e Rogyan Garcia.

Sobre a execução, o artista de 60 anos afirmou: “Foi um trabalho feito com excelência e cuidado, com participação essencial do público e convidados, que foram extraordinários”.

Trajetória

Neto de Dona Concha (cofundadora do bloco Cacique de Ramos), Waguinho iniciou a carreira nos anos 90 no grupo Os Morenos. Integrou a ala de compositores da Acadêmicos do Salgueiro e lançou carreira solo em 2000 com “É Melhor Cê Voltar Pra Mim”, consolidando-se com o hit “Mina de Fé”.

Convertido ao evangelho em 30 de outubro de 2000, é casado com a pastora Fabíola Bastos, com quem tem dois filhos. Atualmente, atua como pastor auxiliar na Assembleia de Deus Vitória em Cristo, no Recreio dos Bandeirantes (RJ).

Morre pastor Deusdete, grande liderança da Assembleia de Deus

O pastor Deusdete Septínio Ramos, um dos nomes mais respeitados da Assembleia de Deus no Brasil, morreu aos 85 anos, conforme informaram lideranças da denominação na noite de 24 de junho. Ele presidiu por mais de 48 anos a Assembleia de Deus de Xinguara (ADEX), no sul do Pará, e foi uma figura central na expansão do movimento pentecostal na região Norte do País.

Reconhecido por seu compromisso com a doutrina da igreja e por sua atuação pastoral contínua, Ramos foi considerado um referencial de liderança. Em janeiro de 2025, a Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB) o homenageou como decano da denominação no País, título concedido pelo presidente da entidade, pastor José Wellington, em razão do seu extenso período de liderança em um único campo eclesiástico.

Ao longo de sua trajetória, fundou igrejas, formou pastores e contribuiu diretamente para a consolidação da presença evangélica em diversas localidades. Foi um dos fundadores do SETA (Serviço de Evangelização dos Rios Tocantins Araguaia), projeto voltado à propagação do evangelho nas regiões ribeirinhas, e ocupava atualmente o cargo de presidente de honra da CONFRADESPA, a Convenção Fraternal das Assembleias de Deus do Seta no Estado do Pará.

Natural de uma geração em que o movimento pentecostal ainda ganhava espaço no interior do Brasil, Ramos era conhecido por sua atuação firme, porém humilde. Fiéis e colegas de ministério o descrevem como um homem dedicado à pregação bíblica e à formação espiritual de comunidades.

“O pastor Deusdete Ramos deixa um legado inapagável. Um servo que jamais se ausentou do campo de batalha espiritual e que formou gerações para a obra do Senhor”, declarou, em nota, a liderança da Assembleia de Deus em Xinguara.

Segundo relatos de membros próximos, Ramos faleceu enquanto se preparava para uma viagem missionária, mantendo até o fim seu estilo de vida comprometido com o evangelho. A data e o local do sepultamento ainda não foram divulgados oficialmente, de acordo com informações do JM Notícia.

Operação resgata 60 crianças e adolescentes desaparecidos

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Um esforço conjunto de autoridades federais, estaduais e locais resultou no resgate de 60 crianças classificadas como “gravemente desaparecidas” na área da Baía de Tampa, na Flórida (EUA). A ação, intitulada Operação Dragon Eye, é considerada pelo Serviço de Delegados dos Estados Unidos (USMS, na sigla em inglês) como a operação mais bem-sucedida da história da instituição no resgate de crianças desaparecidas.

A operação foi conduzida pelo USMS em colaboração com 20 agências parceiras. Entre os dias 1º e 15 de junho, as autoridades localizaram crianças com idades entre 9 e 17 anos nos condados de Hillsborough, Pinellas e Pasco. Segundo comunicado divulgado em 24 de junho, oito pessoas foram presas durante a operação, enfrentando acusações que incluem tráfico de pessoas, posse e tráfico de drogas e colocação de menores em risco.

De acordo com o delegado dos EUA para o Distrito Central da Flórida, William Berger, as crianças foram localizadas em situações críticas. “Crianças menores de 9 a 17 anos gravemente desaparecidas não só foram recuperadas, como também foram informadas e receberam cuidados físicos e psicológicos”, disse Berger. “Esta operação também incluiu assistência de acompanhamento na esperança de que esses jovens não retornem às ruas para serem novamente vítimas”.

O termo “gravemente desaparecidas”, segundo o USMS, refere-se a crianças com risco elevado de exposição a crimes violentos, abuso de substâncias, exploração sexual, violência doméstica ou outras condições de vulnerabilidade.

O procurador-geral da Flórida, James Uthmeier, participou do anúncio oficial ao lado de Berger. O Departamento de Crianças e Famílias da Flórida (DCF), sob comando de Taylor Hatch, prestou apoio direto na assistência às crianças resgatadas. Hatch agradeceu ao governador Ron DeSantis, mencionando que “sob a liderança firme do governador DeSantis, o Departamento de Crianças e Famílias da Flórida permanece incansável no que diz respeito à proteção, segurança e bem-estar de alguns dos cidadãos mais vulneráveis da Flórida — nossas crianças”.

O Departamento de Polícia de São Petersburgo informou que 11 das crianças resgatadas são da cidade. Dois dos suspeitos presos também são residentes da região, sendo que um deles enfrenta acusações de tráfico de pessoas. As fianças definidas para os detidos variam entre nenhum valor liberatório e US$ 250 milhões, segundo autoridades locais.

Além do Departamento de Polícia de Tampa, participaram da operação os gabinetes dos xerifes dos condados de Hillsborough, Pinellas e Pasco, além do Departamento de Polícia de São Petersburgo.

A Operação Dragon Eye faz parte de uma série de iniciativas recentes de combate a crimes contra menores e organizações criminosas. No início de junho, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos anunciou os resultados da Operação Showdown, realizada no norte do Texas entre abril e maio.

A operação resultou na prisão de 76 pessoas e na apreensão de mais de 280 armas de fogo, incluindo 147 dispositivos ilegais de conversão para metralhadoras e 22 quilos de entorpecentes. Entre os detidos estavam oito cidadãos venezuelanos, três dos quais são suspeitos de envolvimento com a gangue Tren de Aragua.

“A retirada de 76 traficantes de armas e drogas das ruas terá um impacto duradouro nesta cidade”, afirmou a procuradora-geral interina para o Distrito Norte do Texas, Nancy Larson. “Eles não estão mais por aí vendendo armas e drogas, o que teria levado a um aumento cada vez maior da criminalidade”.

As autoridades envolvidas afirmaram que os esforços para identificar e proteger crianças em risco continuarão nos próximos meses, com ações integradas entre os níveis federal, estadual e municipal, segundo informações do The Christian Post.

Cidade convida mãe para orar após prefeita impedi-la em reunião

O Conselho Municipal de Ventura, no sul da Califórnia, convidou a mãe Tarin Swain, uma moradora da cidade, para retornar a uma reunião oficial no dia 26 de junho, após uma controvérsia envolvendo sua tentativa de oração durante uma reunião anterior. A decisão ocorre em meio a debates sobre liberdade religiosa e o projeto local conhecido como CARE (Community Autonomy, Rights and Equality).

Tarin Swain, mãe de seis filhos e gerente de marketing da organização Moms For America, participou de uma reunião do Conselho em março, onde utilizou o tempo regulamentar de 60 segundos para expressar preocupações em relação à proposta do CARE. O texto busca declarar Ventura como uma “cidade santuário” para imigrantes, pessoas LGBT, direitos ao aborto e demais temas classificados como “direitos reprodutivos”.

Durante sua fala em março, Swain afirmou: “Sou mãe de seis filhos, e as Escolas Públicas do Condado de Ventura fizeram a transição social da minha filha sem o meu consentimento”, o que provocou reações da plateia, com gritos de “mentiras, mentiras, mentiras”. Ela prosseguiu declarando que havia comparecido à reunião para orar e “exaltar meu Pai Celestial”.

Ao iniciar sua oração, parte da audiência passou a vaiá-la. A prefeita Jeannette Sanchez-Palacios interveio, solicitando silêncio e afirmando: “Não fazemos orações. Por favor, terminem seus comentários”. Apesar da interrupção, Swain concluiu: “Eu oro tudo isso em nome de Jesus, o Filho, o Pai e o Espírito Santo. … Jesus é o Rei dos reis e o Senhor dos senhores”.

Segundo o grupo jurídico First Liberty Institute, que representa Swain, outros participantes foram autorizados a se expressar livremente, inclusive um homem que usou uma marionete para emitir sons de grasnidos em vez de falar. “A censura foi reservada exclusivamente para a oração de Tarin Swain”, declarou o instituto em nota.

A advogada Erin Smith, do First Liberty, afirmou ao The Christian Post que a cidade de Ventura não possui nenhuma política que proíba orações durante o período de comentários públicos. “A resposta da cidade de Ventura deixou claro que eles não têm uma política que proíba orações durante comentários públicos, apesar do que o prefeito disse e fez”, disse Smith. Ela acrescentou que a cidade solicitou confidencialidade sobre sua resposta oficial, limitando a divulgação de mais informações.

O convite para que Swain retorne em 26 de junho foi interpretado como um gesto de reparação por parte das autoridades locais. “Aplaudimos a cidade por reconhecer o erro constitucional e tomar medidas positivas para remediar a lamentável censura imposta à oração da Sra. Swain”, declarou Nate Kellum, conselheiro sênior do First Liberty Institute.

Swain afirmou que ainda não preparou uma nova declaração, mas se disse confiante. “Ainda não tenho certeza, mas confio que o Espírito Santo me dará as palavras, assim como fez da primeira vez. Estou confiando em Mateus 10:19”, declarou ao Christian Post, referindo-se ao versículo bíblico que exorta os cristãos a não se preocuparem com o que dizer, pois o Espírito falará por eles.

A reunião do dia 26 deve abordar novamente o projeto CARE, que permanece como um dos temas mais polarizadores da pauta local.

Gravadora demite Newsboys após novas acusações contra Tait

Durante uma apresentação no Elevate Music Festival no domingo, 09 de junho, os membros da banda cristã Newsboys abordaram publicamente as denúncias de má conduta sexual envolvendo o ex-vocalista Michael Tait. A banda afirmou ter perdido o apoio da gravadora Capitol Christian Music Group e de redes de rádio após a divulgação das acusações.

“Fomos retirados da nossa gravadora”, disse Adam Agee, atual vocalista da banda, ao público reunido na Highlands Church, em Scottsdale, Arizona. “As rádios retiraram nossas músicas. Fomos cancelados por promotores e casas de shows no mundo todo. Mas não esta noite”, completou, sendo aplaudido pela plateia.

O festival, realizado entre os dias 07 e 09 de junho, contou com apresentações de artistas do cenário cristão como Colton Dixon, Ben Fuller, Danny Gokey, Mac Powell e Rhett Walker. Antes do início do show dos Newsboys, os músicos Adam Agee, Jeff Frankenstein, Duncan Phillips e Jody Davis subiram ao palco para comentar as consequências das denúncias envolvendo Tait, incluindo uma nova alegação de que ele teria presenciado o estupro de uma mulher durante uma parada da turnê em 2014.

“Nosso mundo foi abalado pelas notícias devastadoras sobre a confissão [de Tait] e o que [sua] vida dupla realmente era”, declarou Agee.

Em 10 de junho, Michael Tait publicou uma declaração no Instagram admitindo que “relatos recentes sobre meu comportamento imprudente e destrutivo, incluindo abuso de drogas e álcool e atividade sexual, são, infelizmente, em grande parte verdadeiros”. Ele também confessou ter “tocado homens de forma sensual indesejada” e ter enfrentado dependência de cocaína e álcool por mais de duas décadas.

Segundo os integrantes da banda, Tait os informou em janeiro que buscava tratamento contra o vício em substâncias e que se internaria em uma clínica de reabilitação em Utah. No entanto, Agee afirmou que a extensão das condutas atribuídas a ele não era conhecida naquele momento. “Ficamos chocados”, disse. “Nunca nada da magnitude do que lemos e do que foi registrado”.

Visivelmente emocionado, Agee destacou o impacto das revelações nas famílias dos integrantes: “Ele era a nossa família. Ele era o nosso irmão”, afirmou. “Temos 14 filhos juntos. Ele vinha às nossas casas. Tem sido devastador para nós. Nossos nomes foram arrastados pela lama, e isso realmente machucou nossos filhos”, acrescentou. As reações do público presente foram de aplauso e apoio à banda.

No dia 05 de junho, os Newsboys publicaram uma declaração oficial lamentando os fatos e manifestando solidariedade às vítimas: “Nossos corações ficaram destroçados quando lemos as notícias alegando abuso de drogas e atos sexuais inapropriados por parte do nosso ex-vocalista, Michael Tait. Estamos devastados até mesmo pelas implicações de tal comportamento”, escreveu o grupo. “Não toleramos absolutamente nenhuma forma de agressão sexual”.

Na mesma semana, o portal The Roys Report publicou o relato de uma ex-funcionária do Pulse Ministries, que afirmou ter sido estuprada durante uma parada da turnê “The Reason”, em dezembro de 2014, em Fargo, Dakota do Norte. Segundo o depoimento, ela recebeu bebida alcoólica de Tait, desmaiou e acordou no banheiro do hotel com um homem em cima dela. Ela relatou que Tait estava presente durante o episódio.

Imagens de segurança obtidas pelo The Roys Report mostraram o técnico de iluminação Matthew Brewer conduzindo a mulher até o quarto, seguido por Tait. Brewer afirmou que a relação foi consensual. Tait não comentou a nova acusação. O empresário da turnê, Steve Campbell, também negou qualquer tentativa de encobrimento.

A mulher, então com 23 anos, registrou um boletim de ocorrência e realizou um exame médico que confirmou sinais de agressão sexual, mas a investigação foi posteriormente arquivada e não resultou em acusações.

Outros relatos também vieram à tona. Segundo o The Roys Report e o jornal The Guardian, ao menos nove supostas vítimas foram entrevistadas, incluindo menores de idade à época dos fatos. Duas delas afirmaram acreditar que foram drogadas sem consentimento por Tait. Um ex-integrante da equipe relatou ter sido agredido sexualmente por ele no ônibus da turnê em 2014.

Em resposta ao escândalo, redes de rádio como a K-LOVE suspenderam a execução das músicas da banda. A Capitol Christian Music Group, que representava os Newsboys, também retirou o grupo de sua lista de artistas. Em nota enviada ao The Christian Post, a K-LOVE declarou: “Colocamos o Newsboys e o DC Talk em nossas transmissões online separadas do Decades enquanto assistimos, oramos e tentamos entender melhor a situação”. A emissora acrescentou: “A prática de dar descanso a um artista é relativamente comum em todos os gêneros musicais. A música costuma ser colocada de volta na rotação assim que a situação for resolvida”.

Agee concluiu sua fala no festival reafirmando a missão da banda: “Sentimos que ainda tínhamos um ministério e uma missão a cumprir. Vimos pessoas incríveis e o Espírito fazer coisas que nos encorajaram muito”.

Michael Tait liderou os Newsboys por cerca de 15 anos, após integrar o grupo DC Talk. Até o momento, ele não comentou publicamente as acusações adicionais publicadas após sua confissão inicial.

Cristãos sofrem dois ataques por dia na Índia, aponta entidade

Entre janeiro e maio deste ano, ao menos 313 incidentes de violência contra cristãos foram registrados na Índia, de acordo com números divulgados pelo United Christian Forum (UCF), organização interdenominacional com sede em Nova Déli. A média equivale a pouco mais de dois ataques por dia.

Os dados foram coletados na base das ligações recebidas por uma linha de ajuda gratuita operada pelo grupo. As informações foram publicadas pela Union of Catholic Asian News em 24 de junho.

Segundo dados do próprio UCF, a violência contra cristãos tem crescido de forma contínua ao longo da última década. Em 2022, foram registrados 601 casos. Em 2023, o número aumentou para 734. Em 2025, apenas nos cinco primeiros meses do ano, já somam 313 episódios, com projeção de ultrapassar os números anteriores. No ano de 2024, o estado mais afetado foi Uttar Pradesh, com 209 casos, seguido por Chhattisgarh, com 165.

AC Michael, coordenador nacional do UCF e ex-membro da Comissão de Minorias de Déli, afirmou que os incidentes envolvem “ódio viral, violência brutal de multidões e ostracismo social desenfreado”. Em declarações ao UCA News, ele destacou que Uttar Pradesh e Chhattisgarh concentram os episódios mais graves.

Somente até o final de maio, Chhattisgarh já contabilizava 64 ocorrências de violência contra cristãos, enquanto Uttar Pradesh vinha logo atrás, com 58. Segundo Michael, o cenário tem gerado medo entre os cristãos indianos, muitos dos quais evitam registrar queixas por receio de retaliações.

A ativista cristã Minakshi Singh, residente em Uttar Pradesh, disse que boa parte das agressões está relacionada a acusações de conversões religiosas forçadas. “Em 2022, a Suprema Corte da Índia solicitou relatórios sobre conversões forçadas dos governos federal e estadual, mas até hoje, nenhum governo foi capaz de fornecer provas documentais”, declarou Singh.

De acordo com a legislação vigente, doze dos 28 estados indianos possuem leis que restringem conversões religiosas. A maioria desses estados é administrada pelo Bharatiya Janata Party (BJP), partido nacionalista hindu. Entidades cristãs alegam que tais leis têm sido utilizadas por grupos nacionalistas para justificar ataques e constranger comunidades religiosas minoritárias.

Michael alertou para o impacto crescente da hostilidade contra os cristãos no país. “Se essa tendência não for interrompida imediatamente, ela ameaçará a identidade e a existência da comunidade cristã indiana em sua terra natal”, afirmou. Ele acrescentou que o sistema jurídico e judicial da Índia não tem fornecido a devida proteção às minorias religiosas.

O UCF afirma manter um registro sistemático das denúncias recebidas por meio de sua linha direta e redes de contato. Desde 2014 — ano em que o BJP assumiu o governo central da Índia — os números vêm crescendo anualmente, com 127 casos registrados naquele ano.

Em dezembro, Michael solicitou ao governo indiano a nomeação de um secretário especial para investigar o aumento nos casos de perseguição religiosa. Segundo ele, essa medida seria essencial para conter a escalada da violência, de acordo com informações do The Christian Post.

Os cristãos representam 2,3% da população indiana, de acordo com o censo nacional realizado em 2011. O United Christian Forum alega que a minoria enfrenta crescente hostilidade nos últimos anos, especialmente em razão de leis anticonversão e de narrativas difundidas por grupos ligados ao nacionalismo hindu.

Entre os casos mais recentes, o Morning Star News relatou que, em março, cristãos foram presos após uma igreja ser atacada em Raipur, capital de Chhattisgarh. Segundo a denúncia, dezenas de hindus radicais invadiram o local e cortaram o fornecimento de energia elétrica. Rajesh Sharma, um dos cristãos detidos, afirmou que teve seu pedido de fiança antecipada rejeitado em duas instâncias judiciais estaduais.

Dez Mandamentos em escolas: governador sanciona lei

O governador do Texas, Greg Abbott, sancionou em 22 de junho o Projeto de Lei 10 do Senado estadual, tornando obrigatória a exibição dos Dez Mandamentos em todas as salas de aula de escolas públicas do estado a partir de 1º de setembro.

O texto estabelece que cada sala deverá conter um cartaz ou moldura de 40 por 50 centímetros com uma versão específica em inglês do texto bíblico: “O Texas é onde vive o sonho americano”, declarou Abbott em comunicado oficial. “Hoje, assinei uma legislação crucial […] que protege a segurança dos texanos e salvaguarda as liberdades individuais sobre as quais nosso grande estado foi fundado”.

Com a medida, o Texas se torna o maior estado norte-americano a promulgar esse tipo de exigência em sua rede pública de ensino. A legislação foi aprovada na 89ª Sessão Legislativa Regular e é apoiada por lideranças conservadoras e grupos religiosos locais.

Além da SB 10, o governador também sancionou os projetos SB 11 e SB 965, que permitem que distritos escolares ofereçam períodos voluntários diários de oração ou leitura de textos religiosos durante o horário escolar.

A iniciativa se baseia em precedentes da Suprema Corte dos EUA, como a decisão de 2022 no caso Kennedy v. Bremerton School District, que reconheceu o direito de um treinador de futebol de orar em campo após os jogos. Jonathan Saenz, presidente da organização Texas Values, afirmou que “os Dez Mandamentos agora serão exibidos para os alunos verem, assim como o monumento no Capitólio do Texas e na Suprema Corte dos EUA”.

Matt Krause, conselheiro jurídico do First Liberty Institute, acrescentou: “Exibir os Dez Mandamentos e o lema nacional, e permitir que alunos e professores expressem sua fé, é consistente com o precedente da Suprema Corte que reconhece a herança religiosa do país”.

Reações contrárias

Organizações de defesa das liberdades civis e líderes religiosos expressaram preocupação com as novas medidas. Segundo eles, a obrigatoriedade pode violar os princípios constitucionais de liberdade religiosa, especialmente considerando a diversidade de crenças entre os aproximadamente 6 milhões de estudantes da rede pública texana, distribuídos em mais de 9.100 escolas.

Leis semelhantes foram contestadas ou derrubadas em tribunais federais. Em 17 de junho, o 5º Tribunal de Apelações dos EUA considerou inconstitucional uma lei da Louisiana com conteúdo semelhante. O estado do Arkansas também enfrentou contestações judiciais por propostas parecidas.

A procuradora-geral do Texas, Liz Murrell, declarou que o estado está preparado para defender a nova lei judicialmente: “Estamos prontos para recorrer até a Suprema Corte dos EUA, se necessário”, afirmou.

De acordo com o portal The Christian Post, o governador Abbott tem histórico de defesa do tema: em 2005, quando era procurador-geral do Texas, defendeu com sucesso a permanência de um monumento aos Dez Mandamentos no terreno do Capitólio estadual perante a Suprema Corte.

Canabidiol

No mesmo fim de semana, Abbott vetou um projeto de lei que buscava proibir a venda de produtos de THC, como delta-8 e delta-9, frequentemente extraídos do cânhamo. O governador justificou o veto com base em impactos econômicos: segundo ele, a medida colocaria em risco a indústria de cânhamo do Texas, avaliada em US$ 8 bilhões, além de ameaçar milhares de empregos.

Em seu pronunciamento, Abbott defendeu a criação de regulamentações mais rigorosas em vez de uma proibição total, e convocou uma sessão legislativa especial para 21 de julho com o objetivo de discutir o tema.

Irã: ditadura e guerra não impedem o crescimento da igreja secreta

A guerra entre Irã e Israel agravou ainda mais a situação da igreja secreta no Irã, já marcada por décadas de repressão religiosa. Nos últimos dias, civis morreram em ambos os países após uma série de ataques, incluindo bombardeios israelenses a instalações nucleares.

O conflito gerou instabilidade em diversas cidades iranianas, especialmente na capital Teerã, onde moradores formaram longas filas em postos de gasolina e estradas na tentativa de fugir.

Em meio ao caos, líderes cristãos e membros da igreja secreta no Irã pedem orações e relatam episódios de sofrimento e medo. A Missão Portas Abertas informou que cristãos locais enfrentam risco dobrado: a insegurança causada pela guerra e a perseguição do regime islâmico.

“Uma família cristã em uma das principais cidades do Irã perdeu o pai. Ele havia enviado sua esposa e dois filhos pequenos para uma cidade mais segura, mas, ao se preparar para deixar a casa, uma explosão de bomba nas proximidades tirou sua vida. Sua família agora está tomada pela dor”, relatou o pastor Ali*, que lidera igrejas domésticas por meio de um ministério online.

Segundo Morteza*, um cristão iraniano, a vigilância do governo aumentou desde o início do conflito. “Em vez de proteger o povo, o governo iraniano agora está prendendo qualquer pessoa flagrada tirando ou compartilhando fotos e vídeos com a imprensa. Os cristãos são especialmente vulneráveis, pois correm o risco de serem acusados de espionagem e considerados ameaça à segurança nacional. Se sua fé for descoberta, as consequências são ainda piores. Por favor, nestes dias sombrios, seja uma voz pela igreja iraniana”, declarou ele à Portas Abertas.

A missionária Fereshteh* também descreveu o cenário de incerteza vivido pela população. “As pessoas estão abandonando suas casas e pertences, fugindo das grandes cidades sem saber se ou quando poderão voltar. Os preços dos alimentos dispararam, e muitos estão tentando estocar em caso de emergência. Em cidades menores, hotéis e pousadas estão lotando rapidamente”, relatou.

Entre o medo e a esperança

Apesar do temor e da tensão causados pelos ataques, líderes cristãos informam que parte da população iraniana recebeu os primeiros bombardeios israelenses com alívio. Muitos enxergam na guerra uma possível oportunidade de mudança no regime vigente desde 1979.

Lana Silk, diretora da organização cristã Transform Iran, afirmou que os iranianos estão cansados do autoritarismo religioso. “O povo do Irã há muito se sente preso sob um regime repressivo. Muitos acreditam que essa pode ser a única maneira de uma mudança real acontecer. Eles tentaram se levantar antes, mas esses esforços foram esmagados. Agora, eles estão perguntando se isso poderia finalmente ser o começo da liberdade”, disse ela.

Mona*, uma cristã iraniana, expressou o sentimento de parte da população. “O povo do Irã não quer guerra. Eles anseiam por paz. Mas o que pode ser feito quando o governo se recusa a renunciar e precisa ser removido por força externa? Nos últimos 47 anos, especialmente nos últimos anos, os iranianos foram às ruas em protesto, e milhares de jovens foram mortos por este regime. Talvez agora seja o momento em que o sangue deles trará mudança real e liberdade”, afirmou.

Igreja perseguida, mas crescente

Apesar da perseguição e do contexto de guerra, a igreja iraniana continua ativa e em expansão. O movimento cristão cresceu de forma significativa desde a Revolução Islâmica de 1979, que instaurou o regime teocrático xiita. Nos anos seguintes, o Irã expulsou missionários estrangeiros, proibiu o evangelismo, baniu a Bíblia em língua persa e perseguiu líderes religiosos.

Diversos pastores foram assassinados nas décadas seguintes, e a igreja foi forçada à clandestinidade. Ainda assim, o cristianismo se espalhou silenciosamente pelo país. De acordo com a organização GAMAAN, com sede na Holanda, havia cerca de 500 cristãos de origem muçulmana em 1979. Em 2024, esse número já ultrapassava 1 milhão.

A Sociedade Bíblica Iraniana estima que cerca de 2.000 iranianos estão se convertendo ao cristianismo por dia. Segundo a organização Portas Abertas, o Irã ocupa o 9º lugar na Lista Mundial da Perseguição 2025, ranking que avalia os países mais hostis aos cristãos.

Mesmo sob vigilância, prisões e repressão, cristãos iranianos continuam evangelizando, organizando igrejas domésticas e compartilhando a fé com familiares e vizinhos. “A igreja iraniana ficou sob enorme pressão. Muitos temiam que ela murchasse e morresse. Mas exatamente o oposto aconteceu”, afirmou um relatório da Portas Abertas.

*Nomes alterados por razões de segurança.

Jimmy Swaggart segue internado em grave estado de saúde

O televangelista norte-americano Jimmy Swaggart permanece hospitalizado em estado grave desde que foi internado após sofrer uma parada cardíaca no domingo, 15 de junho. Segundo familiares, o pregador de 90 anos não apresentou nenhuma melhora clínica significativa e permanece inconsciente na unidade de terapia intensiva (UTI).

Na manhã da última segunda-feira, 23 de junho, um porta-voz da família Swaggart informou em nota breve que “não houve nenhuma mudança” no estado de saúde do evangelista. A mesma informação foi reiterada em publicação oficial feita na página de Jimmy Swaggart no Facebook, que também pediu orações: “Continuem a orar por ele e a acreditar em Deus por um milagre — mas, acima de tudo, confiamos na vontade perfeita do Senhor”.

O filho do pregador, Donnie Swaggart, comunicou à congregação do Family Worship Center, em Baton Rouge, Louisiana, que encontrou o pai desacordado em casa ao lado do neto de Swaggart. A informação foi divulgada durante o culto do próprio dia 15 de junho. Segundo ele, o avivador não recobrou a consciência desde então.

No culto realizado na quarta-feira, 19 de junho, Donnie afirmou que a situação permanece “em espera”. Em sua declaração pública, ele destacou: “Não questionamos Deus, não culpamos Deus, não discutimos com Deus. Sempre queremos que Deus faça as coisas imediatamente e de acordo com a nossa agenda. Mas os caminhos de Deus não são os nossos”.

Carreira de sucesso, crise e reconstrução

Nascido em 1935, Jimmy Swaggart ganhou notoriedade nas décadas de 1970 e 1980 como um dos principais nomes do televangelismo nos Estados Unidos. Ele é primo do músico Jerry Lee Lewis e iniciou sua carreira como ministro ordenado das Assembleias de Deus, a maior denominação pentecostal do país.

Seu ministério se destacou pelas transmissões de rádio e televisão, que alcançaram grande audiência nacional e internacional. Swaggart era conhecido por organizar cruzadas evangelísticas com grande presença de público e por suas mensagens centradas na salvação e no poder do Espírito Santo.

Contudo, em 1988, a carreira do evangelista sofreu um abalo com a revelação de que ele havia se envolvido com uma prostituta. O escândalo resultou em sua destituição oficial pelas Assembleias de Deus. Em resposta, Jimmy Swaggart fez uma confissão pública amplamente divulgada, na qual declarou: “Eu pequei”.

Na ocasião, ele afirmou diante de sua congregação: “Não tenho ninguém além de mim para culpar. Não coloco a culpa ou a culpa da acusação em ninguém. Pois ninguém é culpado além de Jimmy Swaggart. Eu assumo a responsabilidade. Eu assumo a culpa. Eu assumo a culpa”.

Ele também se dirigiu a outros evangelistas da televisão: “Aos meus colegas ministros de televisão e evangelistas, vocês que já estão carregando um fardo quase insuportável, para continuar a contar a grande história do amor de Jesus, eu tornei o fardo de vocês mais pesado e os magoei. Por favor, me perdoem por pecar contra vocês”.

Apesar das consequências institucionais, Jimmy Swaggart manteve sua atuação no ministério. Em 2010, lançou oficialmente a SonLife Broadcasting Network, canal dedicado à programação religiosa e evangelística. A rede continua ativa e é administrada com o apoio de familiares e membros de sua igreja local.

Até o momento, não foram divulgadas novas atualizações médicas sobre o estado clínico do evangelista. Familiares e membros da congregação seguem pedindo orações pela sua recuperação, de acordo com informações do portal The Christian Post.