Carlinhos Maia e Pablo Marçal: diálogo sobre pecado viraliza

Um pastor comentou afirmações dos influenciadores Carlinhos Maia e Pablo Marçal numa conversa sobre a Bíblia no Marçal Talks, um programa organizado pelo coach. Embora a gravação não seja recente, as afirmações de ambos a respeito da Bíblia viralizaram.

O pastor Alisson Rodrigues, que atua na Igreja Batista Caminho da Paz, em Belo Horizonte (MG), gravou um react do diálogo de ambos sobre o que a Bíblia diz a respeito da homossexualidade.

No trecho separado por Rodrigues, Carlinhos Maia diz que rejeita as afirmações de que homossexuais serão condenados ao inferno pela prática do pecado: “Não sinto isso de maneira nenhuma. Eu sempre me senti um cara extremamente abençoado. Se eu chegar lá em cima, e Ele disser… vai ser a primeira coisa, se eu puder perguntar, se Ele der essa ousadia de eu perguntar, vou dizer ‘oh, Senhor, que p… é essa?”, disse, usando um palavrão para expressar sua indignação contra a Palavra.

A postura de Carlinhos Maia evidencia um paradoxo, já que ele se recusa abertamente a acatar o que diz a Bíblia, mas enfatiza que respeita as Escrituras: “Independente da palavra que tenha lá, e que eu tenho muito respeito, é a minha conexão espiritual, o que eu acordo todos os dias, e a palavra que vem no meu coração, que eu sinto que é a minha verdade. Então, não que não seja aquela verdade, mas não é a verdade que eu sinto. Não é o que queima no meu coração”.

Em seguida, disse que mesmo recebendo as explicações sobre o texto bíblico, se sente incapaz de assimilar ou se submeter às Escrituras: “Não consigo. Você vai me colocar a Bíblia aqui na minha frente. Você vai me explicar versículo por versículo, e eu vou continuar acreditando que eu serei salvo. Pela minha alma, pelo meu coração. Pela minha alma, pelo meu coração. E eu não me vejo em momento nenhum em pecado”.

Nesse momento, Pablo Marçal interfere para endossar a visão do convidado: “Eu acabei de falar pra você que está escrito isso lá”. Carlinhos Maia, então, avança em sua declaração a respeito de sua consciência:

“É muito maluco isso. Eu não consigo me enxergar. Infelizmente, ou felizmente, mesmo a gente estando aqui em matéria, nem eu, nem você, nenhum de vocês vai ter realmente essa resposta. Mesmo sabendo que o que está lá é a verdade. Mas não é a verdade que eu sinto queimar no meu coração. Por isso que eu prefiro, quando eu converso com Deus, eu sempre digo assim ‘Senhor, eu não vou ler [a Bíblia], porque o que eu sinto na minha alma é uma voz que não é aquilo que eu estou lendo ali”, concluiu.

Contraponto na Bíblia

No react, o pastor Alisson Rodrigues diz que a resposta às inquietações de Maia estão bem claras no texto da Bíblia: “Nós temos sim essa resposta. Efésios capítulo 2, verso 8 vai dizer que ‘pela graça vocês são salvos mediante a fé, e isso não vem de vocês, é um dom de Deus, não vem pela prática de boas obras para que ninguém se orgulhe’”.

“Ou seja, de fato, a salvação é um presente, não é um mérito nosso. Porém, no próximo verso, Paulo vai dizer que nós somos feituras de Deus, criados em Cristo para as boas obras. Ou seja, isso corrobora com a teologia de Tiago, que diz que uma fé sem obras é morta. Corrobora também com a teologia das cartas de João, que diz que aquele que vive habitualmente no pecado, é do diabo”.

“Uma vez que nós fomos salvos pela graça, ou seja, nós fomos libertos do poder do pecado, não faz mais sentido nós vivermos para o pecado. E sem um coração transformado, de maneira nenhuma você vai conseguir se enxergar como um pecador. Seja na prática da homossexualidade ou seja em qualquer outro tipo de pecado”, acrescentou Rodrigues.

A respeito de uma das frases de Pablo Marçal, que afirmou que “a Bíblia não fala que a homossexualidade vai [levar] para o inferno”, o pastor contestou: “Então quer dizer que a prática da homossexualidade não é pecado? Eu também não creio que uma pessoa que tem atração pelo mesmo sexo vai para o inferno porque tem atração. Agora, a prática, segundo as Escrituras, é sim pecado. E a Bíblia afirma categoricamente essa verdade”.

Europa: campanha de evangelismo se inicia com 1.000 conversões

Uma ação evangelística de larga escala começou no sábado, 21 de junho, com o objetivo de alcançar 1 milhão de pessoas em toda a Europa. A mobilização, intitulada “The Million Month” (“O Mês do Milhão”), foi organizada pelo ministério Awakening Europe e está promovendo evangelismo simultâneo em 25 cidades europeias.

Durante os meses de junho e julho, cristãos de diferentes igrejas e ministérios estão se unindo para evangelizar nas ruas, com foco em abordagens pessoais e momentos de oração. No primeiro dia da ação, cidades como Paris, Roma, Amsterdã, Kiev, Lisboa e Madrid registraram a presença de grupos evangelísticos em vias públicas, com cânticos, intercessões e conversas sobre a fé cristã.

De acordo com os organizadores, 1.548 pessoas ouviram o Evangelho e 351 decidiram seguir a fé cristã apenas no primeiro dia. “Toda glória ao nosso lindo Rei Jesus! Vamos atrás de almas com muita fé. Nós acreditamos que milhares serão salvos. Vamos ver a Europa salva!”, afirmou o ministério Awakening Europe em publicação no Instagram.

Relatos de conversões e curas

Durante as atividades realizadas no sábado, foram registrados testemunhos de cura e transformação pessoal. Em Porto, Portugal, um homem identificado como satanista recebeu oração de uma equipe evangelística e, segundo os relatos, foi curado de uma dor persistente na perna. “O Espírito Santo tocou o coração dele de forma poderosa. Ele foi impactado pelo amor de Jesus — e não saiu dali da mesma forma que chegou”, informou o ministério em outra postagem.

As ações do primeiro dia foram encerradas com encontros de adoração em igrejas locais espalhadas por diferentes países europeus. Esses eventos, chamados de Noites de Glória, continuarão acontecendo a cada dois dias após as saídas evangelísticas, com o objetivo de compartilhar testemunhos, ministrar louvor e oferecer orientações para os próximos passos da missão.

Mil decisões por Cristo em dois dias

Na segunda-feira, 23 de junho, o site oficial do movimento divulgou que, ao fim do segundo dia de atividades, mais de 1.000 pessoas haviam tomado a decisão de seguir a fé cristã. A campanha evangelística está prevista para continuar até o dia 6 de julho.

Além do evangelismo direto, o movimento estabeleceu uma rede de intercessores para cobrir espiritualmente cada ação. De acordo com Elaine Arruda, missionária do JesusCopy e integrante da equipe de comunicação do projeto, a oração tem sido considerada um dos pilares da iniciativa.

“A oração é o que sustenta e fortalece este movimento, e é por isso que uma rede global de intercessores foi mobilizada. Intercessores de toda a Europa estão se unindo para clamar por salvação, cura, libertação e renovação espiritual durante todo o mês de junho”, declarou o Awakening Europe.

As 25 cidades envolvidas contarão com pontos fixos de intercessão, onde as equipes oferecerão orações e apoio aos evangelistas nas ruas. O acompanhamento dos resultados será feito por meio do aplicativo oficial do movimento, no qual os participantes poderão registrar o número de pessoas evangelizadas e decisões por Cristo.

Segundo os organizadores, o objetivo do “Mês do Milhão” é “não apenas pregar a mensagem de Cristo, mas também promover uma transformação espiritual profunda” em todo a Europa.

Malafaia diz que deseja conversar cara a cara com Felipe Neto

O pastor Silas Malafaia foi o convidado do 100º episódio do podcast PodCrê, publicado nesta semana. O programa está em sua quarta temporada e conta com mais de 200 mil inscritos no YouTube. Também está disponível nas plataformas Spotify, Deezer, Apple Podcasts e Amazon Music.

Durante a entrevista, Malafaia abordou temas relacionados à fé, à política e a episódios que protagonizou nas redes sociais. Um dos momentos destacados foi quando o pastor foi questionado sobre com quem gostaria de conversar pessoalmente. Em resposta, citou o influenciador digital Felipe Neto, com quem mantém um histórico de desentendimentos públicos.

“Eu tinha vontade de conversar cara a cara com o Felipe Neto. Só encontrei com ele no tribunal, mas não deu tempo e ele teve que pedir arrego para mim. Mas é um cara que eu tinha vontade de conversar olho no olho para dizer o que eu penso e deixá-lo falar o que pensa. Eu gostaria de conversar com gente que eu tenho choque e tem uma fila grande”, declarou Malafaia durante o episódio.

Os atritos públicos entre o pastor e o youtuber começaram em 2017, quando Silas Malafaia criticou a Disney por exibir em um desenho infantil uma cena com beijo entre personagens do mesmo sexo. Felipe Neto rebateu a crítica, acusando o pastor de explorar a fé de seus seguidores para obter ganhos financeiros.

Em decorrência das declarações, Malafaia apresentou uma queixa-crime contra Neto. O processo teve desdobramentos até 2019, quando as partes chegaram a um acordo. Na ocasião, Felipe Neto publicou um vídeo em que afirmou: “Não concordo com muitas coisas que o pastor Silas Malafaia fala, mas não posso provar e afirmar que ele enriquece através de fiéis”.

Silas Malafaia é líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC) e figura recorrente em debates que envolvem religião e política no Brasil. O episódio completo com sua participação está disponível abaixo:

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Israel: ‘Estamos vivos pela graça de Deus’, diz família sobre míssil

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Durante os ataques realizados pelo Irã contra Israel na última semana, uma família de Jerusalém sobreviveu a um míssil que atingiu diretamente sua casa. O episódio ocorreu na madrugada de domingo, e os seis integrantes escaparam com vida após se abrigarem no porão do imóvel.

Ariel Levin-Waldman, que trabalha no Centro Médico Sheba, em Ramat Gan, relatou os acontecimentos à emissora norte-americana CBN News. Segundo ele, o alerta foi recebido por volta das 5h da manhã em seu celular. “O alerta dizia: ‘Vá para um abrigo em caso de extremo perigo de disparo de mísseis’. Corri escada abaixo, peguei minha esposa e meus filhos. Minha sogra estava descendo, e tínhamos entrado no abrigo antiaéreo no porão da casa”, contou.

Ainda segundo Ariel, a porta do abrigo permanecia aberta enquanto aguardavam o sogro. Nesse momento, o míssil atingiu a residência. “Houve um clarão — um estrondo alto — e tudo ficou escuro”, afirmou.

A família enfrentou dificuldade para respirar devido à poeira, e o ambiente ficou tomado pelo pânico: “Estávamos gritando. Eu me recuperei primeiro dos gritos porque percebi que, se estou aqui gritando, ainda estou vivo”, relatou Ariel. Com o celular reserva que estava no porão, ele conseguiu ligar para a polícia de Israel.

Durante o resgate, Ariel retirou a sogra debaixo de uma estante caída e carregou a filha, uma bebê de sete semanas, sobre os ombros. “Tentei abrir caminho para minha esposa e meu filho (que não tem nem 3 anos) saírem do abrigo”, disse.

Um bombeiro encontrou o grupo e os guiou para fora do porão, cuja estrutura havia sido parcialmente destruída pela explosão. “A parede do apartamento secundário explodiu com a queda do míssil, o que abriu caminho para subirmos as escadas”, explicou Ariel. Segundo ele, caso essa parede não tivesse sido rompida, a família poderia ter sido soterrada.

Do lado de fora, Ariel entregou a filha a um bombeiro, mas logo perdeu contato visual com ela. “No momento em que me virei para ajudar minha esposa com a outra criança, os paramédicos já tinham levado meu bebê para o posto de atendimento médico na rua e eu não tinha ideia de onde ela estava. As pessoas me viram coberto de sangue e poeira, andando pela rua atordoado, gritando: ‘Cadê meu bebê? Cadê meu bebê?’”, relatou.

No hospital, a família recebeu cuidados médicos e apoio logístico. “Todos os nossos bens materiais — cartões de crédito, nossas roupas — estão em pedacinhos. O Hospital Sheba foi muito importante. Eles nos deram roupas, brinquedos para as crianças e nos fizeram recomeçar”, declarou.

Menos de 24 horas após o incidente, a família passou por novo susto. O hotel onde estavam hospedados foi atingido por estilhaços após um novo míssil atingir diretamente o Instituto de Ciências Weizmann, localizado nas proximidades. “O hotel fica bem em frente ao Instituto de Ciências Weizmann, que foi atingido diretamente por um míssil e quebrou todas as janelas”, disse Ariel.

Quatro dias após os ataques à capital de Israel, equipes de resgate localizaram o cachorro da família, ainda vivo, sob os escombros da casa destruída.

Ao comentar sobre o episódio, Ariel afirmou que a sobrevivência da família não pode ser explicada por fatores naturais. “Quando digo que estamos vivos apenas pela graça de Deus, quero dizer que não houve sorte. Não há nenhuma explicação física para termos sido atingidos diretamente por um míssil e todos nós seis estarmos vivos. E todos nós saímos, praticamente ilesos”, declarou.

Concluindo seu relato, ele afirmou: “É bem óbvio, Deus não me quer morto ainda — seja lá por qual motivo. Tenho coisas para fazer neste mundo. Ainda não sei o que é, mas enfim, vou fazer”.

Líderes cristãos relatam abalo emocional em atentado na Síria

A comunidade cristã na Síria foi alvo de um atentado mortal no domingo, 22 de junho, quando um homem-bomba detonou explosivos durante um culto na Igreja Ortodoxa Grega de Santo Elias, no bairro de Dweilaa, em Damasco.

Segundo veículos da imprensa internacional, ao menos 25 pessoas morreram e 63 ficaram feridas. O atentado foi classificado pelas autoridades locais como um ataque suicida cometido por um terrorista do Estado Islâmico.

O bairro de Dweilaa, situado a menos de um quilômetro de um dos portões históricos de entrada da antiga cidade de Damasco, abriga duas igrejas em ruas vizinhas. No momento da explosão, fiéis também estavam reunidos na vizinha Igreja Saint Joseph, onde o sacerdote Baselios conduzia o culto.

“Eu estava pregando quando os tiros começaram. Depois vieram os gritos. Todos instintivamente se jogaram no chão. O medo era indescritível”, relatou o sacerdote Baselios. Ele ainda descreveu um dos momentos mais marcantes da noite: “Uma criança, que perdeu a família, correu até mim dizendo: ‘Me esconda, padre, eu não quero morrer’”.

De acordo com testemunhos colhidos por parceiros locais da organização Portas Abertas, o episódio deixou marcas profundas. Mourad*, um cristão da região, declarou: “Estou paralisado e sem palavras sobre o que aconteceu ontem em Damasco. Pessoas inocentes participando das orações de domingo, provavelmente orando pelo país e por suas situações pessoais, sendo confrontadas com a morte de seus entes queridos”.

Ele também destacou a fragilidade da segurança dos cristãos no país: “Temos sentimentos mistos de raiva e questionamento sobre porque isso teve que acontecer novamente. Os cristãos recebem ameaças diárias de fundamentalistas dizendo que serão os próximos. Grupos armados espalhados pelo país estão sedentos por mais mortes”.

Outra moradora da região, uma jovem cristã que não teve o nome divulgado, descreveu o impacto do ataque sobre a população: “Nada pode descrever o medo que sentimos ontem, a dor pelas pessoas que conhecíamos. Pessoas inocentes foram mortas apenas por serem diferentes em suas crenças, por amarem Jesus”.

As autoridades sírias condenaram o ataque e afirmaram que investigações estão em curso. Até o momento, nenhum grupo assumiu oficialmente a autoria, embora fontes de segurança tenham atribuído a ação ao Estado Islâmico. Este foi o primeiro grande atentado contra cristãos desde a queda do regime de Bashar al-Assad em dezembro de 2024.

Organizações cristãs internacionais pediram orações e apoio à comunidade local. A Portas Abertas, que atua no apoio a cristãos perseguidos, alertou para o risco crescente de novos ataques em meio à instabilidade política e à atuação de células extremistas no país.

*Nome alterado por razões de segurança.

Pastor morre enquanto pregava em culto na Venezuela

O pastor Héctor Ramón Pereira morreu repentinamente durante uma pregação na cidade de Bolívar, na Venezuela, na noite de sexta-feira, 20 de junho. Ele havia sido convidado para ministrar a mensagem na Igreja La Voz de Dios e faleceu diante dos fiéis, ainda no púlpito.

Pouco antes de passar mal, Héctor declarou: “Estamos cansados, ouça o que o Espírito quer dizer à Igreja”. Em seguida, apoiou-se no púlpito e pronunciou suas últimas palavras: “Aleluia! Glória a Deus, glória a Deus”. Após isso, caiu no chão sem sinais vitais.

Membros da igreja tentaram prestar os primeiros socorros enquanto outros oravam. Equipes de emergência chegaram ao local e realizaram manobras de reanimação, mas sem sucesso. Conforme atestado por profissionais de saúde, o pastor sofreu uma parada cardíaca fulminante. “Ele partiu como um servo fiel”, afirmou um cristão que acompanhava o culto.

O culto daquela noite foi descrito por testemunhas como fervoroso e emotivo. Um vídeo que registra o momento da morte foi publicado nas redes sociais e viralizou, gerando forte comoção entre usuários e comunidades cristãs no país.

O caso de Héctor Pereira se soma a outro episódio recente ocorrido no Brasil. Em 31 de maio, o pastor Sérgio Carvinho morreu durante uma pregação na Igreja Pentecostal Deus é Amor, em Caxias do Sul (RS), após se ajoelhar atrás do púlpito. A cena foi transmitida ao vivo pela internet e também causou grande repercussão.

Ambos os casos provocaram grande comoção entre os fiéis e levantaram manifestações nas redes sociais, com internautas comentando sobre os momentos finais de cada pastor.

Atirador abre fogo em igreja, mas é abatido por obreiros armados

Um homem armado foi morto por seguranças no domingo, 23 de junho, após abrir fogo do lado de fora da CrossPointe Community Church, na cidade de Wayne, no estado de Michigan (EUA). O episódio ocorreu por volta das 11h da manhã, enquanto cerca de 150 pessoas participavam de um culto dominical dentro da igreja.

Segundo o chefe de polícia de Wayne, Ryan Strong, o atirador foi identificado como um homem branco de 31 anos, que não possuía vínculos conhecidos com a igreja. De acordo com Strong, testemunhas relataram que o suspeito dirigia de forma imprudente, saiu do veículo vestindo um colete tático e portava um rifle e uma pistola.

O homem começou a disparar ao se aproximar da igreja, atingindo um dos frequentadores na perna. A vítima foi socorrida e não corre risco de morte.

Um dos membros da igreja reagiu atingindo o atirador com uma caminhonete, o que permitiu que pelo menos dois obreiros responsáveis pela segurança da igreja respondessem com disparos. O suspeito foi alvejado e morreu no local. “Um membro atingiu o atirador com seu veículo, enquanto o atirador disparava repetidamente contra o veículo”, disse o chefe Strong em entrevista coletiva. “Pelo menos dois funcionários atiraram no atirador, causando os ferimentos fatais.”

A cidade de Wayne, que tem cerca de 17 mil habitantes, fica a aproximadamente 40 quilômetros a oeste de Detroit. A página oficial da igreja informa que os cultos ocorrem aos domingos, às 10h45.

A fiel Wendy Bodin, que estava no local, relatou ao canal WXYZ-TV que ouviu um forte barulho e viu o suspeito caído na grama. “Achei que ele tinha sido atropelado, batido o carro ou se machucado”, contou. “E outra senhora viu, apontou para mim e disse: ‘Nossa, ligue para o 192!’”

A polícia ainda investiga a motivação do ataque, mas, segundo Strong, há indícios de que o suspeito sofria de uma crise de saúde mental. O subchefe da polícia de Wayne, Finley Carter III, afirmou que ainda é cedo para determinar o motivo exato da ação.

O FBI confirmou presença no local e disse que equipes de liderança e apoio estão colaborando com as autoridades locais. A informação foi divulgada pelo subdiretor Dan Bongino, por meio de publicação nas redes sociais.

Até a noite de domingo, a igreja não havia respondido aos pedidos de comentário da imprensa, segundo informações da agência Associated Press.

Pastor: Jesus deve ser adorado ao invés de pastores e cantores

A ascensão de figuras carismáticas no meio cristão tem gerado debates sobre integridade e propósito ministerial. Pastores, cantores e influenciadores digitais com grande visibilidade enfrentam crescentes questionamentos, especialmente após casos públicos de escândalos e má conduta.

A popularidade excessiva e a centralização da atenção em torno de indivíduos podem gerar distorções teológicas e problemas éticos: “O ministério não é uma performance com todos os olhares voltados para o ator principal”, afirmou Shane Idleman, pastor da Westside Christian Fellowship, na Califórnia. Para ele, “não somos artistas, mas adoradores, pessoas quebradas que foram reparadas por Deus. Nós apontamos os outros para Ele, não para nós”.

A exposição exagerada e seus efeitos

O fenômeno da visibilidade entre líderes cristãos em tempos de redes sociais segue uma lógica similar à da indústria do entretenimento, baseada em alcance digital, performance e lealdade de seguidores. Essa dinâmica, de acordo com observadores, contribui para a criação de estruturas em que líderes se tornam imunes a críticas, mesmo diante de falhas evidentes.

Idleman alerta para o risco de se confundir carisma com caráter: “A definição bíblica de liderança enfatiza a fragilidade em vez da exaltação, e a humildade em vez da arrogância”, declarou. Para ele, muitos líderes “se preocupam mais com a reputação do que com o arrependimento”.

Reações e silenciamentos

A ausência de confrontos saudáveis dentro das comunidades de fé também é apontada como um fator que alimenta a crise. Segundo Idleman, o medo de perder posições ou benefícios leva muitos a se calarem diante de erros evidentes de seus pastores: “Um dos maiores motivos pelos quais essas pessoas não se arrependem é que têm muitos fãs e poucos ‘amigos verdadeiros’”, afirmou o pastor.

Ele também criticou o uso de argumentos espirituais para evitar correção. “Muitas vezes, é Deus, e não o inimigo, que quer fazer uma obra profunda em nosso caráter”, disse. Para Idleman, atribuir toda crítica à “guerra espiritual” pode mascarar idolatria da imagem pessoal e impedir arrependimento genuíno: “Sem profunda humildade e tremendo quebrantamento no coração do líder, o importante é proteger nossa imagem mais do que demonstrar o Evangelho vivido”, afirmou.

Marketing de crise

Outro ponto destacado por Idleman é a rapidez com que certos líderes são elevados a posições de destaque, sem preparo espiritual adequado. Em suas palavras, “a pior coisa que a máquina ministerial pode fazer é elevar líderes e celebrar seu status, pois isso alimenta a ambição em vez da ruína”.

Segundo ele, em muitos casos, quando surgem falhas, a resposta das instituições não é arrependimento, mas estratégias de marketing e gerenciamento de imagem. Essa cultura, afirma, compromete a saúde espiritual das comunidades e prejudica o testemunho público do cristianismo: “A indústria da adoração e a máquina ministerial conduzida por pastores e líderes altamente pagos, que estão mais preocupados com sua imagem do que com a imagem de Deus, estão causando muitos danos”, declarou.

Um chamado à humildade

Para Idleman, o caminho da restauração passa por uma liderança fundamentada na humildade. Ele defende o que chama de “liderar indo por baixo”, ou seja, renunciando ao ego, aceitando críticas e centrando o ministério em Cristo: “Se você tem evitado a convicção e justificado suas ações, lembre-se de que Deus realmente sabe o que está acontecendo. O arrependimento é a única cura”, concluiu.

Na avaliação do pastor, o verdadeiro chamado cristão caminha na contramão da visibilidade excessiva: “O caminho de Jesus foi o da cruz, não do holofote. O maior entre nós não é o mais visível, mas o que mais serve”, finalizou, em artigo publicado no The Christian Post.

Presidente da Nigéria se posiciona após massacre contra cristãos

Dias após o massacre de centenas de pessoas no estado de Benue, o presidente da Nigéria, Bola Ahmed Tinubu, reuniu-se com autoridades em 17 de junho na capital Makurdi, pedindo a prisão dos responsáveis. O ataque, ocorrido entre os dias 13 e 14 de junho, vitimou principalmente mulheres e crianças, segundo o grupo Christian Solidarity Worldwide (CSW).

Durante o encontro, o líder tradicional supremo da etnia Tiv, James Ortese Iorzua Ayatse, discordou da narrativa oficial de que os ataques seriam consequência de conflitos entre pastores de gado da etnia fulani e agricultores. “Não se trata de confrontos entre pastores e agricultores, nem de confrontos comunitários ou ataques de represália”, declarou Ayatse, segundo o site TruthNigeria. “É uma invasão genocida e uma campanha de grilagem de terras calculada, bem planejada e em larga escala, por pastores terroristas e bandidos”.

Segundo relatos locais e organizações de defesa, o massacre em Yelwata teria sido executado por milícias Fulani, grupo majoritariamente muçulmano. De acordo com a CSW, os agressores atacaram por volta das 22h do dia 13 de junho, inicialmente tentando invadir uma missão cristã que abrigava mais de 400 deslocados internos. Após serem repelidos, incendiaram o mercado principal da vila e mutilaram corpos de vítimas.

Em resposta ao ocorrido, Tinubu questionou o chefe da polícia federal, Kayode Egbetokun, sobre a ausência de prisões. “Como é que ninguém foi preso?”, perguntou o presidente, segundo o TruthNigeria. Ele também orientou os chefes das Forças Armadas e da inteligência a intensificarem a busca pelos agressores. “Vamos pegar esses criminosos”, afirmou.

A CSW indicou que os assassinatos em Yelwata fizeram parte de uma sequência de ataques no condado de Guma, com outros incidentes registrados nos dias 8, 11 e 12 de junho em localidades como Udei, Tse Ivokor, Unongu e Daudu. Ao todo, mais de 6.500 pessoas foram deslocadas apenas em junho, segundo estimativas da entidade. Entre 1º de abril e 1º de junho, 270 mortes foram contabilizadas no estado de Benue.

Em nota divulgada após o massacre, a Comissão dos EUA sobre Liberdade Religiosa Internacional (USCIRF) voltou a pedir que a Nigéria seja classificada como “País de Preocupação Particular (CPC)” pelo Departamento de Estado norte-americano. “A violência abominável no Cinturão Médio da Nigéria (…) indica que os esforços de prevenção do governo estão falhando”, disse Vicky Hartzler, presidente da comissão.

O comissário Mohamed Elsanousi reforçou que os EUA devem usar a assistência externa para apoiar o treinamento das forças de segurança e proteger as comunidades religiosas vulneráveis.

Relatos da Associated Press e da organização Ajuda à Igreja que Sofre (ACN) apontam que os atacantes chegaram de várias direções, gritavam “Allahu Akbar” e destruíram plantações suficientes para alimentar a população local por um ano. A ACN relatou que até 700 deslocados internos dormiam em uma igreja da vila, a Igreja de São José, que também foi alvo de tentativa de invasão antes do ataque ao mercado.

Segundo documento do Grupo Parlamentar Multipartidário para a Liberdade ou Crença Internacional (APPG) do Reino Unido, publicado em 2020, parte dos Fulani adere à ideologia radical islâmica. “Eles adotam uma estratégia comparável à do Boko Haram e do ISWAP e demonstram uma clara intenção de atingir cristãos e símbolos poderosos da identidade cristã”, afirma o relatório.

A Missão Portas Abertas, que monitora a perseguição religiosa global, classificou a Nigéria como 7º país mais perigoso do mundo para cristãos em sua Lista Mundial de Perseguição 2025. Entre os 4.476 cristãos assassinados por sua fé no mundo entre 2024 e 2025, 3.100 (69%) ocorreram na Nigéria, segundo o levantamento.

A organização aponta que milícias Fulani têm atacado comunidades agrícolas cristãs no centro-norte do país, enquanto grupos jihadistas como o Boko Haram, o Estado Islâmico na Província da África Ocidental (ISWAP) e o novo grupo Lakurawa, filiado à Al-Qaeda e originário do Mali, também atuam em outras regiões. A expansão da violência atingiu inclusive os estados do sul, onde se observam novos focos de instabilidade.

Líderes cristãos locais afirmam que os ataques visam forçar a tomada de terras e promover a islamização de áreas tradicionalmente cristãs. Segundo esses líderes, a desertificação tem contribuído para a migração forçada de pastores em busca de recursos, intensificando os conflitos.

Com milhares de mortos e centenas de milhares de deslocados, o estado de Benue continua sendo um dos epicentros da violência religiosa na Nigéria, enquanto autoridades nacionais e internacionais divergem sobre as causas e a resposta adequada à crise, segundo informações do The Christian Post.

‘Tudo errado’: Policial tenta impedir evangelista de pregar

Uma policial foi filmada confrontando dois cristãos em Londres por pregarem nas ruas. O episódio repercutiu de forma intensa, forçando as autoridades a se pronunciarem.

Mon B, uma pregadora do Mad 4 Jesus Ministries, disse que a policial os informou que eles não podiam ficar na frente das barreiras e que eles foram instruídos a seguir em frente.

No confronto, a policial britânica de transportes diz aos evangelistas: “Essas pessoas só querem fazer a viagem, elas não estão vindo aqui para ouvir vocês”.

A evangelista então responde: “Se eu estivesse cantando uma música alegre e animada, tudo bem?”. A policial então começa a se afastar e diz: “Acho que está tudo errado”.

A conversa aconteceu no saguão em frente à Estação King’s Cross, enquanto passageiros passavam. Mon B declarou que considerou a opinião do policial sobre as atividades deles “desnecessária”. Um segundo policial presente no local não teria confrontado a dupla sobre sua pregação.

Respondendo ao incidente, a Polícia de Transporte Britânica disse: “Estamos cientes de um vídeo postado nas redes sociais mostrando uma interação envolvendo uma policial do lado de fora da estação ferroviária de King’s Cross”.

“Os policiais estavam em patrulha na estação quando se depararam com um grupo pregando em terreno particular usando um alto-falante, o que exige permissão da Network Rail. Por isso, pediram que se retirassem. Nós valorizamos plenamente o direito de qualquer pessoa à expressão religiosa, e o incidente na íntegra está sendo analisado por um oficial sênior”.

Confrontos entre a polícia e pregadores de rua se tornaram comuns na Grã-Bretanha moderna. No ano passado, a Polícia Metropolitana foi  forçada a se desculpar depois que um policial disse erroneamente à artista de rua cristã Harmonie London: “Você não tem permissão para cantar músicas religiosas fora do recinto da igreja”.

Em outro episódio, um vídeo impressionante mostra uma policial mostrando a língua para Harmonie London quando ela a desafiou, de acordo com informações do The Christian Post.