‘Todo mundo sabia’, diz autor de ‘Ousado Amor’ sobre Michael Tait

O cantor Cory Asbury afirmou que “todos sabiam” sobre o histórico de má conduta do ex-vocalista dos Newsboys, Michael Tait, e declarou que muitos outros artistas do meio estão levando “vidas duplas”.

As declarações foram feitas após reportagens investigativas do The Roys Report e do jornal britânico The Guardian, publicadas no início de junho, que detalharam acusações graves contra Tait, hoje com 59 anos.

Segundo os relatos, vários homens, alguns menores de idade na época, alegam que Tait usou drogas e álcool para facilitar abusos sexuais. Um dos entrevistados afirmou ao The Guardian que tinha 13 anos quando o cantor supostamente se masturbou na sua frente em um banheiro público. Outros relataram ter sido drogados antes de sofrerem contato sexual indesejado.

Diante da repercussão, Michael Tait publicou uma declaração no Instagram em 10 de junho intitulada “Minha Confissão – 10 de junho de 2025”. No texto, reconheceu publicamente o abuso de substâncias e parte dos comportamentos descritos nas reportagens.

“Relatos recentes sobre meu comportamento imprudente e destrutivo, incluindo abuso de drogas e álcool e atividade sexual, são, infelizmente, em grande parte verdadeiros”, escreveu o cantor. “Por cerca de duas décadas, usei e abusei de cocaína, consumi muito álcool e, às vezes, toquei homens de forma sensual indesejada”.

Tait afirmou ainda: “Quero pedir desculpas a todos que magoei. Sinto muito mesmo.” Contudo, a declaração não mencionou diretamente as acusações que envolvem menores de idade nem respondeu a detalhes sobre agressões sexuais específicas. Ele também confirmou que havia deixado os Newsboys em janeiro deste ano e completado seis semanas de reabilitação em Utah.

Em resposta às notícias, Cory Asbury, 39, conhecido pela canção Ousado Amor, comentou em suas redes sociais. Quando questionado se sabia das alegações antes da publicação dos relatórios, respondeu: “Todos sabiam. Talvez não os detalhes específicos, mas todos sabiam”.

Em outra interação, um seguidor perguntou quantos artistas do meio cristão estariam vivendo “uma vida dupla” como Tait ou a banda NEEDTOBREATHE. Asbury respondeu: “Muitos”. Ele tem usado plataformas como o TikTok para criticar o que considera problemas sistêmicos na indústria da música gospel nos EUA, conhecida como CCM.

As declarações de Asbury repercutiram após serem compartilhadas pelo apologista cristão Mike Winger na rede social X. “Talvez a razão pela qual Michael Tait tenha conseguido escapar impune por tanto tempo seja porque muitas outras pessoas em seu setor também estão conseguindo”, escreveu Winger. “E isso resulta em uma cultura em que expor qualquer pessoa é visto como uma ameaça a todos.”

Tait ganhou notoriedade nos anos 1990 como um dos fundadores da banda DC Talk, vencedora do Grammy. Em 2009, ele passou a integrar os Newsboys, permanecendo na formação até janeiro de 2025. Sua saída coincidiu com a viralização de um vídeo que especulava sobre sua sexualidade, embora a banda só tenha comentado publicamente após a divulgação das investigações jornalísticas, de acordo com informações do portal The Christian Post.

Em nota, os Newsboys afirmaram ter sido surpreendidos pelas acusações. “Quando ele deixou a banda em janeiro, Michael confessou para nós e para o nosso empresário que ‘estava vivendo uma vida dupla’. Mas nunca imaginamos que pudesse ser tão ruim”.

Emissoras cristãs como a K-LOVE retiraram as músicas de Tait da programação. Diversas figuras públicas reagiram ao caso, incluindo Hayley Williams, vocalista da banda Paramore. Em publicação no Instagram, ela afirmou ter crescido em meio à indústria da música cristã e condenou o que descreveu como um “encobrimento sistêmico”.

“A quantidade de coisas que tenho a dizer e a quantidade de pessoas que conheço que provavelmente foram mudadas para sempre por esse homem e pela indústria que o capacitou…”, escreveu Williams. “Eu cresci em meio a isso. Não tenho medo de nenhuma dessas pessoas — a maioria delas já me descartou de qualquer maneira”.

Em tom crítico, acrescentou: “Quantas histórias como essa, vindas deste canto MUITO pequeno da indústria musical, ouviremos antes de percebermos que [capitalizar] a fé e a vulnerabilidade das pessoas é o ‘pecado’?”

Por fim, concluiu: “Espero que a indústria do CCM desmorone. E f— todos vocês que sabiam e não fizeram porcaria nenhuma. Aposto que entendi. E, a propósito, se vocês também não estão com raiva, talvez seja hora de questionar o porquê”.

Fenômeno dos livros de colorir chega ao mercado gospel

Os livros de colorir se tornaram uma tendência entre adultos e crianças, e nas redes sociais muitos usuários compartilham suas obras de arte particulares, coloridas com canetinhas e muito capricho. Esse fenômeno não é novo, mas se tornou ainda mais forte em 2025.

O GospelMais ouviu Maíra Lot Micales, publisher do Grupo Editorial Edipro, uma casa editorial com quase 50 anos, a respeito dos materiais da empresa com temática cristã que se encaixam nessa categoria de livros para colorir, um dos hobbies mais populares do país no momento.

Segundo Maíra, o sucesso dos livros de colorir podem estar ligados a diferentes fatores: “Uma possível explicação é a busca por momentos de relaxamento em uma sociedade com rotinas cada vez mais estressantes. Outro ponto pode ser a reação à hiperexposição de telas, fazendo com que os consumidores busquem opções de lazer mais analógicas”, explicou.

A Edipro acompanha o que a ciência descobre com relação ao comportamento humano, e a partir daí aprimora sua linha de produtos: “Buscamos sempre acompanhar a divulgação científica sobre o assunto. Enquanto produtores de material cultural, estamos sempre preocupados em oferecer obras que contribuam tanto para o desenvolvimento individual dos leitores quanto para o bem estar social, colocando em pauta problemáticas e desafios da sociedade atual”, contextualizou Maíra.

“Uma dessas preocupações é a hiperexposição a telas, tema tratado em um recente livro voltado ao público infantil de nosso catálogo, que é o Larga esse Celular. Essas decisões de publicação, como dito antes, partem do acompanhamento de nossa equipe da produção científica sobre esses temas além do próprio debate público sobre as principais agendas sociais”, acrescentou.

Um dos sucessos da empresa é o livro Orar e Colorir, que para Maíra traz um conteúdo que inspira ao mesmo tempo que cumpre a função de hobby: “Aprecio bastante a passagem de Isaías 40.31, que fala sobre a renovação das forças pela fé. É uma mensagem de muita positividade e otimismo”.

Outro material de grande aceitação do público evangélico, o livro O Peregrino, ganhou uma edição da empresa: “Acreditamos que a obra se comunica com todo o público cristão, seja ele protestante, católico ou das demais confissões. Nosso objetivo é oferecer um material bem traduzido e uma ótima edição para todo esse público”, comemorou a publisher.

Títulos derivados deste livro serão lançados em breve, adiantou Maíra: “Já temos a previsão de pelo menos mais dois lançamentos para a Coleção Peregrino até o fim deste ano. Esperamos que seja uma coleção plural, que atenda a todos os membros da família, desde obras infantis, como Deus nos deu você, a materiais mais densos e reflexivos, como O Peregrino”.

Por fim, Maíra destaca que produzir materiais para o público “está se mostrando uma experiência extremamente gratificante” e que a Edipro já planeja novos títulos: “Com certeza queremos ampliar e dar continuidade”, garantiu.

Michael Tait sofre novas acusações de abusos e drogas com fãs

Michael Tait, cantor de 59 anos conhecido por sua atuação nas bandas cristãs DC Talk e Newsboys, está sendo acusado de agressão sexual por diversos homens, incluindo um menor de idade à época dos fatos. As denúncias foram publicadas pelo jornal The Guardian em 13 de junho, com base em uma investigação de vários meses, que ouviu ao menos 25 pessoas ligadas à cena da música gospel nos EUA.

Segundo a reportagem, as acusações envolvem episódios ocorridos entre os anos 2000 e 2010, incluindo alegações de que Tait teria drogado e estuprado um jovem de 17 anos, além de praticar atos sexuais não consentidos com outros homens em contextos marcados por álcool e drogas. As vítimas tinham entre 13 e 29 anos à época dos supostos abusos.

Shawn Davis, que autorizou a publicação de seu nome verdadeiro, declarou ao The Guardian que conheceu Tait em 2003, aos 16 anos, e que o cantor lhe forneceu bebidas alcoólicas e o apresentou à cocaína. Um ano depois, Davis afirma que foi drogado e violentado sexualmente pelo artista. “Esse homem destruiu minha vida”, afirmou.

Outro entrevistado, identificado apenas como “Gabriel”, relatou ter sido abusado aos 19 anos após suspeitar de ter sido drogado. “Tait foi apresentado como o ápice da piedade”, disse. “Usar a fachada da sua retidão para cometer pecado me fez abandonar a minha fé por um tempo.”

O cinegrafista Israel Anthem relatou ter sofrido assédio sexual de Tait aos 13 anos. Ele também afirmou ao The Roys Report que o comportamento do artista era amplamente conhecido nos bastidores da música cristã em Nashville: “Existem três tipos de pessoas: aquelas que conhecem as histórias, aquelas que acreditam nelas e aquelas que, mesmo conhecendo a verdade, continuam a trabalhar com ele”, disse.

As novas denúncias reforçam um relatório anterior publicado pelo site The Roys Report em 4 de junho, que já apontava condutas predatórias de Tait com base em depoimentos de mais de 50 fontes.

Em 10 de junho, Tait publicou uma declaração em seu perfil no Instagram, intitulada “Minha confissão — 10 de junho de 2025”, na qual reconheceu parte das alegações. “Relatos recentes sobre meu comportamento imprudente e destrutivo, incluindo abuso de drogas e álcool e atividade sexual, são, infelizmente, em grande parte verdadeiros”, escreveu.

Ele admitiu ter abusado de substâncias por duas décadas e declarou que “às vezes, tocava homens de forma sensual indesejada”. Embora tenha contestado detalhes pontuais, afirmou que não discorda da substância das acusações e pediu perdão às pessoas afetadas: “Sinto muito mesmo”.

Tait afirmou ter deixado o Newsboys em janeiro para iniciar tratamento e que concluiu seis semanas de reabilitação em Utah. Sua saída da banda aconteceu dias após um vídeo viral no TikTok levantar questionamentos sobre sua sexualidade.

Após as revelações, os membros do Newsboys divulgaram uma nota em que expressaram surpresa com a gravidade das acusações. “Quando ele deixou a banda em janeiro, Michael confessou para nós e para o nosso empresário que ‘estava vivendo uma vida dupla’. Mas nunca imaginamos que pudesse ser tão ruim”, escreveram.

Redes de rádio cristã como a K-LOVE e outras estações suspenderam a execução das músicas do cantor. A vocalista da banda Paramore, Hayley Williams, publicou uma crítica à indústria da música cristã, alegando que casos como o de Tait são exemplos de “pecados acobertados” há décadas. “Espero que a indústria do CCM desmorone”, afirmou.

Até o momento, não há confirmação oficial de abertura de investigações criminais públicas contra Michael Tait. As autoridades competentes não se manifestaram formalmente sobre o caso, de acordo com informações do The Christian Post.

Ex-LGBT se unem pelo direito de deixar homossexualidade

Um grupo de cristãos que se define como ex-LGBT por terem abandonado comportamentos homossexuais ou transgêneros se reuniu na quinta-feira, 13 de junho, nas escadarias do Capitólio estadual em Sacramento, Califórnia.

O encontro marcou o encerramento do evento “Speak Out”, promovido pelo CHANGED Movement em parceria com o Conselho Familiar da Califórnia, com o objetivo de dar visibilidade a pessoas que desejam deixar a identidade LGBT para trás e relatar experiências de mudança de vida por meio da fé cristã.

“Espero que este evento consiga combater a crença de que as pessoas não mudam”, declarou Elizabeth Woning, organizadora do evento e diretora de advocacia e assuntos governamentais do CHANGED, em entrevista ao The Christian Post.

O evento durou dois dias e incluiu testemunhos públicos de participantes que, segundo eles, abandonaram práticas LGBT após experiências de fé. Vários relataram mudanças profundas após se voltarem a Deus, descrevendo sentimentos de dor, confusão e depressão em suas trajetórias anteriores.

Reação à cultura e à legislação

O CHANGED Movement, fundado em 2018 por Elizabeth Woning e Ken Williams, pastor licenciado da Igreja Bethel em Redding, se define como “uma crescente rede internacional de pessoas que deixaram a identidade LGBTQ para trás”. A reunião também marcou o sétimo aniversário da mobilização do grupo contra o projeto de lei estadual AB 2943, apresentado naquele mesmo ano pelo Caucus Legislativo LGBTQ da Califórnia.

A proposta previa classificar como fraude ao consumidor os serviços que buscassem modificar comportamentos sexuais ou expressões de gênero, inclusive entre adultos que procurassem esse tipo de apoio. O projeto foi retirado da pauta legislativa em 2018, após pressão de grupos religiosos e manifestações públicas, como a organizada pelo CHANGED.

Segundo Woning, a proposta violava a liberdade de expressão e a liberdade religiosa, pois poderia proibir até a venda de livros que não apoiassem a ideologia LGBT, incluindo a Bíblia. “O evento deste ano foi uma forma de lembrar os esforços da Califórnia contra a censura”, afirmou.

Atualmente, leis semelhantes estão em vigor em outras regiões. No Canadá, por exemplo, conselheiros que oferecem apoio contrário à homossexualidade ou à identidade transgênero podem enfrentar penas de até cinco anos de prisão.

Nos Estados Unidos, a chamada “terapia de conversão” é proibida para menores em 23 estados e no Distrito de Columbia. Em 2020, o relator independente da ONU sobre orientação sexual e identidade de gênero, Victor Madrigal-Borloz, defendeu sua proibição global, e as Nações Unidas classificaram a prática como comparável à tortura.

Testemunhos públicos

Durante o evento, diversos participantes relataram experiências pessoais. Ivan Santos afirmou que sua entrada no estilo de vida homossexual ocorreu após abandonar a fé cristã na juventude. Segundo ele, a sensação de liberdade inicial foi substituída por depressão, uso de drogas e envolvimento com prostituição. Ele contou que buscou ajuda espiritual após um momento de desespero.

“Eu achava que estava vivendo uma vida plena, mas ainda estava muito quebrado e deprimido”, disse. “Quando ofereci minha sexualidade a Deus, comecei a perceber que aquilo que eu considerava parte da minha identidade estava enraizado na luxúria. E isso começou a mudar”.

Cecil Jackman, outro participante, relatou que foi vítima de abusos sexuais na infância e sofreu rejeição por parte do pai. Segundo ele, isso o levou a desejar ser menina como forma de escapar da dor. “Eu estava dividido entre dois mundos. Eu amava Jesus, mas me sentia atraído por homens”, declarou. Após tentar o suicídio, disse ter buscado ajuda em oração e passou a crer que Deus o amava.

Jackman, que hoje é casado e tem três filhos, citou Hebreus 12:2 ao afirmar que encontrou cura ao entender que Cristo assumiu sua vergonha. “Quando descobri que podia confiar em Deus, minha cura acelerou drasticamente”, relatou.

Fé e liberdade de expressão

O cofundador do CHANGED, Ken Williams, disse que enfrentou pensamentos suicidas aos 17 anos, mas encontrou apoio em aconselhamento cristão. De acordo com ele, esse tipo de apoio hoje seria considerado ilegal na Califórnia. “Naquela época, era legal obter ajuda alinhada às minhas convicções religiosas”, afirmou.

Williams destacou que, embora tenha sofrido, reconhece hoje o valor de sua jornada. “Deus conquistou minha atenção profundamente. Ele me encontrou e caminhou comigo de perto”, declarou. Ao se dirigir a pessoas que hoje enfrentam confusão ou desespero, afirmou: “Eu lhes diria: ‘Este é apenas um dia na sua vida. Jesus oferece uma nova vida às pessoas’”.

O CHANGED Movement afirma que continuará promovendo encontros semelhantes em defesa da liberdade de expressão e da possibilidade de mudança voluntária para aqueles que assim desejarem.

Curas sobrenaturais são relatadas em ação evangelística no Brasil

Um público estimado em 25 mil pessoas lotou o Estádio Willie Davids durante a cruzada “Milagres Maringá”, evento evangelístico que relatou ocorrências de curas sobrenaturais no último sábado (14).

A programação foi liderada pelo pastor norte-americano Randy Clark, fundador da Global Awakening, organização vinculada ao “Avivamento de Toronto” (1994-2000), movimento que gerou relatos de fenômenos espirituais em diversos países.

 Curas sobrenaturais

De acordo com a organização do evento, seis pessoas que utilizavam cadeiras de rodas teriam se levantado e caminhado após orações, enquanto um homem com deficiência visual relatou recuperação total da visão.

Yudi Tamashiro, presente no local, descreveu: “Não é sobre show. Milagre é quando o Céu toca a terra. Aquilo que parecia impossível virou testemunho”. Randy Clark, em entrevista ao portal Guiame, comparou o evento a cruzadas históricas:

*”Como em Buenos Aires (1954) com Tommy Hicks e na Bolívia (1972/73) com Julio Cesar Rubial, milagres abrem portas para impactar nações”*.

Contexto

Clark mencionou paralelos com eventos do século XX:

  • Argentina, 1954: Cruzada de Tommy Hicks atraiu multidões e, segundo registros, teria influenciado o presidente Juan Perón.

  • Bolívia, 1972/73: Jovem evangelista Julio Cesar Rubial realizou eventos com relatos de 50 mil pessoas em estádios, com suposto apoio do então presidente Hugo Banzer.

Organização

O pastor Gerson Tudela, líder da Igreja CIA (Comunidade Internacional da Aliança) e organizador do evento, declarou: “Queremos criar um ambiente onde cada pessoa saia dizendo: ‘Eu vi o que Jesus pode fazer’”. Além de Randy Clark, o evento contou com:

  • Ministrações dos pastores Tom Jones, Richard Gordon e Richie Seltzer;

  • Liderança de louvor da banda Shealy Music;

  • Participações de Ana Nóbrega, Gabi Sampaio, FHOP Music, Maykel Maia e Coral, Driele Fialho e CIA Worship.

Tudela enfatizou o objetivo central: “Promover a crença de que milagres são realidades do presente, não apenas histórias do passado”. Não houve comprovação médica independente sobre os relatos de curas divulgados durante o evento.

Uso de cigarro eletrônico entre adolescentes cresce e preocupa

Uma pesquisa conduzida pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), divulgada nesta semana, revelou que um em cada nove adolescentes brasileiros afirma utilizar cigarro eletrônico.

O levantamento entrevistou aproximadamente 16 mil pessoas com 14 anos ou mais, em todas as regiões do país, e utilizou dados coletados entre 2022 e 2024 no âmbito do Terceiro Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad 3). Esta foi a primeira vez que o uso de cigarros eletrônicos foi incluído na pesquisa.

De acordo com os resultados, o número de jovens usuários de cigarros eletrônicos já é cinco vezes maior do que o total de adolescentes que consomem o cigarro tradicional. Apesar da proibição da comercialização, importação e propaganda dos dispositivos no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a coordenadora do estudo, Clarice Madruga, professora de psiquiatria da Unifesp, afirma que o acesso ao produto permanece facilitado.

“É muito fácil comprar o aparelho pela internet”, declarou a pesquisadora, apontando a ampla disponibilidade online como um dos fatores que impulsionam o consumo entre adolescentes.

Clarice também alertou sobre os riscos à saúde provocados pelo uso desses dispositivos. Segundo ela, a exposição à nicotina e outras substâncias tóxicas pode ser ainda mais intensa nos cigarros eletrônicos do que nos cigarros convencionais:

“A gente teve uma história gigantesca de sucesso de políticas que geraram uma queda vertiginosa no tabagismo, mas que um novo desafio quebrou completamente essa trajetória. E a gente hoje tem um índice de consumo, principalmente entre adolescentes, muito superior e que está totalmente invisível”, afirmou.

As políticas públicas de combate ao tabagismo, iniciadas no Brasil na década de 1990, conseguiram reduzir significativamente o consumo de cigarros ao longo dos anos. No entanto, os dados recentes indicam um novo desafio para a saúde pública, agora centrado no uso de dispositivos eletrônicos de nicotina, especialmente entre os mais jovens.

Como parte da abordagem do estudo, os participantes tiveram a opção de serem encaminhados para tratamento no Hospital São Paulo e no Centro de Atenção Integral em Saúde Mental (CAISM) da Unifesp, instituições parceiras no acolhimento e cuidado de pessoas com dependência.

A pesquisa reforça o alerta de especialistas sobre a necessidade de ações regulatórias e campanhas educativas voltadas ao público jovem, com o objetivo de conter o avanço silencioso do uso de cigarros eletrônicos no país, de acordo com a Agência Brasil.

Justiça ordena despejo da Igreja Mundial; Veja valor do aluguel

A Justiça do Pará determinou a desocupação de um templo da Igreja Mundial do Poder de Deus, localizado no bairro de Santo Amaro, zona sul de São Paulo, devido ao não pagamento de aluguel.

A decisão foi assinada pela juíza Vanessa Ramos Couto, da 1ª Vara Cível de Belém, no fim de abril. A intimação foi enviada à igreja em 15 de maio, com prazo de 15 dias para cumprimento, encerrado na sexta-feira, 30 de maio. A execução do despejo deverá ser conduzida agora pela Justiça de São Paulo.

O imóvel em questão possui 46 mil m² e era originalmente propriedade da Igreja Mundial, fundada pelo apóstolo Valdemiro Santiago. Em 2022, o prédio foi transferido à empresa SM Comunicações, com sede em Belém, como forma de quitar dívidas. A empresa repassou o imóvel à V R de Miranda Participações, também sediada na capital paraense. A partir disso, foi firmado um contrato de locação no valor de R$ 600 mil mensais.

De acordo com os autos do processo, a igreja deixou de cumprir o pagamento do aluguel, acumulando uma dívida de R$ 4,1 milhões. A defesa da instituição religiosa alegou que a transferência do imóvel teria ocorrido de maneira ilegal, sob pressão, e que os dirigentes teriam assinado o contrato em circunstâncias desfavoráveis.

Em sua argumentação para evitar o despejo, a Igreja Mundial informou que o templo tem capacidade para receber até 20 mil fiéis e que abriga também 15 famílias de pastores. O processo enfrentou impasses desde 2024, com duas suspensões decididas pela juíza Josineide Medeiros, também do Pará. As empresas credoras questionaram a conduta da magistrada e apresentaram denúncia ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), alegando suspeição.

Em março de 2025, o Tribunal de Justiça do Pará derrubou as suspensões e validou o pedido das credoras. A decisão apontou que a permanência da igreja no local, sem pagamento de aluguel, configura “enriquecimento ilícito”.

Além deste caso, a Igreja Mundial do Poder de Deus enfrenta outros processos judiciais. Em São Paulo, há mais de 680 ações de cobrança, em sua maioria relacionadas a inadimplência de aluguéis. A instituição também possui uma dívida ativa com a União no valor de R$ 366 milhões, conforme registros públicos. Até o momento, a igreja não se pronunciou oficialmente sobre as recentes decisões judiciais, de acordo com informações do Uol.

Tragédia: míssil iraniano atinge casa e mata família cristã em Israel

Um míssil iraniano atingiu uma residência na cidade de Tamra, no norte de Israel, na madrugada de sábado (15), resultando na morte de quatro integrantes de uma família cristã israelense e deixando dez feridos. O ataque ocorreu durante uma ofensiva de larga escala do Irã contra Israel, em resposta a operações militares israelenses dias antes.

O projétil atingiu diretamente uma casa de dois andares no bairro residencial, conforme atestaram os paramédicos da organização United Hatzalah, Majdoub Mohammad e Ofer Levi, que prestaram os primeiros socorros.

Diferentemente de Israel, que utiliza mísseis de precisão contra alvos militares, o míssil iraniano balísticos possui pouca precisão, o que resulta em impactos contra alvos civis, como prédios e outras construções públicas e particulares.

As vítimas fatais foram identificadas como Manar Khatib, 47 anos; suas filhas Hala Khatib, 20 anos, e Shada Khatib, 13 anos; e Manar Diab Khatib, cunhada da primeira, na faixa dos 40 anos. Os paramédicos relataram:

“Infelizmente, quatro mulheres da mesma família foram declaradas mortas no local. Também tratamos vários residentes próximos que sofriam de ansiedade aguda”.

O blogueiro árabe-americano Ahmed Fouad Alkhatib e o cientista político Igor Sabino mencionaram uma quinta vítima fatal, Raja Khateeb, alegadamente pai da família, mas esta informação não foi confirmada por fontes oficiais ou serviços de emergência no local.

Contexto local:

Moradores de Tamra, cidade de maioria árabe-israelense, reiteraram preocupações prévias sobre a escassez de abrigos antiaéreos na região. Apesar da legislação israelense em vigor desde 1990 exigir que novas construções incluam salas de segurança (“mamad”), relatos indicam fiscalização limitada por autoridades locais, deixando muitas residências desprotegidas.

A ofensiva iraniana:

O ataque a Tamra integrou uma operação mais ampla em que o Irã lançou centenas de mísseis contra Israel entre sexta-feira (13) e sábado (14). Segundo o serviço de emergência Magen David Adom, os ataques resultaram em cerca de 80 feridos em território israelense, incluindo casos graves.

A ação iraniana foi explicitamente apresentada como retaliação a um ataque israelense ocorrido na madrugada de sexta-feira (13) contra instalações no Irã. O objetivo de Israel é destruir o programa nuclear iraniano, visto como uma ameaça à existência do Estado Judeu.

As Forças de Defesa de Israel (IDF) confirmaram a operação, denominada “Leão Ascendente”, que visou mais de 100 alvos, incluindo comandantes militares iranianos e instalações vinculadas ao programa nuclear.

A agência de notícias Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), afirmou que seis cientistas nucleares foram mortos. Horas após os ataques iniciais, a mídia estatal iraniana reportou bombardeios na usina nuclear de Natanz, principal centro de enriquecimento de urânio do país, localizada a 225 km de Teerã.

Declaração oficial:

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu justificou a operação no Irã como necessária para “reverter a ameaça iraniana à própria sobrevivência de Israel”. Em pronunciamento, Netanyahu alertou: “Se não for interrompido, o Irã poderá produzir uma arma nuclear em muito pouco tempo”, afirmando que as ações militares continuariam “por quantos dias forem necessários”. Com: The Time of Israel

Liberar perdão é a chave para a restauração conjugal; veja dicas

Valcelí Leite, psicanalista e presidente da Associação Brasileira de Teopsicoterapia (ABRATHEO), abordou em artigo recente o papel transformador do perdão em casamentos deteriorados.

Baseando-se na citação de Lewis B. Smedes — “Perdoar é libertar um prisioneiro e descobrir que o prisioneiro era você” —, Leite analisou como mágoas não resolvidas corroem relacionamentos, mesmo entre cristãos que professam fé em um “Deus restaurador”.

Dinâmica das feridas não curadas

O especialista refutou a ideia de que o tempo cura conflitos conjugais: “Mágoas recalcadas transformam-se em ressentimento, depois em raiva e, finalmente, em indiferença”.

Citando Efésios 4:31-32, enfatizou que a Bíblia propõe um caminho oposto ao orgulho ou vingança, mas esclareceu: “Perdão não é sinônimo de esquecimento passivo. É um processo intencional que exige maturidade e, frequentemente, apoio profissional”.

A passagem citada diz que”toda amargura, indignação e ira, gritaria e calúnia, bem como toda maldade, sejam eliminadas do meio de vocês. Sejam bondosos e compassivos uns para com os outros, perdoando-se mutuamente, assim como Deus os perdoou em Cristo.”

Teopsicoterapia

Leite explicou sua abordagem terapêutica, que combina psicanálise e princípios cristãos: “Feridas conjugais como traições ou negligência emocional afetam corpo, alma e espírito. A cura exige acolhimento do sofrimento sem julgamento, seguido de reinterpretação da dor à luz da identidade como filho de Deus”.

Para o especialista, o método oferece ferramentas para:

  • Validar experiências traumáticas;

  • Reconstruir vínculos rompidos;

  • Restaurar a autoimagem espiritual.

O poder do perdão

Questionando “por que perdoar quando tudo em mim grita para não perdoar?”, o teoterapeuta argumentou: “A falta de perdão nos prende à própria dor. Um coração acorrentado não ama nem recebe amor plenamente”.

Ele apontou Colossenses 3:13 como fundamento: “Deus nos perdoou primeiro. Perdoar é imitar Cristo e um presente que damos a nós mesmos”.

Quando buscar ajuda

O especialista listou indicadores de quando o casal precisa de intervenção. Ou seja, de ajuda profissional:

  1. Frieza persistente sem conflitos aparentes;

  2. Erros passados que ainda desencadeiam discussões;

  3. Incapacidade de restabelecer confiança;

  4. Substituição da mágoa por indiferença;

  5. Pensamentos recorrentes de separação.

Caminho prático

O artigo concluiu com um apelo à ação: “O perdão não apaga o passado, mas reconstrói futuros. Com quatro sessões de Teopsicoterapia, iniciamos processos de escuta e cura”. Leite ofereceu um e-book gratuito (“5 Sinais que seu Casamento Pode Estar Acabando”) e reforçou: “Deus cura o incurável quando damos o primeiro passo”.

Valcelí Leite (@ValceliLeite) é psicanalista, teoterapeuta e pastor, com formação em Fisioterapia, Terapia Familiar Sistêmica e TCC. Preside a ABRATHEO e atua há 15 anos em orientação conjugal. Com: Guiame.

Jimmy Swaggart está entre a vida e a morte

O televangelista norte-americano Jimmy Swaggart, de 90 anos, está internado em estado crítico após sofrer uma parada cardíaca na manhã de domingo, 16 de junho. A informação foi confirmada por seu filho, Donnie Swaggart, durante o culto dominical na sede da Igreja Family Worship Center, em Baton Rouge, no estado da Louisiana.

Com uma expressão visivelmente abalada, Donnie afirmou: “Esta manhã, pouco depois das 8h, Gabe (seu filho) e eu corremos para a casa da minha mãe, pois meu pai havia sofrido uma parada cardíaca. Ele nunca recuperou a consciência. Nós dois nos revezamos para fazer compressões torácicas até que a equipe de emergência médica chegasse”. Segundo ele, os socorristas conseguiram restabelecer os batimentos cardíacos do pastor, que agora se encontra internado na UTI.

“Sem um milagre… seu tempo será curto. Mas acreditamos em Deus. Não vamos desistir. Já dissemos aos médicos que não queremos ouvir nada deles. Tomaremos decisões em nosso próprio tempo, mas daremos ao Senhor a oportunidade de agir”, afirmou Donnie Swaggart diante da congregação.

Na segunda-feira, 17 de junho, uma declaração publicada na página oficial do ministério de Jimmy Swaggart no Facebook informou que “não houve nenhuma mudança em sua condição” e solicitou orações dos seguidores: “Continuem a orar por ele e creiam em Deus por um milagre — mas, acima de tudo, confiamos na vontade perfeita do Senhor”.

Televisão cristã nos EUA

Jimmy Swaggart iniciou seu ministério em 1955 e se tornou uma das figuras mais proeminentes do movimento pentecostal no século XX. Em 1971, deu início a seu ministério televisivo, que alcançaria grande projeção nacional e internacional. Atualmente, ele é o pastor sênior da Family Worship Center e líder da SonLife Broadcasting Network, fundada em 2007. A rede afirma alcançar uma audiência global estimada em 2 bilhões de pessoas.

Swaggart também fundou o Jimmy Swaggart Bible College e é autor de mais de 60 títulos, incluindo comentários bíblicos, guias de estudo e a conhecida Bíblia de Estudo do Expositor. Como músico gospel, vendeu aproximadamente 17 milhões de álbuns e gravou cerca de 60 discos ao longo da carreira.

Escândalos e perdas ministeriais

Apesar da trajetória de sucesso, Swaggart também enfrentou momentos de grande controvérsia. Em 1988, foi afastado das Assembleias de Deus, denominação à qual era filiado, após admitir publicamente envolvimento com uma prostituta em Nova Orleans. Três anos depois, em 11 de outubro de 1991, ele foi novamente flagrado com uma prostituta na Califórnia, o que repercutiu nacionalmente.

Na ocasião, ele foi abordado por policiais ao dirigir de forma irregular e sem cinto de segurança, sendo encontrado com Rosemary Garcia, que declarou à emissora KNBC-TV: “Ele pediu sexo. Quer dizer, foi por isso que ele me parou, é isso que eu faço, sou uma prostituta”.

Apesar das quedas públicas, Swaggart reconstruiu parte de sua audiência e manteve sua atuação ministerial, centrada na pregação pentecostal e na produção de conteúdos religiosos para rádio, televisão e internet.

A família pediu orações de todos os fiéis e informou que novas atualizações sobre o estado de saúde do pastor serão divulgadas oportunamente.