Veja como clubes bíblicos para crianças têm alcançado vidas

A organização Mission India, sediada nos Estados Unidos, implementa clubes bíblicos para crianças em regiões indianas de maioria hindu, combinando alfabetização com ensino cristão. A iniciativa atende comunidades com acesso limitado à educação formal, utilizando encenações bíblicas, cânticos infantis e aulas básicas de leitura.

Para grupos protestantes, o evangelismo é um imperativo doutrinário baseado em textos como Marcos 16:15 (“Pregai o evangelho a toda criatura”). Desde a Reforma Protestante do século XVI, a prática é considerada um dever central, visando a conversão individual e a difusão da fé por meio do testemunho direto.

Em países como a Índia, no entanto, a proclamação da fé cristã encontra desafios, tendo em vista que em algumas regiões existem leis que proíbem a conversão religiosa, endossando o radicalismo ideológico de grupos que defendem o nacionalismo religioso.

Dinâmica e impacto

Segundo a missionária Raina Miller, entrevistada pelo Mission Network News, o projeto visa impactar famílias através das crianças. “Em contextos de pobreza ou vício parental, a introdução do Evangelho transforma dinâmicas familiares”, afirmou.

O caso da estudante Jada, 9 anos, ilustra a estratégia: após ingressar para reforço escolar em um clube de Maharashtra, ela converteu-se ao cristianismo. Quando seu pai adoeceu, Jada orou por sua cura – episódio que a família atribuiu à intervenção divina, levando todos à conversão. “Adquiriram uma esperança inexistente antes”, declarou Miller.

Cenário desafiador

A ação ocorre em território complexo. A Índia ocupa o 11º lugar na Lista Mundial de Perseguição 2024 da Portas Abertas, com registro de 365 ataques anticristãos em 2023. Doze dos 28 estados indianos possuem leis anticonversão aprovadas desde 2020.

Os clubes de evangelismo voltados para crianças operam no período pós-escolar, sem vínculo governamental, reforçando o duplo objetivo declarado: “Alfabetizamos enquanto compartilhamos o Evangelho, gerando transformações familiares”.

(Fontes: Mission Network News, Open Doors, Pew Research Center)

Assassino de pastor agiu motivado por divergências religiosas

O Gabinete do Xerife do Condado de Maricopa, no Arizona, identificou Adam Christopher Sheafe, de 49 anos, como o principal suspeito do assassinato do pastor William Schonemann, da Capela Bíblica de New River. Schonemann, de 76 anos, foi encontrado morto em sua casa em 28 de abril, com sinais de violência e as mãos presas à parede.

Sheafe está atualmente detido no Centro de Detenção do Condado de Coconino, em Flagstaff, e responde a diversas acusações, incluindo arrombamento, resistência à prisão, agressão com arma letal, furto de veículo e invasão de propriedade, conforme informou o Sedona Red Rock News. As acusações oficiais relacionadas ao homicídio ainda não foram formalizadas.

Em coletiva de imprensa no dia 13 de junho, o xerife Jerry Sheridan declarou que o caso é “provavelmente um dos mais bizarros que já vi em meus 40 anos no Gabinete do Xerife do Condado de Maricopa”. O capitão David Lee, da divisão de crimes graves do gabinete, afirmou que o ataque teria motivação religiosa e que Sheafe planejava outros crimes semelhantes.

“As informações que temos indicam que o motivo era de natureza religiosa e que havia uma série de vítimas futuras planejadas, algumas delas no Arizona, e que ele havia tomado medidas para promover esses crimes adicionais”, disse Lee.

De acordo com os investigadores, Sheafe teria viajado da Califórnia para o Arizona no início de abril. No entorno da igreja de Schonemann, ele teria cometido um assalto e posteriormente retornado à região dias antes do homicídio. Schonemann foi visto com vida pela última vez em 27 de abril.

A polícia de Sedona identificou Sheafe durante uma investigação paralela de um roubo em andamento, em 29 de abril. Imagens de segurança mostraram um homem com as características físicas de Sheafe andando por uma propriedade com um alicate de corte, usando chapéu de cowboy, camisa azul-clara e calça preta, e dirigindo uma caminhonete vermelha de quatro portas.

Segundo o comandante de patrulha de Sedona, Christopher Dowell, no mesmo dia, Sheafe foi perseguido pela polícia após ser avistado dirigindo o veículo, mas a perseguição foi encerrada por razões de segurança. Em 30 de abril, ele invadiu uma garagem na região de Chapel e, após nova tentativa de fuga, foi capturado à noite após perseguição a pé pela Floresta Nacional de Coconino.

Durante as investigações, o Gabinete do Xerife do Condado de Maricopa recolheu pertences de Sheafe que o ligavam ao assassinato do pastor. Em depoimento à imprensa, o capitão Lee afirmou:

“Não temos conhecimento de qualquer ligação entre Schonemann e Sheafe, e não há alegações confiáveis conhecidas de atividade criminosa, associação criminosa ou atividade de William Schonemann que possam ter levado a esta tragédia. Ele foi atacado aleatoriamente”.

Sheafe tem um histórico criminal extenso. Em janeiro de 2013, foi preso por violência doméstica, agressão agravada e sequestro após estrangular uma mulher. Em 2018, foi condenado a 94 meses de prisão por conspiração para cometer fraude bancária, roubo de identidade e uso indevido de cartões de crédito, em investigação conduzida pelo Serviço Postal dos EUA e pelo FBI. Embora a sentença previsse sua libertação para setembro de 2026, Sheafe foi solto em fevereiro de 2023, após cumprir 51 meses.

Após a soltura, mudou-se para Oceanside, na Califórnia, e tentou mudar legalmente seu nome para “Adam Christopher Sheaf”, mas o pedido foi negado por um tribunal de San Diego em 2023.

A polícia identificou em Sheafe uma tatuagem com os caracteres hebraicos “יהוה” (“YHWH”) no pescoço. Segundo seu pai, Chris Sheafe, o filho tem um histórico de abuso de substâncias iniciado após um acidente de moto e posterior dependência de analgésicos. Em entrevista ao Arizona Family, ele comentou:

“Ele me garantiu que estava mais do que disposto a explicar às autoridades o que fez e que simplesmente se declararia culpado e deixaria o sistema lidar com a situação da maneira que precisasse ser tratada”.

“Ele disse: ‘Só diga à polícia para vir falar comigo. E eu vou conversar com eles e contar tudo o que fiz’. E, até onde eu sei, foi isso que ele fez”, concluiu.

As autoridades seguem investigando o caso. O Gabinete do Xerife afirmou que não há indícios de que outras pessoas estejam envolvidas ou que haja risco adicional à comunidade, de acordo com o The Christian Post.

Pesquisa aponta rejeição ao governo Lula entre os evangélicos

Pesquisa Ipsos-Ipec divulgada em 12 de junho indica que 50% dos evangélicos brasileiros avaliam a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva como “ruim” ou “péssima”.

Entre católicos, o índice de reprovação é de 40%. A avaliação geral da população mostra 43% de críticas negativas, 25% de aprovação (“boa” ou “ótima”) e 29% como “regular”. É a segunda vez no mandato que a reprovação supera a aprovação.

Análises contrastantes

O pastor Delano Maia, presidente da Igreja Assembleia de Deus Fonte de Vida (Vitória-ES), atribui o cenário contra Lula à “deterioração generalizada dos indicadores econômicos, sociais e políticos” e a “escândalos de corrupção envolvendo estatais e INSS”.

Já o presbítero Ariovaldo Ramos, da Comunidade Cristã Reformada (São Paulo), aponta que evangélicos são “impermeáveis às ações do governo, em grande parte devido às fake news disseminadas na bolha evangélica”, com desconfiança ancorada em “discursos morais distorcidos”.

Divisões socioeconômicas e regionais

  • Renda: 59% dos que ganham acima de 5 salários mínimos rejeitam o governo, contra 33% de aprovação entre quem vive com até 1 salário mínimo.

  • Escolaridade: 51% dos entrevistados com ensino superior reprovam a gestão, ante 36% entre os menos escolarizados.

  • Região: O Nordeste mantém o maior apoio (38% de avaliação positiva), enquanto Norte e Centro-Oeste registram 50% de rejeição.

  • Demografia: Homens reprovam mais (48%) que mulheres (39%). Entre brancos, a desaprovação chega a 47%, contra 40% entre pretos e pardos.

Falhas de comunicação

Ramos critica a estratégia governamental: “Ignorar que o movimento evangélico construiu uma nova cultura foi um erro”. Maia enfatiza o papel das redes sociais na formação de opinião, citando “distorções da mídia tradicional” e “perseguição a veículos independentes”.

Cenário complexo

Enquanto Maia declara não ver “nada que mereça elogio” no governo, Ramos defende que sua igreja mantém postura favorável à gestão. Os dados sugerem que o Planalto enfrenta simultaneamente desafios concretos (inflação, escândalos) e subjetivos (narrativas morais e resistência cultural), com divisões que persistem entre bases eleitorais e grupos religiosos.

Camisa vermelha: novo presidente da CBF forçou decisão da Nike

A polêmica camisa vermelha da Seleção Brasileira continua repercutindo nos bastidores. O novo presidente da CBF, Samir Xaud, teria se reunido com patrocinadores para interromper a produção do uniforme com a cor estranha à bandeira brasileira.

O novo presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Samir Xaud, está sendo apontado como o responsável por forçar a Nike interromper a produção da camisa vermelha da Seleção, que havia sido aprovada por seu antecessor, Ednaldo Rodrigues.

Segundo informações do colunista Lauro Jardim, d’O Globo, um dia após ser eleito e tomar posse do cargo o novo presidente consultou um representante da Nike para saber sobre o uniforme número dois da Seleção na próxima Copa do Mundo.

Como resposta, ouviu que a camisa vermelha estava em plena produção. Diante da informação, Samir Xaud convocou uma reunião de emergência para a manhã seguinte e insistiu que o uniforme secundário manteria a cor azul. Diante da pressão, a Nike interrompeu a produção e começou a elaborar o modelo da cor tradicional para a nova coleção.

Na ocasião da revelação pelo portal Footy Headlines de que a CBF havia autorizado uma camisa vermelha para a Seleção Brasileira, o veterano narrador Galvão Bueno, que transmitiu as conquistas das Copas de 1994 e 2002, protestou severamente em seu programa na Band.

Quando o recuo da CBF foi noticiado, Galvão afirmou no Instagram que era preciso manter vigilância: “A gigantesca repercussão sobre a camisa vermelha provou que a seleção brasileira não é propriedade da CBF, muito menos da Nike. Com todos os meus anos de experiência, prefiro aguardar o que vai acontecer”, publicou o narrador.

“A camisa da nossa seleção pertence, de fato, ao torcedor brasileiro e tem que ser preservada. Nas manifestações ficou evidente que a tradição é algo sagrado, que tem que ser respeitada e, sobretudo, honrada. Haja coração, amigo. Que venham fortes emoções para comemorar gols e novas conquistas”, completou, na ocasião.

Espalhar a Palavra de Deus: alunos fazem evangelismo em escola

Alunos do Colégio Assis Chateaubriand realizam semanalmente encontros de cunho religioso durante o horário do recreio, iniciativa de evangelismo batizada como “Flow”. O grupo reúne-se no pátio da instituição para leitura bíblica, orações e cânticos, conforme descrito pelos participantes.

Cassiano Félix, estudante envolvido na ação, detalhou a dinâmica: “Nos reunimos no pátio para pregar a Palavra do Senhor. Quando a Palavra é pregada, o Espírito Santo toma total controle do ambiente”.

Félix citou um episódio específico: “Uma estudante com lesão no joelho, após orações do grupo, recebeu diagnóstico médico indicando apenas fisioterapia, sem necessidade de cirurgia”. Em vídeo divulgado, a aluna confirmou: “A médica falou que vou fazer só a fisioterapia”.

Contexto religioso

A iniciativa integra a organização “Aviva School”, fundada pelo evangelista Lucas Teodoro, voltada a atividades religiosas em instituições de ensino. Para grupos protestantes, o evangelismo é um preceito doutrinário baseado em passagens bíblicas como Marcos 16:15 (“Pregai o evangelho a toda criatura”).

Historicamente, desde a Reforma Protestante do século XVI, a prática de evangelismo é considerada um dever fundamental para a difusão da fé, visando a conversão individual e o compartilhamento de experiências espirituais, tendo como base os ensinamentos de Jesus Cristo descrito, por exemplo, no livro de Mateus (Novo Testamento).

Reações e alcance

Líderes do “Flow” declararam: “Nosso objetivo é espalhar a Palavra de Deus no colégio”. Nas redes sociais, internautas manifestaram apoio, com comentários como: “A juventude não está perdida. Ainda temos esperança”, e “existe uma geração de jovens sedentos por Cristo”.

Uma usuária da web relatou: “Sou cristã há 20 anos e sou fruto de movimento similar em minha escola”.

Os encontros ocorrem nos intervalos, sem interrupção das atividades escolares. A direção do colégio não emitiu pronunciamento sobre a prática, uma vez que a mesma é fruto da liberdade religiosa e individual dos envolvidos.

Israel desiste de matar ditador do Irã após conselho de Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teria impedido um plano israelense para assassinar o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei.

A informação foi divulgada em 16 de junho por meio das agências internacionais Reuters e France-Presse, com base em relatos de funcionários de alto escalão do governo norte-americano ouvidos sob condição de anonimato.

Segundo essas fontes, autoridades de Israel identificaram recentemente uma oportunidade para eliminar Khamenei, mas recuaram após aconselhamento direto de Trump. Uma das fontes declarou: “Os iranianos já mataram algum americano? Não. Até que o façam, não vamos nem falar em ir atrás de sua liderança política”.

Ainda não foi confirmado se a orientação foi dada pessoalmente por Trump, mas, de acordo com os relatos, o presidente mantém comunicação frequente com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. O contato entre os dois países teria se intensificado desde o início dos ataques na madrugada de sexta-feira, 13 de junho.

O jornalista brasileiro Paulo Figueiredo, radicado nos Estados Unidos, comentou o episódio em sua conta na rede social X (antigo Twitter): “Ele pode ter evitado com isso um dos maiores conflitos dos nossos tempos”.

Difícil mesmo é acreditar no que a Reuters diz.

— George Henrique (@george1BR2) June 15, 2025

Israel amplia ofensiva

Na madrugada de domingo, 15 de junho, forças israelenses realizaram uma série de bombardeios em território iraniano. Segundo o Exército de Israel, foram destruídas instalações militares e depósitos de combustível, além de “dezenas” de estruturas utilizadas para armazenar mísseis na região oeste do Irã.

Um avião iraniano de reabastecimento foi abatido no Aeroporto de Mashhad, e a sede da Organização de Inovação e Pesquisa em Defesa também foi atingida. Esta organização é apontada como central no programa nuclear iraniano.

Em Teerã, a televisão estatal informou a morte de cinco pessoas após um ataque a um edifício residencial. O Ministério das Relações Exteriores iraniano acusou Israel de atacar deliberadamente instalações civis, deixando diversos feridos.

A agência de notícias oficial Irna noticiou ainda a morte de Mohammad Kazemi, chefe de inteligência da Guarda Revolucionária do Irã, junto com outros dois oficiais. A Guarda Revolucionária é o braço armado ideológico do regime iraniano.

Irã promete retaliação

Também no domingo, o coronel Reza Sayyad, porta-voz das forças armadas iranianas, afirmou que o país responderá de forma “devastadora” aos ataques e declarou que Israel “em breve não será habitável”.

O Exército israelense confirmou que o Irã lançou pelo menos quatro rodadas de mísseis contra seu território, atingindo diversas cidades, entre elas Tel Aviv, Jerusalém e Haifa. De acordo com os serviços de emergência israelenses, os ataques deixaram até o momento 24 civis mortos e mais de 500 feridos.

Em entrevista à emissora Fox News, Benjamin Netanyahu defendeu os ataques conduzidos por Israel, afirmando que o objetivo é proteger tanto o país quanto a comunidade internacional. “Nosso foco de ataque foram localidades nucleares e militares. O deles foram espaços onde há civis israelenses”, disse o primeiro-ministro.

Trans têm ‘traumas não tratados’, alerta homem que se arrependeu

Walt Heyer, de 84 anos, viveu como mulher trans durante oito anos antes de destransicionar há quatro décadas. Desde então, ele mantém um ministério e um site chamado Sex Change Regret (Arrependimento pela Mudança de Sexo, em tradução livre), onde auxiliou milhares de pessoas que expressam arrependimento após tentarem alterar seu gênero.

Heyer e a psicóloga Jennifer Bauwens, diretora do Centro de Estudos da Família no Family Research Council, concederam entrevista ao portal Fox News para divulgar o livro Embracing God’s Design, recém-lançado nos Estados Unidos. A obra trata da relação entre espiritualidade, saúde emocional e identidade de gênero, abordando o que os autores descrevem como uma “crise espiritual e psicológica por trás da identidade transgênero”.

O livro apresenta uma análise histórica de figuras influentes no movimento transgênero e argumenta que houve interferência de ativismo político em diretrizes diagnósticas e práticas clínicas nas últimas duas décadas. Os autores sustentam que compreender as causas da confusão de gênero é essencial para o cuidado adequado dos pacientes. Também são oferecidas orientações voltadas a amigos e familiares de pessoas que enfrentam conflitos relacionados à identidade de gênero.

Jennifer Bauwens, que já atuou como terapeuta e pesquisadora na área de traumas, afirmou que muitos indivíduos com experiências de confusão de gênero passaram por abusos, negligência ou outras adversidades durante a infância. Segundo ela, práticas terapêuticas atuais priorizam a afirmação da identidade de gênero, mas nem sempre lidam com traumas preexistentes.

“Quando você analisa os dados, cerca de metade daqueles que se identificam como transgêneros também relatam algum tipo de abuso, seja emocional, psicológico, físico ou sexual”, declarou Bauwens. Ela acrescentou: “Na verdade, não se trata apenas de negligência médica, é quase criminoso tratar alguém com um procedimento cirúrgico que claramente se enquadra no perfil de alguém que sofreu abuso grave”.

A autora também mencionou que comportamentos como automutilação e pensamentos suicidas são comuns entre pessoas com histórico de trauma. De acordo com sua avaliação, essas manifestações não seriam abordadas de forma eficaz por terapias que focam exclusivamente na transição de gênero.

Arrependimento

No relato de Heyer, as primeiras experiências relacionadas à identidade de gênero ocorreram ainda na infância. “Minha avó me travestia secretamente e ela me apoiava. Ela fez um vestido de festa roxo de chiffon para mim, e isso foi segredo por cerca de dois anos e meio”, contou. Quando os pais descobriram o vestido, iniciaram medidas disciplinares severas, segundo ele. Posteriormente, Heyer também sofreu abuso sexual por parte de um parente.

Durante a adolescência, Heyer passou a se identificar como mulher. Tornou-se alcoólatra aos 20 anos, após a morte do pai. Aos 40 anos, foi diagnosticado com disforia de gênero e passou por cirurgia de redesignação sexual, adotando por oito anos o nome de “Laura Jensen”.

Segundo seu relato, os profissionais que o acompanharam à época não consideraram adequadamente seu histórico de abusos. “O que era realmente o problema não era disforia de gênero”, afirmou.

Heyer declarou ter atendido milhares de pessoas ao longo das últimas duas décadas em seu ministério. “Quando trabalho com elas, sempre pergunto: o que fez vocês não gostarem de si mesmos?”, disse. “Quando nos aprofundamos nessa discussão, eles exploram as questões, e nós olhamos para trás e descobrimos que elas sofreram abuso sexual, emocional e físico. Elas foram abandonadas. Elas estavam em lares adotivos.”

Segundo ele, “aconteceu algo que os fez não gostarem de quem são. Nem é uma questão de gênero. É por isso que Jennifer se referiu a isso como uma questão de identidade”.

Heyer atribui a restauração de sua vida à fé cristã e ao acompanhamento de conselheiros cristãos. Ele mencionou que esse processo o ajudou a superar o vício e as dificuldades relacionadas à identidade.

Os autores também expressaram uma visão espiritual sobre os debates contemporâneos em torno da identidade de gênero. “O movimento de gênero não se trata apenas de apagar o masculino ou o feminino”, afirmou Bauwens. “Trata-se, na verdade, de apagar a própria imagem de Deus e da família”.

Ela argumentou que aspectos da masculinidade e da feminilidade são parte do projeto divino inscrito na criação humana, e que, ao tentar suprimir tais características, compromete-se a compreensão da identidade pessoal e do sentido da vida. “Quando você apaga o próprio desígnio de Deus, em uma geração, ou tenta fazer isso, ficamos com pessoas sem identidade, sem rumo”, declarou.

Bauwens encerrou dizendo: “Há muito mais em jogo na batalha que estamos enfrentando. E é realmente uma boa luta de fé que estamos abraçando aqui”.

Pesquisa acende luz vermelha para saúde emocional de pastores

Um estudo recente conduzido pela empresa de pesquisas Barna Group, em parceria com a plataforma Gloo, apresentou dados que indicam áreas de vulnerabilidade emocional, relacional e mental entre pastores evangélicos nos Estados Unidos. Embora esses líderes religiosos relatem níveis gerais de bem-estar superiores à média da população, a análise por categorias específicas aponta sinais de sobrecarga e risco emocional.

O relatório mostra que 52% dos pastores não recebem nenhum tipo de apoio profissional, como mentoria, aconselhamento ou terapia. Entre aqueles que buscam auxílio, 22% recorrem a conselhos de mentores pessoais e 17% a líderes espirituais. Apenas 12% afirmaram fazer terapia, e uma parcela ainda menor recorre a acompanhamento especializado nas áreas conjugal ou profissional.

No que diz respeito ao bem-estar, os pastores pontuam 70 de 100 na área financeira, porém registram resultados inferiores em aspectos relacionais (67 pontos) e de bem-estar pessoal (69 pontos). Estes dois indicadores estão abaixo da média nacional, inclusive entre os cristãos praticantes que são liderados por esses mesmos pastores.

Um dos pontos destacados pelo estudo é a discrepância entre as fragilidades identificadas e as áreas em que os pastores acreditam precisar de ajuda. A maioria aponta como prioridade o desenvolvimento de liderança, o crescimento espiritual e a gestão financeira — áreas nas quais, segundo os dados, já demonstram desempenho estável. Essa percepção pode contribuir para a baixa adesão a recursos de apoio emocional e psicológico, intensificando o isolamento e o esgotamento, especialmente entre os líderes mais jovens.

Outro dado levantado diz respeito à aposentadoria pastoral. Pastores com menos de 40 anos são os que expressam maior insegurança em relação à possibilidade de se aposentarem quando desejarem. Apenas 20% dos entrevistados afirmaram ter plena confiança quanto a isso.

De acordo com o The Christian Post, 27% dos pastores planejando se aposentar nos próximos dez anos, o relatório aponta a necessidade de as igrejas tratarem com seriedade os temas de sucessão pastoral e planejamento financeiro, a fim de garantir estabilidade e continuidade nos ministérios locais.

Apesar de o estudo ter como foco o contexto religioso dos Estados Unidos, as semelhanças com o cenário evangélico brasileiro conferem relevância ao estudo e podem servir como indicativo para ações preventivas e de apoio aos líderes cristãos no país.

Reino Unido: evangelismo alcança 45 mil e 3 mil aceitam a Jesus

Em pouco mais de três anos, a campanha “God Loves You Tour”, organizada pela Associação Evangelística Billy Graham (BGEA) e liderada pelo pastor norte-americano Franklin Graham, resultou na conversão de mais de 3 mil pessoas ao cristianismo no Reino Unido.

A iniciativa já alcançou mais de 45.600 participantes em eventos presenciais realizados em seis cidades britânicas, incluindo Londres, Cardiff e Glasgow. Destes, mais de oito mil estiveram em uma pregação de Franklin Graham há um ano.

O projeto se apoia em parcerias com igrejas locais e tem provocado impactos duradouros nas comunidades visitadas. Além das decisões de fé, pastores relatam aumento no número de frequentadores, restauração de lares, batismos e maior colaboração entre denominações.

O pastor Dave Brackenridge, da Home Church em Glasgow, relatou que o evento impulsionou sua congregação, plantada em uma área considerada difícil da cidade:

“Plantamos nossa igreja em uma parte muito difícil da cidade e a ‘God Loves You Tour’ nos ajudou a ganhar impulso. Uma das primeiras famílias que passou por nossas portas veio porque aceitou Jesus durante o evento. Isso foi um grande incentivo para nossa equipe”, afirmou.

Segundo ele, a igreja tem registrado cerca de 50 batismos por ano desde então. “Aquela família — os três — foram batizados juntos. Isso não é apenas um número, é transformação de vida”, acrescentou.

Em Londres, Debbie Ford, administradora da Igreja Pentecostal Elim, relatou o caso de David, um homem que se converteu durante a campanha e faleceu pouco tempo depois. “Eu sei que ele foi salvo. Aquele dia mudou sua eternidade”, disse.

Além das conversões individuais, a turnê tem sido apontada como um catalisador de unidade entre igrejas locais. Eventos em larga escala, antes considerados inviáveis por congregações isoladas, passaram a acontecer com a colaboração entre diferentes denominações.

“Não daria para lotar a Hydro Arena sozinho. Mas quando as igrejas se unem sob uma única bandeira, isso se torna possível”, declarou Brackenridge. Para Debbie Ford, o movimento representa o início de algo maior: “Deus está despertando a igreja em Londres. O avivamento está chegando. Deus não terminou com o Reino Unido — Ele está apenas começando”.

Entre os desdobramentos da turnê estão também encontros voltados ao público jovem, com o nome “Pursuit of Worship”. Os eventos têm reunido adolescentes de diversas denominações para momentos de adoração, oração e comunhão. Em Cardiff, Naomi Joy e Timothy Ndahiro, líderes de jovens da New Hope Community Church, relataram impacto direto nos adolescentes.

“Alguns dos nossos jovens foram salvos em eventos anteriores da turnê. Vimos famílias inteiras se converterem. Queremos que eles estejam nesse tipo de ambiente — onde Jesus está no centro e vidas são transformadas”, declarou Naomi.

Segundo Ndahiro, os jovens têm demonstrado coragem para viver a fé no cotidiano. “Apesar da pressão cultural que enfrentam nas escolas, eles estão se posicionando com firmeza. Estamos vendo uma geração se levantar com coragem e santidade”, disse.

Um dos jovens impactados é Judah, de 16 anos, da Igreja Elim em Glasgow: “Quando entreguei minha vida a Jesus, tudo mudou”, relatou. Desde então, ele tem evangelizado amigos e aprofundado sua caminhada cristã. “Cada vez que participo desses eventos, sinto o Espírito Santo me encontrar novamente. É um lembrete de que, não importa o que eu tenha feito, Deus ainda está me chamando para mais perto. Não quero viver por mais nada”, afirmou.

Os organizadores da turnê destacam que o impacto do projeto vai além dos dias dos eventos. Igrejas continuam testemunhando frutos como discipulado contínuo, batismos e renovação do compromisso missionário. Segundo dados divulgados pela BGEA, o alcance acumulado da turnê no Reino Unido envolve mais de 45 mil pessoas presencialmente, e centenas de igrejas permanecem ativamente envolvidas no acompanhamento das decisões tomadas.

O projeto continua em expansão. Para Franklin Graham, o Reino Unido ainda é um campo fértil para a proclamação do evangelho. “Deus está agindo nesta nação. Vidas estão sendo mudadas — uma a uma”, declarou durante uma das edições mais recentes do evento.

Cristãos louvam ‘Yeshua’ em bunkers sob bombas do Irã em Israel

Durante os ataques com mísseis realizados pelo Irã contra Israel, um grupo de cristãos se reuniu em oração e louvor dentro de um bunker na cidade de Tel Aviv. O momento foi registrado em vídeo e compartilhado por Emanuel Roro, judeu messiânico e líder de louvor em Israel. As imagens viralizaram nas redes sociais.

Na gravação, é possível ver pessoas reunidas em adoração ao som de violinos e outros instrumentos. Entre os cânticos entoados estava a canção Yeshua, composta pelo brasileiro Alessandro Vilas Boas.

“Mesmo enquanto os foguetes caíam, nós exaltávamos o nome de Yeshua — o Príncipe da Paz”, escreveu Roro em sua publicação. Ele acrescentou ainda que “Jesus é a esperança de Israel e do Irã”, citando a profecia de Isaías 9:6, que se refere ao nascimento do Messias.

A manifestação religiosa ocorreu no contexto da maior escalada militar recente entre os dois países. Desde a noite de sexta-feira, 13 de junho, Israel e Irã vêm realizando ofensivas aéreas mútuas. No domingo, 15 de junho, Israel lançou mísseis contra instalações energéticas no sul do território iraniano. Horas mais tarde, o governo do Irã respondeu com centenas de drones e mísseis lançados contra cidades israelenses, incluindo Tel Aviv, Haifa, Rehovot e Bat Yam.

Em Bat Yam, um dos mísseis atingiu um edifício residencial, matando seis pessoas, entre elas duas crianças. Segundo autoridades de defesa israelenses, o número de mortos no país subiu para 24, com mais de 500 de feridos. Entre os mortos nos ataques estratégicos israelenses estariam, segundo diplomatas, nove cientistas nucleares e quatro generais das Forças Armadas iranianas.

As ofensivas despertaram reações divergentes na população iraniana. Em Teerã, apoiadores do regime organizaram protestos com apelos por vingança. No entanto, também foram registrados relatos de cidadãos comemorando as mortes de membros do governo.

Zahra, uma mulher de 50 anos entrevistada pela emissora norte-americana NPR, declarou: “Quando ouvi a notícia, perdi o controle e comecei a gritar, agradecendo ao Netanyahu por matar esses criminosos”. Touraj, fotógrafo da mesma idade, afirmou: “Acho que este é o começo do fim. Isso vai fazer as pessoas ficarem mais corajosas”.

O agravamento do conflito tem sido acompanhado com preocupação por autoridades internacionais. O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, negou envolvimento direto na operação israelense, mas afirmou que “haverá retaliação” caso o Irã ataque alvos norte-americanos.

O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, e o papa Leão XIV emitiram notas públicas pedindo contenção e retomada do diálogo diplomático.

A tensão entre os dois países tem raízes históricas. O Irã, governado por um regime teocrático xiita desde a Revolução Islâmica de 1979, mantém antagonismo declarado com Israel, cuja aliança com os Estados Unidos é vista por Teerã como uma ameaça regional. Israel, por sua vez, tem acusado o Irã de desenvolver armas nucleares, o que justificaria, segundo o governo israelense, ações preventivas contra instalações militares e científicas no território iraniano.

Apesar do cenário de guerra, o vídeo compartilhado por Emanuel Roro destaca um aspecto frequentemente invisível nos noticiários sobre o conflito: a dimensão espiritual vivida por grupos minoritários, como os cristãos messiânicos em Israel. Nas palavras de Roro: “Mesmo em meio à destruição, há um povo que continua a proclamar que Yeshua é o Messias”.