Aldeia se entrega a Jesus após ouvir a Bíblia no próprio idioma

Missionários da Sociedade Bíblica compartilharam um testemunho sobre a transformação de uma aldeia na África após o contato com a Bíblia em sua língua materna. A comunidade, localizada em Togo, na África Ocidental, abandonou práticas de feitiçaria e passou a adotar a fé cristã.

De acordo com um missionário, “nos últimos dois anos, 78 pessoas se uniram para traduzir a Bíblia para o idioma Kabiye. Elas doaram milhares de libras para completar a tradução e garantir que toda a Escritura estivesse acessível aos falantes de Kabiye.”

A missão foi realizada em uma aldeia na região de Togo, onde a equipe conheceu o pastor Sylvain Panaesse, que tem liderado a Igreja Pentecostal Bafei há quatro anos. “Quando fui chamado para ser pastor, eu poderia ter ido para uma igreja em Lomé, a capital, mas senti que Deus me chamava para a área da floresta”, afirmou Sylvain.

Ao chegar à aldeia, o pastor encontrou apenas três membros na igreja, todos fazendeiros analfabetos, e ele próprio também não sabia ler em Kabiye. “Eles não tinham certeza sobre eu me tornar o pastor deles”, explicou. Determinado, Sylvain aprendeu a ler o Novo Testamento em Kabiye e começou a evangelizar a comunidade.

“O que fiz foi ir de casa em casa, convidando as pessoas para receber roupas e alimentos doados por igrejas da cidade”, contou. Os moradores puderam pegar os itens após o culto de domingo, no qual ouviam louvores e passagens bíblicas em Kabiye.

Um dos momentos mais impactantes ocorreu quando os fazendeiros ouviram pela primeira vez a parábola do semeador, e, ao escutá-la em sua língua materna, exclamaram: “Isso também está na nossa língua!”

O impacto foi significativo. “Quando o povo ouve a Bíblia em francês, eles dizem: ‘Esse não é o meu Deus. Ele é um estrangeiro’. Mas, quando eles ouvem o Novo Testamento em Kabiye, eles dizem: ‘Ah, Jesus é Kabiye!’”, compartilhou o pastor.

Crescimento da Igreja

Atualmente, a igreja de Sylvain conta com 130 membros, incluindo entre 60 e 80 crianças. O povo Kabiye, que historicamente segue práticas animistas, tem experimentado grandes mudanças.

“Antes, eles bebiam muito álcool e, quando enfrentavam problemas, recorriam aos feiticeiros. Agora, estão deixando de beber e, quando têm dificuldades, nos reunimos para orar”, disse o pastor.

Sylvain acredita que a tradução do Novo Testamento para Kabiye foi a chave para o crescimento da igreja. “Agora, precisamos da Bíblia inteira em Kabiye”, afirmou.

Recentemente, os apoiadores da Sociedade Bíblica tornaram possível a tradução completa da Bíblia Kabiye, incluindo o Antigo Testamento, que foi finalizado e será publicado em breve. Essa tradução é vista como um marco para a comunidade, que agora tem acesso total à Escritura em sua língua nativa.

Justiça de SP autoriza aborto em casos de retirada de preservativo

O Tribunal de Justiça de São Paulo determinou que o Centro de Referência da Saúde da Mulher realize interrupção da gravidez, ou seja, aborto, nos casos de gestação resultante da retirada de preservativo sem consentimento durante o ato sexual.

Na decisão, a juíza Luiza Barros Verotti apontou que há indícios de que o hospital estadual, situado na capital paulista, tem recusado a realização do aborto nessas situações.

A prática de retirar o preservativo sem o consentimento da mulher durante o ato sexual, conhecida como “stealthing”, foi considerada crime pelo Código Penal desde 2009. Para a magistrada, essa ação é equiparada ao estupro, o que, em sua visão, justifica a possibilidade de aborto nesses casos.

“A analogia é compreendida pela aplicação da norma legal a um caso semelhante não previsto explicitamente em lei, podendo ser utilizada nesta situação”, explicou a juíza.

A medida, segundo o G1, gerou controvérsia após uma ação popular movida pela Bancada Feminista do PSOL, por meio de seus representantes na Câmara Municipal e na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).

Em nota à Globo News, a Secretaria Estadual da Saúde informou que “não foi notificada da decisão e, assim que isso ocorrer, cumprirá integralmente os termos da liminar”.

Críticas

A senadora Damares Alves, conhecida por sua atuação em defesa da vida, lembrou que a maioria da população brasileira é contrária à legalização do aborto. “A sociedade brasileira em peso, a esmagadora maioria, não quer a legalização do aborto. Quem quer é um grupo pequeno, que tem se mobilizado com advogados e juristas”, afirmou em uma postagem recente nas redes sociais.

Ela ainda destacou que as mulheres que atende no dia a dia não buscam a legalização do aborto, mas sim acesso a serviços de saúde, educação e planejamento familiar. “Aborto não é método contraceptivo. A camisinha, o anticoncepcional é, o aborto não”, completou.

Uma pesquisa realizada pelo PoderData, entre os dias 25 e 27 de janeiro de 2025, revelou que 66% dos brasileiros são contrários à legalização do aborto no país. Este é o maior percentual de oposição registrado desde que a pergunta começou a ser feita, em janeiro de 2021, com um aumento de 5 pontos percentuais em relação ao ano anterior.

Atualmente, 21% dos brasileiros se posicionam a favor da liberação do aborto, o que representa uma queda de 3 pontos percentuais no último ano. Além disso, 13% dos entrevistados não souberam ou não quiseram responder.

No Brasil, o aborto é permitido apenas em casos específicos: quando a gravidez é resultante de estupro, quando há risco à vida da mulher e em casos de anencefalia fetal. A legislação brasileira não define um limite máximo de dias ou semanas de gestação para a interrupção. Em outros casos, a prática é ilegal.

Juiz que incriminava falsamente cristãos pede renúncia

Na semana passada, um juiz do Tribunal Superior de Lahore (LHC), no Paquistão, renunciou após a mídia divulgar informações sobre seus supostos vínculos com uma gangue criminosa acusada de falsamente incriminar cristãos e outros indivíduos por blasfêmia, segundo fontes.

Na quinta-feira, 6 de março, o Juiz Chaudhry Abdul Aziz apresentou sua renúncia ao presidente Asif Ali Zardari, alegando “razões pessoais” e pedindo sua aceitação imediata. Aziz havia assumido o cargo de juiz no LHC em novembro de 2016.

A renúncia gerou alívio entre advogados, incluindo cristãos que defendem acusados de blasfêmia. Em entrevista ao Christian Daily International-Morning Star News, eles relataram a pressão que enfrentaram durante os casos sob a jurisdição de Aziz.

Um advogado muçulmano, que preferiu não se identificar, afirmou que, dias antes de sua renúncia, o juiz emitiu uma ordem de suspensão para evitar ações adversas relacionadas a um relatório da Comissão Nacional de Direitos Humanos (NCHR), que destacava a falta de processos adequados em casos de blasfêmia.

Sajid Iqbal Lashari, membro do Fórum Tahaffuz-i-Khatam-i-Nabuwwat (Movimento para Proteção da Finalidade da Profecia), havia contestado o relatório da NCHR no tribunal de Aziz, que apontava graves falhas processuais em vários casos de blasfêmia.

O relatório da NCHR recomendou a criação de uma Equipe de Investigação Conjunta (JIT), composta por órgãos como Polícia, Inteligência e a FIA, para lidar com casos de blasfêmia. A proposta incluía ainda medidas disciplinares rigorosas contra agentes da FIA que estivessem envolvidos em irregularidades, destacando a falta de ação contra denunciantes e entidades privadas.

“Creio que Aziz foi forçado a renunciar devido à pressão internacional sobre o governo paquistanês para que tomasse medidas contra as violações dos direitos humanos, especialmente os casos falsos de blasfêmia, que aumentaram nos últimos anos”, afirmou o advogado muçulmano ao Christian Daily International-Morning Star News.

A alegada ligação entre Aziz e a “gangue de negócios da blasfêmia” foi revelada em um relatório investigativo do site Fact Focus, que foi proibido no Paquistão. De acordo com a investigação, Aziz tinha um histórico de ativismo relacionado à blasfêmia em parceria com o advogado Rao Abdul Rahim, identificado como mentor de um grupo envolvido em acusações falsas de blasfêmia.

Entre os casos destacados, o de Rimsha Masih, uma jovem cristã de 11 anos acusada injustamente de blasfêmia em 2012, foi mencionado. Embora um inquérito judicial tenha mostrado que as acusações eram infundadas, Aziz foi nomeado juiz do Tribunal Superior de Lahore em 2016.

O relatório também revelou que Aziz lidou com diversos casos de blasfêmia, incluindo o de Ahmed Satti, um muçulmano suspeito, cujo pedido de fiança foi atrasado por Aziz. Eventualmente, a Suprema Corte concedeu a fiança, afirmando que não havia evidências suficientes para sustentar as acusações contra Satti.

Além disso, o juiz Aziz foi criticado por ignorar decisões da Suprema Corte e do Tribunal Superior de Islamabad em casos relacionados a blasfêmia. Em vez de contestar essas decisões, ele teria agido para reiniciar investigações em alguns casos, sem justificativa clara.

O relatório também destacou ações de Aziz que geraram um ambiente hostil no tribunal. Em um caso de blasfêmia envolvendo dois muçulmanos, Muhammad Riaz e Ejaz Ahmed, Aziz teria impedido a absolvição dos réus e pressionado a polícia a reabrir investigações.

Advogados cristãos como Aneeqa Maria e Lazar Allah Rakha relataram episódios de hostilidade em tribunal, onde Aziz teria adotado atitudes que dificultaram a defesa dos acusados de blasfêmia, criando um ambiente de pressão para advogados e policiais.

A situação em torno do juiz Aziz reflete um contexto mais amplo de desafios enfrentados por cristãos no Paquistão, que continua sendo um dos países mais difíceis para os cristãos viverem, ocupando a oitava posição na Lista Mundial de Observação da Portas Abertas de 2025. Com informações: Christian Daily.

'O conteúdo da Bíblia não é arcaico, mas eterno', diz tradutor

O pastor e teólogo Israel Belo de Azevedo, conhecido por seu relevante trabalho como tradutor bíblico, destacou a necessidade que a humanidade tem de compreender a Palavra de Deus, destacando que as Escrituras permanecem atualizadas, diferentemente do que sugeriu recentemente Ed René Kivitz.

O pastor da Igreja Batista Itacuruçá, na Tijuca, Rio De Janeiro, falou sobre a dificuldade que as pessoas têm de ler a Bíblia e apontou que um dos motivos pelo qual isso acontece é a dificuldade de entendê-la.

“Cada parte do Livro, escrito originalmente em hebraico, aramaico e grego, era e é para ser lida ou ouvida e, sobretudo, entendida sem dificuldade”, afirmou ele em seu novo lançamento “A BÍBLIA PRAZER DA PALAVRA: versão ao alcance de todos”.

Em um vídeo publicado no Instagram da igreja, o pastor declarou: “Nós precisamos ler a Bíblia. A metade da população brasileira não lê nada. É algo para a gente refletir. Então, faz sentido falar em ler a Bíblia. Eu não preciso dizer por que devemos ler as Escrituras, mas eu diria apenas um pensamento: que a Bíblia é um livro sempre atualizado, não há risco dela ficar arcaica”.

E continuou: “O que fica arcaica é a linguagem da Bíblia e é um assunto que nós temos que enfrentar com coragem. A linguagem das nossas versões fica arcaica. Porque as palavras vão mudando de significado, mas o conteúdo da Bíblia não é arcaico, ele permanece eterno e relevante”.

Segundo Israel, após uma mulher convertida há 54 anos lhe dizer que nunca havia lido a Bíblia toda, sua igreja passou a manter um Plano de leitura anual da Palavra.

No vídeo, ele encorajou aqueles que nunca leram a Bíblia toda dizendo: “Você precisa mudar essa história. Você não pode continuar assim”.

Na pré-estreia de “The Chosen: A Última Ceia”, no Rio de Janeiro, Israel refletiu sobre a importância da mensagem da cruz na atualidade:

“Ainda é a mensagem central, o nosso maior desafio como expositor e pregador dessa Palavra é apresentá-la de modo que faça sentido. A cruz virou um amuleto que as pessoas carregam para cá e para lá, então fica muito confuso o que é a mensagem da cruz. Mas, a mensagem da cruz é que nós somos pecadores, mas na cruz nós fomos perdoados”, disse ele ao Guiame.

Sobre ‘The Chosen’, o tradutor declarou: “É uma obra de arte, não é um documentário, é uma ficção, mas uma ficção baseada no texto bíblico, com algumas licenças, necessárias e indispensáveis até”.

Segundo o tradutor, às vezes, as pessoas têm dificuldades quando o diretor de um filme usa uma linguagem “despojada”, por isso, ele explicou:

“A minha filosofia de vida é a seguinte: o Deus Eterno não inspirou os autores da Bíblia para que as pessoas fossem à Bíblia, mas inspirou para que a Bíblia fosse até as pessoas. Por quê? Se você pega um texto bíblico que você não entende, você pula, você não lê”.

Em seguida, ele relembrou um testemunho que marcou a importância do alcance que as produções cristãs estão tendo atualmente.

“Há alguns meses, recebi um WhatsApp de uma pessoa em Alagoas dizendo que recebeu algumas pessoas em sua casa para assistir ‘The Chosen’, fazer um lanche e conversar sobre o episódio e eu achei incrível, porque a série está indo onde a igreja não está”, concluiu o tradutor.

O lançamento dos dois primeiros episódios da série nos cinemas brasileiros ocorrerá a partir de 10 de abril – os ingressos já estão sendo vendidos no site thechosenultimaceia.com.br. Posteriormente, a temporada estreará em streaming e também no Amazon Prime Video.

The Chosen: A Última Ceia

“A mesa está posta. O povo de Israel dá boas-vindas a Jesus como rei, enquanto seus discípulos aguardam sua coroação. Mas, em vez de confrontar Roma, ele vira a mesa sobre a celebração religiosa judaica. Com seu poder ameaçado, os líderes religiosos e políticos do país farão de tudo para garantir que esta seja a última ceia de Jesus”, diz a sinopse.

“The Chosen” é um drama histórico inovador baseado na vida de Jesus Cristo (interpretado por Jonathan Roumie), visto através dos olhos daqueles que o conheceram.

Ambientada no cenário da opressão romana no Israel do primeiro século, a série de sete temporadas compartilha uma visão autêntica e íntima da vida e dos ensinamentos revolucionários de Jesus.

O que começou como um projeto financiado por crowdfunding cresceu para mais de 280 milhões de espectadores e mais de 17 milhões de seguidores nas redes sociais.

Cristão espancado em prisão do Irã por pedir atendimento médico

O caso de Amir-Ali Minaei, cristão iraniano preso e espancado durante sua detenção, foi denunciado pelo grupo de direitos humanos Artigo 18, que descreveu o incidente como um agravamento da condição de saúde do detido, que já sofria de problemas cardíacos após ser submetido a intensos interrogatórios.

Minaei, preso em dezembro de 2023 e mantido por mais de dois meses na Ala 209 da Prisão de Evin, controlada pelo Ministério da Inteligência, teve sua condição diagnosticada após sua libertação sob fiança, mas ainda não foi encaminhado a tratamento médico adequado.

Segundo o Artigo 18, a condição cardíaca de Minaei foi atribuída ao estresse causado por sua detenção inicial e à constante ameaça de prisão.

Em março de 2024, após uma série de interrogatórios, ele foi condenado à privação de direitos sociais, como a proibição de se associar a qualquer organização. O juiz Iman Afshari, do Tribunal Revolucionário do Irã, foi o responsável pela sentença.

Minaei solicitou liberdade condicional em janeiro, mas seu pedido foi bloqueado por agentes do Ministério da Inteligência, que alegaram falta de “cooperação” da parte dele.

Mansour Borji, diretor do Artigo 18, denunciou que muitas vezes os detidos são forçados a aceitar condições extrajudiciais, como colaboração com as autoridades, para obter benefícios como liberdade condicional ou perdão. Ele também afirmou que essas práticas violam os direitos dos prisioneiros, expondo-os a vigilância constante e pressão psicológica.

Com a aproximação do Ano Novo Persa, o Artigo 18 expressou crescente preocupação com a saúde de Minaei, solicitando sua libertação imediata e incondicional, além de exigir a responsabilização do agente penitenciário responsável pelo espancamento de Amir-Ali. O grupo também pediu o reconhecimento das igrejas domésticas no Irã, como o único local de culto acessível aos cristãos iranianos.

O Irã, de acordo com Lista Mundial de Perseguição 2025 da Missão Portas Abertas, ocupa a nona posição entre os países onde é mais difícil ser cristão. O relatório apontou um aumento significativo na perseguição a cristãos no país, com um número crescente de detenções e penas de prisão impostas a cristãos.

O Artigo 18 também revelou que, em 2024, tribunais islâmicos impuseram seis vezes mais penas de prisão a cristãos do que no ano anterior, com 96 cristãos condenados a 263 anos de prisão por praticarem sua fé.

A repressão religiosa no Irã inclui também multas pesadas, com o governo iraniano utilizando medidas financeiras severas contra grupos religiosos dissidentes, argumentando tratar-se de uma questão de “segurança nacional”.

De acordo com o The Christian Post, essas medidas são justificadas pelas autoridades iranianas como resposta à suposta ameaça que a expansão do cristianismo representa para a segurança do país.

Há uma 'onda de salvação alcançando as universidades do Brasil'

Na última quinta-feira (13), uma grande multidão de estudantes se reuniu na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em Belo Horizonte, para clamar a Deus em um evento de oração e louvor. O encontro fez parte da missão “Aviva Universitário”, que visa promover um despertar espiritual nas universidades brasileiras.

A praça da universidade foi o palco de um momento de intensa adoração, onde os jovens se dedicaram ao louvor, à oração e à pregação do Evangelho. O evento teve como objetivo convocar os estudantes a intercederem por um avivamento espiritual nas instituições de ensino superior de todo o Brasil.

Durante a reunião, Lucas Teodoro, líder da missão, declarou com entusiasmo: “Em nome de Jesus, eu creio que uma grande onda de salvação alcançará as universidades do Brasil. Vamos declarar que aqui não é lugar de perdição, mas de salvação”. Ele ainda afirmou: “Chegou o tempo do avivamento sobre as universidades”.

Lucas também compartilhou os milagres e decisões por Cristo que aconteceram durante o encontro na UFMG. “Vimos várias decisões por Cristo, batismo com o Espírito Santo, curas e milagres dentro de uma das maiores universidades federais do Brasil”, relatou.

Além disso, ele refletiu sobre a importância da juventude cristã se posicionar nas universidades, citando avivamentos históricos, como o ocorrido em Oxford no século XVII.

O líder da missão destacou que, nos últimos anos, houve uma abertura para que o cenário universitário fosse dominado por ideologias contrárias à fé. Contudo, ele acredita que agora é o tempo de clamar por um avivamento nas universidades. “Eu creio que chegou o tempo de clamarmos por um avivamento pelas universidades do Brasil!”, declarou.

O evento gerou repercussão nas redes sociais, especialmente no Instagram, onde muitos usuários expressaram suas emoções e fé. “Sou professora em uma universidade federal e acredito que o avivamento virá de dentro da academia, para confundir mesmo.

Lá ainda existem os remanescentes”, comentou uma mulher. Outra internauta afirmou: “Eu achava que a UFMG tinha se acabado na doutrina de ‘Deus está morto’! Glória a Deus, que venha avivamento e mudança de mente!”.

O movimento “Aviva Universitário” também realizou um evento em Goiânia (GO) na quarta-feira (19), na Praça Universitária, localizada entre várias faculdades. O encontro resultou em várias decisões por Cristo e curas. O movimento tem se espalhado por diversas universidades em todo o país, e o próximo evento está marcado para o dia 1° de abril na Universidade de Brasília (UnB).

Professor demitido por rejeitar ideologia de gênero é indenizado

O professor cristão Jordan Cernek, de Wisconsin, chegou a um acordo com o Argyle School District após enfrentar demissão por se opor ao uso de nomes e pronomes preferidos por alunos trans, uma exigência do distrito.

O acordo, anunciado na segunda-feira pelo Wisconsin Institute for Law and Liberty (WILL), inclui um pagamento de US$ 20 mil (R$ 114,3 mil na cotação atual) a Cernek e encerra o litígio contra o distrito escolar.

A demissão ocorreu em maio de 2023, após Cernek expressar objeções religiosas à exigência de que funcionários se referissem a alunos trans pelos nomes e pronomes com os quais se identificavam.

O WILL entrou com uma ação judicial em julho de 2024, alegando que a demissão violava a Primeira Emenda da Constituição dos EUA, o Título VII da Lei dos Direitos Civis de 1964, e o Artigo I, Seção 18 da Constituição de Wisconsin.

De acordo com o anúncio do WILL, Cernek havia alertado o distrito sobre suas objeções religiosas antes de sua demissão. O distrito, no entanto, insistiu que ele usasse os nomes e pronomes preferidos pelos alunos, alegando que a recusa poderia resultar em ação disciplinar, incluindo a demissão.

O contrato de Cernek não foi renovado seis meses após o aviso. Em sua declaração, Cernek afirmou que o distrito tentou forçá-lo a “trair suas convicções religiosas e seu compromisso com Deus”.

Em resposta ao acordo, Cernek expressou gratidão pela resolução do caso e enfatizou a importância de os professores defenderem suas crenças.

Nathalie Burmeister, conselheira associada do WILL, ressaltou que a liberdade religiosa é uma “liberdade fundamental” que fundamenta a nação e o estado de Wisconsin. Ela considerou a vitória de Cernek um avanço para a liberdade religiosa nos EUA.

O caso de Cernek reflete uma tendência crescente, com outros professores enfrentando repercussões profissionais por se recusarem a usar os nomes e pronomes preferidos de alunos transidentificados por razões religiosas.

Em resposta a essas questões, vários estados, incluindo Wyoming e Idaho, promulgaram leis protegendo professores que se opõem a essa prática com base em suas crenças religiosas, segundo informações do The Christian Post.

“A dor deixou meu corpo”, diz mulher curada após oração

Após ser curada de uma grave disfunção no sistema imunológico, uma mulher nos Estados Unidos resolveu compartilhar o seu testemunho como um incentivo para que outras pessoas possam reconhecer a Jesus Cristo como único e suficiente salvador.

Christina Perera conheceu Jesus ainda criança, aos 7 anos, e, desde então, manteve um relacionamento contínuo com o Senhor. Contudo, em março de 2007, ela passou a enfrentar uma difícil luta contra um problema de saúde.

Recém-casada, Christina acordou com uma dor intensa e desconhecida. “Meu corpo estava dolorido, minhas articulações e meus nervos gritavam. Eu estava exausta. Lembro de lutar para manter meus olhos abertos. Não sabia o que estava acontecendo comigo”, relatou Christina à CBN News.

Inicialmente, o marido de Christina, Shae, acreditava que se tratava de algo simples. Eles buscaram a ajuda de diversos médicos, a fim de lhe ver curada, e realizaram uma série de exames, mas nada foi diagnosticado.

Com o tempo, os médicos passaram a cogitar a possibilidade de leucemia, mas não tinham certeza. Apesar de iniciar um tratamento com medicamentos fortes, a dor e a fadiga se intensificaram, levando Christina a ficar acamada.

Durante esse período, ela precisou pedir licença do trabalho, enquanto Shae, além de cuidar da casa, precisou arranjar um novo emprego para sustentar a família.

“Às vezes, pensei que talvez ela tivesse que viver com isso para sempre. Isso me deixou sem esperança”, disse Shae. Christina, por sua vez, compartilhou: “Eu sentia que seria melhor se eu não estivesse aqui. Isso nos custou muito dinheiro e tempo. Eu constantemente dizia a ele: ‘Sinto muito’”.

Ela continuou: “Minhas orações eram desesperadas. Eu dizia: ‘Senhor, eu não entendo. Não consigo compreender, mas vou escolher confiar em Você’. E eu sabia que o que era impossível para o homem era possível para Deus.”

Em 2010, após anos de exames e tentativas frustradas de diagnóstico, os médicos finalmente identificaram a doença de Christina. Ela e Shae, junto com muitos outros, oraram por força e cura.

Dois anos depois, Christina precisou pedir demissão de seu trabalho e foi convidada a participar da Conferência Voz dos Apóstolos. Durante o evento, ela teve uma experiência transformadora com Deus e foi curada após um pastor profetizar sobre sua vida.

“A dor deixou meu corpo, todo o medo, toda a ansiedade, todo o tormento, tudo isso foi embora. E essa foi a noite em que dormi pela primeira vez sem nenhum medicamento”, testemunhou Christina.

Ela interrompeu todos os tratamentos e, desde então, os sintomas nunca mais retornaram. Um ano depois, o casal experimentou outro milagre. Após ser informada de que jamais poderia ter filhos, Christina engravidou e deu à luz uma filha, Isabella.

Atualmente, Christina é fundadora do “Christina Perera Ministries”, uma organização dedicada a capacitar o Corpo de Cristo por meio de eventos que buscam alcançar os perdidos e ministrar aos feridos.

Mulher narra como sua inocência foi corrompida na adolescência

Em 12 de março de 2025, o pastor Robert Morris, fundador da Gateway Church, foi indiciado por um grande júri multicondado em Oklahoma, após alegações de abuso sexual infantil feitas por Cindy Clemishire, que agora fez um depoimento sobre o caso.

Atualmente com 55 anos, Cindy afirmou que Morris destruiu sua inocência protegida na infância, alegando que o abuso ocorreu entre 1982 e 1987, quando ela tinha entre 12 e 17 anos. A acusação, que foi formalizada em junho de 2024, alega que Morris abusou sexualmente dela enquanto era evangelista itinerante, casado e com filhos na época.

Cindy, avó de três netos, testemunhou em apoio ao Projeto de Lei 748, também conhecido como “Lei de Trey”, perante o Comitê de Jurisprudência Civil e Judiciária da Câmara do Texas.

O Projeto de Lei 748 visa proibir o uso de acordos de confidencialidade em litígios civis envolvendo vítimas de abuso sexual infantil e tráfico. Ela estava acompanhada de outros defensores de sobreviventes.

O Projeto de Lei 748, que foi aprovado por unanimidade pelo comitê, ainda precisa ser aprovado pela Câmara dos Representantes do Texas e pelo Senado do estado antes de ser sancionado pelo governador para se tornar lei.

A legislação leva o nome de Trey Carlock, um homem que cometeu suicídio em 2019 após assinar um acordo de confidencialidade para resolver uma alegação de abuso sexual infantil em um acampamento cristão, Kanakuk Kamps, em Branson, Missouri.

Carlock foi vítima de Pete Newman, um abusador em série condenado por molestar pelo menos 57 meninos enquanto trabalhava como conselheiro no acampamento. Newman recebeu duas sentenças de prisão perpétua e sua liberdade condicional foi negada em outubro de 2024.

Durante o depoimento, Elizabeth Phillips, irmã mais velha de Trey Carlock, compartilhou a experiência de sua família e destacou o impacto destrutivo do acordo de confidencialidade que Trey assinou: “Meu irmão se referiu ao acordo como dinheiro de sangue, como se tivesse traído sua própria alma para manter os segredos de Kanakuk, e isso o matou”, disse Elizabeth.

Ela apelou ao Comitê para que a “Lei de Trey” fosse tratada como uma questão urgente de segurança pública e que fosse aprovada pela legislatura do Texas nesta sessão.

Este movimento legislativo visa proteger as vítimas de abuso sexual infantil e impedir que acordos de confidencialidade sejam usados para silenciar ou disfarçar o abuso dentro de contextos civis, segundo informações do portal The Christian Post.

Pastores debatem desafio de serem fiéis à Bíblia e acolher LGBTs

O debate sobre a abordagem da Igreja em relação à homossexualidade tem gerado intensos questionamentos, tanto entre aqueles fora da comunidade de fé quanto entre pastores e líderes religiosos.

De um lado, a oposição bíblica à prática homossexual é frequentemente contestada por quem não é evangélico. De outro lado, muitos pastores defendem uma postura equilibrada que busque tanto a obediência à Palavra quanto a acolhida do público LGBT nas igrejas, reconhecendo o desafio que essa abordagem representa para as comunidades de fé.

O pastor e teólogo Lourenço Stelio Rega aponta que, independentemente da condição da pessoa, existem dois passos essenciais no processo de recepção das igrejas.

O primeiro é o acolhimento, e o segundo, a condução à transformação de vida por meio da conversão e do discipulado, com o objetivo de viver conforme os valores bíblicos em todas as áreas da vida: “O chamado de Jesus é para o dia a dia, para cada momento e para todas as áreas da vida” (Lc 9.23), observa ele.

Rega explica que a igreja precisa compreender que a cultura de gênero é uma construção social que reforça o desejo de cada indivíduo. Em um contexto pós-moderno (ou hipermoderno), cada pessoa é vista como responsável pela definição de sua própria vida: “Portanto, essa não é uma abordagem simples, pois existe uma cosmovisão que contrasta completamente com os princípios bíblicos”, afirma o pastor.

Para ele, a missão da igreja é levar as pessoas ao Evangelho e ajudar a desenvolver nelas um senso de discipulado à luz da Palavra de Deus, com o objetivo de restaurar sua conformidade à imagem de Deus (imago Dei), perdida com a rebelião no Éden.

Além disso, Rega defende que, para atuar nos ministérios da igreja, é necessária uma transformação de vida, que se aplica a todos os indivíduos, independentemente de sua orientação sexual.

Ele enfatiza que a salvação não depende das obras, mas da fé, como ensinado no Novo Testamento: “Ao se converter ao Evangelho, a pessoa assume o compromisso de demonstrar uma transformação em sua vida, como aconteceu com Zaqueu, que, ao se entregar a Jesus, imediatamente evidenciou a mudança em sua vida.”

Rega também destaca a importância do suporte multidisciplinar para aqueles que decidem renunciar a uma orientação sexual e viver de acordo com sua identidade anterior. Segundo ele, essa pessoa pode enfrentar dificuldades para “desdecidir”, pois o Conselho Federal de Psicologia proíbe profissionais da área de oferecerem ajuda nesse processo. Ele descreve isso como uma “lei da mordaça compulsória”, impedindo o apoio necessário para que a pessoa entenda a diferença entre desejo e escolha.

Por outro lado, o pastor Gilson Bifano argumenta que a igreja precisa reconhecer a diferença entre ser homossexual e ter a tendência homossexual. Para ele, viver a prática homossexual é diferente de ser tentado a praticá-la.

Ele acredita que, com a ajuda do Espírito Santo, é possível vencer o desejo carnal a cada dia e viver conforme a vontade de Deus. Bifano observa que a linha entre a condenação bíblica e o dever da igreja de acolher os pecadores é tênue, e a comunidade de fé deve abraçar todos, não apenas os homossexuais, mas também aqueles que praticam outros pecados, como fofocas, vícios em pornografia, mentiras e fraudes.

À revista Comunhão, o pastor frisou que a igreja deve acolher o pecador, mas também deixar claro que as Escrituras condenam os pecados. O acolhimento deve ser seguido de discipulado, com o objetivo de ajudar cada indivíduo a viver de acordo com os ensinamentos bíblicos: “O apóstolo Paulo deu o exemplo nesse sentido com vários ensinamentos” (Rm 1.21-27; 1 Ts 4.1-5).