Web liga nome de autoridades à figura do Anticristo; veja os nomes

Recentemente, figuras como Donald Trump, Elon Musk, Rei Charles III e Emmanuel Macron têm se destacado nas buscas pela internet associadas ao termo “anticristo”. O aumento dessas pesquisas reflete o crescimento das teorias que vinculam essas personalidades públicas às profecias bíblicas, especialmente à figura do Anticristo, uma figura central no fim dos tempos conforme a tradição cristã.

Ao longo da história, diversos líderes mundiais e políticos foram apontados como possíveis encarnações do Anticristo. No século XX, nomes como Adolf Hitler e Joseph Stalin foram alvos de especulações similares.

No entanto, a era digital tem amplificado essas discussões, criando uma plataforma global para o debate sobre a identidade dessa figura, que, de acordo com as Escrituras, surgirá como um líder carismático com grande influência e a capacidade de formar alianças políticas. Ele também seria associado ao antigo Império Romano e teria um papel crucial na implantação de um governo global.

Figura maligna

Conforme a Bíblia, o Anticristo firmará um pacto de paz com Israel, válido por sete anos, que será quebrado na metade do período. Durante esse tempo, ele exercerá controle econômico, perseguirá cristãos e exigirá adoração.

Embora figuras como Trump, Musk e Macron possuam características que podem ser relacionadas a essas profecias, a doutrina cristã afirma que a verdadeira identidade do Anticristo será revelada apenas no início da grande tribulação.

Porém, especialistas em teologia alertam que mais importante do que identificar um indivíduo específico, é necessário estar atento ao que é descrito como “o espírito do anticristo”, um sistema de oposição a Deus que, segundo os cristãos, já opera no mundo.

A orientação de líderes religiosos é que a fé em Cristo e a vigilância quanto aos sinais dos tempos são fundamentais para os fiéis. As informações são da CBN News.

Igreja Deus é Amor moderniza abordagem e cria canal no Youtube

A Igreja Pentecostal Deus é Amor (IPDA), uma das principais denominações evangélicas pentecostais do Brasil, com uma trajetória que remonta a 1962, quando foi fundada pelo Missionário David Martins de Miranda, anunciou uma atualização significativa em sua comunicação.

O programa “Voz da Libertação”, que já é um marco na programação religiosa do país, começará a ser transmitido simultaneamente ao vivo no YouTube, de segunda a sexta-feira, das 10h às 12h. Essa mudança representa a entrada da IPDA no universo digital, adaptando sua missão de evangelização às novas demandas tecnológicas do século XXI.

A mudança se alinha à estratégia da igreja de ampliar seu alcance, mantendo, ao mesmo tempo, seus princípios tradicionais. “A IPDA sempre esteve na vanguarda da pregação do Evangelho. Assim como adotamos o rádio para alcançar os lares, hoje estamos adotando o digital para conectar as novas gerações”, afirmou a nota oficial divulgada pela instituição.

O programa, que ainda será transmitido nas emissoras de rádio da igreja, contará com recursos interativos no YouTube, como comentários em tempo real, replays das transmissões ao vivo e exibição de letras de hinos e passagens bíblicas durante a programação.

Com mais de seis décadas de história, a IPDA é uma instituição que preza por sua sólida rede de comunicação, que já inclui emissoras de rádio e TV. Agora, com sua chegada ao YouTube, a igreja busca engajar um público ainda maior, sem abrir mão de seu conteúdo original. “A ‘Voz da Libertação’ continuará trazendo orações, testemunhos e a palavra de Deus, mas com a vantagem de permitir a interação imediata dos fiéis”, disse o porta-voz da IPDA.

A partir da estreia do novo formato, que ocorrerá nesta semana, os ouvintes poderão acessar o programa tanto pelo rádio quanto pelo canal oficial da igreja no YouTube. A transmissão digital também oferecerá conteúdos exclusivos, como entrevistas com líderes religiosos e coberturas de eventos da IPDA.

A iniciativa reforça o compromisso da Igreja Pentecostal Deus é Amor em unir inovação e tradição. “Estamos combinando o passado e o futuro para cumprir nossa missão: anunciar que Deus é Amor, em todos os lugares e em todas as telas”, concluiu a instituição.

“É um novo tempo para nós e para nosso público. Esperamos que todos se sintam em casa, seja pelo rádio ou pela tela do celular”, finalizou o comunicado.

Há 527 anos, 1° exemplar da Bíblia era impresso por Gutenberg

O inventor alemão Johannes Gutenberg concluiu a impressão da primeira Bíblia utilizando sua impressora de tipos móveis em 23 de fevereiro de 1455, um feito que representou um marco significativo na história da humanidade.

Com isso, a produção em massa de livros se tornou possível, o que ampliou o acesso ao conhecimento e à informação para um público mais amplo. Esse fato foi preponderante para que a Reforma Protestante transformasse o mundo.

O processo de impressão da Bíblia de Gutenberg iniciou-se por volta de 1450, em sua oficina localizada em Mainz, Alemanha. No entanto, especialistas sugerem que ele já poderia ter começado a desenvolver a tecnologia de impressão desde a década de 1430. A conclusão da Bíblia em 1455 demonstrou a viabilidade da sua invenção.

A Bíblia impressa ficou conhecida como “Bíblia de Gutenberg”, mas também é referida como “Bíblia de Mazarin” ou “Bíblia de 42 linhas”, devido ao número de linhas por coluna nas páginas impressas.

A tiragem inicial contou com 180 cópias, das quais 49 ainda existem no mundo atualmente, sendo que apenas 20 delas estão completas, com os dois volumes originais.

Tecnologia

A inovação de Gutenberg consistiu no uso do tipo móvel, um sistema composto por blocos de letras e símbolos individuais que podiam ser rearranjados para criar palavras e frases.

Após o tipo ser revestido com tinta, era pressionado contra o papel ou velino, um pergaminho caro feito de pele de animal. Gutenberg também foi responsável pela invenção da prensa de madeira, dos tipos de metal e da tinta à base de óleo, elementos que contribuíram para a eficácia e eficiência do novo processo de impressão.

Gutenberg contou com o auxílio de seus sócios, Peter Schoeffer e Johan Fuchs, na produção da tiragem inicial. No entanto, posteriormente, houve um conflito judicial entre eles, embora as informações sobre o incidente sejam limitadas e pouco confiáveis.

A invenção da impressão era especialmente necessária na época devido ao crescimento das universidades e à crescente demanda por livros. Antes disso, os livros eram feitos manualmente ou impressos em blocos de madeira, o que limitava a produção e tornava o acesso ao conhecimento mais restrito.

Especialistas consideram a Bíblia de Gutenberg não apenas o primeiro livro impresso da história, mas também um dos melhores, destacando a qualidade do papel, da tinta e a perfeição da impressão, conforme informado pelo Evangelical Focus.

Esse avanço tecnológico teve repercussões culturais e sociais profundas, sendo um dos fatores que contribuíram para eventos significativos da época, como a Reforma Protestante.

Missionário brasileiro resgata cristãos da escravidão no Paquistão

O missionário brasileiro Claudinei Vicente tem se dedicado a resgatar cristãos em situação de escravidão no Paquistão, com o apoio da igreja local liderada pelo pastor Simon.

Esse trabalho tem se concentrado nas fábricas de tijolos em Lahore, onde é comum que famílias inteiras, em sua maioria cristãs, sejam forçadas a trabalhar sob condições de servidão devido a dívidas herdadas de gerações anteriores.

Recentemente, Claudinei conseguiu libertar quatro famílias cristãs que estavam condenadas a viver como escravas. Ele compartilhou sua experiência nas redes sociais: “Acabei de assinar a libertação dessa família. Nunca imaginei que colocaria minha assinatura em um acordo de soltura. Agora eles são livres”.

A libertação dessas famílias foi possível graças a doações e ao apoio da igreja local, que também mantém escolas dentro das fábricas de tijolos. Essas escolas oferecem educação aos filhos dos trabalhadores, proporcionando melhores perspectivas para o futuro.

Em uma ocasião, durante a libertação da primeira família, Claudinei teve a oportunidade de orar tanto pelos ex-escravos quanto pelo proprietário da fábrica de tijolos, que é muçulmano. “O muçulmano, dono da família, pediu para eu fazer uma oração antes de liberá-los. Só Deus pode fazer isso!”, testemunhou o missionário. Apesar da fé diferente, os donos das fábricas têm permitido que as famílias cristãs se reúnam para cultuar, mesmo sem um templo formal, realizando cultos ao ar livre.

Além de seu trabalho de resgatar famílias, Claudinei também tem se dedicado a apoiar a distribuição de cestas básicas para famílias em situação de vulnerabilidade no Paquistão. Ele tem atuado em 14 países e, em 2024, já havia resgatado outra família de cinco pessoas. O custo para libertar uma família dessas é de aproximadamente 1.800 dólares (cerca de 10.400 reais).

Muitas dessas famílias caem na armadilha dos donos das fábricas, que oferecem empréstimos com juros exorbitantes para cobrir despesas urgentes, como contas médicas, casamentos ou aluguel. Com o tempo, as dívidas se tornam impagáveis e os membros das famílias, incluindo mulheres e crianças, acabam sendo forçados a trabalhar nas fábricas de tijolos.

Claudinei tem incentivado aqueles que desejam contribuir com sua missão a entrar em contato diretamente por meio de seu Instagram, onde fornecerá mais informações sobre como ajudar, conforme informações da revista Comunhão.

‘Nefarious 2’ vai expandir batalha espiritual e já está em produção

O autor Steve Deace nunca imaginou que sua decisão de escrever A Nefarious Plot geraria um fenômeno cultural. O livro, que mistura temas de fé, horror e um aviso sobre a natureza do mal na América, agora é a base do aguardado filme Nefarious 2, com a sequência já em produção.

Deace, apresentador do The Steve Deace Show e autor conservador, contou que a inspiração para o livro surgiu de forma inesperada: “Eu não planejei escrever um livro sobre uma tomada demoníaca da América, mas a inspiração me atingiu do nada, e eu simplesmente tive que seguir para onde ela me levava”, explicou ele.

A ideia, que começou como uma frase inquietante durante uma turnê de imprensa em 2016, se transformou em um best-seller e, posteriormente, em um filme de sucesso.

O filme Nefarious (2023), baseado no livro e dirigido pelos cineastas Cary Solomon e Chuck Konzelman (conhecidos por Deus Não Está Morto e 40 Dias – O Milagre da Vida), surpreendeu tanto públicos religiosos quanto seculares.

A trama acompanha o psiquiatra Dr. James Martin (Jordan Belfi), encarregado de determinar a competência mental de um assassino condenado, interpretado por Sean Patrick Flannery, para ser executado.

O assassino, entretanto, afirma ser possuído por um demônio e profetiza que Martin cometerá três assassinatos. O filme se destacou por sua abordagem cerebral e reflexiva sobre o mal, evitando os clichês do gênero de terror e focando em debates teológicos.

A produção enfrentou inúmeros desafios durante as filmagens, incluindo uma infecção grave de MRSA que quase matou Deace no dia da estreia. Vários membros da equipe também sofreram acidentes e doenças inexplicáveis, enquanto os cineastas relataram resistência espiritual e até física. Solomon descreveu o processo como uma “guerra ao diabo”, mas afirmou que “Deus nos viu passar”.

Apesar de obstáculos, incluindo resistência ideológica e problemas técnicos, como cinemas que reportaram exibições esgotadas que estavam, na realidade, vazias, o filme teve uma recepção positiva. Nefarious passou semanas entre os 10 melhores filmes do Amazon Prime e se tornou um dos filmes de terror mais vendidos de 2023. Deace vê isso como uma confirmação de sua mensagem: “Se o inimigo não queria que esse filme fosse feito, isso significa que estávamos no caminho certo”.

O autor acredita que o filme é mais que entretenimento. Ele vê a obra como um alerta para a sociedade, que muitas vezes subestima a realidade do mal. “Vivemos em uma era em que as pessoas pensam que são basicamente boas. Mas e se tudo isso estiver errado? E se o mundo estiver realmente caído? E se as pessoas precisarem ver o mal real novamente para serem levadas de volta à luz?”, questionou.

Deace revelou que Nefarious 2 explorará as consequências do encontro entre o Dr. James Martin e o demônio Nefarious, aprofundando a guerra espiritual e a impossibilidade de neutralidade entre o bem e o mal. A sequência, que contará novamente com Flannery e Belfi, também trará elementos do livro de Deace A Nefarious Carol e expandirá a mitologia do universo de Nefarious.

A trama de Nefarious 2 abordará a nova vida pública de Martin, que se torna um porta-voz do paranormal e do sobrenatural, e as lições difíceis que ele precisará aprender. Deace promete que a sequência mergulhará ainda mais fundo na guerra espiritual, abordando temas de fé e mal de maneira mais direta.

Em sua visão, Nefarious faz parte de sua missão de confrontar a realidade com a verdade. “A nação mais poderosa da história está ausente da profecia do fim dos tempos. Por quê? Talvez porque nos destruímos. E talvez, só talvez, Nefarious esteja nos mostrando como”, concluiu Deace.

O sucesso da franquia e o impacto de sua mensagem indicam que Deace e sua equipe estão prontos para continuar explorando e expandindo sua visão sobre o mal e a espiritualidade, com a expectativa de que Nefarious 2 siga o mesmo caminho de sucesso de seu antecessor, segundo informações do The Christian Post.

‘Pastor’ diz à ‘Globo’ estar emocionado por desfilar no carnaval

Durante o desfile da escola de samba Estrela do Terceiro Milênio, de São Paulo, um casal de foliões deu entrevista para a TV Globo fazendo apologia ao progressismo. Sérgio, que se identificou como pastor, e sua esposa Ana, se apresentaram como pais de duas filhas, uma delas trans e a outra lésbica.

Ambos estavam empolgados com a participação no evento, e fizeram apologia à ideologia de gênero. Sérgio, que vestia uma fantasia da ala em que desfilavam, incluindo uma camiseta cropped que deixava a barriga de fora, se disse emocoinado por participar do desfile.

Na entrevista, afirmou que o mais importante não era a identidade de gênero, mas sim a identidade humana: “Eu me sinto emocionado em estar aqui, representando a minha família, dizendo que mais importante do que a identidade de gênero é a identidade humana”, disse ele.

O enredo da escola de samba, intitulado “Muito Além do Arco-Íris – Tire o Preconceito do Caminho que Nós Vamos Passar com Amor”, fez defesa das bandeiras ideológicas da comunidade LGBT+.

Sérgio afirmou considerar de alta importância levar essa mensagem para o público:  “Estamos muito orgulhosos de estar numa escola de samba, trazendo esse grito, esse clamor, esse apelo. O amor, gente, é a melhor coisa do mundo. Pratiquem o amor familiar. Sem isso, a fé é morta”, concluiu o “pastor”.

Ana também compartilhou sua visão sobre o assunto na entrevista à Globo, incentivando os pais de pessoas LGBTQ+ a incentivarem seus filhos ao que a Bíblia classifica como erro: “Acolham seus filhos, filhas e filhes (sic), porque seres humanos precisam ser amados, acolhidos e respeitados”, afirmou.

Prefeitura de BH publica vídeo de ‘Jesus’ beijando o diabo

A Prefeitura de Belo Horizonte (MG) se envolveu em polêmica após a publicação de um vídeo em parceria com o influenciador Zotha, no qual dois homens, fantasiados de Jesus e de diabo, se beijam durante o carnaval.

O conteúdo gerou indignação nas redes sociais, levando o vereador Pablo Almeida (PL) a gravar um vídeo denunciando o episódio como um ato de vilipêndio, crime tipificado pelo Código Penal. O parlamentar exigiu explicações da gestão municipal sobre a colaboração com o influenciador.

Após o vídeo de Almeida, que ganhou grande repercussão, o perfil oficial da Prefeitura de Belo Horizonte removeu a publicação. O vereador comemorou a ação nas redes sociais, afirmando: “A cobrança funcionou! A Prefeitura de BH removeu a publicação que vilipendiava a fé cristã. Aqui esse tipo de desrespeito com o cristianismo não vai prosseguir.”

Em resposta à pressão, Zotha também retirou o vídeo de seu perfil, explicando nos stories que a decisão foi tomada após ataques homofóbicos oriundos da “extrema-direita”.

O influenciador afirmou que, se o vídeo mostrasse um casal heterossexual, não teria causado tanto alvoroço. Segundo Zotha, a indignação religiosa era, na verdade, uma forma disfarçada de homofobia, com a fé sendo usada como pretexto para perseguições e desumanizações. Ele criticou o tratamento diferenciado dado a um beijo entre dois homens, em comparação com o que seria considerado normal em casais heterossexuais, de acordo com informações do Pleno News.

Prefeitura de BH publica vídeo de ‘Jesus’ beijando o ‘diabo’ no carnaval
Publicação do vereador mostra homens se beijando com fantasias de Jesus e diabo

Ex-pastor de jovens diz que famoso bispo nos EUA tentou beijá-lo

As acusações contra o bispo T.D. Jakes, líder da Potter’s House, em Dallas, Texas, ganharam novos desdobramentos após a declaração de Timothy Anderson, um homem de 57 anos que se identifica como ex-pastor de jovens com Jakes na década de 1990.

Anderson registrou sua acusação em 21 de fevereiro, afirmando que o líder religioso teria tentado beijá-lo durante seu tempo no ministério.

A alegação surge em meio a uma disputa legal envolvendo Jakes e o ex-pastor Duane Youngblood, que acusa Jakes de abuso sexual quando era adolescente.

O advogado de Youngblood, Tyrone A. Blackburn, incluiu a declaração de Anderson como parte de sua argumentação para rejeitar um processo por difamação movido por Jakes contra ele e outros acusadores.

Defesa de Jakes

O advogado de Jakes, Dustin Pusch, refutou a alegação de Anderson, descrevendo-o como um aliado “não confiável” dos Youngbloods. Em uma declaração ao Dallas Morning News, Pusch afirmou que as acusações fazem parte de uma “campanha de desinformação calculada” para destruir a reputação de Jakes e obter ganhos financeiros.

Jakes entrou com uma ação judicial contra Duane Youngblood, a quem Pusch descreveu como um “ex-ministro desonrado e predador de crianças condenado”, alegando que as acusações contra ele são falsas e motivadas por interesses pessoais.

Relato de Anderson

No depoimento anexado ao processo, Anderson afirmou que conheceu Duane Youngblood por meio da organização Higher Ground Always Abounding, onde atuou como evangelista de jovens por três a quatro anos.

Ele alega que Jakes o convidou para se mudar para Dallas para assumir o cargo de pastor de jovens, com um salário de US$ 24 mil anuais.

Durante um evento religioso em 1996, Anderson disse ter sido alertado por Youngblood sobre possíveis avanços indesejados de Jakes. Ele relatou que, após aceitar a proposta de trabalho, começou a enfrentar situações desconfortáveis com o líder religioso.

Segundo Anderson, um dos primeiros incidentes ocorreu na mansão de Jakes, onde ele teria visto o bispo nu. Posteriormente, Jakes teria tentado beijá-lo após uma conversa sobre sua permanência no ministério.

“Eu estava tentando me agarrar a qualquer resquício de dignidade que me restava”, declarou Anderson. “Mas sua resposta foi assustadora. Ele me lembrou novamente que era seu ministério, sua liderança, e que, se ele me desse o que eu queria — minha chance de ir para o Japão — então eu não entenderia os princípios da autoridade”.

Duas semanas depois, Anderson disse ter decidido deixar o ministério e voltar à evangelização.

Outras acusações

Além da acusação de Anderson, os irmãos Richard Edwin Youngblood e Duane Youngblood também registraram depoimentos contra Jakes.

Richard Youngblood alegou que Jakes tentou agredi-lo sexualmente na década de 1980, durante uma viagem ministerial. Ele afirmou que o bispo teria subido em sua cama e pressionado seu corpo contra ele.

Jakes negou todas as acusações e declarou, sob pena de perjúrio, que são “mentiras maliciosas”. Seu advogado argumenta que os Youngbloods estariam buscando vingança ou benefícios financeiros com as denúncias.

O caso segue em andamento nos tribunais, com a defesa de Jakes tentando barrar as acusações e os denunciantes mantendo suas alegações, segundo informações do The Christian Post.

Ator diz que papel como Davi melhorou sua compreensão bíblica

Michael Iskander conquistou um dos papéis mais importantes de sua carreira ao ser escalado para interpretar o rei Davi na nova série da Prime Video, Casa de Davi, cuja estreia ocorreu em 27 de fevereiro.

Antes do lançamento, o ator refletiu sobre a importância desse papel e a forma como a experiência transformou sua visão das Escrituras: “Eu acho que Davi é uma das pessoas mais interessantes porque… há tanta dualidade nele”, afirmou Iskander.

“Ele é o epítome do que significa ser humano, cometer erros, mas ter verdadeiramente um coração para Deus — e um coração que busca o próprio coração de Deus”, acrescentou.

O ator, que declarou se sentir “abençoado” por contar essa história, revelou que a imersão no personagem alterou sua perspectiva sobre a Bíblia: “Agora, eu vejo isso de um ponto de vista apenas de seres humanos”, explicou.

“E então eu coloco o contexto daquele tempo e dessas pessoas na história… isso apenas coloca uma perspectiva totalmente diferente na Bíblia, e eu acho que isso a torna muito mais interessante de ler e descobrir”, disse, de acordo com informações da CBN News.

O impacto espiritual do papel

Para Iskander, a produção da série foi uma oportunidade de reforçar sua fé e compreensão espiritual. Ele citou Provérbios 3:5-6 para destacar a importância de confiar em Deus. Embora reconheça que Casa de Davi seja um projeto de entretenimento, ele acredita que seu propósito é maior.

“Você está fazendo um programa de TV, e é muito divertido, e sua maquiagem e cabelo — é tudo divertido e legal, mas o motivo é glorificá-Lo, honrá-Lo e colocá-Lo em primeiro lugar”, declarou.

A abordagem do ator para interpretar Davi também envolveu uma análise mais profunda de momentos icônicos da história bíblica, como a batalha contra Golias. “Eu sempre pensei em Davi sendo tão corajoso… tão valente, mas não há nada disso sem medo”, refletiu.

“E encontrar todos os riscos do que significa ser a única pessoa de todo o seu povo a escolher enfrentar o homem mais assustador que eles já enfrentaram… e você está disposto a realmente desistir de tudo em sua vida para proteger aqueles que você ama?”

Iskander destacou que esse entendimento influenciou a forma como a cena foi filmada e apresentada: “É lindo… só de olhar para isso e viver nisso. E mal posso esperar para que as pessoas vejam isso”, disse.

O início na atuação

Curiosamente, a jornada de Iskander no mundo da atuação começou por acaso. Ele relembrou um episódio ocorrido durante seu segundo ano escolar, quando uma amiga o incentivou a fazer um teste para o coral em troca de uma pequena recompensa financeira oferecida pelo diretor.

“Minha amiga — buscando os $10 — perguntou se eu tentaria algo simples para que ela pudesse pegar o dinheiro. Eu disse ‘Claro’ e, de alguma forma, fiz um ótimo trabalho”, contou. A experiência acabou levando-o a participar de musicais e, mais tarde, a seguir carreira na atuação.

Agora, ao dar vida a Davi em Casa de Davi, Iskander espera que o público enxergue os personagens bíblicos de forma mais humanizada e realista: “Enquanto você vir seres humanos na sua frente — a Bíblia ganhando vida — meu trabalho está feito. Não é meu trabalho dizer a eles como se sentir; é apenas meu trabalho dizer a verdade”, concluiu.

ONG LGBT que perseguiu cristãos perde verbas no governo Trump

A Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) suspendeu mais de meio milhão de dólares em financiamento previamente destinado à ONG LGBT Stonewall, no Reino Unido.

Além disso, uma alocação de US$ 40 mil para seminários sobre gênero na Escócia também foi retirada, conforme reportado por veículos britânicos. A Stonewall promoveu perseguição a cristãos que se opuseram à ideologia de gênero.

Nos últimos três anos, a Stonewall recebeu mais de £ 500 mil (aproximadamente US$ 629 mil) do Global Equality Fund (GEF), um programa do governo dos EUA que financia iniciativas voltadas a questões LGBT em diversos países. Com a retirada dos recursos, a ONG LGBT enfrenta dificuldades financeiras e pode demitir até metade de sua equipe, segundo o Times of London.

Demissões

Simon Blake, presidente-executivo da Stonewall, comunicou aos funcionários, em reunião digital, que a reestruturação da organização seria inevitável. Ele afirmou que apenas os cargos com financiamento garantido permaneceriam inalterados. As operações da instituição na Europa Oriental e no Cáucaso eram sustentadas, em parte, pelos recursos norte-americanos.

Dados financeiros da Stonewall indicam que o financiamento da USAID vinha crescendo nos últimos anos: US$ 173 mil em 2021-22, US$ 257,2 mil em 2022-23 e US$ 294.000 nas contas mais recentes. A organização também registra um déficit crescente, que passou de US$ 550 mil para US$ 1,1 milhão no último ano fiscal.

A redução de verbas se soma a outras dificuldades enfrentadas pela Stonewall, incluindo a queda na adesão ao programa corporativo Diversity Champions e a saída de departamentos do governo britânico dessa iniciativa. Apesar de um aumento na arrecadação via doações e eventos, Blake admitiu que a perda do financiamento dos EUA representa um desafio significativo para os principais programas da entidade.

Além do corte na verba destinada à Stonewall, um subsídio de US$ 40 mil para o Festival Internacional do Livro de Edimburgo também foi cancelado. O valor seria usado para financiar seminários sobre ideologia de gênero.

Imposição cultural

A alocação de recursos da USAID para iniciativas de diversidade e inclusão em diversos países tem sido questionada. Segundo artigo de opinião do apologista cristão David Robertson, publicado no Christian Today, parte significativa dos fundos da agência tem sido utilizada para apoiar ONGs estrangeiras alinhadas a objetivos culturais e ideológicos do governo dos EUA. Ele classificou essa estratégia como uma forma de “imperialismo cultural”.

Robertson também apontou outros gastos da USAID que geraram polêmica, incluindo US$ 2 milhões destinados a pesquisas sobre COVID-19 em Wuhan, na China; US$ 20 milhões para investigações sobre Rudy Giuliani; e US$ 473 milhões para a Internews, organização que atua no financiamento da mídia na Ucrânia.

Segundo ele, essas destinações levantam questionamentos sobre o uso de recursos da agência para promover narrativas progressistas em nível global.

Entre outras iniciativas apoiadas pelo governo norte-americano, Robertson mencionou um investimento de US$ 1,5 milhão para promover diversidade e inclusão em ambientes de trabalho na Sérvia, além de projetos como uma ópera transgênero na Colômbia e uma história em quadrinhos transgênero no Peru.

Para Robertson, tais gastos ilustram a priorização de pautas culturais em detrimento da assistência humanitária tradicional.

O governo dos EUA e representantes da USAID não comentaram publicamente os cortes recentes no financiamento da Stonewall e de outras iniciativas, nem forneceram esclarecimentos sobre os critérios de alocação dos fundos no passado, conforme informado pelo The Christian Post.