Japão dissolve igreja do reverendo Moon após polêmica com crime

Em uma decisão histórica, um tribunal no Japão ordenou a dissolução da Igreja da Unificação, fundada na Coreia do Sul pelo reverendo Moon. A organização religiosa foi alvo de investigação após o assassinato do ex-primeiro-ministro Shinzo Abe em 2022.

O acusado de assassinato confessou ter um ressentimento contra Abe devido aos laços do ex-líder com a igreja, alegando que a instituição havia levado sua família à falência.

O Ministério da Educação e Cultura do Japão solicitou a dissolução da igreja, acusando-a de manipular seus seguidores para obter grandes doações e outros sacrifícios financeiros.

A Igreja da Unificação, amplamente conhecida como “Moonies”, refutou essas acusações, afirmando que as doações eram parte de atividades religiosas legítimas.

Diante da decisão do tribunal, a organização tem a opção de apelar para anular a decisão, que foi proferida por um tribunal distrital de Tóquio.

Com a ordem judicial, a Igreja da Unificação perderá seu status de isenção de impostos e será obrigada a liquidar seus ativos, mas ainda poderá continuar suas atividades no país.

Durante a investigação, autoridades descobriram que a igreja coagia os seguidores a realizar compras de itens caros, utilizando o medo de prejuízos espirituais como uma forma de controle. Quase 200 pessoas, que se identificaram como vítimas, prestaram depoimento contra a organização.

Fundada na Coreia do Sul, a Igreja da Unificação chegou ao Japão na década de 1960. O nome “Moonies” provém de seu fundador, Sun Myung Moon. A igreja sempre foi uma fonte de controvérsia, especialmente por ensinar que o casamento é essencial para a salvação espiritual, realizando cerimônias de casamento em massa com milhares de casais.

Desde 2023, cerca de 200 ex-membros da igreja, que alegam ter sido forçados a fazer doações, exigiram indenizações totalizando 5,7 bilhões de ienes (aproximadamente US$ 38,5 milhões), conforme relato de seus advogados. A investigação após o assassinato de Abe também revelou estreitos laços entre a igreja e vários legisladores do Partido Liberal Democrata (LDP), partido de Abe, o que resultou na renúncia de quatro ministros.

Uma investigação interna realizada pelo LDP revelou que 179 dos 379 legisladores do partido interagiram com a Igreja da Unificação, participando de eventos organizados pela igreja, aceitando doações ou recebendo apoio eleitoral.

As revelações sobre a profunda conexão entre a Igreja da Unificação e membros do partido governista chocaram a sociedade japonesa, de acordo com informações da BBC.

Cristão nega conversão ao islamismo e tem pescoço cortado

No Paquistão, um jovem cristão de 22 anos, identificado como Waqas Masih, foi brutalmente atacado após recusar a conversão ao islamismo.

O incidente ocorreu quando Zohaib, um muçulmano radical e supervisor da fábrica Subhan Paper Mills, tentou forçar Waqas a adotar a fé islâmica.

Diante da recusa do jovem cristão à conversão, Zohaib ficou enfurecido e o atacou com uma lâmina, tentando degolá-lo. Waqas foi gravemente ferido no pescoço e, atualmente, encontra-se internado em estado grave, lutando pela vida.

Além do ataque físico, o agressor acusou falsamente Waqas de profanar textos sagrados islâmicos, alegando que ele teria tocado em livros considerados impuros. Este episódio reflete a crescente perseguição a cristãos no Paquistão, um país onde os seguidores de Cristo enfrentam discriminação sistemática e violência.

A One Passion Mission, uma organização cristã brasileira que atua na evangelização do Paquistão e no apoio a cristãos perseguidos, emitiu um apelo por orações. Em uma postagem no Instagram, o ministério destacou a coragem e fé de Waqas, citando o versículo de Apocalipse 2: “Seja fiel até a morte”.

O ministério pediu orações pela recuperação do jovem e pelo fortalecimento de sua família, além de orações por todos os cristãos perseguidos no Paquistão.

A situação dos cristãos no Paquistão é difícil. Eles compõem uma minoria religiosa e são frequentemente alvo de perseguições tanto de grupos islâmicos como de autoridades locais.

As leis de blasfêmia do país são frequentemente usadas como ferramenta para atacar os cristãos, que enfrentam agressões, linchamentos e discriminação institucionalizada.

Muitos são forçados a realizar trabalhos degradantes, como a limpeza de esgotos ou o trabalho em fornos de tijolos, e são chamados de “chura“, um termo pejorativo que significa “imundo”. Mulheres e meninas cristãs também enfrentam sequestros, abusos sexuais, casamentos forçados e conversões obrigatórias ao Islã.

De acordo com a Portas Abertas, uma organização que monitora a perseguição religiosa, o Paquistão ocupa o oitavo lugar na Lista Mundial de Observação de 2025, dos países mais difíceis para ser cristão.

A One Passion Mission tem atuado há dez anos no Paquistão e em outros 49 países, oferecendo apoio a cristãos perseguidos. A missão já fundou 38 igrejas, 8 escolas e 2 orfanatos em 13 países, levando as Boas Novas em áreas de intensa repressão religiosa.

Brasileiros reprovam mulheres trans em banheiros femininos

Uma pesquisa recente, conduzida pela empresa IRG Pesquisa a pedido da Associação Mátria, revelou que a maioria da população brasileira se opõe à presença de “mulheres trans” (homens biológicos que se declaram do sexo oposto) em ambientes femininos, principalmente banheiros.

A pesquisa, porém, foi além e questionou sobre as políticas relacionadas à identidade de gênero, como a autodeclaração de gênero para acessar não só banheiros, mas também presídios, vestiários e a participação de homens em esportes femininos.

O estudo, que entrevistou 1.100 pessoas maiores de 16 anos, indica que mais de 80% dos eleitores rejeitam essas práticas, com destaque para a discordância sobre o uso da autodeclaração de gênero, especialmente das chamadas “mulheres trans” em espaços como banheiros femininos (81,4%), presídios femininos (81%) e esportes femininos (78,5%).

Além disso, a pesquisa mostrou uma resistência significativa em relação ao uso de linguagem neutra em políticas públicas e documentos oficiais. Aproximadamente 90% dos brasileiros se opõem à substituição de termos tradicionais como “mãe” por “pessoa que gesta” e “mulher” por “pessoa que menstrua”, práticas que já têm sido adotadas em algumas comunicações do Ministério da Saúde.

O levantamento também destacou a falta de compreensão sobre os critérios atuais de acesso a espaços femininos, com uma parte significativa dos entrevistados ainda acreditando que são necessários laudos médicos ou cirurgias para que homens trans possam acessar esses espaços.

A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de 2018, que estabeleceu a autodeclaração como suficiente para a mudança de gênero nos registros civis, ainda não é amplamente conhecida.

Opinião do povo

Em relação a outros temas, como benefícios sociais, 52,6% dos participantes discordaram da licença-maternidade para homens que se identificam como mulheres, e metade dos entrevistados se opôs às cotas para pessoas trans em concursos públicos e universidades.

A pesquisa também evidenciou que as mulheres que criticam as políticas de identidade de gênero não são amplamente vistas como preconceituosas pela maioria da população.

A pesquisa apresentou ainda uma análise das correlações entre as respostas e fatores como voto, sexo e condição paternal, de acordo com informações de O Antagonista.

A rejeição às políticas de identidade de gênero foi mais expressiva entre os eleitores de Jair Bolsonaro (PL), com 95,6% se posicionando contra a autodeclaração para espaços femininos, mas também foi significativa entre os eleitores de Lula (PT), com 67,8%.

A pesquisa revelou também que os homens se opõem mais (85,5%) do que as mulheres (77,4%), e pessoas com filhos demonstram maior rejeição (83,9%) em comparação com aquelas sem filhos (74,8%).

Celina Lazzari, diretora da Associação Mátria, comentou sobre o objetivo da pesquisa, destacando a importância de oferecer dados reais sobre a percepção da sociedade e contribuir para o debate sobre sexo e identidade de gênero no Brasil.

Parentes de mulher condenada por Moraes por batom lamentam

A missionária Fátima, mãe de Débora Rodrigues, fez um desabafo nas redes sociais sobre a dor que sente por estar distante de sua filha, que se encontra presa e pode ser condenada a 14 anos de prisão.

A condenação é em decorrência de sua participação nos protestos de 8 de janeiro de 2023, que culminaram na pichação da estátua “A Justiça”, localizada em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Em um vídeo que circula nas redes sociais, Fátima expressa a saudade e o sofrimento de estar afastada de Débora, afirmando: “A falta que sinto da minha filha, a pena que sinto da minha filha, o amor que tenho pela minha filha. Eu não suporto estar longe da minha filha, minha filha é minha vida.”

A missionária também falou sobre o impacto da situação nas crianças de Débora, seus filhos Caio e Rafael, que têm demonstrado tristeza e saudade. “O jeito que eu derramo minhas lágrimas por ela, os filhos dela derramam também.

As mesmas lágrimas, a mesma dor, o mesmo sofrimento de eu ver aquelas crianças sentarem na minha mesa para almoçar ou tomar um cafezinho da manhã, ou a gente fazer um bolinho no aniversário deles, e a gente dizer para aquelas duas crianças ‘falem uma palavra para agradecer primeiro a Deus’, e as crianças respondem assim: ‘A primeira palavra é que eu queria minha mãezinha aqui perto da gente’.”

Caio e Rafael também gravaram vídeos pedindo ajuda para a libertação de Débora, apelando para a solidariedade dos internautas. “Oi, eu sou o Rafa, sou filho da Débora. Minha mãe está presa, eu quero muito que vocês nos ajudem a tirar ela de lá.

Por favor, nos ajude, a gente quer muito que ela saia de lá,” disse um dos filhos. O outro, Caio, também se manifestou: “Oi, meu nome é Caio, eu sou irmão do Rafael. Eu quero que vocês nos ajudem a tirar minha mãe de lá, ela está presa lá em Rio Claro, por favor, ajude a gente.”

No sábado, 22 de março, o ministro do STF, Flávio Dino, votou pela condenação de Débora Rodrigues a 14 anos de prisão, acompanhando o voto do relator, ministro Alexandre de Moraes. O julgamento começou no dia 21 de março no plenário virtual da Primeira Turma do STF e prossegue até 28 de março. Até o momento, os ministros Cristiano Zanin, Luiz Fux e Cármen Lúcia ainda não se manifestaram.

Em paralelo, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) convocou seus seguidores a participarem de uma manifestação marcada para o dia 6 de abril, na Avenida Paulista, em São Paulo.

O ato visa pressionar o Congresso Nacional pela anistia dos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023. Em postagem nas redes sociais, Bolsonaro afirmou que o evento é uma resposta ao que considera “abusos e ataques contra a liberdade” e reforçou a necessidade de apoio popular para que a anistia seja aprovada.

Reações

O voto de Alexandre de Moraes provocou reações não apenas no meio político, como também no religioso. Conforme o GospelMais já noticiou, o pastor, teólogo e escritor Renato Vargens protestou nas redes sociais a esse respeito.

“Alexandre de Moraes é um homem mau”, disse ele, lembrando que a sua ação lembra Acabe, que, conforme descrito em 1 Reis 22, teve um destino trágico. Veja abaixo:

Daniela Araújo faz vaquinha pra pagar tratamento de câncer do pai


Daniela Araújo e seu irmão, Jorginho Araújo, iniciaram uma campanha de arrecadação online para financiar o tratamento do pai, o pastor Jorge Araújo, que foi diagnosticado com câncer de pulmão.

A meta da família é levantar R$ 120 mil para um tratamento integrativo no Tennant Institute for Integrative Medicine, localizado no Texas (EUA).

Em um vídeo publicado nas redes sociais, Daniela explicou que o tratamento é considerado uma alternativa promissora pelos médicos, mas que o seguro de saúde não cobre os custos.

“Conhecemos um tratamento integrativo que vai ajudar muito, é o direcionamento que os médicos estão tendo, mas o seguro não cobre”, disse a cantora.

Além do apoio financeiro, a família também pediu orações e apoio espiritual. Daniela expressou confiança na intervenção divina: “Cremos que este é mais um milagre que nós vamos viver. Já deu tudo certo. Estamos confiantes de que Deus tem planos maiores e a vontade d’Ele é perfeita”.

Para arrecadar os recursos, Daniela disponibilizou o link para a campanha “Vakinha Online” com o título “Ajude o pastor Jorge Araújo na luta contra o câncer de pulmão”.

Porém, no sábado, dia 22, a artista foi alvo de um golpe virtual. Criminosos disseminaram uma falsa notícia sobre seu falecimento, utilizando uma imagem de luto para enganar os seguidores e solicitar transferências bancárias. A ação criminosa envolvia a divulgação de links fraudulentos.

Mais tarde, no início da tarde, Daniela afirmou que conseguiu recuperar sua conta do Instagram e lamentou o ocorrido: “É muito triste que meus seguidores tenham passado por isso. (…) Mas agora vou focar na saúde do meu pai”, disse.

Síria: cristãos convivem com ameaças e não recebem salário

A comunidade cristã na Síria enfrenta um futuro incerto após uma onda de violência que resultou em mais de 1.000 mortos no início de março. Além das ameaças, muitos cristãos não recebem salários em seus empregos apenas por serem seguidores de Cristo.

A violência sectária, envolvendo os partidários do regime de Bashar al-Assad e seus opositores, especialmente em Latakia e Tartus, deixou mais de 1.300 mortos em menos de 72 horas, com várias escaramuças sangrentas causando dezenas de vítimas adicionais.

Embora os cristãos não fossem os principais alvos da violência, muitos pertencem a comunidades que foram diretamente atingidas, agravando ainda mais as preocupações entre a população cristã síria.

Em declarações ao The Christian Post, Brian Orme, CEO da organização de vigilância Global Christian Relief (GCR), relatou que a situação para muitos cristãos na região já era desesperadora antes da escalada da violência.

Ele citou relatos de cristãos que tiveram seus salários cortados, destacando que a aliança islâmica armada Hayat Tahrir al-Sham estava usando a fome como uma arma, negando pagamentos aos trabalhadores cristãos.

Além disso, surgiram informações sobre ataques iminentes a igrejas e destruição de cemitérios cristãos, e sobreviventes relataram ameaças de morte por telefone, com agressões específicas contra os cristãos.

Orme também observou que muitos dos grupos islâmicos ativos na região consideram os cristãos “infiéis” e não acreditam que haja um lugar para eles na Síria. Para apoiar os cristãos sírios, o GCR, em parceria com igrejas evangélicas e ortodoxas locais, tem trabalhado para fornecer ajuda emergencial e apoio de longo prazo. Desde dezembro de 2024, o grupo distribui alimentos, água limpa e abrigo a quem mais precisa.

A violência recente também colocou em evidência a fragilidade do governo sírio, com Orme afirmando que o presidente interino Ahmed al-Sharaa não exerce controle sobre suas forças militares. Embora Sharaa tenha condenado os ataques e pedido responsabilização, Orme desqualificou suas declarações como meras palavras vazias.

Em relação à resposta internacional, Orme pediu que os governos ocidentais, como o dos Estados Unidos, considerem a perseguição religiosa ao tomarem decisões políticas.

Ele criticou a possibilidade de os governos concederem isenções a regimes que perseguem cristãos, sugerindo que as sanções poderiam ser uma resposta, embora com cautela, para evitar que a situação piorasse para os cristãos já atingidos pela fome e falta de recursos.

Orme reforçou a importância do apoio contínuo da comunidade cristã ocidental, destacando que orações e doações ajudam a mostrar aos cristãos sírios que não estão sozinhos, que não foram esquecidos e que há esperança em Cristo, mesmo em tempos de grande adversidade.

Homem é preso após ameaçar matar membros de igreja com facão

Um homem foi preso após enviar um e-mail ameaçador ao diretor do coral de uma igreja, informando que iria “massacrar pessoas naquela igreja com um facão” caso suas exigências não fossem atendidas.

O suspeito, identificado como Zachary Liberto, enfrenta acusações de terrorismo e está detido sob fiança de US$ 200,1 mil em Memphis, Tennessee (EUA).

O e-mail, que motivou uma rápida intervenção policial na sexta-feira passada, foi encaminhado aos investigadores pelo diretor musical da Igreja Católica de St. Louis, uma das duas vítimas envolvidas.

O conteúdo do e-mail dizia: “Preciso de um vídeo do [diretor do coral] sendo esbofeteado por você em 24 horas antes de eu massacrar pessoas naquela igreja com um facão”.

A investigação revelou que o e-mail foi enviado de um endereço eletrônico utilizado anteriormente por Liberto para se comunicar com as vítimas. Além disso, as autoridades confirmaram que Liberto é conhecido por portar um facão, que ele chama de “chete”.

As vítimas, que incluem o padre e o diretor musical da igreja, disseram aos investigadores que não tinham clareza sobre o que teria motivado a ameaça, mas acreditam que Liberto possa estar lidando com uma condição mental não identificada.

Registros judiciais indicam que, antes do envio do e-mail, Liberto havia se envolvido em uma discussão verbal com o padre da igreja, durante a qual ele teria danificado a piscina batismal.

Mais tarde, autoridades obtiveram uma gravação telefônica de um paroquiano que conversou com Liberto. Na gravação, o suspeito afirma: “Eu não vou f—— deixar as pessoas me ameaçarem e zombarem de mim o dia todo e não f—— fazer algo sobre isso… Vou cumprir pena sobre isso hoje.”

Rick Ouellette, porta-voz da Diocese Católica de Memphis, expressou agradecimento pela pronta resposta das autoridades e garantiu que a igreja possui um plano de segurança abrangente.

“A segurança de todos no campus é uma prioridade máxima”, afirmou Ouellette, conforme relatado pelo News Channel 3. Ele também mencionou que a comunidade da igreja está orando por todos os envolvidos.

St. Louis é uma paróquia de grande importância em Memphis, servindo como lar de muitos paroquianos locais. Liberto, que foi acusado de terrorismo, deverá comparecer ao tribunal na segunda-feira, enquanto as investigações continuam, de acordo com informações do portal The Christian Post.

Ex-boxeador, pastor George Foreman morre aos 76 anos

George Foreman, campeão mundial de boxe peso-pesado, medalhista de ouro olímpico e pastor cristão, faleceu na sexta-feira, 21 de março de 2025, aos 76 anos.

A informação foi confirmada por meio de um anúncio na página oficial do boxeador no Instagram, que comunicou: “Com profundo pesar, anunciamos o falecimento do nosso amado George Edward Foreman Sr., que partiu pacificamente em 21 de março de 2025, cercado por entes queridos”.

O texto seguiu destacando as qualidades de Foreman, dizendo que ele era “um humanitário, atleta olímpico e bicampeão mundial dos pesos pesados, profundamente respeitado por sua disciplina, convicção e por ser um protetor de seu legado”. A família também agradeceu pelo apoio e orações, solicitando privacidade neste momento de luto.

George Foreman começou sua carreira de boxe de forma brilhante, conquistando a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de 1968, em uma vitória memorável na Cidade do México, com apenas 19 anos.

Cinco anos depois, ele se consagraria campeão mundial dos pesos pesados ao nocautear Joe Frazier em dois rounds, em 1973. Contudo, perdeu o título em 1974 para Muhammad Ali no famoso “Rumble in the Jungle”.

No entanto, em 1994, aos 45 anos, Foreman fez história novamente ao se tornar o boxeador mais velho a conquistar o título dos pesos pesados, ao derrotar Michael Moorer.

Após sua primeira aposentadoria do boxe em 1977, motivada por uma experiência de quase morte que o aproximou da fé, Foreman se dedicou à religião. Em uma entrevista de 2023 ao The Christian Post, ele relembrou como, durante uma passagem por Porto Rico, encontrou a verdade do Evangelho. “

Eu estava morto. Não havia mais nada de mim”, afirmou. Foi nesse momento que Foreman se comprometeu a compartilhar o Evangelho, tornando-se ministro e fundando a Igreja do Senhor Jesus Cristo em 1980.

Além de seu legado no boxe, Foreman também se destacou como empresário, lançando sua famosa marca de churrasqueiras em 1994, com mais de 100 milhões de unidades vendidas. Ele também fundou o George Foreman Youth and Community Center em 1984, visando ajudar jovens desfavorecidos, assim como ele foi ajudado na juventude.

Ao longo de sua vida, Foreman manteve uma forte conexão com sua fé, afirmando que o Salmo 1:1 foi um guia para sua jornada. Ele sempre ressaltou a importância de focar no verdadeiro prêmio, que, para ele, era servir a Deus.

A morte de Foreman gerou reações nas redes sociais, incluindo condolências de figuras públicas como o ex-campeão mundial Mike Tyson e o ex-jogador da NBA Charles Barkley.

O governador do Texas, Greg Abbott, declarou: “Uma lenda perdida”, enquanto o prefeito de Houston, John Whitmire, destacou que, além de sua fama mundial, Foreman era “um membro orgulhoso de nossa comunidade — um homem cujo coração era tão grande quanto seu poderoso soco”.

Condolences to George Foreman’s family. His contribution to boxing and beyond will never be forgotten. pic.twitter.com/Xs5QjMukqr

— Mike Tyson (@MikeTyson) March 22, 2025

Mãe denuncia escola que incentivou sua filha a ser trans

Em uma batalha legal em andamento, January Littlejohn, mãe de uma adolescente da Flórida, busca proteger seus direitos como mãe e os de outros pais ao enfrentar o distrito escolar do Condado de Leon.

A disputa começou em 2020, quando sua filha, influenciada por questões de identidade de gênero, começou a se identificar como transgênero. Littlejohn, que até então confiava no sistema escolar, entrou em contato com a escola para alertar sobre os desafios enfrentados por sua filha e buscar apoio profissional.

No entanto, o que começou como uma tentativa de envolver a escola se transformou em uma série de eventos que, segundo Littlejohn, envolvem uma transição social secreta para sua filha sem o conhecimento ou consentimento dos pais.

A mãe alega que a escola organizou reuniões secretas com sua filha, onde foram discutidos tópicos como qual banheiro ela gostaria de usar, entre outros assuntos relacionados à identidade de gênero.

Ela também criticou o fato de a escola ter elaborado um plano de transição sem a participação dos pais, uma ação que, para ela, prejudicou sua capacidade de proteger e cuidar de sua filha.

Em resposta, o advogado Vernadette Broyles, da Campanha pelos Direitos da Criança e dos Pais, ressaltou que questões semelhantes estão sendo enfrentadas por pais em todo o país, com vários processos em andamento. Em outubro de 2021, após tentar resolver a situação diretamente com o distrito escolar, Littlejohn e seu marido entraram com uma ação judicial contra a escola.

Além disso, Littlejohn e Broyles criaram o “Guia de Resposta Transgênero da Igreja”, um recurso destinado a ajudar pais e líderes religiosos a entender e lidar com as questões relacionadas à identidade de gênero nas escolas. O guia fornece informações sobre o que está sendo ensinado, como os pais podem proteger seus filhos e como reagir diante dessa mudança cultural.

Recentemente, o Tribunal de Apelações do 11º Circuito emitiu uma decisão desfavorável para a família Littlejohn, rejeitando a ação judicial, alegando que os pais não cumpriram o critério necessário para questionar a violação de seus direitos.

Apesar disso, a Campanha pelos Direitos da Criança e dos Pais manifestou discordância com a decisão e está analisando novas opções legais. Até o fechamento desta matéria, as Escolas do Condado de Leon não haviam respondido aos pedidos de comentário feitos pela emissora CBN News.

Avivamento em Asbury continua produzindo 'milagres' após anos

O pastor no centro do Avivamento de Asbury continua a presenciar os poderosos movimentos de Deus que ainda reverberam, dois anos após o derramamento espiritual que capturou a atenção do mundo.

Zach Meerkreebs, autor do livro Lower: Igniting Spiritual Awakening Through Radical Humility (em tradução livre, “Abaixar: Acendendo o Avivamento Espiritual Através da Humildade Radical”), contou à CBN News sobre alguns dos eventos transformadores que presenciou em primeira mão.

Ele descreveu sua participação no derramamento de Asbury como “uma honra de uma vida inteira”, observando que, às vezes, se emociona ao lembrar o quanto sente falta da experiência.

“Vimos curas, vimos liberdade, vimos livramentos”, disse ele. “Vimos pessoas saírem de cadeiras de rodas. Tivemos um jogador de basquete que não conhecia Jesus no começo da semana, entregou sua vida a Cristo no meio da semana e, naquela mesma noite, orou por alguém, e seus tumores desapareceram.”

Ele continuou: “Isso é o que acontece quando a presença de Deus se move em um lugar. Você realmente não precisa se esforçar muito, basta apenas administrar e curar reuniões entre o Espírito de Deus e o povo de Deus.”

Meerkreebs também compartilhou sua história pessoal de como cresceu em uma família judaica e se converteu ao cristianismo.

“Eu cresci judeu e não havia experimentado a humildade de Deus até ouvir sobre a encarnação de Jesus”, disse Meerkreebs. “A ideia de que Jesus, vindo do trono, entrou no mundo, é uma humildade absurda.”

Foi essa humildade radical que impactou profundamente o pregador, que admitiu ter enfrentado dificuldades com o orgulho ao ingressar na igreja. Contudo, tudo foi transformado quando, em fevereiro de 2023, ele teve o privilégio de “fazer parte de um derramamento único do Espírito de Deus na Universidade Asbury.”

Como a CBN News cobriu amplamente, os eventos impressionantes no campus de Wilmore, Kentucky, se tornaram manchetes tanto nacionais quanto internacionais. Durante 16 dias e noites, estudantes, a comunidade local e pessoas de todo o mundo se uniram em oração e adoração contínuas.

Tudo começou em um serviço de capela agendado para 8 de fevereiro de 2023, que simplesmente não terminou por mais de duas semanas. Meerkreebs, que estava pregando nesse evento, tem compartilhado frequentemente sobre o incrível tempo em que presidiu.

Para ele, a humildade foi o ingrediente chave que provocou o derramamento.

“Eu não queria escrever um livro especificamente sobre o derramamento em Asbury, mas queria escrever sobre algo que achei tão fundamental e intrigante sobre o avivamento — que foi a humildade de Jesus e Sua resposta humilde à humildade de alguns estudantes e de algumas pessoas que apenas esperaram e permaneceram”, disse ele. “Acho que o que vivenciamos foi o que Deus faz quando vamos ao fundo em humildade. Ele preenche o espaço que liberamos.”

Ao refletir sobre os 16 dias em Asbury, Meerkreebs chamou a experiência espiritual de “inacreditável”. Seja para estudantes de 19 anos ou para professores de 60 anos, ele afirmou que os eventos foram notáveis para todos os envolvidos.

“Isso me deu esperança”, disse ele, notando que um de seus amigos afirmou na época que os estudantes, o corpo docente e a comunidade estavam “vivendo … o cristianismo do Novo Testamento”. “Isso era como o cristianismo da igreja primitiva… pessoas estavam dando milhares de dólares para quem precisava, curas estavam acontecendo, pessoas estavam sendo adicionadas à fé diariamente, e as pessoas pregavam com ousadia.”

Tudo isso, no entanto, estava centrado na humildade radical, um ato que ele acredita ser profundamente contra a cultura do “eu” que domina o mundo atual.

“O mundo do ‘eu’, o mundo de postar para receber curtidas”, disse Meerkreebs. “Acabamos escolhendo a humildade e nos tornando catalíticos. Se esvaziamos espaço, se vamos ao fundo, Deus pode preencher. Dizemos: ‘Deus, esvazia-nos de nós mesmos para que possas nos encher com Teu Espírito.’”

Por fim, ele ponderou sobre o que aconteceria se a igreja americana fosse mais conhecida pela sua humildade, uma característica que ele acredita que poderia transformar o mundo ao refletir o ser e a natureza de Jesus. Com informações: CBN News.