10 pontos para identificar se o coração foi dominado pela ganância

A ganância se manifesta frequentemente disfarçada de uma ambição saudável. No entanto, suas consequências podem ser devastadoras. Diante disso, o pastor Josué Campanhã propõe uma reflexão em 10 pontos para entender e prevenir o problema.

A promessa de ganho fácil e a sensação de uma oportunidade imperdível rapidamente podem se transformar em armadilhas, levando a decisões precipitadas e escolhas que comprometem princípios e valores. O desejo insaciável por mais – mais dinheiro, mais poder, mais reconhecimento – corrói a integridade e afasta a pessoa do que realmente importa.

“Quando confiamos em Deus, a quantia não faz diferença. Se precisamos de dez reais e não os temos, parece que necessitamos de um milhão”, afirma o pastor Josué Campanhã, fundador da Envisionar.

A ganância não se contenta com pequenas vitórias; ela exige sempre mais, tornando-se um ciclo vicioso que obscurece o discernimento. O que começa como uma justificativa razoável – um “pequeno atalho”, um “contrato vantajoso”, uma “negociação que favorece apenas um lado” – rapidamente ultrapassa os limites da ética, gerando consequências inevitáveis.

“Não podemos confiar nos sistemas humanos. Precisamos sempre lembrar que dinheiro é só um papel impresso e que todos os nossos recursos vêm de Deus”, destaca o pastor.

O impacto destrutivo da busca desenfreada por riqueza muitas vezes resulta em relacionamentos desgastados, perda de paz interior e, em última instância, a sensação de que aquilo que foi conquistado com tanto esforço se esvai como areia entre os dedos.

A recente crise envolvendo a criptomoeda de Milei exemplifica como o desejo por lucros rápidos pode levar à ruína. Muitas pessoas, impulsionadas pelo sonho de retorno imediato, investiram sem avaliar a solidez do projeto, resultando em frustração e desesperança ao verem suas economias desaparecerem rapidamente.

Ambição versus Ganância

A diferença entre ambição e ganância está na motivação e no impacto que ambas têm sobre a vida. A ambição pode ser vista como uma força positiva, que impulsiona o indivíduo a buscar o melhor para si e para os outros, com equilíbrio e respeito aos princípios. Já a ganância é caracterizada por uma busca desenfreada e sem limites por riqueza e poder, colocando os bens materiais acima de tudo, até mesmo do bem-estar espiritual.

O pastor Josué Campanhã, em seu artigo Crise de Ganância, Crise de Fé, nos alerta de que o problema atual não é apenas econômico, mas uma crise de ganância. Ele explica que, embora muitos saibam que os lucros são muitas vezes artificiais, a tentação de aproveitar a oportunidade permanece, segundo a revista Comunhão.

“A crise de ganância é como uma infecção e a crise econômica é a febre”, afirma o pastor. Em outras palavras, a ganância não é apenas uma questão financeira, mas um mal-estar profundo na sociedade, uma desconexão da verdadeira fonte de segurança e prosperidade, que é Deus.

A Palavra de Deus adverte sobre os perigos de um coração ganancioso. Em 1 Timóteo 6.10, lemos: “Porque o amor do dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nesta cobiça alguns se desviaram da fé, e a si mesmos se transpassaram com muitas dores”. O texto alerta sobre os riscos da busca excessiva por riquezas, que pode afastar o cristão da verdadeira fé, ao fazer com que ele passe a confiar mais nos bens materiais do que na provisão de Deus.

A confiança em Deus como resposta

Viver pela fé é confiar em Deus para suprir todas as nossas necessidades. Como nos lembra Jesus: “Vejam os passarinhos que voam pelo céu: eles não semeiam, não colhem, nem guardam comida em depósitos. No entanto, o Pai de vocês, que está no céu, dá de comer a eles. Será que vocês não valem muito mais do que os passarinhos?” (Mateus 6.26).

Quando a fé está em Deus, a ansiedade por riqueza e bens materiais diminui, pois há a confiança que Ele providencia tudo o que é preciso.

A reflexão que se impõe é sobre como podemos alinhar nossas ambições e desejos com a vontade de Deus. A ganância nos leva a um caminho de desespero e sofrimento, enquanto a ambição bem dirigida, com a confiança em Deus, nos guia para uma vida plena e abençoada. Ao focarmos em Deus, Ele transforma nossas necessidades materiais em oportunidades para experimentarmos Sua fidelidade e provisionamento.

A ganância, portanto, é um convite à idolatria do dinheiro e da autossuficiência, enquanto a verdadeira ambição, guiada pela fé, é um impulso para servir ao Reino de Deus e viver de maneira equilibrada, confiando que o Senhor, em Sua sabedoria, nos dará tudo o que precisamos para viver de forma plena e abundante.

Dez pontos para evitar a ganância:

–Evite atalhos fáceis: Desconfie de promessas de lucros rápidos e ganhos fáceis.

–Avalie as consequências: Pense nos riscos e efeitos antes de agir.

–Distinga ambição de ganância: Busque um objetivo saudável, sem prejudicar os outros.

–Mantenha seus valores e princípios: Priorize a ética e os princípios cristãos em todas as suas decisões.

–Confie em Deus para a provisão: Tenha fé em Deus para suprir suas necessidades.

–Evite a idolatria do dinheiro: Trate o dinheiro como ferramenta, não como objetivo final.

–Pratique gratidão: Valorize o que tem e cultive contentamento.

–Lembre-se da transitoriedade dos bens materiais: Reconheça que riquezas são efêmeras.

–Busque equilíbrio entre trabalho e vida espiritual: Alinhe sua vida profissional e fé.

–Repense suas prioridades: Examine suas escolhas financeiras à luz da sua fé.

Importância com a saúde mental das crianças reflete a Bíblia

A saúde mental das crianças é uma questão tão importante quanto a saúde física, mas frequentemente recebe menos atenção dos pais e cuidadores. Reconhecer sinais de sofrimento emocional e agir de forma preventiva pode ser crucial para o desenvolvimento saudável dos pequenos.

A preocupação com a saúde mental infantil tem se intensificado nos últimos anos, e os dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) destacam a relevância dessa questão: 20% das crianças e adolescentes passam por transtornos mentais em algum momento de suas vidas.

No Brasil, estudos indicam que entre 7% e 12,7% das crianças apresentam transtornos mentais diagnosticáveis. Além disso, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) revela que metade dos transtornos mentais têm início antes dos 14 anos, e 75% deles se manifestam ainda na infância ou adolescência. Esses números alertam para a necessidade de uma abordagem mais atenta dos pais, para identificar os sinais de sofrimento emocional e agir rapidamente.

A psicóloga Paula Santos, especialista em saúde mental infantil, reforça a importância de uma abordagem holística, que envolva corpo, mente e espírito. Para ela, mudanças repentinas no comportamento das crianças são indicadores claros de que algo pode estar errado.

Importância do relacionamento

A comunicação dentro de casa, segundo Paula, é fundamental para perceber os sinais de sofrimento. “Quando a comunicação é bem estabelecida, os pais conseguem perceber, através das palavras e atitudes, se o filho está passando por algum tipo de sofrimento”, afirma.

A psicóloga também alerta para o perigo de banalizar o sofrimento psíquico. Assim como um problema físico exige a consulta a um pediatra, as questões emocionais também merecem atenção profissional. “Existem doenças do corpo que têm origem emocional. Portanto, a causa pode ser interligada ao aspecto psíquico”, explica.

O ambiente familiar tem um papel fundamental no desenvolvimento da saúde mental das crianças. Pais que mantêm um relacionamento funcional e aberto com os filhos têm mais chances de promover bem-estar emocional. “Crianças de famílias disfuncionais enfrentam mais dificuldades, especialmente quando não há uma comunicação aberta e uma conexão entre os pais”, observa Paula.

Essa visão sobre a importância do cuidado familiar encontra ressonância na Palavra de Deus. Em Provérbios 22:6, lemos: “Instrui o menino no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele”. Para Paula, esse ensino deve englobar não apenas o aspecto espiritual, mas também o emocional.

A psicóloga sugere algumas estratégias para os pais promoverem a saúde mental de seus filhos: Criar um ambiente saudável, fazendo pequenas mudanças no cotidiano; Dedicar tempo de qualidade às crianças; Ouvir o que elas têm a dizer; Demonstrar afeto.

Paula também enfatiza a importância de abordar assuntos difíceis com empatia, ajudando as crianças a compreender e expressar suas emoções. Ela lembra ainda da relevância da terapia, não apenas para tratar problemas, mas também como ferramenta de prevenção.

“Infelizmente, poucas famílias recorrem à terapia de forma preventiva. No entanto, estamos vendo uma mudança, com pais que já passaram por processos terapêuticos e entendem a importância dessa abordagem”, afirma.

Em relação à espiritualidade, Paula sublinha que corpo, mente e espírito estão interligados. Para ela, cuidar da saúde emocional das crianças deve incluir o aspecto espiritual, com a crença em Deus e o apoio de um líder pastoral de confiança. Esse equilíbrio fortalece não só os lares, mas também o futuro das crianças.

Cuidar da saúde mental na infância é um ato de amor, fé e responsabilidade. Assim como o corpo precisa de cuidados médicos, a mente também merece atenção profissional e espiritual. Investir no bem-estar emocional das crianças é semear para o futuro, preparando-as para enfrentar os desafios da vida de forma equilibrada e saudável.

Malafaia 'detona' pastor Marcos Pereira por rejeitar anistia

O pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, e o deputado federal Marcos Pereira (Republicanos-SP), presidente do partido, protagonizaram um embate público nesta semana devido a divergências sobre o Projeto de Lei da Anistia.

A proposta, que busca perdoar penalidades de participantes dos atos de 8 de janeiro de 2023, gerou tensão após Pereira sugerir adiar a discussão para 2026.

Malafaia reagiu de forma contundente, classificando o deputado como “cretino” e afirmando que ele “envergonha a Igreja Universal e os evangélicos”. Em resposta, Pereira defendeu sua posição com argumentos jurídicos e criticou o tom do pastor.

A influência de Malafaia

Silas Malafaia é uma das vozes mais atuantes do neopentecostalismo no Brasil e possui significativa influência no cenário político. Com mais de 3 milhões de seguidores nas redes sociais e um império midiático que inclui programas de TV, rádio e publicações, o pastor frequentemente se posiciona sobre temas legislativos, especialmente aqueles ligados a costumes, liberdade religiosa e pautas conservadoras.

Sua atuação vai além do discurso: ele já apoiou abertamente candidatos em eleições, incluindo Jair Bolsonaro (PL) em 2018 e 2022, e mantém relações com parlamentares da bancada evangélica. Em 2015, foi um dos principais articuladores da “Marcha para Jesus” que pressionou contra a descriminalização do aborto e de drogas. Críticos afirmam que Malafaia mistura religião e política de forma pragmática, enquanto aliados o veem como um defensor dos valores cristãos no Congresso.

Disputa técnica ou política?

Pereira, que também é advogado, destacou que não é possível conceder anistia a processos ainda em andamento. “Demonstrar tendência favorável não significa decidir de forma precipitada”, afirmou. O Republicanos, partido que comanda na Câmara com 44 deputados, ainda não definiu seu posicionamento oficial sobre o tema.

O deputado rebateu os ataques pessoais, acusando Malafaia de agir com hostilidade. “Silas Malafaia exala e transpira ódio”, declarou. “Se acha um bom pastor, que cuide das ovelhas ou entre na política para falar como parlamentar”.

Divisão evangélica

O embate expôs diferenças entre duas das maiores correntes evangélicas do país. Enquanto Malafaia representa a Assembleia de Deus Vitória em Cristo, Pereira tem ligações com a Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), grupo que historicamente mantém divergências com a denominação do pastor.

A discussão ocorre em um momento sensível no Congresso, onde o tema da anistia divide opiniões. Com as eleições municipais de 2024 e a disputa presidencial de 2026 no horizonte, o assunto pode ganhar ainda mais relevância no debate político nacional.

Até o momento, não há previsão de votação do projeto. A posição do Republicanos e de outras bancadas deve ser definida nos próximos meses.

Obreiro da Assembleia de Deus teria sido acobertado por pastor

Um pastor de uma igreja filiada à Assembleia de Deus foi citado em um processo judicial que o acusa de encobrir um caso de abuso sexual de um menino de 7 anos, cometido por um obreiro há cerca de 40 anos.

M. Wayne Blackburn, pastor sênior da Victory Church em Lakeland, Flórida (EUA), agora é parte do processo que também envolve o campo ministerial das Assembleias de Deus na Flórida e o criminoso sexual registrado Walter Steverson.

O autor da ação, Christopher Woods Sr., protocolou a queixa em 5 de março de 2025 no Tribunal de Circuito do 10º Circuito Judicial em Bartow. A queixa de 14 páginas busca uma indenização superior a US$ 50 mil, excluindo juros, custos processuais e honorários advocatícios.

A queixa alega que o obreiro Walter Steverson cometeu agressão sexual e causou sofrimento emocional intencional a Woods, enquanto o o campo ministerial das Assembleias de Deus na Flórida é acusado de responsabilidade indireta.

O pastor Blackburn é acusado de causar sofrimento emocional ao instruir a vítima a manter o abuso em segredo, de acordo com informações do portal The Christian Post.

A denúncia descreve que, após o abuso, o pastor Blackburn teria orientado Woods a não contar à sua mãe sobre o ocorrido, afirmando que ela não acreditaria nele, e continuou a permitir que Steverson ficasse sozinho com o menino.

Em resposta ao processo, o advogado Trinity Jordan, do escritório Dentons, que representa tanto o pastor Blackburn quanto o campo ministerial das Assembleias de Deus na Flórida, afirmou que o caso é resultado de uma “identidade equivocada”.

Jordan alegou que Blackburn não tinha cargo na igreja na época dos supostos incidentes e que não estava envolvido no programa juvenil mencionado na ação:

“Embora simpatizemos com qualquer pessoa que tenha sofrido abuso, acreditamos firmemente que este é um caso de identidade equivocada”, afirmou o advogado, acrescentando que o campo ministerial da denominação está revisando as alegações e responderá ao processo de maneira apropriada.

A queixa relata que Woods e sua família começaram a frequentar a Primeira Assembleia de Deus em Lakeland em 1983, onde o pastor Karl Strader, falecido em 2020, liderava a congregação.

Steverson, obreiro que atuava no programa de acampamento Royal Rangers, foi descrito como tendo abusado sexualmente de Woods, tanto em viagens do programa quanto em outros locais relacionados à igreja.

A denúncia afirma que, após o abuso, Woods teria procurado Blackburn, que o levou ao pastor Karl Strader. Durante a conversa, o falecido pastor teria minimizado a situação, dizendo que o episódio foi um “acidente” e prometendo que não se repetiria.

A queixa também afirma que Blackburn instruiu Woods a manter o abuso em segredo e também afirma que, posteriormente, em um acampamento promovido pelo Distrito Peninsular das Assembleias de Deus, Woods teria sido novamente abusado por Steverson.

O abuso, segundo a denúncia, continuou em diversas ocasiões ao longo daquele ano, tanto no acampamento quanto em outros locais associados à igreja. O processo alega que, apesar de os abusos terem sido relatados, nem Blackburn nem Strader comunicaram o caso às autoridades competentes, como exigido pela lei.

O caso segue sendo analisado no sistema judicial, com as partes citadas aguardando uma resposta formal à ação.

Papua Nova Guiné se declara país cristão: 'Reconhecemos Jesus'

O Parlamento de Papua Nova Guiné aprovou, no dia 12 de março, uma emenda constitucional que reconhece o país como uma nação cristã. A proposta foi aprovada com 80 votos favoráveis e apenas quatro contrários, conforme informou a Radio New Zealand.

A emenda altera a Constituição do país ao incluir uma declaração no início do texto constitucional, afirmando: “Nós reconhecemos e declaramos Deus, o Pai; Jesus Cristo, o Filho; e o Espírito Santo, como nosso Criador e Sustentador de todo o universo e a fonte de nossos poderes e autoridades, delegado ao povo e a todas as pessoas dentro da jurisdição geográfica de Papua Nova Guiné.”

O primeiro-ministro de Papua Nova Guiné, James Marape, que foi um dos principais defensores da emenda, expressou sua satisfação pela aprovação. “Estou feliz. Esta emenda constitucional finalmente reconhece nosso país como um país cristão. Isso reflete, na forma mais elevada, o papel que as igrejas cristãs desempenharam em nosso desenvolvimento como país”, disse Marape.

A proposta foi amplamente debatida pela Comissão de Reforma da Lei Constitucional em 2022, com a participação de comunidades, igrejas e grupos da sociedade civil. A mudança contou com forte apoio de diversos setores da sociedade.

Marape também destacou a contribuição das igrejas para a união e o desenvolvimento de Papua Nova Guiné ao longo de sua história. “Com tanta diversidade, línguas, culturas e afiliações tribais, ninguém pode contestar o fato de que as igrejas cristãs ancoraram a unidade e a união de nosso país”, afirmou.

Ele lembrou ainda da importância da Igreja em áreas onde os serviços governamentais são escassos. “As igrejas precedem o governo em muitas áreas, onde o governo está ausente, as igrejas estão lá”, comentou.

O primeiro-ministro também fez questão de enfatizar que a nova emenda não prejudica os direitos dos cidadãos que seguem outras religiões.

A Seção 45 da Constituição, que garante a liberdade de consciência, pensamento e religião, permanece inalterada. “Igrejas e missionários estiveram aqui bem antes de 1975, o primeiro deles há mais de 150 anos, e continuam aqui até hoje, e continuarão trabalhando e ajudando o nosso povo”, concluiu Marape.

Pastor que criticou prática homossexual é indiciado por homofobia

O pastor americano David Eldridge foi formalmente indiciado por homofobia pela Delegacia Especial de Repressão aos Crimes por Discriminação Racial, Religiosa ou por Orientação Sexual ou contra a Pessoa Idosa ou com Deficiência (Decrin) na última quinta-feira (20).

O indiciamento ocorreu após uma investigação relacionada à sua pregação no Congresso da UMADEB (União da Mocidade da Assembleia de Deus de Brasília), realizada em 19 de fevereiro de 2023 [entenda aqui].

Durante a ministração, transmitida ao vivo nas redes sociais, Eldridge fez declarações que foram interpretadas como um “ataque homofóbico”, condenando a homossexualidade com base nos ensinamentos bíblicos.

Entre os trechos mais polêmicos de sua pregação, ele afirmou: “Você, moço, que está usando calça apertada, que é o espírito de homossexual: isso vai para o inferno!”, além de fazer outras afirmações sobre sexualidade e comportamentos que considerava pecaminosos.

Em resposta, a Aliança Nacional LGBTI+ e a Associação Brasileira de Famílias Homoafetivas (ABRAFH) entraram com uma ação solicitando a investigação do caso.

A Comissão de Direitos Humanos da Câmara Legislativa também pediu apuração sobre as declarações do pastor. O indiciamento por homofobia pode resultar em uma pena de 4 a 10 anos de prisão, e a ação contra Eldridge sugere que ele seja proibido de ministrar no Brasil por três anos.

Vale destacar que, em 2023, o Supremo Tribunal Federal (STF) definiu que a repressão à homotransfobia não deve restringir a liberdade religiosa. Segundo o STF, o discurso de ódio é configurado apenas quando há incitação explícita à discriminação, hostilidade ou violência contra pessoas em razão de sua orientação sexual ou identidade de gênero.

A Igreja Evangélica Assembleia de Deus de Brasília, que organizou o evento, também foi alvo de uma ação movida pelas mesmas entidades, que alegaram que a pregação de Eldridge representava um “discurso de ódio”.

Eles pediram uma indenização de R$ 5 milhões, que seria destinada a centros de cidadania LGBTI+ ou a entidades de acolhimento e promoção de direitos. Além disso, exigiram que a igreja publicasse uma retratação nas mesmas plataformas em que a pregação foi transmitida.

No entanto, segundo o Metrópoles, em 2024, a 22ª Vara Cível de Brasília julgou improcedente a ação movida contra a igreja e anulou a medida que havia retirado a pregação das plataformas online.

Menina de 10 anos diz motivo de vender pulseiras: 'Amor de Jesus'

Na última sexta-feira (14), Vitória Cardoso, uma menina de 10 anos que vende pulseiras na praia, comoveu internautas ao compartilhar o propósito por trás do seu empreendimento. O vídeo foi postado no perfil do apresentador Albertoni Cavalcante, e rapidamente se tornou viral.

No vídeo, Vitória se apresenta como “uma mini empreendedora” e explica como funciona seu pequeno negócio. “Eu vendo pulseira na praia. Cada pulseira de adulto custa 20 reais e as de criança 15. Por dia, eu faço entre 500 a 1.000 reais e trabalho de 3, 2 a 5 dias por semana”, detalhou a menina.

Vitória revelou que seu retorno mensal gira entre 8 e 10 mil reais. Quando questionada pelo apresentador sobre o que faz com o dinheiro, a resposta da jovem tocou a todos: “Parte eu guardo para o meu futuro e a outra eu invisto em pessoas. Em viúvos, órfãos. Quando eu sinto no meu coração, eu dou. Faço cesta básica, marmita”, explicou.

A menina também compartilhou que sua missão vai além do comércio de pulseiras. “A pulseira é só um meio de levar o amor de Jesus. A gente ora por pessoas na praia e elas falam: ‘Nossa, você fez meu dia, eu estava triste, Jesus falou comigo’”, disse, destacando o impacto espiritual de sua ação.

Ao final do vídeo, Albertoni Cavalcante, tocado pela atitude de Vitória, decidiu comprar uma pulseira por um valor maior, pagando 50 reais. Ele a encorajou: “Abençoe a vida de outras pessoas também”. Vitória, com um sorriso, respondeu: “Eu sempre vou abençoar”.

O relato gerou uma série de comentários positivos nas redes sociais. Muitos elogiaram a jovem empreendedora e sua postura de generosidade. “Tudo onde Jesus está envolvido é lindo! Um exemplo de apenas 10 anos”, comentou uma internauta.

“Uma mulher de muito sucesso está sendo moldada”, acrescentou outra. “Meu Deus, que menina iluminada, cheia do Espírito Santo. Deus te abençoe cada dia mais, o mundo precisa de mais gente assim”, declarou uma jovem.

“O dono de tudo”

Em outro vídeo publicado em seu perfil no Instagram, Vitória deixou uma mensagem de fé e propósito: “Jesus não é o sócio do meu negócio, Ele é o dono de tudo e eu sou administradora do que Ele me confiou”.

Ela começou a vender pulseiras com apenas 9 anos, começando com um investimento de 100 reais. “Empreender me mostrou responsabilidade, criatividade e como transformar ideias em realidade”, afirmou.

Por fim, Vitória ressaltou o que mais aprendeu com sua experiência: “Vender na praia não me fez só aprender como lidar com o dinheiro, mas também como encantar pessoas e isso é muito divertido. O melhor de tudo é saber que eu posso levar alegria, inspiração e, principalmente, o amor de Jesus para vocês”, concluiu.

'Comecei a perder tudo', diz prefeito Rodrigo Manga sobre drogas

Rodrigo Manga, atual prefeito de Sorocaba (SP), compartilhou sua trajetória de superação do vício em drogas pesadas, em um relato pessoal durante sua participação no podcast Inteligência Ltda, nesta semana.

Nascido e criado em Sorocaba, Rodrigo cresceu em uma família simples. Sua mãe era dona de casa, e seu pai trabalhava como metalúrgico. Ao longo de sua juventude, trabalhou como office boy e vendedor de carros. Posteriormente, decidiu ingressar na política e foi eleito vereador, alcançando a prefeitura de sua cidade natal.

Em seu depoimento, Rodrigo destacou como, há 18 anos, jamais imaginaria que chegaria a ser prefeito. “Se eu falasse há 18 anos atrás que eu seria prefeito de Sorocaba, iam falar: ‘Ih, cheirou de novo, usou droga’. Mas para Deus não existe impossível”, afirmou.

Seu caminho para o vício começou de forma gradual. Inicialmente, Rodrigo usava maconha e álcool, mas logo passou para a cocaína, conseguindo, por um tempo, equilibrar o vício com sua vida profissional.

“A dependência química é progressiva. Por um determinado tempo, eu conseguia controlar, conseguia ser um vendedor. Depois, fui nas festas raves e experimentei êxtase, LSD, lança perfume”, relembrou.

Com o tempo, o vício se intensificou. Durante uma compra de cocaína, um traficante lhe ofereceu crack, e ele aceitou. A dependência se agravou, e Rodrigo chegou a perder bens materiais, como sua loja de carros, e até ofereceu um veículo para pagar suas dívidas com traficantes. “Comecei a perder tudo, minha mãe sofria muito. Eu perdi minha loja de carros, que acabou quebrando”, contou.

Ideação suicidar

Além do vício, Rodrigo enfrentou a depressão e pensamentos suicidas. “Todo dependente químico em algum momento já pensou em suicídio, porque você sofre e faz todo mundo sofrer. A droga é um negócio diabólico”, disse.

Foi em um momento de desespero que ele conheceu um pastor em seu trabalho, que o convidou para um encontro de oração, chamado Vale da Bênção, realizado em uma fazenda. Apesar de relutante, Rodrigo decidiu participar. “Naquela sexta eu desandei a noite, cheirei, fumei crack, fiquei na rua, cheguei 6 horas da manhã em casa”, relatou.

Durante o encontro, Rodrigo fez uma oração sincera, clamando por socorro: “Eu não aguento mais essa vida. Ou o Senhor me mata ou me ajuda a me recuperar”. Foi ali, em um momento de entrega, que experimentou uma transformação espiritual. “Deus tocou em mim, me entreguei, chorei para Ele e nunca mais usei drogas”, testemunhou.

Após essa experiência, Rodrigo se afastou de más influências, aceitou Cristo e passou a congregar em uma igreja. Sua vida foi completamente transformada. Mais tarde, conheceu sua esposa, também cristã, e juntos construíram uma família abençoada.

Atualmente, Rodrigo se dedica a ajudar pessoas em situação de dependência química, com o apoio de clínicas terapêuticas e igrejas. “Já ajudamos meninas de 13 anos que se prostituem por um trago de crack, mãe que chegou a trocar seu filho por 50 reais. A dependência química faz as pessoas perderem o sentido de tudo”, afirmou.

Por fim, ele compartilhou sua mensagem de esperança: “Sou um exemplo de que com a fé você consegue se recuperar. Faço questão de falar para mostrar o que Deus é capaz de fazer na vida de uma pessoa”.

Evangélicos oram por Trump no Salão Oval: ‘Fé é importante’

Na última quarta-feira, 19 de março, mais de uma dúzia de líderes cristãos se reuniu com o presidente Donald Trump no Salão Oval, em um momento de oração e reflexão.

O evento, liderado por Paula White-Cain, Conselheira Sênior do Escritório de Fé da Casa Branca e conselheira espiritual de Trump de longa data, contou com a presença de vários líderes religiosos, incluindo o Rev. Samuel Rodriguez, o pastor Robert Jeffress, o pastor Travis Johnson, David Barton, o ex-candidato presidencial Gary Bauer, e William Wolfe.

Rodriguez, que também é consultor religioso do Escritório de Fé da Casa Branca e participou da posse de Trump em 2017, foi um dos líderes a orar pelo presidente. Em suas palavras, registradas e compartilhadas com o The Christian Post, Rodriguez pediu por proteção divina para Trump, afirmando:

“Tu o designou, Tu o nomeou, Tu o ungiu para um momento como este. Pedimos que o cubra com o sangue de Jesus, capacitando-o a avançar uma agenda de retidão e justiça, verdade e amor”, orou o reverendo. Ele também citou o versículo bíblico de Isaías 58:8, destacando o papel da fé em guiar a nação.

Em um depoimento sobre o encontro, Rodriguez descreveu o presidente como “incrivelmente gentil” e “verdadeiramente notável”, destacando a hospitalidade de Trump e comparando a reunião a um encontro familiar.

“Parecia mais uma reunião de família… em torno do presidente, mas parecia real, parecia autêntico”, disse Rodriguez. O pastor também elogiou a postura de Trump em relação à fé, chamando-o de “presidente mais pró-fé” de sua vida.

A reunião no Salão Oval foi precedida por um encontro entre os líderes religiosos, sem a presença do presidente, focado em discutir políticas e iniciativas baseadas na fé. Para Rodriguez, a tentativa de assassinato contra Trump no verão passado foi um fator que intensificou o vínculo entre o presidente e os grupos religiosos. “Deus poupou sua vida e, portanto, o fator fé é até elevado por meio de seu testemunho pessoal”, afirmou.

Rodriguez também apontou que, em comparação com o primeiro mandato de Trump, a fé desempenha um papel ainda mais significativo no atual mandato, mencionando que a tentativa de assassinato no comício de campanha reforçou a convicção de Trump de que sua vida foi salva por intervenção divina. “Então, ele é o subproduto de um milagre. Por isso, a fé é mais importante do que nunca, até mesmo do que em seu primeiro mandato”, completou.

O Escritório de Fé da Casa Branca, criado por Trump logo após sua posse, tem como uma de suas principais funções fortalecer as entidades religiosas e comunitárias, além de combater o que o presidente descreveu como “preconceito anticristão”.

A ordem executiva publicada em fevereiro detalha as responsabilidades do escritório, incluindo a consulta com líderes religiosos e a formulação de recomendações sobre políticas que impactem as organizações de fé.

Moraes vota para condenar cabeleireira; Pastor compara a Acabe

O pastor Renato Vargens criticou duramente o voto do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, em um caso que envolve a cabeleireira Débora Rodrigues Santos.

Débora foi condenada a 14 anos de prisão após escrever “Perdeu, mané” com batom vermelho na estátua da Justiça, durante as manifestações de 8 de janeiro de 2023.

Moraes, que foi o relator do caso, propôs a condenação por cinco crimes: abolição violenta do Estado democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, deterioração de patrimônio tombado e associação criminosa armada.

De acordo com informações do portal Uol, a pena de 14 anos de prisão inclui 12 anos e seis meses de reclusão, um ano e seis meses de detenção, além de cem dias-multa.

O voto de Moraes foi o primeiro a ser proferido na ação penal, que começou a ser julgada pela Primeira Turma do STF. Esse voto, no entanto, precisa ser referendado pelos outros ministros, que têm até as 23h59 de sexta-feira (28) para registrar seus posicionamentos no plenário virtual.

Em uma publicação no X, Vargens fez uma comparação do ministro Moraes com o rei Acabe, personagem bíblico do Antigo Testamento. Segundo o pastor, “Alexandre de Moraes é um homem mau” e sua ação lembra Acabe, que, conforme descrito em 1 Reis 22, teve um destino trágico, com seu sangue sendo lambido por cães após sua morte.

Vargens afirmou que “homens maus sempre responderam ao Senhor por suas ações”, e declarou que o mesmo ocorrerá com Moraes, que ele se refere como “supremo tupiniquim”.

Responderá ao Senhor, diz pastor sobre voto de Moraes para condenar cabeleireira
Captura de tela da publicação de Renato Vargens no X