Benny Hinn desiste de abandonar teologia da prosperidade

Benny Hinn, polêmico pregador neopentecostal, declarou recentemente que os cristãos que ofertam para a obra do Senhor serão protegidos financeiramente nos dias mais sombrios que virão sobre o mundo.

“Bem, ouça, eu quero que você dê à obra do Senhor. Eu quero que você semeie sementes na obra do Senhor. Estamos enfrentando dias de tal escuridão e tal perigo é inédito na história do homem. Invisível desde Adão, pior do que qualquer coisa que aconteceu no passado, o que está por vir”, disse Hinn em uma transmissão ao vivo no YouTube.

A live, intitulada “Shameless Begging” (“mendicância descarada”, em tradução livre), serviu para que o televangelista pedisse doações a seus seguidores.

A estratégia de promessas triunfantes não é nova na carreira de Benny Hinn, mas chama atenção o fato de que há pouco tempo ele declarou que havia abandonado a teologia da prosperidade, pedindo perdão pelas “profecias” carnais.

Agora, Benny Hinn afirmou que aqueles que ofertarem prosperarão: “Um homem fiel abundará… com bênçãos, então isso não é só por enquanto. Isso é para o futuro”, disse, sugerindo aos telespectadores que olhem para as ofertas como um investimento de longo prazo.

Ao longo de sua “mendicância descarada”, ele insistiu ao sugerir que, embora as pessoas possam perder dinheiro, o que elas dão ao trabalho do Senhor como semente não pode ser perdido: “Um homem fiel será abundante em bênçãos. Você não pode perder sua semente; qualquer fazendeiro lhe dirá isso. Você não pode perder sua semente porque a semente vai para o seu amanhã. A semente vai para o seu futuro. A semente produz uma colheita que tem sementes. Você não pode perder uma semente; sim, você pode perder dinheiro, mas não uma semente — isso é poderoso”.

Hinn deu um tom de urgência ao pedido: “Deem hoje a este ministério”, prometendo em seguida que “Deus os abençoará repetidamente. Então, você pode doar na plataforma em que está me observando, acessar nosso site BennyHinn.org ou enviar uma mensagem de texto”.

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Argélia: pastor e esposa absolvidos do crime de 'cultuar a Deus'

Um pastor argelino e sua esposa estão celebrando a notícia de sua absolvição em segunda instância pelo “crime” de praticar uma religião não islâmica. O casal vivia sob pressão há quase três anos e a condenação previa um ano de prisão.

O pastor Ahcnene e sua esposa receberam a notícia da absolvição no último domingo, 30 de junho, quando a Corte anunciou seu veredito a respeito do recurso apresentado pelo casal.

Em novembro de 2021 a Polícia local passou a observar o pastor e sua esposa de forma intimidatória: “Eles exigiram que eu obtivesse uma autorização para praticar o cristianismo e ameaçaram me prender se eu continuasse a fazer os cultos sem autorização”, relembrou o pastor.

Desde 2006 vigora uma lei na Argélia que proíbe qualquer culto não muçulmano, o que levou os cristãos do país a viverem sob intensa e constante pressão. Os templos foram fechados e dezenas de líderes cristãos passaram a ser perseguidos.

O cristianismo tem raízes históricas na Argélia, com ruínas de igrejas históricas que existiam na região sendo reconhecidas como parte do patrimônio arqueológico local. Há, por exemplo, um batistério de 58 metros de comprimento e 42 metros de largura, sendo a maior construção já escavada no país.

recentemente com grande alegria. “Essa é uma boa notícia para mim, minha esposa e nossa igreja. Agradecemos a Deus e a todos que me apoiaram nesse processo e oraram por mim”, disse o pastor. A Corte anunciou a absolvição no domingo, 30 de junho.

O pastor Ahcnene e sua esposa servem à igreja Ait-Douala (Béni-Douala) na província de Tizi Ouzou no Norte da Argélia, uma congregação que é filiada à Associação de Igrejas Protestantes na Argélia e opera na região há dez anos sem qualquer problema com as autoridades.

Conforme informações da Missão Portas Abertas, “a pressão recente dos oficiais obrigou o casal a fechar a igreja em abril do ano passado”, e mesmo sem abrir o templo, as autoridades continuaram a persegui-los, e eles foram injustamente acusados de praticar a religião não islâmica sem autorização.

“Outros seis cristãos, o pastor Youcef Ourahmane e cinco membros da igreja Tizi Ghenif também foram vítimas da mesma acusação e aguardam a decisão da Suprema Corte. A presença cristã, que existe na Argélia desde o século IV, se torna ameaçada a cada dia”, acrescenta a nota da entidade.

A presença do cristianismo foi sendo combatida após as invasões árabes, mas recentemente os cristãos passaram a evangelizar, o que tem levado a um novo crescimento da Igreja no país, formando uma comunidade com milhares de cristãos.

“A igreja na Argélia precisa de orações para resistir e continuar crescendo em número dos que creem e espiritualmente, como sal e luz. Louve a Deus pela absolvição do pastor Ahcene e sua esposa na Argélia. Interceda pelos cristãos argelinos que têm sido perseguidos pelas autoridades e aguardam a decisão da Corte. Peça a Deus que mesmo em meio à pressão, o casal pastoral não deixe de servir ao Senhor”, finaliza a Portas Abertas.

Daniela Araújo diz que mães devem se posicionar não perder filhos

A cantora Daniela Araújo afirmou que as mães precisam desempenhar um papel crucial para evitar que “o sistema” do mundo não domine as mentes e corações das crianças, e ponderou que se tornar mãe a levou a um amadurecimento maior.

Daniela Araújo compareceu à Expoevangélica 2024 em Fortaleza (CE) nesta quinta-feira, 04 de julho, e concedeu entrevista falando sobre a família, ministério e projetos.

Em entrevista à jornalista Cássia de Oliveira, a cantora se debruçou com especial atenção à maternidade e a importância ímpar que as mães devem exercer na criação dos filhos: “Tenho aprendido que se eu quero filhos excepcionais eu tenho que ser uma mãe excepcional, e não é fácil, são muitas nuances, muitas cobranças. Eu tenho que lidar com cada filho de uma forma diferente”.

Refletindo sobre a própria história, ela comentou que Deus interveio de maneira pontual para quebrar ciclos familiares insalubres, o que a permite criar seus dois filhos de maneira mais virtuosa do que sua própria criação:

“Eu venho de um histórico de muita agressão e muita ausência. Eu me vejo quebrando esse ciclo de violência na vida dos meus filhos. Isso me dá mais força para ser uma pessoa melhor e para educá-los na presença de Deus”, testemunhou.

Ela também desabafou sobre os desafios de criar crianças nos princípios bíblicos em uma sociedade antibíblica: “Existe todo um sistema que, como mãe, precisamos nos posicionar de uma forma muito agressiva para que esse sistema não tome conta da mentalidade dos nossos filhos e para que as pessoas ao nosso redor nos respeitem”, posicionou-se.

“Um dos maiores desafios que a maternidade nos trouxe é esse posicionamento que eu tive que adotar, de ter a minha autoridade respeitada, e acabou refletindo nas outras áreas da minha vida, então eu percebo o quanto de maturidade a maternidade trouxe para mim”, acrescentou, fazendo referência a episódios do passado quando foi envolvida em polêmicas.

“Às vezes, eu olho para eles e agradeço. É emocionante o quanto uma criança transforma a gente, então eu sou muito grata a Deus por ter me dado esse presente e todos os dias eu oro com meus filhos, e peço para que Deus me ajude a ser a mãe que eles precisam e não a mãe que eu quero ser”, refletiu, de acordo com informações do portal Guia-me.

Ao final, expôs sua submissão à Palavra: “Eu não quero que meus filhos reproduzam as minhas expectativas, o que eu programei, eu quero que eles sejam aquilo que Deus tem para eles. Não é fácil, mas é possível quando colocamos o ego de lado e escolhemos o caminho do amadurecimento”.

Presbiteriana dos EUA quer impedir conservadores como pastores

A mais antiga convenção presbiteriana dos Estados Unidos, PCUSA, mergulhou no progressismo e liberalismo teológico e agora tenta impor um questionário aos candidatos ao ministério pastoral para filtrar suas opiniões sobre temas LGBT.

A Presbyterian Church in the United States of America (PCUSA) foi a maior denominação protestante dos EUA, mas rapidamente tem se distanciado da doutrina bíblica para abraçar o progressismo ao longo das últimas décadas.

Agora, a PCUSA quer impedir que conservadores teológicos cheguem aos cargos clericais e para isso está trabalhando na criação de um questionário sobre orientação sexual e identidade de gênero.

Conhecida como “Abertura Olympia”, em homenagem ao presbitério de onde surgiu, a proposta foi dividida em duas partes, ambas aprovadas pelos comissários na 226ª Assembleia Geral na quarta-feira, 03 de julho, de acordo com informações do portal The Christian Post.

A justificativa oficial da abertura  explicou que a proposta surgiu porque pessoas ordenadas no Presbitério de Olympia, no estado de Washington, tinham “opiniões que não abraçavam totalmente o status igualitário e afirmado das pessoas LGBTQIA+ na igreja”.

Também conhecida como POL-01, a proposta seguirá para os presbitérios para ratificação, com as duas partes da medida sendo apresentadas separadamente aos órgãos regionais para consideração.

A primeira parte, que pedia que a orientação sexual e a identidade de gênero fossem adicionadas à política antidiscriminação do Livro de Ordem da PCUSA, foi aprovada por 389 votos a 24.

A segunda parte, que exigia que os candidatos à ordenação fossem questionados sobre suas opiniões sobre discriminação com base na orientação sexual e identidade de gênero, foi aprovada por 297 votos a 130.

Durante a discussão da segunda parte, o presbítero Dustin Wilsor, do Presbitério de Seattle, ofereceu uma emenda acrescentando a frase “os Princípios Históricos da Ordem da Igreja (F-3.01)” à lista de tópicos obrigatórios de questionamento para os candidatos, a fim de reafirmar o compromisso com a “liberdade de consciência”. A emenda foi aprovada por 216 votos a 192.

Em contraste com a primeira parte da abertura, a proposta sobre o que poderia ser perguntado aos candidatos ao clero em relação à inclusão LGBT gerou um debate considerável, evidenciando opiniões divergentes entre os votantes.

O Delegado Consultivo para Jovens Adultos, Chase White, do Presbitério de Utah, estava entre os críticos, dizendo que, embora apoiasse a primeira parte da abertura, a segunda parte minou a “grande tenda” da PCUSA.

White denunciou a ideia de haver “guardiões” na igreja, citando as políticas anteriores da Presbiteriana dos EUA, quando esta proibia a ordenação de indivíduos abertamente gays: “Acredito que esta seção da abertura ameaça nosso testemunho de Cristo, porque nos permite ser novamente guardiões, mas agora apenas para um grupo diferente de pessoas que decidimos pertencer ao lado de fora. Todos pertencem ao lado de dentro, mesmo aqueles com quem discordamos”.

O ancião Benjamin Fitzgerald-Fye, do Presbitério de Cayuga-Syracuse, defendeu a proposta, dizendo que ela “não era punitiva” e “não pedia que ninguém fizesse nada”, minimizando as críticas do colega.

“Isso não impede ninguém de fazer nada. Não podemos ter uma conversa se continuarmos nos dando permissão para não falar sobre as coisas. Não é legal deixar de lado os direitos dos outros porque é desconfortável falar sobre isso. Não é legal excluir pessoas conscientemente e então não ter que falar sobre isso. O que isso faz é nos pedir para começar a ter uma conversa, para que as pessoas saibam onde estamos como líderes”, acrescentou o progressista Fitzgerald-Fye.

“Essas conversas foram difíceis porque o Livro da Ordem não inclui identidade de gênero ou orientação sexual em sua lista de classes protegidas”, diz o texto na justificativa oficial. “Essas experiências revelam a necessidade de clareza denominacional em relação ao ministério da igreja para indivíduos LGBTQIA+ como participantes plenos em todos os aspectos da vida na igreja”.

Gutierres Siqueira propõe reflexão: ‘Por que tarda o avivamento?’

O teólogo e escritor Gutierres Siqueira publicou o carrossel “Por que tarda o avivamento?”, com uma reflexão sobre os motivos pelos quais a igreja evangélica tem falado sobre avivamento, mas não tem experimentado essa ação sobrenatural do Espírito de Deus de maneira abrangente.

Para Gutierres Siqueira, a raiz do problema pode estar no inchaço que os evangélicos estão protagonizando nas últimas décadas, marcadas por um crescimento numérico indiscutível e a consequente relativização da fé à cultura vigente.

“No passado, ninguém se importava com os evangélicos. Éramos uma minoria estranha e exótica – havia mais espíritas no Brasil do que ‘crentes’ e a Igreja Católica dominava. Os bispos católicos eram amigos dos políticos e os pastores eram célebres desconhecidos. Não havia celebridades do gospel nem gente poderosa celebrando a fé evangélica”, recapitulou, recuando ao cenário existente no país há 30 anos.

A realidade atual é oposta: “Hoje isso se inverteu. Nenhum prefeito, governador ou presidente quer ser visto como indiferente aos evangélicos. Todos querem ‘rezar’ a nossa cartilha. Recentemente vi dois vídeos: um de um governador cantando uma canção evangélica em um culto e outro pregando – ambos não frequentam igrejas”.

Em sua crítica, Gutierres diz que os evangélico, enquanto grupo social, alcançaram o ápice de sua história até aqui: “Chegamos lá. Estamos no trono e recebemos glória dos homens”.

“Mas quando leio a História da Igreja, vejo um fato: em nenhum momento da história o avivamento aconteceu porque havíamos alcançado a glória humana. Pelo contrário, a glória humana era o primeiro sinal de decadência da igreja no futuro. Quanto mais glória humana, menos glória divina”, lamentou.

Em sua conclusão, o teólogo pentecostal diz que “antes de nos alegrarmos com tantas pessoas poderosas buscando nossa aprovação, talvez seja o momento de nos perguntarmos: será que o louvor dos homens não é um sinal de desaprovação do Deus Todo-Poderoso?”.

“O avivamento vem para quem tem coroa na cabeça ou para quem tem a cabeça inclinada no pó da terra? O avivamento vem ao coração cheio de elogios ou ao coração quebrantado e contrito?”, insistiu.

Nos comentários da publicação, o pastor Elizeu Rodrigues sintetizou sua aprovação à reflexão de Gutierres: “Te amo”.

Confira o carrossel “Por que tarda o avivamento?”:

Filha caçula de Rodrigo Faro narra sua rendição a Jesus em vídeo

A filha caçula de Rodrigo Faro, Helena, gravou um vídeo compartilhando o momento que se rendeu a Cristo. Com apenas 11 anos, a menina demonstrou uma compreensão bastante avançada sobre o plano da Salvação.

No início do relato, Helena conta que está aproveitando o tempo livre das aulas para meditar: “A gente está de férias, e essa semana eu fiquei muito em casa, e eu estava pensando… apesar de momentos difíceis, Deus me chamou e Ele fez eu aceitar Ele como meu Salvador”, disse.

Ela contou que se deu conta que há coisas na existência que somente a compreensão da verdade é que pode trazer satisfação: “Essa semana, eu me curei e recebi a paz do Espírito Santo, percebi que Ele está em mim e me ama. Eu encontrei o amor de Deus e dei minha vida a Ele”.

“E Ele me deu essa semana como uma oportunidade de mudar de pensamento e seguir apenas a Ele. Não tem um amor igual, e Ele virou totalmente a prioridade da minha vida”, acrescentou a filha de Rodrigo Faro.

Ao final do vídeo, ela evidenciou que vem sendo discipulada de maneira cuidadosa: “Separei um versículo, que o meu bispo me mostrou: João 15.5. ‘Eu sou a videira, vocês são os ramos. Quem permanece em mim, e eu nele, esse dá muito fruto. Porque sem mim, vocês não podem fazer nada’. Sim, gente! Sem Deus a gente não pode fazer nada, porque Ele que está no comando e Ele é a nossa vida. Espero que vocês tenham gostado de eu ter compartilhado esse momento com vocês”, concluiu.

Nos comentários do post no Instagram, o pai da menina compartilhou sua alegria: “Orgulhoso de você minha filha abençoada!”.

Casal que viveu como gay e trans volta ao sexo biológico: 'É Deus'

O testemunho de um casal transformado pela mensagem do Evangelho mostra que a Palavra de Deus tem poder de desfazer os danos das ideologias predominantes e perversas: uma jovem que acreditava ser homem e um rapaz homossexual voltaram à realidade do sexo biológico após se renderem a Cristo.

Nic e sua esposa, Lex Renick, viveram uma transformação poucas vezes registrada: eles iniciaram um relacionamento quando viviam “uma mentira LGBT” – nas palavras dela – e acreditavam que eram, respectivamente, homossexual e homem trans.

Nic se definia como gay e tinha atração por homens, enquanto Lex, uma mulher, acreditava ser um homem. Eles iniciaram um relacionamento e se casaram em maio de 2020, quando entendiam que formavam uma parceria homossexual.

Vivendo juntos, ambos passaram a reavaliar a vida e as escolhas. Ele, crescido em um lar cristão, nunca enfrentou rejeição na família, mas também nunca recebeu aprovação pois ouvia dos pais que a homossexualidade não era o plano de Deus para ele. Já ela, em uma família que apenas se declarava cristã, ficou marcada pela luta da mãe contra o alcoolismo.

Ao longo do tempo em que estão juntos, eles descobriram que Lex estava enfrentando um câncer, mas milagrosamente os mesmos exames que apontaram a presença da doença foram refeitos e o médico demonstrou espanto: “Isso não faz sentido fisicamente, mas você não tem mais células cancerígenas em seu corpo”.

“Só Deus pode fazer isso”, testemunhou Lex, em uma entrevista ao apresentador Michael Knowles em seu canal no YouTube, que resumiu o relato do casal “uma das histórias mais loucas que já ouvi”.

‘Mentira LGBT’

Lex contou que se apegou às ideologias que formam a comunidade chamada “queer”, que prega que uma pessoa pode ser o que bem entender: “Acho que isso só mostra que qualquer pessoa pode se transformar ou se tornar o que quiser, mas ninguém fala sobre voltar ao design original que você deveria ser”, protestou seu marido, Nic.

Ele continuou: “O mundo pode te dizer muito sobre quem você ‘deveria ser’ com base nos seus interesses ou no seu tipo de personalidade, tentando te encaixar em todas essas caixas malucas e absurdas que podem… te fazer sentir incluído por um tempo”.

A forma de Lex resumir o que viveu é a frase “mentira LGBT”: “O mundo inteiro na comunidade queer dizia: ‘Bem, se Deus te fez, então Deus te fez assim’. [Mas] esse argumento não funciona com a comunidade trans. Porque, se dissermos, ‘Deus me fez assim’, então isso significa que eu deveria ter sido uma mulher”, recapitulou, demonstrando a confusão que havia em sua mente.

Na entrevista, ela admitiu que encontrou consolo na comunidade LGBT porque estava desesperada por encontrar sua identidade e ter senso de pertencimento, algo que não havia encontrado anteriormente em sua família ou fé. Lex lembra que ouviu a mãe dizer que “se eu soubesse que você seria minha filha, eu teria abortado você” após ela descobrir que ela enfrentava dificuldades com sua sexualidade e sexo biológico.

Cansada de se sentir “rejeitada” , ela caiu no colo do movimento LGBT: “Eu corri para essa comunidade amorosa, que era a comunidade queer, porque eles me aceitaram como eu sou, não porque eu precisava de edificação ou aceitação da igreja. Eu só precisava de um grupo amoroso de crentes ou uma família que me envolvesse com os braços e dissesse: ‘Ei, vamos caminhar com você nessa jornada’. Mas tudo o que enfrentei foi rejeição”, relembrou.

‘Bondade de Deus’

Nic, que passou a se declarar homossexual na adolescência, nunca foi isolado pela família, apesar da discordância que seus pais tinham e deixavam claro para ele: “Eles nunca tentaram me mudar. Eles não aprovavam nem concordavam com o que eu estava fazendo, e esse é exatamente o modelo cristão de como eu acho que devemos abordar a comunidade [queer]”, disse ele.

“Não podemos rejeitar nem aprovar ao mesmo tempo”, reiterou Nic.

Embora se declarassem em uma união de dois homens, a realidade é que Nic e Lex eram um casal de homem e uma mulher vivendo um relacionamento marital, e nesse contexto, desejavam ter filhos. Após serem transformados pela mensagem do Evangelho, abandonaram os rótulos ideológicos e passaram a viver de acordo com a realidade da biologia, um homem e uma mulher.

Atualmente, eles têm um filho e acabaram de anunciar que estão esperando o segundo bebê. A família frequenta uma igreja em Las Vegas, Nevada (EUA), em que a liderança os acolheu, embora sempre tenha deixado claro que reprovava a vida que viviam.

“Eles escolheram nos amar”, disse Lex sobre a igreja. “E isso tocou nossos corações profundamente, porque tivemos a oportunidade de conviver com mais crentes e permitir que Deus trabalhasse em nossos corações. Além disso, fizemos amigos que nos encorajaram a seguir a liderança do Senhor, em vez de nos separar e meio que impedir o acesso a Jesus ao afastar as pessoas da igreja”.

Há quatro meses, o casal renovou seus votos de casamento, mas agora se declarando como marido e mulher: “Estou maravilhada com a bondade de Deus. Ele é tão, tão bom! Muitas lágrimas ao ouvir meu marido dizer: ‘Sim, aceito’, depois que o pastor Ivan perguntou: ‘Você a aceita como sua esposa?’. Palavras que eu nunca imaginei que seriam tão profundamente doces de ouvir em minha alma. Que honra é ser a esposa de Nic. Que honra é servir a Deus juntos e construir Seu Reino”, concluiu.

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Coreia do Norte: como a Portas Abertas ajuda cristãos no país

A Missão Portas Abertas desenvolve um trabalho furtivo na Coreia do Norte, com uma rede de apoiadores secretos, para oferecer suporte e encorajamento aos cristãos que vivem no país comunista, um dos mais hostis aos seguidores de Jesus.

Ao todo, mais de 100 mil cristãos norte-coreanos foram ajudados pela rede de suporte montada pela entidade missionária nos territórios vizinhos à Coreia do Norte, em especial a China, de onde são transmitidos programas de rádio clandestinos que encorajam os cristãos norte-coreanos em sua fé.

Os cristãos que conseguem sair da Coreia do Norte em direção à China encontram abrigos em casas montadas de maneira discreta para servirem como centro de treinamento. Lá, eles são medicados e participam de estudo bíblico, antes de voltarem ao país natal para evitarem serem pegos em território chinês como “desertores”.

“A maioria volta para a Coreia do Norte, porque permanecer na China é muito perigoso para eles. A rua onde um dos abrigos fica convenientemente escondido [é caracterizada por uma] profunda escuridão. Há poucas pessoas na região e elas não conseguem enxergar o trabalho que acontece ali. É difícil imaginar que ali cristãos atravessam o rio e se reúnem em segredo para prestar culto a Deus. Por dentro, o abrigo parece com uma casa ou apartamento chinês comum”, diz a nota da Portas Abertas.

Uma das parceiras da entidade missionária conta que “muitos refugiados perambulam pelas ruas em busca de lugar para dormir”, e essa é a oportunidade perfeita para aborda-los: “Eu me aproximo deles e os ajudo até que eles possam seguir adiante sozinhos. Eles perguntam por que faço isso sem pedir algo em troca. É nesse momento que falo sobre Deus e a Bíblia, e muitos voltam para a Coreia do Norte como cristãos”.

A parceira, identificada pelo pseudônimo Yun Hee, por questões de segurança, diz que colocar o plano missionário em prática não é fácil: “Algumas vezes, esse trabalho me deixa esgotado. Então me ajoelho e oro pedindo a Deus que renove minhas forças”.

A oração é o único meio para que Yun Hee se recomponha, pois precisa estar apto a agir quando surgir a necessidade de cuidar dos refugiados e oferecer acolhimento e a Palavra de Deus a eles: “Já vi até mesmo espiões mudarem porque fui gentil com eles. Alguns deles chegam a confessar que foram enviados para fazer um relatório sobre mim para a agência de Serviço Secreto, mas em seguida dizem que ficam tão gratos pelo que faço que escreverão apenas coisas boas sobre mim e não comentariam nada sobre as atividades ilegais”.

Quando cristãos norte-coreanos chegam na China em busca de mais aprendizado sobre Deus, são enviados a outros parceiros locais que entregam Bíblias a eles, diz Beom-Seok, outro parceiro da Portas Abertas: “Temos um código. Se meu contato local diz essa palavra, sei que preciso encontrá-lo em um lugar secreto. Ali, explico o Evangelho e como podem aprender mais sobre a Bíblia nos abrigos. Assim eles ficam preparados para compartilhar as boas-novas com suas famílias e amigos quando voltarem à Coreia do Norte”.

Marine Friesen diz que casou virgem e desistiu de viver na Europa

A cantora Marine Friesen concedeu uma entrevista e afirmou que ela e o marido se dedicaram ao esforço de se casarem virgens, para que pudessem testemunhar que buscam viver tudo o que pregam.

Marine foi convidada, anos atrás, a integrar o Ministério de Louvor Diante do Trono, diretamente pela líder do grupo, Ana Paula Valadão, relembrou a cantora na entrevista ao PodCrê.

O convite veio quando integrava o Centro de Treinamento Ministerial do Diante do Trono (CTMDT), na mesma época que conheceu o marido, Daniel Friesen.

Durante o noivado, ela e Daniel – que é alemão, filho de pastor e músico – combinaram que se guardariam para o casamento e quando tivessem filhos, se mudariam para a Alemanha para que o bebê fosse criado nos moldes europeus.

Entretanto, depois que o primeiro filho chegou, eles mudaram de ideia por constatarem que a Europa já está dominada por conceitos progressistas e que no Brasil ainda é possível educar os filhos de maneira mais conservadora. Hoje, o casal tem três filhos e se dedica ao ministério.

Marine Friesen e Daniel também já se arriscaram no cinema com o filme O Código do Armagedom, que foi produzido por Daniel e estrelado pela cantora ao lado de Bruna Karla, do ex-jogador Jorginho (tetracampeão com a Seleção Brasileira), e os atores Felipe Folgosi, Antonio Birman, Arnobio Oliveira e Luiz Carlos Gonsalvez.

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‘Divertida Mente 2’ traz mensagem antibíblica, diz pastor Mocellin

O pastor Rodrigo Mocellin apontou uma cosmovisão equivocada à luz da Bíblia no filme Divertida Mente 2 e se disse preocupado com o fato de muitos cristãos não notarem a sutil mensagem antibíblica que a animação da Pixar transmite.

O filme é um dos maiores sucessos de 2024, com US$ 1 bilhão arrecadados em tempo recorde: apenas 25 dias desde seu lançamento. No Brasil, o filme segue liderando a lista dos filmes mais assistidos.

Rodrigo Mocellin, que é um dos principais críticos da psicologia moderna entre os evangélicos, afirmou que há uma mensagem sutil que é transmitida pelo filme de maneira a contrariar princípios bíblicos:

“Estou falando da filosofia. As coisas não surgem do nada, há sempre uma coisa por trás. Os assuntos desenvolvidos no filme – quem somos nós?; como nós somos formados?; o que nos controla e nos motiva a agir? – procedem de uma cosmovisão, e obviamente ímpia”, introduziu o pastor da Igreja Resgatar, de Guaratinguetá (SP).

“É interessante notar”, diz o pastor, “que os cristãos, muitas vezes, olham um filme como esse e não conseguem perceber essa cosmovisão que não é cristã”, alerta, acrescentando que “apesar de algumas coisas serem até interessantes no filme, tem uma filosofia que não é cristã”.

O problema

A protagonista, Riley, enfrenta os desafios da puberdade e, nessa descoberta das mudanças de humor e ambientes, muda radicalmente seu comportamento: “Ela nega a ela mesma, está fazendo de tudo para ser aceita, para não ficar sozinha. A partir disso, sua nova personalidade está formada. ‘Eu não sou boa o bastante’. Essa é a nova Riley, desesperada por aceitação, ela se sente sempre inadequada”.

Mocellin pontuou que “vários psicólogos acompanharam a construção do enredo” e que esse seria o motivo de o filme repetir conceitos que estão presentes na cultura secular, de maneira predominante:

“As ideias não surgem do nada, elas vêm de algum lugar, de uma cosmovisão – e aqui, em essência, uma cosmovisão ateísta. Então, é importante ter esse pano de fundo para compreender tudo que a gente vê ao longo da história”, argumenta.

O pastor diz que filme evidencia o descaminho da protagonista, mas erra em sugerir que a razão disse sejam as emoções: “Diante dos desafios da vida ela tem medo do amanhã. Pense, por exemplo, na crise de ansiedade que ela teve no meio do jogo: o desejo de entrar no time era tão desesperador que gerou nela uma crise de ansiedade. Mas o que a levou a ter essa crise de ansiedade? Um vírus? Serotonina? Não! Um desejo desesperado por algo, uma falsa crença de que a vida acabaria se ela não entrasse para o time”.

A idolatria é o nome do pecado que caracteriza a ansiedade, diz Mocellin: “Um desejo errado, falsa crença, tudo isso nos leva ao desespero e as crises de pânico. Mas isso não é doença. Nossa ansiedade tem a ver com os nossos ídolos. ‘Quando vocês disseram que iriam para outra escola, eu surtei’, lembra? Ela fez das suas amigas o seu ponto de segurança”.

“É isso o que a Bíblia diz ser a causa de nossa ansiedade: depositar em qualquer coisa, ou pessoa que não Deus, a esperança, a razão da nossa alegria”, acrescenta Mocellin.

“Antes de falar ‘não andem ansiosos’ Paulo diz ‘alegrem-se no Senhor’. Quando você coloca a sua fonte de alegria em Deus, você não é dominado pela ansiedade. Pois, a ansiedade não é o medo do futuro? Não é o medo de perder alguma coisa? Você pode perder tudo, menos Deus! Ninguém pode tirar Deus de você”, finaliza o pastor.

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