'Deus fala contra nosso próprio ego', diz teólogo ao elogiar Aymeê

Após viralizar no último final de semana, a música “Evangelho de Fariseus”, da cantora Aymeê Rocha, continua gerando debates nas redes socais, não apenas entre internautas de modo geral, mas também entre lideranças evangélicas e teólogos reconhecidos no meio cristão, como Gutierres Siqueira, que saiu em defesa da canção.

Por meio do seu perfil no Instagram, Siqueira fez uma publicação lembrando que o profeta Amós, cuja história está registrada no Antigo Testamento, da Bíblia sagrada, também denunciou os desvios do culto a Deus em sua geração.

“Amós denunciou o culto como entretenimento enquanto Israel desprezava os pobres (2:6-7; 5:21-24). Não era lacração nem ódio ao povo de Deus, mas era, pelo contrário, o impulso profético diante da inércia de Israel”, comentou o teólogo.

Siqueira não fez referência direta à música de Aymeê, mas seus seguidores entenderam rapidamente que a sua postagem trata da repercussão sobre a letra de Evangelho de Fariseus. “Essa música serviu para pelo menos uma coisa: Trazer à tona o que há no coração de muitos crentes”, reagiu um seguidor no Instagram.

“Nem sempre é agradável ouvir a mensagem de alguns boiadeiros, mas Deus fala contra o nosso próprio ego. Quem têm ouvidos, ouça!”, ressalta o escritor, autor de seis livros pelas editoras CPAD, Thomas Nelson Brasil, Mundo Cristão e GodBooks.

Críticas

A música de Aymeê, por outro lado, também despertou a crítica de outros teólogos, como o pastor Tassos Lycurgo, que enxergou um viés ideológico “politicamente correto” por trás da canção.

Quem também reagiu criticamente à letra de Evangelho de Fariseus foi Ciro Sanches Zibordi, que endossou uma observação feita pelo cantor Marcos Sal da Terra ao destacar a importância do mundo evangélico não ser generalizado.

“O Evangelho farisaico existe, mas não devemos colocar tudo no mesmo bojo. Há também uma igreja vigorosa no Brasil (falo com conhecimento de causa), que ama a Palavra de Deus, bem como pratica a evangelização, o discipulado e ações sociais”, observou o teólogo.

Para ator de Hollywood, ateísmo é uma maneira 'sombria' de viver

Após anunciar que se tornou cristão, e que a sua carreira no meio secular provavelmente estaria comprometida por recusar papéis que contrariam os ensinamentos bíblicos, o ator de Hollywood Rob Schneider decidiu investir na produção de conteúdo religioso, a fim de contestar o que considera ser a visão “sombria” do ateísmo.

Ele anunciou, por exemplo, que está trabalhando no roteiro de um filme que visa defender a veracidade do “Sudário de Turim”, que teria revestido o corpo de Jesus Cristo após a sua morte na cruz.

Até hoje há uma discussão quanto à autenticidade do artefato, que fica localizado no Duomo de Turim, uma catedral construída no final do século XV, na Itália, onde o manto funerário estaria sendo preservado.

“Quando você investiga o Sudário de Turim, você percebe que não poderia ter sido, como dizem, uma falsificação medieval”, defende o ator, segundo a CBN News, explicando que para ele a peça representa  “o recebimento do preço que foi pago pelo perdão de Jesus Cristo por toda a humanidade”.

Observar a veracidade do manto funerário de Cristo, para o ator, foi uma das coisas que lhe fez questionar o ateísmo. Ou seja, a crença de que Deus não existe. Para Rob Schneider, não faz sentido observar o Universo e tudo que nele existe, na mais perfeita harmonia, e achar que a vida foi obra do acaso.

“Essa ideia de que as coisas simplesmente explodiram e o universo são coisas colidindo com outras coisas, e se expandindo, e que nós, como seres humanos, somos apenas um acidente que aconteceu. Eu diria: ‘Não há ciência por trás disso. Essa é uma maneira sombria e horrível de viver a vida’”, conclui o artista.

Assim como Rob, outros atores famosos do cinema mundial já professaram a fé em Cristo e fazem questão de exibir isso ao público. Para saber  mais um pouco a respeito, leia a matéria abaixo:

Ator de Hollywood atribui libertação das drogas ao seu ‘relacionamento com Jesus’

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'Não tenho medo', diz Malafaia sobre manifestação com Bolsonaro

O pastor e empresário Silas Malafaia negou que estaria com medo de ser preso. A possibilidade foi levantada durante uma entrevista, quando o religioso foi questionado sobre a sua iniciativa de organizar uma manifestação com Bolsonaro dia 25, na Avenida Paulista, em São Paulo.

“É uma manifestação ilegal, artigo 5º, inciso XVI”, respondeu o pastor. Perguntado se não teme o desrespeito à Constituição, Malafaia fez referência ao ministro Alexandre de Moraes, dizendo que o inquérito conduzido pelo mesmo não contempla este tema.

“Até pra ele contraditar as leis, ele está dentro de um inquérito que não tem nada a ver uma manifestação dessa. O artigo 5º, inciso XVI da Constituição diz que é livre manifestações pacíficas. Uma marca nossa é manifestação pacífica”, diz o pastor.

Para o líder da igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo, a manifestação com Bolsonaro dia 25 vai além do ex-presidente da República. O objetivo, também, é marcar posição em defesa do Estado Democrático de Direito, o respeito às leis e à liberdade da população.

Segundo Malafaia, a esquerda política nacional vem agindo para contrapor os princípios da direita, porque estes representam a visão bíblica sobre temas como família, sexualidade e economia, elementos atacados pelo “marxismo cultural”.

“É porque a família é um paredaço ideológico contra eles. Eles não querem que a família eduque. Eles querem a educação na tutela do Estado para manipular as mentes. Escola ensina, quem educa é a família. Eles querem o controle do pensamento, como já fizeram nas antigas nações da cortina de ferro”, ressalta o pastor, segundo o Pleno News.

‘Não tenho medo’

Sobre as críticas que tem feito ao ministro Alexandre de Moraes, Malafaia apontou seus posicionamentos como uma prova cabal de que não tem medo de ser preso. O pastor, contudo, frisou que a manifestação com Bolsonaro dia 25 não terá por objetivo atacar o magistrado ou o Supremo Tribunal Federal.

“Atacar ou me posicionar, eu faço nas minhas redes. Lá não é ‘vamos atacar’, não está no nosso objetivo”, explica o religioso, defendendo que a intenção é “nos posicionar, mostrar o perigo que está acontecendo” no país.

“Eu não tenho medo de ser preso. Se eu tivesse medo de ser preso eu não falaria o que já falei de Alexandre de Moraes. Eu não falaria. Não tenho medo não. Eu tenho um texto da Bíblia comigo que é Hebreus 13:6. ‘Ousemos com confiança dizer: o Senhor é o meu ajudador, não temerei o que me possa fazer o homem’”, conclui.

Apostasia é igreja cheia com 'falsas doutrinas e falsos pastores'

A percepção de muitos cristãos é de que a volta de Jesus Cristo à Terra nunca esteve tão próxima, tendo em vista os sinais proféticos no mundo atual. Um deles, segundo o pastor Paulo Júnior, é a apostasia.

É um erro, porém, achar que apostasia significa igrejas fechadas. Não se trata da falta de interesse das pessoas nas coisas de Deus, mas sim do engano ao qual serão submetidas, segundo o pastor.

“Apostasia nas igrejas é quando houver o abandono da verdade para viver a mentira. O engano vai reinar. Apostasia não é ver igrejas vazias, pelo contrário, as igrejas estarão cheias e as pessoas viverão falsas doutrinas com falsos pastores”, explica o teólogo.

O engano, nesse caso, pode ser entendido por doutrinas que negam a inerrância da Bíblia, bem como distorcem seus ensinamentos, por exemplo, como na questão da sexualidade e família.

Outra forma de engano pode ser entendida pela substituição do culto a Deus pelo culto ao homem e às ideologias, algo visto em teologias setoriais como a da prosperidade e a do liberalismo teológico.

“Haverá falsas pregações e falsos cristãos por toda parte”, diz Paulo Júnior, lembrando que a Bíblia previu esses acontecimentos. “As pessoas darão ouvidos a espíritos enganadores e doutrinas de demônios, conforme 1 Timóteo 4”.

Desmoralização

Para o pastor Júnior, diferentemente do passado, quando tínhamos conhecimento dos sinas proféticos que nos davam a certeza da volta de Jesus, como guerras, fome e doenças, o mundo atual vivencia os sinais da iminência dessa volta.

“Estamos vendo a corrupção do gênero humano, blasfêmias, abusos e orgias”, diz ele, mostrando que o retorno de Cristo se dará em um contexto semelhante ao do mundo antes do dilúvio. “Isso é um sinal da iminência da volta de Jesus. Estamos vendo a abolição da verdade e da lei, tudo se tornando uma anarquia”. Assista:

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Teólogo rebate visão 'odienta' de pastora sobre regular igrejas

A perseguição religiosa aos cristãos existe desde o início da Igreja, mas conforme o tempo passa, essa realidade parece estar surgindo entre os que se dizem seguidores de Cristo, por exemplo, através de pedidos para que as igrejas sejam reguladas pelo Estado, algo que só existe em regimes autoritários, como no comunismo chinês.

Foi para rebater essa visão de regulação estatal das igrejas que o pastor, teólogo e professor Guilherme de Carvalho publicou um artigo no jornal Gazeta do Povo, a fim de expor os erros conceituais de Lusmarina Garcia, definida por ele mesmo como uma “pastora luterana e militante do PT”.

Segundo Carvalho, Lusmarina publicou uma carta pública recentemente, com o objetivo de fazer uma reclamação quanto “ao desinteresse de Lula pelos evangélicos progressistas, e especialmente aqueles ligados ao movimento ecumênico”, do qual ela faz parte, uma vez que integra o “Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (Conic), uma organização ecumênica que existe a reboque do progressismo nacional e global, com pouquíssimo interesse pela ortodoxia cristã”.

A queixa de Lusmarina, segundo Guilherme de Carvalho, se deu em face a uma “autorização para que o Ministério do Desenvolvimento assinasse um protocolo para que igrejas em contextos periféricos mediassem benefícios sociais”.

Tais igrejas são, na prática, denominações em sua maioria pentecostais, como a Assembleia de Deus, e também neopentecostais, que no Brasil atual se divide em inúmeras nomenclaturas independentes.

Essas instituições costumam ter muita capilaridade em comunidades periféricas, onde o serviço público é precário. Nesses lugares, onde a pobreza e problemáticas sociais como o abuso de drogas, desemprego, violência e exploração sexual estão presentes, as igrejas em sua maioria levam uma mensagem de esperança e transformação para a população.

Ao tratar dessas instituições, porém, Lusmarina se referiu a elas de forma estereotipada, generalista e em tom preconceituoso, atribuindo a elas a pregação do “fundamentalismo” ligado à “ultradireita”. Assim ela escreve, segundo reprodução da Gazeta:

“O discurso [dessas igrejas] é formatado a partir do capitalismo (Teologia da Prosperidade e anticomunismo), do patriarcalismo (que se traduz em compreensões e práticas de submissão das mulheres e degrada-se, não raro, em misoginia e em diferentes formas de violência), da intolerância com respeito às diferenças (seja ela religiosa, comportamental, política ou de gênero), da branquitude (a matriz do pensamento é racista, embora num contexto de maioria negra, como o Brasil, o discurso tenha sido adaptado)”.

Crítica

Para Guilherme de Carvalho, a visão de Lusmarina “é inequívoca, e traduz de forma transparente a opinião das esquerdas sobre igrejas e lideranças evangélicas: elas seriam ‘fundamentalistas’ (no dialeto da elite, fundamentalista é o evangélico típico que leva a Bíblia a sério, independentemente da qualidade de sua vida intelectual ou de sua inteligência social)”.

“A generalização da pastora Lusmarina é exagerada, preconceituosa e odienta. É menos análise crítica e muito mais aquele típico preconceito de classe média secularizada contra as massas religiosas”, completa o teólogo.

Segundo Carvalho, a autora da carta sugere como possível solução do que seria um problema de cunho social, a regulação das igrejas pelo Estado, pauta essa que foi levantada, também, pela jornalista Eliane Cantanhêde, da GloboNews, dias atrás.

Lusmarina, de fato, sugere a criação de uma espécie de grupelho especial de “iluminados” da área teológica, para que este atue como um filtro do que deva ser considerado ou não um legítimo pensamento cristão. Isto, para a ilustre acadêmica, é necessário para que o “fundamentalismo” seja combatido.

“Não me parece que haverá efetividade em uma campanha de comunicação direcionada aos evangélicos e às evangélicas se os conteúdos fundamentalistas não forem enfrentados. E para enfrentá-los, é preciso incorporar teólogos e teólogas que tenham a capacidade de elaborar argumentos bíblico-teológicos que promovam a releitura do arcabouço conceitual”, defende.

Surpreso, Guilherme de Carvalho comenta: “Ou seja: o Estado deveria assumir o controle do conteúdo da formação teológica dos pastores evangélicos, autorizar (ou não) e fiscalizar a atividade pastoral, e assim autorizar ou impedir a abertura de novas igrejas. Realmente… inacreditável.”

“O que a pastora recomenda, naturalmente, é uma brutal inconstitucionalidade, agravada por ser a religiosa uma acadêmica do Direito”, ressalta o pastor, que conclui fazendo a seguinte colocação:

“A proposta indecente demonstra, de modo cabal, que há na esquerda brasileira, incluindo a esquerda ‘evangélica’, uma vontade totalitária, de controlar e de ‘consertar’ o discurso e a teologia das igrejas, de modo a alinhá-la com o projeto hegemônico progressista. Lusmarina, militante desde 1987, sempre foi algo mais do que uma teóloga e pastora; revelou-se uma agente de conversão ideológica, empregando conexões religiosas como plataforma de interferência política no imaginário da comunidade cristã.”

Ex-gay faz relato impactante de superação das drogas e da prisão

O testemunho da ex-gay Edna Gooch é mais uma demonstração contundente do quanto Deus pode resgatar vidas que já pareciam destruídas, mesmo em locais tão improváveis como dentro de uma prisão. Foi nesse lugar onde ela encontrou o amor necessário para superar o vício em drogas e a homossexualidade.

Os traumas de Edna começaram a ser construídos na infância. Ela via o seu pai, viciado e alcoólatra, agredir sua mãe e também a si mesma. “Eu ouvia minha mãe gritar e então ele batia nela. Quando ele ficava com raiva dela, ele me atacava e gritava comigo”, disse ela.

A relação traumática com o pai, fez com que Edna se sentisse abandonada. Ela não tinha os cuidados necessários, como filha, e por isso não se sentia amada, o que tornou o seu pai uma figura afetivamente ausente.

“Eu só queria que ele fosse o pai, que me amasse como se eu fosse sua filha. Eu simplesmente não me senti amada. Eu senti que não conseguiria organizar minha vida”, disse ela à CBN News.

Consequências

Em decorrência dos problemas familiares, Edna passou a desenvolver sintomas de adoecimento emocional, sendo um deles o consumo de álcool, e isto com apenas 9 anos, portanto, enquanto ainda era apenas uma criança.

“Eu era alcoólatra. Eu bebia todos os dias. Eu iria para a escola bebendo bebidas destiladas”, disse ela, lembrando que foi a partir daí, entrando na adolescencia, que ela passou a desenvolver a sua homossexualidade. “Achei que era amor, atenção, me fez sentir como se alguém se importasse comigo. Eu estava muito confusa”, revelou.

Após o fim do Ensino Médio, Edna entrou para o tráfico de drogas sob a tutela do próprio pai. Foi com ele que ela passou a vender crack e também a se drogar, até se perder totalmente.

“Comecei a usar a tal ponto que perdi totalmente o controle. Eu simplesmente não me importava mais com a vida. Eu não conseguia trabalhar, bebia até desmaiar e comecei a usar meu próprio estoque de cocaína”, conta.

Restauração

Como a maioria das pessoas que entram para o crime e nas drogas, Edna foi parar na prisão aos 41 anos, após ser condenada a 10 anos de detenção por tráfico. Mas, foi também nesse lugar que Deus a resgatou.

Isso, porém, requereu uma iniciativa da sua parte: ela aceitou o convite para participar de um culto no presídio, após oito anos já estando presa, sofrendo com seus traumas e com o vício em cocaína.

“Foi nessa época que comecei a me aproximar de Deus. Eu pensei: ‘Se Deus existe, eu preciso de você. Deus, eu quero que minha vida mude’. Eu queria tanto ter um relacionamento com Ele, mas não sabia como. Eu não achava que era digna”, pensou ela.

O encontro com Deus ocorreu após a realização de uma cirurgia, quando ela fez uma oração, dizendo que serviria a Jesus pelo resto da sua vida, se conseguisse se libertar dos seus vícios.

A conversão ocorreu no dia seguinte: “Foi como se eu tivesse voltado à vida novamente. Eu me senti uma nova pessoa. Descobri que Ele me amava. Ele sempre me amou. Ele nunca me abandonou. Fui eu que o deixei. Fui eu que não reservei tempo para ter um relacionamento pessoal, para permitir que Ele entrasse no meu coração”.

Liberta da prisão aos 50 anos, restaurada emocional e espiritualmente, Edna, hoje ex-gay e ex-dependente química, serve a Cristo através de uma ONG cristã, onde usa o seu testemunho impactante para alcançar outras vidas.

De acordo com Edna, o amor de Cristo existe e permanece sendo oferecido a todos, mas o Senhor exige compromisso com as mudanças. “Deus ama você como você é, mas não quer que você permaneça como você é. E Ele pode mudar isso para você”, conclui.

Nota de pastores é uma reação após fala de Lula contra Israel

Após provocar uma crise diplomática com Israel por fazer um comparativo grotesco entre a reação militar israelense contra o Hamas e o holocausto nazista, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aprofundou ainda mais, também, a sua distância de algumas das principais lideranças evangélicas no Brasil, como previu o deputado federal e pastor Cezinha de Madureira.

Uma prova disso é a publicação de uma nota de repúdio pelo Conselho Interdenominacional de Ministros Evangélicos do Brasil (Cimeb), que inclui nomes como os pastores Jorge Linhares, Silas Malafaia e Cláudio Duarte.

No documento, os pastores externam indignação com a declaração de Lula feita em Adis Abeba, na Etiópia, no último domingo, quando disse que “o que está acontecendo com o povo palestino na Faixa de Gaza não existiu em nenhum outro momento da história. Na verdade, existiu. Quando Hitler decidiu matar os judeus”.

“Nunca na história das nações democráticas vimos um presidente ou primeiro-ministro declarar tal absurdo, ao comparar o massacre cruel de mais de 6 milhões de judeus inocentes com qualquer guerra no mundo”, afirma a nota do Conselho.

Além dos nomes citados acima, a nota também foi assinada por Luiz Hermínio, do Mevam; Abe Huber, da Paz Church; Silmar Coelho, da Igreja Metodista Wesleyana e outros. Segundo a organização, o Conselho reúne ao menos 10.000 líderes de várias denominações evangélicas do Brasil.

Envergonha o Brasil

Diferentemente do que Lula sugeriu em seu comparativo escandaloso, o Cimeb lembrou que os ataques de Israel contra o Hamas, na Faixa de Gaza, são uma resposta militar à invasão dos terroristas ocorrida em outubro do ano passado, quando pelo menos 1.400 pessoas foram brutalmente assassinadas, sendo a absoluta maioria de civis incluindo crianças, mulheres e idosos.

As Forças de Defesa de Israel, por sinal, têm argumentado que os alvos dos ataques não são civis, mas os terroristas do Hamas, que se infiltram entre os civis com o objetivo de usá-los como escudos humanos, a fim de culpar os israelenses pelos efeitos colaterais da guerra.

Assim, o Cimeb conclui dizendo que lamenta “profundamente que a palavra do Presidente Lula envergonhe o Brasil diante das nações do mundo. A declaração de Lula não representa a opinião da maioria do povo brasileiro.” Veja:

Outro teólogo reage à música de Aymée Rocha: 'Tem problemas'

A música “Evangelho de Fariseus”, da cantora cristã Aymeê Rocha, conquistou o gosto de muitas pessoas e viralizou nas redes sociais, mas também dividiu opiniões no meio teológico quanto ao conteúdo da sua mensagem, considerado por alguns como parcialmente verdadeiro.

Conforme o GospelMais noticiou na terça-feira, um dos primeiros a tecer uma crítica à canção foi o professor, pastor e teólogo Tassos Lycurgo, que disse haver “mentiras perversas sobre a igreja” na letra da composição cantada por Aymeê Rocha.

O cantor e evangelista Marcos Sal da Terra, do ministério regional Sal da Terra, também fez algumas observações, destacando que apesar de algumas verdades, a canção generaliza o que seria a atuação da Igreja nos dias atuais, desconsiderando o “trigo” no meio do “joio”.

“Tem problemas”

Outro teólogo que também reagiu ao “Evangelho de Fariseus” da cantora Aymeê Rocha foi o pastor Ciro Sanches Zibordi, que publicou um texto fazendo observações semelhantes ao que Marcos Sal da Terra já havia feito.

Zibordi afasta a ideia implícita contida na letra da canção de que o mundo evangélico como um todo estaria contaminado por interesses comerciais e alheios à natureza e/ou à justiça social.

A música “tem verdades, admito. Mas também tem problemas”, diz ele. “O Evangelho farisaico existe, mas não devemos colocar tudo no mesmo bojo. Há também uma igreja vigorosa no Brasil (falo com conhecimento de causa), que ama a Palavra de Deus, bem como pratica a evangelização, o discipulado e ações sociais.”

“O reino virou negócio? Em muitos lugares, sim, porém nem todos foram cooptados pela teologia da prosperidade. O dízimo importa mais que os corações? Não, evidentemente. Mas contribuir para manutenção das comunidades cristãs é fundamental para sua subsistência. O que não devemos é fazer do dízimo um meio da graça”, observa o teólogo e escritor.

Zibordi conclui dizendo que a música de Aymeê Rocha é uma crítica ao “sistema” que agrada mais aos ouvidos de “celebridades e subcelebridades que rejeitam a luz do Evangelho”, por terem uma visão alinhada às ideologias do globalismo. Confira:

Daniel Mastral diz que passou por exorcismo ao deixar o satanismo

Convertido há vários anos, Daniel Mastral ainda possui detalhes aparentemente não revelados sobre o seu processo de libertação do satanismo, coisas que ele decidiu contar durante uma entrevista para o canal Na Real, de Bruno Di Simone, no YouTube.

Questionado sobre os motivos de ter deixado o ocultismo e suas práticas de adoração a Satanás, o escritor apontou algumas razões, sendo uma delas a recusa em fazer sacrifício humano. “E eu ia ter que matar uma criança”, disse ele.

“Eu já tinha ouvido falar disso, mas eu nunca tinha visto. Eu nunca tinha presenciado, assim, ao vivo”, revelou o ex-satanista, que já protagonizou uma polêmica no passado ao discutir com o pastor Silas Malafaia.

O outro motivo para ter abandonado o satanismo, segundo Daniel Mastral, foi por se deparar com uma adoração genuína a Deus durante um culto evangélico. “Na época, eu namorava uma moça que era evangélica e eu fui visitar a igreja dela”, disse ele.

“Lá havia um grupo fazendo uma adoração genuína, verdadeira. Não era show, não era espetáculo. A adoração genuína me derrubou no chão, sabe? Eu perdi o controle, desmaiei. Eu perdi a minha consciência”, explicou.

Exorcismo

O primeiro episódio de inconsciência voltou a ocorrer após uma proposta de oração feita pelo pastor da sua namorada. Antes disso, porém, Mastral disse que o grupo satanista do qual pertencia tentou impedir o líder evangélico.

“A minha namorada marcou um encontro com o pastor da igreja, porque ele queria falar comigo. Eu fiz um feitiço contra ele e fui até lá. Ele teve um problema e não foi. Marquei de novo, né? Ele teve outro problema também e não foi. Na terceira vez, eu falei com o senhor sacerdote pra me ajudar a fazer um feitiço mais robusto”, contou.

“Na segunda vez, eu fiz um feitiço pra matar ele e não funcionou. O cara estava vivo. Bateu o carro, mas não sofreu um arranhão. Ru fiquei muito indignado com isso, né? E aí [os satanistas] fizeram um ritual pra acabar com ele. E aí eu fui ao encontro [com o pastor] cheio de orgulho, soberba, pensando: ‘O cara não vai vir’. Esperei duas horas, quando tô indo embora, o cara chega.”

No encontro com o pastor, Daniel Mastral disse que recebeu uma oração, o que a princípio seria rápido. Contudo, ele não fazia ideia de que manifestaria uma força maligna, e que a ação sobrenatural duraria três horas.

“Ele me chamou e falou: ‘Posso orar por você, rapidinho, uma oração? Coisa rápida’. Ele me levou no gabinete, fechou a porta e eu só lembro de uma mão vindo na minha direção. Ele orou por mim, eu caí e me debati. Foi tipo um exorcismo”, disse ele, segundo o Metrópoles.

Após o episódio de exorcismo, Daniel Mastral disse que passou a se sentir em paz como nunca havia se sentido antes. Sua conversão marcou o início de uma carreira teológica, na qual está até hoje.

“E alguém a falar o que é [ter paz], era efêmero pra mim. Assim, eu senti paz, eu senti amor, eu me senti acolhido. O Criador, muito mais poderoso [que o demônio], olhou pra mim, sabe? Eu que sou só pó, poeira cósmica, eu sou nada, né? E Deus olhou pra mim, Deus morreu pra mim”, concluiu. Veja também:

Suicídios por depressão podem aumentar se Igreja continuar achando que é ‘demônio’, diz Isabela Mastral

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Universidade é acusada de abrigar ‘ídolo satânico' do aborto

A cultura atual abriga diversas ideologias contrárias aos princípios e valores cristãos, sendo uma delas o feminismo, movimento presente em diversas universidades que defende o aborto como um “direito da mulher“.

Nos Estados Unidos, por exemplo, a Universidade de Houston resolveu exibir em seu campus uma estátua que faz alusão à falecida juíza da Suprema Corte do país, Ruth Bader Ginsburg, conhecida por sua defesa da legalização do aborto.

A figura foi criada pela artista de origem paquistanesa Shahzia Sikander, e lançada ao público em janeiro do ano passado, mas agora será exibida nas dependências da Universidade de Houston, o que provocou a indignação do grupo pró-vida Texas Right to Life.

Em uma petição pública, o grupo repudia a presença da estátua na Universidade, dizendo para que a instituição mantenha “o ídolo do aborto satânico fora do Texas”.

Batizada de “Havah”, que segundo Sikander pode significar “atmosfera” ou “Eva” em árabe e hebraico, a escultura possui cabelos em formato de chifre, lembrando o símbolo de Baphomet, figura associada ao satanismo e ao ocultismo.

“Eva também foi a primeira infratora da lei, certo?”, questionou a artista, segundo a CBN News, ao defender a presença da sua escultura no Cullen Family Plaza, que pertence à Universidade, de 28 de Fevereiro até o final de Outubro.

Rejeição

Em sua petição, porém, o grupo Texas Right to Life argumenta que “o ídolo do aborto” não atende aos interesses da comunidade, sendo uma representação de cunho ideológico que fere o bom conceito de arte e tolerância.

“A desobediência a Deus certamente não deve ser estimada pela sociedade, muito menos elogiada por uma estátua”, diz o grupo. “Pelo contrário, a arte deve refletir verdade, bondade e beleza: três valores atemporais que revelam a natureza de Deus.”

“A arte não pode ter beleza sem verdade. A arte não pode ter a verdade sem bondade. Uma estátua que homenageia o sacrifício de crianças não tem lugar no Texas”, defende a organização pró-vida.

Em comunicado, a Universidade de Houston negou que a escultura de Sikander tivesse ligação com algo demoníaco, e que a sua presença no campus servirá para estimular o pensamento “crítico” dos estudantes.

“A escultura tem tranças em forma de chifres de carneiro, representando a unificação de fios diferentes. Os chifres de carneiro têm significado no Judaísmo, Cristianismo e Islã, bem como nas crenças da Ásia Central e do Sul, muitas vezes associadas ao poder e à coragem. A artista disse que as tranças se ligam a uma de suas pinturas que representa a coragem, fluidez e resiliência do feminino”, argumenta a instituição.