Vídeo: Malafaia rebate acusações de Helena Raquel

É QUENTE! Eu não aceito acusações genéricas contra a igreja e pastores na questão de p3d0f1l14 e vi0lênc1a contra a mulher. pic.twitter.com/PiDxawVXgk

— Silas Malafaia (@PastorMalafaia) May 8, 2026

O pastor Silas Malafaia comentou nas redes sociais a repercussão de uma pregação da pastora Helena Raquel durante o 41º Gideões Missionários da Última Hora. A mensagem da pregadora ganhou ampla circulação nas redes após defender que mulheres vítimas de violência e abuso não permaneçam em silêncio dentro das igrejas.

As declarações de Helena Raquel provocaram debates entre líderes evangélicos, influenciadores cristãos e membros de diferentes denominações sobre acolhimento pastoral, denúncias e violência doméstica no ambiente religioso.

Sem citar diretamente a pregadora em grande parte do vídeo publicado, Malafaia criticou o que classificou como “acusações genéricas” contra igrejas evangélicas e pastores relacionadas a casos de abuso sexual e violência contra mulheres.

O líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC) afirmou que rejeita a ideia de que igrejas estariam protegendo criminosos ou orientando vítimas a permanecer em silêncio.

“Que conversa fiada é essa de que nós na igreja evangélica estamos protegendo pedófilos ou homens que cometem violência contra as mulheres?”, declarou no vídeo. “Eu não aceito acusações genéricas contra a igreja e pastores, de pesquisa de esquerdopatas e gente que nos odeia. Eu não aceito”.

Para reforçar sua posição, Malafaia divulgou um trecho de uma reunião na ADVEC realizada em 9 de março de 2026 com mais de mil obreiros, segundo ele. Na gravação, o pastor orienta líderes religiosos sobre procedimentos diante de denúncias de pedofilia e agressões contra mulheres.

“Senhores pastores, há um olho grande na igreja. Então, os senhores não brinquem com negócio de pedofilia, de violência contra a criança, violência contra a mulher”, afirmou.

Em seguida, ele orientou que casos dessa natureza sejam comunicados às autoridades policiais. “Foi meu marido pego abusando do meu filho de 3 anos? Ele vai ser excluído e a senhora vai lá na delegacia. Não tenta botar pano quente nisso aí não”, disse.

Ao comentar situações de violência doméstica, Malafaia também defendeu a denúncia formal dos casos. “Ah, o marido tá espancando a mulher. O que que eu faço? Vai na delegacia”, declarou.

O pastor afirmou ainda que líderes religiosos que tentam encobrir crimes cometem erro grave. “Se tem algum pastor encobrindo pecado de pastor que é pedófilo ou que encobre violência, tá errado. Se tá cobrindo membros que cometem isso, tá errado. Tem que ser denunciado”.

Durante o pronunciamento, Malafaia também destacou o papel das igrejas na recuperação de pessoas envolvidas com violência, alcoolismo e conflitos familiares.

“Uma marca da igreja evangélica tem centenas e centenas de milhares de testemunhos disso que eu vou falar. Homens que chegam na igreja violentos, perversos, beberrões, vagabundos, que ao serem transformados pelo poder do evangelho passam a ser homens de bem, que cuidam da família, que tratam bem a esposa”, afirmou.

O líder religioso também declarou que crimes como pedofilia e agressões contra mulheres ocorrem em diferentes setores da sociedade. “Pedofilia e espancamento de mulher, desde que o pecado entrou no mundo, o pecado tá aí. Tá em tudo que é lugar. Jornalistas, membros do poder judiciário, legislativo, executivo, pastores, padres e vai por aí afora”, disse.

Em outro trecho, Malafaia afirmou enxergar uma tentativa de ampliar a rejeição pública contra igrejas evangélicas e líderes religiosos. “O jogo é colocar um bloqueio, um preconceito na sociedade contra pastores e a igreja evangélica. Essa é a verdade. A coisa é mais profunda do que vocês possam imaginar nesse jogo para nos denegrir”, declarou.

A repercussão começou após a circulação de vídeos da pregação de Helena Raquel no evento Gideões Missionários da Última Hora. Durante a mensagem, a pregadora pediu que mulheres vítimas de violência doméstica, abuso psicológico e opressão denunciem situações de sofrimento vividas dentro de relacionamentos.

Ela também criticou posturas de líderes religiosos que, segundo afirmou, orientariam mulheres apenas a “orar e suportar” diante de situações de violência.

As declarações receberam apoio de parte do público presente e geraram discussões entre evangélicos sobre acolhimento, denúncia e responsabilidade pastoral em casos de violência familiar. Ao mesmo tempo, setores mais conservadores criticaram a generalização das falas e rejeitaram a ideia de omissão institucional das igrejas.

Ao encerrar sua manifestação, Malafaia citou uma frase da pastora Marinês Coimbra. “No reino de Deus, confronto se faz às claras, correção se faz com verdade, justiça se faz com fatos. Insinuação não é coragem, é sombra, e sombra não combina com a luz do evangelho”, afirmou. Em seguida, acrescentou: “Concordo em número, gênero e grau”.