Após deixar prisão, Robert Morris pede perdão à vítima de abuso

Horas após deixar a Cadeia do Condado de Osage, em Oklahoma, na terça-feira, Robert Morris divulgou uma declaração pública pedindo perdão pelos abusos cometidos contra Cindy Clemishire na década de 1980, quando ela tinha 12 anos. Ele cumpriu pena de seis meses de prisão pelo caso.

Em nota compartilhada por seu advogado, William B. Mateja, Morris afirmou: “Quero falar diretamente com Cindy Clemishire e sua família. O que fiz com Cindy décadas atrás foi errado. Não há outra palavra para isso, e não há desculpa. Sinto muito profundamente. Peço novamente, publicamente e sinceramente, o perdão de Cindy e de toda a sua família”.

Clemishire declarou que concedeu perdão ao ex-líder religioso anos atrás, mas afirmou que isso não altera os efeitos do ocorrido. Ela disse: “Perdoei Robert Morris há muitos anos, e o perdão é algo que continuo praticando — às vezes diariamente, conforme necessário. O perdão, no entanto, não apaga a verdade do que aconteceu nem o impacto que isso teve em minha vida”. Em outro trecho, afirmou: “O que aconteceu comigo em 25 de dezembro de 1982, quando eu tinha 12 anos, não foi um relacionamento — foi um crime”.

O caso teve origem em acusações formalizadas em março de 2025, quando Morris foi indiciado por cinco crimes relacionados a atos libidinosos contra menor. Segundo os autos, os abusos começaram em 25 de dezembro de 1982 e se estenderam por cerca de quatro anos e meio. À época, ele atuava como evangelista itinerante.

Morris declarou-se culpado em outubro de 2025. O advogado Mateja afirmou anteriormente: “Ele se declarou culpado porque queria assumir a responsabilidade por sua conduta”. Além da pena de prisão, Morris foi condenado ao pagamento de US$ 270 mil em restituição e deverá se registrar como agressor sexual.

Paralelamente, segue em andamento um processo por difamação movido por Clemishire e por seu pai, Jerry Lee Clemishire. A ação, que está temporariamente suspensa, busca indenização superior a US$ 1 milhão. Os autores alegam que Morris e líderes da Gateway Church teriam descrito publicamente os abusos como um “relacionamento” consensual, o que contestam.

O processo tramita no Tribunal Distrital do Condado de Dallas, sob condução da juíza Emily Tobolowsky. Em decisão anterior, ela rejeitou pedido da defesa para encerrar a ação com base na doutrina de abstenção eclesiástica.

Clemishire afirmou que espera que o caso contribua para o reconhecimento de outras vítimas. Ela declarou: “Minha esperança daqui para frente é que este caso ajude a criar espaço para que outros sobreviventes sejam ouvidos, acreditados e protegidos”.

De acordo com o The Christian Post, na mesma declaração, Morris também pediu desculpas a fiéis: “Lamento a dor, a confusão e o dano que recaíram sobre tantos fiéis por causa das minhas ações”. O ex-líder religioso declarou que pretende manter uma vida reservada e afirmou que refletiu sobre sua conduta durante o período na prisão.

Senadora que enterrou CPI do INSS quer atrair evangélicos

A senadora Eliziane Gama (PSD-MA) publicou, nos últimos dias, conteúdos em redes sociais destacando sua fé evangélica após a rejeição do relatório da CPMI do INSS. O voto da parlamentar foi considerado decisivo no resultado da votação.

Em uma das publicações, Eliziane Gama aparece lendo a Bíblia ao lado dos pais, integrantes da Assembleia de Deus no Maranhão. Em outro momento, afirmou que suas decisões são orientadas por sua fé: “Eu sou evangélica, eu sigo Jesus Cristo de Nazaré, eu defendo a vida, as mulheres e as crianças brasileiras, e eu tenho plena convicção de que estou dentro daquilo que Deus me orientou a fazer”.

A comissão rejeitou o relatório por 19 votos a 12. O documento, com cerca de 4,4 mil páginas, sugeria o indiciamento de 216 pessoas por supostas fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social.

O texto foi elaborado pelo deputado Alfredo Gaspar (PL-AL) e gerou divergência entre os parlamentares, especialmente por incluir nomes associados ao governo. Entre os citados estava Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

As investigações apontaram que 47 entidades associativas e sindicais realizaram descontos em folhas de pagamento entre 2015 e 2025, com movimentação estimada em R$ 10,5 bilhões.

De acordo com o Exibir Gospel, Eliziane Gama é candidata à reeleição e enfrenta resistência em parte de sua base eleitoral, composta majoritariamente por eleitores evangélicos no Maranhão.

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Senadora de esquerda que enterrou CPI do INSS tenta emplacar imagem de evangélica
Público reage negativamente a publicações de Eliziane Gama

EUA: vice-presidente diz que OVNIs são “demônios”

O vice-presidente dos Estados Unidos, J. D. Vance, afirmou em entrevista ao podcaster conservador Benny Johnson, na sexta-feira (27), que não acredita que os Objetos Voadores Não Identificados (OVNIs) tenham origem extraterrestre. Segundo ele, tratam-se de “demônios”. Vance, que é católico, associou sua interpretação a uma visão cristã de “seres celestiais que voam por aí fazem coisas estranhas com as pessoas”.

O vice-presidente declarou ainda que pretende analisar em profundidade os arquivos governamentais sobre o tema, assunto pelo qual afirmou ter interesse pessoal.

“Não tive tempo suficiente para entender isso de verdade, mas vou me dedicar. Estou obcecado com o tema”, disse, em tom descontraído. Vance acrescentou que, com três anos restantes de mandato, pretende “chegar ao fundo dos arquivos” relacionados ao fenômeno.

Contexto político e declarações anteriores

As falas de Vance ocorrem após o presidente Donald Trump ter emitido, em fevereiro, uma ordem determinando que agências federais identifiquem e divulguem documentos governamentais sobre OVNIs e possíveis evidências de vida extraterrestre. Trump justificou a decisão citando o “enorme interesse” público no assunto.

Dias antes, o ex-presidente Barack Obama havia afirmado que extraterrestres são reais, embora nunca os tenha visto. Trump reagiu à declaração, dizendo que o antecessor teria revelado “informações sigilosas” que não deveriam ter sido divulgadas.

Posição do Pentágono

O interesse por objetos voadores não identificados cresceu nos últimos anos, acompanhado de investigações do governo americano sobre relatos de fenômenos aéreos não identificados.

Em março de 2024, o Pentágono divulgou um relatório no qual afirmou não haver provas de que esses fenômenos estejam ligados à tecnologia alienígena. Segundo o documento, muitos dos casos analisados foram posteriormente identificados como balões meteorológicos, aeronaves de reconhecimento ou satélites. Com: Folha de S. Paulo

‘Oro para que Deus abençoe’, diz astronauta líder de missão na lua

O astronauta Victor Glover, piloto da missão Artemis II da NASA, participará do voo tripulado que tem previsão de lançamento para quarta-feira, 01 de abril. A missão tem como objetivo orbitar a Lua e testar sistemas essenciais para futuras operações espaciais.

Glover é capitão da Marinha dos Estados Unidos e já integrou a Expedição 64 na Estação Espacial Internacional, realizada entre 2020 e 2021, com duração de 168 dias. Durante esse período, ele levou uma Bíblia e itens de comunhão a bordo e acompanhou cultos transmitidos de sua igreja enquanto estava em órbita.

Em entrevista ao jornal Christian Chronicle, antes da missão anterior, ele afirmou: “Quero usar as habilidades que Deus me deu para fazer bem o meu trabalho, apoiar meus colegas de tripulação, a missão e a NASA”.

Ao longo da expedição, Glover compartilhou imagens do espaço em suas redes sociais e declarou que a experiência o fazia lembrar de passagens bíblicas. Ele é membro da Igreja de Cristo e participa de atividades religiosas com a esposa, Dionna, incluindo aulas na Escola Dominical, de acordo com informações do portal Evangelical Focus.

Durante a coletiva de imprensa que anunciou a tripulação da Artemis II, o astronauta declarou: “Agradeço a Deus por esta incrível oportunidade”. Ele acrescentou: “Oro para que Deus abençoe esta missão. Mas também oro para que possamos continuar a servir como fonte de inspiração, de cooperação e paz, não apenas entre as nações, mas também em nossa própria nação”.

Glover também afirmou que prioriza a fé em sua rotina. Segundo ele, “eu coloco Deus em primeiro lugar de forma muito intencional”, acrescentando que busca viver de acordo com esse princípio.

Em outra declaração, ele disse: “Eu sei que Deus pode nos usar para os Seus propósitos. Quando Jesus ensinava os discípulos a orar, Ele usou aquela oração específica que todos conhecemos: ‘Pai nosso, que estais nos céus, santificado seja o vosso nome’”. Ele concluiu: “Então, ouçam, eu sou um mensageiro do Seu reino; seja feita a Sua vontade”.

Ao relembrar sua primeira caminhada espacial, Glover relatou que se preparou tecnicamente e espiritualmente. Ele afirmou: “Não, eu realmente fiz tudo o que pude para me preparar, incluindo orar e ler a Bíblia”.

O astronauta também pediu apoio em oração. Ele declarou: “Orem por nossa equipe, pelos equipamentos. Pela equipe em todo o mundo que apoia esta missão, e pela missão mais difícil de todas, aquela que nossas famílias estão prestes a embarcar”.

A tripulação da Artemis II inclui o comandante Reid Wiseman e os especialistas de missão Christina Koch, da NASA, e Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadense.

Será a primeira vez desde 1972 que seres humanos viajarão tão longe no espaço. A missão terá duração aproximada de 10 dias e prevê uma órbita ao redor da Lua, com foco em testes de navegação, comunicação e segurança.

Durante o voo, a equipe deverá passar cerca de três horas observando a superfície lunar, realizando registros fotográficos e coletando dados sobre sua geologia. A missão segue o modelo das operações realizadas em Apollo 8 e Apollo 10, que antecederam o pouso histórico da Apollo 11.

Caso os parâmetros previstos sejam cumpridos, a tripulação da Artemis II poderá superar a marca de 400.171 quilômetros de distância da Terra, registrada pela Apollo 13.

‘Oro para que Deus abençoe’, diz astronauta que lidera missão da NASA na lua
Infográfico mostra o passo a passo da missão Artemis II da NASA

Fundador de megaigreja, pastor que confessou crime sai da prisão

O pastor Robert Morris, fundador da Gateway Church, foi libertado na terça-feira, após cumprir pena de seis meses na prisão do Condado de Osage, no Oklahoma. A informação foi confirmada pelo gabinete do xerife local, que registrou a saída às 00h11, no horário local.

Morris foi condenado por abusar sexualmente de Cindy Clemishire durante vários anos a partir da década de 1980, quando ela tinha 12 anos. Ele também recebeu pena suspensa de 10 anos e deverá se registrar como agressor sexual, além de pagar US$ 270 mil em restituição.

O caso teve origem em acusações formais apresentadas em março de 2025 por um júri em Oklahoma. Segundo o processo, os abusos começaram em 25 de dezembro de 1982 e se estenderam por cerca de quatro anos e meio. Na época, Morris atuava como evangelista itinerante.

O advogado Bill Mateja afirmou que o pastor se declarou culpado em outubro de 2025: “Ele se declarou culpado porque queria assumir a responsabilidade por sua conduta. Ele prontamente aceitou a responsabilidade perante a lei em virtude de sua declaração de culpa”, acrescentou, de acordo com o The Christian Post.

Além da condenação criminal, Morris enfrenta um processo por difamação movido por Cindy Clemishire e seu pai, Jerry Lee Clemishire. A ação pede indenização superior a US$ 1 milhão e sustenta que declarações públicas do pastor e de líderes da igreja teriam descrito o caso como um “relacionamento” consensual, e não como abuso.

O processo está suspenso enquanto aguarda análise de um pedido de revisão judicial apresentado por advogados da Gateway Church e por membros da liderança, incluindo John D. Willbanks, Kenneth W. Fambro II e Dane Minor. O pedido foi apresentado após decisão da juíza Emily Tobolowsky, do Tribunal Distrital do Condado de Dallas, que rejeitou tentativa de arquivamento com base na doutrina de abstenção eclesiástica.

A magistrada também autorizou a produção limitada de provas para análise do caso, decisão contestada pelos advogados da igreja com base na Texas Citizens Participation Act, legislação que trata da proteção à liberdade de expressão.

O advogado Ron Breaux, representante da igreja, afirmou: “Ninguém na atual liderança da Gateway tinha conhecimento do comportamento criminoso de seu ex-pastor”. Ele acrescentou: “Essas ações […] são protegidas pela Primeira Emenda contra questionamentos seculares”.

Prefeito evangélico de Sorocaba é restaurado ao cargo pelo STF

O ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal, determinou na terça-feira, 31 de março, o retorno de Rodrigo Manga (Republicanos) ao cargo de prefeito de Sorocaba.

Na decisão, o ministro considerou ilegal a duração do afastamento, que já somava 145 dias. Ele afirmou que o período configurou “intervenção excessiva na esfera política e administrativa” do município.

Rodrigo Manga foi reeleito em 2024 com 73,75% dos votos no primeiro turno. O magistrado apontou que o tempo afastado do cargo ultrapassou parâmetros observados em situações semelhantes.

Após a decisão, o prefeito afirmou que a medida representa a garantia de direitos políticos. Com o retorno autorizado, ele poderá optar entre reassumir a função ou se afastar novamente para eventual participação nas eleições de 2026, de acordo com informações da revista Oeste.

O nome de Rodrigo Manga tem sido citado em levantamentos eleitorais como possível candidato a cargos como Senado, governo do estado de São Paulo e Presidência da República devido à sua forte presença em redes sociais, com milhões de seguidores.

Ditadura sanitária? Pais são condenados por não vacinar filhos

Uma família de Curitiba foi condenada ao pagamento de R$ 500 mil em multas por não vacinar filhos contra a Covid-19. A penalidade foi aplicada em 2023 e reafirmada posteriormente, com a acumulação de multas diárias de R$ 300 para cada um dos pais.

O valor total, segundo a família, supera a capacidade de pagamento. Os pais aguardam julgamento de embargos de declaração ainda em primeira instância.

O caso teve início em 2017, quando o Conselho Tutelar apontou atraso na vacinação das crianças, que hoje têm 10 e 12 anos. Os pais regularizaram as vacinas pendentes na ocasião e consideraram a questão resolvida.

Em 2020, ano de início da pandemia, a pediatra dos meninos emitiu uma declaração que, de acordo com a família, foi utilizada como base para a sentença sobre vacinar filhos. O documento, no entanto, referia-se a outras vacinas, uma vez que a vacina contra a Covid-19 ainda não existia.

A defesa sustenta que esse fato não foi considerado pela Justiça, assim como o registro de que os dois irmãos contraíram Covid sem sintomas graves e o argumento de que a vacinação contra a doença não era obrigatória à época — condição que, para crianças, só passou a vigorar em 2023.

Documentos médicos e decisões judiciais

Em 2023, um infectologista identificado como Francisco Cardoso emitiu atestado contraindicando a vacina da Covid para os dois irmãos, que apresentam problemas respiratórios. O Ministério Público contestou o documento sob o argumento de que teria sido emitido após uma única consulta, realizada de forma remota sobre vacinar filhos contra a covid ou não.

A Vara da Infância e Juventude de Curitiba também descartou uma nova declaração da pediatra que acompanha as crianças. No documento, a médica esclarecia que sua manifestação anterior, de 2020, não se referia à vacina da Covid e que concordava com a avaliação do infectologista. A juíza responsável considerou que a declaração foi apresentada fora do prazo.

A defesa da família alega que a decisão desconsidera o artigo 493 do Código de Processo Civil, segundo o qual fatos supervenientes que influam no julgamento devem ser considerados pelo juiz, de ofício ou a pedido da parte, no momento da decisão.

Contexto da vacinação contra Covid

As multas foram aplicadas antes que a vacina contra a Covid fosse incorporada ao Programa Nacional de Imunizações (PNI), o que ocorreu em 2024. Atualmente, o PNI recomenda a vacina para crianças de até 5 anos. Na data do último pronunciamento judicial, os dois irmãos já haviam ultrapassado essa faixa etária.

Segundo dados citados pela defesa, o Brasil é o único país que mantém a exigência da vacina da Covid para crianças. Países que adotaram política semelhante já a reverteram. A Organização Mundial da Saúde (OMS) também retirou seu apoio à vacinação obrigatória para essa faixa etária, conforme registrado nos autos.

Situação atual

Os pais permanecem com a dívida acumulada e aguardam a análise dos embargos de declaração pela primeira instância. O caso reúne questionamentos sobre prazos processuais, validade de laudos médicos e a aplicação retroativa de exigências de vacinação. Com: Gazeta do Povo.

Psicóloga destaca: discipulado é a essência da cultura do Reino

Em um artigo publicado como encerramento da série alusiva ao mês da mulher, a psicóloga Darci Lourenção abordou o princípio bíblico do discipulado entre gerações e sua relevância para a formação de uma cultura eclesial saudável, algo destacado por ela como “cultura do reino“.

A autora sustenta que, embora as gerações mais jovens disponham de mais informação e ferramentas tecnológicas, a lógica do Reino de Deus opera de forma inversa: caberia às mulheres mais experientes transmitir sabedoria às mais novas.

Base bíblica e princípio espiritual

Lourenção fundamenta sua reflexão na passagem de Tito 2:3-5, na qual o apóstolo Paulo orienta que as mulheres mais velhas ensinem às mais jovens o que é bom. Segundo a autora, a recomendação não se trata de um conselho cultural, mas de um chamado espiritual que revela o coração de Deus para a formação de vidas maduras, saudáveis e firmadas na verdade.

A psicóloga observa que o momento atual é marcado por um excesso de informação associado a uma profunda desorientação emocional, o que tornaria esse princípio da cultura do reino ainda mais necessário.

Dimensão pastoral e psicológica

Do ponto de vista pastoral, Lourenção afirma que ninguém cresce sozinho no Reino. A maturidade cristã, segundo ela, desenvolve-se no convívio, na escuta atenta e na partilha de vida — processo no qual ocorre transferência não apenas de conhecimento, mas também de sabedoria.

As mulheres mais experientes, acrescenta, carregam histórias redimidas, dores curadas e aprendizados que podem servir de caminho para outras.

Sob a perspectiva psicológica, a autora aponta a necessidade humana de referência. Em diferentes fases da vida, toda mulher busca modelos que auxiliem na compreensão da própria identidade e na condução de sua trajetória.

Quando essa referência é saudável, amorosa e fundamentada na Palavra, argumenta, ela fortalece a identidade, reduz inseguranças e promove equilíbrio emocional. A ausência dessa mentoria, por outro lado, pode gerar confusão, solidão e repetição de padrões disfuncionais.

O modelo de Noemi e Rute

Lourenção utiliza a narrativa bíblica de Noemi e Rute como ilustração do discipulado entre gerações. Diante das dificuldades enfrentadas pelas duas mulheres viúvas, Noemi exerceu papel de orientação prática e intencional, conduzindo Rute a um caminho de restauração, honra e futuro.

“Mais do que um conselho circunstancial, havia discernimento espiritual: Noemi enxergava além da dor e conduzia Rute a um caminho de restauração, honra e futuro”, escreve a autora, que recomenda a leitura do livro de Rute como exemplo de sabedoria e encorajamento na relação entre gerações.

Conclusão e convite à prática

A psicóloga conclui que a cultura do Reino se estabelece quando há corações dispostos tanto a ensinar quanto a aprender, reconhecendo que o amadurecimento espiritual ocorre no encontro entre gerações.

Ela propõe em seu artigo para o Guiame duas perguntas como exercício de reflexão: “quem você tem discipulado — e de quem você tem aprendido?”.

Canadá aprova lei que torna citações bíblicas ‘discurso de ódio’

A Câmara dos Comuns do Canadá aprovou, na quarta-feira, um projeto de lei conhecido como “Lei de Combate ao Ódio”, identificado como Projeto de Lei C-09. A proposta recebeu 186 votos favoráveis e 137 contrários e impacta a liberdade religiosa.

O apoio à medida veio de parlamentares do Partido Liberal do Canadá e do Bloco Quebequense. A oposição foi registrada por membros dos partidos Conservador, Novo Democrático e Verde.

O texto estabelece que pessoas que cometerem infrações motivadas por ódio — com base em fatores como raça, origem, religião, sexo, idade, deficiência, orientação sexual ou identidade de gênero — poderão responder criminalmente. A proposta define ódio como “uma emoção de natureza intensa e extrema, claramente associada à difamação e à aversão”.

A legislação também prevê penalidades para condutas que busquem intimidar indivíduos e impedir seu acesso a locais como templos religiosos, instituições educacionais, residências para idosos e cemitérios utilizados por grupos protegidos.

O projeto inclui uma cláusula que permite a expressão de opiniões em debates públicos, desde que não haja intenção de promover ódio contra grupos identificáveis. O texto afirma que declarações de natureza educacional, religiosa, política ou científica podem ser feitas, desde que não incentivem discriminação.

A proposta prevê ainda a revogação de um trecho do Código Penal Canadense que atualmente protege a expressão de opiniões religiosas feitas de boa-fé. Esse ponto gerou manifestações de preocupação por parte de organizações religiosas.

O presidente da Conferência Canadense de Bispos Católicos, padre Pierre Goudreault, enviou carta ao primeiro-ministro Mark Carney no final do ano anterior. Ele afirmou: “A proposta de eliminação da defesa de ‘boa-fé’ em textos religiosos levanta preocupações significativas”.

Goudreault declarou que a mudança pode afetar a segurança jurídica de comunidades religiosas. De acordo com o The Christian Post, ele afirmou que “a remoção dessa disposição corre o risco de gerar incerteza para comunidades religiosas, clérigos e educadores”. Em seguida, acrescentou: “Eliminar uma salvaguarda legal clara provavelmente terá um efeito inibidor sobre a expressão religiosa”.

Antes de entrar em vigor, o projeto precisa ser aprovado pelo Senado do Canadá. A previsão é de que a análise ocorra após a retomada das sessões legislativas, marcada para segunda-feira, 14 de abril.

Batistas montam projeto focado em ajudar os casais cristãos

A Convenção Geral Batista do Texas (conhecida como Batistas do Texas) e o ministério nacional Communio, voltado ao fortalecimento do casamento cristão, estabeleceram uma parceria estadual com o objetivo de capacitar igrejas na promoção da estabilidade familiar, no apoio a casamentos e na divulgação do Evangelho em todo o território texano.

A Communio é uma organização sem fins lucrativos sediada na Virgínia, fundada pelo autor JP De Gance. A entidade oferece treinamento e suporte a igrejas de tradição evangélica, protestante e outros contextos cristãos, com foco na evangelização e no discipulado por meio da renovação de relacionamentos e da formação de famílias saudáveis.

Abrangência e recursos

A parceria concede às aproximadamente 5.300 igrejas filiadas aos Batistas do Texas acesso direto a especialistas, materiais e capacitação oferecidos pela Communio.

O suporte inclui auxílio a pastores e líderes na avaliação das necessidades relacionais das congregações, organização de eventos voltados a casais e solteiros, oferta de aulas e retiros baseados na fé sobre relacionamento e casamento, e uso do ministério de relacionamento como ferramenta de alcance comunitário, discipulado e crescimento.

Contexto demográfico

Segundo dados do Relatório 2024 da Texas Public Policy Foundation, aproximadamente 54% das crianças no Texas são criadas pelos pais biológicos casados — o que indica que quase metade da população infantojuvenil cresce fora desse formato familiar.

O mesmo relatório, com base em informações do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), aponta que mais de 42% dos nascimentos no estado ocorrem de mães solteiras, e o Texas registra 5,8 casamentos e 2,1 divórcios para cada mil residentes.

Experiência de igreja parceira

O pastor Ronny Marriott, líder da Primeira Igreja Batista em Richardson e ex-presidente dos Batistas do Texas, relatou os resultados obtidos em duas igrejas nas quais já trabalhou com a Communio em favor do casamento cristão.

“Utilizamos o Communio para nos ajudar a planejar e anunciar diversas festas de quarteirão no campus da nossa igreja. Eles nos ajudaram a criar os gráficos para as promoções, que usamos para mídias sociais, revistas comunitárias, cabides e cartões de convite”, disse Marriott ao The Christian Post.

Ele acrescentou que a organização também forneceu um banco de dados de possíveis contatos para a igreja, com envio de mala direta e e-mails para residências selecionadas conforme os parâmetros definidos pela congregação.

Segundo Marriott, a Communio ainda realizou uma pesquisa relacional entre os membros para auxiliar na compreensão das necessidades da igreja relacionadas ao crescimento e engajamento.

Resultados nacionais e declarações

JP De Gance, fundador e presidente da Communio, afirmou em comunicado que a organização observou “uma tremenda transformação vindo de nossas igrejas batistas parceiras no Texas, com aumentos de dois dígitos na frequência à igreja, centenas de convidados pela primeira vez e vários casamentos salvos”.

“Estou emocionado que esta nova parceria com os batistas do Texas dará a milhares de pastores acesso mais fácil aos nossos serviços de apoio ministerial. Isso significa que muito mais pessoas conhecerão Jesus e muitos mais casamentos cristãos prósperos”, completou De Gance.

A Communio também divulgou dados de igrejas parceiras preocupadas com o sucesso do casamento cristão em todo o país: entre as congregações que participaram do programa por um a dois anos, houve crescimento médio de 24% na frequência dominical.

Em 2025, mais de 56 mil pessoas participaram de experiências de extensão promovidas pela organização, sendo quase um terço composto por pessoas não frequentadoras da igreja. Além disso, mais de 82 mil pessoas participaram de eventos presenciais voltados ao ministério de relacionamento.

Desafios de comunicação

Sobre os desafios enfrentados pelas igrejas, Marriott destacou a dificuldade de comunicar com clareza os propósitos das iniciativas. “Nossa igreja está cheia de engenheiros que gostam de detalhes. Communio nos ajudou a elaborar nossa língua”, afirmou.

Outras parcerias

Além da parceria com os Batistas do Texas, a Communio informou que atualmente trabalha com outros parceiros ministeriais e organizações, incluindo a Arizona Mission Network, o Family Leader e o Center for Christian Virtue. Com informações: The Christian Post.