Vídeo de Nikolas rebatendo Janja tem 20 milhões de visualizações

O vídeo publicado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) como resposta à primeira-dama Rosângula da Silva, a Janja, ultrapassou 21 milhões de visualizações em pouco mais de 24 horas em redes sociais. No mesmo período, o conteúdo original divulgado por Janja sobre o mesmo tema não alcançou 900 mil visualizações.

A manifestação da primeira-dama foi publicada na sexta-feira (27) e abordou o projeto de lei que criminaliza o discurso de misoginia, recentemente aprovado pelo Senado. No vídeo, ela criticou um grupo de homens nas redes sociais e direcionou a fala a um deputado, sem mencionar o nome do parlamentar.

“Eu quero dizer que enquanto você, deputado, se preocupava em produzir um vídeo cheio de mentiras e protegendo aqueles homens que vão pra internet disseminar discurso de ódio, uma mulher era assassinada”, afirmou.

Janja também declarou que seguirá defendendo o combate ao discurso de ódio contra mulheres.

“Nós, mulheres, não vamos desistir. Nem eu, deputado, não se preocupe. Eu vou estar sempre ao lado das mulheres nessa luta contra esse discurso de ódio. Eu não vou desistir.”

Resposta de Nikolas

Em reação às declarações, Nikolas Ferreira publicou um vídeo no qual sustentou que o projeto não trata de violência contra a mulher, mas sim de controle sobre o que pode ser dito na internet.

“Obrigado, Janja, por mostrar que agora eu tenho mais do que certeza de que eu tô no caminho certo”, disse.

O deputado também criticou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e afirmou que a primeira-dama tenta atribuir a ele a responsabilidade por crimes contra mulheres.

“Até mesmo porque as pessoas compreenderam que esse projeto não tem nada a ver com violência doméstica, agressão contra a mulher ou até mesmo morte contra as mulheres”, declarou.

Novo vídeo de Janja

Na segunda-feira (30), Janja publicou um novo vídeo sobre o tema. Na gravação, ela exibe manchetes de notícias sobre casos de mulheres assassinadas e, na legenda da publicação, acusou o deputado de mentir.

Em razão de comentários críticos direcionados ao governo do presidente Lula, a primeira-dama optou por restringir as interações na publicação, limitando a exibição de respostas, segundo informações do Pleno News.

Após críticas por avião, Malafaia admite planos de comprar outro

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O pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC), se posicionou após críticas relacionadas ao uso de recursos e à substituição de uma aeronave vinculada ao seu ministério. A declaração foi feita em vídeo divulgado nas redes sociais.

Na gravação, o pastor contestou interpretações sobre a destinação de recursos das igrejas. Ele afirmou: “Ele faz uma outra aberração teológica. O dinheiro da igreja é para ser dividido entre os membros. Você tá de brincadeira. Onde é que tá isso na Bíblia? Que doutrina é essa? Você tá fazendo uma confusão”.

Em seguida, defendeu que a doação de bens no cristianismo ocorre de forma voluntária. “Os cristãos da igreja primitiva resolveram voluntariamente doar propriedades, riquezas com aqueles que não tinham. Uma decisão pessoal do cristianismo. Obras são pessoais. Dinheiro da igreja, biblicamente falando, é para manutenção da casa do Senhor e expansão do reino de Deus na terra”, declarou.

Silas Malafaia também afirmou que a aeronave foi adquirida com recursos diretos da AVEC. Ele disse: “O avião não foi comprado pela igreja. Eu passei a ser pastor da igreja a partir de 2010. O avião foi comprado em 2009 pela Associação Vitória em Cristo, dando satisfação aos parceiros que eu precisava de uma ferramenta, não para passear com a minha família, de trabalho”.

Ao comentar as críticas, comparou a aquisição do avião com a compra de veículos comuns. “Quer dizer que você pode comprar um carro não é errado, mas comprar um avião é pecado, porque o dinheiro é maior. Que lógica é essa?”, afirmou.

Sobre o estado da aeronave, ele declarou: “O avião que eu comprei hoje tá bem velho, ele é avião 1985, tá bem conservado e eu tô precisando trocar e tô orando a Deus para me abrir portas, para tocar em pessoas que eu preciso de um avião mais novo”.

O pastor também citou ações sociais desenvolvidas pela instituição. Ele afirmou: “A obra social que nós mantemos há mais de 20 anos banca mais de 4.000 pessoas por dia com obras sociais, recuperação de drogados, recuperação de mendigos, reforço escolar, um trabalho em Guiné-Bissau”.

Ao final, criticou acusações feitas contra líderes religiosos e citou um trecho bíblico. Ele declarou: “Hoje há uma onda para caluniar igrejas e pastores”. Em seguida, afirmou: “Por suas palavras vocês vão ser condenados e por suas palavras vão ser justificados”.

‘Deixe meu povo ir’: série ‘Moisés’ chegará ao Amazon Prime

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A produtora Wonder Project anunciou a série Moisés, um especial em três partes intitulado originalmente The Old Stories: Moses, que abordará a história de Moisés. O projeto é realizado em parceria com a Amazon MGM Studios e tem estreia prevista para setembro nos Estados Unidos, com lançamento global posterior.

O especial foi criado pelo cineasta Jon Erwin e conta com Ben Kingsley no papel de Moisés e OT Fagbenle como Faraó. O elenco inclui ainda Louis Ferreira, Anna Khaja e Rada Rae.

Em comunicado ao The Christian Post, Jon Erwin afirmou: “Moisés é uma das figuras mais icônicas da história, e sua história ainda ressoa em nós hoje”. Ele acrescentou: “Nosso objetivo era contar ‘The Old Stories: Moses’ com uma grandiosidade e uma imponência cinematográficas que transmitissem uma sensação épica e, ao mesmo tempo, pessoal”.

O especial integra o universo da série Casa de Davi e apresenta eventos anteriores à ascensão de Davi ao trono. A narrativa acompanha um jovem pastor que observa a trajetória de personagens que o antecederam.

O trailer divulgado apresenta cenas baseadas em relatos bíblicos, incluindo a passagem da sarça ardente descrita em Êxodo 3. Na produção, o personagem afirma: “Eu ouvi uma voz. Ele sabia meu nome”. Em seguida, declara: “Ele me disse que eu devia retornar ao Egito, ao lugar onde nasci, onde meu povo está em cativeiro, escravo”.

As imagens também mostram episódios como o encontro de Moisés com o faraó, a ordem “Deixe meu povo ir”, a travessia do Mar Vermelho e as pragas do Egito.

Jon Erwin atua como diretor, roteirista e produtor executivo. Jon Gunn e Justin Rosenblatt também participam como produtores executivos, com Gavin J. Behrman como coprodutor executivo e Adam Abel como produtor.

Em entrevista, Jon Gunn afirmou: “A pureza é o que faz tudo funcionar”. Ele acrescentou: “Os estúdios muitas vezes tentam duplicar a autenticidade, mas falta-lhe alma”. Em seguida, declarou: “Se não me emocionar, não quero fazer”.

O produtor também afirmou: “Buscamos histórias que façam você querer contar aos seus amigos: ‘Vocês precisam ver isso’”. Ele concluiu: “Você consegue perceber quando alguém está tentando te vender algo em vez de algo que seja puro e autêntico”.

Reunião de oração resulta na prisão de 13 cristãos na Eritreia

A polícia da Eritreia prendeu 13 cristãos durante uma reunião em local não divulgado, segundo informações da organização Portas Abertas. Os detidos foram levados para a 5ª delegacia da capital Asmara.

De acordo com fontes da entidade, um dos presos já havia permanecido cerca de 15 anos no centro de detenção de Mitire e havia sido libertado há menos de um ano.

Segundo relatos, os cristãos detidos não devem ser formalmente acusados nem levados a julgamento, seguindo o padrão de prisões consideradas arbitrárias no país. A organização afirma que, ao longo dos últimos 24 anos, milhares de cristãos foram presos sem acesso a processos judiciais. Parte dos detidos é libertada após anos de encarceramento.

O governo da Eritreia proibiu, em 2002, a prática de religiões fora do islamismo e de denominações cristãs reconhecidas oficialmente, como as tradições Ortodoxa, Católica e Luterana. Desde então, autoridades têm realizado operações contra reuniões religiosas não autorizadas, incluindo igrejas domésticas.

A Portas Abertas afirmou, em nota, que acompanha o caso e pediu apoio em oração. A entidade declarou que ora para que Deus conceda “graça para que os cristãos recém-presos honrem a Cristo em meio às circunstâncias e não sejam dominados pelo medo e provisão divina às famílias enquanto estão separadas”.

A organização também afirmou que ora por “mudança de coração dos líderes do país e que as liberdades dos cidadãos de se locomover, se reunir sem medo e adorar de acordo com suas próprias convicções sejam respeitadas”.

Cristã é dada como “morta” e expulsa de casa por sua fé em Jesus

No estado de Chhattisgarh, na Índia, uma jovem identificada como Sonia foi expulsa de sua aldeia e declarada “morta” por sua própria família depois de se recusar a negar publicamente a fé cristã. O caso ocorreu após a conversão dela ter sido descoberta por familiares.

De acordo com a organização Global Christian Relief, que compartilhou o testemunho em suas redes sociais, Sonia converteu-se ao cristianismo depois de vivenciar uma experiência de cura em um albergue cristão. A partir de então, passou a seguir a fé em segredo durante anos.

Descoberta e rituais

Ao retornar à aldeia onde nasceu, sua conversão foi identificada. Segundo a Global Christian Relief, centenas de moradores se reuniram e exigiram que ela negasse Jesus publicamente.

Na ocasião, um residente da localidade teria jogado a Bíblia de Sonia no chão e ordenado que ela pisasse no livro. A jovem recusou-se a fazê-lo.

Em resposta, o próprio pai dela a agrediu e realizou um ritual simbólico de funeral, quebrando um vaso de barro e lavando as mãos — prática adotada em algumas regiões do país para declarar alguém “morto” perante a família.

Na mesma noite, Sonia foi expulsa da aldeia vestindo apenas as roupas que portava. Desde então, não teve mais contato com os familiares.

Declarações

Em seu relato, Sonia afirmou ter encontrado sustentação na fé apesar das perdas.

“Não há amor maior do que o amor de Jesus”, disse.

A Global Christian Relief, ao divulgar o testemunho, afirmou:

“Ela perdeu sua casa. Sua família. Tudo o que conhecia. Mas encontrou algo que seu pai não pôde tirar dela.”

A organização também publicou um pedido de oração:

“Vamos orar por Sonia e por outros crentes como ela que perderam suas famílias por seguirem Jesus: ‘Senhor, encontre-os em sua dor. Dê-lhes a sua paz que excede todo entendimento. Envolva-os com o seu amor e com comunhão. Deixe-os saber que não estão sozinhos. Amém’.”

Mais de 1.000 universitários se reúnem em culto na USP

A Praça do Relógio, na Universidade de São Paulo (USP), recebeu na sexta-feira (27) um culto promovido pelo Dunamis Pockets, movimento cristão voltado a universitários. Segundo os organizadores, mais de 1.150 estudantes participaram do encontro, que incluiu momentos de louvor, oração e testemunhos.

A liderança do Dunamis Pockets informou ao Pleno.News que, durante a programação, foram registrados relatos de curas.

“Foi um momento muito marcante. Durante o encontro, testemunhamos 14 curas e um grande mover, impactando profundamente a vida de muitos estudantes”, afirmou a organização.

Resistência e agressão

De acordo com a equipe do Dunamis, o evento também enfrentou oposição de parte dos alunos. Os organizadores relataram que houve tentativas de interromper o culto, incluindo uma ação para cortar a fiação que ligava o gerador de energia utilizado para alimentar microfones e instrumentos musicais.

Ainda segundo o grupo, uma voluntária do movimento teria sido agredida no momento da confusão. Apesar das ocorrências, a programação seguiu normalmente, com os participantes permanecendo reunidos no local.

“Enfrentamos retaliações, incluindo episódios de agressão, o que tornou tudo ainda mais significativo diante do que foi vivido naquele dia”, completou a liderança do Dunamis Pockets.

Nikolas rebate ataque de Janja após vídeo contra PL da misoginia

A primeira-dama Rosângula da Silva, a Janja, fez críticas ao deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) em razão de um vídeo publicado por ele nas redes sociais na sexta-feira (27), no qual comenta o projeto de lei que tipifica o crime de misoginia. A proposta foi aprovada pelo Senado três dias antes e aguarda análise na Câmara dos Deputados.

Em suas declarações, Janja afirmou que o parlamentar teria divulgado informações falsas sobre o texto e associou o conteúdo publicado à violência contra mulheres.

“Eu quero dizer que enquanto você, deputado, se preocupava em produzir um vídeo cheio de mentiras e protegendo aqueles homens que vão pra internet disseminar discurso de ódio, uma mulher era assassinada”, disse.

A primeira-dama declarou ainda que continuará defendendo a proposta e criticou o que classificou como discurso de ódio nas plataformas digitais.

“Nós mulheres não vamos desistir. Nem eu, deputado, não se preocupe. Eu vou estar sempre ao lado das mulheres nessa luta contra esse discurso de ódio. Eu não vou desistir.”

Resposta do deputado

Nikolas Ferreira publicou um vídeo em resposta à primeira-dama. Ele afirmou que as críticas reforçam sua posição contrária ao projeto, que, segundo ele, teria como propósito controlar opiniões.

“Obrigado, Janja, por mostrar que agora eu tenho mais do que certeza de que eu estou no caminho certo”, disse o deputado.

Em sua fala, Nikolas também sustentou que o projeto não trata de violência contra a mulher, mas sim de estabelecer limites para o que pode ser expresso em redes sociais.

“Até mesmo porque as pessoas compreenderam que esse projeto não tem nada a ver com violência doméstica, agressão contra a mulher ou até mesmo morte contra as mulheres”, afirmou.

O parlamentar fez referência a governos anteriores do Partido dos Trabalhadores e dirigiu críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, marido de Janja. Segundo Nikolas, durante os primeiros mandatos do PT (2003 a 2013) os índices de feminicídio já apresentavam crescimento.

“De 2003 a 2013, o governo do PT e o seu marido governou o Brasil. Não fui eu que fui presidente da República, foi o seu”, declarou.

Nikolas acusou ainda o governo de usar o tema com fins eleitorais e disse que seguirá contestando a proposta.

“É fazer um monte de discurso pra poder ganhar a eleição novamente, enganar as pessoas, mas que na prática não tem ação concreta alguma.”

AVC leva baterista Geraldo Abdo a deixar Novo Som após 37 anos

O baterista Geraldo Abdo anunciou sua saída da banda Novo Som após mais de três décadas de atuação. A decisão foi comunicada em carta aberta publicada na segunda-feira, 30 de março de 2026.

Segundo o músico, a saída foi motivada por sequelas de um acidente vascular cerebral sofrido em março de 2025, que comprometeu seus movimentos. Ele declarou: “É importante deixar claro que essa mudança foi motivada por um AVC Isquêmico, ocorrido em março de 2025, que comprometeu meus movimentos para a bateria”.

A publicação teve ampla repercussão nas redes sociais e reuniu milhares de interações em curto período. Na mensagem, Geraldo Abdo agradeceu aos integrantes da banda, incluindo Alex Gonzaga e Mito Pascoal, além da produtora Mônica Silva e do público.

Geraldo Abdo integrou o Novo Som desde 1989, participando das principais fases do grupo, que ultrapassou a marca de um milhão de cópias vendidas. Sua permanência ao longo dos anos consolidou uma formação estável no cenário da música gospel brasileira.

Na carta, ele afirmou: “Agradeço também a toda a Família Novo Som, aos amigos que passaram pela banda em todas as épocas, aos que oraram por mim e a todos os admiradores da minha jornada”. Em seguida, declarou: “Uma vez Família Novo Som, sempre Família Novo Som”.

A banda mantém atividades regulares e segue com novos lançamentos. Em fevereiro de 2026, o grupo participou da gravação da música Em Silêncio, em parceria com a dupla André e Felipe.

Natural do Rio de Janeiro, Geraldo Abdo iniciou sua trajetória musical ainda na infância. Na adolescência, já atuava profissionalmente e integrou grupos musicais antes de ingressar no Novo Som. Sua atuação na banda foi marcada pela participação contínua ao longo de mais de 30 anos.

Moraes vota a favor de ação do CFP contra psicólogos cristãos

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou na sexta-feira (27) a favor da manutenção de uma resolução do Conselho Federal de Psicologia (CFP) que veda a vinculação da prática profissional a orientações religiosas, algo que

Em seu voto, Moraes invocou o princípio da laicidade do Estado e a necessidade de resguardar as convicções dos pacientes diante de eventuais abordagens com finalidade proselitista.

De acordo com o ministro, a norma do conselho tem como objetivo impedir que psicólogos utilizem denominações religiosas em sua identificação profissional, assegurando a proteção dos atendidos.

Na prática, porém, a decisão acaba por afetar profissionais que manifestam posições religiosas publicamente, mesmo quando não estão em exercício profissional, algo que tem sido apontado há anos por figuras como a psicóloga Marisa Lobo, conhecida nacionalmente justamente por criticar, segundo ela, ações persecutórias do CFP.

Para o ex-diretor do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, professor e pastor Tassos Lycurgo, a decisão também é motivo de grande preocupação. “Uma psicóloga foi denunciada por escrever ‘glorificando a Deus em tudo que faço’ na bio do Instagram. Nenhum paciente reclamou. Nenhum protocolo violado. O STF vota isso até 8 de abril. O Brasil chegou longe demais”, comentou ele.

A validade da resolução é contestada em uma ação ajuizada pelo partido Novo e pelo Instituto Brasileiro de Direito e Religião (IBDR). Os autores sustentam que a restrição impõe perseguição seletiva, especialmente contra psicólogos cristãos que atuam em redes sociais. Em seu voto, o relator não aprofundou a análise sobre o suposto risco de patrulhamento ideológico apontado na petição inicial.

O julgamento ocorre no plenário virtual da Corte, com prazo para os demais ministros apresentarem seus votos até 8 de abril. Ao final do período, o colegiado definirá se mantém a proibição estabelecida pelo órgão de classe ou se acolhe a tese de maior liberdade de atuação dos profissionais.

Ministro ‘terrivelmente evangélico’ vai julgar futuro de criminosos

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, foi designado relator de um habeas corpus coletivo que trata da custódia de detentos no país. A distribuição do processo ocorreu na sexta-feira, 27 de março.

A ação foi apresentada pelos deputados federais Rui Falcão, Lindbergh Farias, Pedro Uczai e Reimont. O pedido solicita a transferência para regime domiciliar de presos com mais de 70 anos ou com doenças graves.

Os autores argumentam que decisões individuais não são suficientes para enfrentar o que classificam como “estado de coisas inconstitucional” no sistema prisional. Segundo o documento, a manutenção de detentos sem condições adequadas de tratamento pode violar direitos fundamentais.

A petição não menciona casos específicos, mas faz referência a uma “pessoa de alta visibilidade política com idade superior a 70 anos” como exemplo de urgência. O pedido é distinto de decisão anterior do ministro Alexandre de Moraes, que fixou prazo de 90 dias para permanência do ex-presidente Jair Bolsonaro em residência oficial.

Os parlamentares fundamentam a ação em precedentes como a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental 347, que reconheceu problemas estruturais no sistema prisional brasileiro. Eles também citam propostas voltadas à redução da população carcerária, conforme informado pela revista Oeste.

Segundo os autores, a medida busca garantir a dignidade de presos em situação considerada vulnerável. O caso será analisado pelo Supremo Tribunal Federal.