Sara Mariano: marido condenado a 34 anos por encomendar crime

Ederlan Santos Mariano foi condenado a 34 anos e cinco meses de prisão em regime fechado pela morte da esposa, a cantora gospel Sara Mariano. A sentença foi proferida na quarta-feira, 25 de março, em Dias d’Ávila, na Região Metropolitana de Salvador.

Outros dois réus também foram condenados no mesmo julgamento. Victor Gabriel Oliveira Neves recebeu pena de 33 anos e dois meses, enquanto Weslen Pablo Correia de Jesus foi condenado a 28 anos e seis meses, com redução da pena após confissão.

O crime ocorreu em 24 de outubro de 2023. Na ocasião, o marido chegou a registrar o desaparecimento da vítima na delegacia local e participou de buscas públicas antes de ser preso em 28 de outubro.

Segundo as investigações conduzidas pelo delegado Euvaldo Costa, Ederlan foi apontado como mandante do crime. As apurações indicaram que Gideão Duarte de Lima conduziu a vítima até o local, Victor Gabriel a imobilizou e Weslen Pablo realizou o ataque com faca.

Gideão Duarte já havia sido condenado em abril de 2025 a 20 anos e quatro meses de prisão. De acordo com o Ministério Público da Bahia, os réus responderam por feminicídio qualificado por motivo torpe, mediante pagamento, com emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima, além de ocultação de cadáver e associação criminosa.

Durante as investigações, Gideão, Victor Gabriel e Weslen Pablo admitiram ter dividido R$ 2 mil pagos para a execução do crime. O corpo de Sara Mariano foi encontrado em 27 de outubro de 2023, às margens da rodovia BA-093, em Dias d’Ávila.

A vítima havia desaparecido três dias antes, após sair de casa, no bairro de Valéria, em Salvador, com destino a um encontro em uma igreja. Horas antes, ela publicou em redes sociais que seguia para o município onde foi posteriormente localizada.

De acordo com o G1, o julgamento ocorreu no Fórum Desembargador Gerson Pereira dos Santos, após adiamento anterior motivado pela saída dos advogados de defesa, considerada irregular pela Justiça. O júri teve início na terça-feira, 24 de março, e foi concluído no dia seguinte.

CPI do INSS: Sóstenes critica STF por encerrar investigação

O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (RJ), criticou o Supremo Tribunal Federal e parlamentares da base governista ao comentar o desfecho da CPMI do INSS. A declaração foi feita em meio às discussões sobre o relatório final da comissão.

O deputado afirmou: “Eu acho que o Supremo demonstra aos aposentados e pensionistas brasileiros que eles estão de costas e não estão nem um pouquinho preocupados com a roubalheira”.

Sóstenes também respondeu a declarações do ministro Gilmar Mendes sobre possíveis vazamentos de informações da comissão. Ele negou envolvimento e solicitou a identificação dos responsáveis.

De acordo com a revista Oeste, o parlamentar declarou: “Essa carapuça que ele quer colocar não serve pra mim, porque eu não vazei nada”. Em seguida, acrescentou: “Então, como ele é quem está acusando de vazamento, que traga os nomes. Senão, ele está cometendo um crime de acusar indevidamente pessoas sem provas. O ministro Gilmar Mendes precisa, ao rigor da legislação brasileira, dar os nomes de quem produziu os vazamentos”.

O deputado também criticou a condução política dos trabalhos da comissão e apontou tentativa de interferência por parte da base do governo federal. Segundo ele, a elaboração de um relatório alternativo por aliados do Executivo já era esperada. Ele afirmou: “Nenhuma surpresa, desde o início o PT não queria CPMI, o PT está aqui blindando os ladrões de aposentados”. Em seguida, declarou: “Eles são literalmente protetores de ladrões de aposentados e pensionistas. Se eles fizerem isso, demonstram mais uma vez quem são os petistas”.

Sóstenes rejeitou a possibilidade de acordo para unificar as conclusões da comissão. Ele afirmou: “Nós não estamos aqui para fazer acordinho. Nós estamos aqui para defender aposentado e pensionista”.

De acordo com o parlamentar, a definição ocorrerá por meio de votação. Ele declarou: “Ou eles votam o relatório que o relator vai apresentar, ou eles apresentam outro e mostram ao Brasil quem são eles”.

O deputado informou que o relatório será apresentado na sexta-feira, 27 de março, e que a votação poderá se estender, se necessário. Ele afirmou: “O relatório vai ser lido amanhã, não sei quanto tempo vai levar”. Em seguida, concluiu: “Se necessário, a gente vai ficar pra sábado, mas tem que votar. O Brasil vai saber claramente quem é quem. Aqui as vísceras ficam abertas a todos os brasileiros”.

Alarmante: Índia registra explosão de agressões contra cristãos

As agressões contra a população cristã na Índia registraram crescimento explosivo em 2025, totalizando 747 incidentes de violência, intimidação e discriminação ao longo do ano, segundo levantamento divulgado pela Comissão de Liberdade Religiosa da Aliança Evangélica da Índia (EFIRLC).

O número representa uma elevação significativa em relação aos 640 casos documentados em 2024 e contrasta com os 147 registros de 2014, evidenciando uma trajetória ascendente ao longo da última década contra a minoria cristã, que representa cerca de 2,3% da população indiana.

A Comissão recebeu mais de 915 denúncias no período; os 747 casos incluídos no relatório passaram por um processo criterioso de verificação, exigindo confirmação de pelo menos duas fontes independentes, como vítimas, familiares, líderes religiosos locais ou autoridades policiais.

O reverendo Vijayesh Lal, secretário-geral da Aliança Evangélica da Índia, afirmou que os dados divulgados na terça‑feira (24 de março) revelam padrões que demandam atenção. “No cerne desta questão está a necessidade de garantir que as garantias constitucionais de liberdade de consciência e igualdade perante a lei sejam respeitadas para todos os cidadãos”, declarou.

O documento, intitulado “Ódio e Violência Direcionada Contra Cristãos na Índia: Relatório Anual 2025”, foi elaborado com base em uma rede nacional de coordenadores de campo, assessores jurídicos, organizações parceiras e relatos diretos de vítimas e líderes religiosos.

Padrões de perseguição

Ameaças e assédio foram as formas mais comuns de hostilidade, somando 204 ocorrências — a maior categoria registrada. Houve 112 casos de violência física e 110 interrupções de cultos ou reuniões de oração.

A pressão legal também se destacou como ferramenta de perseguição: 86 prisões e 98 casos envolvendo acusações falsas ou denúncias criminais, a maioria relacionada a supostas conversões religiosas ilegais.

A Comissão ainda contabilizou 42 boicotes sociais, 27 campanhas de ódio organizadas, 24 casos de vandalismo, oito de violência de gênero, sete igrejas incendiadas e um homicídio.

Dezembro concentrou o maior número de incidentes (85), coincidindo com o período do Advento e do Natal, quando as celebrações públicas cristãs se intensificam. Março registrou 78 casos e outubro, 73. O segundo semestre também apresentou números elevados, com destaque para junho (68), setembro (67) e julho (66).

“A concentração de incidentes durante períodos de maior visibilidade religiosa sugere que as comunidades cristãs podem enfrentar maior vulnerabilidade a perturbações, intimidações e hostilidade direcionada, precisamente quando estão mais ativas publicamente em sua fé”, observa o relatório.

Concentração geográfica

Uttar Pradesh liderou os estados com 217 ocorrências, correspondendo a quase um terço do total nacional. Chhattisgarh apareceu em seguida com 177 casos. Juntos, os dois estados responderam por praticamente metade dos incidentes verificados.

Rajasthan (51), Madhya Pradesh (47), Haryana (38), Karnataka (31), Jharkhand (30), Bihar (25), Punjab (20), Maharashtra (20) e Odisha (19) também registraram números expressivos, com ocorrências menores em outras regiões.

A Comissão destacou que os dados refletem uma hostilidade disseminada em diversos contextos locais, não se tratando de um fenômeno restrito a uma única região.

Leis anticonversão

A legislação anticonversão — oficialmente denominada leis de Liberdade Religiosa — continuou a operar como um fator relevante de perseguição. Em Uttar Pradesh, grupos locais recorreram repetidamente à Lei de Proibição de Conversão Religiosa Ilegal do estado contra pastores e cristãos que realizavam cultos rotineiros.

Denúncias por suposto aliciamento ou coerção eram apresentadas contra reuniões de oração em residências particulares, frequentemente sem qualquer investigação prévia, e a polícia procedia a detenções ou interrogatórios.

O relatório documenta, por exemplo, a prisão do pastor Wazir Singh em Nohar (Rajasthan), após extremistas hindus invadirem um culto em 28 de setembro e agredirem os fiéis. A multidão exigiu que o pastor abandonasse o cristianismo; diante da recusa, ele foi detido e outros quatro cristãos foram indiciados.

A Assembleia Legislativa de Rajasthan aprovou em 2025 o Projeto de Lei de Proibição da Conversão Ilegal de Religião, ampliando o conjunto de estados com esse tipo de legislação. Pouco depois, cerca de 50 integrantes do grupo nacionalista hindu Bajrang Dal cercaram o Instituto Bíblico Hindustan em Jaipur, resultando na detenção de dois funcionários e na apreensão de seus pertences.

Casos de violência

O ano começou com violência em Bastar. Kunika Kashyap, cristã de 25 anos e grávida de seis semanas, foi espancada pelo chefe da aldeia de Bade Bodal e seus familiares em 2 de janeiro. Levada ao hospital, sofreu um aborto espontâneo no mesmo dia. Em 9 de março, em Raipur, uma multidão de 70 a 100 pessoas atacou um culto da Igreja de Deus, cortando a energia, agredindo os fiéis e danificando veículos.

No domingo de Páscoa, duas congregações em Gujarat foram alvo de violência: uma em Ahmedabad e outra em Surat, onde pastores foram agredidos com paus. Em abril, no distrito de Sukma (Chhattisgarh), cerca de 45 cristãos foram expulsos de suas casas, acusados de abandonar a religião tribal tradicional.

Em junho, fiéis da Peniel Prayer Fellowship em Dhamtari (Chhattisgarh) foram atacados durante um culto; Bíblias e publicações foram queimadas, e o pastor Mannohan Sahu ficou inconsciente. Em julho, cinco pastores teriam sido agredidos sob custódia após prisões sob acusação de conversão forçada.

Dias depois, em Durg Junction, duas freiras católicas foram detidas pela polícia ferroviária após serem acusadas pelo Bajrang Dal de tráfico de pessoas e conversão forçada; ambas foram encaminhadas à prisão preventiva.

Em novembro, na vila de Titoli (Haryana), uma multidão atacou dois casais cristãos que visitavam uma casa para orar, acusando-os de conversão forçada. Foram espancados por horas, obrigados a queimar Bíblias e mantidos dentro de um veículo até a intervenção policial.

Caso de sepultamento gera polêmica

Nas últimas semanas do ano, um caso envolvendo sepultamento ganhou destaque. Chamru Ram Salam, morador tribal da aldeia de Bedetevda (Chhattisgarh), que não era cristão, foi sepultado segundo costumes tribais. Como alguns de seus filhos são cristãos, moradores e grupos nacionalistas hindus protestaram, alegando desrespeito a uma divindade local.

Multidões atacaram a família e cerca de 150 visitantes, incendiaram a casa da família e três igrejas próximas. Em 18 de dezembro, autoridades determinaram a exumação do corpo e sua transferência para um cemitério cristão a cerca de 40 quilômetros de distância, contrariando a vontade da família, que recorreu à Justiça.

Casos semelhantes ocorreram ao longo do ano. Em janeiro, o pastor Subhash Baghel, de Chhindwada (Bastar), teve seu corpo mantido em necrotério por quase três semanas após oposição dos moradores ao sepultamento em cemitério local. A Suprema Corte determinou que o sepultamento fosse realizado em um cemitério cristão distante e orientou o estado a demarcar locais de sepultamento para cristãos na região.

Apelos à ação

A EFIRLC destacou que os 747 casos verificados representam apenas uma parcela das violações efetivamente ocorridas, uma vez que muitas não são denunciadas por medo de represálias, pressão social ou falta de recursos legais acessíveis, especialmente em áreas rurais.

A Comissão fez um apelo ao governo federal e aos governos estaduais para que reafirmem publicamente as garantias constitucionais à liberdade religiosa, responsabilizem os autores de violência coletiva, coíbam o uso indevido das leis anticonversão e assegurem às vítimas apoio e reparação legal.

O relatório também sugeriu que o governo central oriente os estados com leis anticonversão a reverem possíveis emendas que evitem o uso abusivo contra minorias.

“Por trás de cada número neste relatório, há uma pessoa cujo direito à liberdade de culto, garantido pela Constituição deste país, foi violado”, afirmou Lal ao Morning Star News.

“O que nos preocupa profundamente não é apenas a dimensão do que estamos documentando, mas o efeito intimidatório que isso produz nas comunidades, onde os fiéis agora hesitam em se reunir para orar ou enterrar seus mortos sem medo. Não estamos pedindo privilégios. Estamos pedindo igualdade perante a lei e instamos o governo em todos os níveis a garantir que todos os indianos, independentemente da fé, possam viver e praticar sua religião sem intimidação.”

A Aliança Evangélica da Índia, fundada em 1951, é a aliança nacional de cristãos evangélicos no país, congregando mais de 50 denominações protestantes, cerca de 65 mil igrejas e mais de 200 agências missionárias. A organização publica relatórios anuais de incidentes desde 2009 e documenta violações à liberdade religiosa desde 1998.

Defensores dos direitos religiosos apontam que o tom hostil do governo da Aliança Democrática Nacional, liderado pelo partido nacionalista hindu Bharatiya Janata Party, tem encorajado extremistas hindus a atacar cristãos desde que o primeiro-ministro Narendra Modi assumiu o poder em maio de 2014.

A Índia ocupou a 12ª posição na Lista Mundial da Perseguição 2026 da organização Portas Abertas, subindo da 31ª colocação em 2013, antes da chegada de Modi ao governo. Com: Christian Daily.

Iraniana prevê “despertar espiritual” no Irã, após queda do regime

Conhecedora da dura repressão imposta pelo regime islâmico aos cristãos no Irã, a iraniana Rostampour Keller viveu na pele a perseguição por sua fé. Convertida aos 17 anos ao receber um livreto evangelístico de uma igreja pentecostal perto de sua casa, ela descreve a experiência como um encontro transformador.

“Foi a primeira vez na minha vida que ouvi que Jesus é o Filho de Deus. Ouvi que Ele foi à cruz pelos meus pecados. Mas nenhuma das palavras soou estranha para mim. Por isso, quando cheguei à última página do livreto, eu estava chorando. Fiquei no meu quarto por três horas. Fiquei impressionada com a presença de Deus e seu amor”, relatou Rostampour, em entrevista divulgada no canal da World Prayer Network no YouTube.

Após sua conversão, ela buscou capacitação teológica e ministerial em uma instituição cristã na Turquia. De volta ao Irã, passou a liderar, ao lado da amiga Marziyeh Amirizadeh, duas igrejas domésticas e a atuar como evangelista. Em 2009, ambas foram presas por agentes do regime sob as acusações de apostasia, blasfêmia e promoção do cristianismo. Condenadas à morte, conseguiram fugir e obtiveram asilo nos Estados Unidos.

Hoje, diante dos recentes ataques de Israel e dos EUA contra o regime iraniano, Rostampour Keller acredita que o país está à beira de uma mudança histórica. Para a iraniana, a queda do extremismo abrirá caminho para um grande despertar espiritual não apenas no Irã, mas em todo o Oriente Médio.

“Depois que o regime cair, precisamos de muitos cristãos prontos e preparados para ir ao Irã e compartilhar Jesus com as pessoas”, destacou. “Por isso acho que nossa responsabilidade, como Corpo de Cristo, de estar com eles em oração é fundamental atualmente.”

A ex‑líder das igrejas domésticas, segundo a CBN News, ressalta que, paralelamente ao conflito armado, há uma batalha espiritual em curso. Ela conta que mantém contato com cristãos dentro do Irã e ouve relatos de frustração, depressão e sensação de abandono por parte da Igreja global.

“Os crentes estão frustrados, deprimidos, isolados e abandonados pela Igreja Global – ou pelo menos é o que eles sentem”, comentou. Keller conclama os cristãos ao redor do mundo a se unirem em oração: “Sinto um peso no meu coração ao incentivar as pessoas a se unirem ao Irã, não apenas aos cristãos, mas a todas as pessoas que estão lutando essa batalha espiritual. Os cristãos precisam elevar esta nação a Deus para a intervenção.”

“Biblioquímica”: veja como a Bíblia previu descobertas científicas

Você sabia que orientações registradas na Bíblia há milhares de anos abordavam conceitos como restrições alimentares, prevenção de contaminações, cuidados sanitários e os riscos do consumo de álcool — temas que a ciência moderna apenas séculos mais tarde viria a confirmar? Esse foi o ponto de partida de uma edição do Comunhão Entrevista, que recebeu o professor e pesquisador Dr. Thiago de Melo Costa Pereira, autor do livro “Biblioquímica”.

Ao longo da conversa, o acadêmico apresentou a tese central de sua obra: demonstrar como preceitos descritos nas Escrituras, especialmente aqueles relacionados à saúde e ao cotidiano, encontram respaldo em evidências das ciências biomédicas, apesar de terem sido registrados em um contexto histórico muito anterior ao desenvolvimento dessas disciplinas.

A entrevista abordou temas que frequentemente geram curiosidade e até controvérsia, como higiene, alimentação e práticas culturais mencionadas na Bíblia. A discussão evidenciou que orientações contidas em livros como Levítico e Êxodo, tradicionalmente interpretadas sob uma ótica exclusivamente religiosa, também podem ser compreendidas como medidas de proteção sanitária adaptadas às realidades da antiguidade, antecipando conceitos que só séculos depois seriam sistematizados pela medicina.

Entre os pontos destacados pelo autor de Biblioquímica, estiveram as leis de higiene, que incluíam a lavagem das mãos, o isolamento de pessoas doentes e os cuidados com corpos de falecidos. Segundo o pesquisador, tais práticas funcionavam como verdadeiros mecanismos de saúde pública em um período desprovido de infraestrutura médica.

“A gente se surpreende com ideias que a Bíblia coloca, mas sem contar os detalhes do processo microscópico que a gente só revela hoje, ela não estava longe dos princípios básicos da higiene e da saúde. A Bíblia é cheia de evidências das ciências biomédicas”, afirmou.

A conversa também explorou as recomendações alimentares presentes no Pentateuco, incluindo a proibição do consumo de certos animais e os possíveis riscos associados a alergias, infecções e doenças.

Nesse contexto, o autor de Biblioquímica explicou que tais diretrizes tinham caráter preventivo, especialmente para populações sem acesso a recursos médicos. “Era poupar a população naquela época de que não valeria a pena consumir determinados animais”, comentou, ao analisar as restrições descritas nos textos bíblicos.

O consumo de bebidas alcoólicas, tema recorrente em debates religiosos, também foi abordado. O professor trouxe uma análise que dialoga tanto com evidências científicas atuais quanto com a interpretação dos textos bíblicos, especialmente no que diz respeito ao vinho mencionado nas Escrituras.

Ao final, o autor reforçou a proposta do livro Biblioquímica como uma ponte entre dois universos frequentemente vistos como opostos. “Quando a gente não conhece muito bem as coisas, obedeça. Esse é o principal”, concluiu, sintetizando a ideia de que a Bíblia, além de seu caráter espiritual, oferece diretrizes práticas voltadas à preservação da vida e ao bem-estar.

Estudo: maconha na adolescência dobra risco de transtornos

Pesquisadores de universidades da Califórnia e de instituições médicas divulgaram um estudo na revista JAMA Health Forum sobre o uso de maconha (cannabis) na adolescência. Os dados indicam que o consumo da substância no último ano dessa fase está associado ao dobro do risco de desenvolvimento de transtornos psicóticos e bipolares.

Segundo o estudo, o uso também aumentou a probabilidade de sintomas de depressão e ansiedade. Os jovens que relataram consumo receberam diagnósticos psiquiátricos, em média, entre 1,7 e 2,3 anos depois.

A pesquisa acompanhou mais de 460 mil adolescentes, com idades entre 13 e 17 anos, até os 26 anos. Os pesquisadores também analisaram registros de consultas pediátricas realizadas entre 2016 e 2023.

O trabalho foi conduzido por pesquisadores da Universidade da Califórnia, do Kaiser Permanente e do Instituto de Saúde Pública de Oakland. O desenho longitudinal do estudo apontou a exposição à cannabis como fator de risco para doenças mentais, considerando triagens realizadas em consultas de rotina, e não apenas casos de uso intenso.

A coautora Lynn Silver afirmou: “À medida que a Cannabis se torna mais potente e é comercializada de forma mais agressiva, este estudo mostra que seu uso em adolescentes está associado a um risco duas vezes maior de transtornos psicóticos e bipolares, duas das condições de saúde mental mais graves”.

A autora principal Kelly Young-Wolff declarou: “Mesmo ao levar em consideração condições de saúde mental preexistentes e uso de outras substâncias, os adolescentes que relataram o uso de cannabis apresentaram um risco substancialmente maior de desenvolver transtornos psiquiátricos”.

Nos Estados Unidos, a cannabis é a substância ilícita mais utilizada por adolescentes, segundo o estudo Monitoring the Future, que indica aumento do consumo de 8% na 8ª série para 26% na 12ª série, conforme informado pela revista Oeste.

No Brasil, dados do Terceiro Levantamento Nacional de Álcool e Drogas apontam que a maconha também é a droga ilegal mais consumida. O levantamento indica que o percentual de brasileiros que relataram uso subiu de 2,8% para 6% em 2025 na comparação entre edições do estudo.

Ásia Central: menina sofre bullying na escola por ser cristã

Uma estudante de 12 anos, identificada como Mina, tem enfrentado episódios de bullying em uma escola na Ásia Central, segundo relato da família. Ela é filha de Adilya, cristã que participa com os familiares de atividades religiosas em comunidades de maioria muçulmana.

De acordo com a mãe, a participação da família em atividades cristãs tem sido apontada como motivo das agressões no ambiente escolar. A estudante teria recebido notas consideradas injustas, além de ofensas verbais, episódios de humilhação pública e ausência de reconhecimento por conquistas acadêmicas e musicais.

A família informou que os ataques continuaram durante o período de férias, por meio de mensagens enviadas em grupos e conversas privadas. Segundo o relato, algumas mensagens mencionavam diretamente a fé cristã da estudante. Os episódios também teriam ocorrido na escola de música frequentada por ela.

Após tomar conhecimento das mensagens, Adilya entrou em contato com os responsáveis pelos alunos envolvidos. Segundo ela, a maioria não respondeu, enquanto alguns minimizaram a situação. Uma das respostas recebidas foi: “Está tudo bem, sua filha vai superar. Que ela fique feliz por não ter sido espancada”.

Apenas uma colega da estudante enviou pedido de desculpas no dia seguinte, enquanto os demais envolvidos não reconheceram o ocorrido, segundo a família.

O caso foi citado em iniciativas de apoio a cristãos na Ásia Central, com ações voltadas ao encorajamento de famílias e crianças em contextos de pressão religiosa.

Orgão da Igreja Metodista apoia 'mudança de sexo' para crianças

Um braço da Igreja Metodista Unida declarou apoio a uma legislação federal que visa remover restrições a procedimentos de mudança de sexo para menores que se identificam como transgêneros.

Em um artigo publicado na segunda‑feira, o bispo Julius C. Trimble, secretário‑geral do Conselho Geral de Igreja e Sociedade da denominação, manifestou‑se contra o que chamou de discriminação direcionada a pessoas trans.

“Jovens trans frequentemente enfrentam uma combinação de assédio sexual, bullying, violência escolar e afastamento dos familiares. Eles também são desproporcionalmente colocados em programas de acolhimento institucional e de assistência social em comparação com seus pares”, escreveu Trimble.

Ele acrescentou que “pessoas trans adultas regularmente enfrentam violência sexual, violência policial, ridicularização pública, uso de pronomes errados ou outras formas de violência e assédio em seu cotidiano”.

Trimble criticou legisladores que “promulgaram leis antitrans” que “restringem o acesso a cuidados de afirmação de gênero, esportes, banheiros e instalações, ou o uso de pronomes de acordo com a identidade de gênero nas escolas”. Ele afirmou: “Como metodistas unidos, somos chamados a apoiar as pessoas trans, rejeitando leis que permitem que políticos ditem suas decisões sobre cuidados de saúde”.

O bispo defendeu o apoio a uma proposta federal recentemente apresentada, chamada de Declaração de Direitos Transgêneros (Transgender Bill of Rights), que segundo ele busca “proteger e codificar os direitos de pessoas trans e não binárias perante a lei e garantir seu acesso a cuidados médicos, abrigo, segurança e estabilidade econômica”.

Entre suas disposições, o projeto pede que o governo federal reafirme “o direito à autonomia corporal e aos cuidados de saúde para pessoas trans e não binárias, eliminando restrições governamentais desnecessárias à oferta e ao acesso a cuidados médicos e aconselhamento de afirmação de gênero para adultos e adolescentes trans e não binários”.

A proposta sobre a falsa “mudança de sexo”, tendo em vista que é impossível mudar os cromossomos masculino e feminino, bem como alterar a anatomia humana de forma plenamente funcional, surge em um momento em que mais da metade dos estados americanos já aprovou proibições a cirurgias de redesignação sexual ou tratamentos hormonais para menores diagnosticados com disforia de gênero.

Jeffrey Corey, diretor sênior de comunicações do Conselho Geral de Igreja e Sociedade, disse ao The Christian Post que o artigo reflete “a posição da Igreja Metodista Unida”.

Mark Tooley, presidente do Instituto sobre Religião e Democracia, de orientação teologicamente conservadora, esteve entre os críticos da declaração a respeito da mudança de sexo.

Ele disse ao CP que o texto “afirma a dignidade das pessoas trans sem citar o ensinamento cristão de que homem e mulher são dons de Deus, e também sem mencionar os desafios enfrentados por pessoas, muitas vezes cristãs, que são coagidas a afirmar a ideologia trans”.

Tooley acrescentou: “Felizmente, a declaração não terá influência pública. Muito poucos metodistas unidos seguem seus conselhos ou sequer acompanham seu trabalho. Em nossa era pós‑denominacional, um escritório de lobby denominacional é verdadeiramente antiquado”.

O debate em torno da ideologia trans e da legalidade de intervenções médicas para menores tem se intensificado tanto nos Estados Unidos quanto no exterior. Em 2022, o The New York Times publicou uma grande reportagem destacando preocupações de profissionais de saúde e de pessoas que fizeram a detransição sobre os potenciais danos de longo prazo dos bloqueadores da puberdade e dos hormônios cruzados para crianças.

Em dezembro de 2024, o Departamento de Saúde e Assistência Social do Reino Unido anunciou que proibiria indefinidamente o uso de bloqueadores da puberdade em crianças com disforia de gênero, exceto em ensaios clínicos.

O departamento citou a orientação especializada independente da Comissão de Medicamentos Humanos, que determinou que “atualmente existe um risco de segurança inaceitável na manutenção da prescrição de bloqueadores da puberdade para crianças”. A proibição, que havia sido temporária em maio de 2024 após a Revisão Cass, tornou‑se permanente e será revista em 2027.

Em maio do ano passado, o Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA divulgou um relatório de mais de 400 páginas que caracterizava os “cuidados de afirmação de gênero” para crianças trans como intervenções médicas “invasivas” e “geralmente irreversíveis”.

Quando questionado sobre preocupações relativas a procedimentos de transição de gênero para menores, Corey disse ao CP que “o Conselho Geral de Igreja e Sociedade não participa de debates sobre especificidades médicas ou de saúde relacionadas a pessoas trans” e acrescentou que a agência acredita que tais decisões devem caber aos indivíduos e seus médicos. Com: Christian Post.

Pastor morre após sofrer atentado à faca na Nicarágua

O pastor Carlos Alberto Pérez Rodríguez foi morto na noite de terça-feira, 18 de março, no município de Jinotepe, na Nicarágua. Segundo informações preliminares, ele foi atacado com múltiplos golpes de faca enquanto retornava para casa após visitar membros de sua igreja.

De acordo com relatos locais, o pastor foi surpreendido por um agressor ainda não identificado. Moradores acionaram socorro, e ele foi atendido por uma unidade da Cruz Blanca e encaminhado a um hospital regional, mas não resistiu aos ferimentos.

A Polícia Nacional da Nicarágua informou que investiga o caso e trabalha inicialmente com a hipótese de tentativa de assalto, sem descartar outras motivações. A organização Portas Abertas acompanha o caso e avalia se há relação entre o ataque e a atuação religiosa do pastor.

O crime ocorre em meio a registros recentes de violência envolvendo líderes religiosos no país. Igrejas e organizações civis têm manifestado preocupação com a segurança de pastores, missionários e fiéis diante do aumento da criminalidade.

Carlos Alberto Pérez Rodríguez era reconhecido por sua atuação comunitária e visitas frequentes a famílias da igreja, com foco em cuidado pastoral e apoio espiritual.

A morte do pastor gerou comoção entre membros da igreja local. Segundo a Portas Abertas, parceiros no país solicitaram orações por consolo à família e pela segurança de cristãos na Nicarágua.

Câmara de SP aprova criação da “Frente Parlamentar Antiwoke”

Uma proposta para instituir uma Frente Parlamentar Antiwoke foi aprovada na quarta-feira (25) pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Municipal de São Paulo. Apresentada pelos vereadores Lucas Pavanato (PL), Sonaira Fernandes (PL), Adrilles Jorges (União) e Rubinho Nunes (União), a iniciativa visa conter o que os autores chamam de “avanço de pautas ideológicas associadas ao movimento conhecido como woke”.

Em sua justificativa, Pavanato declarou que a frente parlamentar pretende “impedir os avanços dessa ideologia nefasta” e assegurar a liberdade de expressão. Segundo ele, o caráter suprapartidário do grupo garantirá representatividade e a elaboração de propostas equilibradas, que respeitem a pluralidade da sociedade paulistana.

O vereador acrescentou que “há muito tempo, o pessoal vem trazendo ideologias estrangeiras, inclusive que tentam distorcer o papel da mulher e outras questões”, e que a nova frente poderá “trazer a discussão para dentro da Casa”, oferecendo um contraponto a essas pautas.

O termo “woke” tem origem no inglês e é usado para designar pautas progressistas, especialmente aquelas relacionadas a raça, gênero e sexualidade. Nos Estados Unidos, o conceito é frequentemente associado ao Partido Democrata. No Brasil, a expressão se alinha ao que setores conservadores chamam de “pautas identitárias”.

A aprovação na CCJ contou com seis votos favoráveis e três contrários. As vereadoras Silvia Ferraro (PSOL), Thammy Miranda (PSD) e Luna Zarattini (PT) se posicionaram contra a medida.

Caso a frente seja oficialmente criada, suas atribuições incluirão a promoção de valores cristãos, o monitoramento de iniciativas consideradas alinhadas ao movimento woke e a proposição de ações legislativas na esfera municipal. A adesão será aberta a todos os parlamentares e as reuniões terão caráter público. Com: Infomoney.