Evento evangelístico com Franklin Graham atrai 70 mil pessoas

Aproximadamente 70 mil pessoas ocuparam o Estádio Vélez Sarsfield em Buenos Aires durante a sexta-feira e o sábado para participar do Festival da Esperança, evento liderado pelo evangelista norte-americano Franklin Graham.

A iniciativa foi organizada pela Associação Evangelística Billy Graham (BGEA) em colaboração com congregações religiosas locais.

O público, composto predominantemente por famílias evangélicas, acompanhou uma programação que incluiu apresentações musicais variadas, abrangendo desde rock cristão até hip hop. Enquanto isso, as crianças participaram do “Festi Kids”, espaço dedicado com cantigas infantis, personagens de grande porte e coreografias dirigidas ao público infantil.

Em sua ministração, o pastor Franklin Graham abordou a questão da busca por significado existencial. “Há um vazio dentro de nós que só Deus pode preencher. Ele tem um plano para a sua vida”, declarou. O evangelista também tratou de questões morais a partir de uma perspectiva tradicional, referindo-se ao pecado como obstáculo na relação entre a humanidade e Deus. Sobre o aborto, afirmou textualmente: “o aborto, aos olhos de Deus, é assassinato”.

O ápice do evento ocorreu durante a narrativa da parábola do filho pródigo, quando Graham convocou os presentes a converterem-se ao cristianismo. Milhares de pessoas atenderam ao apelo, avançando em direção ao palco.

A plateia interrompeu a pregação com aplausos em múltiplos momentos, particularly quando o pregador mencionou seu encontro recente com o presidente Javier Milei, ocasião em que lhe ofereceu um exemplar da Bíblia.

O contexto religioso argentino mostra que cerca de 15% da população identifica-se como evangélica, percentual inferior à média latino-americana de 20%, mas que tem registrado crescimento constante. O festival representou um marco na visibilidade pública deste segmento religioso no país. Com: Comunhão.

Cristão é alertado sobre “discurso de ódio” por exibir versículo

O pastor Mick Fleming, de 59 anos, relatou ter recebido uma abordagem incomum de um agente policial enquanto desenvolvia seu trabalho evangelístico nas ruas do Reino Unido. De acordo com seu testemunho, o policial o alertou que a exibição do versículo bíblico João 3:16 na traseira de sua van poderia, em determinadas circunstâncias, configurar violação à legislação britânica sobre “discurso de ódio”.

Fleming, fundador da organização Church on the Street Ministries com sede em Burnley, utiliza o veículo como residência e instrumento de seu ministério voltado para pessoas em situação de vulnerabilidade social.

O versículo – “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito…” – está exposto em letras vermelhas de grande tamanho na parte traseira do automóvel.

Segundo o relato do pastor, o policial enfatizou que a intervenção não representava uma investigação formal ou prisão, mas sim um “aviso amigável”. A orientação alertava que, caso alguém apresentasse uma reclamação formal, a mensagem bíblica poderia ser interpretada como discurso de ódio sob o enquadramento legal britânico.

Em resposta ao ocorrido, Fleming declarou que manterá o versículo exposto e questionou publicamente a possibilidade de o texto bíblico causar ofensa. “Por que alguém ficaria ofendido?”, indagou o pastor em suas redes sociais.

Em sua página no YouTube, Fleming promoveu discussão sobre se um versículo central para a doutrina cristã poderia ser considerado suficientemente ofensivo para enquadrar-se nas restrições legais do Reino Unido. Seguidores argumentaram nas redes sociais que a mensagem representa “amor” e “vida”, criticando a potencial classificação como discurso de ódio.

O caso insere-se no contexto da legislação britânica, que inclui instrumentos legais que preveem penalidades para discursos que incitem ódio contra grupos com base em características protegidas, incluindo religião. Organizações como a Christian Concern, no entanto, têm argumentado que a aplicação dessas leis pode resultar em restrições inadequadas à manifestação de convicções religiosas. Com: Guiame.

Teologia, arte e emoção marcaram o Culto dos Hinos Históricos

A Primeira Igreja Batista do Recreio, no Rio de Janeiro, realizou neste domingo, 9 de novembro, mais uma edição do tradicional Culto dos Hinos, evento que há mais de uma década emociona fiéis e apreciadores da música sacra.

A celebração combina coral, orquestra sinfônica e narração de histórias, revivendo clássicos da hinologia cristã como Sou Feliz com Jesus, Tu És Fiel, Senhor, Como Agradecer e Cidade Santa, reafirmando o valor teológico e artístico dessas composições.

Criado em 2009, o Culto dos Hinos nasceu do desejo de preservar a herança musical da fé cristã e valorizar a hinologia como expressão de adoração e arte. Ao longo dos anos, tornou-se uma das celebrações mais emblemáticas da Primeira Igreja Batista do Recreio, reunindo músicos profissionais e amadores em um concerto de grande porte.

A direção musical é de Tuta Ribeiro, pianista, produtor musical e regente da Orquestra Sinfônica de Chapecó, que também atuou como Conselheiro Estadual de Cultura de Santa Catarina (2023–2025) e foi arranjador e compositor do Grupo Logos. Segundo Ribeiro, a proposta é unir excelência técnica e emoção genuína, especialmente no mês em que se comemora o Dia do Músico.

“Teremos uma formação poderosa, com músicos renomados e apaixonados por esse repertório”, afirmou. “É emocionante ver profissionais de grandes orquestras do país e instrumentistas amadores tocando lado a lado, unidos pela mesma fé e pela mesma música. Acredito que será a melhor edição de todas: coro forte, orquestra pujante e um público que canta junto cada nota”.

A edição deste ano foi a mais grandiosa desde a criação do projeto. Cerca de 100 vozes formaram o coral, acompanhadas por 50 músicos de diferentes instituições sinfônicas, incluindo integrantes da Orquestra Sinfônica Brasileira, Orquestra Sinfônica Nacional da UFF, Theatro Municipal do Rio de Janeiro, Corpo de Bombeiros Militar, Banda Sinfônica dos Fuzileiros Navais e Força Aérea Brasileira.

Durante o culto, cada hino foi apresentado com uma breve narrativa sobre sua origem e mensagem, aproximando o público das histórias por trás das melodias. A proposta é proporcionar uma experiência espiritual e histórica, em que cada canção seja compreendida e sentida em sua profundidade.

Especialistas em hinologia cristã observam que os hinos representam verdadeiras confissões de fé e arte, unindo teologia e emoção. Em uma época marcada por músicas de consumo rápido, o Culto dos Hinos reafirma a importância de preservar composições que moldaram a espiritualidade de gerações, mantendo viva a essência da adoração congregacional.

Arte e tecnologia em ‘O Nazareno' e ‘The Chosen Adventures’

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A série The Chosen segue conquistando recordes de audiência e emocionando milhões de pessoas em diferentes países, e acaba de expandir o universo narrativo sobre Jesus de Nazaré para novas linguagens e formatos.

Duas produções recentes unem fé, arte e tecnologia: a animação em 3D The Chosen Adventures e a experiência imersiva “O Nazareno Experience”, que estreou em outubro, em São Paulo.

Aventura e ensino

A animação The Chosen Adventures foi concebida como um spin-off oficial da série original, adaptada para o público de 7 a 12 anos. Produzida em 3D, a obra busca apresentar o Evangelho de forma lúdica e pedagógica, combinando aventura, humor e valores cristãos. O ator Jonathan Roumie, intérprete de Jesus na série principal, também dá voz ao personagem na versão animada.

Composta por 14 episódios de 11 minutos, a série apresenta histórias marcantes da vida de Cristo, adaptadas ao universo infantil. Os protagonistas, Abby e Joshua, são duas crianças curiosas que acompanham Jesus e seus discípulos, aprendendo com os milagres e ensinamentos. O enredo inclui ainda uma ovelha e um pombo falantes, que servem de alívio cômico e ampliam o aspecto de fantasia, mantendo a essência do conteúdo bíblico.

Segundo os criadores, a proposta é oferecer uma alternativa de entretenimento cristão de alta qualidade, demonstrando que é possível unir tecnologia e espiritualidade para aproximar crianças das narrativas evangélicas.

Imersão tecnológica

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Após ser apresentada em Dallas, nos Estados Unidos, a exposição “O Nazareno Experience” chega ao Brasil pela primeira vez. Em cartaz até dezembro, no Gymnasium Visualfarm, em São Paulo, o evento foi desenvolvido pela produtora norte-americana Alpine Artists e propõe uma releitura artística e sensorial dos principais episódios da vida de Jesus — do nascimento à ressurreição.

A mostra utiliza projeções mapeadas, áudio espacial e ambientes interativos, permitindo ao visitante caminhar por cenas como a visita dos magos, a entrada triunfal em Jerusalém, a última ceia e a via crúcis. Um dos destaques é o módulo de realidade virtual, em que o público pode dialogar com uma recriação de Pôncio Pilatos, construída com inteligência artificial e captura de movimento.

“Sempre foi nosso sonho contar a história mais importante da humanidade em uma nova linguagem, por meio de novas mídias, luz, arquitetura e som. Queríamos criar não apenas uma exposição, mas um filme espacial, onde o visitante entrasse na própria história”, explicou Elina Samoilenko, diretora artística do projeto. “O coração de O Nazareno Experience é a possibilidade de sentir como se estivéssemos realmente lá, no exato momento em que tudo começou”, completou.

A exposição tem classificação livre, e os ingressos estão disponíveis no site oficial O Nazareno Exp e na Ticketmaster. Após o encerramento da temporada em São Paulo, a mostra deve percorrer outras capitais brasileiras a partir de 2026.

Fé e inovação

As duas iniciativas refletem o esforço de interpretar a mensagem do Evangelho por meio de recursos tecnológicos e expressões contemporâneas. Tanto The Chosen Adventures quanto O Nazareno Experience demonstram como a arte cristã contemporânea tem explorado novas formas de transmitir valores espirituais, oferecendo ao público experiências que unem emoção, ensino e imersão.

Em formatos distintos — na tela ou em ambientes interativos —, ambas as produções ilustram como fé e inovação podem se cruzar, tornando a narrativa de Jesus acessível a novas gerações e ampliando o diálogo entre tradição e criatividade.

Muçulmano que agrediu evangelista em praça pública é condenado

O agressor da evangelista Yerani Nunes foi preso e condenado na Holanda após ser filmado durante uma agressão registrada em frente à Estação Central de Amsterdã. O homem, de origem muçulmana e nacionalidade turca, atacou a pregadora enquanto ela realizava um culto ao ar livre com outros cristãos.

O episódio ocorreu em 14 de setembro, quando Yerani e um grupo de evangelistas pregavam na praça central da cidade. Testemunhas relataram que o agressor chutou um saco de panfletos, arremessou uma caixa de som na água e, em seguida, partiu para a violência física, derrubando a evangelista e arrastando-a pelos cabelos.

“Ele me puxou para o chão enquanto eu pregava. Eu tive que me proteger com meu braço”, contou Yerani ao portal Revive. Ela afirmou que o ataque ocorreu justamente quando compartilhava seu testemunho sobre a libertação do vício em maconha. “Este homem ficou tão sombrio exatamente no momento em que eu estava testificando que Jesus havia me libertado. O diabo reage ao nome de Jesus”, declarou.

A evangelista relatou ainda que o agressor estava com uma garrafa quebrada, o que poderia ter causado ferimentos graves. O homem fugiu do local, enquanto Yerani continuava a orar e louvar. Pouco depois, um transeunte conseguiu localizá-lo e entregá-lo à polícia.

Condenação

O agressor, de 45 anos, foi preso no mesmo dia do ataque, mas libertado dois dias depois. Em terça-feira, 4 de novembro, o Ministério Público da Holanda informou que ele foi condenado a 16 dias de prisão, além de dois anos de regime aberto.

Yerani afirmou que sofreu abalo emocional após o episódio, mas destacou sua recuperação. “Pela graça de Deus, estou indo bem. Poderia ter terminado muito pior. Eu não quero ser conhecida como uma vítima. Como cristãos, sabemos que essas coisas podem acontecer quando pregamos o Evangelho. Devemos confiar no Senhor”, declarou.

Fé e perdão

Ligada ao Ministério Internacional de Pentecostes Ontwaak, Yerani começou a evangelizar nas ruas em 2023, logo após sua conversão e batismo. Desde então, distribui folhetos e conversa com pedestres de diferentes crenças — entre eles agnósticos, ateus e muçulmanos. Ela contou que já havia enfrentado críticas e provocações, mas nunca violência física.

Em publicação nas redes sociais, Yerani anunciou que perdoou o agressor. “Jesus nos pede para perdoar nossos inimigos. Isso nem sempre é fácil, é um processo. Pedi ao Senhor: ‘Me ajude a perdoar este homem’. Eu oro para que ele conheça Jesus”, escreveu.

A evangelista afirmou que pretende retornar à Estação Central de Amsterdã para continuar pregando. “Ainda não voltei àquele lugar perto da estação, mas não quero evitá-lo. Se Deus quiser, eu vou lá novamente em breve para pregar a Sua Palavra. Estou esperando por Sua instrução”, declarou.

Censo mostra que evangélicos lideram os casamentos no Brasil

Dados recentes do IBGE mostram que o casamento tradicional tem apresentado queda contínua no Brasil, mas os evangélicos surgem como o grupo que mais preserva a prática de unir o civil e o religioso em uma mesma cerimônia.

O Censo 2022 do IBGE constatou que 40,9% dos evangélicos vivem esse modelo completo de casamento — o maior percentual entre todos os grupos religiosos.

A pesquisa também aponta que os evangélicos lideram entre os casamentos exclusivamente civis, que correspondem a 29,1%, enquanto as uniões consensuais — quando o casal vive junto sem formalização — representam 28,7%, o menor índice entre os segmentos religiosos analisados.

“O casamento civil é importante porque oficializa a união perante a lei, garantindo direitos e deveres mútuos. Já o casamento religioso é o ato de consagração diante de Deus, pedindo Sua bênção sobre o lar”, explicou o pastor Leonino Barbosa Santiago, mestre em Liderança pela Andrews University.

O pastor Lisâneas Moura, líder da Primeira Igreja Batista do Morumbi (SP), reforçou a importância de manter ambas as cerimônias. “Cremos que, para Deus, o mais importante é a celebração de um compromisso de fidelidade um ao outro e vivido na dependência de Deus. Este compromisso precisa ser celebrado primariamente no casamento civil e, depois, no religioso”, afirmou, de acordo com a revista Comunhão.

Entre os católicos, o levantamento revelou um equilíbrio: 40% optam pelo casamento civil e religioso, enquanto 40,9% vivem em uniões consensuais. Outros 15,3% preferem apenas o casamento civil e 3,7%, cerimônias exclusivamente religiosas.

No conjunto da população, o modelo tradicional de casamento — civil e religioso — caiu para 37,9% em 2022, o menor índice já registrado. Em 2000, representava 49,4%. As uniões consensuais, por outro lado, aumentaram de 28,6% em 2000 para 38,9% em 2022, tornando-se o formato mais comum no país.

O levantamento também revelou que 51,3% dos brasileiros viviam em união conjugal em 2022, ligeiramente acima dos 50,1% registrados em 2010. Outros 18,6% já viveram uma união, mas estão separados, divorciados ou viúvos, enquanto 30,1% nunca se casaram — o menor percentual da série histórica.

A faixa etária mais frequente em união conjugal varia entre 40 e 49 anos para os homens (23,2%) e 30 a 39 anos para as mulheres (24,6%). A idade média da primeira união também aumentou, passando para 25 anos (sendo 26,3 para homens e 23,6 para mulheres), ante 24,2 anos no ano 2000.

A renda aparece como fator decisivo no tipo de união. Entre casais com até meio salário mínimo per capita, 52,1% vivem em uniões consensuais e 24,2% formalizaram a relação no civil e religioso. Na faixa entre meio e um salário mínimo, os índices se aproximam: 40,1% vivem juntos sem registro e 35,8% optam pelo formato tradicional.

Entre os casais com renda superior a cinco salários mínimos, o quadro se inverte — 54,3% preferem o casamento civil e religioso. Para especialistas, essa tendência reflete a conjunção entre fé e estabilidade financeira, fatores que ajudam a explicar por que os evangélicos continuam sendo o grupo com maior adesão ao casamento formal no Brasil.

Hernandes faz grave alerta: ‘Igreja está a uma geração da morte’

O reverendo Hernandes Dias Lopes afirmou que a igreja evangélica brasileira precisa abrir os olhos para a atuação de infiltrados do liberalismo teológico nos seminários brasileiros, com o propósito de evitar que pastores sejam formados com influência antibíblica.

A declaração foi feita durante uma caravana chamada Caminhos da Reforma, realizada pelas cidades de países europeus que foram marcadas por eventos da Reforma Protestante.

Durante uma pregação na Igreja Evangélica de la Pélisserie de Genebra, na Suíça, o pastor presbiteriano referiu-se, sem citar nomes, à tese de Ed René Kivitz, ex pastor-presidente da Igreja Batista da Água Branca (IBAB), de que a Bíblia Sagrada precisa ser “atualizada” para ser vista como relevante pela sociedade atual.

“Em alguns seminários protestantes no Brasil não creem mais que a Bíblia é a Palavra de Deus”, introduziu Hernandes, delineando o cenário problemático na formação de pastores, mencionando em seguida o exemplo de Kivitz como uma ilustração de sua afirmação: “Alguns aventureiros dizem que a Bíblia precisa ser atualizada, ressignificada. Dói o coração”.

O contexto de sua afirmação envolvia todo o cenário enfrentado pelos reformados, assim como os pré-reformadores, de severa perseguição para levar a Igreja de Cristo de volta às Escrituras, e a importância dessa herança ser transmitida de geração em geração, preservando o ensino das Escrituras, para evitar que a Reforma Protestante se perca.

“Eu disse ontem, e repito agora para encerrar: a Igreja está a uma geração da sua morte, porque se os pais não passarem o bastão do Evangelho a seus filhos, todo esse legado que recebemos a preço de lágrimas pode ser perdido”, concluiu o pastor presbiteriano.

Curitiba autoriza distribuição do Novo Testamento em escolas

A Prefeitura de Curitiba autorizou a distribuição de exemplares do Novo Testamento em escolas da rede municipal ainda no mês de novembro. A iniciativa será conduzida pelo grupo Gideões Internacionais, conhecido por realizar a entrega gratuita de Bíblias em locais públicos.

De acordo com o ofício encaminhado aos diretores escolares, a atividade incluirá uma breve apresentação dos representantes do grupo, com duração prevista entre 10 e 15 minutos, seguido da entrega dos exemplares do Novo Testamento.

O documento também orienta que as famílias sejam comunicadas com antecedência, assegurando que a participação dos alunos seja “livre, consciente e respeitosa”.

A administração municipal ressaltou que a ação deve observar os princípios da laicidade do ensino público e o respeito à diversidade religiosa. Estudantes cujas famílias optarem por não participar permanecerão em sala de aula durante a distribuição dos materiais.

Segundo a Prefeitura, a medida busca garantir que o evento seja conduzido de forma voluntária e transparente, preservando tanto a liberdade religiosa quanto os direitos individuais dos alunos e de suas famílias, conforme informado pela rádio Exibir Gospel.

Teólogo lista 3 afirmações assustadoras de Jesus nos evangelhos

Nos Evangelhos, Jesus Cristo é frequentemente lembrado como o acolhedor, o manso e o que estende a mão. Ele próprio afirmou: “Tomem sobre vocês o meu jugo e aprendam de mim, pois sou manso e humilde de coração, e vocês encontrarão descanso para as suas almas. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve” (Mateus 11:29-30).

Ainda assim, há passagens que revelam uma dimensão mais exigente de sua mensagem — um chamado à firmeza e à coerência. O escritor e apologista Robin Schumacher analisa três declarações de Jesus que, segundo ele, “devem nos fazer ficar de pé, firmes”. Cada uma delas fala sobre fé, identidade e prática, e continua a desafiar cristãos do século XXI.

Ou frutifica, ou seca

Schumacher inicia com a metáfora da videira, na qual Jesus afirma: “Permaneçam em mim, e eu permanecerei em vocês. Assim como o ramo não pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira, assim também vocês não podem dar fruto, se não permanecerem em mim. Eu sou a videira; vocês são os ramos. Quem permanece em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim vocês não podem fazer nada” (João 15:4-5). Em seguida, Jesus acrescenta: “Se alguém não permanecer em mim, será lançado fora, como o ramo, e secará; e os apanham, lançam-no no fogo e são queimados”.

“Ele está dizendo: ‘Eu ou o inferno; você escolhe’”, resume o autor. Para Schumacher, o trecho lembra que o vínculo com Cristo é essencial — não apenas simbólico, mas vital. O cristão é chamado a viver em dependência constante, e não apenas a manter práticas religiosas. Permanecer em Cristo significa ter uma fé viva, que se expressa em cuidado, convivência e testemunho.

Identidade de Cristo

A segunda afirmação destacada vem de João 8:24: “Por isso eu lhes disse que vocês morrerão em seus pecados; porque, se vocês não crerem que Eu Sou, de fato morrerão em seus pecados.” O apologista observa que esta declaração traz duas implicações centrais: a consequência da rejeição de Cristo e a revelação de sua identidade divina.

Schumacher enfatiza que a frase “Eu Sou” remete ao nome de Deus no Antigo Testamento, e alerta para o perigo das versões distorcidas de Jesus — “imitações” que reduzem sua autoridade a um ideal moral ou figura cultural. Seguir Cristo, explica ele, não é apenas adotar um estilo de vida religioso, mas reconhecer quem Ele é em essência: Senhor e Salvador. Essa compreensão leva o cristão a revisar crenças, valores e práticas que muitas vezes derivam mais da tradição social do que da convicção espiritual.

Fé e obediência real

Por fim, o autor aborda a advertência de Mateus 7:21-23: “Nem todo aquele que me diz: ‘Senhor, Senhor’, entrará no Reino dos Céus, mas apenas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus.” Schumacher relata ter crescido em ambiente cristão, conhecendo os ensinamentos, mas sem compromisso verdadeiro. Ele cita o puritano Matthew Mead, que descreve o “quase cristão” — alguém que parece crente, mas cuja vida não reflete obediência.

O texto sugere uma reflexão prática: a fé autêntica se manifesta no cotidiano, nas relações familiares, no trabalho, na forma de tratar os outros. “De que adianta professar uma religião de aparência se não houver amor, serviço e coerência?”, questiona o autor.

Viver com coerência

Schumacher afirma que essas três passagens não pretendem gerar culpa, mas despertar consciência. Elas convidam à sinceridade e à revisão de prioridades — seja na vida pessoal, familiar ou comunitária. Permanecer em Cristo, compreender sua verdadeira identidade e obedecer de modo concreto são desafios permanentes.

As palavras de Jesus, segundo o autor, podem parecer duras, mas são expressões de amor e propósito. Elas apontam para um caminho de profundidade, e não de superficialidade. A proposta é que cada cristão examine sua própria vida: “Em que área meu ramo está secando? Quem é o Jesus que estou seguindo? Minha fé é apenas palavra ou obediência real?”

No centro da reflexão, Schumacher conclui seu artigo publicado no The Christian Post que o convite de Cristo continua o mesmo: permanecer Nele, produzir frutos e viver uma fé que transforma. O chamado é exigente, mas a promessa permanece: ninguém caminha sozinho.

Luiza Possi conta que artistas a acham ‘louca’ por virar evangélica

A cantora Luiza Possi afirmou que ainda enfrenta preconceito no meio artístico desde que decidiu seguir a fé cristã. Em um vídeo publicado nas redes sociais nesta semana, ela contou que alguns colegas de profissão a consideram “louca” por causa de sua conversão, mas ressaltou que tem vivido um período de paz interior e amadurecimento espiritual.

“Já me disseram, até a Preta [Gil] comentou comigo, que o pessoal do meio musical acha que eu enlouqueci de vez, que eu pirei, que virei cristã e enlouqueci”, relatou Possi. “Achei que isso já tinha parado, mas não. Descobri agora que as pessoas ainda comentam, assim, na boca pequena, no pé do ouvido”.

A cantora afirmou ter conversado com o apresentador César Filho sobre o assunto. “Falei pra ele: ‘as pessoas acham que eu enlouqueci’. E ele respondeu: ‘Quando você via isso acontecer na vida de alguém, você também não achava que essa pessoa tinha enlouquecido?’. E eu pensei: é verdade. Ele me disse: ‘Então, deixa acharem. É normal’. E é isso mesmo. Eu deixo acharem”, contou.

Segundo Luiza, a experiência com a fé a levou a reavaliar prioridades e buscar serenidade, independentemente da aprovação dos outros. “Por mais que as pessoas não entendam o que você está vivendo, o processo é seu. É a sua história, o seu legado. E isso não vale a opinião de ninguém, nem da pessoa mais importante, nem da menos importante. Quando você descobre que pra ser feliz só precisa ser o que se é, isso é de uma liberdade incrível”, afirmou.

Ela também refletiu sobre autenticidade e transformação pessoal. “A gente não precisa se calar pra não ferir, pra não magoar. Quando você entende que pode relaxar e ser quem é, mudar quantas vezes quiser, isso é lindo. Eu aprendi mais sobre Raul Seixas dentro da igreja do que fora dela: ‘Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo’”, declarou.

A artista encerrou o vídeo com uma mensagem de encorajamento aos seguidores. “Se permita mudar, crescer, ter outra opinião, errar, pedir perdão, perdoar, existir. Você não deve nada pra ninguém. Só paga seus boletos”, disse em tom bem-humorado.

Após o depoimento, Luiza recebeu mensagens de apoio de artistas que também professam a fé cristã. A atriz Suzana Alves, conhecida por seu papel como Tiazinha, comentou: “A metanoia é um presente de Deus! Você é amada, foi remida pelo Cordeiro Santo, pelo Senhor dos Exércitos. Não existe nada melhor!”.

O apresentador César Filho, citado no relato, escreveu: “Você está vivenciando a paz que somente Jesus pode nos dar. Você sabe tudo o que já passou para chegar até esse momento único em sua vida e da sua família”.

O ator Juliano Cazarré também se manifestou, citando o escritor britânico G. K. Chesterton: “O mundo aceita tudo, mas não perdoa nada. A Igreja não aceita nada, mas perdoa tudo”.