Cristo Redentor exibirá projeções de versículos bíblicos

O monumento do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, será palco de uma projeção especial na noite da próxima terça-feira, 4 de novembro. A iniciativa, organizada pela YouVersion, empresa desenvolvedora do aplicativo “App da Bíblia”, consistirá na exibição de trechos das Escrituras Sagradas sobre a estátua.

Como parte de uma ação denominada “Celebração Mundial da Palavra de Deus”, o versículo de João 1:1 – “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava junto de Deus e o Verbo era Deus” – será projetado em múltiplos idiomas. A programação visual tem como objetivo simbolizar a abrangência internacional dos textos bíblicos.

O evento será transmitido ao vivo através do perfil @youversionpt no Instagram. Paralelamente à projeção, a YouVersion realizará a doação de mil exemplares da Bíblia para populações em situação de vulnerabilidade social.

A distribuição será conduzida pelo Consórcio Cristo Sustentável, uma parceria que inclui o Santuário Arquidiocesano Cristo Redentor, a Obra Social Leste Um – O Sol e o Instituto Redemptor.

A celebração envolvendo o Cristo Redentor ocorre em um momento em que a YouVersion se aproxima da marca de um bilhão de instalações de seu aplicativo móvel. A projeção no Rio integra as atividades do Mês Global da Bíblia, período que promove a leitura diária dos textos por meio de um desafio de 30 dias.

O Brasil foi selecionado para representar a América Latina no circuito de projeções, figurando como o único país fora dos Estados Unidos a sediar o evento. As cidades norte-americanas de Nova York e Las Vegas também receberão projeções similares como parte da mesma iniciativa global. Com: Exibir Gospel.

Beatriz Munhos: jovem morta com tiro na cabeça expõe injustiça

Beatriz Munhos, 20 anos, natural de Sorocaba, faleceu no Hospital Estadual de Sapopemba na noite de sábado, após ser baleada durante uma tentativa de assalto. A vítima acompanhava o pai, Lucas Munhos, e o namorado para a entrega de um drone a um comprador, quando o grupo foi abordado por dois homens em uma motocicleta sem placa.

De acordo com registros do 69º Distrito Policial (Teotônio Vilela), o crime foi classificado como latrocínio – roubo seguido de morte. Imagens de câmeras de segurança capturaram o momento em que Beatriz saiu do veículo e tentou utilizar um spray de pimenta contra um dos assaltantes. O indivíduo reagiu efetuando um disparo à queima-roupa contra a cabeça da jovem.

Os autores do crime contra Beatriz Munhos fugiram do local levando um aparelho celular pertencente ao pai da vítima. Uma bolsa térmica, similar às utilizadas por entregadores de aplicativo, foi abandonada no local.

A Polícia Militar informou que uma motocicleta com características compatíveis às descritas pelas testemunhas foi localizada e recolhida para exames periciais. Até a presente data, nenhum suspeito foi preso.

Em uma publicação no perfil da filha nas redes sociais, Lucas Munhos lamentou a perda da filha. “Eu sou Lucas, sou o pai da Bia. Desculpa estar avisando vocês assim. A gente perdeu a Bia. Ela foi morta a tiros em São Paulo”, declarou. Ele acrescentou: “A gente entregou tudo, mas, mesmo assim, eles deram tiro na cabeça dela. Isso não pode acontecer com outros pais”.

Lucas Munhos fez um apelo por medidas de segurança pública. “Essa bandidagem, tráfico, essas coisas, têm que acabar. Eu imploro pro governo acabar com isso, pelo amor de Deus”, afirmou. Ele ainda destacou que utilizava o perfil da Beatriz Munhos por ser “a única coisa que sobrou”.

O caso gerou manifestações de solidariedade de amigos e da comunidade de Sorocaba nas plataformas digitais, com pedidos por justiça. A fala do pai, “minha filha não volta mais, mas eu quero que ninguém mais passe por isso”, sintetiza o apelo por ações que previnam a recorrência de episódios semelhantes. Com informações: G1

Vídeo: imagens de policias atacados refutam Otoni de Paula

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Imagens divulgadas pela imprensa, no último final de semana (vídeo acima), mostram em detalhes o exato momento em que agentes da Polícia Civil são atacados por narcotraficantes durante a megaoperação policial realizada no Rio de Janeiro contra a facção Comando Vermelho, contrariando a narrativa apresentada pelo pastor e deputado federal Otoni de Paula.

A gravação mostra quando um grupo de agentes, inicialmente 5 homens, avança sobre o território de matagal vigiado pelos narcoterroristas, quando subitamente dois dos policiais são atingidos por projéteis de fuzis.

A gravação, que claramente comprova a resistência dos criminosos, incluindo armamento de guerra, à voz de prisão, contraria o discurso adotado recentemente por Otoni de Paula, que tem classificado a megaoperação como “execução”, e não como uma ação legítima da Justiça.

Em uma publicação nas redes sociais, por exemplo, o religioso que recentemente tem se aproximado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), recorreu ao discurso ideológico normalmente associado à pauta identitária para criticar a megaoperação:

“Sou PASTOR, PRETO, da Baixada Fluminense. Não comemoro morte, nem de bandido. ​JUSTIÇA NÃO É EXECUÇÃO! ​TIRO NA NUCA, CABEÇA DECEPADA: Isso não é combate ao crime, é BARBÁRIE. ​Sou DIREITA, sou CRISTÃO. Nossa luta é PELA LEI. O Rio não pode normalizar isso!”, afirmou.

Yago Martins rebate

Sem citar Otoni de Paula, o pastor e teólogo Yago Martins também comentou a megaoperação, demonstrando com passagem bíblica que, apesar de Deus não se alegrar na morte dos ímpios, faz com que a Justiça execute sobre eles a colheita das próprias escolhas, incluindo a morte.

“Triste que tanta gente tenha morrido. Infelizmente, é o que acontece quando, ao invés de se entregar pacificamente, você tenta enfrentar polícia usando armas de guerra. Excelente trabalho da polícia do Rio de Janeiro. Que aconteça mais, até todos os que não reagirem serem presos”, comentou Yago.

Em outra publicação, o fundador do canal “Dois Dedos de Teologia” citou a passagem de Ezequiel 33:11-20, que evidencia o olhar de Deus sobre a punibilidade dos que cometem o mal, como os que praticam o crime e resistem à Justiça. No texto bíblico está escrito o seguinte:

“Diga-lhes: Tão certo como eu vivo, diz o Senhor Deus, não tenho prazer na morte do ímpio, mas em que o ímpio se converta do seu caminho e viva. Convertam-se! Convertam-se dos seus maus caminhos! Por que vocês haveriam de morrer, ó casa de Israel? Filho do homem, diga aos filhos do seu povo: A justiça do justo não o livrará no dia da sua transgressão.

Quanto à maldade do ímpio, não cairá por ela, no dia em que se converter da sua maldade; nem o justo pela sua justiça poderá viver no dia em que pecar. Quando eu disser ao justo que certamente viverá, e ele, confiando na sua justiça, fizer maldade, não me lembrarei de nenhum dos seus atos de justiça, e ele morrerá por causa da injustiça que cometeu.

E, quando eu disser ao ímpio que certamente morrerá, e ele se converter do seu pecado, fizer o que é justo e reto, restituir o penhor, devolver o que roubou, andar nos estatutos da vida e não fizer maldade, certamente viverá; não morrerá. De todos os pecados que cometeu, nenhum deles será lembrado contra ele. Fez o que é justo e reto; certamente viverá. No entanto, os filhos do seu povo dizem:

‘O caminho do Senhor não é reto.’ Mas é o caminho deles que não é reto. Se o justo se desviar da sua justiça e fizer maldade, morrerá nela. E, se o ímpio se converter da sua maldade e fizer o que é justo e reto, por causa desses atos viverá. No entanto, vocês dizem: ‘O caminho do Senhor não é reto.’ Mas eu os julgarei, cada um segundo os seus caminhos, ó casa de Israel.

Suprema Corte autoriza juízes recusa uniões LGBT se ofender a fé

Juízes do estado do Texas (EUA) que se recusarem a celebrar uniões entre pessoas do mesmo sexo com base em convicções religiosas sinceras não estarão mais sujeitos a sanções disciplinares por essa razão.

A mudança decorre de uma atualização no Código de Conduta Judicial do Texas, aprovada pela Suprema Corte do Texas na semana passada, de acordo com o The Christian Post.

A alteração está relacionada ao caso da juíza de paz Dianne Hensley, do Condado de McLennan, que em 2019 deixou de realizar casamentos entre pessoas do mesmo sexo alegando que tal prática seria “incompatível com sua fé religiosa”.

Na época, a Comissão Estadual de Conduta Judicial (SCJC) emitiu um alerta público contra a magistrada, sustentando que a recusa levantava dúvidas sobre sua “capacidade de agir com imparcialidade” como juíza. Após a advertência, Hensley decidiu parar de celebrar todos os casamentos.

Em 24 de outubro, o tribunal aprovou a inclusão de um novo comentário no Cânon 4 do Código de Conduta Judicial do Texas com o seguinte texto: “Não constitui violação desses cânones o fato de um juiz se abster publicamente de realizar uma cerimônia de casamento com base em uma crença religiosa sincera”. A mudança entrou em vigor de forma imediata.

Em dezembro de 2019, Hensley processou a comissão com base na Lei de Restauração da Liberdade Religiosa do Texas (TRFRA), alegando que o aviso público restringiu de maneira substancial o seu livre exercício religioso. Ela pediu indenização de US$ 10 mil por perda de renda, decorrente da decisão de deixar de celebrar casamentos entre pessoas de sexos opostos, além de honorários advocatícios. Em 2021, tribunais de instâncias inferiores extinguiram o processo sob o argumento de falta de esgotamento das vias administrativas.

No entanto, em julho de 2024, a Suprema Corte do Texas reverteu a maior parte dessa decisão, entendendo que as alegações de Hensley sobre liberdade religiosa eram “claramente suficientes” nos termos da TRFRA e permitindo que a ação prosseguisse.

O novo comentário ao código foi adotado após um pedido de esclarecimento feito pelo Tribunal de Apelações do 5º Circuito dos EUA, no contexto do processo federal movido por Hensley. Na prática, a atualização afasta a sanção aplicada à juíza e oferece proteção a outros magistrados que, em situação semelhante, optem por se abster de celebrar uniões com base em objeções religiosas.

Jonathan Saenz, presidente e advogado da organização Texas Values, que apresentou um parecer jurídico em apoio a Hensley em 2023, afirmou que a alteração “deve deixar absolutamente claro que essa liberdade religiosa se aplica a todo o estado, inclusive no caso da juíza Diane Hensley”, e avaliou que a medida pode contribuir para a solução dos processos pendentes em instâncias inferiores. “A Suprema Corte do Texas acertou em cheio com esta importante vitória para a liberdade religiosa. Em um estado onde a liberdade religiosa é amplamente apoiada, é senso comum que um juiz não deva ser punido por crenças religiosas sinceras”, disse Saenz. “Um juiz não deveria ter que escolher entre sua consciência e sua carreira”.

No Texas, juízes e magistrados não são legalmente obrigados a celebrar casamentos. Contudo, após a decisão Obergefell v. Hodges, em 2015, que reconheceu a união entre pessoas do mesmo sexo em todo o país, passou-se a esperar que eles realizassem cerimônias tanto para homossexuais quanto para casais de sexos opostos, ou que deixassem de celebrar todas elas. A nova orientação permite que os magistrados se abstenham de forma seletiva com base em objeções religiosas.

A mudança ocorre no momento em que a Suprema Corte dos Estados Unidos se prepara para realizar, em 07 de novembro, uma conferência privada para analisar um recurso ligado à união entre pessoas do mesmo sexo apresentado por Kim Davis, ex-escrivã de um condado no estado de Kentucky. Davis se recusou a emitir licenças de casamento para homossexuais após a decisão Obergefell, alegando motivos de consciência religiosa.

Preguem o Evangelho sem diluir mensagem, diz evangelista ex-DJ

O evangelista Ben Jack, ex-DJ, afirmou que a Igreja precisa estar disposta a entrar em “lugares muito sombrios” para anunciar as Boas-Novas de Jesus Cristo, desde que não comprometa a integridade da mensagem bíblica.

A declaração foi feita durante participação na 14ª Assembleia Geral da Aliança Evangélica Mundial, realizada de 27 a 31 de outubro, cujo tema foi “O Evangelho para Todos até 2033”.

Jack atua como evangelista há 26 anos e hoje trabalha com a organização The Message Trust, no Reino Unido. Ex-DJ, ele relatou à Assembleia Geral da Aliança Evangélica Mundial (WEA) que decidiu entrar no universo das boates e bares de forma intencional: seu objetivo era ser missionário nesses ambientes e não apenas atuar como profissional da música.

Segundo ele, tornar-se DJ permitiu acesso a espaços frequentados por pessoas que, nas suas palavras, estavam “buscando uma fuga da realidade em uma sexta-feira à noite, depois de uma semana difícil, porque a realidade é difícil para muita gente”. Jack explicou que, em vez de propor uma nova forma de escapismo, sua mensagem apontava para aquilo que descreve como “a melhor realidade possível”: Jesus Cristo.

Lição 1

O evangelista afirmou que os anos em casas noturnas lhe ensinaram duas lições centrais sobre evangelismo. A primeira é que cristãos que desejam entrar em “lugares sombrios” para compartilhar o Evangelho precisam ter clareza sólida sobre o que creem, a fim de influenciar a cultura em vez de serem moldados por ela.

“Se não conhecermos o Evangelho de forma profunda, rica e, acima de tudo, quando formos ao mundo para interagir culturalmente, será a cultura que nos evangelizará, e não o contrário”, disse.

Jack observou que muitos cristãos bem-intencionados procuram usar elementos da cultura como porta de entrada para o Evangelho, mas advertiu que, com o tempo, essa tentativa pode afetar o conteúdo da mensagem. “Há muitas pessoas bem-intencionadas que procuram usar os elementos da cultura como porta de entrada para o Evangelho, mas, com o tempo, a boa intenção de impactar e alcançar pessoas no espaço cultural começa a corroer a integridade do Evangelho”, afirmou.

Ele alertou para o risco de modificações sutis no conteúdo da fé cristã na tentativa de tornar a mensagem mais aceitável. “Antes que percebamos, fazemos aquilo contra o qual Paulo nos advertiu em Gálatas, ou acrescentamos algo ao Evangelho que não deveria estar lá, ou, mais provavelmente, retiramos algo do Evangelho e o transformamos em nada — e não há sentido em não haver Evangelho algum”, declarou.

Jack acrescentou que “o mundo tem um bilhão e um evangelhos que acredita que irão salvá-lo, mas só existe um Evangelho verdadeiro — o Evangelho de Jesus Cristo”. Ele desafiou os participantes a refletirem sobre o quanto confiam que esse Evangelho é suficiente e, a partir dessa convicção, pensarem em formas de utilizar a cultura de maneira responsável, sem distorcer a mensagem central.

Lição 2

A segunda lição que Jack afirmou ter aprendido em sua experiência como missionário em boates diz respeito ao papel da tradição. Para ele, embora a tradição tenha importância, ela “não é definitiva”, sobretudo quando impede que cristãos entrem em ambientes considerados profanos para alcançar pessoas que não frequentam espaços religiosos. “Se ficarmos presos demais às nossas maneiras tradicionais de fazer as coisas, nunca iremos a casas noturnas porque pensaremos: ‘Não, não, não devemos fazer isso, não podemos fazer isso, nossa tradição dita que esse não é um lugar para irmos e sermos quem somos’”, afirmou.

O evangelista declarou que, para que a Igreja contribua com o objetivo de levar o Evangelho “a todos até 2033”, duas prioridades são necessárias. “Se quisermos alcançar o mundo com as Boas Novas até 2033, precisamos fazer duas coisas muito importantes: precisamos garantir que o Evangelho seja aquilo a que nos dedicamos acima de tudo — que o conheçamos, o vivamos, o respiremos e demos glória Àquele a quem tudo se resume”, disse.

Ele acrescentou que é preciso, ao mesmo tempo, fazer “perguntas cuidadosas” sobre tradições religiosas. “Queremos estar suficientemente enraizados nelas para não sermos levados pelo espírito da época — que tenhamos uma âncora, um alicerce firme — mas que não estejamos tão presos a tradições que são alheias aos princípios do próprio Evangelho, a ponto de deixarmos de ser fiéis às oportunidades que Deus nos oferece”, afirmou.

Jack concluiu incentivando os cristãos a reverem atitudes pessoais que possam dificultar ações missionárias em novos contextos. “Se conseguíssemos deixar de lado um pouco o nosso egoísmo, poderíamos fazer algumas coisas que, de outra forma, não teríamos vontade de fazer”, disse.

De acordo com o The Christian Post, a 14ª Assembleia Geral da Aliança Evangélica Mundial reuniu 850 líderes cristãos de 124 nações, com foco em debates sobre missão, evangelização e cooperação global em torno do tema “O Evangelho para Todos até 2033”.

Pilhas de cadáveres achados em propriedade vira caso de polícia

Autoridades do estado de Nevada (EUA) abriram uma investigação após a localização de mais de 300 pilhas de restos humanos em uma propriedade privada nas proximidades de Las Vegas. O caso gerou preocupação entre moradores e levantou dúvidas sobre a forma como corpos vinham sendo armazenados e administrados no local.

De acordo com reportagem da emissora 8 News Now, uma funerária foi a responsável por recuperar os restos mortais na área, o que imediatamente chamou a atenção das autoridades para possíveis irregularidades no manejo dos corpos e eventuais riscos à saúde pública.

A recuperação dos restos ocorreu em uma área privada situada nos arredores da região metropolitana de Las Vegas. As autoridades classificaram a dimensão do achado como “incomum” e informaram que a remoção do material exigiu a atuação de equipes especializadas, com o objetivo de assegurar tratamento adequado e respeito aos procedimentos técnicos.

Investigadores estão conduzindo análises forenses e revisando registros para tentar identificar os falecidos e determinar a origem dos restos humanos. O principal foco é verificar se houve descumprimento de normas, negligência ou prática de crimes na gestão funerária.

As equipes responsáveis pela apuração também analisam se a funerária envolvida seguiu os protocolos legais e sanitários vigentes no estado de Nevada. Autoridades locais manifestaram preocupação com as possíveis implicações legais e éticas do caso, destacando a necessidade de esclarecer todas as circunstâncias que levaram ao acúmulo de restos na propriedade.

O contexto da propriedade, bem como o histórico de atuação da funerária, está sob exame detalhado. As autoridades informaram que o processo de investigação e de identificação dos corpos pode se prolongar por vários meses, devido à complexidade do caso e ao grande volume de restos humanos encontrados.

Legalismo ameaça doutrinas da Reforma, diz Pedro Pamplona

O pastor Pedro Pamplona publicou um vídeo com uma reflexão sobre o distanciamento dos princípios da Reforma Protestante que parte do segmento evangélico enfrenta atualmente, aderindo ao desvio do legalismo, que tanto foi combatida pelos reformadores.

Pamplona, que é pastor da Igreja Batista Filadélfia em Fortaleza (CE), foi enfático ao dizer que “precisamos de uma reforma na mentalidade legalista de boa parte da igreja evangélica brasileira” para evitar que o legado do protestantismo se perca.

“Hoje é 31 de outubro, dia que marcou o início da Reforma Protestante há 508 anos. E se tem algo que os reformadores muito combateram, foi o legalismo. Eles se insurgiram contra um sistema religioso baseado em méritos humanos e rituais, em vez da graça de Deus mediante a fé. Lutero explicou que o legalista busca tornar-se justo pelas obras da lei. E Calvino alertou que nada é mais contrário à fé do que misturar a justiça das obras com a graça de Cristo. Esse é o legalismo que chamo de vertical, focado em nossa relação direta com Deus”, contextualizou o pastor.

O mesmo problema, porém, se apresenta de formas diversas e tão danosas quanto: “Existe uma outra manifestação de legalismo que chamo de horizontal. É aquela focada na nossa relação uns com os outros. E acontece quando estabeleço critérios humanos para dizer quem está ou não está reconciliado com Deus e em comunhão comigo. Lutero disse que os falsos santos inventam obras e ordens religiosas como se pudessem servir a Deus por meio delas, mas Deus não quer ser servido por nossas invenções, e sim por aquilo que Ele ordenou”.

“Calvino afirmou que os homens acrescentam às leis de Deus regras de sua própria invenção e com isso fazem da religião uma rede de servidão. John Owen, herdeiro dos reformadores, disse quando homens fazem das tradições externas o padrão da espiritualidade, substituir o espírito pela carne e Cristo pela forma, nós precisamos lembrar que a graça não atua somente na conversão, mas continua nos mantendo em Cristo ao longo de toda a caminhada”, acrescentou Pamplona.

Fardo pesado

Segundo o pastor, “só quem pode legislar sobre a igreja é aquele que deu a própria vida para salvá-la”, e quando as doutrinas se distanciam das Escrituras, a consequência é letal: “Algumas regras humanas podem ser úteis em nos ajudar em algo, mas jamais podemos impô-las sobre toda a igreja como lei divina. Calvino bem lembrou que a pessoa que busca justiça pela lei nunca alcançará descanso, porque sempre se achará em falta”.

“Talvez você esteja precisando desse descanso hoje. Talvez, pastor, sua igreja precise desse descanso agora. Esse é o alívio daquele que disse que tem o fardo leve e o julgo suave. Em vez do peso do legalismo, precisamos da leveza de Cristo e de uma fé que obedece por reverência, amor e gratidão, não por imposição humana ou barganha de salvação. Como disse Spurgeon, não há pior inimigo do evangelho do que o legalismo. Ele é um ladrão que rouba de Cristo a glória de ser Salvador”, finalizou Pedro Pamplona.

Muçulmanos estão cada vez mais abertos ao evangelho na Europa

O missionário Áquila Dantas, vinculado à Junta de Missões Mundiais, relatou a ocorrência de conversões ao cristianismo entre muçulmanos durante trabalhos evangelísticos realizados na Inglaterra.

Em informe divulgado pela organização, Dantas descreveu que o estabelecimento de parceria com uma congregação local tem proporcionado oportunidades para divulgação da mensagem cristã para esse segmento religioso.

Durante visita à nova igreja, a equipe missionária registrou a conversão de um jovem originário do Irã. “Ele ouviu sobre Jesus e entregou sua vida a Ele”, afirmou o missionário, citando um exemplo entre os muçulmanos locais.

De acordo com o relato, o convertido iniciou o processo de discipulado e, subsequentemente, um amigo afegão do jovem também decidiu seguir o cristianismo. Dantas solicitou orações pelo “batismo e crescimento espiritual” dos novos convertidos.

O missionário apresentou dados contextuais, indicando que aproximadamente 15% da população londrina professa o islamismo. Citando estudos sociológicos, ele mencionou que uma parcela entre 2% e 3,5% de grupos organizados pode influenciar transformações sociais significativas.

“É isso que vemos com frequência na mídia sobre a realidade da islamização da Europa pós-cristã”, observou ele.

Dantas destacou diferenças no contexto evangelístico europeu: “Diferentemente da realidade nos seus países de origem, aqui podemos falar, sem restrições, sobre quem é Issa al Masih [Jesus Cristo]”. O missionário relatou ainda encontros com famílias do Paquistão e Sudão para discussões sobre espiritualidade.

Em suas considerações finais, Dantas caracterizou a região como “campos brancos, prontos para a colheita”, conclamando por “mais trabalhadores” e apoio às iniciativas missionárias na Inglaterra e em todo o continente europeu voltadas para os muçulmanos que vivem na região.

Ex-traficante testemunha: 'Deus tinha um propósito para mim'

Em meio aos desdobramentos da operação policial no Rio de Janeiro que resultou em 121 óbitos, o depoimento do ex-traficante Maycon Freitas, 26 anos, ganhou ampla circulação em redes sociais.

Morador de Iguaba Grande, ele atuava no tráfico de drogas e relatou em vídeo publicado em seu perfil no Instagram ter encontrado um novo propósito de vida, através de Jesus Cristo, após abandonar o mundo do crime organizado.

“Eu sou uma pessoa que viveu a realidade do crime e de uma favela, sei o que famílias, mães, esposas e pais estão passando agora”, declarou o ex-traficante no registro. “Eu poderia estar morto agora se eu tivesse continuado vivendo essa vida fácil, de mentira, de ilusão e que tem 2 caminhos: cadeia ou morte”.

Em entrevista anterior ao jornal O Globo, o jovem detalhou o momento decisivo para sua mudança: sua prisão em janeiro de 2018 por tráfico de drogas. “Na hora que apontaram a arma para a minha cabeça, pensei que ia morrer. Foi aí que senti que Deus ainda tinha um propósito para mim”, relatou.

Freitas permaneceu nove meses em regime carcerário, período que descreveu como precário – sem contato familiar e utilizando as mesmas vestes. “A cadeia era um inferno, mas foi lá que caiu a ficha. Eu não tinha nascido para aquilo”, afirmou.

Após cumprir parte da pena em liberdade mediante serviços comunitários, manteve-se dependente químico até novo confronto policial, quando ouviu “uma voz dentro de mim: ‘Essa é sua última chance de mudar de vida’”.

Em suas redes sociais, o ex-traficante descreveu ter abandonado substâncias ilícitas e álcool “de um dia pro outro” após essa experiência. “Eu não sei se você vai acreditar nisso, mas eu parei de fumar, parei de beber, parei de cheirar, larguei de um dia pro outro. Eu ouvi uma voz e no dia seguinte eu já não estava mais fazendo nada”, testemunhou.

Atualmente dedicado ao atletismo amador como corredor de meia-maratona, Freitas enfatizou: “Sou a prova de que recomeçar e ressocializar é possível”. Sobre a recente operação no Rio, manifestou: “Se eu estou aqui hoje, gravando vídeo na internet, mostrando de onde eu saí, é na intenção de acordar quem ainda não conseguiu acordar”.

O relato do ex-traficante culmina com uma mensagem dirigida a familiares de envolvidos com o crime: “É conseguir levar esperança para a mãe de alguém que está com o filho no tráfico, com o filho nas drogas, e mostrar para ela que é possível o filho dela sair de lá”.