Flávio busca consolidar apoio evangélico para conter a esquerda

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tem intensificado o uso de referências religiosas em sua comunicação política, com foco no eleitorado evangélico. A estratégia busca fortalecer o apoio de um segmento considerado decisivo para a disputa presidencial de 2026 contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Uma das principais demonstrações dessa aproximação ocorreu durante a Marcha para Jesus, realizada em São Paulo na quinta-feira, 5 de junho. O senador participou do evento ao lado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e do prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes. Considerada uma das maiores manifestações religiosas do país, a Marcha para Jesus foi criada em 1993 e é organizada pela Igreja Renascer em Cristo.

Levantamento do Instituto Meio/Ideia, realizado entre 23 e 27 de maio de 2026 com 1.500 eleitores, aponta vantagem de Flávio Bolsonaro entre os evangélicos em um eventual segundo turno contra Lula. Segundo a pesquisa, o senador registra 66,6% das intenções de voto nesse segmento, enquanto o presidente aparece com 22,9%. O estudo também mostra que 74,1% dos evangélicos afirmam que Lula não merece um novo mandato.

A pesquisa indica ainda que a avaliação positiva do governo entre os evangélicos soma 23,3%, enquanto a avaliação negativa alcança 48,3%. O levantamento possui margem de erro de 2,5 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

Paralelamente à participação em eventos religiosos, Flávio ampliou a presença de mensagens ligadas à fé em suas redes sociais. Em vídeos divulgados por sua equipe, o senador aparece em cultos, cita passagens bíblicas e associa sua atuação política a conceitos como missão, propósito e batalha espiritual.

Em uma das gravações, afirmou: “Eu sei que esta não é uma batalha só aqui na Terra. É uma batalha espiritual, acima de tudo”. Em outro vídeo, utilizou a referência bíblica ao manto de Elias para comparar sua trajetória política a uma missão recebida, em meio ao processo de consolidação de sua candidatura no campo conservador.

As publicações também passaram a incluir críticas ao presidente Lula. Em uma delas, o senador afirmou que estaria “com Deus”, enquanto associou o adversário político ao “diabo”.

Segundo a Gazeta do Povo, o teólogo Dione Caruzo avalia que esse tipo de discurso faz parte de uma estratégia já consolidada entre lideranças conservadoras ligadas ao eleitorado evangélico. Segundo ele, a reafirmação de valores religiosos costuma ser utilizada para preservar a unidade da base de apoiadores em momentos de disputa política.

Caruzo afirma ainda que Flávio Bolsonaro é visto por parte das lideranças evangélicas como sucessor político do ex-presidente Jair Bolsonaro dentro desse segmento. “Ele já é herdeiro simbólico de Jair Bolsonaro dentro das igrejas. Ele só perde essa herança política se mudar o discurso ou começar a perder o apoio das lideranças”, declarou.

Enquanto Flávio busca ampliar sua presença entre os evangélicos, o governo Lula tenta reduzir a resistência histórica enfrentada nesse grupo. Como parte dessa estratégia, o advogado-geral da União, Jorge Messias, participou novamente da Marcha para Jesus.

Presbítero batista, Messias tornou-se um dos principais interlocutores do governo junto às lideranças evangélicas. Apesar dos esforços de aproximação, Caruzo avalia que a rejeição ao lulismo permanece elevada entre os evangélicos e foi intensificada após o crescimento do movimento bolsonarista.

“Nos dois primeiros mandatos de Lula, essa resistência não era tão alta como atualmente. Depois do surgimento do movimento bolsonarista, fomentando princípios defendidos pela igreja, a oposição ao lulismo e ao petismo foi potencializada. A resistência continua consolidada e alta”, afirmou.

Casa de Regis Danese pega fogo com a família dentro; Veja

Um incêndio atingiu a casa do cantor Regis Danese na tarde da última segunda-feira, 15 de junho. Nas redes sociais, o artista compartilhou vídeos dos momentos em que o incêndio foi notado e os bombeiros foram acionados.

“Nossa, cara, minha casa está pegando fogo! No quarto do meu filho. Acabou a energia, já chamei o bombeiro, está tudo escuro”, exclamou o cantor em um Reels compartilhado no Instagram.

Ao tentar subir ao andar onde haviam chamas, o cantor constata que não seria possível: “Não dá pra ficar. Não dá. Orem por nós”, pediu. Em seguida, Regis Danese expressa desespero diante das chamas que se intensificam: “Meu Deus! Eu não sei o que aconteceu! Mas Deus está no controle, né? Deus é maravilhoso! Eu já sei por quê isso está acontecendo. Deus me falou nessa madrugada”.

Minutos depois, o cantor filmou a chegada dos Bombeiros e elogiou o trabalho da corporação: “Lá vem o bombeiro. Olha os bombeiros… tudo enfumaçado. Mas Deus é bom! Graças a Deus não tinha ninguém lá, né? Tá bom, ninguém se machucou, não tinha ninguém. Esses caras são heróis, vieram rapidinho. Deus é bom!”

Após o incêndio ter sido controlado, o cantor usou os Stories para tranquilizar seus seguidores: “Estamos bem. Deus é bom! Isso não é nada. Deus é maravilhoso, não é Josué [Godói, produtor musical]. Estamos aqui produzindo um trabalho novo, o inimigo se levantou. Deus já tinha falado para mim nessa madrugada ‘Ora, ora!’. Mas maior o que está em nós, do que aquele que está no mundo’.

A filha do cantor, Brenda Danese, também agradeceu as mensagens e a preocupação dos seguidores: “Obrigada a todo mundo. Minha casa pegou fogo sim, os bombeiros ainda estão aqui. Acho que já tem umas duas horas. Foi o quarto do meu irmão, inteiro, perde tudo. A gente ainda não sabe qual foi a causa. Ele não estava no quarto. Todo mundo está fisicamente bem. Me dó ver tudo que ele perdeu, porque só Deus sabe o quanto ele trabalha para conquistar tudo que ele tem”.

Vice-presidente dos EUA diz ter perdido a fé na juventude

O vice-presidente dos Estados Unidos (EUA), JD Vance, afirmou nesta semana, em entrevista ao apresentador Jesse Watters, da Fox News, que se afastou da fé cristã ainda jovem. Segundo ele, o motivo foi a ausência de uma comunidade religiosa consistente e o fato de estar rodeado por amigos que não valorizavam a religião.

Vance concedeu a entrevista para falar sobre seu novo livro de memórias, intitulado Comunhão: Encontrando meu caminho de volta à fé. Durante a conversa, ele explicou que sua formação religiosa na infância foi limitada: embora frequentasse a igreja ocasionalmente, nunca esteve vinculado de maneira estável a uma congregação ou grupo religioso.

“Minha avó, que me criou, era uma pessoa que rezava, uma pessoa de fé muito profunda”, disse Vance. “Mas eu nunca estive realmente ligado a nenhuma igreja em particular, a nenhuma comunidade específica de membros.”

O vice-presidente relatou que passou a refletir sobre a influência das amizades em sua vida espiritual depois de ouvir um pastor envolvido com o ministério prisional. Ele afirmou que a falta de amigos cristãos teve impacto direto em sua trajetória de fé.

“Infelizmente, eu tinha muitos amigos que não eram pessoas de fé”, declarou. “Eu tinha muitas pessoas que simplesmente não me apoiaram adequadamente na minha jornada de fé, e então […] eu meio que me perdi.”

Vance destacou que seu afastamento não ocorreu de maneira abrupta. Segundo ele, muitos jovens criados em ambientes religiosos acabam abandonando a fé quando não dispõem de uma base sólida ou de uma comunidade que os acompanhe.

“Não houve um momento específico. Não é como se eu tivesse tido uma ruptura particular com a minha própria fé cristã”, disse. “Mas acho que, para muitos jovens, eles olham para a sua fé — talvez não tenham sido devidamente formados, não tiveram uma boa comunidade religiosa quando eram crianças — e então chegam ao Corpo de Fuzileiros Navais, às forças armadas, à faculdade, e percebem que a sua fé simplesmente não significa muito para eles.”

Vance acrescentou que essa também foi sua experiência. “Não significava muito para mim, então foi fácil descartar, e de muitas maneiras, a história deste livro é como eu percebi o quão poderosa e importante essa fé poderia ser. Então eu voltei a ela, mas foi um caminho longo e sinuoso.”

Passagens do livro inédito

Católico, Vance também abordou sua trajetória espiritual na obra ainda não publicada. Em um trecho divulgado pela editora, ele reconhece que precisou primeiro perder a fé para depois reencontrá-la.

“A história de como recuperei minha fé, é claro, só aconteceu porque eu a havia perdido para começo de conversa”, escreveu.

Em outra passagem, o vice-presidente afirmou: “Estou feliz por ter encontrado o caminho de volta para a Igreja.” Ele acrescentou que sua convicção cristã está baseada na crença de que “os ensinamentos de Jesus Cristo são verdadeiros”.

Vance disse ainda esperar que seu testemunho possa ajudar outras pessoas que enfrentam dúvidas espirituais. “Ao compartilhar minha jornada, eu possa ser útil a outros — católicos, protestantes ou de qualquer outra religião — que estejam buscando a reconciliação com Deus.”

Trajetória anterior

Antes de ingressar na carreira política, Vance ganhou notoriedade nacional com o livro Hillbilly Elegy, publicado em 2016. A obra narra sua infância em uma família de classe trabalhadora em Middletown, no estado de Ohio, e enfatiza a influência de sua avó cristã em sua formação. As informações são do The Christian Post.

Malafaia: dono de TV investigou a vida toda de Bolsonaro

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O pastor Silas Malafaia afirmou, na quinta-feira (11), durante participação no podcast Iron Talks, que um empresário do setor de comunicação teria conduzido uma investigação sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) sem identificar casos de corrupção.

De acordo com o líder evangélico, a declaração teria sido feita pelo proprietário de uma emissora de TV em uma conversa reservada. Malafaia optou por não revelar o nome da pessoa.

“Não vou dar o nome por uma questão de ética, mas um dono desses grupos poderosos de comunicação falou assim pra mim: ‘Pastor, pode falar o que quiser do Bolsonaro, ele fala uma bobagem, algo que não deve, mas nós reviramos a vida desse cara de cabeça pra baixo e não tem nada de corrupção’”, relatou o pastor.

Na sequência, Malafaia comentou com o entrevistador, o médico Felipe Sestaro, que Bolsonaro costuma ser alvo de críticas variadas, mas não é acusado de corrupção.

“Você vê que o chamam de tudo, é tão interessante, chamam o Bolsonaro de tudo, mas não o chamam de corrupto (…) nem a esquerda, que combate Bolsonaro, tem a coragem de chamá-lo de corrupto”, disse.

Sestaro então recordou uma frase frequentemente repetida pelo ex-presidente durante seu mandato: “E ele falava isso, lembra? Me chame de qualquer coisa, quero ver me chamar de corrupto?”

Malafaia reiterou sua posição em seguida: “Nem a esquerda que combate Bolsonaro tem a coragem de chamar ele de corrupto.”

Outros temas abordados na entrevista

Além das declarações sobre Bolsonaro, o pastor tratou de outros assuntos políticos ao longo do podcast. Ele criticou o comunismo, a que se referiu como “a ideologia mais sangrenta”, e mencionou perseguições a cristãos em países que adotaram esse sistema de governo.

Fiel morre após ventania derrubar tenda de igreja

Uma pessoa morreu e mais de 20 ficaram feridas após uma tenda desabar durante um culto ao ar livre da Igreja Comunitária EastLake, em Moneta, no estado da Virgínia, Estados Unidos. O evento fazia parte das celebrações pelos 20 anos da congregação.

De acordo com um comunicado do Condado de Bedford, o incidente ocorreu por volta das 18h45 de sexta-feira, após uma forte tempestade atingir a região. As autoridades informaram que o sistema meteorológico trouxe chuva intensa, raios e ventos fortes antes do colapso da estrutura.

Onze pessoas foram encaminhadas de ambulância para hospitais da região, enquanto outras 11 receberam atendimento médico no local por ferimentos considerados leves. Uma pessoa morreu no local. A identidade da vítima não foi divulgada.

A central de emergências 911 do Condado de Bedford classificou a ocorrência como um incidente com múltiplas vítimas. Segundo as autoridades, equipes do Corpo de Bombeiros Voluntários de Moneta já estavam presentes no evento e iniciaram imediatamente os trabalhos de resgate. Equipes de emergência de localidades vizinhas também foram mobilizadas para auxiliar na operação.

O condado informou que a tenda havia sido inspecionada pela Divisão de Inspeções de Construção de Bedford na terça-feira anterior ao evento, de acordo com o portal The Christian Post.

Em nota, autoridades locais manifestaram solidariedade à comunidade da igreja e agradeceram aos socorristas envolvidos no atendimento às vítimas. O comunicado atribuiu o desabamento às condições climáticas registradas momentos antes do incidente.

O pastor Troy Keaton afirmou que havia acabado de subir ao palco para orientar os participantes a retornarem aos seus veículos quando uma rajada de vento atingiu a estrutura. Segundo ele, o desabamento representou uma grande tragédia para a comunidade da igreja.

Keaton informou que diversas pessoas foram encaminhadas para hospitais e que a prioridade da congregação passou a ser prestar apoio às vítimas e suas famílias. Ele também confirmou que um integrante da comunidade faleceu em decorrência do acidente.

“Nossos corações estão partidos por sua querida família”, declarou o pastor Keaton, que agradeceu aos socorristas que atuaram no local e afirmou que a igreja se pronunciaria novamente no momento apropriado.

Em uma mensagem em vídeo divulgada após o incidente, o pastor afirmou que a tragédia ocorreu durante a celebração de duas décadas de atividades da igreja. Apesar do ocorrido, ele informou que os cultos de domingo seriam mantidos e teriam como foco a esperança e a recuperação da comunidade.

“Precisamos estar juntos. Tenham coragem; somos cristãos”, afirmou.

A vice-chefe do Corpo de Bombeiros e Resgate do Condado de Bedford, Abby Johnson, informou que Keaton já havia iniciado o processo de evacuação após perceber mudanças nas condições meteorológicas. Segundo ela, a equipe estava encerrando o evento e desmontando a estrutura quando a tenda foi atingida, sem que houvesse tempo suficiente para concluir a retirada das pessoas.

A governadora da Virgínia, Abigail Spanberger, também manifestou solidariedade aos envolvidos: “Meu coração está pesado com a notícia da tragédia na Igreja Comunitária de EastLake esta noite”, declarou a governadora em comunicado oficial.

Spanberger elogiou a atuação dos socorristas e informou que sua equipe manteve contato com as autoridades responsáveis pela resposta à emergência para oferecer apoio. Ela acrescentou que estava orando pela igreja e por todos os afetados pelo acidente.

Médico surpreende ao prescrever “igreja” e “cuidar de si”

Um médico lotado na rede pública de saúde de Piracicaba (SP) elaborou uma prescrição que incluía orientações como “igreja” e “cuidar de si” para um paciente de 22 anos que apresentava queixas de dores abdominais e paralisia facial.

A receita, divulgada em redes sociais na quarta-feira (10), foi emitida por profissional que associou os sintomas a um quadro de ansiedade. O médico condicionou o uso de um antidepressivo ao cumprimento prévio das demais recomendações.

A Prefeitura de Piracicaba informou que analisará administrativamente a conduta do profissional, mas garantiu que o paciente recebeu atendimento clínico completo na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Vila Sônia. A nota oficial do município consta na íntegra mais adiante.

Atendimento ocorreu na segunda-feira (8)

O jovem foi atendido no dia 8. Na receita, consta a indicação de fluoxetina 20mg, seguida das seguintes recomendações: “alimentação; exercício; cuidar de si; igreja; terapia (psicólogo/psicanalista); e remédio”. Ao final, o médico escreveu: “Observação: só fazer o uso da medicação se fizer todo o esquema”.

Em entrevista ao g1, o paciente – que teve sua identidade preservada pela reportagem – afirmou não ter histórico de ansiedade e disse que não mencionou religião durante a consulta, tampouco deu abertura para esse tipo de abordagem, embora seja proveniente de família cristã.

Ele relata estar há mais de um mês com dores e sem um diagnóstico conclusivo. No atendimento na UPA, segundo seu depoimento, o médico teria se comportado de maneira ríspida e sugerido que o quadro poderia ser de ansiedade e depressão. 

Nota da Prefeitura de Piracicaba

Em pronunciamento oficial, o município afirmou que a recomendação para atividades religiosas foi oferecida de forma complementar, com o propósito de “fortalecer hábitos saudáveis, oferecer suporte emocional e manter vínculos sociais e comunitários”.

A nota acrescenta que tais práticas podem “contribuir positivamente para o bem-estar de determinadas pessoas, de acordo com suas convicções e escolhas individuais”, algo que está compatível com inúmeros estudos que destacam a importância de uma abordagem holística na saúde.

O histórico do caso

Segundo o paciente, ele procurou a UPA no domingo (7), com fortes dores abdominais, no ouvido e na cabeça, além de paralisia facial. No primeiro atendimento, foi avaliado por uma profissional mulher, que administrou medicação para dor e solicitou seu retorno na segunda-feira (8) para nova avaliação, tendo em vista uma alteração renal identificada em exames.

Na segunda-feira, ao retornar, foi atendido pelo médico em questão. O jovem descreveu a consulta como ríspida. Ao perguntar sobre o problema no rim, o profissional recusou-se a tratar do assunto e deu o diagnóstico de ansiedade.

“Ele olhou para mim e falou que eu não estava com nada, que era ansiedade […] Eu relutei na hora, eu falei ‘ansiedade?’. Ele não gostou muito de eu ter questionado, de ter duvidado do que ele estava falando. E aí o atendimento parou de ser comigo. Minha mãe estava ao lado, ele começou a falar só com a minha mãe e me ignorar totalmente. Ele começou a falar com a minha mãe ‘Ah, mãe, ele tem ansiedade. Isso pode ser ansiedade’. Começou a me diagnosticar com ansiedade, depressão”, contou.

O paciente recebeu medicação para dor no local e, posteriormente, buscou atendimento em outra unidade de saúde.

Atualmente, o jovem faz uso de corticoides e realiza sessões de fisioterapia facial. Ele também obteve, por meio do posto de saúde, encaminhamento prioritário para neurologista e gastroenterologista. Paralelamente, a família busca atendimento na rede privada.

O que diz a Prefeitura (nota na íntegra)

A Secretaria Municipal de Saúde de Piracicaba informa que tomou conhecimento da publicação mencionada e esclarece que o caso será analisado administrativamente, conforme os fluxos institucionais aplicáveis a toda manifestação relacionada à assistência prestada na rede municipal de saúde.

Em relação ao atendimento realizado, os registros assistenciais demonstram que o paciente foi regularmente acolhido, submetido à avaliação médica completa, incluindo anamnese, exame físico, análise dos exames disponíveis, definição diagnóstica, administração de medicações durante o atendimento e prescrição terapêutica para continuidade do tratamento. Não houve, portanto, substituição da assistência médica por qualquer outra forma de orientação.

Cabe ainda esclarecer que o atendimento não se restringiu à emissão de receita ou recomendações gerais. O paciente recebeu avaliação clínica integral, tratamento sintomático, orientações médicas e encaminhamento para seguimento na rede de atenção à saúde, conforme a necessidade identificada durante a consulta. As recomendações registradas pelo profissional devem ser compreendidas dentro desse contexto assistencial amplo e não de forma isolada ou dissociada do atendimento efetivamente prestado.

A medicina moderna reconhece a importância dos aspectos biológicos, psicológicos e sociais envolvidos no processo saúde-doença. Nesse contexto, fatores como alimentação adequada, prática regular de atividade física, fortalecimento de vínculos familiares e comunitários, acompanhamento psicológico e estratégias individuais de enfrentamento emocional podem atuar de forma complementar ao tratamento médico, contribuindo para a promoção da saúde e da qualidade de vida, sem substituir as terapêuticas cientificamente estabelecidas.

No que se refere ao receituário divulgado, observa-se que o profissional registrou, além da prescrição medicamentosa, um conjunto de recomendações voltadas ao autocuidado e à promoção da saúde, incluindo alimentação adequada, prática de atividade física, cuidados pessoais e acompanhamento psicológico.

A referência à participação em atividades religiosas foi inserida nesse contexto mais amplo de fortalecimento de hábitos saudáveis, suporte emocional e manutenção de vínculos sociais e comunitários, aspectos que podem contribuir positivamente para o bem-estar de determinadas pessoas, de acordo com suas convicções e escolhas individuais.

Importante destacar que tal orientação não foi apresentada como tratamento médico, tampouco como substituição da terapêutica prescrita, mas como recomendação complementar inserida em um conjunto de medidas voltadas à promoção integral da saúde.

A Secretaria Municipal de Saúde reafirma seu compromisso com os princípios da ética profissional, da autonomia do paciente, da liberdade de crença e da laicidade do serviço público, não sendo admissível qualquer forma de imposição religiosa no âmbito da assistência prestada pela rede municipal.

Por fim, informa que o caso será avaliado pela área técnica competente para análise do contexto integral do atendimento e verificação da conformidade das orientações registradas com as diretrizes institucionais adotadas pela Secretaria Municipal de Saúde.

Posicionamento do Cremesp

O g1 procurou o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) para esclarecer quais são os limites legais e éticos desse tipo de conduta e se há investigação em curso contra o médico citado. Até a última atualização desta reportagem, o conselho não havia retornado o contato.

Trump anuncia que EUA e Irã assinarão um acordo de paz

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou um acordo de paz com o Irã durante a noite de domingo, 14 de junho. O anúncio foi feito por meio de uma publicação na rede social Truth Social.

Ao comentar o entendimento entre as partes, Trump afirmou que o acordo poderá contribuir para a estabilidade regional. “Este grande acordo trará paz e segurança para toda a região”, declarou.

A informação sobre o acordo já havia sido divulgada anteriormente pelo primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif. Segundo o premiê, a assinatura oficial do documento está prevista para sexta-feira, 19 de junho.

As negociações contaram com a participação de representantes de diferentes países da região. Além do Paquistão, diplomatas da Arábia Saudita, do Catar e da Turquia também participaram das tratativas entre Washington e Teerã.

Em sua publicação, Trump também mencionou a reabertura do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas utilizadas para o transporte global de petróleo. De acordo com o presidente norte-americano, a medida deverá ocorrer após a assinatura do acordo.

“Com a abertura do estreito depois da assinatura do acordo na sexta-feira, para fins de remoção de minas, o petróleo voltará a fluir em ambas as extremidades para a região e para o mundo”, afirmou.

De acordo com a revista Oeste, Trump também destacou sua atuação nas negociações e comparou o resultado às tentativas realizadas por administrações anteriores dos Estados Unidos.

“Muitos presidentes tentaram fazer a paz com o Irã, e todos falharam antes de mim”, declarou. Em seguida, acrescentou: “Os líderes da região encontraram, pela primeira vez, um presidente que pode ajudá-los a alcançar a verdadeira paz”.

Igreja deixa Lagoinha, volta a ser Batista e membros aplaudem

Uma igreja de Bragança Paulista, no interior de São Paulo, anunciou sua saída da Lagoinha Global e o retorno ao nome que utilizava antes de se vincular à denominação liderada pelo pastor André Valadão.

A decisão foi comunicada pelo pastor Marcos Ferreira durante um culto realizado com a congregação. Segundo ele, a mudança foi debatida ao longo dos últimos meses com a liderança da igreja e também com sua família. Após o anúncio, os membros presentes reagiram com aplausos.

Ferreira afirmou que a decisão foi resultado de um período de oração, reflexão e conversas internas. “Depois de muita oração, reuniões com a liderança, diálogo familiar e busca pela direção de Deus, chegamos à conclusão de que já não compartilhamos da mesma visão e que é chegar na hora de uma mudança ministerial”, declarou.

Durante a comunicação aos fiéis, o pastor informou que a congregação também deixaria de fazer parte da convenção global ligada à Lagoinha. “Sendo assim, a partir dessa data, estamos encerrando um ciclo e informamos que a partir de agora não estaremos mais ligados à Igreja Batista da Lagoinha e nem à convenção global da mesma, mas decidimos viver um tempo novo”, afirmou.

Na sequência, ele anunciou o retorno da igreja à sua antiga identidade. “E é com alegria e esperança que anunciamos que a partir de hoje voltamos a ser Igreja Batista Verbo Vivo”, disse.

Após a declaração, os participantes do culto se levantaram e aplaudiram de pé. A reação foi registrada em vídeo e passou a circular nas redes sociais.

De acordo com informações do Exibir Gospel, a mudança foi motivada por divergências de visão ministerial e marca o início de uma nova etapa para a congregação.

Como a frase ‘Em Deus nós confiamos’ foi parar no dólar?

Os filhos de Matthew Rothert Sr., empresário do estado do Arkansas que liderou uma campanha para incluir a expressão “In God We Trust” (“Em Deus nós Confiamos”) nas cédulas dos Estados Unidos, afirmam que a trajetória do pai demonstra como uma iniciativa individual pode produzir impacto nacional.

Presbiteriano, fabricante de móveis e colecionador de moedas, Rothert afirmou ter iniciado sua campanha após uma experiência ocorrida durante um culto em Chicago, em 21 de junho de 1953. Segundo sua filha, Alice Rothert Nelson, ele acreditava que Deus o havia inspirado a defender a inclusão da frase nas notas de papel, já que a inscrição já aparecia em moedas americanas.

“O prato da coleta estava circulando, e ele sentiu que Deus lhe dizia que as moedas tinham a inscrição ‘In God We Trust’, mas eram as notas que davam a volta ao mundo”, relatou Alice.

A expressão já possuía uma longa história nos Estados Unidos. Ela passou a ser utilizada em moedas durante a Guerra Civil Americana, após um pedido feito em 1861 pelo pastor batista Mark Richards Watkinson ao então secretário do Tesouro, Salmon P. Chase. O religioso defendia que o país reconhecesse publicamente sua fé em Deus em meio aos desafios do conflito.

A iniciativa recebeu apoio de autoridades federais e resultou na aprovação de leis que permitiram a inclusão da frase em moedas americanas a partir de 1864. Décadas depois, durante a Guerra Fria, Rothert passou a defender que o mesmo lema também fosse impresso nas cédulas.

Segundo relatos da família, ele dedicou grande parte de seu tempo à campanha, enviando cartas a autoridades, realizando discursos e buscando apoio político. Entre os destinatários de suas correspondências estavam o presidente dos Estados Unidos, Dwight Eisenhower, e o secretário do Tesouro, George W. Humphrey.

Em entrevista concedida em 1987, Rothert afirmou que acreditava estar cumprindo uma missão.

“Parecia que o Senhor me dizia para fazer isso. Ele colocou a ideia tão fortemente em minha mente que trabalhei nela até alcançar meu objetivo”, declarou.

A família relata que a mobilização contou com o apoio de diversos parlamentares. Rothert mantinha relações com políticos influentes da época, incluindo os senadores Mike Monroney, John L. McClellan e J. William Fulbright, além do deputado Oren Harris.

Em janeiro de 1955, um projeto de lei propondo a inclusão da frase nas cédulas foi apresentado ao Congresso. A proposta avançou rapidamente pelas duas casas legislativas e chegou à mesa do presidente Eisenhower em julho daquele ano.

A implementação também foi favorecida por mudanças já programadas nos processos de impressão do governo americano, o que reduziu os custos da alteração.

A frase passou a aparecer oficialmente nas cédulas de um dólar em 1º de outubro de 1957. No ano anterior, o Congresso havia aprovado por unanimidade sua adoção como lema nacional dos Estados Unidos.

Hope Rothert Taft, outra filha do empresário, afirmou que a sequência de acontecimentos que levou à aprovação da medida foi vista pela família como resultado da providência divina.

“Dá para ver como tudo se encaixou perfeitamente para que isso acontecesse”, declarou, de acordo com informações do The Christian Post.

Ela afirmou que costuma usar a história do pai como exemplo de que pessoas comuns podem influenciar a sociedade independentemente de sua origem ou posição social.

Segundo documentos preservados pela família, Rothert também via a iniciativa como uma forma de transmitir uma mensagem religiosa além das fronteiras americanas. Em correspondências da época, ele observou que as cédulas circulavam internacionalmente e poderiam alcançar países sob regimes comunistas.

Apesar do reconhecimento recebido, Rothert atribuía o resultado de sua campanha à direção de Deus: “Estou imensamente orgulhoso do papel que desempenhei, mas dou todo o crédito a Deus, porque Ele colocou isso em minha mente”, afirmou em entrevista ao National Enquirer.

Os filhos relatam que, nos últimos anos de vida, Rothert demonstrava preocupação com o que considerava um afastamento crescente dos valores religiosos nos Estados Unidos. Ele morreu em 1989.

Segundo Matthew Rothert Jr., seu pai acreditava que a gratidão a Deus deveria continuar fazendo parte da identidade nacional americana. Para a família, o legado deixado por ele permanece representado na inscrição que continua estampada nas cédulas em circulação no país.

China: pregador é obrigado a encerrar reuniões online de oração

Um pregador cristão da província de Yunnan, no sudoeste da China, recebeu uma advertência das autoridades locais após organizar estudos bíblicos e reuniões de oração por meio da plataforma Zoom.

Na quarta-feira, 3 de junho, sete representantes do Departamento de Assuntos Étnicos e Religiosos, acompanhados por outros agentes do governo local, estiveram na residência de Chang Hao para entregar uma notificação exigindo a interrupção das atividades online.

Segundo as autoridades, os encontros promovidos pelo pregador violariam os Regulamentos da China sobre Assuntos Religiosos por incluírem ensino da doutrina cristã e organização de reuniões de oração sem autorização.

De acordo com a organização cristã ChinaAid, o documento entregue a Chang determinava o encerramento imediato das atividades e alertava para a possibilidade de sanções administrativas ou abertura de investigação criminal em caso de descumprimento.

Durante a visita, os agentes apresentaram capturas de tela de uma das reuniões realizadas pelo pregador. O encontro fazia parte da iniciativa denominada “17h na China – Reunião de Oração do Reino”, uma rede que reúne cristãos de diferentes regiões do país para orações diárias em favor de pessoas presas ou detidas por questões relacionadas à fé.

Chang informou que cinco viaturas chegaram à sua residência durante a operação. Segundo ele, tanto os agentes quanto o próprio pregador registraram a abordagem por meio de fotos e vídeos.

No dia seguinte à visita, a conta de Chang na plataforma WeChat foi restringida. Em resposta à medida, ele contestou a decisão das autoridades.

“Fé não é um crime. Minha fé não viola a Constituição da República Popular da China ou a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Pelo contrário, quaisquer disposições que entrem em conflito com a Constituição e o direito internacional são leis injustas, e os cidadãos têm o direito de se recusar a cumpri-las”, declarou.

Conhecido por defender a liberdade religiosa e os direitos de grupos considerados vulneráveis, Chang já enfrentou investigações e outras medidas das autoridades chinesas em razão de sua atuação pública. Ele também possui deficiência física e psicológica.

Em abril de 2023, o pregador foi detido após publicar comentários na internet sobre liberdade religiosa e temas de interesse público. Posteriormente, foi condenado a um ano e dois meses de prisão.

Segundo relatos divulgados por organizações de defesa da liberdade religiosa, seu estado de saúde apresentou piora durante o período de encarceramento. Após deixar a prisão, em junho de 2024, Chang retomou atividades evangelísticas presenciais e online.

A ChinaAid afirmou que a recente notificação relacionada às reuniões realizadas pelo Zoom indica que as autoridades continuam acompanhando as atividades do pregador.

O caso tem sido monitorado por organizações cristãs e grupos de direitos humanos dentro e fora da China. Essas entidades manifestaram preocupação com a possibilidade de novas restrições ou medidas legais contra Chang Hao e outros participantes da rede de oração.