Jogadores do Arsenal fazem leitura bíblica antes dos jogos

Um coletivo de dez jogadores do Arsenal, clube da Premier League inglesa, realiza reuniões regulares para oração e leitura da Bíblia, integrando a prática de fé à rotina futebolística. O meio-campista Noni Madueke descreveu a iniciativa, identificada como “Irmãos da Bíblia”, em entrevista à plataforma oficial da liga.

“É uma verdadeira bênção. Antes de cada jogo, oramos juntos por alguns minutos e depois também no hotel, estudamos a Bíblia e oramos. Vemos se estamos todos bem, coisas assim”, afirmou Madueke.

Ele detalhou que o grupo, que inclui também os companheiros Jurrien Timber e Bukayo Saka, conta com cerca de dez participantes. “Alguns de nós contribuem. Levamos uma passagem bíblica, conversamos sobre ela, vemos pelo que todos estão passando, como podemos ajudar, oramos uns pelos outros”.

Para o jogador, a dinâmica fortalece o desempenho dos jogadores. “Acreditamos que isso nos dá um impulso enorme quando entramos em campo, que não estamos sozinhos. É fantástico”, comentou. Madueke acrescentou: “Definitivamente essa é a vez que me senti mais próximo de Deus e do nosso time. Acreditamos que temos um Deus lutando por nós… isso só nos aproxima”.

O zagueiro Jurrien Timber, referido internamente como “Pastor Timber”, reforçou o aspecto unificador da prática. “Oramos antes dos jogos porque temos alguns cristãos no time, o que é incrível. Isso traz unidade e compreensão porque você meio que vive a mesma vida”, declarou ao The Athletic.

Bukayo Saka, que frequenta uma igreja pentecostal em Londres, já havia manifestado publicamente a importância de sua fé. Em coletiva de imprensa durante a Copa do Mundo, revelou que lia a Bíblia todas as noites. “O principal para mim é manter minha fé, ter fé em Deus para não precisar ficar nervoso ou preocupado com nenhum resultado”, observou.

John Bostock, ex-jogador e fundador do movimento Ballers in God, comentou a iniciativa do grupo do Arsenal. “O que está acontecendo no Arsenal é especial. Vi de perto como a fé pode se tornar um vínculo genuíno no vestiário. Os jogadores passam de companheiros de equipe a irmãos”, destacou.

“Eles oram juntos, estudam a Bíblia juntos e cobram uns aos outros. Esse nível de unidade naturalmente flui para o futebol deles”, concluiu. Com: The Christian Institute.

Futuro ministro? Veja a reação de Nikolas ao ‘convite’ de Flávio

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) respondeu nesta semana a comentários feitos pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sobre uma eventual composição ministerial em um hipotético governo. Em declarações ao colunista Paulo Cappelli, do portal Metrópoles, o parlamentar classificou as palavras do senador como um “comentário descontraído” e reafirmou seu foco na atuação parlamentar.

A declaração original do senador, indicado para a disputa presidencial em 2026, ocorreu durante uma reunião na sede do Partido Liberal (PL), em Brasília, na terça-feira, 9. Flávio Bolsonaro afirmou à plateia: “Tem dois ministros certos: Jair Bolsonaro e Nikolas Ferreira”. Ele não especificou quais pastas seriam destinadas a cada um.

Ao ser questionado sobre o assunto, o deputado mineiro detalhou o contexto do comentário. “Flávio disse numa reunião no PL que eu não tenho idade para ser candidato ao Senado, não tenho idade para ser candidato a governador, mas já tenho idade para ser ministro. E que gostaria que Jair Bolsonaro e eu fôssemos ministros no governo dele”, relatou Ferreira. Em seguida, ponderou: “Mas foi mais um comentário descontraído feito pelo Flávio, em tom de brincadeira, do que um convite formal”.

Ferreira explicitamente afastou a possibilidade de integrar um eventual ministério. “Não cogito ser ministro, porque o meu foco está no Congresso Nacional. Ainda tenho muita coisa a fazer no Parlamento”, declarou.

Na mesma reunião, Flávio Bolsonaro também fez referência a uma visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente detido na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. Segundo relato do senador ao portal R7, ao se despedir, o ex-presidente teria dito: “Fica firme, moleque, a gente vai ganhar”. “Essa é a mensagem”, completou Flávio.

Jair Bolsonaro cumpre prisão desde 22 de novembro, por decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). A pena, de 27 anos e três meses, foi aplicada pelas condenações pelos supostos crimes de organização criminosa armada, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano ao patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado.

O ex-presidente nega todas as acusações e afirma ser alvo de perseguição política. Com informações: Pleno News.

Ex-feiticeira diz que não conseguia afetar cristãos: “Caí no chão”

Em Serra Leoa, país onde aproximadamente 90% da população integra sociedades secretas influentes, uma ex-feiticeira destes grupos relatou sua transição para o cristianismo após confrontar a resistência de sua própria comunidade. A mulher, que adotou o nome “Miracle”, descreveu seu processo de conversão em entrevista à organização Sdok.

O contexto social do país é marcado por uma forte presença dessas sociedades, que exercem influência significativa na vida política e comunitária. De acordo com dados citados pela Sdok, a taxa de mutilação genital feminina no país é a mais alta do continente africano, afetando nove em cada dez meninas, frequentemente como parte de rituais de iniciação.

Miracle, iniciada por sua avó aos 14 anos em um grupo que praticava rituais ancestrais, descreveu suas antigas funções:

“Com uma navalha velha, já circuncidei cerca de trinta e cinco meninas. Após o ritual, elas precisam fazer um voto de segredo. Se o quebrarem, são mortas”. A ex-feiticeira afirmou que atuava sob orientação de entidades que considerava espíritos malignos. “Para onde quer que eu fosse, sentia a presença deles”, declarou.

A mudança em sua percepção começou quando notou que as práticas espirituais que empregava pareciam não afetar membros da comunidade cristã, que representa cerca de 13% da população nacional, segundo estimativas. “Há algo nos cristãos que impede que você os prejudique. Eu mesma tentei e experimentei: existe um poder que os protege”, afirmou.

O ponto decisivo ocorreu durante a exibição de um filme sobre a vida de Jesus, organizada por um pastor local. “Comecei a desejar entregar minha vida a Ele. Meu coração estava decidido a seguir Jesus Cristo”, relatou Miracle.

Após expressar interesse público em converter-se, enfrentou retaliação de membros de sua comunidade, incluindo sua avó, que detém prestígio como líder ritualística.

Cerca de trinta mulheres a levaram para um bosque, onde foi agredida fisicamente. “Eles me bateram terrivelmente naquela noite. Disseram: ‘Se você der ouvidos a um pastor novamente, nós te mataremos’”, recordou. Após conseguir escapar, refugiou-se na residência do pastor, mas precisou ser transferida para outra localidade por questões de segurança.

Durante um período de oração e jejum conduzido por um líder cristão, Miracle descreveu uma experiência que classificou como libertação. “Eu caí no chão e algo saiu de mim. Quando saiu, eu soube onde estava. Fui liberta de um espírito que me possuía”, disse. Posteriormente, foi batizada e adotou seu novo nome.

Uma década após sua conversão, a ex-feiticeira integra uma congregação cristã, onde afirma receber apoio comunitário. “Meus irmãos e irmãs me encorajam, oram comigo e me ajudam a entender a Palavra de Deus”, comentou. Ela pediu que pessoas fora de seu contexto intercedam por sua perseverança na fé.

Sobre as ameaças que ainda recebe de familiares, incluindo sua avó, declarou: “Não penso mais na minha avé. O que costumava acontecer comigo no mundo espiritual, eu não entendia. Hoje, posso clamar o nome de Jesus e sou capaz de entender aquele mundo sombrio. Louvo a Deus por estar agora na Luz”. Com: Guiame.

Um ano após novo regime, cristãos ainda vivem incerteza na Síria

Em 8 de dezembro de 2024, após catorze anos de conflito, a guerra civil na Síria chegou ao seu termo com a deposição do regime de Bashar al-Assad. A população tomou as ruas em celebração, um sentimento amplamente documentado em plataformas digitais.

Para os cristãos sírios, grupo que enfrentou perseguição sistemática durante décadas sob o governo da família al-Assad, o momento foi marcado por uma mistura de alívio e apreensão quanto ao futuro.

A administração do país foi assumida pelo Hay’at Tahrir al-Sham (HTS), uma organização de orientação islâmica sunita. A transição de poder foi formalizada em janeiro de 2025 com a nomeação do líder do grupo, Ahmed al-Sharaa, como presidente interino. Embora a mudança inicial tenha trazido um cessar-fogo generalizado, a estrutura estatal síria permanece frágil.

O país enfrenta uma crise econômica e de segurança profunda, caracterizada pela escassez de recursos bancários básicos e uma onda de criminalidade violenta, na ausência de forças de segurança estruturadas.

No contexto dessa instabilidade, a presença de milícias armadas anteriormente afiliadas à oposição tornou-se proeminente. “Em todo lugar, parece que um xeique está tomando decisões importantes, no governo e também nos postos de controle”, relataram diversos líderes eclesiásticos sírios, que solicitaram anonimato por questões de segurança. Esses grupos, conhecidos por seu histórico de combate ao regime anterior, também são associados por fontes locais a episódios de hostilidade contra cristãos.

A percepção de insegurança tem gerado movimentos populacionais internos. Muitos cristãos na Síria deslocaram-se para vilarejos de maioria cristã, enquanto outros deixaram o país. A partir de junho de 2025, registrou-se um aumento no número de ataques diretos contra indivíduos e instituições cristãs.

Um dos incidentes mais graves ocorreu na igreja Mar Elias, em Damasco, onde um bombardeio resultou em 25 mortos e 60 feridos entre os fiéis.

Ataques sem motivação religiosa explícita, como o massacre em Suweyda em março de 2025, também vitimaram cristãos, refletindo a insegurança generalizada. Ameaças de morte passaram a ser encontradas escritas em muros de igrejas e bairros cristãos.

“Na semana passada, alguns homens de repente cuspiram em mim quando eu estava na rua. Eles não eram da região. Eu simplesmente segui meu caminho sem reagir”, contou Isaac, um líder cristão da cidade de Homs, segundo a Portas Abertas.

Essa atmosfera tem levado muitos convertidos ao cristianismo, particularmente os de origem muçulmana, a praticar sua fé de forma discreta, limitando-se ao ambiente doméstico. No entanto, relatos de comunidades eclesiais apontam para um fenômeno paralelo: um crescimento no número de conversões ao cristianismo, inclusive entre pessoas que retornaram ao país após viverem como refugiadas, e entre grupos étnicos como curdos e drusos.

Apesar dos desafios, estruturas religiosas mantêm suas atividades. “Depois da guerra, trabalhamos para restaurar a igreja, e agora vejo ela esvaziando novamente, mas continuamos realizando nossos cultos; a igreja nunca desiste”, afirmou um pastor da cidade de Suweyda.

Em Alepo, o pastor Abdulla, da Alliance Church, declarou: “Tudo isso nunca impediu a igreja de continuar sua missão. Pelo contrário, foi um recomeço renovado com maior fé e coragem.”

Organizações de apoio a minorias religiosas, como a Portas Abertas, continuam seus trabalhos no território sírio, focando no auxílio à comunidade cristã local. O cenário atual para os cristãos na Síria permanece em definição, equilibrando-se entre a herança de um conflito prolongado, os desafios de uma nova ordem política e a resiliência de suas práticas religiosas.

Idoso emociona ao ser abordado por evangelista com cesta básica

Uma ação realizada pela missão “Retornar Amor”, organização que promove gestos de generosidade em diversas regiões do Brasil, resultou em um momento de forte comoção para um idoso. A equipe registrou o encontro (vídeo acima), no qual um evangelista da missão aproximou-se da residência do homem, deixou uma cesta básica e uma Bíblia em frente ao portão e anunciou a entrega.

Ao perceber os itens, o morador abriu o portão e encontrou um bilhete evangelístico. A mensagem dizia: “Este é um presente do Céu para você! Assim como este alimento sustenta o corpo, que esta Bíblia alimente sua alma todos os dias. ‘Eu sou o Pão da Vida, aquele que vem a mim nunca terá fome’ (João 6:35)”.

Visualmente emocionado, o idoso segurou a Bíblia acima da cabeça em um gesto de agradecimento antes de recolher as doações.

Pouco depois, o evangelista retornou e questionou se o idoso havia perdido 200 reais. “Não, eu não tenho 200 reais”, respondeu o morador, que começou a chorar. Diante da reação, o evangelista indagou: “O senhor está emocionado? Aconteceu alguma coisa? Parece que viu Jesus”.

O idoso, então agachado no chão, passou a relatar dificuldades pessoais. “Eu falava com Deus: ‘Senhor, me ajuda. Não sei o que fazer com a minha vida’. Eu tenho um filho, um sujeito tão bom, ele abandonou tudo para vender drogas. Prenderam meu filho. Dói”, declarou.

Questionado sobre quem teria feito a doação, ele afirmou: “Eu não sei quem deixou, agradeço a comida, mas eu gostei mais da Bíblia”. O homem também mencionou que estava com serviços de água e luz cortados por falta de pagamento, mas destacou um outro tipo de carência. “Tem hora, irmão, que você não quer um prato de comida, você quer alguém que senta do teu lado”, disse.

O evangelista entregou então os 200 reais ao idoso, afirmando: “Você está sendo abençoado. Porque hoje Jesus escolheu o senhor para receber a Palavra Dele”. O homem agradeceu com um abraço, ajoelhou-se no chão, removeu o boné e recebeu uma oração do voluntário antes do encerramento do encontro.

Entrevista com primeiro refugiado consagrado pastor batista

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Adel Khosravi, um iraniano convertido ao cristianismo, tornou-se o primeiro refugiado de seu país consagrado ao ministério pastoral batista. Atualmente, ele é o fundador e líder da São Paulo Iranian Church, estabelecida como a primeira Igreja Batista de Língua Persa no Brasil, voltada ao acolhimento e evangelização de refugiados.

Em entrevista ao programa Comunhão Entrevista, Khosravi detalhou seu percurso. Natural do Irã, onde cresceu em uma família muçulmana, ele afirmou que passou sete anos pesquisando sobre religião antes de tomar sua decisão.

“Em 2012 escolhi Jesus como meu Senhor”, declarou. Naquele período, conforme relatou, a prática cristã enfrentava severa repressão em seu país. “Em um domingo à noite, o governo veio e fechou todas as igrejas”, contou.

O pastor também descreveu a perseguição a líderes religiosos. “Vi muitos líderes e pastores da igreja serem presos e colocados na prisão pelo governo”, disse. Em razão desse contexto, ele deixou o Irã em 2013, buscando refúgio na Turquia. Lá, aprofundou sua fé e formação. “Entrei em um curso para ser missionário e pastor. Depois disso, servi a Deus por 10 anos em três regiões diferentes”, afirmou.

Segundo seu relato, o trabalho missionário na Turquia resultou na evangelização de centenas de pessoas. “Tivemos a oportunidade de batizar mais de 300 crentes e 2 mil aceitaram a Jesus”, explicou. No entanto, a atividade enfrentou novas restrições das autoridades locais. “O governo da Turquia, que não gosta de crentes, nos mandou uma carta para que deixássemos o país, pois eles nos consideravam um perigo. Então, viemos para o Brasil”, finalizou.

A entrevista completa (vídeo no começo da matéria) com Adel Khosravi está disponível no canal do programa Comunhão Entrevista.

Pastores avaliam Flávio Bolsonaro para a disputa presidencial

A indicação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como pré-candidato à Presidência da República em 2026 tem sido objeto de análise por parte de lideranças políticas e religiosas alinhadas à direita, incluindo pastores.

A movimentação ocorre em um cenário no qual pesquisas de intenção de voto, como a divulgada pelo Datafolha no sábado (6), mostram o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) supostamente à frente em cenários de primeiro e segundo turno contra o senador.

O pastor e pesquisador Rodolfo Capler, da PUC-SP e líder da Igreja Batista Alternativa em Piracicaba (SP), analisou a disputa. “A distância nas pesquisas não me surpreende. Flávio não tem densidade eleitoral nacional e carrega desgastes acumulados, tanto os seus como os do pai”, afirmou. Para ele, o senador enfrenta o desafio de se apresentar como candidato próprio, e não como extensão do pai, Jair Bolsonaro.

Capler avaliou que a indicação parece ser uma solução para questões internas da família Bolsonaro. “Do ponto de vista político, Bolsonaro reage às circunstâncias, sobretudo ao cerco jurídico e à dificuldade de encontrar alguém plenamente alinhado a ele, mais do que projeta um caminho para ampliar sua base”, disse.

Ele também ponderou que a escolha pode fragmentar ainda mais a direita, que já se encontra dividida desde 2022, e fortalecer a posição do presidente Lula.

Sobre as declarações de Flávio Bolsonaro que associaram sua candidatura a uma negociação, incluindo o tema da anistia, Capler comentou: “Quando a disputa política passa a ser interpretada como mecanismo de autoproteção e não como projeto de país, a credibilidade do grupo se desgasta rapidamente”.

Outras perspectivas foram apresentadas. O pastor Jorge Linhares, presidente da Igreja Batista Getsêmani em Belo Horizonte (MG), vê a indicação como uma estratégia para manter o nome da família em evidência.

“O ex-presidente indicou alguém da confiança dele, que manteria o nome Bolsonaro em evidência. Então, escolheu um senador, que é seu filho, exatamente para saber com quem pode contar”, afirmou. Linhares destacou que a escolha do candidato a vice-presidente na chapa será um elemento crucial.

Já o pastor Álvaro Oliveira Lima, presidente da Convenção Evangélica dos Ministros das Assembleias de Deus no Estado do Espírito Santo (Cemades), descreveu a indicação como uma “bala de prata”.

“Para Jair Bolsonaro, a escolha de Flávio mantém o espólio eleitoral familiar concentrado dentro da família, o que evita dispersão imediata do eleitorado fiel”, explicou. No entanto, ele também reconheceu que a medida pode desagradar setores da direita que prefeririam um nome como o do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Por fim, o pastor José Ernesto Conti, líder da Igreja Presbiteriana Água Viva em Vitória (ES), interpretou a movimentação como uma jogada estratégica calculada.

“Tenho certeza de que Bolsonaro e sua família possuem muita experiência nessa área e não pisariam em falso”, declarou. Sobre as pesquisas eleitorais, Conti afirmou: “Pesquisa no Brasil é mais fantasia do que histórias de fadas e duendes. Não dá para levar a sério as pesquisas políticas no Brasil”. Com: Comunhão.

Dosimetria: Câmara aprova PL que poderá favorecer réus do 8/1

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou na terça-feira (9) a inclusão em pauta de votação de um projeto de lei que trata da dosimetria da pena para os réus envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023, o qual acabou sendo aprovado já na madrugada desta quarta.

O anúncio gerou manifestações de parlamentares da bancada do Partido Liberal (PL), como Nikolas Ferreira, que avaliam que a proposta pode beneficiar os condenados, fazendo-os ir para prisão domiciliar.

Nikolas afirmou, em suas redes sociais, que a proposta em análise deve permitir a progressão para o regime domiciliar ou aberto para todos os condenados no referido processo. A declaração foi uma resposta a uma publicação do líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), que confirmou o apoio da bancada ao texto.

“Bastasse uma família ter seu pai ou mãe em casa, que já valeria a pena. Um passo de cada vez. TODOS já vão pra prisão domiciliar ou regime aberto. Inclusive, não é só minha opinião, mas de vários familiares dos presos que estão me mandando essas mensagens”, escreveu ele nas redes.

Em seu anúncio, o presidente Hugo Motta afirmou que o tema da anistia está “superado” e que o texto a ser votado tratará exclusivamente da redução das penas com base na dosimetria. O líder do PL, Sóstenes Cavalcante, corroborou a informação, descrevendo o acordo obtido para a votação como o “primeiro passo” na luta por uma anistia completa.

O comentarista Paulo Figueiredo também se manifestou sobre o tema. “Eu fui o maior crítico desta posição, mas, neste momento, não temos outra melhor. Vamos em frente, sem desistir da verdadeira anistia”, declarou.

Outro deputado da bancada, Marco Feliciano (PL-SP), direcionou elogios à movimentação do partido e ao que classificou como uma decisão do ex-presidente Jair Bolsonaro.

“A decisão que se traduz em sacrifício, tomada pelo nosso presidente Jair Bolsonaro, em apoiar a redução das penas, para que os oprimidos do 8 de janeiro possam passar o Natal em suas casas neste ano, mostra o porquê de confiarmos em sua liderança. Ele foi grande! Parabéns, líder Sóstenes, por traduzir em palavras o desejo do nosso presidente. Não vamos esmorecer e estamos juntos”, publicou Feliciano.

A votação da dosimetria estava prevista para ocorrer no dia 9 de janeiro, mas Hugo Motta justificou a antecipação da decisão em colocar a matéria em pauta, afirmando que o assunto já estava “maduro” para apreciação, e que a medida não atende a pedidos externos, mas sim ao momento adequado para o plenário se posicionar.

Ex-Chiquititas, atriz Giulia Garcia é batizada nas águas

A atriz Giulia Garcia, conhecida por interpretar Ana na novela Chiquititas, foi batizada em uma igreja evangélica no domingo, 7 de dezembro, e registrou o momento em sua conta no Instagram.

Ela publicou fotos e vídeos da celebração, acompanhados de uma citação bíblica de Romanos 6.4. Na legenda, destacou o significado espiritual da data ao afirmar: “Ainda não sei o que dizer sobre esse dia, sobre essa morte, sobre o meu novo nascimento… só sei agradecer por ter O Abba que cuida de mim e que me ama, assim como eu O amo”.

Em abril, Giulia havia comentado nas redes sociais sobre questões de saúde mental, relatando que trata depressão, ansiedade e compulsão alimentar desde os 16 anos. “Já fui diagnosticada com ansiedade, que gerou um quadro de transtorno alimentar. Há um tempo, comecei a tomar remédio antidepressivo”, disse na ocasião.

A atriz, hoje com 22 anos, mantém amizade com Stefany Braz, intérprete de Cármen em Chiquititas, que frequenta a Zion Church, denominação onde Giulia foi batizada. Outro integrante do elenco da novela, Pedro Henrique — que viveu Thiago —, também é membro da mesma igreja.

Empresário garante doar milhões à reconstrução de Igreja Batista

O empresário cristão David Green, fundador e CEO da gigante do varejo Hobby Lobby, doou US$ 7 milhões para a reconstrução do templo histórico da Primeira Igreja Batista de Dallas. O anúncio foi feito durante o culto da manhã em 08 de dezembro, segundo relato do pastor sênior Robert Jeffress.

A contribuição foi feita quase 18 meses após o incêndio de grandes proporções que destruiu o templo de 134 anos em julho de 2024, e representa um avanço significativo na campanha de arrecadação que tem como meta 95 milhões de dólares para a nova instalação e para a expansão dos ministérios.

Antes de iniciar a série de sermões intitulada “A Defesa Divina: 6 Armas Sobrenaturais para Derrotar Seu Inimigo Invisível”, Jeffress explicou que o apoio de Green havia começado como uma doação equivalente de até US$ 7 milhões, mas tornou-se uma oferta imediata.

“Há alguns meses, vocês se lembram que David Green, o fundador e CEO da Hobby Lobby, veio nos visitar e adorou nossa igreja. Ele admira os valores que nossa igreja representa”, disse Jeffress. Ele acrescentou que a Fundação Hobby Lobby costuma apoiar iniciativas internacionais, mas que Green decidiu abrir exceção para a congregação texana. “David reconheceu que a Primeira Igreja Batista não é apenas mais uma congregação local. Ela tem um ministério mundial”.

Segundo Jeffress, Green afirmou: “Pastor, sua igreja tem como objetivo ganhar pessoas para Jesus. E é isso que amamos na Hobby Lobby. Queremos ganhar o máximo de pessoas possível para Jesus o mais rápido possível. E é isso que vocês estão fazendo. E queremos participar da reconstrução desse santuário histórico”.

A oferta inicial previa que a igreja arrecadasse outros 7 milhões de dólares, totalizando 14 milhões. Jeffress relatou que apresentou o desafio a uma “família dedicada” da congregação, que respondeu no dia seguinte com o compromisso de cobrir todo o valor necessário. “Eles ligaram de volta na manhã seguinte e disseram: ‘Pastor, nós doaremos os 7 milhões de dólares inteiros’. Então David enviou o cheque pelo correio”, afirmou, recebendo aplausos dos presentes.

De acordo com informações do portal The Christian Post, o pastor completou que a igreja está próxima de atingir os recursos necessários para reconstruir sem dívidas.

A Primeira Igreja Batista de Dallas, fundada em 1868, tornou-se uma das congregações batistas mais influentes do Texas. Hoje ocupa seis quarteirões no centro da cidade e conta com mais de 16 mil membros. Além de três cultos dominicais, oferece programas de discipulado bilíngues, enquanto o ministério Pathway to Victory, liderado por Jeffress, alcança milhões por meio de rádio, televisão e transmissões digitais.

Mesmo após o incêndio de julho de 2024, que resultou no desabamento do telhado do templo e em danos à capela adjacente, a congregação continuou suas atividades e foi escolhida como a “melhor igreja” da área de Dallas-Fort Worth em outubro.

Jeffress informou que as obras devem começar no início de 2026 e destacou algumas melhorias planejadas, como a instalação de uma grande escada rolante e uma escada fixa ligando o térreo do Crystal Center ao segundo andar. Ele estima que os custos totais da reconstrução fiquem em torno de 27 milhões de dólares.

O culto foi encerrado com agradecimentos públicos a Green e à família do empresário. “Antes de mais nada, quero agradecer publicamente a um grande cristão, David Green, e à família Green por tudo o que fizeram por nossa igreja”, disse Jeffress, em tom descontraído ao mencionar que “nunca mais reclamará quando Amy for à loja Hobby Lobby”.

Jeffress concluiu enfatizando que a congregação deve permanecer comprometida com as doações durante o período de festas: “Apreciamos e amamos David e a Hobby Lobby. Acima de tudo, damos glória a Deus pelas grandes coisas que Ele fez e continua a fazer através da nossa igreja”.