Indonésia: enchentes deixam 700 mortos e muitos desaparecidos

O número de mortos em decorrência de inundações e deslizamentos de terra em larga escala na ilha indonésia de Sumatra subiu para pelo menos 700, segundo a Agência Nacional de Gestão de Desastres do país. Milhares de pessoas continuam desaparecidas ou desabrigadas, enquanto equipes de emergência enfrentam dificuldades para alcançar comunidades isoladas.

A agência informou nesta segunda-feira que 464 pessoas ainda eram consideradas desaparecidas e 2.600 ficaram feridas, configurando um dos desastres naturais mais letais dos últimos anos na Indonésia, de acordo com o jornal The Star. A estimativa oficial aponta que mais de 1,5 milhão de pessoas foram afetadas e aproximadamente 570 mil foram forçadas a deixar suas casas, muitas delas abrigadas em prédios públicos sem acesso a água potável e eletricidade.

As autoridades registraram o maior número de mortes na província de Sumatra do Norte, onde pelo menos 283 corpos haviam sido recuperados até segunda-feira. Em Sumatra Ocidental, o total de mortos chegou a 165, enquanto a província de Aceh, no norte, contabilizou 156 óbitos. As três províncias relatam pontes destruídas, rodovias danificadas e falhas na infraestrutura elétrica, fatores que dificultam operações de resgate e distribuição de ajuda.

Em Tapanuli Central, um dos distritos mais afetados em Sumatra do Norte, moradores descreveram um cenário de caos e escassez de alimentos. Uma residente chamada Maysanti relatou que caminhões com ajuda humanitária não chegaram à aldeia e que a população passou a disputar produtos básicos. “Acabou tudo; nossos estoques de comida estão se esgotando”, disse. “Até macarrão instantâneo está sendo disputado. Nossa comida acabou; precisamos de comida e arroz. O acesso a esses recursos está completamente cortado”, relatou à BBC.

Na região de Pidie Jaya, em Aceh, as águas das enchentes chegaram ao nível dos telhados. Uma moradora, Arini Amalia, descreveu a força da enxurrada como “um tsunami” e afirmou que sua avó, que vive na região há muitos anos, nunca havia presenciado devastação semelhante. Na região central de Aceh, milhares de pessoas formaram filas diante de um prédio governamental na noite de domingo para carregar celulares ou tentar contato com familiares, após a instalação de dispositivos de internet Starlink pelas autoridades locais para restabelecer a comunicação.

A frustração com a resposta governamental ao desastre tem crescido, com críticas a atrasos na distribuição de alimentos e a falhas logísticas. Organizações humanitárias relatam dificuldade para circular por estradas cobertas de destroços e trechos de rodovias que desabaram, enquanto entraves burocráticos retardam a chegada de suprimentos. Imagens das áreas afetadas mostram bairros inteiros cobertos de lama, troncos de árvores empilhados contra construções e veículos presos em vias destruídas.

No ponto turístico conhecido como Pontes Gêmeas, em Sumatra Ocidental, máquinas pesadas estão sendo usadas para remover a lama e procurar pessoas desaparecidas. Uma moradora chamada Mariana, que perdeu vários familiares, acompanhava à beira da estrada o trabalho de escavadeiras na remoção dos escombros.

As inundações foram provocadas por chuvas torrenciais na semana passada, que fizeram rios transbordarem e encostas desmoronarem, inundando aldeias e isolando distritos inteiros. A destruição é mais severa em áreas montanhosas e litorâneas, onde deslizamentos de terra bloquearam o acesso de veículos pesados. Equipes de emergência do governo central, das forças armadas e de agências locais de gestão de desastres foram mobilizadas, mas em muitos casos helicópteros e motocicletas são os únicos meios para alcançar sobreviventes.

Especialistas afirmam que as inundações estão ligadas, em parte, a uma rara tempestade tropical formada sobre o estreito de Malaca. O ciclone, chamado Senyar, trouxe ventos fortes e chuvas intensas para Sumatra e para diversas províncias no sul da Tailândia, informou a Al Jazeera. Em Aceh e no norte de Sumatra, os cortes de energia continuam sendo generalizados, embora o fornecimento elétrico tenha sido parcialmente restabelecido em Sumatra Ocidental.

Em toda a região do Sudeste Asiático, o sistema de tempestades de maior magnitude associado a esse evento matou mais de 1.140 pessoas na Indonésia, Sri Lanka, Tailândia e Malásia. Meteorologistas atribuem as chuvas extremas à persistência do fenômeno La Niña, que tem intensificado as monções e aumentado a frequência de precipitações fortes. O tufão Senyar, que atingiu diretamente a Indonésia, também passou nas proximidades da Malásia, onde causou a morte de pelo menos duas pessoas.

O presidente Prabowo Subianto visitou, na segunda-feira, áreas atingidas pelas enchentes no norte de Sumatra. Ele reconheceu que algumas estradas permaneciam intransitáveis, mas afirmou que as equipes de emergência estão empenhadas em restabelecer o acesso e mitigar os impactos da crise.

Sudão: igrejas pichadas por muçulmanos com frases do Alcorão

Duas igrejas em Porto Sudão foram alvo de vandalismo coordenado na semana passada, quando frases de conteúdo religioso islâmico foram pintadas em grafite vermelho nas paredes externas dos templos. Os ataques ocorreram na região central da área do mercado da cidade.

Segundo a organização Christian Solidarity Worldwide (CSW), com sede no Reino Unido, a parede da Igreja Presbiteriana Evangélica do Sudão recebeu inscrições da Shahada, declaração que afirma: “Não há outro Deus além de Alá, e Maomé é o Seu mensageiro”. Ao lado, foi registrado um verso do Alcorão que diz: “Não há outro Deus além d’Ele, o Senhor do Trono Honrado”. Já na Igreja Ortodoxa próxima, vândalos picharam a frase “Alá é eterno”.

Os dois templos ficam em frente a uma delegacia de polícia e a repartições públicas, em uma área movimentada de Porto Sudão, que atua como capital administrativa de facto do país desde o agravamento do conflito. Câmeras de segurança registraram o momento em que um carro parou diante da Igreja Ortodoxa e um indivíduo desceu com uma lata de spray, aproximando-se do muro para realizar a pichação.

Os incidentes ocorrem em meio à intensificação da guerra civil entre as Forças Armadas Sudanesas (SAF) e as Forças de Apoio Rápido (RSF), iniciada em abril de 2023. Com Cartum mergulhada em violência, Porto Sudão tornou-se destino de centenas de milhares de deslocados e sede administrativa das SAF, sendo considerada zona relativamente segura até os recentes episódios. As minorias religiosas relataram aumento da preocupação após o ataque.

Apesar da visibilidade da área, autoridades locais não teriam adotado medidas após as pichações. Líderes da igreja evangélica optaram por não registrar queixa, buscando evitar tensões adicionais. Membros da congregação pintaram sobre os grafites, tentando transformar o resultado em uma forma de arte abstrata. Um integrante descreveu o episódio como “alarmante”, afirmando: “Só Deus sabe o que acontecerá se um crime de ódio como esse for tolerado”.

O diretor-executivo da CSW, Scot Bower, pediu que as autoridades investiguem o caso e destacou que a intolerância religiosa aumentou durante o conflito. Ele afirmou que comunidades cristãs precisam ter garantido o direito de praticar sua fé sem medo, de acordo com o The Christian Post.

Cristãos do norte do Sudão, especialmente das Montanhas Nuba, enfrentam há anos diversas formas de discriminação. Nessas regiões, moradores de origem árabe de Darfur são frequentemente acusados de ligação com as RSF, e restrições severas à circulação têm sido impostas por meio da política conhecida como “Rostos Estranhos”, que leva a detenções arbitrárias e processos judiciais de emergência, alguns resultando em sentenças de morte.

Em setembro, a polícia armada destruiu abrigos temporários de deslocados em Atbara, no estado do Nilo. Civis que fugiram dos combates e não receberam assistência foram obrigados a retornar a Cartum, mesmo com a cidade considerada insegura.

Contexto

O Sudão vive atualmente sua maior crise humanitária. Estimativas apontam cerca de 12 milhões de deslocados internos, enquanto 30 milhões de pessoas necessitam de assistência.

Em outubro, o evangelista Franklin Graham denunciou execuções atribuídas às RSF após a tomada de el-Fasher, em Darfur. Graham afirmou ter recebido vídeos mostrando civis baleados na cabeça, com “pilhas de corpos” deixadas para trás. A BBC verificou parte desse material, incluindo imagens que mostram um combatente conhecido como Abu Lulu atirando em nove prisioneiros desarmados. Outro vídeo, geolocalizado em um prédio universitário, registrou um homem armado executando um indivíduo sentado entre cadáveres. A equipe de verificação da emissora confirmou que outros assassinatos ocorreram em áreas rurais próximas.

As RSF, comandadas pelo general Mohammed Hamdan Dagalo, conhecido como Hemedti, têm origem na milícia Janjaweed, envolvida em massacres em Darfur no início dos anos 2000. Dagalo, oriundo de uma família árabe de comerciantes de camelos, ampliou sua força por meio de alianças tribais, milícias e recursos obtidos com a exploração de ouro. Estima-se que o grupo conte com 100.000 combatentes e receba apoio de países como Emirados Árabes Unidos, Turquia e Rússia.

O Exército sudanês apresentou recentemente uma queixa ao Tribunal Internacional de Justiça acusando os Emirados Árabes Unidos de violar a Convenção sobre o Genocídio ao apoiar as RSF. O governo emiradense rejeitou as acusações, classificando-as como uma manobra política.

Desde a deposição de Omar al-Bashir em 2019, Dagalo tem papel central no cenário político sudanês, tendo liderado o golpe que interrompeu o governo de transição. A guerra atual começou após o rompimento entre ele e Abdel-Fattah Burhan, chefe das Forças Armadas.

As RSF controlam extensas áreas de Darfur e partes de Kordofan e já anunciaram planos para estabelecer um governo paralelo nos territórios sob seu domínio.

NT Wright: cristãos interpretam mal o céu e a guerra espiritual

O teólogo britânico NT Wright, ligado à Igreja Anglicana, acredita que muitos cristãos no Ocidente têm uma visão equivocada do objetivo central da fé cristã. Segundo ele, ao invés de entenderem o cristianismo como a história de Deus renovando todo o cosmos — Céu e Terra unidos — muitos foram ensinados a ver a salvação como um plano de fuga individual, onde a alma sobe para o Céu após a morte do corpo.

Esse entendimento, de acordo com Wright, não apenas distorce a teologia da vida após a morte, mas também influencia a interpretação de temas como as profecias sobre o Fim dos Tempos e a guerra espiritual. “O problema é que a maioria dos cristãos ocidentais hoje pensa que o objetivo principal do cristianismo é que nossas almas vão para o Céu quando morremos, enquanto o Novo Testamento se concentra em Deus vindo habitar conosco”, explicou o teólogo em entrevista sobre seu livro A Visão de Efésios: A Tarefa da Igreja e a Glória de Deus. “A direção da viagem está errada, o resultado está errado e os estágios intermediários estão errados”.

Para Wright, essa interpretação equivocada moldou gerações de fiéis e a maneira como as Escrituras são lidas e entendidas. Ele observa que, no contexto do cristianismo primitivo, a ideia da alma subindo ao Céu não era uma crença comum entre os cristãos originais. “Essas eram as pessoas que hoje chamamos de platônicos médios, pessoas como Filo de Alexandria ou Plutarco. Eles falavam alegremente sobre suas almas indo para o Céu. Os primeiros cristãos, na verdade, não falavam assim”, disse Wright.

Em vez disso, o Novo Testamento apresenta uma visão diferente: não a partida da humanidade para o Céu, mas a chegada divina à Terra. Wright aponta para os capítulos finais do Apocalipse, onde “a habitação de Deus está com os homens”, e para Efésios 1:10, que descreve o propósito eterno de Deus de “reunir em Cristo todas as coisas, tanto as que estão nos céus como as que estão na terra”. “Mas seria de se esperar que o plano de Deus desde o princípio fosse nos permitir deixar a Terra e ir para um lugar chamado Céu”, refletiu. “Mas não é disso que trata Efésios, ou mesmo o restante do Novo Testamento”.

Wright também destaca a importância das traduções bíblicas. A palavra grega “psique”, frequentemente traduzida como “alma”, tem sua raiz no hebraico nephesh, que se refere à pessoa como um todo, e não a uma essência imortal. “Nefesh é o ser humano por inteiro; uma tradução melhor seria ‘pessoa’”, explicou. Passagens que muitas vezes alimentam interpretações platônicas, como a fala de Jesus ao ladrão na cruz (“Hoje estarás comigo no Paraíso”), são frequentemente simplificadas demais, segundo Wright.

Segundo ele, a “visão ocidental” sobre a questão da salvação tem se confundido com influências da filosofia grega. “Você pode se desvincular do platonismo de diferentes maneiras, mas basicamente é isso que vem acontecendo há centenas de anos”, afirmou. Para Wright, a premissa de que a questão religiosa essencial é “Como minha alma chega ao Céu?” tem guiado o ensino cristão desde a Reforma, sem que essa questão fosse amplamente questionada em sua essência.

Em seu livro, Wright argumenta que Efésios desafia essa questão, mostrando que o propósito de Deus desde o princípio é a união do Céu e da Terra sob Cristo. A oração de Paulo em Efésios 1:3-14, segundo Wright, está cheia de imagens da criação judaica e do Êxodo, culminando na declaração de que o objetivo de Deus sempre foi essa união.

Essa nova compreensão tem implicações para o conceito de “Fim dos Tempos”, um termo que Wright considera ser “muito americano”. Ele acredita que a popularização do dispensacionalismo, uma teologia que introduziu a ideia do arrebatamento e um cronograma apocalíptico, é responsável pela visão de um “fim dos tempos” com um conflito final no Armagedom. “Todo o movimento dispensacionalista gerou essa ideia de um tempo específico que podemos chamar de ‘Tempos do Fim’”, disse Wright, destacando que o Novo Testamento não sustenta essa estrutura.

Embora o dispensacionalismo tenha perdido força entre os estudiosos, continua popular entre os cristãos leigos. “Eu e outros já escrevemos mostrando que o Novo Testamento simplesmente não valida nem sustenta nada parecido com essa combinação de arrebatamento, Armagedom, etc.”, afirmou Wright. Ele também observou que esse apelo psicológico é compreensível, pois permite que as pessoas se sintam em uma posição de vantagem, acreditando em uma “verdade secreta” que está prestes a se revelar.

Wright também critica o modo como essa teologia se mistura com a política e com os conflitos no mundo real. Ele recorda os anos após o 11 de setembro, quando alguns grupos cristãos interpretaram o conflito no Oriente Médio como parte de um cumprimento apocalíptico das profecias. “Nós, do resto do mundo, olhamos para isso e pensamos: ‘Por favor, espero que vocês consigam se organizar’, porque o mundo é um lugar perigoso demais para que o país mais poderoso da Terra seja dominado por isso”, disse ele.

O teólogo reafirma que, segundo o Novo Testamento, na morte, ressurreição e ascensão de Jesus, Deus já iniciou a criação renovada. “Deus fez o que disse que faria e continua fazendo até o dia em que Jesus voltar”, afirmou. Ele também ressaltou que a Igreja tem um papel fundamental nessa renovação contínua, sendo “o pequeno modelo funcional da nova criação”, como descrito em Efésios.

No que diz respeito à “guerra espiritual”, Wright acredita que a visão popular sobre o tema foi distorcida. Em Efésios 6, onde os cristãos são exortados a vestir a “armadura de Deus”, Wright coloca essa passagem em contexto com Efésios 1 e 2, que dizem que os crentes já estão “assentados nos lugares celestiais em Cristo”. “A batalha está acontecendo agora nos lugares celestiais”, explicou Wright, destacando que a verdadeira luta não é contra forças demoníacas, mas contra a identificação errônea dos inimigos.

Wright alertou contra os extremos teológicos, seja o ceticismo que rejeita o mal espiritual ou a tendência de ver demônios em tudo. “Existem dois erros iguais e opostos. Por um lado, as pessoas que dizem que tudo isso não passa de bobagem medieval. Por outro lado, as pessoas que veem demônios em cada esquina”, afirmou, citando CS Lewis.

A Igreja Cristã primitiva, disse Wright, foi a primeira comunidade verdadeiramente multinacional e multiétnica da história, sendo um exemplo visível de que Jesus é o Senhor. Ele enfatizou que, para os cristãos, o objetivo agora é criar igrejas que reflitam a nova criação de Deus. “Nossa tarefa agora é crer no Deus do Evangelho de tal forma que possamos, de fato, fazer crescer igrejas que exemplifiquem essa ideia do pequeno modelo de trabalho da nova criação”, concluiu, de acordo com o informado pelo The Christian Post.

Pastor afirma: ideologia de ódio a judeus é doutrina de demônios

Os casos de antissemitismo aumentaram globalmente após o ataque do grupo terrorista Hamas a Israel em 7 de outubro de 2023. Diante desse contexto, o pastor Jack Hibbs afirmou que interpreta o cenário como um sinal do fim dos tempos.

Com o início da guerra entre Israel e Hamas na faixa de Gaza, discursos de ódio e ataques a judeus se espalharam por diversos países. Segundo um relatório divulgado pela Organização Sionista Mundial e pela Agência Judaica para Israel, o antissemitismo global aumentou 340% nos últimos dois anos.

No Brasil, os casos de antissemitismo cresceram 350% em 2024, conforme relatório conjunto da Confederação Israelita do Brasil (Conib) e da Federação Israelita do Estado de São Paulo (Fisesp).

Esses episódios globais incluem atos graves de violência, como o assassinato de um casal judeu messiânico em Washington, ataques a sinagogas, episódios de violência em escolas e universidades, protestos anti-Israel, gestos nazistas e disseminação de conteúdo antissemita na internet.

Profecias bíblicas

Para Jack Hibbs, pastor e autor, líder da igreja Calvary Chapel nos Estados Unidos, o aumento do antissemitismo é um sinal do fim dos tempos, conforme profetizado na Bíblia. “Uma crescente visão antissemita e anti-Israel é um dos sinais do fim dos tempos. Porque a Bíblia nos diz, em Ezequiel e Zacarias, que nos últimos dias, o mundo se voltará contra Israel”, afirmou Hibbs.

Os capítulos 38 e 39 de Ezequiel descrevem a futura invasão de Israel por uma coalizão de nações lideradas por Gogue e Magogue, na qual Deus intervirá para proteger Seu povo escolhido. Hibbs comentou ainda: “Nenhum cristão deveria se incomodar com os comentários de podcasters que agora fomentam essa visão antissemita. Isso é esperado se você conhece a Bíblia. Isso não deveria te incomodar, mas também não significa que você deva ficar em silêncio. Você deveria falar mais alto.”

Doutrina de demônios

O pastor também citou 1 Timóteo 4:1, onde o apóstolo Paulo alerta que, nos últimos dias, muitas pessoas seriam enganadas e seguiriam doutrinas de demônios: “O Espírito Santo nos diz claramente que, nos últimos tempos, alguns se afastarão da verdadeira fé. Eles seguirão espíritos enganosos e ensinamentos que vêm dos demônios”, comentou Hibbs.

“É isso que está acontecendo”, afirmou, lembrando que as Escrituras preveem o retorno de Jesus a Israel em Sua Segunda Vinda. “Se Satanás sabe disso, não seria vantajoso, em seu pensamento distorcido, provocar um fluxo antissemita para tentar abolir a viabilidade da nação de Israel, dizer que Israel é ilegítimo, que não existe, que Deus não sabia do que estava falando.”

Apoio a Israel

Hibbs exortou os cristãos a apoiarem Israel diante do crescimento do antissemitismo. No entanto, ele ponderou que isso não significa que os crentes não possam ser críticos em relação a algumas ações do governo israelense. “Olha, Israel é tão bagunçado quanto a América, quanto o Canadá está bagunçado. As nações são problemáticas. Mas só existe uma nação que tem uma aliança que Deus diz: ‘Fiz com eles para sempre’, e não é a América — é Israel”, ressaltou o pastor, de acordo com informações da emissora CBN News.

Julia Vitória lança faixa de seu novo DVD: ‘Restaura o Teu Altar’

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A música Restaura o Teu Altar, de Julia Vitória, traz uma mensagem que vai além de palavras: “Mais do que mãos levantadas, queremos Teu coração”. Na concepção da artista, esses versos iniciais revelam o propósito central da canção, voltado à busca por uma relação mais genuína e intensa com Deus.

A faixa foi gravada no Teatro Ópera de Arame, em Curitiba (PR), em parceria com a Musile Records, gravadora responsável pela idealização e produção do projeto. A música faz parte do DVD de Julia, que conta com composições autorais e releituras de clássicos do gospel.

Emocionada, Julia recorda o momento em que, durante a gravação, viu o público cantando com entusiasmo, ainda mais por se tratar de uma música nova. “Isso mexeu muito comigo”, declarou a cantora. Sentada ao piano, ela conduzia a música enquanto a presença de Deus tomava o ambiente. Tomada pela emoção, ela deixou o instrumento e caminhou até a beira do palco. Nesse momento, a plateia reagiu prontamente, unindo suas vozes em um momento de adoração que parecia não ter fim.

Além da performance vocal de Julia, a canção conta com a participação de um quarteto de cordas e um grande coro, que intensificaram o louvor, criando uma apresentação única. Os arranjos sofisticados e a letra comovente se somaram à performance para oferecer uma experiência marcante. Restaura o Teu Altar tem o potencial de se tornar mais um sucesso desse projeto, que, com apenas quatro lançamentos disponíveis, já ultrapassa os 30 milhões de plays.

Recentemente, Julia Vitória também lançou outras músicas de destaque, como João Viu / Além do Rio Azul, Amor Infinito / A Mensagem da Cruz, Maravilhosa Graça e Canção dos Redimidos, esta última em colaboração com Nívea Soares, uma das principais vozes do segmento gospel.

O álbum, que contém 10 faixas, teve direção de vídeo de Flauzilino Jr. e produção musical de Hananiel Eduardo. Cantores renomados como Eli Soares, vencedor de três Grammys Latinos, e Marcelo Markes também participaram da gravação ao lado de Julia.

Julia Vitória tem se destacado como uma das artistas mais relevantes da música cristã em sua geração. Com apenas 23 anos, ela já alcançou números impressionantes, atraindo mais de 14 milhões de ouvintes mensais e atingindo dois bilhões de streams: “Não são apenas números, são pessoas, são vidas que alcançamos por meio dos louvores, e isso é motivo de muita gratidão e alegria para mim”, afirmou Julia, celebrando o sucesso do novo DVD.

Lanna Holder é refutada por apologista cristão Murilo Borges

Lanna Holder, autodenominada pastora, gerou novo debate nas redes sociais ao publicar um vídeo no qual apresenta o que considera serem fundamentos bíblicos para a aceitação de fiéis LGBTQIA+.

Líder da Cidade de Refúgio, uma igreja inclusiva que acolhe membros da comunidade LGBT, Lanna abordou o tema ao responder a uma pergunta sobre a base bíblica para a aceitação de pessoas dessa comunidade.

No vídeo, Lanna afirma que parte dos cristãos interpreta passagens bíblicas de maneira isolada, sem uma análise mais profunda do contexto histórico e linguístico. Ela citou trechos sobre misericórdia e acolhimento, reiterando que Deus “não faz acepção de pessoas”. A pastora argumenta que a promessa feita a Abraão, de que “todas as famílias da terra seriam benditas”, inclui sua própria família: “Eu e minha mulher também estamos incluídas porque cremos em Cristo Jesus”, afirmou.

Lanna citou ainda João 3.16 e versículos do livro de Atos para sustentar sua posição de que, segundo sua interpretação, Deus recebe todos aqueles que entregam suas vidas a Cristo, independentemente da orientação sexual.

As declarações de Holder geraram reações imediatas. Lideranças e seguidores que defendem uma interpretação tradicional da Bíblia manifestaram discordância, alegando que ela desconsiderou textos usados historicamente para ensinar sobre sexualidade. Alguns comentários destacaram as divergências com a argumentação da pastora, como: “Absurdo! Ele amou o mundo, mas chama o mundo para conversão de seus pecados”, “Deus ama o pecador, não o pecado”, e “O evangelho não é aceitação, mas sim renúncia”.

Entre as respostas, destaca-se um vídeo do evangelista e apologista cristão Maurílo Borges, que refutou os argumentos de Holder. Iniciando com citações de textos bíblicos sobre homossexualidade, Borges contestou a explicação de Lanna sobre as diferenças entre eisegese [sic] e exegese, e também questionou cada um de seus argumentos.

No post em que compartilhou o vídeo, Murilo Borges escreveu: “Se formos seguir a lógica desta moça (a eisegese dela), então podemos facilmente concluir o seguinte: Deus abençoa a família de assassinos porque Deus abençoou todas as famílias da terra. Deus ama o estuprador porque Deus amou o mundo e o estuprador está no mundo, não está em Marte. Deus aceita os pedófilos porque Deus não faz acepção de pessoas. Eu duvido que ela concorde com isso”.

Borges também se referiu a passagens bíblicas que, em sua interpretação, afirmam que o homossexualismo é pecado. Ele citou os versículos 9 e 10 do capítulo 6 de 1 Coríntios, que descrevem atos homossexuais como pecados, e seguiu com o versículo 11, que fala sobre o arrependimento: “Assim foram alguns de vocês. Mas vocês foram lavados, foram santificados, foram justificados no nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito de nosso Deus”.

Borges concluiu seu comentário com uma exortação: “Não use a Bíblia para legitimar o seu pecado. Assim como todos nós precisamos fazer, arrependa-se dos seus pecados, coloque sua fé em Jesus Cristo e busque viver uma vida longe daquilo que desagrada a Deus”.

Com medo da guerra, Maduro pede paz a cristãos nos EUA

O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, pediu aos “irmãos cristãos” nos Estados Unidos que se unam pela paz e resistam à possibilidade de uma ação militar no país, no contexto de tensões com a administração de Donald Trump.

A fala de Maduro aconteceu durante um encontro de oração pela paz da Venezuela, realizado no Palácio de Miraflores, em Caracas. No discurso, afirmou que a Venezuela precisa do apoio de cristãos para manter a “paz, harmonia, perdão e misericórdia”, em meio às crescentes ameaças de uma intervenção militar.

Ele afirmou: “Lançamos nossa mensagem da Venezuela aos cristãos dos Estados Unidos, aos cristãos da nossa América, para que levemos o estandarte da paz”.

O evento contou com a presença de Nicolás Maduro Guerra, filho do presidente e vice-presidente de Assuntos Religiosos do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), e representantes de várias igrejas e denominações religiosas aliadas ao governo. Durante o encontro, Maduro também se dirigiu aos Estados Unidos, pedindo que os americanos impedissem a “mão enlouquecida de quem ordena bombardear, matar e levar uma guerra à América do Sul e ao Caribe”, sem mencionar diretamente o nome de qualquer figura política.

O pronunciamento de Maduro foi feito um dia após o anúncio do Pentágono sobre a operação “Lança do Sul”, destinada a combater o narcotráfico originado na América Latina, embora os detalhes sobre as operações ainda não tenham sido divulgados. Em resposta, o presidente Donald Trump afirmou que já tomou uma decisão sobre uma possível ação militar na Venezuela, mas afirmou que “ainda não pode dizer” quais serão os próximos passos, de acordo com informações do jornal Gazeta do Povo.

A Portas Abertas, organização que monitora a liberdade religiosa, denuncia que as igrejas cristãs no país enfrentam crescente repressão. Líderes religiosos, especialmente os contrários ao regime, têm sido alvo de ameaças e intimidações. Durante o período eleitoral de 2024, foram reportados casos de acusações arbitrárias, tentativas de suborno e ameaças a pastores que não aderiram ao apoio do governo.

Em um caso recente, um pastor afirmou que foi procurado por representantes do PSUV para apoiar o governo em troca de infraestrutura para sua igreja, mas ao recusar a oferta, teve a energia elétrica cortada em sua congregação. O pastor relatou que a falta de liberdade de pensamento se tornou um problema crescente para os cidadãos venezuelanos, incluindo os líderes religiosos que optam por se manter independentes do regime.

Atriz cristã testemunha dizer ‘não’ a cenas sensuais em Hollywood

A atriz Candace Cameron, conhecida mundialmente pelo papel de D.J. Tanner na série Três é Demais, voltou a chamar atenção em Hollywood após uma declaração no podcast Stay True, onde compartilhou os motivos pelos quais recusou diversos papéis ao longo de sua carreira. Ela destacou que suas recusas foram principalmente em papéis que exigiam cenas sensuais ou que ultrapassavam seus limites pessoais de fé e integridade.

Candace explicou que sua postura não se baseia em uma estratégia de imagem, mas em uma convicção pessoal e espiritual construída ao longo dos anos. “Meu caráter sempre valeu mais do que qualquer papel”, afirmou ela. A atriz revelou que, desde sua adolescência, nunca teve interesse em interpretar personagens que explorassem sensualidade ou a exposição do corpo como forma de alcançar fama.

“Nunca fui aquela menina que queria fazer coisas arriscadas ou usar minha sexualidade para me destacar. Minha moral sempre foi mais importante do que o sucesso. Isso faz parte de quem eu sou”, explicou.

Ela também mencionou que, ao longo de sua trajetória, sempre se sentiu confortável em dizer “não” quando os roteiros ultrapassavam seus limites. “Quando eu recebia um roteiro que ultrapassava meus limites, a decisão era fácil. Eu realmente não queria participar daquele tipo de cena”, declarou.

Candace reconheceu que, em alguns momentos, se questionou ao ver colegas de sua geração ganhando destaque ao posarem para ensaios sensuais e se exporem publicamente. “Você vê as pessoas recebendo muita atenção e começa a se perguntar: ‘Será que eu deveria fazer isso também?’ Mas mesmo com essas dúvidas, eu sabia que não combinava comigo”, disse a atriz.

Embora admitir que manter seus limites em Hollywood não seja simples, Candace afirmou que sua identidade em Cristo orienta cada passo de sua carreira profissional, mesmo que isso signifique abrir mão de oportunidades. Ela explicou que, embora tenha crescido frequentando a igreja, foi anos depois, ao se afastar da televisão para dedicar-se à família, que sua relação com Deus se aprofundou. Esse período, segundo ela, foi fundamental para uma transformação espiritual, e foi quando ela se tornou “biblicamente fundamentada”, permitindo que sua fé passasse a moldar sua visão de mundo e de carreira.

Hoje, além de atriz, Candace Cameron também é uma influenciadora cristã com mais de 5 milhões de seguidores. Ela utiliza suas plataformas digitais para compartilhar conteúdos sobre fé, encorajamento e desafios de leitura bíblica. Ela também enfatiza a importância de os cristãos se manterem firmes diante das pressões culturais: “Nunca deixarei de compartilhar minha fé. Em tempos de cultura do cancelamento, precisamos ainda mais de convicção”.

Casada com o ex-jogador de hóquei Valeri Bure desde 1996, Candace é mãe de três filhos. Para ela, família e propósito são fundamentais, sendo a base de sua vida pessoal e profissional. “Dizer ‘não’ a papéis que ferem meus valores não me limita, ao contrário, me mantém fiel ao propósito que acredito ter recebido de Deus”, finalizou a atriz.

Membros de Igreja Batista no ES produzem Bíblia gigante

Um grupo de 56 membros da Primeira Igreja Batista de Jacaraípe, localizada na Serra (ES), dedicou-se por oito meses à transcrição manual de uma Bíblia gigante. O projeto, já finalizado e encadernado, chama a atenção por suas dimensões: 60 cm de altura, 42 cm de largura e um peso de 19 quilos.

De acordo com Cleia Monteiro (conhecida como Cleinha), coordenadora do projeto, os trabalhos começaram em 2 de fevereiro de 2025 e foram concluídos em 30 de outubro de 2025. Cleia, de 58 anos, esteve presente em todas as etapas do processo de transcrição.

A ideia surgiu após Cleia se inspirar em uma publicação nas redes sociais de uma fiel de Goiás, responsável por um projeto semelhante, a transcrição manual da Bíblia. Na versão goiana, o livro pesava 11 quilos e tinha 60 cm de altura. O projeto foi realizado por 39 integrantes de uma igreja evangélica local.

Cleia apresentou a ideia ao pastor Walter Aguia, que apoiou a proposta e a incentivou a reunir um grupo de voluntários, conhecidos como copistas, para dar início ao trabalho. Cada copista escolheu um livro da Bíblia para transcrever em casa. Cleia, por exemplo, ficou responsável pelo livro de Gênesis, enquanto obras mais extensas, como os Salmos, precisaram ser divididas em partes.

A transcrição foi realizada à mão, utilizando caneta preta. Caso algum erro fosse cometido, a página precisava ser reescrita. A conclusão oficial do projeto será celebrada em 14 de dezembro de 2025, Dia da Bíblia, com a apresentação da Bíblia gigante em um culto especial, que contará com a presença da Sociedade Bíblica do Brasil (SBB).

Igreja lamenta morte de pastor em grave acidente de trânsito

A comunidade da Journey Church, na Flórida, lamenta a morte do pastor Joshua R. Rene, de 39 anos, que faleceu em um acidente de motocicleta na semana passada. Os cultos de domingo, realizados em 1º de dezembro, marcaram o primeiro encontro da congregação após o incidente e incluíram uma mensagem voltada para o tema “fé nos momentos difíceis”.

Rene atuava como pastor executivo da igreja, que possui unidades em West Palm Beach, Lake Worth Beach e Boynton Beach. Sua biografia, publicada antes de sua morte, o apresentava como alguém dedicado à família, ao ministério e à fé cristã.

No Dia de Ação de Graças, o pastor principal Scott Baugh publicou um vídeo no Facebook comentando o impacto da notícia sobre a igreja. “Parece irreal. Não sei o que dizer. Para muitos de vocês, ele era o Pastor Josh, e ele era um pastor incrível. Mas para mim, ele era apenas o Josh. Ele era um amigo, tão próximo quanto um irmão para mim por 10 anos”, afirmou.

Os cultos das 9h e 11h nos três campi incluíram um momento de homenagem e um sermão sobre confiança em Deus em períodos de sofrimento. Durante a celebração, Baugh destacou a postura pastoral de Rene. “Nunca houve uma pessoa que ele não amasse, nunca houve uma pessoa para quem ele não arranjasse tempo. Uma das coisas mais marcantes sobre Josh era a sua alegria constante e a sua fé inabalável”, disse o pastor, acrescentando que a manifestação de apoio nas redes sociais impressionou a equipe ministerial.

Segundo o The Palm Beach Post, o acidente ocorreu pouco antes das 19h de terça-feira, 26 de novembro, na South Congress Avenue, próximo ao Atlantis Plaza. A investigação do Departamento do Xerife do Condado de Palm Beach informou que Rene pilotava uma motocicleta Harley Davidson no sentido norte quando foi atingido por uma caminhonete GMC Sierra que fazia uma conversão à esquerda. O motorista, um homem de 50 anos, afirmou não ter visto a motocicleta a tempo de evitar o impacto. Rene morreu no local.

Em comunicado publicado no Facebook, a igreja pediu intercessão em favor da família. “Como comunidade da igreja, estamos com o coração partido pela perda de nosso amado Pastor Josh. Por favor, orem conosco pela família Rene”, afirma a nota.

De acordo com o The Christian Post, um usuário da rede social registrou uma mensagem citando o texto bíblico de Mateus 25:21: “Seu senhor lhe disse: ‘Muito bem, servo bom e fiel. Você foi fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor’”.