“Sombras no Deserto”: filme que retrata Jesus gera grave polêmica

A indústria cinematográfica de Hollywood frequentemente recorre a narrativas bíblicas, gerando produções que culminam em polêmica. O mais recente lançamento, “Sombras no Deserto”, é um exemplo que chegou aos cinemas nesta semana, colocando o astro Nicolas Cage no papel de José, pai de Jesus.

O longa, classificado como “thriller sobrenatural”, explora a juventude de Jesus Cristo, retratando-o a descobrir os seus poderes e a utilizá-los para seu próprio benefício, enquanto é observado por uma representação de Satanás na forma de um adolescente.

A produção, cujo argumento é baseado no livro apócrifo [não reconhecido na Bíblia] “Evangelho da Infância de Tomé”, foi alvo de uma onda de críticas por parte de grupos cristãos. Estes classificaram o filme como blasfemo, particularmente pela caracterização de um Jesus jovem repleto de medos e incertezas, que chega a matar uma criança, ressuscitar insetos e admirar uma mulher nua.

A controvérsia reacendeu um questionamento histórico: a razão pela qual os evangelhos canónicos não relatam eventos da vida de Cristo entre os seus 12 e 30 anos.

Em declarações, o historiador e teólogo, pastor Wagner Augusto Vieira Aragão, explicou que o objetivo central dos evangelhos não era biográfico, mas teológico. “João afirma abertamente que ‘há muitas outras coisas que Jesus fez’ (João 21:25), mas apenas o essencial para a fé foi registado. A ausência de detalhes não indica mistério ou espaço para especulações, mas reflete que Deus revelou o suficiente para nossa convicção”, afirmou Aragão.

O teólogo enfatizou que, apesar da ausência de relatos detalhados, a Bíblia garante a santidade de Jesus ao longo de toda a sua vida.

“Ele nasceu ‘santo’ (Lucas 1:35), não herdou predisposição para o pecado. Ele ‘nunca pecou’ (1 Pedro 2:22). ‘Em tudo foi tentado, mas sem pecado’ (Hebreus 4:15). O breve relato de Lucas (12 anos) o mostra obediente, sábio e comprometido com o Pai (Lucas 2:49-52). A Bíblia não descreve toda a infância de Jesus porque não há lacunas morais ou espirituais a serem preenchidas. Ele foi santo ontem, hoje e sempre (Hebreus 13:8)”, explicou.

Sobre a utilização de poderes sobrenaturais durante a infância, o pastor afirmou não existir base bíblica para tal ideia. “O registro dos evangelhos mostra que: Seus sinais começam após o batismo, quando o Espírito Santo O unge para a missão (Lucas 3:21-23; Mateus 3:16; João 2:11). Antes disso, Ele vive como qualquer criança e adolescente piedoso, ‘crescendo em sabedoria, estatura e graça’ (Lucas 2:52)”, justificou.

E completou: “Nas Escrituras, o uso de Seu poder sempre está ligado a: propósito redentivo, revelação do Reino e confirmação messiânica. Jamais a caprichos, impulsos ou demonstrações arbitrárias de força”.

Questionado sobre a fiabilidade dos livros apócrifos, Wagner Aragão esclareceu que textos como o “Evangelho da Infância de Tomé” surgiram entre os séculos II e IV, posteriormente aos relatos apostólicos. Estes, segundo ele, apresentam “contradições doutrinárias com os evangelhos inspirados, elementos fantasiosos, quase míticos, autoria duvidosa ou anónima e intenções teológicas distorcidas”.

Sobre a possibilidade de um cristão assistir a filmes como “Sombras no Deserto”, o pastor orientou que a Bíblia não proíbe, mas recomenda discernimento, devendo ser encarado como mera peça de ficção e não como uma retratação histórica.

“O cristão pode ver a obra com senso crítico, desde que saiba que não se trata de retrato histórico, entenda que é ficção especulativa, identifique o que contradiz a Bíblia e não permita que isso abale sua fé. Para quem é mais sensível ou impressionável, é melhor não consumir”, afirmou.

Por fim, o teólogo comentou as possíveis motivações por trás de tais produções. “Há um interesse comercial. Jesus, mesmo quando distorcido, atrai atenção mundial. Polémica gera audiência, que gera lucro. Narrativas ‘alternativas’ vendem, ou seja, a cultura atual adora versões que contradizem a tradição”, destacou.

A sua recomendação final, segundo a Comunhão, para os fiéis foi o aprofundamento no estudo das Escrituras: “Quem entende a Bíblia não se abala com versões distorcidas. Nunca confunda entretenimento com teologia”.

Pastor confessa adultério e renuncia: ‘Vergonha do meu pecado’

O pastor batista reformado Samuel D. Renihan renunciou à liderança da Igreja Batista Reformada Trinity, em La Mirada, na Califórnia (EUA), após admitir ter mantido um relacionamento adúltero. O anúncio foi feito em texto publicado em seu blog Petty France, na segunda-feira.

“Pequei de uma maneira extremamente perversa. Na semana passada, descobriu-se que cometi adultério. O Senhor, cujo Espírito anseia zelosamente pelo seu povo (Tiago 4:5), o Senhor, que é vingador nessas coisas (1 Tessalonicenses 4:6), expôs o meu pecado. Para minha grande vergonha, não o revelei”, escreveu Renihan.

Filho do também pastor batista reformado James Renihan, Samuel é conhecido na comunidade batista reformada e autor de obras como O Mistério de Cristo e Sua Aliança. Até o momento, a Igreja Batista Reformada Trinity não comentou publicamente o caso, segundo informou o The Christian Post.

Na confissão, Renihan recorreu a diversas passagens bíblicas para descrever o que chamou de “pecado de obstinação” e reconheceu ter agido com arrogância. “Como ministro, eu deveria ter dado um exemplo de santidade, mas pela minha impiedade me tornei infrutífero e ineficaz (2 Pedro 1:8), uma advertência, um exemplo que jamais deve ser imitado (1 Timóteo 5:20)”, declarou. “Tais advertências claras deveriam ter me dissuadido do pecado desde o início, mas eu fui o maior dos tolos”.

Sem detalhar o caso, o pastor informou que leu uma carta de confissão à igreja, renunciou ao cargo e se submeteu ao julgamento e à disciplina da comunidade local. “Sinto profunda vergonha do meu pecado. Todo pecado merece condenação, mas alguns pecados são muito piores do que outros, e o meu é extremamente perverso. A única maneira de honrar e glorificar a Deus, e a única maneira de ajudar aqueles a quem magoei, é através da graça do arrependimento”, afirmou.

Em seguida, citou Provérbios 16:6: “As Escrituras dizem: ‘Com amor e fidelidade se expia a iniquidade, e pelo temor do Senhor o homem se desvia do mal’. Eu temo ao Senhor, e pela sua graça e ajuda, demonstrarei amor e fidelidade a Deus, à minha esposa e à igreja de Cristo”.

Renihan disse ainda ter comunicado seu pecado a “diversas instituições e organizações” com as quais mantinha vínculo, para evitar que “seus bons nomes” fossem associados à sua conduta. “Também retirei do ar minhas obras teológicas autopublicadas”, acrescentou.

Ele afirmou ser grato pelo perdão concedido pela esposa. “Humilhei-me perante Deus como um pecador perverso, orando para que Ele me exaltasse. E agora me humilho perante um público mais amplo, pedindo apenas que me perdoem minha hipocrisia e deem glória ao Bom Pastor que jamais deixará ou abandonará seu rebanho. Que, por Sua graça, meu arrependimento seja tão notório quanto meu pecado”.

A confissão repercutiu entre pastores e membros da tradição batista reformada. Em comunicado divulgado na terça-feira, o pastor Bill Rhetts classificou o relato como “de partir o coração”. “Isso é de partir o coração. Chorei muito enquanto lia. Sinceramente, precisei fazer uma pausa antes de terminar”, escreveu. Ele contou que conheceu Renihan na Associação de Igrejas Batistas Reformadas do Sul da Califórnia (SCARBC) e destacou sua capacidade intelectual. “Embora ele fosse jovem o suficiente para ser meu filho, eu me considerava um júnior perto dele e podia aprender com o intelecto que o SENHOR lhe havia dado”.

Rhetts afirmou que o episódio deve estimular uma abordagem mais direta sobre o tema do adultério nas igrejas. “Por mais pecaminoso que isso tenha sido, eu jamais diria: ‘Como ele pôde fazer isso?’ Ou ‘Eu jamais faria isso!’ Compreendo o poder da atração de uma mulher. Compreendo a Palavra autoritativa que me diz para ‘ter cuidado’ para que eu não caia”, observou.

Para ele, a forma como a confissão foi tornada pública foi adequada. “Se alguma vez houve uma confissão pública de pecado e uma profissão de arrependimento pós-modernas que foram feitas corretamente, esta é a prova. Continuemos a orar por Renihan, sua esposa, família e igreja. Só pela graça de Deus poderei seguir em frente, pecador que sou”.

STJ condena Globo a indenizar Gustavo Gayer em R$ 80 mil

A 3ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou por unanimidade que o Grupo Globo deverá pagar R$ 80 mil em indenização por danos morais ao deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO).

A decisão, proferida na terça-feira, também estabelece a retirada do ar de reportagens vinculadas em maio de 2021 pelo portal G1 e pela TV Globo, inclusive em edições do Jornal Nacional.

As matérias jornalísticas em questão abordavam um episódio ocorrido em 2020 durante a pandemia de COVID-19, quando enfermeiros teriam sido agredidos durante manifestação na Praça dos Três Poderes.

O conteúdo noticioso vinculava o nome do parlamentar ao incidente – afirmação permanentemente contestada por Gayer, que na época dos fatos não ocupava mandato eletivo.

O caso chegou ao STJ após a Justiça de Goiás ter rejeitado a ação do deputado em primeira e segunda instâncias. Em seu recurso, Gustavo Gayer argumentou que as reportagens causaram prejuízos à sua imagem pessoal e profissional, resultando em ataques virtuais e consequências psicológicas e materiais.

Em sua defesa, o Grupo Globo sustentou que o protesto era “absolutamente público e ordenado” e que “a reportagem apenas divulga quem atacou e quem divulgou esse ataque verbal”. Os advogados da emissora afirmaram que “na rede social não há como se defender de uma agressão. Esse é o papel da imprensa”.

A ministra relatora Nancy Andrighi, no entanto, entendeu que “a atenção à forma de transmissão da informação deve ser redobrada em momentos de instabilidade institucional”, como o período pandêmico. Em seu voto, a magistrada citou documento do Sindicato dos Enfermeiros do Distrito Federal que confirmaria a não participação de Gayer nas agressões.

O colegiado, integrado pelos ministros Ricardo Villas Bôas Cueva, Moura Ribeiro, Daniela Teixeira e pelo presidente Humberto Martins, acompanhou integralmente a relatora. O Grupo Globo mantém o direito de interpor novos recursos contra a decisão. Até o fechamento desta reportagem, a empresa não se havia manifestado publicamente sobre o caso. Com informações: Pleno News.

Padre celebra missa com bandeira LGBT em igreja na Espanha

Uma missa realizada no sábado, 15 de novembro, na Igreja de Santa María la Real, em Sevilha, na Espanha, provocou protestos de fiéis após a exposição de uma bandeira com as cores do movimento LGBT junto ao altar. O objeto foi colocado pelo padre Francisco Javier Rodríguez, que acabou sendo acusado de “traição” por um integrante da associação católica Orate.

A entidade havia solicitado inicialmente a celebração de uma missa fúnebre em memória de jovens falangistas, aliados do regime de Francisco Franco, mortos durante a Guerra Civil Espanhola. O pedido chegou a ser aceito, mas posteriormente foi retirado, diante da avaliação de que a cerimônia poderia assumir caráter político.

Durante a celebração de sábado, um representante da Orate foi registrado em vídeo elevando o tom de voz contra o sacerdote. Nas imagens, ele afirma: “O primeiro culpado é você, que está acolhendo o pecado nesta missa”, e em seguida chama o padre de “traidor”.

Em resposta, Francisco Javier Rodríguez citou declarações do papa Francisco sobre acolhimento e integração na Igreja. Após o episódio, a associação Orate encaminhou uma carta à arquidiocese e ao Vaticano em que fala em “abusos litúrgicos”, pede a apuração das condutas atribuídas ao sacerdote e solicita eventuais providências.

Em entrevista a um jornal espanhol, o padre negou ter recusado a celebração da missa fúnebre solicitada pelo grupo. “Se a Igreja é de todos, também é deles”, declarou. Ele acrescentou que os integrantes da Orate foram informados de que o ato religioso não incluiria manifestações de natureza política, de acordo com a revista Oeste.

Bíblia de pastor resistiu a 1000° C em acidente de avião da TAM


O pastor Eliezer Luz apresentou, em entrevista recente, a Bíblia que pertencia a seu pai, o pastor Luiz Antônio da Luz, uma das vítimas do acidente com o voo JJ 3054 da TAM, em 17 de julho de 2007. Segundo ele, o exemplar foi encontrado praticamente intacto após a queda e a explosão do avião em São Paulo.

Em participação no podcast daVidaCast, Eliezer relembrou os últimos momentos vividos com o pai e explicou por que guarda a Bíblia como um objeto de grande valor afetivo. Naquele 17 de julho, Luiz Antônio viajava de Porto Alegre a São Paulo quando o Airbus A320 saiu da pista do aeroporto de Congonhas (SP) e se chocou com um galpão da companhia aérea na Avenida Washington Luís, provocando a morte de 199 pessoas.

De acordo com o relato do filho, mesmo após o impacto e o incêndio que se seguiu, a Bíblia de Luiz Antônio foi preservada. “Essa aqui é a Bíblia que estava com o pai no avião. Eu guardo ela comigo às sete chaves. Preguei com ela uma vez só”, afirmou. Para Eliezer, o estado do livro é um sinal da ação de Deus. “Essa Bíblia é a prova cabal, é a prova mais real que eu tenho que Deus é incompreensível, que o Evangelho não está dentro de uma caixa”, declarou.

O pastor descreveu o cenário em que o exemplar foi localizado. Segundo ele, estimativas apontam que a temperatura no momento da colisão ultrapassou 1.000 ºC. “A estimativa é que o calor que deu na batida do avião foi mais de 1000ºC. Mais de 1000ºC você vira poeira e a Bíblia não virou poeira”, disse. Eliezer mostrou, durante o programa, que as páginas permaneceram preservadas, com apenas uma marca de queimadura visível na capa. Esboços de pregações escritos por Luiz Antônio também permaneceram legíveis no interior do volume.

“Essa Bíblia sobreviveu à 1000ºC, sobreviveu a água que apagou o incêndio com produto químico e tudo mais, ficou intacta. Mais de 1000ºC, tudo virou pó e um livro sobrevive intacto, inteiro. Não tem nenhum pedaço faltando. Não tem como não dizer que é Deus”, enfatizou. Ele comentou ainda o fato de outros pertences do pai também terem sido encontrados em relativa conservação. “Outros utensílios dele, celular estava funcionando a hora que pegaram, a carteira dele chamuscou alguma coisa, entortou os cartões, a pasta dele não queimou nada de dentro. Então são coisas inexplicáveis”, afirmou.

Eliezer também mencionou um episódio anterior ao acidente, descrito pela família como uma visão de caráter profético. Cerca de dois meses antes da tragédia, durante ministração no Congresso Gideões Missionários da Última Hora, em Balneário Camboriú (SC), Luiz Antônio relatou um sonho em que via “dezenas e centenas de pessoas mortas, enroladas em alguma coisa” e sendo levadas para um lugar que descreveu como estranho e escuro. Na pregação, ele contou que, no sonho, desejava permanecer em um lugar alto, mas ouviu a orientação: “Volta”, acompanhada da afirmação de que ainda havia “muita coisa para fazer lá embaixo”.

Segundo ele, a experiência o levou a um período de oração e jejum. “Quando retornei, chorei por toda a madrugada. Eu disse: ‘Senhor, eu já me sinto cansado, quebrado’. Fui para a oração da manhã e o Espírito de Deus disse: ‘Jejua um pouco mais, ora um pouco mais, chora um pouco mais, prega um pouco mais, clama um pouco mais’”, relatou na ocasião.

Em entrevista anterior, Maria Isabel Bomber, viúva de Luiz Antônio, afirmou ter sido a primeira a ouvir o relato do sonho e disse que o marido chegou a mencionar a imagem de um galpão em chamas. Para ela, a lembrança dessa visão se tornou uma forma de consolo para a família e amigos após o acidente. “Para nós serviu de muito conforto, apesar de que no momento do acidente não lembramos disso, né? Essa visão, esse sonho, foi um aviso de Deus”, declarou na ocasião, ao portal Guia-me.

Vídeo mostra pregação de pastor que foi ao céu meses antes de sua morte em acidente aéreo

Assine o Canal

Cristãos farão vigília de oração internacional por 2026: 'Um convite'

A National Day of Prayer and Worship (NDOPW) anunciou a realização de uma vigília de oração internacional que mobilizará milhares de cristãos e igrejas durante o início de 2026. A iniciativa, programada para o período entre 5 de janeiro e 5 de fevereiro daquele ano, terá como focos principais a busca por unidade entre denominações, renovação espiritual e orientação para o novo ano.

A campanha representa a continuidade de um movimento de intercessão que tem registrado crescimento significativo em 2025. Segundo informações da organização, a programação incluirá salas de oração virtuais diárias, encontros presenciais em comunidades e a integração com grupos locais de intercessão já estabelecidos.

Em declaração à imprensa, o fundador da NDOPW, pastor Jonathan Oloyede, explicou o propósito da vigília de oração internacional: “Esta vigília de um mês é um convite para buscarmos juntos um derramamento fresco do Espírito Santo em 2026 e fortalecer a unidade entre denominações, enquanto cristãos de diferentes igrejas se unem para orar por suas comunidades, pela nação e pelo que Deus está fazendo no mundo”.

A mobilização consolida uma sequência de eventos promovidos pela rede. Em outubro de 2025, a vigília de 72 horas realizada durante o Halloween registrou participação expressiva tanto presencial quanto online. Entre 12 e 14 de dezembro do mesmo ano, está programado o evento natalino “Shine Your Light” (SYL), que incentiva celebrações em espaços públicos.

Oloyede destacou o aumento no engajamento das atividades de oração ao longo de 2025: “Temos visto Deus agir poderosamente ao longo deste ano, especialmente durante as vigílias de três dias no Halloween. Muitas pessoas no país vivem em meio à escuridão, buscando esperança e significado em um cenário cada vez mais incerto”.

A NDOPW foi estabelecida em 2006, quando milhares de pessoas reuniram-se no Estádio de Wembley para um dia nacional de oração. Desde então, a organização expandiu suas atividades, mantendo atualmente uma rede extensa de voluntários e igrejas parceiras. A estrutura inclui salas de oração digitais, transmissões regulares às 7h e 19h, e uma vigília online mensal que atrai participação considerável.

Talita Malafaia lança 3ª edição do ‘Devocional na Prática’

A escritora Talita Malafaia está lançando o livro Devocional na Prática: 365 dias cultivando uma vida constante com Deus, obra que convida o leitor a encarar a vida espiritual como um processo contínuo. Cada dia traz um versículo bíblico, seguido de uma reflexão prática, uma oração, uma proposta de aplicação no cotidiano e espaço para anotações pessoais.

Na apresentação do material, Talita utiliza a imagem de uma planta que, assim como uma muda, precisa de água, luz e cuidado diário para se desenvolver. A autora relaciona essa dinâmica ao exercício da fé, que, segundo ela, exige atenção constante para amadurecer. Ao longo das páginas, o devocional aborda temas como medo, ansiedade, perdão e perseverança, buscando relacioná-los com situações concretas do dia a dia.

“O medo pode nos paralisar e nos impedir de avançar, fazendo-nos duvidar da própria força. Jesus, no entanto, convida-nos a substituí-lo pela fé. Quando confiamos plenamente em Deus, sentimo-nos encorajadas para enfrentar qualquer desafio”, afirma Talita.

De acordo com a autora, que também atua como administradora, além de ser esposa e mãe, o contato diário com a Bíblia contribui para que o leitor deixe a condição de “planta frágil” e se torne semelhante a uma “árvore com raízes profundas”, imagem utilizada por ela para descrever amadurecimento na fé e no discernimento. Essa rotina de leitura, na avaliação de Talita, pode oferecer parâmetros de orientação não apenas para a vida espiritual, mas também para outras áreas da experiência pessoal.

O novo volume se soma a dois títulos anteriores da mesma série. Em 2022, Talita publicou Devocional na Prática: Respostas de Deus através da Bíblia, com orações e versículos relacionados a temas como respostas divinas, amor, ansiedade e aflição. Em 2023, lançou Devocional na Prática: Aplicando a Palavra de Deus no meu dia a dia, que inclui propostas de desafios práticos para auxiliar o leitor a aplicar ensinamentos bíblicos na rotina.

Filha do pastor Silas Malafaia e de Elizete Malafaia, Talita é vice-líder do departamento de mulheres da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC) no bairro do Recreio, Zona Oeste do Rio de Janeiro. Em seus projetos, ela afirma ter como objetivo incentivar mulheres a integrarem a leitura bíblica à rotina, com a perspectiva de que fé e propósito se consolidam à medida que o texto bíblico passa a fazer parte do cotidiano.

Universidade onde Kirk foi morto vê 2 mil conversões em evento

O campus da Utah Valley University foi palco, dois meses após o assassinato do evangelista Charlie Kirk, de um evento em que milhares de pessoas participaram de uma cruzada evangelística no domingo, 16 de novembro. O encontro foi conduzido pelo pastor Greg Laurie, fundador das Harvest Crusades e líder da Harvest Church, em parceria com igrejas da região.

A iniciativa, intitulada “Esperança para a América”, estava inicialmente prevista para 2027, mas foi antecipada em razão do impacto causado pelo crime. Segundo Laurie, líderes comunitários pediram que o evento fosse realizado o quanto antes. “Eles disseram: ‘Precisamos de você agora’. Então fizemos algo inédito: aceleramos todo o processo”, declarou à CBN News, lembrando que cruzadas desse tipo costumam exigir meses de preparação.

De acordo com o pastor, a realização do encontro ocorre em um contexto de luto e busca por respostas. “Acreditamos que a mensagem de esperança em Jesus Cristo é exatamente o que se faz necessária agora. Da tragédia, Deus pode gerar cura, unidade e avivamento”, afirmou.

A cruzada foi transmitida por diferentes meios de comunicação, entre eles mais de 600 emissoras de rádio. A programação teve início com um vídeo em homenagem ao legado de fé de Charlie Kirk, destacando que o propósito central do evento era compartilhar a mesma esperança que, segundo os organizadores, orientava sua vida.

O período de adoração contou com a participação dos cantores Chris Tomlin e Phil Wickham, que conduziram o louvor antes da mensagem principal. Em sua pregação, Laurie afirmou que a busca humana por sentido não encontra resposta em bens materiais nem em tecnologia. “O que você procura não está em um telefone, em objetos ou na religião. Está em um relacionamento com Deus por meio de Jesus”, disse.

Com base na parábola do filho pródigo, o pastor descreveu Deus como um Pai que recebe de volta aqueles que decidem retornar. Ele dirigiu palavras específicas a pessoas que enfrentam solidão, sensação de vazio ou pensamentos suicidas, ressaltando que, em sua perspectiva, Deus tem um plano e oferece esperança.

Ao relacionar a mensagem ao caso de Charlie Kirk, Laurie classificou o crime como “uma tragédia horrível” e afirmou que o episódio serviu de alerta. Segundo ele, após o assassinato, houve aumento na procura por Bíblias e na participação em igrejas em diferentes regiões dos Estados Unidos.

No momento do apelo ao arrependimento e à fé, centenas de pessoas se dirigiram à frente do palco. De acordo com os organizadores, mais de 2.100 decisões por Cristo foram registradas somando participações presenciais e online.

Em publicações nas redes sociais após o evento, Laurie avaliou o resultado de forma positiva. “Nosso evento de uma noite na Utah Valley University foi surpreendente! O povo estava receptivo ao Evangelho. Muitos vieram a Cristo”, escreveu.

Ariana Grande admite praticar ocultismo: ‘Bruxa de verdade’

Um vídeo em que uma influenciadora evangélica comenta declarações recentes da cantora e atriz Ariana Grande sobre bruxaria ganhou repercussão nas redes sociais. A artista é uma das protagonistas do filme Wicked, cuja segunda parte foi lançada recentemente.

Na gravação original, Ariana afirma que se considera “uma bruxa de verdade” e menciona que pratica astrologia e leitura de tarô. As declarações foram dadas ao apresentador Zach Sang durante a divulgação do longa. A cantora relatou ainda que já fez uma leitura de tarô para o ator Jim Carrey.

O interesse de Ariana pelo tema já havia sido registrado anteriormente. Em dezembro de 2024, o portal Movie Guide lembrou que a artista, em entrevistas antigas, descreveu experiências que associou ao sobrenatural. Em um desses relatos, ela disse ter visto uma “massa preta” ao lado da cama e ouvido sons estranhos enquanto tentava dormir.

Em outro episódio, segundo a própria cantora, ela visitou um local considerado assombrado e afirmou ter sentido cheiro de enxofre, além de observar sinais que interpretou como ligados a demônios. Ariana contou que chegou a registrar imagens com “rostos estranhos”, mas decidiu apagar os arquivos após relatar que eventos incomuns passaram a ocorrer.

A discussão foi intensificada pela estreia da segunda parte de Wicked, em que Ariana interpreta Glinda. O filme acompanha a trajetória de Elphaba, personagem retratada como a Bruxa Má do Oeste e forçada ao exílio, enquanto Glinda permanece na Cidade Esmeralda. Quando uma multidão se volta contra Elphaba, as duas se veem obrigadas a se unir para promover mudanças em si mesmas e no reino de Oz.

William Douglas denuncia perseguição do MPF a cristãos na PRF

William Douglas, juiz federal, professor de direito e autor de inúmeras obras, fez uma análise preocupante sobre uma recomendação do Ministério Público Federal (MPF) que levou à extinção do serviço de Assistência Espiritual da Polícia Rodoviária Federal (PRF), a qual teve por alegação a suposta violação ao “Estado laico”.

O jurista, que também é pastor, identificou um padrão de atuação persecutória contra expressões da fé cristã por parte de alguns membros do MPF. O caso envolve a Recomendação PRDC/RJ 16/25, assinada pelo procurador Jaime Mitropoulos, que determinou o fim completo do apoio espiritual aos policiais.

William Douglas apontou que este não é um caso isolado. Ele citou, por exemplo, outro processo judicial movido pelo MPF contra o diretor do Arquivo Nacional (Processo 0161758-57.2016.4.02.5101), que permitia reuniões religiosas facultativas em espaços públicos. O Tribunal Regional Federal da 2ª Região, no entanto, decidiu que a conduta não configurava violação ao Estado laico, reconhecendo que tais encontros “fomentam solidariedade, reduzem o estresse e favorecem o bem-estar dos servidores”.

O professor destacou ainda outras frentes de atuação do MPF que atingem diretamente a liberdade religiosa, em especial a dos cristãos: “Há um esforço para criminalizar como transfóbicos padres e pastores, e outros cidadãos, que tão somente repetem o que a Bíblia diz e mencionam verdades biológicas”, afirmou ele, ressaltando que tais ações representam “cruzadas antirreligiosas utilizando a força institucional do MPF”.

“O Brasil é um país de fé plural, e não um país de fé proibida. O papel do Ministério Público é defender a Constituição, não reinterpretá-la para atender à própria descrença de alguns de seus membros. Reprimir a capelania é reprimir o espírito da liberdade. O Brasil precisa de mais razão jurídica e menos militância ideológica”, diz o professor em seu artigo para a revista Comunhão.

Em outro trecho do seu artigo, William Douglas também lamentou o fato da própria PRF ter acatado a recomendação do MPF, pontuando que isso pode ter ocorrido, também, devido ao receio dos gestores da entidade, em particular o seu diretor-geral, de ser alvo de ações judiciais como represália.

“A decisão da PRF de aceitar a recomendação do MPF e revogar a sua Comissão de Assistência Espiritual (Portaria 1589/2025) é um retrocesso jurídico, cultural e humano. Significa ceder à pressão que sabemos ser de monta considerável, mas que precisa ser rejeitada, já que contraria os artigos 5º e 19 da Constituição. Falar em ‘aceitar a recomendação’ seria injusto com o Diretor-Geral da PRF, pois a expressão ‘recomendação’ traz consigo uma verdadeira ironia, já que, na prática, é uma espécie de ‘coação legalizada’, pois todo gestor sabe os ônus de responder a uma ação civil pública do MPF”, avalia Douglas.

Distorção da laicidade

A análise do professor Douglas chama atenção, também, para o desequilíbrio na aplicação do conceito de Estado laico. Enquanto a Constituição Federal, em seu artigo 5º, assegura “a prestação de assistência religiosa nas entidades civis e militares de internação coletiva”, o MPF atua no sentido de impedir que servidores públicos – “adultos, conscientes e livres” – recebam apoio espiritual voluntário fora do horário de serviço.

Douglas lembra que a PRF cedeu à pressão institucional revogando a Portaria 1589/2025, que estabelecia a Comissão de Assistência Espiritual. O especialista atribui essa decisão ao “receio de problemas” diante do poder institucional do Ministério Público, citando trecho do ofício do MPF que menciona explicitamente a possibilidade de “ajuizamento de ações civis públicas” em caso de descumprimento da recomendação.

O caso atual representa, segundo Douglas, a reativação de uma tese já rejeitada pelo Judiciário em 2017, quando o mesmo procurador havia manifestado posicionamento semelhante. Para o jurista, a postura do MPF transforma a laicidade em “instrumento de exclusão”, contrariando a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal que defende neutralidade sem hostilidade e “igual respeito a todas as crenças e não crenças”.

O jurista, por fim, explica o verdadeiro e correto conceito de Estado laico: “Se qualquer grupo religioso, ou mesmo ateu, quiser instituir uma assistência espiritual própria, poderá fazê-lo – é isso que o verdadeiro Estado laico garante. O que a minoria não pode é impedir a manifestação da maioria. E, num país em que mais de 90% da população se declara cristã, negar a existência de capelania cristã é negar a realidade cultural nacional. E, repita-se, qualquer outro grupo religioso também pode se organizar e proporcionar esse tipo de amparo.”