Joel Engel explica o significado dos “Dez Dias Temíveis” judaicos

Em ministração realizada nesta semana, o pastor Joel Engel abordou o significado profético do período compreendido entre Rosh Hashanah (o Ano Novo judaico) e Yom Kippur (o Dia da Expiação), intervalo conhecido como os “Yamim Noraim” ou “Dez Dias Temíveis”. De acordo com Engel, este é um tempo de abertura celestial e de definição de destinos perante o trono divino.

Engel explicou que este não se trata do julgamento final descrito em Mateus 25, mas de um julgamento anual. “Deus decide se alguém vai prosperar, fracassar, viver ou morrer no próximo ano”, afirmou.

O pastor fundamentou sua explanação em Levítico 16, onde é estabelecido que, no sétimo mês e no décimo dia, deveria ser feita expiação pelos pecados de Israel. “A Bíblia diz: ‘E isto vos será por estatuto perpétuo’. Não é algo que ficou no passado, mas um princípio eterno de Deus”, declarou.

Segundo Joel Engel, durante este período, três livros são abertos nos céus: o Livro da Vida, para os justos; o Livro dos Ímpios, para os que rejeitam a Deus; e o Livro Intermediário, para aqueles que ainda não definiram seu caminho espiritual. “É nesses dias que Deus define se a pessoa vai viver ou morrer, se vai subir ou descer, se vai ser honrada ou humilhada”, explicou.

O pastor também enfatizou a diferença entre o calendário gregoriano e o calendário bíblico, este último estabelecido, em sua visão, pelo próprio Deus. “Ele criou o sol, a lua e as estrelas para marcar épocas e estações. Esses tempos são chamados de moedim, ou seja, tempos determinados”, afirmou. Engel citou que os sábios que visitaram Jesus recém-nascido conheciam esses sinais celestiais, assim como Abraão.

Para 2025, Rosh Hashanah inicia em 22 de setembro. Joel Engel descreveu esta data como “o primeiro dia do ano no calendário de Deus, o dia em que Ele criou o homem”. É considerado, em sua explicação, um dia de coroação divina, no qual cada pessoa tem a oportunidade de decidir quem governará sua vida.

O pastor fez uma distinção entre ter Jesus como Salvador e tê-Lo como Senhor. “Se você tem Jesus apenas como Salvador, Ele te livra da condenação eterna, mas a sua vida pode continuar sem frutos. Agora, se você tem Jesus como Senhor, então você obedece, anda no caminho d’Ele, escreve história, transforma gerações”, declarou.

Engel também abordou o mês de Elul, que antecede Rosh Hashanah, descrevendo-o como um período de preparação e retrospectiva espiritual. Tradicionalmente, o povo de Israel veste branco neste período como símbolo de pureza e desejo de estar limpo perante Deus.

Yom Kippur foi apresentado como o “dia D” do calendário espiritual, o momento em que Deus sela o que foi escrito no Livro da Vida. Por esta razão, Engel convocou os cristãos a se dedicarem à oração, jejum e arrependimento durante estes dez dias. “Quando a Igreja se levanta, a história de uma nação muda”, finalizou.

Assine o Canal

Nigéria: cristãos mantidos como reféns são privados de comida

Uma facção radical ligada ao povo fulani, descrita por defensores como “determinada a transformar a Nigéria em um califado”, é acusada de sequestrar cristãos e mantê-los acorrentados em campos de reféns, segundo relatos apresentados em uma coletiva de imprensa realizada no Capitólio dos Estados Unidos em 04 de setembro.

Douglas Burton, ex-funcionário do Departamento de Estado dos EUA e editor sênior do projeto Truth Nigeria, ligado à organização Equipping The Persecuted, afirmou que existem campos de reféns em uma floresta próxima da vila de Rijana, no estado de Kaduna.

“Há aproximadamente 500 ou 600 pessoas na floresta agora, e eles mantêm esses campos de reféns lá desde dezembro do ano passado”, declarou Burton. “Milhares de pessoas passaram por esse sistema, e muitas foram mortas.”

De acordo com entrevistas conduzidas pela Truth Nigeria, os sobreviventes relataram que recebiam pouca comida, eram espancados e que reféns eram mortos quando suas famílias não conseguiam pagar resgates.

Testemunho de sobreviventes

Uma das sobreviventes, identificada como Esther, disse que foi sequestrada em junho de 2025, junto com sua filha de 10 meses, na vila de Gaude. Segundo seu relato, foi levada para Rijana, onde testemunhou execuções de reféns cujas famílias não conseguiram pagar. Esther afirmou ainda que, durante o cativeiro, os sequestradores a proibiram de fazer orações cristãs. Ela foi libertada em 27 de agosto.

Acusações contra o governo

Durante a coletiva, Burton acusou o governo nigeriano de não agir diante de relatórios sobre os campos e até de subornar jornalistas locais para silenciar informações.

“As condições são realmente horríveis”, afirmou Burton. “Uma das coisas mais horríveis é que o governo nigeriano não reconheceu os nossos relatórios, não respondeu aos nossos telefonemas, não foi capaz de ajudar a resgatar nenhuma dessas pessoas.”

O governo da Nigéria, por sua vez, afirmou em fevereiro ter resgatado cerca de 50 reféns em Rijana, mas, segundo Burton, essas pessoas não foram disponibilizadas para entrevistas, o que, segundo ele, dificulta confirmar a veracidade da operação.

Judd Saul, diretor executivo da Equipping The Persecuted, declarou: “Os sequestradores são fulani. Eles fazem parte da milícia étnica fulani. Esta é uma tribo muçulmana jihadista que está determinada a transformar a Nigéria em um califado”.

Saul acrescentou que, segundo testemunhas, “há mais de mil cristãos mantidos em cativeiro para resgate. Eles estão sendo torturados, passando fome, sendo espancados, e cristãos estão sendo executados diariamente se os resgates não forem pagos”.

Contexto do conflito

O povo fulani é um dos maiores grupos étnicos nômades da África Ocidental, presente em diversos países do Sahel. Predominantemente muçulmano, é formado por centenas de clãs e linhagens, a maioria sem envolvimento com atividades extremistas. No entanto, analistas afirmam que facções fulani têm aderido a ideologias jihadistas nos últimos anos, contribuindo para a escalada da violência no Cinturão Médio da Nigéria, onde predominam comunidades agrícolas cristãs.

O governo nigeriano, por sua vez, insiste que a violência não tem caráter religioso, mas resulta de conflitos entre agricultores e pastores agravados por fatores econômicos e sociais, de acordo com o The Christian Post.

Reações internacionais

A Comissão dos Estados Unidos sobre Liberdade Religiosa Internacional (USCIRF) alertou que a violência envolvendo grupos fulani está aprofundando tensões religiosas no país. Oradores na coletiva pediram que o Departamento de Estado dos EUA reinsira a Nigéria na lista de Países de Preocupação Especial, da qual foi retirada em 2021.

Entre as soluções propostas, destacaram-se a responsabilização de financiadores de grupos extremistas e maior pressão internacional para que o governo nigeriano proteja comunidades cristãs e muçulmanas atingidas pelos ataques.

Pastor é preso ao ser flagrado em ato sexual no carro com amante

Aaron Williams Jr., pastor da Igreja Maddox Memorial de Deus em Cristo, em Mansfield, Ohio, e candidato derrotado ao cargo de comissário do Condado de Richland em novembro de 2023, deve ser indiciado no Tribunal Municipal de Mansfield nesta terça-feira, 10 de setembro.

Ele foi preso em 30 de agosto, após ser flagrado em ato sexual com uma mulher que não é sua esposa no banco traseiro de um veículo no Clearfork Reservoir Park, segundo registros do Departamento de Polícia de Mansfield.

A polícia informou ao The Christian Post na segunda-feira, 09 de setembro, que Williams foi acusado de indecência pública. No entanto, ao ser contatado pelo veículo, o pastor negou ter sido preso. “Não fui preso. Foi politicamente motivado”, declarou antes de encerrar a conversa.

De acordo com o relatório policial, por volta das 13h32 do dia 30 de agosto, um policial avistou um Land Rover cinza, modelo 2022, estacionado na Área de Piquenique nº 1 do parque. Williams, de 56 anos, e uma mulher foram vistos no banco traseiro do carro praticando ato sexual. Ambos foram acusados de atentado ao pudor.

Trajetória

Williams assumiu a liderança da Igreja Maddox Memorial em setembro de 2016, após a morte de seu pai, que também era pastor. Em seu site oficial, a congregação descreve-o como “um marido dedicado, pai orgulhoso de três filhas e veterano da Guerra do Golfo profundamente comprometido com sua comunidade”. O texto acrescenta: “Acima de tudo, o pastor Williams vive para agradar a Deus, servir Seu povo e inspirar transformação em todos que encontra”.

Durante sua campanha política em 2023, o Partido Democrata do Condado de Richland destacou, em publicação no Instagram de outubro, o trabalho social realizado por ele. “Aaron é um pilar da comunidade de Mansfield que tem trabalhado incansavelmente em seu ministério para fazer com que todos que conhece prosperem”, dizia a nota.

Repercussão e declarações

No domingo, 08 de setembro, as transmissões online da igreja não mostraram Williams no púlpito. Questionado sobre se ainda exercia a função pastoral, ele respondeu apenas que não tinha mais nada a declarar.

Em entrevista anterior ao The Roys Report, Williams havia admitido falhas, afirmando: “Eu não sou um vilão. … Eu sei que as pessoas se precipitam em coisas assim porque sempre querem procurar algo em que a igreja esteja errada. Eu nunca disse que era melhor do que ninguém, nem mais alto e mais poderoso do que ninguém. Nunca disse que era mais santo do que ninguém”.

Posteriormente, ele disse que se arrependia dessas declarações, alegando que foram tiradas do contexto. Williams questionou ainda a cobertura do caso por veículos de mídia cristãos e concluiu: “Ninguém pode me responsabilizar mais do que o Pai, eu mesmo ou minha família”.

País sem fé é frágil, diz Trump ao defender a liberdade religiosa

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reafirmou no dia 09 de setembro o compromisso de seu governo com a liberdade religiosa e destacou o papel histórico da fé cristã no país. O discurso ocorreu durante a segunda reunião da Comissão de Liberdade Religiosa da Casa Branca, realizada no Museu da Bíblia, em Washington, diante de cerca de 500 pessoas.

Trump declarou que seu governo tem adotado medidas contra o que descreveu como esforços para reduzir a influência do cristianismo na vida americana, especialmente nas escolas públicas. “Quando a fé enfraquece, nosso país parece enfraquecer. Quando a fé se fortalece, como agora… coisas boas acontecem para o nosso país”, disse. Ele acrescentou: “Somos uma nação sob Deus e sempre seremos”.

A comissão foi criada por decreto executivo em maio e é presidida pelo vice-governador republicano do Texas, Dan Patrick. Entre seus integrantes estão Franklin Graham, Paula White, Ben Carson, Eric Metaxas e os cardeais Timothy Dolan e Robert Barron. “Para ter uma grande nação, é preciso ter religião”, declarou Trump ao lado dos membros.

O presidente também criticou declarações recentes do senador democrata Tim Kaine, da Virgínia, que afirmou considerar “preocupante” a ideia de que os direitos humanos derivam de Deus e não do governo. Trump afirmou: “A necessidade desta comissão nunca foi tão clara”. As falas de Kaine já haviam sido criticadas pelo senador republicano Ted Cruz e pelo bispo Robert Barron.

No discurso, Trump anunciou que o Departamento de Educação deve emitir novas diretrizes para garantir a liberdade de oração em escolas públicas. Ele citou o caso de Hannah Allen, estudante do Texas que teria sido punida por organizar uma oração, e apresentou Shea Encinas, de 12 anos, que relatou ter sido obrigado a ler um livro de ideologia de gênero quando estava na quinta série.

O presidente também afirmou ter “acabado com o uso da lei como arma contra fiéis religiosos e perdoado os ativistas pró-vida presos”, declaração que recebeu aplausos no auditório. Ao lado da procuradora-geral Pam Bondi, Trump acusou o governo de Joe Biden de ter sido “especialmente cruel” em relação a comunidades religiosas.

A cerimônia incluiu ainda uma oração conduzida por Scott Turner, secretário de Habitação e Desenvolvimento Urbano, que rededicou a nação a Deus em preparação para o 250º aniversário da independência americana, a ser celebrado em 04 de julho de 2026.

Trump encerrou conclamando líderes religiosos e comunidades de fé a participarem da iniciativa America Prays, promovida pela Casa Branca. “No ano que vem, celebraremos 250 anos desde a assinatura da Declaração. Como parte da grande comemoração… convidamos as grandes comunidades religiosas dos Estados Unidos a orar por nossa nação, por nosso povo e pela paz no mundo”, afirmou, de acordo com o The Christian Post.

Universal paga R$ 4 milhões à Band para ocupar as madrugadas

A Band iniciou nesta terça-feira, 09 de setembro, uma nova parceria com a Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), liderada por Edir Macedo. O contrato prevê a exibição de conteúdos religiosos entre 2h e 6h, faixa anteriormente ocupada por reprises do Jornal da Band e de programas esportivos.

De acordo com fontes do setor, as negociações envolveram valores em torno de R$ 4 milhões mensais, em linha com a atual realidade de mercado para a compra de horários por igrejas evangélicas. O montante é inferior ao desembolsado em contratos de anos anteriores, quando os valores eram mais altos.

A decisão da emissora foi motivada pela baixa rentabilidade da faixa, que registrava médias de 0,2 a 0,3 ponto de audiência e não atraía anunciantes. O contrato prevê a ampliação gradual do espaço: a partir de novembro, a transmissão seguirá até 7h, e em abril de 2026, será estendida até 8h. A expectativa da Band é de que a audiência se mantenha estável, mas com maior potencial de arrecadação.

Essa não é a primeira vez que a IURD ocupa as madrugadas da Band. O mesmo já ocorreu em períodos anteriores, com encerramento em 2018. Além disso, os dois grupos mantêm negócios por meio do aluguel de 22 horas diárias da Rede 21, canal pertencente ao grupo Bandeirantes.

Com o novo contrato, a Igreja Universal passa a marcar presença nas madrugadas de duas grandes redes nacionais: Record, emissora também controlada por Edir Macedo, e agora Band. Estimativas indicam que, somando diferentes contratos de compra de horários na TV aberta, a igreja desembolse aproximadamente R$ 400 milhões por ano.

Atualmente, apenas Globo e SBT mantêm programação própria durante a madrugada. Já a RedeTV! possui acordo com a Igreja Internacional da Graça de Deus, liderada pelo missionário R.R. Soares.

Russos invadem cultos na Ucrânia ocupada e multam pastores

Forças russas, incluindo unidades da polícia antiextremismo, têm interrompido cultos cristãos em territórios da Ucrânia ocupada, especialmente de congregações ligadas ao Conselho de Igrejas Batistas. Segundo o grupo norueguês de direitos humanos Forum 18, pastores vêm sendo multados sob acusações de “atividade missionária ilegal”.

De acordo com o Fórum 18, as igrejas do Conselho de Igrejas “optam por não buscar registro oficial em nenhum país onde operam” e “se recusam a notificar as autoridades sobre o início de suas atividades”. As autoridades russas, acrescenta o relatório, consideram que o exercício da fé nessas condições “é ilegal”.

Invasões a igrejas

Em 8 de junho, durante a celebração de Pentecostes, policiais invadiram um culto do Conselho de Igrejas Batistas em Krasnodon, na região de Luhansk, sob controle russo. No dia 10 de agosto, agentes voltaram a agir durante um culto dominical em Sverdlovsk, também em Luhansk, filmando os participantes.

Após a reunião, a polícia revistou o imóvel onde a igreja se reúne, alegando ter um mandado judicial baseado em suspeita de que o local armazenava armas. Publicações religiosas encontradas foram fotografadas. O pastor Pyotr Tatarenko e o representante do proprietário do imóvel foram interrogados pelo major Gennady Turko, do Centro Antiextremismo.

Um comunicado divulgado pela congregação no Telegram relatou que a principal exigência das autoridades era que a igreja se registrasse oficialmente.

Multas por “atividade missionária ilegal”

No mesmo contexto, o Tribunal Municipal de Krasnodon considerou o pastor Vladimir Rytikov culpado de “atividade missionária ilegal” por liderar uma congregação não registrada em Pentecostes. Em 14 de julho, ele foi multado em 45.000 rublos (cerca de R$ 2.475,00).

A decisão desconsiderou que Rytikov é aposentado e responsável por um filho de 36 anos com sequelas neurológicas graves. Ele recorreu ao Supremo Tribunal de Luhansk, mas a multa foi mantida. Mais de 50 fiéis acompanharam a audiência em apoio ao pastor.

Após a decisão, Rytikov declarou: “As acusações eram principalmente por se recusarem a se registrar. Expliquei que, por uma série de razões, não nos registramos. Uma delas é o dever do pastor de informar as autoridades sobre a vida dos membros da igreja e sobre o culto, e isso seria uma traição”.

Destruição de livros religiosos

Outro caso ocorreu em 30 de junho, quando Oksana Volyanskaya foi julgada pelo Tribunal Distrital de Starobesheve, em Donetsk, por realizar atividades religiosas sem utilizar o nome oficial completo da organização. Ela foi multada em 10.000 rublos (cerca de R$ 550,00) e teve seus livros religiosos condenados à destruição.

A decisão entrou em vigor em 12 de agosto, após a missionária optar por não recorrer, de acordo com o Evangelical Focus.

Na mesma região, duas igrejas protestantes registradas segundo a legislação russa foram punidas em junho pela mesma acusação: não usarem o nome oficial completo em seus prédios e materiais impressos. Casos semelhantes também foram registrados contra uma comunidade judaica e uma comunidade católica romana em Donetsk.

Exposição imersiva “O Nazareno Experience” chega ao Brasil

São Paulo receberá a partir de 16 de outubro a exposição “O Nazareno Experience” no Gymnasium Visualfarm, localizado na Praça Olavo Bilac, 38, no bairro dos Campos Elíseos. A mostra, que utiliza tecnologia de imersão para narrar a trajetória de Jesus Cristo, estreia pela primeira vez no Brasil após obter sucesso nos Estados Unidos.

A produção emprega áudio espacial, projeções, iluminação especial e cenários interativos para recriar momentos centrais da narrativa bíblica, incluindo milagres, sermões, a entrada em Jerusalém e a Última Ceia.

Uma das atrações consiste em uma experiência de realidade virtual que permite interação com Pôncio Pilatos, o governador romano que presidiu o julgamento de Cristo.

Robert Bagdasarov, diretor-executivo da Alpine Artists (produtora norte-americana responsável pela criação), afirmou: “São Paulo é um polo cultural vibrante, com um público ávido por experiências inovadoras. Estamos honrados em trazer O Nazareno Experience ao Brasil”.

Hugo Teixeira, CEO da Bem Content (responsável pela realização no Brasil), declarou: “As pessoas vão ter a oportunidade de realmente estarem dentro da história mais incrível da humanidade. Esperamos que seja um projeto que tenha a oportunidade de rodar as principais capitais do Brasil”.

Os ingressos estão disponíveis no site oficial www.onazarenoexp.com.br e na plataforma Ticketmaster. A classificação indicativa é livre para todos os públicos. A produção tem realização conjunta da Bem Content e Visualfarm.

O que é experiência imersiva?

Uma experiência imersiva é uma modalidade de entretenimento, educação ou arte que utiliza tecnologia e recursos sensoriais para integrar o público em um ambiente simulado, criando a sensação de presença física ou emocional em um contexto específico.

Esse tipo de atração se diferencia dos formatos tradicionais por sua natureza interativa e multidimensional, envolvendo múltiplos sentidos simultaneamente

Perseguição: pastores são multados por suposta “atividade ilegal”

Forças de segurança russas e policiais, supostamente “antiextremismo”, têm realizado uma série de invasões a reuniões de culto cristão em territórios ucranianos que foram invadidos, com foco particular em congregações do Conselho de Igrejas Batistas, afetando pastores locais.

As ações, documentadas pelo grupo de direitos humanos norueguês Forum 18, resultaram em multas aplicadas a pastores por “atividade missionária ilegal”.

O Conselho de Igrejas Batistas, que opta por não solicitar registro oficial em qualquer país onde atua e se recusa a notificar autoridades sobre suas atividades, tornou-se alvo frequente dessas operações. As autoridades russas consideram essas práticas religiosas não registradas como ilegais, algo que, na prática, não passa de uma falsa justificativa para perseguição religiosa.

Em junho, a polícia invadiu uma congregação batista em Krasnodon, na região de Luhansk, durante as celebrações de Pentecostes. Dois meses depois, em 10 de agosto, outra igreja batista em Sverdlovsk, também na região de Luhansk, foi invadida durante o culto dominical.

Os agentes filmaram os presentes e, ao final do serviço, revistaram a casa onde a congregação se reunia, alegando possuir mandado de busca judicial sob suspeita de posse de armas.

O major Gennady Turko, do Centro Antiextremismo, interrogou o pastor Pyotr Tatarenko e o representante do proprietário do imóvel, com foco principal nas questões relacionadas ao registro da igreja e notificações às autoridades.

Além das invasões, tribunais controlados pela Rússia têm aplicado multas substanciais. Vladimir Rytikov, pastor da igreja invadida em Pentecostes, foi multado em 45.000 rublos russos (valor superior ao salário médio mensal local) por “atividade missionária ilegal” em 14 de julho. Rytikov, que é aposentado e cuida de um filho com deficiência, recorreu ao Supremo Tribunal de Luhansk, mas a sentença foi mantida.

Em caso similar, Oksana Volyanskaya foi multada em 10.000 rublos pelo tribunal distrital de Starobesheve, na região de Donetsk, em 30 de junho, por “realizar atividades por uma organização religiosa sem indicar seu nome oficial completo”. O juiz ordenou a destruição de seus livros religiosos.

Desde o início da invasão russa da Ucrânia em fevereiro de 2022, relatórios indicam que pelo menos 500 igrejas e locais religiosos foram danificados ou destruídos nos territórios afetados pelo conflito. Com informações: Evangelical Focus.

'Você não é o que fizeram com você': jovem fala sobre abuso

Henrique Ribeiro, membro da Igreja Central Contagem em Minas Gerais, compartilhou publicamente seu testemunho pessoal durante um evento para jovens. Ele relatou ter enfrentado uma tentativa de abuso aos 8 anos de idade, fato que marcou sua infância com medo e questionamentos.

“Meu testemunho começa quando, aos 8 anos, eu sofri uma tentativa de abuso. Eu era da escolinha de futebol e eu sempre vivi com esse medo”, declarou Ribeiro em publicação nas redes sociais.

Durante a pré-adolescência, entre 11 e 12 anos, o jovem disse ter desenvolvido maneiras consideradas “afeminadas” pela sua comunidade escolar, o que levou a comentários sobre sua sexualidade. “As pessoas da minha escola falavam: ‘Você é gay’”, recordou.

Ribeiro explicou que esses episódios o levaram a dúvidas sobre sua identidade sexual. “Eu tive dúvida sobre a minha sexualidade. Eu não sabia de quem eu gostava, eu não sabia se eu gostava de homem ou de mulher. Tive atração por homens, sim, mas essa é só uma parte do meu testemunho”.

Em sua fala, o jovem enfatizou uma mudança de perspectiva baseada em sua fé. “Eu não sou o que me fizeram. Eu não sou o que eu sinto. Eu sou quem Deus diz que eu sou”.

Ele dirigiu-se especificamente a outros que possam ter vivido experiências semelhantes: “Hoje, você pode ser a pessoa que sempre foi zoada na escola. Ou você pode ser a pessoa que já sofreu um assédio ali no ambiente familiar, quando você era menor. É só o seu trauma”.

Citando a passagem bíblica de 2 Coríntios 5:17, Ribeiro afirmou: “Você não é o que sente, não é o seu trauma, não é a sua crise. Você não é o que fizeram com você e não é a sua tentação. Você é quem Cristo te chamou pra ser”.

O jovem finalizou seu testemunho com uma mensagem de encorajamento: “Levante a cabeça, lute contra seu desejo, negue a si mesmo, lute contra a sua carne e seja nova criatura. Lembre-se Cristo morreu pelos seus pecados, Ele morreu pelas suas lutas”.

E acrescentou: “Continue lutando, não abaixe a cabeça e lembre-se que sua identidade não está naquilo que você sente e se atrai, sua identidade está em Cristo Jesus esperança da glória”. Com informações: Guiame.

Pastor batiza tribo nativa na Tanzânia após 5 anos pregando

O pastor Eduardo Alexande Carvalhaes Ribeiro relatou que continua testemunhando os resultados de seu trabalho missionário iniciado há cinco anos na Tanzânia. Em vídeo divulgado nas redes sociais, ele mostrou o batismo de nativos da tribo massai e declarou: “É um milagre”.

Eduardo, que também atua como coordenador da Aliança Ministerial Global (AMG), conduziu o batismo em uma piscina improvisada, durante uma celebração que reuniu dezenas de pessoas. “Depois de 5 anos, massais se batizam. Isso aqui é um milagre, Deus é fiel”, escreveu o pastor em seu perfil no Instagram.

Evangelização entre os massais

De acordo com Eduardo, os massais tiveram contato com o Evangelho pela primeira vez em agosto de 2025, quando ele ministrou a Palavra de Deus e distribuiu Bíblias traduzidas para a língua local. O pastor relatou que, mesmo diante do analfabetismo, ocorreram testemunhos de pessoas que passaram a ler por meio das Escrituras. “Há inúmeros relatos de analfabetos que receberam o dom da leitura através da Bíblia”, afirmou.

O missionário já havia realizado batismos anteriormente. Em novembro de 2023, diante da escassez de água, aldeões estenderam plástico sobre o chão e improvisaram uma piscina de barro para que 11 massais pudessem declarar sua fé em Jesus. Na ocasião, Eduardo relembrou seu chamado ao citar uma canção do grupo americano First Call, que havia aprendido na juventude sem saber que estava em língua massai.

Experiência transcultural

Além das ações evangelísticas, Eduardo compartilhou reflexões sobre o valor de experiências transculturais. “Eu acredito que todo líder ministerial precisa ter ao menos uma experiência transcultural. Algo que o desafie experimentar uma cultura completamente diferente da dele. Isso não tem a ver com chamado, tem a ver com uma aceleração da maturidade de Reino”, declarou.

Ele destacou ainda que tais experiências fortalecem a gratidão e ampliam a visão missionária. “É no campo de outra cultura que encontramos uma igreja sem muros, que se junta pelo nome de Jesus, e não de nomes e denominações”, afirmou. Em outra publicação, incentivou: “Projete seu 2026 com ao menos 1 passo em outra cultura”.

Perseguição na Tanzânia

A Tanzânia, localizada no leste da África, aparece frequentemente em relatórios de monitoramento da liberdade religiosa. Em 2021, o país ocupou o 57º lugar na Lista de Países em Observação divulgada pela missão Portas Abertas, com registros de ataques a ex-muçulmanos convertidos ao cristianismo e incidentes contra igrejas.

Apesar dos desafios, a entidade aponta que o número de cristãos cresce especialmente na região Noroeste do país. Segundo a missão, ainda há dificuldades internas, como insuficiente conhecimento bíblico e falta de unidade entre os fiéis, mas também sinais de avanço.