Pastor aponta “grande despertar” da fé no Irã, apesar da repressão

O pastor Tat Stewart, americano que passou parte da infância no Irã como filho de missionários médicos e que mais tarde foi deportado pelo regime islâmico, tem acompanhado com atenção os desdobramentos no país persa.

Em entrevista recente à Christian Television Network (CTN), Stewart avaliou que a nação atravessa um momento de encruzilhada, com potencial para transformações significativas, à medida que o governo linha-dura enfrenta pressão popular e de lideranças mundiais.

Stewart, que pastoreou a última igreja comunitária em Teerã antes da Revolução Islâmica, observa que a turbulência atual pode abrir caminho para avanços do cristianismo. Ele convocou cristãos ao redor do mundo a intercederem pelas famílias enlutadas – estima-se entre 10 mil e 40 mil manifestantes mortos pelas forças de segurança  – e pelos seguidores de Cristo que permanecem encarcerados.

Situação dos Cristãos sob o Regime

O pastor destacou as condições degradantes enfrentadas por cristãos nas prisões iranianas, onde muitos são submetidos a abusos e têm acesso negado a medicamentos essenciais. Ao serem libertados, frequentemente retornam à sociedade envelhecidos e fragilizados .

Relatório conjunto divulgado em fevereiro de 2026 pelas organizações Article 18, Open Doors, CSW e Middle East Concern, intitulado “Bodes Expiatórios”, documenta o agravamento da perseguição.

Segundo o documento, 254 cristãos foram presos em 2025 por acusações relacionadas à fé – quase o dobro dos 139 registrados no ano anterior . O número de condenados à prisão, exílio ou trabalho forçado mais que dobrou, passando de 25 para 57, e as sentenças tornaram-se mais severas: 11 cristãos receberam penas de 10 anos ou mais .

O relatório também menciona que, após a guerra de 12 dias com Israel em junho, cinco cristãos foram acusados de espionagem sob nova legislação, somando mais de 40 anos de prisão . Bíblias e literatura cristã foram confiscadas em ao menos dois casos para “fins de pesquisa” do Ministério da Inteligência .

Crescimento da Igreja em Meio à Adversidade

Paradoxalmente, a repressão tem coincidido com um crescimento expressivo do cristianismo. Stewart recorda que, quando sua família ministrava no Irã, havia cerca de 3 mil cristãos protestantes.

Estimativas conservadoras atuais apontam para 1 milhão de cristãos iranianos, dos quais 99% são convertidos do islamismo . Pesquisa de 2020 conduzida por ONG holandesa sugeria 1,2 milhão de convertidos, número que especialistas acreditam ter aumentado significativamente desde então .

“Eu chamaria isso de Grande Despertar”, afirmou Stewart, diferenciando o despertar cultural do reavivamento eclesiástico. Ele observa que, antes mesmo da Revolução, já percebia mudanças: “O cristianismo estava começando a criar raízes. As pessoas estavam vindo à igreja, tendo visões de Jesus, querendo cópias da Bíblia”.

Contexto de Protestos e Resposta Internacional

Os protestos que eclodiram no final de 2025, inicialmente motivados pela desvalorização da moeda, rapidamente se transformaram em demandas pelo fim do regime islâmico . A resposta das autoridades foi “horrível”, segundo o relatório “Bodes Expiatórios”, com milhares de mortos – incluindo cristãos – e todos os iranianos afetados, independentemente de origem religiosa .

A comunidade internacional tem reagido. Nova Zelândia impôs sanções a 40 autoridades iranianas, incluindo ministros e membros da Guarda Revolucionária, somando-se a medidas similares adotadas por Austrália, União Europeia e Estados Unidos . A União Europeia classificou a Guarda Revolucionária como organização terrorista .

Trajetória e Ministério de Stewart

Fluente em farsi, Stewart e sua esposa Patty – que nasceu no Irã – plantaram igrejas persas na região de Washington, D.C., e no Colorado, onde lideram a Igreja Cristã Iraniana do Colorado – Igreja Presbiteriana da Fé, perto de Denver .

Ele foi diretor de Ministérios Persas por mais de 20 anos, fundador e diretor executivo da TALIM Ministries, e um dos fundadores da SAT-7 PARS, ministério satélite cristão para o qual atuou como presidente do conselho por uma década .

Stewart também fundou e editou a Shaban Magazine, periódico de liderança para pastores de língua farsi, e escreveu dez livretos sobre temas pastorais amplamente distribuídos entre cristãos iranianos . Seu livro No Stranger: to Iran, its People, and its Church oferece observações sobre a vida, cultura e igreja no Irã antes e depois da Revolução Islâmica .

Recomendações e Perspectivas

O relatório “Bodes Expiatórios” conclama a reabertura da Sociedade Bíblica do Irã, fechada em 1990, e a libertação incondicional de cristãos detidos por questões de fé. Também pede clareza sobre locais onde cristãos de língua persa possam adorar livremente em sua língua materna, sem medo de prisão .

“O caminho a seguir para o Irã parece longe de ser claro, mas ao divulgarmos este relatório, apoiamos o povo do Irã em seu apelo por líderes que ajam em seu nome, em vez de reprimi-los”, afirmam as organizações signatárias .

Para Stewart, o momento exige oração persistente. Durante 47 anos, o povo iraniano tem sido submetido a um regime que consistentemente falha em defender direitos humanos e reprime brutalmente vozes dissidentes . Ainda assim, ele vislumbra esperança: o despertar que testemunhou décadas atrás hoje se manifesta em uma igreja que cresce mesmo sob a sombra da perseguição. Com: CBN News.

Sonaira Fernandes defende o voto evangélico e condena Peninha

A vereadora Sonaira Fernandes (PL) ocupou a tribuna da Câmara Municipal de São Paulo nesta semana para manifestar repúdio às declarações do escritor Eduardo Bueno, conhecido como Peninha, que sugeriu a exclusão de evangélicos do processo eleitoral.

Em seu discurso, a parlamentar classificou a situação como um quadro de “cristofobia”.

Dirigindo-se ao plenário, Fernandes questionou: “Vocês concordam com Peninha? Quando dizem que eu devo ter o meu direito ao voto cassado, a minha filha que acabou de sair aqui dessa tribuna não deve ter direito ao voto?”.

Para fundamentar sua posição, a vereadora recorreu a dados do Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo os números apresentados, 49,1% dos evangélicos se autodeclaram pardos, 12% pretos e 38% brancos.

“Quando somados pretos e pardos, temos mais de 60% dos evangélicos se identificando na categoria preto e pardo”, destacou, buscando dimensionar a representatividade do grupo.

A parlamentar qualificou o momento como “tempo de cristofobia” e classificou a situação como “um absurdo”. Ao final, reafirmou o compromisso dos cristãos com a participação política. “Nós continuaremos sim um povo votante, um povo capaz de decidir qualquer eleição”, declarou.

O pronunciamento de Sonaira foi motivado por falas de Eduardo Bueno em vídeo publicado em seu canal no YouTube e no Instagram.

Na gravação, o escritor afirmou que “evangélico tem que ficar no culto, tem que ficar pastando junto com o pastor” e defendeu que esse grupo “devia ser proibido” de votar. As declarações provocaram reação de lideranças religiosas e parlamentares, que apontam discriminação religiosa e tentativa de exclusão política com base na fé. Com: Exibir Gospel.

Pesquisadora da polilaminina rebate críticas sobre forma da cruz

A bioquímica Tatiana Coelho de Sampaio, responsável pela descoberta da polilaminina – molécula com potencial para regenerar lesões na medula espinhal –, participou do programa Roda Viva na última segunda-feira (23) e foi questionada sobre a relação entre sua pesquisa e questões de fé.

A entrevista abordou a repercussão nas redes sociais que associou o formato da laminina, proteína que deu origem à polilaminina, a uma cruz.

O jornalista Jairo Marques, da Folha de S. Paulo, indagou se a aproximação entre a descoberta científica e o simbolismo religioso não representaria um problema.

“Um dos vídeos com a fala da senhora que se propagou nas redes sociais é um que liga a laminina a um crucifixo. Isso virou como se fosse a proteína divina, a proteína de Deus. Não existe um problema em relação a isso, a essa aproximação muito forte entre a polilaminina com uma questão de fé? A gente não precisa deixar as questões religiosas um pouco mais afastadas da pesquisa em si?”, questionou.

Tatiana discordou da premissa apresentada pelo jornalista. “A laminina tem uma forma de cruz. Isso é um fato. Não tem como evitar que seja assim”, afirmou. Em seguida, defendeu a liberdade de interpretação: “Eu acho que as pessoas que são religiosas e que têm fé podem se apropriar dessa imagem como uma metáfora daquilo em que elas acreditam. Eu acho que não cabe a mim julgar se isso está certo ou se está errado”.

A cientista, que dedicou mais de duas décadas ao estudo da molécula na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), enfatizou sua capacidade de distinguir os campos da ciência e da fé em sua prática profissional.

“Eu consigo perceber muito claramente a fronteira entre a ciência e aquilo que não é ciência. Eu tive um treinamento científico. Eu vim de uma ciência básica e estou habituada a trabalhar dessa forma, a produzir, a trabalhar dentro desses limites da ciência. Eu conheço quais são esses limites e acho que sempre trabalhei dentro deles”, declarou.

Limites da Ciência e da Condição Humana

A pesquisadora ampliou a reflexão ao ponderar que sua identidade profissional não esgota sua experiência como ser humano. “O que eu acho que pode ser conversado, discutido, é se esses limites da ciência são os mesmos limites dos seres humanos. Porque eu pessoalmente acho que não”, argumentou.

“Eu me vejo como cientista, mas também me vejo como uma pessoa. E eu acho que os limites não são os mesmos. Então, eu consigo botar o chapéu de cientista e consigo botar o chapéu de não-cientista”.

Para Tatiana, a produção científica não deve ser vista como a realização humana mais elevada. “Eu não acho que a ciência seja a coisa mais importante que um ser humano é capaz de fazer. Sinceramente, não acho. Acho que a gente faz coisas mais bacanas do que isso”, disse.

A “Proteína de Deus” e seus Efeitos

Em entrevistas anteriores, a própria Tatiana havia se referido à polilaminina como a “proteína de Deus” em razão de sua conformação molecular. A polilaminina é uma versão sintética desenvolvida em laboratório a partir da laminina, proteína naturalmente produzida pelo corpo humano durante a formação do sistema nervoso no estágio embrionário.

A substância tem por objetivo estimular a religação de fibras nervosas rompidas em decorrência de traumas na medula, em quadros de paraplegia e tetraplegia. Em estudo experimental conduzido com oito pacientes portadores de lesões medulares graves – todos com diagnóstico de irreversibilidade –, seis apresentaram recuperação parcial da mobilidade e um voltou a andar.

Atualmente, a polilaminina encontra-se em fase experimental, com estudos clínicos em andamento junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Deus é o autor das “leis naturais”, dizem cientistas do MIT

Two elite MIT professors—Daniel Hastings (Aeronautics & Astronautics) and Troy Van Voorhis (Chemistry)—share how cutting-edge science deepens their faith in God.

Hastings: “There is a God who created the universe… a loving God who seeks a relationship with us and gives us free… pic.twitter.com/goThdO4DKn

— Camus (@newstart_2024) February 25, 2026

Dois cientistas do renomado Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos, utilizaram a rede social X para compartilhar reflexões sobre a compatibilidade entre a investigação científica e a crença religiosa. Daniel Hastings, professor de Aeronáutica e Astronáutica, e Troy Van Voorhis, professor de Química, afirmaram que suas respectivas áreas de estudo não apenas não enfraqueceram suas convicções espirituais, como também as fortaleceram.

Para Hastings, a compreensão científica do cosmos reforça a ideia de um Criador pessoal. “Eu começo dizendo que há um Deus que criou o universo, e Ele não é um Deus impessoal. Ele se revelou como um Deus amoroso que busca um relacionamento conosco e também nos dá livre-arbítrio para escolhê-lo ou não. E, então, o nosso propósito é encontrado em estar em relacionamento com Ele”, declarou.

Segundo ele, a busca por desvendar os mecanismos do universo não elimina a fé, mas pode levar a questionamentos mais profundos sobre o sentido da existência humana.

Van Voorhis, por sua vez, enxerga na própria estrutura das leis naturais um indício de autoria divina. “O termo leis naturais, para mim, sugere um Deus que ordenou e concebeu essas leis. A complexidade impressionante dos seres vivos, para mim, aponta para um arquiteto que se importa com essas coisas. O fato de existir algo em vez de nada sugere a existência de um criador desse algo”, afirmou.

O químico acrescentou que o estudo da natureza lhe proporciona uma perspectiva ampliada sobre a divindade. “Uma das alegrias que tenho ao estudar as ciências naturais é que aprendo um pouco sobre o que Deus fez. E, nesse processo, creio que passo a compreender um pouco de como Ele é. Ele é muito maior, muito mais grandioso, muito mais impressionante e muito mais majestoso do que eu poderia ter imaginado antes”, completou.

Testemunho em uma Instituição de Ponta

As declarações ganham relevo por partirem de pesquisadores ligados ao MIT, instituição fundada em 1861 e reconhecida globalmente como centro de excelência em tecnologia, engenharia e inovação. Para Hastings e Van Voorhis, não há conflito inevitável entre a atividade científica e a fé em Deus. Pelo contrário, eles sustentam que a investigação metódica da natureza pode ampliar a admiração diante do universo e de seu possível criador.

Perfil dos Pesquisadores

Daniel Hastings é engenheiro aeroespacial e atua no Departamento de Aeronáutica e Astronáutica do MIT. Sua carreira inclui participação em projetos relacionados a sistemas espaciais e políticas científicas, além de cargos de liderança acadêmica. Sua pesquisa abrange desde engenharia de satélites até o impacto da tecnologia espacial na sociedade.

Troy Van Voorhis é professor de Química no MIT e atua na área de química teórica e computacional. Seu trabalho emprega modelos matemáticos e simulações para compreender processos químicos complexos, com ênfase em reações relevantes para energia e materiais.

Fraudes no INSS: Mendonça autoriza quebra do sigilo de “Lulinha”

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou em janeiro a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A decisão, que atendeu a um pedido da Polícia Federal (PF) e tramita sob segredo de Justiça, foi revelada no mesmo dia em que a CPMI do INSS aprovou requerimento semelhante em meio a confrontos no Congresso.

O despacho autoriza os investigadores a acessarem dados sigilosos do empresário para aprofundar as apurações sobre sua possível ligação com o esquema de desvios de recursos de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A PF investiga se Lulinha atuou como “sócio oculto” de Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, apontado como principal operador das fraudes. O objetivo é verificar a existência de vínculo societário não declarado entre o filho do presidente e o lobista.

As suspeitas contra Lulinha surgiram a partir de menções feitas por terceiros no inquérito, incluindo mensagens interceptadas, um envelope com seu nome apreendido durante buscas e depoimentos de testemunhas. O possível elo entre o filho do presidente e o “Careca do INSS” seria a empresária Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha, que foi alvo de busca e apreensão na Operação Sem Desconto e nega irregularidades.

Documentos da investigação apontam que a empresa de Roberta, a RL Consultoria, recebeu repasses que somam R$ 1,5 milhão da Brasília Consultoria, apontada como empresa de fachada do grupo de Antunes.

Em mensagens interceptadas pela PF, ao ser questionado sobre um pagamento de R$ 300 mil destinado à empresa de Roberta, o “Careca do INSS” teria respondido que o valor seria para “o filho do rapaz”, expressão que os investigadores interpretam como referência a Lulinha.

Apesar das menções, a própria PF reconhece em seus relatórios que as referências ao nome do empresário surgiram a partir de declarações de terceiros e que, até o momento, não há elemento que comprove participação direta dele nos fatos apurados. O documento ressalta que tais afirmações devem ser analisadas com cautela e submetidas a verificação rigorosa para evitar conclusões precipitadas.

CPMI Aprova Quebra de Sigilo em Meio a Tumulto

A decisão do STF veio a público no mesmo dia em que a CPMI do INSS aprovou, em votação simbólica e em bloco, um pacote de requerimentos que inclui a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Lulinha. A sessão foi marcada por bate-boca e confronto físico entre parlamentares governistas e da oposição, com empurra-empurra e troca de socos.

O requerimento aprovado pela comissão, de autoria do relator Alfredo Gaspar (União-AL), afirma que a investigação identifica Roberta Luchsinger como “peça central do núcleo político da organização criminosa” e que a quebra dos sigilos de Lulinha é imperativa para esclarecer se ele atuava como sócio oculto de Antunes.

A base governista tentou retirar o requerimento da votação, mas não obteve sucesso. O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) afirmou que pedirá ao presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, a anulação da votação e representação contra o presidente da CPMI, Carlos Viana (Podemos-MG), no Conselho de Ética.

Viana, por sua vez, negou qualquer manobra e classificou as reações como parte da disputa política: “Não houve manobra, não houve absolutamente nada. Eu segui o jogo e o regimento desde o início. No voto, o governo perdeu”.

Defesa e Reação de Lulinha

A defesa de Fábio Luís protocolou, na véspera da votação na CPMI, um pedido no STF para ter acesso aos autos do inquérito. Os advogados afirmam que ele não tem “nenhuma relação com as fraudes do INSS, não participou de fraudes ou desvios e não recebeu valores dessa fonte criminosa”. Em nota, a defesa classificou as menções ao nome do empresário como “fofocas e vilanias”.

Na Espanha, onde reside atualmente, Lulinha disse a amigos próximos que acompanha “com tranquilidade” a quebra de sigilos, segundo pessoas próximas. A avaliação do entorno do filho do presidente é que ele seria vítima de uma tentativa de desgaste político para atingir seu pai.

Esta não é a primeira vez que Lulinha tem seu nome mencionado em investigações. Nos anos 2000, foi investigado na Operação Lava Jato por suspeita de receber repasses de mais de R$ 100 milhões do grupo Oi/Telemar para suas empresas, caso que foi arquivado pela Justiça. Com: GospelPrime.

Evangélicos saem em apoio às vítimas das enchentes em MG

As fortes chuvas que atingiram a Zona da Mata mineira, com impactos severos em Juiz de Fora e Ubá, mobilizaram uma ampla rede de solidariedade entre igrejas evangélicas da região. Diante do cenário de destruição — que já contabiliza 48 mortos, 19 desaparecidos, mais de 3 mil desabrigados em Juiz de Fora e 26 em Ubá —, os evangélicos já transformaram seus templos em pontos de apoio e arrecadação .

A proximidade das congregações com as comunidades locais tem sido um diferencial na resposta à tragédia. Lideranças religiosas conhecem nominalmente as famílias afetadas, identificam idosos, pessoas com deficiência e crianças em situação de vulnerabilidade, o que agiliza a distribuição da ajuda e reduz a burocracia.

Enquanto o poder público concentra esforços no restabelecimento da infraestrutura e na segurança, as comunidades de fé atuam como extensão do cuidado social.

Ações por Denominação

A Igreja Universal do Reino de Deus, por meio do braço social UniSocial, instalou pontos de coleta em todos os templos de Juiz de Fora e Ubá. Voluntários realizam triagem dos donativos e distribuição de refeições às famílias, com apoio de coordenação nacional.

A ADRA Brasil, agência humanitária vinculada à Igreja Adventista, implementou um sistema de cartão humanitário — espécie de voucher que permite às famílias adquirir itens conforme suas necessidades específicas. A metodologia, já utilizada em outros desastres, reduz desperdícios e devolve autonomia às vítimas. A entidade também presta assistência técnica nos abrigos.

A Convenção Batista Mineira centralizou as arrecadações por meio de seu Comitê de Ação Social, organizando o fluxo de doações para evitar sobrecarga em alguns pontos e escassez em outros. A estratégia unifica igrejas locais sob coordenação estadual.

A Igreja do Evangelho Quadrangular, através do Conselho Estadual de Diretores e do Instituto Casa da Provisão, mobilizou suas comunidades, com templos atuando como polos de arrecadação. A Igreja Metodista, na 4ª Região Eclesiástica, definiu o templo do bairro Bela Aurora, em Juiz de Fora, como ponto oficial de recebimento.

Outras denominações ligadas aso evangélicos locais também aderiram à mobilização: a Igreja Renascer em Cristo lançou a campanha “Giro de Solidariedade”, arrecadando roupas e kits de higiene; a Igreja Presbiteriana do Brasil orientou suas comunidades a atuarem por meio dos diaconatos locais nas áreas inundadas; a Igreja Cristã Maranata mobilizou voluntários para limpeza de vias; e templos da Assembleia de Deus, nos ramos Madureira e Missão, abriram espaços para alojamento temporário e distribuição de marmitex.

As doações prioritárias incluem água potável, alimentos não perecíveis, produtos de higiene, roupas de cama, cobertores e materiais de limpeza. Contribuições financeiras também são bem-vindas, permitindo que as instituições adquiram itens conforme a demanda imediata. Antes de se deslocar, organizadores recomendam confirmar horários e necessidades específicas junto aos pontos de coleta.

Em meio à lama que ainda marca ruas e residências, o gesto solidário torna-se testemunho silencioso. A reconstrução das cidades atingidas passa por máquinas, decretos e recursos públicos, mas também por comunidades que decidiram viver, na prática, a ordem de cuidar do próximo. Com: Comunhão.

Estudo comprova eficácia da fé contra a dependência química

Uma ampla pesquisa divulgada na última semana confirmou que a fé e a espiritualidade desempenham papel relevante na prevenção e no tratamento do uso nocivo de álcool e outras drogas que resultam em dependência química.

O estudo, publicado na revista científica JAMA Psychiatry, foi conduzido por pesquisadores das universidades de Harvard e Stanford e analisou dados de mais de 500 mil participantes.

Os pesquisadores revisaram dezenas de estudos que avaliaram fatores como frequência a serviços religiosos, envolvimento em práticas espirituais e a importância pessoal da fé. Esses indicadores foram comparados com estatísticas de consumo problemático de substâncias .

Os resultados mostraram que o envolvimento espiritual está associado a uma redução de 13% no risco de uso nocivo de substâncias e dependência química. Para pessoas que frequentam cultos ou serviços religiosos semanalmente, o efeito protetor sobe para 18%

Os pesquisadores classificaram a fé como um “escudo” para os jovens, capaz de postergar a iniciação no uso de drogas e evitar o desenvolvimento de vícios crônicos na vida adulta.

A pesquisa também validou a eficácia de grupos de recuperação que utilizam a fé e a conexão com um “poder superior” como ferramenta terapêutica, a exemplo dos Alcoólicos Anônimos (AA) .

Estudos na área da neurociência complementam esses achados ao demonstrar que práticas espirituais podem influenciar regiões cerebrais ligadas à regulação do estresse e ao sistema de recompensa, elementos fundamentais no processo de recuperação .

Recomendações para a Prática Clínica

Os autores sugerem que a espiritualidade seja incorporada ao atendimento médico de dependentes químicos, desde que respeitadas a autonomia e a diversidade de crenças dos pacientes. Como abordagem prática, recomendam que profissionais de saúde façam perguntas como: “A religião ou espiritualidade são importantes para você ao pensar sobre sua saúde?” ou “Você gostaria de ter alguém com quem conversar sobre assuntos espirituais?” .

O estudo também defende a criação de parcerias entre sistemas públicos de saúde e comunidades religiosas como estratégia para ampliar a efetividade das ações de prevenção e tratamento da dependência química.

Contexto do Problema

A pesquisa ganha relevância diante dos números alarmantes da Organização Mundial da Saúde (OMS): mais de 3 milhões de pessoas morrem anualmente no mundo em decorrência do consumo de álcool e outras drogas .

No Brasil, quase 9 mil mortes por overdose foram registradas em 2023. Entre 2005 e 2015, o Ministério da Saúde gastou mais de R$ 9 bilhões com tratamento de dependentes químicos, evidenciando a dimensão do desafio de saúde pública .

Os pesquisadores ponderam que os benefícios da fé podem estar associados a fatores como redes de apoio mais fortes, maior senso de comunidade e estilos de vida mais estruturados, comuns em ambientes religiosos . Embora os achados sejam robustos, eles ressaltam que se trata de associações observacionais, não de comprovação de causalidade direta Com: Gazeta do Povo.

Ex-ladrão abandona o crime e a dependência após ouvir a Deus

O cantor e compositor Adlin Rodrigues, hoje um ex-ladrão ligado ao movimento Dunamis, compartilhou em suas redes sociais o relato de sua trajetória no crime e o momento em que, segundo ele, foi alcançado por uma intervenção divina.

Natural de Vila Velha, no Espírito Santo, Adlin teve contato com o universo das drogas e da criminalidade ainda na infância.

“Comecei a ter curiosidade. Conheci o álcool, o cigarro. Depois veio a maconha, a cocaína, o crime. Foi uma bola de neve. O que parecia inofensivo acabou me dominando”, afirmou em vídeo publicado no Instagram.

O artista descreveu uma ocasião em que participava de um assalto e ouviu o que classificou como a voz de Deus ordenando que interrompesse a ação.

Durante a fuga, enquanto os comparsas armados corriam à frente, o ex-ladrão carregava os pertences das vítimas. “Quando dei dois passos, ouvi uma voz gritando no meu ouvido: ‘Volta e devolve’. Tentei correr, mas fiquei paralisado. Voltei e devolvi tudo”, contou.

Ao encontrar os outros envolvidos no crime, Adlin relatou o ocorrido. “Perguntaram onde estavam os objetos. Eu disse: ‘Mano, ouvi uma voz mandando devolver. Vocês acreditam?’ E eles responderam: ‘Acreditamos. Essa voz é de Deus. Você fez certo em obedecer’”, disse.

Processo de Conversão

Após esse episódio, o ex-ladrão Adlin decidiu deixar a vida criminosa. Mais tarde, ao ver um amigo usuário de drogas se converter, começou a se interessar pelo Evangelho. Em uma noite, relatou ter vivido um conflito espiritual intenso. “Senti a luta da luz contra as trevas. Clamei por socorro a vários santos, mas nada aconteceu”, afirmou.

Foi então que lembrou de um folheto evangelístico recebido de um pregador na rua. Repetindo a frase “Senhor Jesus, eu te recebo em minha vida como meu Salvador”, Adlin disse ter sentido uma mudança interior.

“Comecei a repetir e sentia como se a luz estivesse vencendo as trevas. Me levantei da cama, meu coração batia forte. Senti a presença de Jesus no quarto. Ninguém me falou, Ele mesmo se revelou a mim”, declarou em vídeo no YouTube.

Na mesma semana, foi a uma igreja e entregou a vida a Cristo. Como parte da transformação, devolveu ao traficante as drogas que pretendia vender. O traficante, segundo Adlin, acabou aceitando Jesus impactado pelo testemunho.

“Jesus me encontrou. Sem eu merecer, Ele me presenteou com a presença dEle. Hoje tenho uma família linda”, concluiu, segundo o Guiame.

Com Moraes na 'fogueira' de polêmicas, Malafaia faz convocação

SILAS MALAFAIA! Hoje completam 6 meses da perseguição de Alexandre de Moraes contra mim. pic.twitter.com/ILdx9PFfc3

— Silas Malafaia (@PastorMalafaia) February 20, 2026

O pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, utilizou suas redes sociais nesta sexta-feira (20) para marcar a data de seis meses desde que foi alvo de medidas cautelares determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Em vídeo divulgado enquanto críticas contra o ministro crescem na imprensa, ele classificou o período como de “perseguição política e religiosa”.

Em 20 de agosto de 2025, ao desembarcar de voo internacional no Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, Malafaia foi abordado pela Polícia Federal. Na ocasião, agentes cumpriram determinação do ministro Moraes e apreenderam seu passaporte, cadernos teológicos e aparelho celular . O pastor também foi proibido de manter contato com outros investigados, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro e o deputado Eduardo Bolsonaro .

No vídeo publicado nesta sexta, Malafaia afirmou que não havia risco de fuga que justificasse a retenção do documento. “Uma coisa eu não sou: covarde, medroso e fujão”, declarou, repetindo argumento já apresentado em agosto do ano passado, quando pediu publicamente a devolução do passaporte .

O pastor também criticou a tramitação do inquérito das fake news, aberto em 2019 e conduzido por Moraes, que investiga supostas articulações para coagir autoridades e pressionar o STF . Para Malafaia, o ministro “transforma opinião em crime” ao manter a investigação em curso por tempo indeterminado.

Contexto da Investigação

Malafaia é investigado em apuração que envolve também Jair Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro e o jornalista Paulo Figueiredo. Segundo a Procuradoria-Geral da República, o pastor teria atuado como orientador de ações de coação e obstrução de investigação, inclusive utilizando a ameaça de sanções internacionais como instrumento de pressão . A decisão de Moraes aponta “fortes indícios de participação de Silas Malafaia na empreitada criminosa” .

O inquérito das fake news, do qual este caso é desdobramento, foi aberto de ofício em 2019 pelo então presidente do STF, Dias Toffoli, e tem Moraes como relator. A investigação já foi alvo de críticas de juristas que apontam suposta incompatibilidade com o sistema acusatório, uma vez que o magistrado acumula funções de vítima e investigador .

Convocação de Ato

Ao final do vídeo, o pastor convocou apoiadores para uma manifestação no dia 1º de março, às 14h, na Avenida Paulista, em São Paulo. Na ocasião, voltou a atacar o ministro: “Ditador Alexandre Moraes, sua hora vai chegar. Ou pela justiça dos homens, ou pela justiça de Deus”.

Mulher relata cura imediata de deformidade após orações

Um testemunho de cura repercutiu nas redes sociais após ser compartilhado pela organização do Arena Xperience Rio 2026, evento promovido pela Igreja Sara Nossa Terra durante o feriado de Carnaval.

Elisabete Charles, que convivia há dois anos com uma deformidade no tornozelo e dependia de muletas para se locomover, afirmou ter sido curada instantaneamente após orações.

De acordo com a publicação oficial do evento no Instagram, Elisabete sofria com o pé “entortado para dentro” e sentia dores a cada passo. Ela aguardava na fila do sistema público de saúde por uma cirurgia que colocaria três pinos no local, procedimento que, segundo os médicos, deixaria o pé fixo e sem movimento, mas prometia eliminar a dor. A cirurgia, no entanto, nunca saía.

O caso de cura ocorreu durante a ministração do evangelista e pastor americano Todd White. Após o momento de oração, Elisabete foi à frente do altar. Um cristão presente perguntou sobre sua condição. “Artrose no tornozelo, aguardando uma cirurgia há 2 anos”, respondeu ela, enquanto mexia a perna.

Ao perceber que conseguia realizar movimentos antes impossíveis, Elisabete e os presentes começaram a glorificar a Deus. Um vídeo divulgado no Instagram mostra a mulher emocionada testemunhando a cura. Em determinado trecho, ela aparece correndo em frente ao palco.

“A fé dela encontrou o poder de Deus, e ela foi totalmente curada. Hoje ela não sente mais nenhuma dor, os dois pés estão firmes, ela já sobe as escadas sem segurar no corrimão, e declarou com convicção: ‘Em 2027, eu entro correndo’”, testemunharam os organizadores.

Sobre o Evento e o Ministrante

O Arena Xperience Rio 2026 ocorreu entre os dias 14 e 17 de fevereiro, no Via Parque Shopping, na Barra da Tijuca. O encontro é promovido anualmente pelo Arena Jovem do Rio de Janeiro e reúne jovens para momentos de louvor, ensino e oração.

Todd White é fundador da Lifestyle Christianity e da Lifestyle Christianity University, no Texas (EUA). Evangelista e pastor, ele é conhecido internacionalmente por seu ministério focado em evangelismo nas ruas e oração por cura. Ex-usuário de drogas e ex-ateu, White relata ter tido um encontro com Jesus em 2004, desde então dedica-se a pregar sobre salvação, cura e o amor de Deus em diversos países.