Preso no espaço astronauta narra aprendeu com Deus

O recente avanço do programa espacial da NASA voltou a ampliar o interesse pela exploração espacial tripulada. A missão Artemis II realizou o primeiro voo tripulado além da órbita terrestre baixa desde 1972, reforçando os planos da agência de levar astronautas novamente à superfície da Lua em 2028 e avançar futuramente em direção a Marte.

Entre os nomes ligados à expansão dos voos espaciais tripulados está o ex-astronauta Butch Wilmore. Durante sua carreira na NASA, Wilmore participou de três missões espaciais, acumulou 464 dias no espaço e comandou operações na Estação Espacial Internacional.

Ao comentar os desafios das missões espaciais, Wilmore afirmou que o trabalho exige preparação constante e cooperação entre equipes: “Voar para o espaço é difícil. Voar para o espaço com humanos é certamente difícil de fazer bem, e fazemos parecer fácil. E é exatamente isso que a NASA tem feito ao longo das décadas. Desafiar a nós mesmos, aprender, ir cada vez mais longe”, declarou.

O ex-astronauta lançou recentemente o livro Preso no Espaço, no qual relata a experiência de permanecer por um período prolongado na Estação Espacial Internacional após uma missão que inicialmente teria duração de oito dias. Na obra, Wilmore descreve os desafios técnicos, emocionais e físicos enfrentados durante a permanência no espaço.

Segundo o astronauta, sua fé cristã teve papel importante durante o período de isolamento e incerteza. “O Senhor é soberano. Ele nos colocou lá de acordo com Seu plano e Seus propósitos para a Sua glória e, em última análise, para o nosso bem, se crermos”, afirmou.

Wilmore também declarou que a experiência mudou sua percepção sobre situações inesperadas. “Há definições que dizem que sim, estávamos presos. Mas Deus nos colocou onde quer que estejamos. Não se trata apenas desta situação. São tantas situações na vida. E se você crê e O conhece, isso o aproxima ainda mais Dele”, disse.

No livro, o ex-comandante descreve o isolamento, a adaptação à rotina no espaço e os impactos emocionais de permanecer distante da Terra por um período maior do que o planejado. Ele também relata os acontecimentos que levaram à extensão da missão e comenta os questionamentos sobre o retorno à Terra.

Segundo o The Christian Post, ao abordar o período vivido na Estação Espacial Internacional, Wilmore afirmou que a experiência reforçou sua confiança em Deus diante das circunstâncias inesperadas.

Dave Mustaine convida fãs do Megadeth a lerem a Bíblia

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O guitarrista Dave Mustaine afirmou que a leitura da Bíblia pode ajudar as pessoas a compreenderem os acontecimentos atuais no mundo. A declaração foi dada durante entrevista a um jornal chileno, na qual o músico falou sobre política, religião e o papel das celebridades na sociedade.

Fundador da banda Megadeth e convertido ao cristianismo desde o início dos anos 2000, Mustaine declarou que artistas não deveriam influenciar o voto de seus fãs.

“Sou compositor e não acho que as pessoas devam dar ouvidos a celebridades sobre o que devem fazer ou em quem devem votar. Aliás, nos Estados Unidos, isso costumava ser privado. Ninguém saía por aí dizendo em quem as pessoas votaram. Era importante. Era um direito seu”, afirmou.

O músico também comentou que divergências políticas podem afetar a relação entre artistas e público. Durante a entrevista, ele relembrou ainda sua participação em uma campanha de incentivo ao registro eleitoral nos Estados Unidos.

“Eu até trabalhei com o governo americano para aprovar uma lei chamada Motor Voter, o qual permitia aos americanos tirarem a carteira de motorista e se registrarem para votar ao mesmo tempo. Fiz isso com a MTV e a campanha Rock The Vote. Mas foi um esforço apartidário”, declarou.

Mustaine afirmou que prefere não se identificar com partidos políticos. “Na verdade, eu não sou democrata nem republicano. Tenho meus pontos de vista, que são bem específicos. Mas sou o que vocês chamariam de independente nos Estados Unidos”, disse.

Ao comentar conflitos internacionais, o cantor afirmou que evita fazer afirmações sobre temas que considera complexos, como a situação no Oriente Médio. “Então, não acho que eu deva ficar falando para ninguém sobre o que está acontecendo no Oriente Médio, porque eu realmente não sei”, declarou à Teletrece.

Dave Mustaine se converteu ao cristianismo após enfrentar problemas relacionados ao vício, dificuldades de saúde e crises pessoais. Desde então, passou a evitar referências ao ocultismo em parte de suas músicas e entrevistas.

Na conclusão da entrevista, o músico incentivou o público a buscar respostas nas Escrituras. “Mas eu sei que a Bíblia fala sobre isso, e se você realmente quer ter uma ideia do que está acontecendo no mundo, talvez devesse ler um pouco. Leia um pouco”, afirmou.

Pesquisa mostra Derrite na liderança em disputa para o Senado

Pesquisa divulgada pelo instituto Gerp aponta o deputado federal Guilherme Derrite na liderança da disputa ao Senado por São Paulo nas eleições de 2026 em cenários que incluem informações sobre apoios políticos dos candidatos.

No cenário qualificado do levantamento, em que os nomes aparecem associados às principais alianças políticas, Derrite registra 28% das intenções de voto. O parlamentar, apresentado aos entrevistados como candidato apoiado pelo governador Tarcísio de Freitas e pelo senador Flávio Bolsonaro, aparece à frente da ministra Marina Silva, com 23%, e da ministra Simone Tebet, com 18%.

O instituto também apresentou um cenário consolidado, descrito como o mais próximo da realidade eleitoral. Nesse recorte, foram somados o primeiro e o segundo votos para senador juntamente com os apoios políticos informados aos entrevistados. Derrite aparece com 36%, seguido por Marina Silva, com 35%, e Simone Tebet, com 33%.

Segundo o levantamento, o deputado possui índice de conhecimento público inferior ao de adversários com maior trajetória nacional. A pesquisa aponta que 41% dos entrevistados afirmam conhecer Guilherme Derrite. Marina Silva registra 78%, Simone Tebet 70% e Márcio França 58%.

A pesquisa também mediu a percepção de favoritismo entre os eleitores paulistas. Para 27% dos entrevistados, Derrite será eleito senador por São Paulo. Simone Tebet aparece com 24%, enquanto Marina Silva registra 20%, segundo informado pela revista Oeste.

De acordo com o instituto, a pauta da segurança pública surge como uma das principais associações espontâneas feitas pelos eleitores ao nome de Guilherme Derrite. O levantamento indica ainda que 65% dos entrevistados apontam a segurança pública como o principal problema do Estado de São Paulo. Outros 37% afirmaram que a prioridade de atuação do parlamentar no Senado deveria ser o combate à violência.

Pastor conta com 750 homens para projeto de combate à violência

Centenas de homens participaram de uma mobilização liderada pelo pastor Corey B. Brooks para promover ações contra a violência e apoiar iniciativas de revitalização na zona sul de Chicago, região que já foi considerada uma das mais perigosas da cidade.

Brooks é fundador do Projeto H.O.O.D., iniciativa voltada à redução da violência e da pobreza por meio de mentoria, ações de fé, capacitação profissional e desenvolvimento econômico.

Ao comentar a mobilização realizada no domingo, 17 de maio, o pastor afirmou que espera transformar o projeto em referência para outras comunidades urbanas nos Estados Unidos. “Irmãos se uniram em propósito e paz para dizer basta [de violência]. Tratava-se de mudar o futuro da nossa comunidade e criar algo que sobreviverá a todos nós”, escreveu Brooks em publicação no Instagram.

O pastor também declarou que acredita no potencial do projeto para servir de modelo em outras cidades. “Acredito que este centro será um exemplo do que podemos fazer em áreas urbanas por toda a América. Se não ficarmos esperando pelo governo e assumirmos a responsabilidade por nós mesmos, podemos mudar a trajetória desses bairros e centros urbanos”, afirmou.

O Encontro de Unidade dos 1000 Homens foi realizado no Centro de Liderança e Oportunidades Econômicas Robert R. McCormick, que está em fase final de construção. Durante o encontro, os organizadores declararam a área ao redor do centro como uma “zona 100% livre de violência”.

Segundo Brooks, o objetivo vai além da construção física do espaço. “Isto é maior do que um edifício. Trata-se de criar uma cultura onde os homens se unem para proteger as famílias, orientar os jovens, reduzir a violência e construir algo que nos sobreviva. Estamos declarando que esta comunidade merece paz, oportunidade e esperança”, disse.

O evento reuniu pastores, pais, mentores, ativistas, empresários, ex-integrantes de gangues e moradores de diferentes regiões de Chicago. De acordo com os organizadores, a proposta foi promover segurança, responsabilidade social e novas oportunidades para moradores da zona sul da cidade.

Em entrevista, Brooks afirmou que cerca de 750 homens participaram da mobilização. Segundo ele, os participantes assumiram o compromisso de manter o bairro como um ambiente seguro para famílias e crianças.

“Declaramos que esta será uma zona de paz, uma zona não violenta, uma zona livre de violência. Assim, as crianças podem vir ao centro e ter tranquilidade, sabendo que não precisam se preocupar com a sua segurança”, declarou.

O Centro de Liderança e Oportunidades Econômicas Robert R. McCormick foi criado para atuar no combate à violência e à pobreza por meio de programas de capacitação profissional, mentoria, educação, empreendedorismo e engajamento comunitário, segundo o Projeto H.O.O.D.

De acordo com a Fox News, durante o encontro, os participantes também conheceram parte das novas instalações do centro e os planos voltados às futuras gerações da zona sul de Chicago.

Brooks relembrou que a região já foi apontada como uma das mais perigosas da cidade. “Em 2014, o Chicago Sun-Times publicou um artigo dizendo que este era o bairro mais perigoso de toda Chicago, e por acaso era este quarteirão. Então, decidimos transformá-lo, e é isso que vem acontecendo”, afirmou.

Preocupado com Inteligência Artificial, papa proporá controle ético

Questões éticas ligadas ao desenvolvimento da Inteligência Artificial estarão presentes na primeira encíclica do papa Leão XIV, que será publicada no dia 25 de maio. O Vaticano fez o anúncio na última segunda-feira, 18 de maio.

Intitulado “Magnifica Humanitas”, o documento tratará de limites éticos para a inteligência artificial e da proteção da dignidade humana diante dos avanços tecnológicos.

A apresentação oficial da encíclica ocorrerá às 11h30, no horário de Roma, no Salão do Sínodo. O evento contará com a participação do cardeal Víctor Manuel Fernández, responsável pelo Dicastério para a Doutrina da Fé, e do cardeal Michael Czerny, prefeito do Dicastério para o Desenvolvimento Humano Integral.

Também participarão da apresentação Anna Rowlands, professora de ética e teologia política da Universidade de Durham; Christopher Olah, cofundador da Anthropic; e Léocadie Lushombo, da Escola Jesuíta de Teologia da Universidade Santa Clara. O encerramento ficará a cargo do cardeal secretário de Estado Pietro Parolin.

O papa assinou a encíclica no dia 15 de maio. A publicação coincide com os 135 anos da Rerum Novarum, documento publicado pelo papa Leão XIII em 1891 sobre capital e trabalho. Segundo o Vaticano, o novo texto abordará os dilemas morais relacionados à era digital e ao desenvolvimento da inteligência artificial.

Ao explicar a escolha do nome Leão XIV, em discurso ao Colégio de Cardeais no dia 10 de maio de 2025, o pontífice afirmou que pretende responder aos desafios da atual revolução industrial, segundo informações da revista Oeste.

“Em nossos dias, a Igreja oferece a todos o tesouro de seu ensinamento social em resposta a outra revolução industrial e aos desenvolvimentos no campo da inteligência artificial”, declarou Leão XIV, segundo o Vaticano. “Eles apresentam novos desafios para a defesa da dignidade humana, da justiça e do trabalho”, acrescentou o papa.

Após decisão judicial, Heloisa Rosa põe ponto final em polêmica

A cantora gospel Heloisa Rosa voltou a comentar publicamente o caso envolvendo seu marido, Marcus Grubert. Em vídeo publicado no Instagram no sábado, 16 de maio, a artista afirmou que não pretende transformar a internet em espaço para tratar do assunto e declarou que não possui mais relação com o caso.

Sem citar nomes diretamente, Heloisa se referiu ao episódio como “aquela situação lá” e afirmou: “O caso foi fechado pela justiça americana. Já tem dois anos. Outra coisa, não fui eu que fui acusada. Não tenho mais nada a ver com essa história”.

A cantora também comentou as reações recebidas nas redes sociais e disse: “Tudo que a gente fala é usado contra a gente e se a gente não fala a gente é cúmplice”.

Na sequência, Heloisa afirmou que prefere manter sua atuação pública voltada ao trabalho artístico. “Nunca fiz a internet de palco e não é agora que eu vou fazer. E se por um acaso você não concorda, você não acredita, querido, você é livre para não estar aqui. Que fique aqui apenas os que curtem o meu trabalho”, declarou.

Segundo a cantora, a mensagem foi direcionada a pastores, amigos, seguidores e pessoas impactadas por sua trajetória musical.

A manifestação ocorreu após a jornalista Haline Sampaio informar nas redes sociais uma decisão favorável da Justiça. O Tribunal de Justiça do Paraná derrubou restrições judiciais que limitavam manifestações públicas da jornalista sobre o caso envolvendo Heloisa Rosa e Marcus Grubert.

A decisão da 9ª Câmara Cível revogou medidas que determinavam a remoção de publicações, proibiam novas postagens e estabeleciam multa diária em caso de descumprimento. De acordo com a defesa de Haline Sampaio, o tribunal entendeu que as restrições configuravam censura prévia.

Com a nova decisão, empresas como Meta e Google também foram notificadas para interromper eventuais bloqueios relacionados ao cumprimento da determinação anterior.

O caso ganhou repercussão após notícias divulgadas em 2024 sobre a prisão de Marcus Grubert, nos Estados Unidos, sob acusações de abuso sexual infantil envolvendo a filha de Haline Sampaio.

Convocados agradecem a Deus por chance na Copa do Mundo

O técnico da Seleção Brasileira, Carlo Ancelotti, anunciou na segunda-feira, 18 de maio, durante evento no Rio de Janeiro, a lista dos 26 jogadores convocados para defender o Brasil na Copa do Mundo de 2026, que será realizada nos Estados Unidos, México e Canadá. Após a divulgação, vários atletas compartilharam mensagens nas redes sociais agradecendo a Deus pela convocação.

Entre os nomes anunciados estão jogadores experientes, como o goleiro Alisson Becker, o meia Lucas Paquetá e o atacante Matheus Cunha. A lista também inclui atletas que disputarão a primeira Copa do Mundo, como Endrick, Rayan, Igor Thiago e Luiz Henrique, que agradeceu a Deus nos Stories do Instagram e disse: “Passando um filme na cabeça”.

Igor Thiago publicou uma mensagem citando Mateus 21:22 e afirmou: “Jesus tornando realidade algo que sempre sonhei e sempre foi colocado em oração, não existe nada mais gratificante do que viver a boa obra do senhor Jesus”.

Matheus Cunha relembrou a ausência na convocação para a Copa de 2022 e escreveu: “Foi tão difícil em 22 e eu nem entendia. Hoje sou tão realizado com tudo que o Senhor me deu que não sei como te agradecer por todos os momentos de aprendizado e crescimento. Vou realizar meu maior sonho”.

Lucas Paquetá também compartilhou um versículo bíblico e declarou: “‘Para que todos vejam, e saibam, e considerem, e juntamente entendam que a mão do Senhor fez isto’ Isaías 41.20. Um orgulho imenso representar meu país na minha 2ª copa do mundo! Obrigado a todos que fizeram parte desse processo. Deus é bom”.

Rayan afirmou que a convocação representa a realização de um sonho e disse: “Só tenho a agradecer a Deus por cada passo dessa caminhada, por nunca me deixar desistir nos momentos difíceis e por me dar força, saúde e coragem para continuar lutando pelos meus sonhos. Vestir essa camisa é uma honra indescritível”.

Alisson Becker também comentou a convocação e declarou: “Louvo ao Senhor por essa convocação! Que grande honra poder representar meu país! Um privilégio, acompanhado de uma imensa responsabilidade de vestir essa camisa! Lutaremos com todas as nossas forças para buscar a nossa tão sonhada sexta estrela”.

Endrick celebrou a primeira participação em uma Copa do Mundo e escreveu: “Obrigado Deus, o Senhor é maravilhoso, a minha primeira Copa do Mundo com a maior seleção do mundo. Só tenho que agradecer a Deus por esse momento”.

A estreia do Brasil na competição está marcada para o dia 13 de junho, às 19h, contra o Marrocos, no MetLife Stadium, em Nova Jersey (EUA).

Luiz Arcanjo: crescimento evangélico é por adesão, não conversão

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O crescimento do número de evangélicos no Brasil voltou ao centro dos debates após declarações do cantor Luiz Arcanjo sobre o que ele considera uma crise de conversão genuína dentro das igrejas. Durante participação no podcast BaixadaPop, o artista afirmou que muitas pessoas têm aderido ao ambiente evangélico sem experimentar uma transformação espiritual verdadeira.

Segundo o cantor, o avanço do cristianismo no país nem sempre tem sido acompanhado por mudanças práticas de comportamento e vida. “A gente vive num tempo onde pessoas não se convertem, a gente vive um evangelho por adesão e não por conversão”, declarou.

Conhecido por sucessos que marcaram a música gospel brasileira, Luiz Arcanjo afirmou que existe diferença entre simpatizar com a mensagem cristã e viver um compromisso real com a fé. Para ele, parte do crescimento evangélico reflete mais uma identificação cultural do que uma experiência profunda de arrependimento e mudança.

“O evangelho se tornou simpático. O ator que vive na gandaia acha que é crente, o jogador de futebol que também vive na gandaia e não quer de fato ter uma vida transformada diz que é crente”, afirmou o músico durante a entrevista.

As declarações repercutiram nas redes sociais por abordarem uma discussão frequente dentro do meio cristão: o impacto real do crescimento evangélico na sociedade brasileira. Dados do Censo 2022 do IBGE mostram que 36,9% da população brasileira se declara evangélica, índice superior ao registrado em décadas anteriores.

Apesar do crescimento numérico, Luiz Arcanjo questionou se o aumento de frequentadores nas igrejas representa, de fato, pessoas convertidas. “Se for pra encher a igreja é fácil. Mas encher de quem? Convertido ou convencido?”, perguntou.

Durante a conversa, o cantor também destacou os desafios do discipulado nas igrejas. Segundo ele, o processo de transformação espiritual exige tempo, acompanhamento e disposição para mudança por parte das pessoas.

“Vamos começar pelo caminho mais difícil, pelo ‘arrependei-vos’. Não é fácil porque muitas vezes você precisa discipular quem nem sempre está disposto a ser discipulado”, disse.

O artista ainda citou o ministério de Jesus como exemplo de formação espiritual gradual. “Jesus demorou três anos para treinar e converter os discípulos”, afirmou.

Consenso

Outros nomes conhecidos do meio cristão também fizeram alertas semelhantes. A recém-convertida Luiza Possi afirmou nas redes sociais que muitas pessoas têm frequentado igrejas sem passar por um processo verdadeiro de arrependimento e transformação interior.

Segundo ela, existe diferença entre gostar da mensagem cristã e reconhecer a necessidade de mudança pessoal. De acordo com a revista Comunhão, a artista destacou que admitir erros e viver quebrantamento se tornou cada vez mais difícil em uma cultura marcada pela justificativa constante de comportamentos.

A ministra de louvor Nívea Soares também abordou recentemente o tema ao criticar o que chamou de “falsa imagem de perfeição” no ambiente cristão, especialmente nas redes sociais.

Durante uma transmissão ao vivo, Nívea alertou para o risco de transformar a espiritualidade em aparência pública, enquanto o relacionamento sincero com Deus fica em segundo plano. Para ela, a verdadeira santidade não está na performance religiosa, mas no arrependimento, no quebrantamento e na intimidade com Deus longe das câmeras.

STF: Lula não indicará Messias novamente por norma do Senado

Mesmo após sinalizar a intenção de reapresentar o nome de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfrenta um impedimento previsto nas normas internas do Senado Federal. Uma regra da Casa impede que uma indicação rejeitada pelos senadores seja analisada novamente no mesmo ano legislativo.

A restrição está prevista no Ato da Mesa nº 1/2010, publicado no Diário do Senado Federal em maio daquele ano. O artigo 5º estabelece que “é vedada a apreciação, na mesma sessão legislativa, de indicação de autoridade rejeitada pelo Senado Federal”. Como a sessão legislativa corresponde ao período anual de funcionamento do Congresso, Lula não poderá reapresentar o nome do atual advogado-geral da União ainda em 2026.

A norma foi criada para regulamentar dispositivos do Regimento Interno do Senado relacionados à análise de autoridades indicadas pelo Executivo. Jorge Messias teve seu nome rejeitado pelos senadores em 29 de abril, após votação que terminou com 42 votos contrários e 34 favoráveis.

Nos bastidores, aliados do governo afirmam que Lula recebeu a derrota como um revés político e não estaria disposto a encerrar as articulações em torno do nome de Messias. Segundo relatos, o presidente pretende dialogar com lideranças políticas, incluindo parlamentares da oposição, em busca de apoio para reverter o cenário futuramente.

Integrantes do governo também atribuem parte da resistência ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Segundo informações de bastidores, setores influentes da Casa defendiam o nome de Rodrigo Pacheco para ocupar a vaga deixada por Luís Roberto Barroso no STF.

A escolha de Lula por Jorge Messias, considerado um aliado próximo e homem de confiança do presidente, teria provocado resistência entre senadores, ampliando as dificuldades para a aprovação do indicado.

México: missionário é sequestrado e entidade cobra investigação

Um grupo internacional de defesa dos direitos cristãos pediu às autoridades mexicanas uma investigação urgente sobre o desaparecimento do missionário protestante Benito Guevara Arcos, de 79 anos, desaparecido há mais de seis semanas após ter sido sequestrado por homens armados no estado de Guerrero, no sul do México.

A organização Christian Solidarity Worldwide (CSW), sediada no Reino Unido, solicitou que autoridades estaduais e federais abram imediatamente um inquérito sobre o caso. O missionário foi visto pela última vez em 31 de março, na comunidade de San Vicente, localizada no município de Chilpancingo de los Bravos.

Segundo informações divulgadas pela CSW, Guevara Arcos havia saído da cidade de Ocotito para pregar o Evangelho e distribuir Bíblias na região. Ele estava hospedado na casa de outro cristão protestante, que começou a procurá-lo após perceber que o missionário não havia retornado ao anoitecer.

Moradores relataram que homens armados abordaram o evangelista, demonstraram oposição à sua pregação e o obrigaram a entrar em um veículo. Posteriormente, o amigo do missionário confirmou que integrantes de um grupo criminoso organizado afirmaram estar mantendo Guevara Arcos em cativeiro enquanto verificavam sua identidade, apesar de ele portar documentos oficiais.

Dias depois do sequestro, o grupo criminoso alegou ter libertado o missionário na cidade de Amojileca, localizada a cerca de 32 quilômetros de San Vicente. A informação foi repassada à família em 4 de abril, acompanhada da orientação para que alguém fosse buscá-lo no local.

Cristãos da região enviaram dois homens em uma caminhonete pela única estrada que leva à cidade indicada, mas não encontraram o missionário. A família informou que Guevara Arcos não carregava telefone celular, embora tivesse dinheiro suficiente para retornar para casa sozinho.

Em 13 de abril, familiares registraram oficialmente o desaparecimento junto à Comissão Nacional de Busca por Pessoas Desaparecidas no Estado de Guerrero. Durante a distribuição de panfletos na região, a família recebeu proteção policial.

Apesar da ampla repercussão do caso na mídia local e de o missionário ser conhecido na região, nenhuma informação confirmada sobre seu paradeiro ou estado de saúde foi divulgada até o momento. Segundo a CSW, a família ainda não apresentou denúncia formal ao Ministério Público de Guerrero por receio de represálias por parte de grupos criminosos.

Anna Lee Stangl, diretora de advocacy e líder da equipe das Américas da CSW, pediu que qualquer pessoa com informações sobre o paradeiro do missionário procure as autoridades. Ela também cobrou ações mais firmes do governo mexicano contra organizações criminosas, destacando que líderes religiosos e defensores dos direitos humanos estão entre os grupos mais vulneráveis à violência.

O desaparecimento acontece em meio ao crescimento dos casos de desaparecimentos forçados no México. Um relatório recente da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) apontou que os registros desse tipo de crime aumentaram mais de 200% na última década. O documento afirma ainda que agentes do Estado frequentemente são acusados de participação direta ou de omissão diante da atuação de grupos criminosos.

Segundo a organização Global Christian Relief, o México registrou o maior número de sequestros e ataques contra cristãos entre o final de 2023 e 2025, com 376 casos documentados no período. A entidade afirma que cartéis frequentemente enxergam líderes cristãos, pastores e trabalhadores comunitários como ameaças por causa de ações de evangelização e projetos voltados à recuperação de jovens envolvidos com drogas.

A Missão Portas Abertas também alerta para o risco enfrentado por cristãos em diversas regiões do país, especialmente líderes religiosos e convertidos em comunidades indígenas. Em algumas áreas, cristãos que abandonam crenças tradicionais sofrem ameaças, agressões, multas e até deslocamento forçado.

De acordo com o The Christian Post, o estado de Guerrero, onde Benito Guevara Arcos desapareceu, é considerado uma das regiões mais violentas do México e há anos enfrenta forte presença de cartéis e organizações criminosas que exercem controle sobre comunidades locais e atividades consideradas contrárias aos seus interesses, incluindo trabalhos evangelísticos.