Suíça: evangélicos mantém a fé e seguem pregando Evangelho

Enquanto a religiosidade diminui em grande parte da população suíça, os cristãos evangélicos têm demonstrado um padrão oposto, com níveis mais altos de oração, participação em cultos e leitura espiritual. A constatação aparece no relatório “Religiosidade e Espiritualidade na Suíça (2024)”, publicado em 24 de junho pelo Escritório Federal de Estatística da Suíça (SFSO).

A Réseau Évangélique Suisse (RES), rede que representa cerca de 250 igrejas evangélicas na região francófona do país, afirmou que a inclusão explícita das igrejas evangélicas no levantamento é inédita.

“A Rede Evangélica Suíça (RES) está muito feliz que as igrejas evangélicas sejam mencionadas pela primeira vez no estudo e que elas se destaquem da tendência geral na prática religiosa”, declarou a entidade em nota publicada em seu site oficial.

Segundo a RES, os dados revelam que aproximadamente 30,3% dos evangélicos frequentam cultos ou eventos pelo menos uma vez por semana, e quase metade mantém hábitos regulares de oração. A entidade também destacou que a leitura de livros religiosos é mais comum entre evangélicos (45%) e muçulmanos (35%), superando outros grupos religiosos.

O relatório do SFSO observou que a Suíça é historicamente um país cristão, mas o número de pessoas sem afiliação religiosa continua crescendo. Os dados mais recentes indicam que 31% da população se identifica como católica romana, 19% como protestante reformada e 6% como evangélica.

Apesar da diminuição geral na prática religiosa no país, mais da metade dos entrevistados (51%) afirmou concordar ou concordar fortemente com a ideia de que “mais pensamento espiritual beneficiaria a sociedade”, e 50% disseram acreditar na vida após a morte.

A RES, ao comentar a divulgação, apontou uma possível imprecisão no título do comunicado de imprensa do SFSO, que afirmava “Declínio na fé e prática religiosa continua”. Segundo a entidade, essa leitura não se aplica às igrejas evangélicas, que estariam “contrariando essa tendência”, mesmo estando agrupadas na categoria estatística de “outras comunidades cristãs”.

Essa categoria inclui um amplo espectro de igrejas, como Igrejas Evangélicas Livres (LIVRES), Igrejas Internacionais, Batistas, Anabatistas, Carismáticas, Adventistas, Pentecostais, Santos dos Últimos Dias, além de igrejas ortodoxas orientais, igrejas da Reforma, anglicanas, ecumênicas e católicas-cristãs.

Outro ponto destacado foi o aumento, nos últimos dez anos, da leitura de textos religiosos e espirituais. De acordo com o SFSO, o índice geral passou de 13% para 20%. Esse crescimento foi mais acentuado entre evangélicos (+21%), protestantes reformados (+12%) e jovens entre 15 e 24 anos (+13%).

O estudo baseia-se em dados da Pesquisa de Língua, Religião e Cultura (ELRC), conduzida a cada cinco anos pelo Escritório Federal de Estatística desde 2014. A versão mais recente, segundo o SFSO, visa oferecer um panorama amplo sobre os hábitos de fé, oração, leitura espiritual e envolvimento religioso da população suíça.

A RES concluiu sua análise destacando que os dados mostram como “a religião e a espiritualidade ainda desempenham um papel importante na vida diária de uma grande proporção da população”, especialmente entre os evangélicos, de acordo com informações do The Christian Post.

Google e Meta preocupadas com censura após decisão do STF

🍲 Rabada Rápida

Ingredientes (4 porções):

•1,5 kg de rabo de boi, cortado em pedaços

•2 colheres (sopa) de óleo ou azeite

•1 cebola grande picada

•3 dentes de alho picados

•2 tomates picados (ou 1 lata de tomate pelado)

•1 pimentão picado (opcional)

•Cheiro-verde a gosto… pic.twitter.com/z0eW91FDVI

— Rafael Gloves (@rafaelgloves) June 27, 2025

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu na quinta-feira, 26 de junho, por 8 votos a 3, que empresas de tecnologia que não fizerem censura dos usuários podem responsabilizadas pelos conteúdos publicados por terceiros, mesmo sem decisão judicial prévia, desde que tenham sido notificadas por usuários e não tenham removido o material.

A decisão altera o entendimento do Artigo 19 do Marco Civil da Internet, em vigor desde 2014, e na prática resulta em censura.

O artigo, que vinha sendo defendido pelas grandes empresas do setor, estabelecia que plataformas digitais só poderiam ser responsabilizadas judicialmente caso se recusassem a retirar o conteúdo após ordem judicial específica. Com o novo entendimento, a responsabilidade pode ocorrer após notificação privada, o que abre espaço para ações por omissão mesmo sem o envolvimento do Judiciário.

Durante o julgamento, que se estendeu por doze sessões, os ministros também fizeram um apelo para que o Congresso Nacional regulamente as redes sociais. Segundo o ministro Luís Roberto Barroso, presidente do STF, o tribunal aguardava uma regulamentação por parte do Legislativo, mas decidiu agir diante da inércia. “O tribunal esperou, e por alguns anos, que houvesse o procedimento legislativo do Congresso Nacional, mas nós não temos a faculdade de deixarmos de julgar alguma questão pela ausência indefinida de lei”, afirmou Barroso.

O ministro também declarou que a decisão busca um equilíbrio entre liberdade de expressão e responsabilidade legal. “O Supremo preservou, na maior extensão possível, a liberdade de expressão, sem permitir no entanto que o mundo desabe num abismo de incivilidade, legitimando discursos de ódio ou crimes indiscriminadamente praticados na rede”, afirmou.

Reações das empresas

A Meta, controladora do Facebook, Instagram e WhatsApp, afirmou em nota enviada ao jornal Estadão que a decisão levanta preocupações sobre os efeitos da medida. “A decisão levanta preocupações sobre a liberdade de expressão e as milhões de empresas que usam nossos aplicativos para crescer seus negócios e gerar empregos no Brasil”, declarou a empresa.

Em outra manifestação, o porta-voz da Meta afirmou: “Enfraquecer o Artigo 19 do Marco Civil da Internet traz incertezas jurídicas e terá consequências para a liberdade de expressão, inovação e desenvolvimento econômico digital, aumentando significativamente o risco de fazer negócios no Brasil”.

O Google também se posicionou, indicando que o novo entendimento poderá “impactar a liberdade de expressão e a economia digital”. A empresa declarou ainda que está aberta ao diálogo e que irá analisar os impactos da tese aprovada no funcionamento de seus produtos.

As duas empresas já haviam expressado sua oposição ao julgamento por resultar em censura na prática. Em dezembro de 2023, a Meta publicou uma nota afirmando que “nenhuma grande democracia no mundo jamais tentou implementar um regime de responsabilidade para plataformas digitais semelhante ao que foi sugerido até aqui no julgamento no STF”. A empresa acrescentou: “Temos uma longa história de diálogo e colaboração com as autoridades no Brasil, incluindo o Judiciário”.

Critérios estabelecidos

A decisão do STF define que, como regra geral, as plataformas digitais respondem por crimes ou atos ilícitos — como difamação, incitação ao ódio ou divulgação de notícias falsas — caso não removam os conteúdos após notificação extrajudicial. Também poderão ser responsabilizadas por contas falsas.

Na prática, o novo entendimento transfere para as empresas maior responsabilidade pela moderação de conteúdo, mesmo na ausência de ordem judicial. Essa mudança amplia o papel das plataformas como agentes ativos na censura de publicações.

O julgamento é considerado, internamente, um dos mais relevantes da história recente do Supremo. A decisão reflete a tentativa do Judiciário de impor uma regulação desde que a tramitação do Projeto de Lei das Fake News fracassou, após não ser votada no Congresso.

Próximos passos

Com a decisão, o Congresso Nacional segue pressionado a regulamentar o uso e a responsabilidade nas redes sociais. A jurisprudência firmada pelo STF poderá orientar julgamentos futuros sobre o tema e terá impacto direto nas operações das big techs no Brasil, com potencial para influenciar também debates internacionais sobre censura de conteúdo e liberdade de expressão.

As empresas, por sua vez, aguardam a publicação do acórdão final e o detalhamento da tese aprovada para avaliar os ajustes necessários nas suas políticas de conteúdo e operações jurídicas no país, de acordo com a Agência Estado.

Sonhos e visões: como discernir o que vem de Deus?

Na quietude do fim de noite, quando os ruídos diminuem e os pensamentos ficam menos intensos, muitas pessoas relatam experiências vívidas que deixam impressões profundas. São sonhos simbólicos, visões inesperadas ou intuições repentinas. No contexto cristão, essas manifestações suscitam perguntas antigas e sempre atuais: seriam mensagens divinas ou apenas construções do subconsciente?

Ao longo da Bíblia, sonhos e visões aparecem como formas legítimas de comunicação divina. No Antigo Testamento, personagens como Abraão, Jacó, José e Daniel foram orientados por Deus através desses meios. No Novo Testamento, há registros como o de Ananias, que recebeu instruções em uma visão antes de encontrar Paulo (Atos 9), e o do centurião Cornélio, avisado em sonho para procurar o apóstolo Pedro (Atos 10). Esses relatos, no entanto, estão diretamente relacionados ao cumprimento do plano redentor de Deus.

O pastor e teólogo presbiteriano Augustus Nicodemus Lopes enfatiza a necessidade de discernimento entre a experiência subjetiva e a direção válida para a vida cristã. “Não há exemplo na Bíblia, não há promessa na Bíblia, não há nada na Bíblia que nos garanta que Deus está por detrás desse tipo assim, a pessoa tem uma intuição, a pessoa tem uma premonição, uma espécie de visão com relação às coisas futuras”, afirmou.

Segundo Nicodemus, a orientação bíblica para conhecer a vontade de Deus não se baseia em sonhos recorrentes, mas em fundamentos objetivos: “A maneira pela qual o Novo Testamento ensina o cristão quanto à vontade de Deus tem a ver com conhecer os princípios bíblicos, o uso do bom senso, escutar os conselhos e aguardar na providência de Deus”, explicou.

Mesmo quando uma revelação pessoal se mostra precisa — como o relato de uma mulher que sonhou com a morte do marido dias antes do fato —, Nicodemus é categórico ao afirmar que isso não pode se tornar doutrina. “Aplicação pública é dos princípios da palavra de Deus. Aquilo é entre a pessoa e Deus”, disse.

Essa distinção entre o emocional e o espiritual é apontada como essencial para evitar enganos: “Muita coisa é da cabeça da pessoa, muita coisa é dos sentimentos da pessoa e a pessoa precisa ter cuidado porque existem espíritos enganadores”, alertou o pastor.

Ele citou o episódio de Atos 16, no qual uma jovem adivinhadora dizia verdades sobre Paulo e Silas, mas estava sob influência maligna. “Ela dizia que Paulo e Silas eram servos do Deus Altíssimo. Mas mesmo assim, Paulo não se impressionou. Repreendeu o espírito”, relatou.

No ambiente eclesiástico, relatos semelhantes também exigem cuidado. Nicodemus mencionou uma situação em que um homem afirmou ter recebido uma profecia dizendo que Deus tinha outra esposa para ele, embora fosse casado com uma mulher descrente. “Eu disse: ‘Não pode ser do Espírito Santo’. Está escrito em 1 Coríntios 7: se a mulher consente em viver com o irmão, ele não deve deixá-la”, explicou.

Apesar dos alertas, o pastor reconhece que sonhos também podem inspirar ações concretas, quando submetidos à luz das Escrituras. Ele citou o exemplo de William Booth, fundador do Exército da Salvação, que teve visões de pessoas marginalizadas e transformou essas imagens em um movimento de alcance mundial. “Tudo isso porque um homem decidiu não guardar seus sonhos”, comentou.

Diante dessas experiências, a orientação oferecida por Nicodemus é resumida em três verbos: discernir, esperar, obedecer. A recomendação é que o cristão trate os sonhos com sobriedade, sem desprezá-los automaticamente, mas sempre avaliando-os à luz da revelação bíblica.

Para o pastor, a base segura da fé continua sendo uma só: “Nós temos apenas a palavra como sendo a revelação final e última de Deus”, concluiu, de acordo com informações da revista Comunhão.

Censo 2022 mostra em qual religião as mulheres mais engravidam

Os dados do Censo Demográfico 2022, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 27 de junho, indicam que a religiosidade das mulheres brasileiras está associada a diferentes padrões de fecundidade no país. Segundo o levantamento, as mulheres evangélicas apresentam a maior média de filhos entre todos os grupos religiosos, com 1,7 filho por mulher, acima da média nacional de 1,55 filho.

O estudo do IBGE considerou todas as mulheres com 12 anos ou mais, tendo como referência o número de filhos nascidos vivos até 31 de julho de 2022. Entre os grupos analisados, as mulheres espíritas registraram a menor taxa de fecundidade, com 1,0 filho por mulher. Já católicas e mulheres sem religião apresentaram médias semelhantes, ambas com 1,5 filho. Grupos de outras crenças, como as religiões afro-brasileiras, apresentaram médias entre 1,2 e 1,4 filho.

O levantamento também destacou variações na idade da maternidade conforme a fé professada. As mulheres evangélicas concentram os nascimentos entre os 25 e 29 anos, padrão semelhante ao observado entre católicas e sem religião. No entanto, entre as espíritas, a maternidade tende a ocorrer de forma mais tardia, com maior frequência entre os 30 e 34 anos.

Segundo os técnicos do IBGE, a religião exerce influência no comportamento reprodutivo, mas não atua de forma isolada. “A orientação religiosa está entrelaçada com outros fatores como escolaridade, condição econômica, pertencimento racial e local de residência”, apontaram os analistas do IBGE.

Os dados de 2022 confirmam uma tendência demográfica observada nas últimas décadas: a queda contínua da fecundidade no país e o adiamento da maternidade. No entanto, o recorte por religião revela que essa transformação ocorre de maneira desigual entre os diferentes segmentos da população.

Em linhas gerais, mulheres ligadas a religiões com forte presença entre as classes populares, como o segmento evangélico, continuam tendo mais filhos e em idade mais jovem. Por outro lado, aquelas pertencentes a grupos com maior escolaridade e renda, como as espíritas, tendem a postergar a maternidade e ter menos filhos, de acordo com informações do portal G1.

O retrato apresentado pelo Censo evidencia que fé e fecundidade caminham juntas na formação das famílias brasileiras, apesar da influência de fatores sociais, culturais e econômicos.

Censo 2022 mostra em qual religião as mulheres mais engravidam
Infográfico mostra evangélicas com a maior média de filhos

Pastor: não tentem descobrir quão perto podem chegar do pecado

O teólogo e pastor batista John Piper, de 79 anos, orientou adolescentes cristãos a não se questionarem sobre o quanto podem se aproximar do pecado, mas sim a buscarem a plenitude do Espírito Santo como forma de verdadeira intimidade com Deus.

A fala de Piper foi uma resposta a uma pergunta enviada por um ouvinte de seu podcast, que se identificou como um adolescente cristão. No relato, o jovem admitiu se embriagar levemente “de vez em quando”, seja por diversão ou para aliviar a dor, mas afirmou manter o autocontrole e continuar fazendo orações, sem adotar comportamentos imprudentes. “Ainda é pecado fazer isso, mesmo que eu não faça nada de errado ou impulsivo?”, questionou.

Piper afirmou considerar encorajador o desejo do jovem de se aproximar de Deus. Ele citou Tiago 4:8 — “Cheguem perto de Deus, e ele se chegará perto de vocês” — como uma promessa bíblica válida para qualquer pessoa sinceramente disposta a se voltar ao Senhor. No entanto, o pastor questionou a lógica da pergunta apresentada: “Você está realmente perguntando (ou deveria perguntar): ‘Ficar um pouco bêbado de vez em quando me aproxima de Deus?’”

O pastor, que atua como chanceler do Bethlehem College and Seminary, em Minneapolis (Minnesota), afirmou que o cristianismo historicamente rejeita estados alterados induzidos por substâncias químicas como formas válidas de experiência espiritual: “O cristianismo nunca viu os estados induzidos por drogas como uma forma genuína de se aproximar de Deus”, disse Piper, em contraste com certas tradições religiosas que fazem uso de substâncias para esse fim.

Baseando-se em Efésios 5, especialmente no versículo 18 — “Não se embriaguem com vinho, pois isso leva à libertinagem, mas deixem-se encher pelo Espírito” —, Piper destacou que a Bíblia enfatiza a vigilância, a sabedoria e a compreensão da vontade do Senhor. “O Espírito Santo é precisamente o poder de Deus em você para torná-lo vigilante, vivo, cuidadoso em suas observações, alerta em seus sentidos e sábio em seus julgamentos”, afirmou.

Segundo Piper, o Espírito não anula as faculdades mentais, mas as eleva. Por isso, argumentou que mesmo a embriaguez moderada compromete a clareza espiritual. “A embriaguez entorpece as próprias faculdades que Deus deu para o desfrute de Cristo”, declarou.

Embora tenha reconhecido os danos sociais associados ao abuso de álcool — como acidentes, perdas no trabalho e rupturas familiares —, Piper concentrou sua análise no impacto espiritual da prática. Ele desafiou a lógica do questionamento do adolescente, comparando a atitude com a de quem pergunta se pode dirigir com sono. “Se o seu desejo é realmente se aproximar de Deus, você não calcula seu comportamento perguntando o quão perto pode chegar do pecado”, disse.

Piper concluiu encorajando os cristãos a mudarem o foco da pergunta: “Não vamos nos perguntar: ‘Quão perto posso chegar do pecado?’, mas sim: ‘Quão cheio posso ser do Espírito Santo?’”

Ele também mencionou Gálatas 5:19–21, que lista as obras da carne, alertando para o perigo de relativizar o pecado: “Você não diz: ‘Bem, posso ter um pouquinho de inveja? Posso ter um pouquinho de raiva? Posso ter um pouquinho de ciúme?’… Você simplesmente não faz essas perguntas, não se o seu objetivo é realmente estar o mais próximo possível de Deus”.

Abstinência

Apesar da clareza bíblica quanto à condenação da embriaguez, líderes cristãos reconhecem que o consumo de álcool, por si só, não é proibido nas Escrituras. Em uma postagem de blog publicada em 2012, o evangelista Greg Laurie, da Harvest Christian Fellowship, na Califórnia, afirmou: “Embora eu não conteste a liberdade de beber de alguém, eu pessoalmente me abstenho.” Laurie citou 1 Coríntios 6:12 para explicar sua decisão: “‘Tenho o direito de fazer qualquer coisa’, vocês dizem — mas nem tudo convém. […] Não quero estar sob o poder de ninguém nem de nada além de Jesus Cristo!”

De acordo com o The Christian Post, Laurie resumiu sua posição de forma prática: “Se você não beber, nunca ficará bêbado. Se beber, poderá ficar bêbado. Vale a pena o risco?”

Já Patrick Nelson, presidente do Seminário Teológico Dort, também em Minnesota, declarou em entrevista em 2018, que “a Bíblia não proíbe expressamente o consumo de álcool”, mas “nos proíbe de ficarmos bêbados por beber álcool”.

Nelson também lembrou que Jesus transformou água em vinho em João 2:1-11, e que o vinho era uma bebida comum em seu tempo. No entanto, ele advertiu: “A embriaguez e o vício são pecados aos olhos do Senhor, e seus efeitos podem ser devastadores não apenas para a pessoa, mas também para aqueles ao seu redor.”

A discussão sobre os limites do uso do álcool no contexto cristão permanece atual, especialmente entre os jovens. No entanto, conforme destacou John Piper, a principal pergunta a ser feita por aqueles que desejam se aproximar de Deus não é sobre permissões mínimas, mas sobre o quanto podem ser transformados pelo Espírito.

Projeto que proíbe linguagem neutra em SP é aprovado na Câmara

A Câmara Municipal de São Paulo aprovou, em primeira votação, no dia 26 de junho, o Projeto de Lei 49/2025, que proíbe o uso da chamada linguagem neutra na administração pública da capital.

A proposta é de autoria do vereador Rubinho Nunes (União Brasil) e abrange todos os órgãos e entidades da Prefeitura, incluindo campanhas institucionais, documentos oficiais, materiais escolares e redes sociais vinculadas ao Executivo municipal.

O texto estabelece que a comunicação oficial deve seguir as normas do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP) e do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa em vigor. Termos como todes, elu e menine, entre outros associados à linguagem neutra, ficam expressamente vetados em qualquer meio de comunicação oficial da administração municipal.

Durante a sessão, o vereador Rubinho Nunes justificou a proposta: “Estão tentando transformar nossas escolas em laboratórios ideológicos, obrigando professores e alunos a adotarem uma tal linguagem neutra, cheia de termos como elu, delu, amigue. Essa é a nova prioridade daqueles que colocam a militância acima da educação, enquanto nossas crianças mal conseguem dominar o básico da gramática e da matemática”.

O projeto também prevê sanções administrativas. Servidores públicos que descumprirem a norma poderão ser submetidos a processo disciplinar. No caso das escolas privadas conveniadas à Prefeitura, o descumprimento reincidente poderá levar à suspensão do alvará de funcionamento.

Em defesa da proposta, o parlamentar afirmou: “O uso da norma culta da língua é o que garante clareza, igualdade e segurança jurídica para todos. Linguagem não é campo de militância ideológica — é instrumento de entendimento público. Defender a língua portuguesa é proteger nossa identidade e o direito à boa educação”.

O texto ainda precisa passar por segunda votação antes de seguir para sanção ou veto do prefeito Ricardo Nunes (MDB). Ainda não há data confirmada para a próxima deliberação em plenário, de acordo com informações do Pleno News.

Pastores: quase metade têm outra ocupação além do ministério

Um levantamento da Lifeway Research, com base no National Survey of Religious Leaders (NSRL), revelou que 47% dos pastores evangélicos nos Estados Unidos exercem uma segunda ocupação fora da igreja. O dado representa um aumento significativo em relação a anos anteriores e indica mudanças nas formas de sustento e prática ministerial no país.

De acordo com o estudo, a média geral de líderes religiosos norte-americanos com dupla jornada é de 35%. No entanto, entre os evangélicos brancos e protestantes negros, os índices são superiores. No caso dos líderes negros, 35% possuem outra atividade fora da igreja. Em 2001, a média de pastores com segunda ocupação era de 28%, o que mostra uma alta considerável nas últimas duas décadas.

Em contraste, padres católicos e líderes de igrejas protestantes históricas registram índices mais baixos: 14% e 11%, respectivamente. Nestes grupos, a acumulação de responsabilidades geralmente ocorre dentro do próprio ambiente religioso, como a liderança de múltiplas paróquias ou congregações.

A pesquisa também destaca que a maioria dos pastores não iniciou a carreira ministerial como primeira profissão. Entre os entrevistados, cerca de dois terços relataram ter atuado anteriormente em outras áreas. O número é ainda mais expressivo entre os protestantes negros, entre os quais 89% começaram a vida profissional fora do ministério. Entre evangélicos e protestantes históricos, mais de 60% trilharam caminhos semelhantes, geralmente ingressando na liderança por meio de cargos como líder de jovens ou assistente pastoral.

No que diz respeito à formação acadêmica, o relatório aponta que 81% dos pastores têm diploma universitário e 59% possuem pós-graduação. Desses, quase metade cursou o Master of Divinity (M.Div.), formação teológica tradicional nos EUA. Entre os pastores protestantes históricos, 85% têm pós-graduação e 84% concluíram o M.Div.. Já entre os evangélicos, 38% possuem essa formação, enquanto 22% não têm diploma universitário.

O fenômeno dos chamados “pastores bivocacionais” reflete não apenas desafios econômicos enfrentados pelas comunidades locais, mas também uma transformação nas dinâmicas ministeriais contemporâneas. O relatório indica que liderar uma igreja atualmente exige flexibilidade, preparo teológico e, em muitos casos, complementação de renda.

Segundo o The Christian Post, esse cenário aponta para uma reconfiguração do papel pastoral nos Estados Unidos, marcada por exigências práticas e adaptação às realidades econômicas e sociais do século XXI.

Deputado americano cobra medidas contra Alexandre de Moraes

O deputado Christopher H. Smith, presidente da Comissão de Direitos Humanos do Congresso dos Estados Unidos, enviou uma carta ao Secretário de Estado Marco Rubio pedindo a imposição urgente de sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A correspondência é datada de 25 de julho de 2025.

Smith, que é o parlamentar em exercício há mais tempo na Câmara dos Representantes e colega de partido de Rubio, ocupa uma posição de destaque na Comissão de Direitos Humanos e tem influência em decisões sobre política externa.

Segundo o congressista, “os fatos agora diante de nós estão além de disputa”. Ele acrescentou: “Exorto a administração a agir rapidamente para impor essas sanções e, em prol da responsabilização futura potencial, identificar outras autoridades brasileiras envolvidas na repressão transnacional contra brasileiros nos Estados Unidos”.

A carta foi motivada pelo depoimento prestado pelo jornalista brasileiro Paulo Figueiredo na Comissão Tom Lantos de Direitos Humanos na terça-feira, 22 de julho. Durante a audiência, Figueiredo acusou Moraes de perseguir opositores políticos fora do território brasileiro e afirmou que suas decisões atingiram brasileiros residentes nos Estados Unidos, incluindo cidadãos americanos. Ele se referiu ao ministro como um “ditador fantasiado de juiz”. O depoimento, com 18 páginas, foi anexado à correspondência enviada a Rubio.

No documento, Smith menciona que já havia enviado uma carta a Moraes em junho de 2024, solicitando informações sobre alegações de violações de direitos humanos praticadas por autoridades brasileiras, mas afirmou que “a carta não recebeu resposta”.

Entre os pontos citados como base para as sanções, Smith menciona:

  • uso de mecanismos da Interpol para perseguir dissidentes no exterior;

  • tentativas de pressionar autoridades americanas sem seguir canais diplomáticos formais;

  • coação de empresas de tecnologia dos EUA para limitar a liberdade de expressão;

  • aplicação de ordens judiciais brasileiras para restringir manifestações protegidas pela Constituição americana.

O congressista também alertou que “o Brasil, outrora um parceiro democrático regional, está se aproximando de um ponto de ruptura institucional” e afirmou que os Estados Unidos “não podem se dar ao luxo de arrependimento retrospectivo por inação quando os sinais de alerta são claros e as ferramentas estão disponíveis”.

Uma carta de teor semelhante foi enviada por Smith ao Diretor de Política Doméstica da Casa Branca, Vince Haley. Segundo fontes, ambas as cartas já foram recebidas.

A Lei Magnitsky Global, citada por Smith, permite ao governo dos EUA aplicar sanções individuais a autoridades estrangeiras envolvidas em corrupção ou violações graves de direitos humanos. No mês passado, Rubio havia declarado que sanções contra Moraes estavam “em análise” e “muito prováveis”.

Parlamentares ouvidos pelo Uol afirmam que tanto o presidente Donald Trump quanto o secretário Rubio estão favoráveis à aplicação das medidas. O principal obstáculo seria, segundo essas fontes, o tempo e a atenção da administração diante de outras crises internacionais.

Vídeo: Heloisa Rosa quebra silêncio sobre acusação a seu marido

A cantora Heloisa Rosa se pronunciou pela primeira vez sobre as acusações de abuso contra seu marido, Marcus Grubert, em um vídeo publicado em seu perfil no Instagram. A acusação veio a público há dois anos e provocou intensa repercussão no meio evangélico.

No vídeo divulgado, Heloisa explicou por que optou pelo silêncio até agora e compartilhou sua avaliação sobre o processo: “Quis preservar os meus dois filhos, que também foram vítimas de toda essa situação que aconteceu”, afirmou.

Segundo a cantora, o silêncio foi uma forma de proteger a família e aguardar o andamento das investigações: “Não ia ser irresponsável de ficar nem de um lado e nem do outro no início, porque havia muitas conversas. E, até para saber quem estava falando a verdade, precisávamos de investigações que foram feitas por investigadores americanos, psicólogos, forenses. E esses deram o seu veredito, e as coisas foram se confirmando ao longo do caminho. Foi por isso que eu me calei, para ouvir”.

Heloisa Rosa afirmou que o caso foi arquivado pela Justiça da Flórida por falta de provas. Ela também explicou por que demonstrou apoio à denunciante nos primeiros dias após a acusação. “Eu fiquei do lado dela no início, principalmente nos primeiros dias, porque uma denúncia que envolve o abuso de uma criança é algo muito sério. É algo que precisa ser punido, de verdade”, declarou.

No entanto, ela afirmou que passou a desconfiar da acusação com o tempo. “Com o passar dos dias, e vendo que ela mudou a história na frente dos pastores, detalhes, foi mudando… eu percebi que havia algo estranho. E aí, me calei para conseguir tentar não julgar […] e ver o que a justiça ia fazer, porque a justiça é imparcial. Ela escutou o lado dela, mas ela também escuta o nosso”.

A cantora destacou que, no início, chegou a tomar partido, como muitas pessoas, mas que, com o desenrolar dos fatos, mudou sua posição. “Quando a gente está muito envolvido na situação, claro que a gente, no início, toma partido, como as pessoas tomaram dela. Mas, ao ver o desfecho da situação e a verdade vindo à tona, as pessoas têm a oportunidade de mudar”. Em tom crítico, ela questionou o comportamento da denunciante: “Uma mãe que está sendo vítima, e a sua filha está passando por isso, não vai comentar sobre o Fuxico Gospel nas primeiras horas, entende?”.

Heloisa Rosa também criticou a forma como o caso foi noticiado e disse que houve manipulação de informações. “As histórias foram muito manipuladas e muita gente caiu nessa confusão que ela mesmo incitou”, disse. Ela negou que Marcus Grubert tenha confessado qualquer crime. “Marcus nunca confessou nada. Nem para mim, nem para a pastora Juliana, nem para ninguém, porque não houve um crime. […] Ele é inocente. Algumas pessoas precisam ouvir isso e por isso eu estou aqui para dizer”.

A cantora ressaltou que, do ponto de vista jurídico, seu marido nunca foi formalmente acusado pelas autoridades da Flórida. “Agora, tecnicamente, na parte jurídica, quando alguém não é réu, você não precisa declarar que ele é inocente, porque ele nunca foi réu. Ele nunca foi acusado pelo estado da Flórida”.

Ao final do vídeo, Heloisa afirmou que a denunciante e outras pessoas envolvidas na divulgação do caso estão sendo processadas. “Ela já está sendo processada. Mas não só ela, o Fuxico Gospel, uma outra jornalista, uma outra pessoa de uma fundação que vocês sabem, todos eles já estão sendo processados”.

Pelo olhar da cantora, há indícios de motivação migratória na denúncia: “Queridos, o Marcus é cidadão americano dez anos antes da gente vir morar aqui […] Vocês sabiam que quando uma pessoa acusa um americano de um crime, essa pessoa – se ela prova esse crime – essa pessoa pode ganhar o passaporte americano, ou seja, cidadania americana. Aí eu deixo a pergunta para você. Você acha que tem algum interesse nesse caso?”.

Judeu messiânico: 'Igrejas não sabem o papel de Israel na Bíblia'

Durante passagem pelo Brasil, o arqueólogo bíblico e líder judeu messiânico Miguel Nicolaevsky, que também é arqueólogo e residente em Israel há 28 anos, abordou em entrevista temas como o desconhecimento de igrejas brasileiras sobre Israel, a legitimidade do Estado moderno e o papel dos cristãos no atual cenário geopolítico.

Nicolaevsky, judeu messiânico, pastor em Modiin (cidade a 30 km de Jerusalém e Tel Aviv), coordena o portal “Caté Torah”, dedicado a apoiar Israel. Ele revelou que existem mais de 150 congregações messiânicas no país, totalizando cerca de 30 mil fiéis, com 20 comunidades só em Jerusalém. Sua vinda ao Brasil combinou tratamento médico com agendas ministeriais em igrejas batistas, assembleianas e outras, em dez estados.

1. Desconhecimento sobre Israel nas Igrejas

Questionado sobre lacunas de compreensão sobre Israel, Nicolaevsky declarou:

“Em algumas igrejas, encontro pessoas que não compreendem o papel de Israel na Bíblia; não entendem sua eleição como nação, nem como a oliveira na qual os cristãos foram enxertados”.

Para combater desinformação, ele criou a palestra “Respostas para perguntas difíceis”, abordando acusações como “genocídio” ou “apartheid” contra Israel.

2. Legitimidade do Israel Moderno

Sobre debates que separam o “Israel bíblico” do Estado moderno, foi enfático: “O Israel de hoje é o mesmo Israel da Bíblia”.

Ele justificou sua afirmação com Romanos 11:15 (“se a sua rejeição é a reconciliação do mundo, qual será a sua admissão, senão a vida dentre os mortos?“), explicando:

A ressurreição depende da admissão [aceitação] de Israel por Deus. Isso mostra que Israel, mesmo não redimido ainda, permanece o povo eleito”.

3. Críticas a Israel e Consequências

O judeu messiânico alertou sobre posturas críticas contra o Estado judaico: “A crítica a Israel é destrutiva até mesmo para um servo de Deus”. Citando passagens bíblicas, ele listou alguns exemplos, como segue:

  • Elias (perdeu o ministério após reclamar do povo);

  • Moisés (não entrou na Terra Prometida);

  • João Batista (foi decapitado após chamar Israel de “raça de víboras”). E concluiu: “Israel pode errar, mas não cabe a nós sermos seus juízes. Devemos ser instrumentos de bênção”.

4. Papel da Igreja no Conflito Atual

Nicolaevsky defendeu ações práticas: “A igreja deve orar por Israel, como ordenam os Salmos: ‘Orai pela paz de Jerusalém’. E abençoá-lo, cumprindo a promessa a Abraão: ‘Abençoarei os que te abençoarem’”.

5. Vida em Israel e Diversidade

Sobre convivência inter-religiosa: “Israel tem 2 milhões de muçulmanos árabes, 200 mil católicos, 200 mil ortodoxos, além de drusos e bahá’ís. Todos com os mesmos direitos”, disse ele, destacando a integração vigente no país:

“Drusos são subgenerais do exército; beduínos atuam como rastreadores”.

O judeu revelou que ele, seu filho e filha serviram ou servem no exército israelense: “Servimos para defender nossa casa. Minha filha de 16 anos ingressará daqui a dois anos”.

6. Evangelismo em Israel

Nicolaevsky explicou particularidades quanto ao evangelismo em Israel: “Não usamos panfletagem ou cultos públicos. Evangelizamos por adesivos, testemunho pessoal e internet – que tem alcançado até judeus ultraortodoxos”.

Ao final da entrevista para o Guiame, Nicolaevsky atribuiu sua permanência em Israel a um chamado divino baseado em Isaías 50:4-5: “Deus me tocou para unir-me a esta nação e trazer uma mensagem de consolo. Meu propósito é reconduzir Israel à Palavra bíblica raiz”.

Nota: Judeus messiânicos são judeus que reconhecem Jesus como Messias, mantendo práticas culturais judaicas. Segundo o “Relatório sobre Liberdade Religiosa no Mundo” (2024), Israel garante liberdade de culto a todos os grupos, embora conversões ao cristianismo enfrentem resistência social em comunidades ortodoxas.