Cidade convida mãe para orar após prefeita impedi-la em reunião

O Conselho Municipal de Ventura, no sul da Califórnia, convidou a mãe Tarin Swain, uma moradora da cidade, para retornar a uma reunião oficial no dia 26 de junho, após uma controvérsia envolvendo sua tentativa de oração durante uma reunião anterior. A decisão ocorre em meio a debates sobre liberdade religiosa e o projeto local conhecido como CARE (Community Autonomy, Rights and Equality).

Tarin Swain, mãe de seis filhos e gerente de marketing da organização Moms For America, participou de uma reunião do Conselho em março, onde utilizou o tempo regulamentar de 60 segundos para expressar preocupações em relação à proposta do CARE. O texto busca declarar Ventura como uma “cidade santuário” para imigrantes, pessoas LGBT, direitos ao aborto e demais temas classificados como “direitos reprodutivos”.

Durante sua fala em março, Swain afirmou: “Sou mãe de seis filhos, e as Escolas Públicas do Condado de Ventura fizeram a transição social da minha filha sem o meu consentimento”, o que provocou reações da plateia, com gritos de “mentiras, mentiras, mentiras”. Ela prosseguiu declarando que havia comparecido à reunião para orar e “exaltar meu Pai Celestial”.

Ao iniciar sua oração, parte da audiência passou a vaiá-la. A prefeita Jeannette Sanchez-Palacios interveio, solicitando silêncio e afirmando: “Não fazemos orações. Por favor, terminem seus comentários”. Apesar da interrupção, Swain concluiu: “Eu oro tudo isso em nome de Jesus, o Filho, o Pai e o Espírito Santo. … Jesus é o Rei dos reis e o Senhor dos senhores”.

Segundo o grupo jurídico First Liberty Institute, que representa Swain, outros participantes foram autorizados a se expressar livremente, inclusive um homem que usou uma marionete para emitir sons de grasnidos em vez de falar. “A censura foi reservada exclusivamente para a oração de Tarin Swain”, declarou o instituto em nota.

A advogada Erin Smith, do First Liberty, afirmou ao The Christian Post que a cidade de Ventura não possui nenhuma política que proíba orações durante o período de comentários públicos. “A resposta da cidade de Ventura deixou claro que eles não têm uma política que proíba orações durante comentários públicos, apesar do que o prefeito disse e fez”, disse Smith. Ela acrescentou que a cidade solicitou confidencialidade sobre sua resposta oficial, limitando a divulgação de mais informações.

O convite para que Swain retorne em 26 de junho foi interpretado como um gesto de reparação por parte das autoridades locais. “Aplaudimos a cidade por reconhecer o erro constitucional e tomar medidas positivas para remediar a lamentável censura imposta à oração da Sra. Swain”, declarou Nate Kellum, conselheiro sênior do First Liberty Institute.

Swain afirmou que ainda não preparou uma nova declaração, mas se disse confiante. “Ainda não tenho certeza, mas confio que o Espírito Santo me dará as palavras, assim como fez da primeira vez. Estou confiando em Mateus 10:19”, declarou ao Christian Post, referindo-se ao versículo bíblico que exorta os cristãos a não se preocuparem com o que dizer, pois o Espírito falará por eles.

A reunião do dia 26 deve abordar novamente o projeto CARE, que permanece como um dos temas mais polarizadores da pauta local.

Gravadora demite Newsboys após novas acusações contra Tait

Durante uma apresentação no Elevate Music Festival no domingo, 09 de junho, os membros da banda cristã Newsboys abordaram publicamente as denúncias de má conduta sexual envolvendo o ex-vocalista Michael Tait. A banda afirmou ter perdido o apoio da gravadora Capitol Christian Music Group e de redes de rádio após a divulgação das acusações.

“Fomos retirados da nossa gravadora”, disse Adam Agee, atual vocalista da banda, ao público reunido na Highlands Church, em Scottsdale, Arizona. “As rádios retiraram nossas músicas. Fomos cancelados por promotores e casas de shows no mundo todo. Mas não esta noite”, completou, sendo aplaudido pela plateia.

O festival, realizado entre os dias 07 e 09 de junho, contou com apresentações de artistas do cenário cristão como Colton Dixon, Ben Fuller, Danny Gokey, Mac Powell e Rhett Walker. Antes do início do show dos Newsboys, os músicos Adam Agee, Jeff Frankenstein, Duncan Phillips e Jody Davis subiram ao palco para comentar as consequências das denúncias envolvendo Tait, incluindo uma nova alegação de que ele teria presenciado o estupro de uma mulher durante uma parada da turnê em 2014.

“Nosso mundo foi abalado pelas notícias devastadoras sobre a confissão [de Tait] e o que [sua] vida dupla realmente era”, declarou Agee.

Em 10 de junho, Michael Tait publicou uma declaração no Instagram admitindo que “relatos recentes sobre meu comportamento imprudente e destrutivo, incluindo abuso de drogas e álcool e atividade sexual, são, infelizmente, em grande parte verdadeiros”. Ele também confessou ter “tocado homens de forma sensual indesejada” e ter enfrentado dependência de cocaína e álcool por mais de duas décadas.

Segundo os integrantes da banda, Tait os informou em janeiro que buscava tratamento contra o vício em substâncias e que se internaria em uma clínica de reabilitação em Utah. No entanto, Agee afirmou que a extensão das condutas atribuídas a ele não era conhecida naquele momento. “Ficamos chocados”, disse. “Nunca nada da magnitude do que lemos e do que foi registrado”.

Visivelmente emocionado, Agee destacou o impacto das revelações nas famílias dos integrantes: “Ele era a nossa família. Ele era o nosso irmão”, afirmou. “Temos 14 filhos juntos. Ele vinha às nossas casas. Tem sido devastador para nós. Nossos nomes foram arrastados pela lama, e isso realmente machucou nossos filhos”, acrescentou. As reações do público presente foram de aplauso e apoio à banda.

No dia 05 de junho, os Newsboys publicaram uma declaração oficial lamentando os fatos e manifestando solidariedade às vítimas: “Nossos corações ficaram destroçados quando lemos as notícias alegando abuso de drogas e atos sexuais inapropriados por parte do nosso ex-vocalista, Michael Tait. Estamos devastados até mesmo pelas implicações de tal comportamento”, escreveu o grupo. “Não toleramos absolutamente nenhuma forma de agressão sexual”.

Na mesma semana, o portal The Roys Report publicou o relato de uma ex-funcionária do Pulse Ministries, que afirmou ter sido estuprada durante uma parada da turnê “The Reason”, em dezembro de 2014, em Fargo, Dakota do Norte. Segundo o depoimento, ela recebeu bebida alcoólica de Tait, desmaiou e acordou no banheiro do hotel com um homem em cima dela. Ela relatou que Tait estava presente durante o episódio.

Imagens de segurança obtidas pelo The Roys Report mostraram o técnico de iluminação Matthew Brewer conduzindo a mulher até o quarto, seguido por Tait. Brewer afirmou que a relação foi consensual. Tait não comentou a nova acusação. O empresário da turnê, Steve Campbell, também negou qualquer tentativa de encobrimento.

A mulher, então com 23 anos, registrou um boletim de ocorrência e realizou um exame médico que confirmou sinais de agressão sexual, mas a investigação foi posteriormente arquivada e não resultou em acusações.

Outros relatos também vieram à tona. Segundo o The Roys Report e o jornal The Guardian, ao menos nove supostas vítimas foram entrevistadas, incluindo menores de idade à época dos fatos. Duas delas afirmaram acreditar que foram drogadas sem consentimento por Tait. Um ex-integrante da equipe relatou ter sido agredido sexualmente por ele no ônibus da turnê em 2014.

Em resposta ao escândalo, redes de rádio como a K-LOVE suspenderam a execução das músicas da banda. A Capitol Christian Music Group, que representava os Newsboys, também retirou o grupo de sua lista de artistas. Em nota enviada ao The Christian Post, a K-LOVE declarou: “Colocamos o Newsboys e o DC Talk em nossas transmissões online separadas do Decades enquanto assistimos, oramos e tentamos entender melhor a situação”. A emissora acrescentou: “A prática de dar descanso a um artista é relativamente comum em todos os gêneros musicais. A música costuma ser colocada de volta na rotação assim que a situação for resolvida”.

Agee concluiu sua fala no festival reafirmando a missão da banda: “Sentimos que ainda tínhamos um ministério e uma missão a cumprir. Vimos pessoas incríveis e o Espírito fazer coisas que nos encorajaram muito”.

Michael Tait liderou os Newsboys por cerca de 15 anos, após integrar o grupo DC Talk. Até o momento, ele não comentou publicamente as acusações adicionais publicadas após sua confissão inicial.

Cristãos sofrem dois ataques por dia na Índia, aponta entidade

Entre janeiro e maio deste ano, ao menos 313 incidentes de violência contra cristãos foram registrados na Índia, de acordo com números divulgados pelo United Christian Forum (UCF), organização interdenominacional com sede em Nova Déli. A média equivale a pouco mais de dois ataques por dia.

Os dados foram coletados na base das ligações recebidas por uma linha de ajuda gratuita operada pelo grupo. As informações foram publicadas pela Union of Catholic Asian News em 24 de junho.

Segundo dados do próprio UCF, a violência contra cristãos tem crescido de forma contínua ao longo da última década. Em 2022, foram registrados 601 casos. Em 2023, o número aumentou para 734. Em 2025, apenas nos cinco primeiros meses do ano, já somam 313 episódios, com projeção de ultrapassar os números anteriores. No ano de 2024, o estado mais afetado foi Uttar Pradesh, com 209 casos, seguido por Chhattisgarh, com 165.

AC Michael, coordenador nacional do UCF e ex-membro da Comissão de Minorias de Déli, afirmou que os incidentes envolvem “ódio viral, violência brutal de multidões e ostracismo social desenfreado”. Em declarações ao UCA News, ele destacou que Uttar Pradesh e Chhattisgarh concentram os episódios mais graves.

Somente até o final de maio, Chhattisgarh já contabilizava 64 ocorrências de violência contra cristãos, enquanto Uttar Pradesh vinha logo atrás, com 58. Segundo Michael, o cenário tem gerado medo entre os cristãos indianos, muitos dos quais evitam registrar queixas por receio de retaliações.

A ativista cristã Minakshi Singh, residente em Uttar Pradesh, disse que boa parte das agressões está relacionada a acusações de conversões religiosas forçadas. “Em 2022, a Suprema Corte da Índia solicitou relatórios sobre conversões forçadas dos governos federal e estadual, mas até hoje, nenhum governo foi capaz de fornecer provas documentais”, declarou Singh.

De acordo com a legislação vigente, doze dos 28 estados indianos possuem leis que restringem conversões religiosas. A maioria desses estados é administrada pelo Bharatiya Janata Party (BJP), partido nacionalista hindu. Entidades cristãs alegam que tais leis têm sido utilizadas por grupos nacionalistas para justificar ataques e constranger comunidades religiosas minoritárias.

Michael alertou para o impacto crescente da hostilidade contra os cristãos no país. “Se essa tendência não for interrompida imediatamente, ela ameaçará a identidade e a existência da comunidade cristã indiana em sua terra natal”, afirmou. Ele acrescentou que o sistema jurídico e judicial da Índia não tem fornecido a devida proteção às minorias religiosas.

O UCF afirma manter um registro sistemático das denúncias recebidas por meio de sua linha direta e redes de contato. Desde 2014 — ano em que o BJP assumiu o governo central da Índia — os números vêm crescendo anualmente, com 127 casos registrados naquele ano.

Em dezembro, Michael solicitou ao governo indiano a nomeação de um secretário especial para investigar o aumento nos casos de perseguição religiosa. Segundo ele, essa medida seria essencial para conter a escalada da violência, de acordo com informações do The Christian Post.

Os cristãos representam 2,3% da população indiana, de acordo com o censo nacional realizado em 2011. O United Christian Forum alega que a minoria enfrenta crescente hostilidade nos últimos anos, especialmente em razão de leis anticonversão e de narrativas difundidas por grupos ligados ao nacionalismo hindu.

Entre os casos mais recentes, o Morning Star News relatou que, em março, cristãos foram presos após uma igreja ser atacada em Raipur, capital de Chhattisgarh. Segundo a denúncia, dezenas de hindus radicais invadiram o local e cortaram o fornecimento de energia elétrica. Rajesh Sharma, um dos cristãos detidos, afirmou que teve seu pedido de fiança antecipada rejeitado em duas instâncias judiciais estaduais.

Dez Mandamentos em escolas: governador sanciona lei

O governador do Texas, Greg Abbott, sancionou em 22 de junho o Projeto de Lei 10 do Senado estadual, tornando obrigatória a exibição dos Dez Mandamentos em todas as salas de aula de escolas públicas do estado a partir de 1º de setembro.

O texto estabelece que cada sala deverá conter um cartaz ou moldura de 40 por 50 centímetros com uma versão específica em inglês do texto bíblico: “O Texas é onde vive o sonho americano”, declarou Abbott em comunicado oficial. “Hoje, assinei uma legislação crucial […] que protege a segurança dos texanos e salvaguarda as liberdades individuais sobre as quais nosso grande estado foi fundado”.

Com a medida, o Texas se torna o maior estado norte-americano a promulgar esse tipo de exigência em sua rede pública de ensino. A legislação foi aprovada na 89ª Sessão Legislativa Regular e é apoiada por lideranças conservadoras e grupos religiosos locais.

Além da SB 10, o governador também sancionou os projetos SB 11 e SB 965, que permitem que distritos escolares ofereçam períodos voluntários diários de oração ou leitura de textos religiosos durante o horário escolar.

A iniciativa se baseia em precedentes da Suprema Corte dos EUA, como a decisão de 2022 no caso Kennedy v. Bremerton School District, que reconheceu o direito de um treinador de futebol de orar em campo após os jogos. Jonathan Saenz, presidente da organização Texas Values, afirmou que “os Dez Mandamentos agora serão exibidos para os alunos verem, assim como o monumento no Capitólio do Texas e na Suprema Corte dos EUA”.

Matt Krause, conselheiro jurídico do First Liberty Institute, acrescentou: “Exibir os Dez Mandamentos e o lema nacional, e permitir que alunos e professores expressem sua fé, é consistente com o precedente da Suprema Corte que reconhece a herança religiosa do país”.

Reações contrárias

Organizações de defesa das liberdades civis e líderes religiosos expressaram preocupação com as novas medidas. Segundo eles, a obrigatoriedade pode violar os princípios constitucionais de liberdade religiosa, especialmente considerando a diversidade de crenças entre os aproximadamente 6 milhões de estudantes da rede pública texana, distribuídos em mais de 9.100 escolas.

Leis semelhantes foram contestadas ou derrubadas em tribunais federais. Em 17 de junho, o 5º Tribunal de Apelações dos EUA considerou inconstitucional uma lei da Louisiana com conteúdo semelhante. O estado do Arkansas também enfrentou contestações judiciais por propostas parecidas.

A procuradora-geral do Texas, Liz Murrell, declarou que o estado está preparado para defender a nova lei judicialmente: “Estamos prontos para recorrer até a Suprema Corte dos EUA, se necessário”, afirmou.

De acordo com o portal The Christian Post, o governador Abbott tem histórico de defesa do tema: em 2005, quando era procurador-geral do Texas, defendeu com sucesso a permanência de um monumento aos Dez Mandamentos no terreno do Capitólio estadual perante a Suprema Corte.

Canabidiol

No mesmo fim de semana, Abbott vetou um projeto de lei que buscava proibir a venda de produtos de THC, como delta-8 e delta-9, frequentemente extraídos do cânhamo. O governador justificou o veto com base em impactos econômicos: segundo ele, a medida colocaria em risco a indústria de cânhamo do Texas, avaliada em US$ 8 bilhões, além de ameaçar milhares de empregos.

Em seu pronunciamento, Abbott defendeu a criação de regulamentações mais rigorosas em vez de uma proibição total, e convocou uma sessão legislativa especial para 21 de julho com o objetivo de discutir o tema.

Irã: ditadura e guerra não impedem o crescimento da igreja secreta

A guerra entre Irã e Israel agravou ainda mais a situação da igreja secreta no Irã, já marcada por décadas de repressão religiosa. Nos últimos dias, civis morreram em ambos os países após uma série de ataques, incluindo bombardeios israelenses a instalações nucleares.

O conflito gerou instabilidade em diversas cidades iranianas, especialmente na capital Teerã, onde moradores formaram longas filas em postos de gasolina e estradas na tentativa de fugir.

Em meio ao caos, líderes cristãos e membros da igreja secreta no Irã pedem orações e relatam episódios de sofrimento e medo. A Missão Portas Abertas informou que cristãos locais enfrentam risco dobrado: a insegurança causada pela guerra e a perseguição do regime islâmico.

“Uma família cristã em uma das principais cidades do Irã perdeu o pai. Ele havia enviado sua esposa e dois filhos pequenos para uma cidade mais segura, mas, ao se preparar para deixar a casa, uma explosão de bomba nas proximidades tirou sua vida. Sua família agora está tomada pela dor”, relatou o pastor Ali*, que lidera igrejas domésticas por meio de um ministério online.

Segundo Morteza*, um cristão iraniano, a vigilância do governo aumentou desde o início do conflito. “Em vez de proteger o povo, o governo iraniano agora está prendendo qualquer pessoa flagrada tirando ou compartilhando fotos e vídeos com a imprensa. Os cristãos são especialmente vulneráveis, pois correm o risco de serem acusados de espionagem e considerados ameaça à segurança nacional. Se sua fé for descoberta, as consequências são ainda piores. Por favor, nestes dias sombrios, seja uma voz pela igreja iraniana”, declarou ele à Portas Abertas.

A missionária Fereshteh* também descreveu o cenário de incerteza vivido pela população. “As pessoas estão abandonando suas casas e pertences, fugindo das grandes cidades sem saber se ou quando poderão voltar. Os preços dos alimentos dispararam, e muitos estão tentando estocar em caso de emergência. Em cidades menores, hotéis e pousadas estão lotando rapidamente”, relatou.

Entre o medo e a esperança

Apesar do temor e da tensão causados pelos ataques, líderes cristãos informam que parte da população iraniana recebeu os primeiros bombardeios israelenses com alívio. Muitos enxergam na guerra uma possível oportunidade de mudança no regime vigente desde 1979.

Lana Silk, diretora da organização cristã Transform Iran, afirmou que os iranianos estão cansados do autoritarismo religioso. “O povo do Irã há muito se sente preso sob um regime repressivo. Muitos acreditam que essa pode ser a única maneira de uma mudança real acontecer. Eles tentaram se levantar antes, mas esses esforços foram esmagados. Agora, eles estão perguntando se isso poderia finalmente ser o começo da liberdade”, disse ela.

Mona*, uma cristã iraniana, expressou o sentimento de parte da população. “O povo do Irã não quer guerra. Eles anseiam por paz. Mas o que pode ser feito quando o governo se recusa a renunciar e precisa ser removido por força externa? Nos últimos 47 anos, especialmente nos últimos anos, os iranianos foram às ruas em protesto, e milhares de jovens foram mortos por este regime. Talvez agora seja o momento em que o sangue deles trará mudança real e liberdade”, afirmou.

Igreja perseguida, mas crescente

Apesar da perseguição e do contexto de guerra, a igreja iraniana continua ativa e em expansão. O movimento cristão cresceu de forma significativa desde a Revolução Islâmica de 1979, que instaurou o regime teocrático xiita. Nos anos seguintes, o Irã expulsou missionários estrangeiros, proibiu o evangelismo, baniu a Bíblia em língua persa e perseguiu líderes religiosos.

Diversos pastores foram assassinados nas décadas seguintes, e a igreja foi forçada à clandestinidade. Ainda assim, o cristianismo se espalhou silenciosamente pelo país. De acordo com a organização GAMAAN, com sede na Holanda, havia cerca de 500 cristãos de origem muçulmana em 1979. Em 2024, esse número já ultrapassava 1 milhão.

A Sociedade Bíblica Iraniana estima que cerca de 2.000 iranianos estão se convertendo ao cristianismo por dia. Segundo a organização Portas Abertas, o Irã ocupa o 9º lugar na Lista Mundial da Perseguição 2025, ranking que avalia os países mais hostis aos cristãos.

Mesmo sob vigilância, prisões e repressão, cristãos iranianos continuam evangelizando, organizando igrejas domésticas e compartilhando a fé com familiares e vizinhos. “A igreja iraniana ficou sob enorme pressão. Muitos temiam que ela murchasse e morresse. Mas exatamente o oposto aconteceu”, afirmou um relatório da Portas Abertas.

*Nomes alterados por razões de segurança.

Jimmy Swaggart segue internado em grave estado de saúde

O televangelista norte-americano Jimmy Swaggart permanece hospitalizado em estado grave desde que foi internado após sofrer uma parada cardíaca no domingo, 15 de junho. Segundo familiares, o pregador de 90 anos não apresentou nenhuma melhora clínica significativa e permanece inconsciente na unidade de terapia intensiva (UTI).

Na manhã da última segunda-feira, 23 de junho, um porta-voz da família Swaggart informou em nota breve que “não houve nenhuma mudança” no estado de saúde do evangelista. A mesma informação foi reiterada em publicação oficial feita na página de Jimmy Swaggart no Facebook, que também pediu orações: “Continuem a orar por ele e a acreditar em Deus por um milagre — mas, acima de tudo, confiamos na vontade perfeita do Senhor”.

O filho do pregador, Donnie Swaggart, comunicou à congregação do Family Worship Center, em Baton Rouge, Louisiana, que encontrou o pai desacordado em casa ao lado do neto de Swaggart. A informação foi divulgada durante o culto do próprio dia 15 de junho. Segundo ele, o avivador não recobrou a consciência desde então.

No culto realizado na quarta-feira, 19 de junho, Donnie afirmou que a situação permanece “em espera”. Em sua declaração pública, ele destacou: “Não questionamos Deus, não culpamos Deus, não discutimos com Deus. Sempre queremos que Deus faça as coisas imediatamente e de acordo com a nossa agenda. Mas os caminhos de Deus não são os nossos”.

Carreira de sucesso, crise e reconstrução

Nascido em 1935, Jimmy Swaggart ganhou notoriedade nas décadas de 1970 e 1980 como um dos principais nomes do televangelismo nos Estados Unidos. Ele é primo do músico Jerry Lee Lewis e iniciou sua carreira como ministro ordenado das Assembleias de Deus, a maior denominação pentecostal do país.

Seu ministério se destacou pelas transmissões de rádio e televisão, que alcançaram grande audiência nacional e internacional. Swaggart era conhecido por organizar cruzadas evangelísticas com grande presença de público e por suas mensagens centradas na salvação e no poder do Espírito Santo.

Contudo, em 1988, a carreira do evangelista sofreu um abalo com a revelação de que ele havia se envolvido com uma prostituta. O escândalo resultou em sua destituição oficial pelas Assembleias de Deus. Em resposta, Jimmy Swaggart fez uma confissão pública amplamente divulgada, na qual declarou: “Eu pequei”.

Na ocasião, ele afirmou diante de sua congregação: “Não tenho ninguém além de mim para culpar. Não coloco a culpa ou a culpa da acusação em ninguém. Pois ninguém é culpado além de Jimmy Swaggart. Eu assumo a responsabilidade. Eu assumo a culpa. Eu assumo a culpa”.

Ele também se dirigiu a outros evangelistas da televisão: “Aos meus colegas ministros de televisão e evangelistas, vocês que já estão carregando um fardo quase insuportável, para continuar a contar a grande história do amor de Jesus, eu tornei o fardo de vocês mais pesado e os magoei. Por favor, me perdoem por pecar contra vocês”.

Apesar das consequências institucionais, Jimmy Swaggart manteve sua atuação no ministério. Em 2010, lançou oficialmente a SonLife Broadcasting Network, canal dedicado à programação religiosa e evangelística. A rede continua ativa e é administrada com o apoio de familiares e membros de sua igreja local.

Até o momento, não foram divulgadas novas atualizações médicas sobre o estado clínico do evangelista. Familiares e membros da congregação seguem pedindo orações pela sua recuperação, de acordo com informações do portal The Christian Post.

Carlinhos Maia e Pablo Marçal: diálogo sobre pecado viraliza

Um pastor comentou afirmações dos influenciadores Carlinhos Maia e Pablo Marçal numa conversa sobre a Bíblia no Marçal Talks, um programa organizado pelo coach. Embora a gravação não seja recente, as afirmações de ambos a respeito da Bíblia viralizaram.

O pastor Alisson Rodrigues, que atua na Igreja Batista Caminho da Paz, em Belo Horizonte (MG), gravou um react do diálogo de ambos sobre o que a Bíblia diz a respeito da homossexualidade.

No trecho separado por Rodrigues, Carlinhos Maia diz que rejeita as afirmações de que homossexuais serão condenados ao inferno pela prática do pecado: “Não sinto isso de maneira nenhuma. Eu sempre me senti um cara extremamente abençoado. Se eu chegar lá em cima, e Ele disser… vai ser a primeira coisa, se eu puder perguntar, se Ele der essa ousadia de eu perguntar, vou dizer ‘oh, Senhor, que p… é essa?”, disse, usando um palavrão para expressar sua indignação contra a Palavra.

A postura de Carlinhos Maia evidencia um paradoxo, já que ele se recusa abertamente a acatar o que diz a Bíblia, mas enfatiza que respeita as Escrituras: “Independente da palavra que tenha lá, e que eu tenho muito respeito, é a minha conexão espiritual, o que eu acordo todos os dias, e a palavra que vem no meu coração, que eu sinto que é a minha verdade. Então, não que não seja aquela verdade, mas não é a verdade que eu sinto. Não é o que queima no meu coração”.

Em seguida, disse que mesmo recebendo as explicações sobre o texto bíblico, se sente incapaz de assimilar ou se submeter às Escrituras: “Não consigo. Você vai me colocar a Bíblia aqui na minha frente. Você vai me explicar versículo por versículo, e eu vou continuar acreditando que eu serei salvo. Pela minha alma, pelo meu coração. Pela minha alma, pelo meu coração. E eu não me vejo em momento nenhum em pecado”.

Nesse momento, Pablo Marçal interfere para endossar a visão do convidado: “Eu acabei de falar pra você que está escrito isso lá”. Carlinhos Maia, então, avança em sua declaração a respeito de sua consciência:

“É muito maluco isso. Eu não consigo me enxergar. Infelizmente, ou felizmente, mesmo a gente estando aqui em matéria, nem eu, nem você, nenhum de vocês vai ter realmente essa resposta. Mesmo sabendo que o que está lá é a verdade. Mas não é a verdade que eu sinto queimar no meu coração. Por isso que eu prefiro, quando eu converso com Deus, eu sempre digo assim ‘Senhor, eu não vou ler [a Bíblia], porque o que eu sinto na minha alma é uma voz que não é aquilo que eu estou lendo ali”, concluiu.

Contraponto na Bíblia

No react, o pastor Alisson Rodrigues diz que a resposta às inquietações de Maia estão bem claras no texto da Bíblia: “Nós temos sim essa resposta. Efésios capítulo 2, verso 8 vai dizer que ‘pela graça vocês são salvos mediante a fé, e isso não vem de vocês, é um dom de Deus, não vem pela prática de boas obras para que ninguém se orgulhe’”.

“Ou seja, de fato, a salvação é um presente, não é um mérito nosso. Porém, no próximo verso, Paulo vai dizer que nós somos feituras de Deus, criados em Cristo para as boas obras. Ou seja, isso corrobora com a teologia de Tiago, que diz que uma fé sem obras é morta. Corrobora também com a teologia das cartas de João, que diz que aquele que vive habitualmente no pecado, é do diabo”.

“Uma vez que nós fomos salvos pela graça, ou seja, nós fomos libertos do poder do pecado, não faz mais sentido nós vivermos para o pecado. E sem um coração transformado, de maneira nenhuma você vai conseguir se enxergar como um pecador. Seja na prática da homossexualidade ou seja em qualquer outro tipo de pecado”, acrescentou Rodrigues.

A respeito de uma das frases de Pablo Marçal, que afirmou que “a Bíblia não fala que a homossexualidade vai [levar] para o inferno”, o pastor contestou: “Então quer dizer que a prática da homossexualidade não é pecado? Eu também não creio que uma pessoa que tem atração pelo mesmo sexo vai para o inferno porque tem atração. Agora, a prática, segundo as Escrituras, é sim pecado. E a Bíblia afirma categoricamente essa verdade”.

Europa: campanha de evangelismo se inicia com 1.000 conversões

Uma ação evangelística de larga escala começou no sábado, 21 de junho, com o objetivo de alcançar 1 milhão de pessoas em toda a Europa. A mobilização, intitulada “The Million Month” (“O Mês do Milhão”), foi organizada pelo ministério Awakening Europe e está promovendo evangelismo simultâneo em 25 cidades europeias.

Durante os meses de junho e julho, cristãos de diferentes igrejas e ministérios estão se unindo para evangelizar nas ruas, com foco em abordagens pessoais e momentos de oração. No primeiro dia da ação, cidades como Paris, Roma, Amsterdã, Kiev, Lisboa e Madrid registraram a presença de grupos evangelísticos em vias públicas, com cânticos, intercessões e conversas sobre a fé cristã.

De acordo com os organizadores, 1.548 pessoas ouviram o Evangelho e 351 decidiram seguir a fé cristã apenas no primeiro dia. “Toda glória ao nosso lindo Rei Jesus! Vamos atrás de almas com muita fé. Nós acreditamos que milhares serão salvos. Vamos ver a Europa salva!”, afirmou o ministério Awakening Europe em publicação no Instagram.

Relatos de conversões e curas

Durante as atividades realizadas no sábado, foram registrados testemunhos de cura e transformação pessoal. Em Porto, Portugal, um homem identificado como satanista recebeu oração de uma equipe evangelística e, segundo os relatos, foi curado de uma dor persistente na perna. “O Espírito Santo tocou o coração dele de forma poderosa. Ele foi impactado pelo amor de Jesus — e não saiu dali da mesma forma que chegou”, informou o ministério em outra postagem.

As ações do primeiro dia foram encerradas com encontros de adoração em igrejas locais espalhadas por diferentes países europeus. Esses eventos, chamados de Noites de Glória, continuarão acontecendo a cada dois dias após as saídas evangelísticas, com o objetivo de compartilhar testemunhos, ministrar louvor e oferecer orientações para os próximos passos da missão.

Mil decisões por Cristo em dois dias

Na segunda-feira, 23 de junho, o site oficial do movimento divulgou que, ao fim do segundo dia de atividades, mais de 1.000 pessoas haviam tomado a decisão de seguir a fé cristã. A campanha evangelística está prevista para continuar até o dia 6 de julho.

Além do evangelismo direto, o movimento estabeleceu uma rede de intercessores para cobrir espiritualmente cada ação. De acordo com Elaine Arruda, missionária do JesusCopy e integrante da equipe de comunicação do projeto, a oração tem sido considerada um dos pilares da iniciativa.

“A oração é o que sustenta e fortalece este movimento, e é por isso que uma rede global de intercessores foi mobilizada. Intercessores de toda a Europa estão se unindo para clamar por salvação, cura, libertação e renovação espiritual durante todo o mês de junho”, declarou o Awakening Europe.

As 25 cidades envolvidas contarão com pontos fixos de intercessão, onde as equipes oferecerão orações e apoio aos evangelistas nas ruas. O acompanhamento dos resultados será feito por meio do aplicativo oficial do movimento, no qual os participantes poderão registrar o número de pessoas evangelizadas e decisões por Cristo.

Segundo os organizadores, o objetivo do “Mês do Milhão” é “não apenas pregar a mensagem de Cristo, mas também promover uma transformação espiritual profunda” em todo a Europa.

Malafaia diz que deseja conversar cara a cara com Felipe Neto

O pastor Silas Malafaia foi o convidado do 100º episódio do podcast PodCrê, publicado nesta semana. O programa está em sua quarta temporada e conta com mais de 200 mil inscritos no YouTube. Também está disponível nas plataformas Spotify, Deezer, Apple Podcasts e Amazon Music.

Durante a entrevista, Malafaia abordou temas relacionados à fé, à política e a episódios que protagonizou nas redes sociais. Um dos momentos destacados foi quando o pastor foi questionado sobre com quem gostaria de conversar pessoalmente. Em resposta, citou o influenciador digital Felipe Neto, com quem mantém um histórico de desentendimentos públicos.

“Eu tinha vontade de conversar cara a cara com o Felipe Neto. Só encontrei com ele no tribunal, mas não deu tempo e ele teve que pedir arrego para mim. Mas é um cara que eu tinha vontade de conversar olho no olho para dizer o que eu penso e deixá-lo falar o que pensa. Eu gostaria de conversar com gente que eu tenho choque e tem uma fila grande”, declarou Malafaia durante o episódio.

Os atritos públicos entre o pastor e o youtuber começaram em 2017, quando Silas Malafaia criticou a Disney por exibir em um desenho infantil uma cena com beijo entre personagens do mesmo sexo. Felipe Neto rebateu a crítica, acusando o pastor de explorar a fé de seus seguidores para obter ganhos financeiros.

Em decorrência das declarações, Malafaia apresentou uma queixa-crime contra Neto. O processo teve desdobramentos até 2019, quando as partes chegaram a um acordo. Na ocasião, Felipe Neto publicou um vídeo em que afirmou: “Não concordo com muitas coisas que o pastor Silas Malafaia fala, mas não posso provar e afirmar que ele enriquece através de fiéis”.

Silas Malafaia é líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC) e figura recorrente em debates que envolvem religião e política no Brasil. O episódio completo com sua participação está disponível abaixo:

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Israel: ‘Estamos vivos pela graça de Deus’, diz família sobre míssil

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Durante os ataques realizados pelo Irã contra Israel na última semana, uma família de Jerusalém sobreviveu a um míssil que atingiu diretamente sua casa. O episódio ocorreu na madrugada de domingo, e os seis integrantes escaparam com vida após se abrigarem no porão do imóvel.

Ariel Levin-Waldman, que trabalha no Centro Médico Sheba, em Ramat Gan, relatou os acontecimentos à emissora norte-americana CBN News. Segundo ele, o alerta foi recebido por volta das 5h da manhã em seu celular. “O alerta dizia: ‘Vá para um abrigo em caso de extremo perigo de disparo de mísseis’. Corri escada abaixo, peguei minha esposa e meus filhos. Minha sogra estava descendo, e tínhamos entrado no abrigo antiaéreo no porão da casa”, contou.

Ainda segundo Ariel, a porta do abrigo permanecia aberta enquanto aguardavam o sogro. Nesse momento, o míssil atingiu a residência. “Houve um clarão — um estrondo alto — e tudo ficou escuro”, afirmou.

A família enfrentou dificuldade para respirar devido à poeira, e o ambiente ficou tomado pelo pânico: “Estávamos gritando. Eu me recuperei primeiro dos gritos porque percebi que, se estou aqui gritando, ainda estou vivo”, relatou Ariel. Com o celular reserva que estava no porão, ele conseguiu ligar para a polícia de Israel.

Durante o resgate, Ariel retirou a sogra debaixo de uma estante caída e carregou a filha, uma bebê de sete semanas, sobre os ombros. “Tentei abrir caminho para minha esposa e meu filho (que não tem nem 3 anos) saírem do abrigo”, disse.

Um bombeiro encontrou o grupo e os guiou para fora do porão, cuja estrutura havia sido parcialmente destruída pela explosão. “A parede do apartamento secundário explodiu com a queda do míssil, o que abriu caminho para subirmos as escadas”, explicou Ariel. Segundo ele, caso essa parede não tivesse sido rompida, a família poderia ter sido soterrada.

Do lado de fora, Ariel entregou a filha a um bombeiro, mas logo perdeu contato visual com ela. “No momento em que me virei para ajudar minha esposa com a outra criança, os paramédicos já tinham levado meu bebê para o posto de atendimento médico na rua e eu não tinha ideia de onde ela estava. As pessoas me viram coberto de sangue e poeira, andando pela rua atordoado, gritando: ‘Cadê meu bebê? Cadê meu bebê?’”, relatou.

No hospital, a família recebeu cuidados médicos e apoio logístico. “Todos os nossos bens materiais — cartões de crédito, nossas roupas — estão em pedacinhos. O Hospital Sheba foi muito importante. Eles nos deram roupas, brinquedos para as crianças e nos fizeram recomeçar”, declarou.

Menos de 24 horas após o incidente, a família passou por novo susto. O hotel onde estavam hospedados foi atingido por estilhaços após um novo míssil atingir diretamente o Instituto de Ciências Weizmann, localizado nas proximidades. “O hotel fica bem em frente ao Instituto de Ciências Weizmann, que foi atingido diretamente por um míssil e quebrou todas as janelas”, disse Ariel.

Quatro dias após os ataques à capital de Israel, equipes de resgate localizaram o cachorro da família, ainda vivo, sob os escombros da casa destruída.

Ao comentar sobre o episódio, Ariel afirmou que a sobrevivência da família não pode ser explicada por fatores naturais. “Quando digo que estamos vivos apenas pela graça de Deus, quero dizer que não houve sorte. Não há nenhuma explicação física para termos sido atingidos diretamente por um míssil e todos nós seis estarmos vivos. E todos nós saímos, praticamente ilesos”, declarou.

Concluindo seu relato, ele afirmou: “É bem óbvio, Deus não me quer morto ainda — seja lá por qual motivo. Tenho coisas para fazer neste mundo. Ainda não sei o que é, mas enfim, vou fazer”.