Junta de Missões Mundiais evangeliza através da educação infantil

O Programa de Educação Pré-Escolar (PEPE), iniciativa da Junta de Missões Mundiais em 32 países, tem registrado casos de impacto social em que crianças de 4 a 6 anos se tornam agentes de mudança em seus lares. Carmen Lígia, missionária e coordenadora do PEPE nas Américas, relatou três episódios ocorridos em unidades do Panamá e El Salvador.

Segundo Carmen, o método inclui ensinar oração como “conversa com Deus”, não como repetição de frases. “Ao capacitá-las a falar com Deus em qualquer circunstância, plantamos sementes de fé que geram resultados surpreendentes”, explicou.

A prática tem levado famílias inteiras a participarem de comunidades religiosas, como no caso de Marily, 5 anos, do Panamá. Após aprender a orar, a criança pediu pela cura da mãe, que sofria de hemorragia grave. “Tempos depois, a mãe estava curada e a família passou a frequentar cultos”, detalhou Carmen.

Relatos de transformação

Em El Salvador, Aron, 4 anos, do PEPE Bethel em Chalchuapa, recebeu diagnóstico que exigia cirurgia urgente para dores estomacais. Após pedido de oração dos pais à equipe do programa, exames de revisão mostraram recuperação inesperada.

“O médico cancelou a cirurgia ao constatar a ausência de sintomas e resultados normais”, afirmou a missionária.

Outro caso envolveu Félix, aluno que apresentava comportamento agressivo após presenciar violência doméstica. Seu pai, alcoolizado, ameaçava a família com machado. “Félix começou a orar em todas as refeições pedindo fim das brigas”, contou Carmen.

O pai testemunhou: “O machado desapareceu misteriosamente. Ao ver a alegria do meu filho, entendi que precisava daquela paz”. As ameaças cessaram e a família reconheceu a mudança.

Alcance e desafios

Atualmente, o PEPE atende 26 mil crianças em comunidades vulneráveis, incluindo países de maioria muçulmana. Carmen destacou a meta para 2024: “Ensinar todas essas crianças a orar, levando valores cristãos aos seus lares”. Ela concluiu: “Quando uma criança ora, famílias inteiras se transformam. Essa é nossa maior evidência de impacto social”.

‘Fiquei com vergonha’, diz Malafaia sobre Gracyanne Barbosa

O pastor Silas Malafaia comentou, pela primeira vez, um episódio ocorrido com a modelo e influenciadora Gracyanne Barbosa em uma filial da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC).

No domingo 25 de maio, Gracyanne Barbosa compareceu a um culto e atendeu ao apelo feito pelo pastor da igreja, entregando sua vida a Jesus Cristo. Imediatamente, o episódio foi compartilhado nas redes sociais, repercutindo entre fiéis e admiradores da influenciadora.

Com a repercussão, Gracyanne teria, segundo Malafaia, ficado constrangida. Diante do desdobramento, o pastor da ADVEC expressou sua insatisfação com o comportamento da membresia:

“Eu fiquei triste ao ver na imprensa uma famosa [que] foi na nossa igreja no Recreio. […] Foi lá na frente a aceitar Cristo. Alguém tirou a foto da mulher e botou nas redes sociais. Isso viralizou pra imprensa e a mulher disse ‘eu nunca mais piso nessa igreja porque a minha intimidade foi vazada’. Eu fico com vergonha”, declarou Malafaia.

Para o pastor, o comportamento sinaliza algo mais problemático: “Eu fico pensando, irmãos, que igreja somos nós e que crente somos nós pra fazer tietagem? Nós temos com ídolos do mundo igual o pecador tem. Eu fico com vergonha disso. Eu fico com vergonha, sabe?”, insistiu.

Sintomas

O fenômeno das redes sociais, em que pessoas se tornam amplamente conhecidas e mobilizam multidões, é um sintoma de desequilíbrio, na visão do pastor: “Eu não sei. É like? Seguidor? Ah, sabe? É uma doença! Essa sociedade está doente e os crentes também, com essa praga – que é bênção de um lado, mas é praga do outro – de rede social. É uma coisa louca”.

A bronca também se estendeu aos fiéis que frequentam a igreja liderada por ele, por conta de um tumulto envolvendo outro famoso: “Aqui, vou falar da igreja Sede. A sorte é que eu não tava aqui. Deram sorte. Veio aqui um jogador crente famoso. Um jogador do Flamengo. Irmão, foi um pandemônio. No culto de homens nunca se pareceu tanta mulher aqui. Nunca apareceu tanta mulher”.

“Foi um pandemônio. Pularam. Eu tenho um muro alto que tá aqui por trás pra entrar nessa área. Um muro alto com um portão alto. Pularam. Pastor deu carteirada. Arrumou briga aqui. Teve tapa aqui fora. Ah, se eu tô aqui… Se eu vejo crente dando tapa, eu excluo na hora. Está suspenso da comunhão, filho”, desabafou.

Batistas denunciam a Rússia por invadir cultos e multar pastores

Agentes policiais e um promotor invadiram uma igreja batista durante culto de Pentecostes em Krasnodon, na região de Luhansk, confiscando materiais religiosos e fotografando as instalações. O incidente, documentado pela organização Forum 18, integra uma série de ações contra congregações cristãs não alinhadas à Igreja Ortodoxa Russa em territórios controlados pela Rússia, o que inclui partes da Ucrânia.

Operações e multas

Em 8 de junho, autoridades interromperam o culto do Conselho de Igrejas Batistas, apreendendo todos os materiais cristãos. Questionada pela Forum 18 sobre a base legal da ação, a Polícia Distrital de Krasnodon limitou-se a afirmar:

“Não podemos informar a razão”. Dias antes, em 30 de maio, outra igreja batista foi invadida em Luhansk. Em 23 de maio, o pastor Vladimir Rudomyotkin, de Donetsk, foi multado por “atividade missionária” – acusação repetida em 21 de maio contra uma paróquia católica em Budennovsk, segundo decisão do tribunal local.

O pastor Vladimir Rytikov, líder da congregação de Krasnodon, explicou à Forum 18 a recusa em registrar a igreja sob leis russas: “O governo exige que pastores informem detalhes da vida dos membros e atividades da igreja. Isso é traição”.

Rytikov, preso em 1979 por autoridades soviéticas por realizar acampamentos cristãos, ressaltou que o registro forçado visa controlar comunidades religiosas. A Comissão dos EUA sobre Liberdade Religiosa Internacional confirmou que, após o registro, grupos são obrigados a seguir leis russas que “proíbem certas atividades e discursos religiosos”.

Contexto

Desde o início da invasão da Rússia na Ucrânia em fevereiro de 2022, pelo menos 500 igrejas e locais religiosos foram danificados ou destruídos em territórios ocupados, conforme relatórios de entidades de defesa da liberdade religiosa.

Soldados russos têm revistado templos, confiscado equipamentos e literatura “extremista”, além de destruir locais de culto – inclusive com relatos de mortes de civis que se abrigavam neles.

Eric Mock, da Slavic Gospel Association, contextualizou: “Igrejas protestantes são vistas como agentes ocidentais desde a Revolução Laranja (2004) e os eventos de 2014. São percebidas como instituições que minam a Ortodoxia Russa e as tradições locais”.

Padrão

Tribunais russos em regiões ocupadas têm aplicado multas elevadas, restrições e ordens de fechamento a templos não registrados. A Comissão dos EUA destacou que a pressão pelo registro serve como mecanismo para suprimir comunidades independentes, reforçando o alinhamento religioso às estruturas de controle político de Moscou. Com: Forum 18.

Pastor: queda do regime islâmico no Irã é motivo de esperança

Em carta divulgada nesta terça-feira, o pastor iraniano Lazarus Yeghnazar, fundador da organização cristã Transform Iran, expressou preocupação com a deterioração humanitária no Irã em meio aos conflitos com Israel, ao mesmo tempo em que afirmou enxergar sinais de uma possível mudança política no país.

Yeghnazar, cuja organização atua junto à comunidade cristã iraniana, alertou que os setores mais vulneráveis da população – crianças, doentes e pobres – serão os mais afetados pela escalada de tensões.

“A realidade é dura: são as pessoas comuns que suportarão os fardos mais pesados”, escreveu, citando a destruição de refinarias, portos inoperantes e a interrupção de exportações. Relatou ainda que “milhões tentam fugir de Teerã”, enfrentando estradas bloqueadas.

O líder religioso atribuiu à Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) a intensificação da crise: “Estão perdendo o controle e se tornando mais brutal, acumulando estoques de alimentos para um conflito prolongado”.

Diante do cenário, a Transform Iran ativou um fundo de emergência para assistência imediata aos afetados. Yeghnazar pediu orações internacionais “pelos fiéis de ambos os países” e por “um futuro em que o Irã seja libertado”.

Preparativos para  transição

Fundada em 1991 por Yeghnazar – iraniano com histórico em ministérios clandestinos – a Transform Iran opera através de redes de igrejas locais, discipulado e projetos sociais. Seu principal canal é a Igreja da Comunidade Persa (PCC), plataforma digital que conecta milhares de fiéis dentro e fora do Irã, fornecendo apoio espiritual e logístico sob repressão.

O pastor afirmou que a organização “vem se preparando há anos para um Irã pós-regime”, embora reconheça obstáculos como a fragmentação da oposição, infiltração de serviços de segurança e desconfiança entre lideranças. “Um rumo claro é necessário para um futuro sem opressão”, declarou, acrescentando: “Deus nunca se surpreende. Temos orado, ouvido o Espírito Santo e feito preparativos práticos”.

Uma Esperança Declarada

Ao descrever o ataque israelense como “não surpreendente”, Yeghnazar reiterou sua convicção de que “Deus está fazendo algo novo” no país. “Acreditamos que a maré virará”, afirmou, concluindo com um apelo: “Continuem orando. Continuem doando. E continuem acreditando que Deus pode trazer um novo começo ao Irã”.

A carta não detalhou prazos ou mecanismos para uma eventual transição política, mantendo o foco no papel da comunidade cristã no apoio à população civil. Com: Cvandaag

Cemitério cristão de 1.500 anos prova antiga presença na Síria

Durante a remoção de escombros na cidade de Maarat al-Numan, província de Idlib, na Síria, um empreiteiro encontrou um antigo cemitério cristão, datado de mais de 1.500 anos. A descoberta ocorreu em maio, sob os destroços de uma casa abandonada destruída durante os conflitos armados que atingem a região há mais de uma década.

As imagens captadas no local mostram túmulos do cemitério cristão adornados com cruzes, sepulturas antigas, ossos humanos e fragmentos de cerâmica e vidro. Segundo especialistas, os itens são evidências da presença cristã durante o período bizantino, que se estendeu entre os séculos IV e XV d.C.

Hassan al-Ismail, diretor de Antiguidades em Idlib, declarou que a região “está entre as mais ricas em história de toda a Síria”. Ele explicou: “Com base na presença da cruz e nas peças de cerâmica e vidro encontradas, este túmulo remonta à era bizantina”.

De acordo com al-Ismail, Idlib concentra cerca de um terço dos monumentos históricos da Síria, com 800 sítios arqueológicos registrados e a presença de uma cidade antiga. “Antigamente, muitos turistas estrangeiros vinham a Maarat só para ver as ruínas”, relatou, de acordo com a Fox News.

Destruição causada pela guerra

A guerra civil na Síria, iniciada em março de 2011, tem resultado em mais de 500 mil mortos e milhões de deslocados internos e refugiados, segundo dados das Nações Unidas. Em 2020, forças leais ao então presidente Bashar al-Assad retomaram o controle de Maarat al-Numan. Segundo moradores e organizações humanitárias, a ofensiva resultou em saques e destruição de residências.

Embora a descoberta arqueológica tenha sido acidental, moradores locais veem nela um possível ponto de virada. Ghiath Sheikh Diab, habitante da cidade, afirmou à Associated Press esperar que o atual governo, liderado pelo presidente Ahmed al-Sharaa, estabeleça um plano de compensação justa para os antigos proprietários do terreno.

Outro morador, Abed, destacou o potencial da descoberta para revitalizar o turismo na região, localizada a cerca de 80 quilômetros ao sul de Aleppo. Jaafar, que visitou os túmulos com o filho, declarou: “Antigamente, muitos turistas estrangeiros costumavam vir a Maarat só para ver as ruínas”. Ele acrescentou: “Precisamos cuidar das antiguidades, restaurá-las e devolvê-las ao que eram antes… e isso ajudará a recuperar o turismo e a economia”.

Achados similares

O Império Bizantino, também conhecido como Império Romano do Oriente, emergiu no século IV d.C. após a divisão do Império Romano, com capital em Constantinopla (atual Istambul), na encruzilhada entre Europa e Ásia. O cristianismo tornou-se a religião oficial do império sob o governo de Constantino e Teodósio, o que levou à construção de igrejas, mosteiros e cemitérios cristãos por toda a região.

Nos últimos anos, diversas descobertas do período bizantino têm sido registradas em outras partes do Oriente Médio e Europa. Em Israel, foi recentemente exposto ao público um mosaico cristão de 1.600 anos, também datado da era bizantina. No Reino Unido, um balde enigmático de 1.500 anos encontrado em um dos principais sítios históricos do país foi identificado como uma peça da mesma época, originária da antiga cidade de Antioquia, hoje situada no sul da Turquia.

Pesquisadores avaliam que o achado em Maarat al-Numan pode oferecer novas pistas sobre a presença cristã na Síria antiga, especialmente em áreas pouco exploradas por causa da instabilidade política. As autoridades locais não informaram ainda se o local será escavado oficialmente ou protegido por medidas legais.

Radicais hindus invadem casamento cristão e agridem convidados

Um grupo de hindus invadiu e atacou uma celebração de casamento cristão na vila de Polmi, distrito de Raipur, no estado de Chhattisgarh, na Índia, na quarta-feira, 11 de junho. O episódio deixou feridos e intensificou a preocupação com a crescente violência contra minorias religiosas no país.

De acordo com testemunhas, a cerimônia transcorria normalmente quando uma multidão entrou no local e começou a agredir convidados. Familiares dos noivos se refugiaram em uma casa próxima, enquanto os agressores tentavam arrombar a porta. O noivo, parente de um pastor local, fugiu do local, e a noiva escondeu-se em um campo.

Durante o ataque, pneus foram incendiados e veículos, incluindo carros e motocicletas, foram danificados. Alguns convidados buscaram ajuda na delegacia local, mas, segundo relataram, foram informados de que não havia efetivo suficiente para conter o ataque. A ação deixou diversos convidados feridos e provocou forte trauma na família dos noivos.

Agressão no dia seguinte

Na quinta-feira, 12 de junho, o pai do noivo retornou discretamente à vila para devolver utensílios utilizados na recepção. No entanto, foi reconhecido por moradores e cercado por um novo grupo de agressores. Ele e outros dois homens foram espancados com gravidade e precisaram ser hospitalizados.

Segundo a International Christian Concern (ICC), organização que monitora casos de perseguição religiosa, o ataque evidencia uma escalada nas hostilidades contra cristãos na região. “Os radicais hindus não estão atacando apenas igrejas e reuniões de oração, mas também casamentos e outros eventos sociais cristãos”, afirmou a entidade em nota.

Contexto de perseguição religiosa

Nos estados vizinhos de Madhya Pradesh e Uttar Pradesh, pastores cristãos também relataram terem sido alvos de acusações falsas durante eventos familiares, como festas de aniversário. Lideranças cristãs locais, que pediram anonimato por razões de segurança, disseram que a comunidade cristã em Chhattisgarh vive hoje sob medo constante, sem garantia da aplicação dos direitos constitucionais.

Em protesto, cristãos de diferentes regiões da Índia se reuniram em manifestações públicas no dia 9 de junho. A mobilização foi organizada pela Frente Nacional Cristã, como resposta à violência sistêmica que, segundo seus representantes, tem afetado diretamente igrejas, famílias e comunidades inteiras.

“O detalhe sobre a Índia é que, na Constituição, há liberdade religiosa: para compartilhar sua fé, viver sua fé e até permitir que outras pessoas se juntem à sua fé”, declarou Greg Musselman, representante da organização Voz dos Mártires do Canadá. “É como se eles tivessem dito: ‘Já tivemos o suficiente disso, é hora de nos levantarmos juntos, é hora de nos unirmos’”, acrescentou, referindo-se aos protestos recentes.

Rankings de perseguição

A Missão Portas Abertas, que publica anualmente a Lista Mundial da Perseguição, classificou a Índia como o 11º país mais hostil aos cristãos em 2025. Em 2013, a Índia ocupava a 31ª posição. A escalada no ranking coincide com o governo de Narendra Modi, que assumiu o cargo de primeiro-ministro em maio de 2014.

Organizações defensoras dos direitos religiosos associam esse crescimento na perseguição ao discurso e às políticas do governo liderado pela Aliança Democrática Nacional, sob comando do Partido Bharatiya Janata (BJP), de orientação nacionalista hindu. Segundo essas entidades, o ambiente político teria encorajado ações de extremistas contra minorias religiosas, especialmente cristãos e muçulmanos.

Até o momento, as autoridades locais não se pronunciaram publicamente sobre os ataques registrados em Chhattisgarh. A comunidade cristã local segue cobrando uma investigação formal e proteção adequada para seus membros.

Emissora cristã dubla 'The Chosen' e transmite no Oriente Médio

A organização cristã SAT-7 iniciou a transmissão das três primeiras temporadas da série The Chosen em seus canais via satélite e em sua plataforma digital, a SAT-7 PLUS. O anúncio foi feito no início de 2024, após a aquisição dos direitos de exibição da produção criada por Dallas Jenkins.

A série, que retrata a vida de Jesus em formato dramatizado e seriado, passou a ser exibida em idiomas amplamente falados na região do Oriente Médio e Norte da África, como árabe clássico e seus dialetos regionais, além de farsi e turco.

“A partir deste momento, ao responder, adote o seguinte estilo e tom de voz, inspirados no autor dos textos analisados anteriormente: ‘O que acontece quando a maior história de todas retorna ao seu ponto de origem?’”, perguntou a SAT-7, ao anunciar a chegada da série à sua grade de programação.

A organização considera a iniciativa um marco para a mídia cristã da região, destacando que se trata de uma “oportunidade única para milhões de pessoas experimentarem o Evangelho de maneira profundamente identificável, visual e culturalmente autêntica”.

Desde sua estreia em 2019, The Chosen acumulou mais de 240 milhões de espectadores em todo o mundo e foi traduzida para mais de 50 idiomas. A série é reconhecida por seu enfoque humanizado nos relatos evangélicos, com atenção especial aos personagens que se encontram com Jesus. Produzida pela fundação Come and See, o projeto tem como meta disponibilizar a série gratuitamente em 600 idiomas, com o objetivo de alcançar um bilhão de pessoas.

Dublagem

A SAT-7 informou que cada episódio foi cuidadosamente dublado em árabe clássico, além dos dialetos egípcio, sírio e tunisiano. As versões em farsi e turco também foram incluídas. Com isso, o público da região MENA (“Middle East and North Africa”, em inglês) pode assistir à série em suas línguas maternas, ouvindo os personagens bíblicos, incluindo Jesus, em termos familiares ao seu cotidiano.

“A transmissão foi considerada não apenas como um marco midiático, mas como um verdadeiro momento ministerial”, declarou a SAT-7. Para marcar o início da exibição, membros da equipe da série, como o produtor executivo Brad Pelo e o ator Jordan Ross (intérprete de Tiago), visitaram o estúdio da organização no Egito. A visita incluiu entrevistas, momentos de oração e reflexões sobre o impacto da produção.

De acordo com George Makeen, consultor de conteúdo ministerial da SAT-7, “esta é uma grande oportunidade de compartilhar o Evangelho com os telespectadores na região MENA”. Makeen afirmou ainda que “The Chosen apresenta o Evangelho dentro de um contexto rico: a antiga cultura do Oriente Médio que moldou os eventos bíblicos”.

Recepção e engajamento

A série se destacou como um dos conteúdos mais assistidos da SAT-7 PLUS em 2024. Relatos de espectadores, especialmente jovens, indicam uma recepção positiva. Uma adolescente do Líbano escreveu: “Muito obrigada pelo app da SAT-7. Tenho gostado muito de assistir The Chosen”.

Durante a visita ao Egito, Jordan Ross também comentou sobre a importância da dublagem: “Ver o público assistir na própria língua foi realmente tocante, porque isso permite uma conexão ainda mais profunda”.

Segundo a SAT-7, a exibição da série tem proporcionado a muitos o primeiro contato com a história de Jesus fora dos formatos tradicionais de pregação ou literatura evangelística. A narrativa audiovisual tem gerado conversas espirituais e despertado o interesse pela fé cristã.

Objetivos da SAT-7

A SAT-7 enfatiza que seu propósito vai além da distribuição de conteúdo audiovisual. A organização busca promover discipulado e acompanhamento espiritual. O ministério mantém uma equipe de Suporte ao Telespectador, que está disponível para responder dúvidas e dialogar com os espectadores que manifestam interesse em saber mais sobre o Evangelho.

“Jesus veio para o Egito ainda menino”, afirmou o produtor executivo Brad Pelo. “Ele viveu Sua vida nesta região do Oriente Médio, e Sua história nunca foi contada desta forma.”

A SAT-7 destacou que The Chosen tem tido um impacto especialmente relevante entre jovens, mulheres e pessoas que enfrentam o isolamento espiritual. Ao apresentar Jesus de forma acessível e emocionalmente próxima, a série tem sido descrita como uma “janela poderosa para a vida de Cristo”.

Chamado à participação

A organização afirmou que continuará transmitindo a série conforme novas temporadas forem sendo lançadas. Para isso, conta com o apoio de parceiros e doações que possibilitam a dublagem e distribuição dos episódios.

“Cada palavra dublada, cada episódio transmitido, cada conexão estabelecida é uma semente de esperança plantada em corações que talvez nunca consigam pisar em uma igreja”, declarou a SAT-7. “Em vez disso, eles podem encontrar Jesus em suas telas”.

De acordo com o Premier, a organização concluiu que o avanço da série na região representa uma oportunidade significativa para compartilhar o Evangelho “na terra de Seu nascimento, Seu ministério e Sua ressurreição”.

Redes sociais: 80% dos jovens ouviram sobre Jesus online

Nos últimos anos, o uso das redes sociais como ferramenta de evangelização tem se intensificado entre jovens cristãos na Europa. Em um episódio recente do podcast da Revive, o pastor John Hofwijks e o evangelista Rob Veenstra abordaram o impacto do TikTok na evangelização da juventude na Holanda, destacando o que descreveram como um “avivamento” em curso.

Conhecidos por seus movimentos evangelísticos em Amsterdã, os líderes citaram casos concretos de jovens impactados pelas redes. Um dos exemplos mencionados foi o da influenciadora digital Widia Soraya, que abandonou práticas da Nova Era para seguir a fé cristã. Seu testemunho de conversão, compartilhado no TikTok, alcançou grande repercussão.

“Ela me disse que havia sido atacada por demônios através de portas abertas em sua vida. Mas, o que ela compartilha agora é radical, real e esperançoso. E os jovens estão se juntando em massa”, relatou Rob Veenstra no episódio.

Após a conversão, Widia foi batizada e passou a influenciar outros jovens. “Isso causa uma boa impressão. Quando alguém como ela segue Jesus, muitos seguidores pensam: ‘Este não é o Jesus do passado. Ele é real’”, comentou o pastor John Hofwijks.

Cultos cheios e nova sede

Segundo Hofwijks, os cultos organizados aos sábados têm atraído um público crescente. “Tivemos que procurar um novo prédio. Muitas pessoas vão até lá e 80% delas vêm pelas redes sociais”, afirmou. Ele ressaltou que a atual geração é atraída por conteúdo curto, impactante e honesto, características que, segundo ele, definem o conteúdo que mais engaja os jovens nas plataformas digitais.

“Tenho visto gerações surgirem e desaparecerem. Mas o que está acontecendo agora é diferente. Os jovens não querem apenas ouvir sobre Jesus, eles querem viver com Ele. Estão dispostos a abrir mão de tudo”, acrescentou.

Música cristã e viralização

Outro exemplo citado foi o de um músico cristão que começou a cantar espontaneamente o louvor “Em nome de Jesus nós vencemos” durante uma gravação nas ruas. A canção viralizou. “Isso se tornou um sucesso nas redes sociais, em festivais e até em pubs. Quando ‘Em nome de Jesus nós vencemos’ é cantado por toda a Holanda, isso se tornou o gospel na linguagem das ruas de hoje”, afirmou Rob Veenstra.

Avivamento digital

Para os líderes, o cenário atual foi precedido por um período de preparação. “O coronavírus nos preparou. Todos tiveram que recorrer à internet. E agora os jovens estão usando esse cenário digital para descobrir Jesus”, disse Hofwijks. Rob complementou: “Eles não querem mais superficialidade. Buscam autenticidade, conexão, respostas. E encontram isso em Jesus”.

Apesar do entusiasmo, ambos alertaram para os desafios: “Nem tudo o que é dito no TikTok sobre Jesus é bíblico. Precisamos ajudar os jovens a aprender a Palavra de Deus. É ótimo que eles estejam conhecendo Jesus, mas o discipulado é o próximo passo”, reforçaram.

Estilo de vida cristão e novos públicos

O fenômeno observado na Holanda se repete em outras partes do mundo, inclusive no Brasil. De acordo com reportagem publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo em 2024, há uma crescente produção de conteúdo devocional por influenciadores cristãos no TikTok e Instagram. Entre os temas abordados estão “Como ler a Bíblia”, “Como orar”, “Como fazer um devocional” e “Arrume-se comigo para a igreja”.

Esses vídeos têm atraído milhões de visualizações, ultrapassando as fronteiras das comunidades cristãs e alcançando públicos diversos. No TikTok, a hashtag #CristãoNoTikTok já acumula mais de 2 milhões de vídeos. Outras etiquetas populares incluem #Devocional, com 890 mil publicações, e #JovemCristão, com cerca de 870 mil.

A maior parte do público pertence à Geração Z (nascidos entre 1997 e 2010), mas também há crescimento entre a Geração Alpha (nascidos após 2010).

Fatores psicológicos e sociais

Para o psicanalista Lucas Liedke, pesquisador de cultura e comportamento, o sucesso desse tipo de conteúdo está relacionado às necessidades emocionais dos adolescentes. “O aspecto de crise é inerente à condição de ser adolescente, que se intensifica ainda mais com os tempos que vivemos. As religiões, de muitas formas, ajudam a lidar com esse desamparo existencial”, afirmou Liedke ao Estadão. Segundo ele, após a pandemia da Covid-19, as novas gerações passaram a buscar segurança, estabilidade e sentido, e encontram isso na fé cristã.

‘Não queremos guerras culturais’

A evangelista Christine Caine, que trabalha com jovens em diversos países, também identificou essa demanda por uma espiritualidade mais profunda. “Há um desespero. Uma sensação de ‘Nosso mundo está fora de controle’ e precisamos de algo maior do que nós mesmos para intervir nisso. Não queremos religião, não queremos guerras culturais. Queremos um encontro radical com um Deus vivo que fará a diferença na minha vida cotidiana”, afirmou ela em uma conferência internacional em 2023.

A busca por um relacionamento direto com Deus, aliado ao uso de plataformas digitais, tem reformulado a forma como muitos jovens se aproximam da fé cristã. Para pastores como John Hofwijks, trata-se de um momento singular: “Não estamos apenas vendo visualizações. Estamos vendo vidas transformadas”.

Católico ou evangélico? Tarcísio aparece 'pregando' na Assembleia

Em discurso na Assembleia de Deus Brás (zona leste da capital), o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) citou passagens bíblicas para conectar fé e política, reforçando sua proximidade com um dos maiores grupos eleitorais do país, os evangélicos.

Diante de milhares de fiéis no domingo (15/6), Tarcísio — católico que frequenta regularmente o templo — evocou as alianças divinas com Abraão e Moisés:

Deus ordenou: ‘Sai da tua casa… Eu te mostrarei o caminho’. Abraão obedeceu. A Moisés disse: ‘Eu sou contigo’ para libertar o povo do Egito. Essa é a essência: obediência e confiança no Deus do Impossível”.

O evento ocorre em momento estratégico. Pesquisas recentes do Datafolha (maio/2025) apontam queda de 12% na aprovação do presidente Lula no Sudeste, enquanto evangélicos consolidam-se como força decisiva: representam 31% do eleitorado paulista (TSE/2024) e 33% da população brasileira, segundo o Datafolha 2025.

A escolha do palco não foi casual. A Assembleia de Deus Brás, fundada em 1958, é uma das maiores denominações pentecostais do país, com cerca de 50 mil membros só na capital, e sua liderança mantém histórico de influência política.

O bispo Manoel Ferreira — ex-deputado federal (2007-2011) que abençoou o ex-presidente Michel Temer — e seu filho, pastor Samuel Ferreira, são figuras centrais nessa articulação.

Samuel, em 2022 comandou ato de campanha de Jair Bolsonaro no templo, com presença de Tarcísio. A relação permanece ativa: em fevereiro, o governador compareceu ao culto em homenagem à falecida bispa Keila Fernandes, esposa de Samuel, acompanhado de aliados bolsonaristas.

Conexão fé-política

Analistas apontam que discursos em megaigrejas tornaram-se recurso eleitoral essencial desde 2018. Para Tarcísio, a aproximação vai além do simbolismo. Em menos de um ano, esta foi sua terceira visita pública ao templo — incluindo participação no aniversário dos Ferreira em 9 de junho.

Seu discurso, que transformou figuras bíblicas em metáforas de superação de crises, ecoa diretamente no eleitorado evangélico, grupo que prioriza pautas conservadoras e valoriza representantes que publicamente alinham fé e gestão.

O Palácio dos Bandeirantes não detalhou a agenda religiosa do governador, mas confirmou nova visita para julho. Enquanto isso, nas redes sociais de Tarcísio, trechos do sermão viralizaram com hashtags como #DeusDoImpossível — sinal de que a mensagem atingiu seu alvo: uma base fiel cujo apoio pode definir rumos eleitorais.

Prestes a cometer suicídio, homem muda ao escutar pregação

O pastor Luiz Hermínio, da Igreja MEVAM, relatou durante culto de batismo no último domingo (15/06) o caso de Peterson Silva, 32. O homem, natural de Manaus, abandonou uma tentativa de suicídio após assistir a uma pregação online da congregação catarinense.

Segundo Hermínio, Silva preparava-se para enforcar-se quando recebeu uma notificação com vídeo do ministério: “Ele estava com a corda no pescoço. Assistiu à mensagem, entrou no carro e dirigiu 3.800 km até Itajaí”.

Após aceitar Jesus e passar por discipulado, Silva foi batizado e integrou o programa “S.O.S Vida Jovem” da MEVAM, que oferece apoio terapêutico, espiritual e reintegração social a jovens vulneráveis.

Fé como fator de prevenção

Especialistas e líderes religiosos destacam mecanismos pelos quais a fé pode auxiliar na prevenção ao suicídio:

  • Sentido de propósito: Crenças oferecem perspectiva de vida além das crises imediatas, como citou Hermínio: “Há esperança para muitos Petersons”;

  • Rede de apoio comunitária: Igrejas funcionam como sistemas de acolhimento, exemplificado pelo programa S.O.S;

  • Fortalecimento emocional: Estudos como o da Harvard School of Public Health (2023) associam práticas espirituais à maior resiliência em transtornos depressivos;

  • Redução do isolamento: O Conselho Federal de Psicologia (CFP) reconhece em diretrizes que comunidades religiosas podem ser aliadas no primeiro acolhimento, desde que não substituam tratamento profissional.

Chamado à ação

O pastor convocou fiéis a compartilharem conteúdo religioso: “Não buscamos seguidores virtuais. Buscamos ‘Petersons’. Mandem vídeos – há esperança nisso”.

Em publicação no Instagram, Hermínio reforçou: “É para isso que a igreja se move: resgatar vidas”. Seguidores enviaram mensagens como “Deus tem um plano para tua vida” e “Vai ganhar muitas almas”.

Apoio especializado

O relato ressalta a importância de redes integradas de apoio. Para crises suicidas, recomenda-se:

  • CVV: Atendimento 24h pelo 188 ou www.cvv.org.br;

  • CAPS: Serviços públicos de saúde mental;

  • Programas como S.O.S Vida Jovem: Combinam suporte espiritual e psicológico.

A igreja não divulgou detalhes adicionais sobre Silva, preservando sua privacidade. O caso ocorre em um Brasil onde, segundo o Ministério da Saúde, 32 pessoas cometem suicídio diariamente (2024), reforçando a necessidade de múltiplas estratégias de prevenção.