“Declínio do cristianismo”: na Itália, muçulmanos cobrem Jesus

No último sábado, 7, cerca de 4 mil muçulmanos reuniram-se no Santuário Marcelliana, em Monfalcone, nordeste da Itália, para celebrar a “Festa do Sacrifício” (Eid al-Adha), uma das principais datas do calendário islâmico.

O espaço, pertencente à Igreja Católica, foi cedido temporariamente para a oração coletiva devido à escassez de locais adequados na região, mas resultou em polêmica após uma imagem de Jesus ter sido coberta.

Isso, porque, durante a cerimônia uma estátua de Jesus Cristo presente no santuário foi coberta com um pano. Imagens do ato, circuladas nas redes sociais, desencadearam críticas de autoridades e fiéis católicos, que consideraram o gesto uma desconsideração ao simbolismo cristão do local.

Reações

Anna Cisint, ex-prefeita de Monfalcone e membro do partido Liga Norte, classificou o episódio como “grave e inaceitável”: “A Itália está continuamente regredindo. Devemos trabalhar para trazer as pessoas de volta às igrejas em vez de entregar peças tão importantes ao Islã”.

Cisint atribuiu parte da responsabilidade à própria Igreja Católica: “Trata-se de denunciar o declínio do cristianismo legitimado por certa ideologia, inclusive dentro de uma parte do clero”.

O deputado Rossano Sasso (Liga Norte) endossou as críticas: “Isto não é diálogo entre religiões, mas submissão. Submissão a uma religião que nos considera infiéis”.

Posicionamento da Igreja

Dom Flavio Roberto Carraro, responsável eclesiástico pela região, afirmou à emissora pública RAI: “Ninguém deveria ter coberto a estátua, mas é necessário verificar a autenticidade das imagens divulgadas”.

Ele reiterou que a cessão do espaço visava “promover coexistência pacífica”, lembrando que a diocese já havia acolhido outras comunidades religiosas em ocasiões anteriores.

Cisint defendeu a criação de um marco legal para o Islã na Itália: “É necessária uma regulamentação séria, começando por um acordo formal com o Estado. Um acordo que falta não por responsabilidade do governo, mas pela ausência de interlocutores dispostos a reconhecer que aqui reina a Constituição, e não o Alcorão”.

Nas redes sociais, a jornalista Alessandra Almeida Chianelli Dutra comentou: “Cristianismo silenciado em pleno santuário italiano. Em nome de um multiculturalismo mal compreendido, cristãos são coagidos a esconder seus símbolos. Quando a tolerância vira capitulação, o próximo passo é o apagamento”.

Contexto

A Festa do Sacrifício comemora o episódio bíblico do quase-sacrifício de Ismael (para muçulmanos) ou Isaac (para judeus e cristãos) e inclui orações coletivas, caridade e partilha de alimentos.

A utilização de espaços cristãos por comunidades muçulmanas ocorre em várias cidades europeias com escassez de mesquitas, frequentemente gerando tensões culturais. Com: Il Giornale

Grupo de estudo bíblico liderado por adolescente atrai dezenas

Zeeland Youngblood, 17, iniciou em abril de 2024 um grupo de estudo bíblico voltado para adolescentes em sua residência na cidade de Grafton, Estados Unidos. Os encontros, realizados às segundas-feiras, passaram a atrair dezenas de estudantes do ensino médio da região.

Conforme registros compartilhados por sua mãe, Jessica Youngblood, na plataforma Instagram, o primeiro encontro ocorreu em abril e reuniu 23 adolescentes. Zeeland liderou a sessão de estudo bíblico. Na segunda semana, o número de participantes dobrou.

“Algumas semanas atrás, ele perguntou se poderia liderar um grupo na casa!”, relatou Jessica Youngblood em sua conta no Instagram, em postagem datada das primeiras semanas do grupo. “A pequena reunião dobrou em uma semana! Os adolescentes nos disseram que está mudando suas vidas!”, acrescentou.

Em postagem subsequente, Jessica descreveu o formato dos encontros: “Zeeland criou um espaço para alunos do ensino médio se conectarem e falarem sobre coisas da vida real. Esta noite foi sobre luxúria e a luta de sua carne”.

Com o crescimento contínuo do grupo nas semanas seguintes, Jessica passou a oferecer lanches durante os encontros, utilizando recursos obtidos por meio de doações online. “Triplicou em um mês! Jovens que nunca foram à igreja em toda a sua vida! A oração continuou uma hora depois da [reunião] terminar”, declarou ela.

O grupo chegou a receber quase 70 adolescentes em um único encontro. As atividades incluem estudo da Bíblia e momentos de oração coletiva.

Jessica Youngblood expressou sua reação ao desenvolvimento do grupo de estudo bíblico iniciado pelo filho: “Ver meu filho ser guiado por Deus com uma fé tão ousada e radical! A vida de alguns desses adolescentes nunca mais será a mesma”. Em outra postagem, afirmou: “Estou tão emocionada com o que está acontecendo na minha casa! O avivamento está acontecendo aqui”.

Um vídeo publicado por Jessica, mostrando sua reação ao encontrar a casa lotada durante um dos encontros, alcançou mais de 1 milhão de visualizações nas redes sociais.

Nas seções de comentários das publicações sobre o grupo de estudo bíblico, usuários manifestaram apoio. “Meu coração se alegra ao ver geração jovem se rendendo ao nosso Senhor Jesus Cristo!”, comentou uma mulher, segundo o Guiame.

Outro usuário escreveu: “A sede que esta geração tem pelo Senhor será o que trará a colheita de almas! O avivamento global está sobre nós e foi profetizado que começará com a juventude!”.

Às vésperas do Super Mundial, igrejas realizam ‘culto das torcidas’

No meio de hinos e Bíblias abertas, as cores de Flamengo, Corinthians e Vasco invadiram os templos. Em vídeos que viralizaram esta semana, jovens evangélicos aparecem vestidos com camisas de times de futebol em cultos temáticos batizados de “Culto das Torcidas” – iniciativa de igrejas que gerou tanto entusiasmo quanto controvérsia nas redes sociais.

Na Igreja de Irajá, Rio de Janeiro, o som de palmas e gritos de “gol!” ecoou entre os bancos durante o evento promovido pelo ministério Inove. A programação misturou louvor, pregação e até gincanas com provas esportivas.

“Era para ser um testemunho de união”, defendeu um líder, enquanto vídeos mostravam rapazes de camisas do Botafogo abraçando rivais palmeirenses. Mas a cena despertou críticas ferrenhas de setores conservadores, especialmente dentro das Assembleias de Deus, que questionaram a “mundanização” do culto.

A tensão chegou ao ponto de a igreja carioca limitar comentários em suas publicações. Na legenda, justificaram: “Vestimos a camisa do time do coração, mas nossa verdadeira torcida é para o time do Senhor!”. A mensagem destacava o propósito espiritual: “Deus nos chama para nos posicionarmos no mundo espiritual. Unidos, vencemos em Cristo!”.

No Espírito Santo, a Igreja Nova Vida de Vila Velha replicou a ideia com igual fervor. Jovens com bandeiras e pinturas faciais transformaram o púlpito numa arquibancada celestial – cenário que também dividiu opiniões.

Enquanto alguns acusavam “espetacularização da fé”, outros celebravam a criatividade evangelística. “Quantos garotos que nunca pisariam numa igreja vieram por causa do tema?”, questionou uma mãe nas redes, mostrando o filho de uniforme do Atlético-MG orando.

Entre os críticos, vozes argumentavam que o futebol – com sua história de violência e idolatria – não deveria misturar-se ao sagrado. Já os defensores lembravam que Paulo “fez-se tudo para todos” (1 Cor 9:22). “Se o apóstolo citava poetas pagãos para falar de Jesus, por que não usar a paixão pelo esporte como ponte?”, rebateu um pastor.

A polêmica envolvendo às igrejas expõe uma encruzilhada geracional: enquanto alguns veem o futebol como terreno sagrado para missão, outros temem que a linha entre o altar e o estádio se desfaça.

Mas nas fotos que circularam após os cultos, o que mais se via eram sorrisos largos – e camisas de times rivais lado a lado, dobradas no chão do santuário, enquanto as mãos se erguiam para o mesmo time. Com: Exibir Gospel.

Condenado a 25 anos ouve chamado e vira evangelista na prisão

Aos 18 anos, Luther Collie foi condenado a 25 anos de prisão sem possibilidade de liberdade condicional após cometer um assalto à mão armada nos Estados Unidos. Segundo seu relato, a decisão foi tomada de forma impulsiva, em busca de dinheiro fácil para sustentar uma carreira no rap.

Durante os primeiros anos de detenção, Luther descreveu sua condição como sendo de raiva e desesperança. No entanto, ainda dentro da prisão, ele teve contato com atividades evangelísticas promovidas por ministérios cristãos, o que marcou o início de sua transformação espiritual.

“Uma noite, enquanto lia a Palavra de Deus com outros presos, fui tocado pelo Espírito Santo e me entreguei a Cristo”, afirmou Luther.

Após sua conversão, passou a liderar estudos bíblicos no Presídio Everglades, orientando outros detentos e assumindo um papel de liderança espiritual: “Não podemos desconsiderar o poder de Deus pelo nosso passado conturbado. Sua misericórdia é infinita e Ele pode perdoar você”, declarou.

O ministério God Behind Bars, que atua desde 2009 em prisões americanas, destacou a trajetória de Luther como exemplo do impacto do Evangelho em ambientes prisionais. A organização informou que mais de 1 milhão de presos já foram alcançados por meio de suas ações. De acordo com os dados divulgados, cerca de 92% dos detentos nos Estados Unidos acabam retornando à sociedade, mas 75% voltam a ser presos nos três anos seguintes à soltura.

“Tratamos esse problema com uma abordagem única de três etapas que se concentra nas necessidades físicas, espirituais e relacionais dos presos e suas famílias. Ao convidar Deus para a prisão e mostrar Seu amor de maneiras tangíveis, God Behind Bars está restaurando vidas, construindo fé, lutando contra vícios, reconectando famílias e dando a milhares de presos esperança para o futuro”, afirmou o ministério em nota.

Após anos de reclusão, Luther agora está em liberdade e dedica sua vida ao evangelismo, compartilhando seu testemunho como forma de inspirar outras pessoas a encontrar um novo propósito.

“Queremos ajudá-los a desenvolver sua fé, curar traumas e feridas emocionais, quebrar vícios e ciclos, e permitir que cada pessoa atrás das grades assuma seu chamado como filhos e filhas do Altíssimo”, concluiu o ministério.

Igrejas batizam mais de 26 mil convertidos em um dia nos EUA

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No domingo de Pentecostes, 09 de junho, mais de 26 mil pessoas foram batizadas em diferentes locais dos Estados Unidos durante o evento Baptize America, considerado pelos organizadores o maior batismo simultâneo da história do país. A ação reuniu fiéis de todas as regiões e mobilizou mais de 650 igrejas distribuídas pelos 50 estados.

A oração de Jesus em João era para que nos tornássemos um”, afirmou o pastor Mark Francey, um dos idealizadores da mobilização nacional. “E acho que é isso que estamos vendo agora – uma unidade em torno daquilo em que todos concordamos, que é o batismo nas águas.”

O evento tem origem no Baptize Califórnia, um movimento iniciado há dois anos na costa oeste dos EUA. Em sua primeira edição, o batismo reuniu 4.000 pessoas e, em 2023, ultrapassou os 6.000 participantes. A edição deste ano marcou a transição para um movimento de alcance nacional.

Um dos momentos centrais aconteceu na Enseada dos Piratas (Pirates Cove), praia localizada na Califórnia com forte simbolismo histórico para as igrejas norte-americanas. Foi nesse local que, nos anos 1970, o pastor Chuck Smith realizou batismos em massa durante o chamado Movimento de Jesus, um avivamento religioso retratado no filme Jesus Revolution, lançado em 2023.

Testemunhos de participantes

O evento foi marcado por relatos emocionados de quem participou. Para muitos, tratou-se de uma experiência espiritual profunda. “Parecia que Deus estava lá – simplesmente incrível”, disse Kaili Newby, batizada durante a cerimônia.

Gabriel, outro participante, relatou ter surpreendido a própria mãe ao decidir se batizar. “Se não fosse pelas orações dela, e se não fosse pela graça de Deus, eu estaria morto ou na prisão, porque essas eram as atividades em que eu estava envolvido no Oriente Médio”, declarou.

Jorge Gonzalez foi batizado junto com o irmão e afirmou ter sentido uma transformação interior. “Deus estava tocando cada fio do meu coração”, disse ele. “Então, sabe, eu tinha que vir aqui e finalmente aceitar Jesus como meu Salvador. E hoje era a oportunidade perfeita.”

Voluntários também compartilharam impressões sobre o dia. “Eu realmente acho que a parte mais legal de estar lá é simplesmente ver as pessoas vivenciando Jesus”, afirmou Alissa Circle, que atuou como voluntária no Baptize America.

Perspectiva para o futuro

O pastor Mark Francey afirmou acreditar que a ação representa apenas o início de algo maior. “Está só começando”, declarou. “Acreditamos que o que acontecer nesta praia chegará aos confins do mundo.”

O evento contou com apoio logístico de centenas de igrejas, equipes de voluntários, e foi promovido como uma celebração pública de fé cristã. De acordo com a CBN News, os organizadores pretendem que o Baptize America se torne uma iniciativa anual, com novas mobilizações previstas para os próximos anos.

Missionária prega a radicais do Boko Haram e eles aceitam Jesus

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Em uma das regiões mais perigosas do mundo, a missionária americana Carole Ward tem transformado a vida de muitas pessoas nas comunidades do Sahel, área que atravessa 10 países africanos, desde o Senegal até a Eritreia.

Com temperaturas extremas e marcada por conflitos intensos, a região concentra mais da metade das mortes relacionadas ao terrorismo no mundo. Apesar das adversidades, Carole seguiu o chamado de Deus para treinar cristãos locais no Sahel.

Em entrevista à CBN News, Carole afirmou: “A região do Sahel não é o tipo de lugar onde você vai para passear, você é chamado para cá”. Ela descreveu o ambiente como muito quente, com temperaturas que variam entre 38 a 46 graus o ano todo. Mesmo diante de uma das áreas mais perigosas da África, Carole disse que o chamado de Deus está em seu sangue.

Ao longo das últimas décadas, Carole tem seguido esse chamado em regiões afetadas por conflitos. Começou sua missão no norte de Uganda e depois seguiu para o Sudão do Sul, durante a guerra civil. “Você morreu para si mesmo, e o diabo não pode matar um morto porque sua vida não lhe pertence”, declarou, levando cura e esperança para aqueles que fugiam da guerra.

Legado de Família

Carole Ward faz parte de uma longa linhagem de missionários. Seus pais dedicaram 62 anos à pregação do Evangelho em áreas afetadas pelos extremistas do Abu Sayyaf, nas Filipinas. Ela relembra, com emoção, o mapa que seu pai usava, sempre orando pelas regiões muçulmanas que ele tanto amava. Além disso, seus avós foram missionários na China por 30 anos. Para Carole, seguir Jesus não é apenas uma decisão, mas um legado de sua família.

“Percebo que o medo é contagioso, mas a fé também. Cresci em um lar onde, mesmo com o Abu Sayyaf à procura da cabeça do meu pai por 45 anos, ele não tinha medo”, recorda a missionária, destacando a coragem e o amor de seus pais, que não hesitaram em oferecer suas vidas em serviço a Deus.

Frutos da Missão

Atualmente, Carole segue sua missão no Chade, um país cercado por grupos terroristas como Boko Haram, Estado Islâmico e Al-Qaeda. Em sua missão, Carole destaca: “Meu desejo é avançar cada vez mais para o norte, rumo à escuridão islâmica, com o Evangelho”. Ela acredita que, se os cristãos não avançarem tão rapidamente quanto os extremistas, perderão a batalha espiritual e física.

Com a ajuda de cristãos locais, a missionária promoveu um movimento nacional de oração, treinando missionários e envolvendo os nativos da região no compartilhamento do Evangelho. “Tivemos alguns membros do Boko Haram que se converteram a Jesus em nossa escola de treinamento missionário”, afirmou, destacando que já enviaram mais de 150 missionários chadianos para compartilhar o Evangelho no país.

Dentre esses missionários, muitos foram enviados para o leste, rumo aos refugiados sudaneses que escapavam da guerra. Carole mencionou que “muitos foram batizados, 202 deles, na primeira escola de treinamento missionário que tivemos”. Esses missionários são moradores locais, treinados, equipados e prontos para chegar a lugares de difícil acesso.

O missionário Digba Katsala, que também atua no Chade, explicou como a pregação do Evangelho pode ser desafiadora: “Às vezes, as pessoas não são muito receptivas e ficam um pouco agressivas, mas depois, quando veem que você persiste com a Palavra de Deus, elas se acostumam”. Digba tem cruzado as ruas de N’Djamena, a capital, com seu equipamento de som, anunciando o Evangelho de Cristo, mesmo em uma cidade onde mais da metade da população é muçulmana.

Testemunhos de transformação

Abdoulaye Mayangar, um missionário que antes seguia o islamismo, também compartilhou sua história. “Eu era um muçulmano fervoroso. Rezava cinco vezes ao dia, jejuava no Ramadã e não gostava dos cristãos”, revelou. Seu pai havia sido treinado por extremistas islâmicos para perseguir cristãos locais, mas Abdoulaye agora espalha a mensagem de Cristo. “Hoje há esperança! Muitos muçulmanos nesses países estão abertos a ouvir o Evangelho. Deus está realmente agindo no Sahel”, disse ele.

A missionária vê Abdoulaye, Digba e outros cristãos chadianos como a “ponta da lança” na luta espiritual pela região: “A oração nos transforma, nos levando a estar dispostos a entregar nossas vidas e cumprir a Grande Comissão, custe o que custar”, concluiu Carole, destacando o esforço de muitos em transformar o mapa espiritual de uma das áreas mais desafiadoras e perigosas da África.

Vídeo: pastora pede decência ao vestir mas sua roupa gera reação

Durante um culto recente, uma pastora abordou a importância da vestimenta adequada ao se apresentar diante de Deus, enfatizando que a maneira como nos adornamos reflete nosso compromisso com a santidade. Porém, sua escolha de roupa gerou controvérsia.

“Na presença do rei, você não entra de qualquer maneira. Na presença do rei, você não pode vir de qualquer forma. Na presença do rei, você tem que vir totalmente adornada e bonita, porque Deus, o favor dele vai ser sobre você”, afirmou ela, transmitindo uma mensagem de preparação espiritual aos fiéis presentes.

A pastora continuou, dizendo que “Deus veio buscar uma igreja santa, remida, lavada no sangue do Cordeiro”, e que os cristãos precisam se preparar para o momento em que serão chamados como “a noiva” de Cristo, enfatizando que “nossos adornos são diferentes deste mundo”.

Segundo ela, os cristãos devem se transformar pela “renovação da mente”, conforme orientações bíblicas, e não se conformar com “este século”.

No entanto, a mensagem que a pastora procurava passar foi interrompida por um detalhe que logo gerou debate nas redes sociais: o vestido que ela usava enquanto ministrava. A peça, que era justa e marcava o corpo, possuía uma fenda frontal, características que alguns internautas consideraram incoerentes com a mensagem que ela mesma pregava.

A situação rapidamente ganhou atenção na página “Fala Farizeu”, no Instagram, que comentou: “Durante um culto, uma pastora decidiu ministrar sobre a importância da vestimenta adequada ao subir no altar. Porém, o que era para ser uma palavra de ensino acabou se tornando motivo de debate nas redes sociais — tudo por causa do vestido que ela mesma usava enquanto pregava”.

Para muitos, o vestido foi interpretado como uma contradição, apontando que a pastora, ao vestir uma roupa que chamava a atenção para o seu corpo, estaria desvirtuando a ideia de humildade e respeito pregada em sua própria mensagem.

O episódio gerou uma divisão de opiniões entre os seguidores, com uns criticando a falta de exemplo e outros ressaltando que a mensagem é que deve prevalecer, independentemente da vestimenta. A controvérsia reflete uma discussão mais ampla sobre o papel da aparência e da modéstia na vida cristã e na liderança religiosa.

Convenção Batista contra uniões gays e pílulas abortivas

Durante a Reunião Anual da Convenção Batista do Sul (SBC, na sigla em inglês), realizada em 11 de junho em Dallas, Texas (EUA), milhares de mensageiros aprovaram por votação oral três resoluções que tratam de temas sociais e morais, com foco na ética sexual e no aborto. A SBC é a maior denominação protestante dos Estados Unidos, com cerca de 13 milhões de membros afiliados.

Uma das resoluções, intitulada “Sobre a restauração da clareza moral por meio do design de Deus para gênero, casamento e família”, defendeu a anulação da decisão Obergefell v. Hodges, de 2015, pela qual a Suprema Corte dos Estados Unidos considerou inconstitucionais as proibições estaduais ao casamento entre pessoas do mesmo sexo.

O texto declara apoio a “leis que afirmem o casamento entre um homem e uma mulher, reconheçam a realidade biológica do masculino e do feminino, protejam a inocência das crianças contra a predação sexual, afirmem e fortaleçam os direitos dos pais na educação e na saúde, incentivem a formação familiar de maneiras que afirmem a vida e garantam segurança e justiça nas competições atléticas”.

A segunda resolução aprovada, Sobre a proibição da pornografia, apelou a legisladores para a criação de leis mais rigorosas que impeçam a produção e circulação de conteúdo pornográfico. A proposta inclui a defesa de mecanismos como verificação obrigatória de idade e responsabilização civil de plataformas e criadores de conteúdo.

A resolução também elogiou o Congresso dos Estados Unidos e o presidente Donald Trump pela promulgação do Take It Down Act, lei que aumenta as punições para casos de divulgação de imagens íntimas sem consentimento, incluindo conteúdos gerados por inteligência artificial.

A terceira resolução, intitulada “Sobre a resistência aos males morais e perigos médicos das pílulas químicas do aborto”, critica o uso da mifepristona — medicamento utilizado no chamado aborto químico. O texto afirma que “lamentamos a destruição contínua de vidas pré-natais através do aborto químico e condenamos a exploração de mulheres por uma indústria do aborto cada vez mais dependente de drogas perigosas e práticas enganosas”.

A resolução também solicita à Food and Drug Administration (FDA) que “revogue imediatamente sua aprovação da mifepristona, restaure todos os protocolos de segurança removidos anteriormente e reavalie os medicamentos para aborto químico usando dados do mundo real”.

Além disso, conclama o Congresso e os legislativos estaduais a proibirem a fabricação, venda e distribuição desses medicamentos, responsabilizando as empresas envolvidas, de acordo com o The Christian Post.

Contexto jurídico

Antes da decisão da Suprema Corte em 26 de junho de 2015, referendos em vários estados norte-americanos aprovaram emendas constitucionais estaduais que proibiam o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Desde então, embora alguns estados tenham revogado tais medidas, outros ainda mantêm as proibições formalmente em seus textos constitucionais, mesmo sem validade jurídica prática.

Nos últimos meses, parlamentares republicanos de diversos estados intensificaram esforços para reverter a decisão Obergefell. Em janeiro, a Assembleia Legislativa de Idaho aprovou uma resolução pedindo que a Suprema Corte reconsiderasse o caso. Propostas semelhantes foram apresentadas em estados como Michigan, Montana, Dakota do Norte e Dakota do Sul. De acordo com juristas, a Suprema Corte só pode rever sua própria decisão se for provocada por uma nova ação judicial envolvendo o mesmo tema.

A Convenção Batista do Sul, fundada em 1845, mantém uma tradição conservadora em temas de ética e moral sexual. As resoluções aprovadas não têm força legal, mas servem como diretrizes doutrinárias para as igrejas filiadas à denominação.

Rick Warren prega para católicos e defende união com evangélicos

O ex-pastor batista Rick Warren, fundador da megaigreja Saddleback, pregou em um evento católico em Roma na semana passada e, em uma entrevista após o evento, sugeriu que Deus Pai ainda não respondeu à oração sacerdotal de Jesus Cristo pedindo unidade entre Seus discípulos.

Warren participou do Global 2033, um consórcio de jovens líderes e influenciadores católicos mobilizados para espalhar o Evangelho antes do 2.000º aniversário do Pentecostes, em 2033.

Durante uma entrevista no fim de semana com o canal católico EWTN, Warren afirmou que “nenhuma denominação pode completar a Grande Comissão sozinha”. Ele também comentou sobre o número de cristãos no mundo, mencionando que aproximadamente 2,5 bilhões de pessoas afirmam acreditar em Jesus Cristo, sendo 1,3 bilhão delas católicas, o que representa cerca de metade do cristianismo.

Apesar disso, Warren reconheceu a impossibilidade de alcançar uma “unidade cultural” ou “unidade estrutural” entre as denominações. “Unidade na doutrina também nunca acontecerá”, disse ele. No entanto, afirmou que há uma área de concordância: “Todo cristão entende que somos chamados a ir [evangelizar]”, acrescentou.

Ao ser questionado sobre as tensões entre protestantes e católicos, Warren fez referência à “oração sacerdotal” de Jesus, registrada em João 17, destacando que, segundo ele, Deus ainda não a respondeu completamente. “Sua grande oração ali é a oração pela unidade”, disse Warren. “Ainda é a oração não atendida de Jesus”.

Warren explicou que orava com os católicos em Roma porque “qualquer pessoa que acredite que Jesus Cristo é o Senhor da minha vida” é sua “irmão ou irmã em Cristo”.

Essa visão sobre a unidade cristã gerou críticas, como as de RC Sproul, teólogo falecido, que em um artigo de 2012, abordou as várias interpretações da oração de Jesus e sugeriu que ela não pedia unidade às custas da integridade doutrinária:

“Somos chamados a ser fiéis à verdade do evangelho e a manter a pureza da igreja. Essa pureza jamais deve ser sacrificada para salvaguardar a unidade, pois tal unidade não é unidade alguma”, escreveu Sproul, de acordo com informações do The Christian Post.

Histórico problemático

Warren já havia enfrentado críticas de outros evangélicos por sua proximidade com a Igreja Católica Romana. Em 2014, ele participou de um colóquio promovido pelo Vaticano sobre a complementaridade entre homens e mulheres, o que levou alguns a pedirem seu arrependimento.

Em fevereiro deste ano, Warren foi alvo de críticas após postar e depois apagar um tuíte sugerindo que Jesus seria um moderado político, já que foi crucificado entre dois ladrões. O tuíte gerou reações negativas, acusando Warren de distorcer o relato do Evangelho para se alinhar à política moderna.

Posteriormente, ele se retratou pela postagem, afirmando: “Peço desculpas. Escrevi mal. Não acredito que Jesus fosse centrista. Ele está muito acima de tudo. ‘Meu reino não é deste mundo…’ João 18:36. Jesus exige nossa total lealdade como o centro de nossas vidas.”

Em 2023, a Convenção Batista do Sul decidiu remover a Igreja Saddleback de Warren da denominação, após permitir que uma mulher ocupasse o cargo de pastora docente. A denominação manteve sua decisão, apesar do apelo de Warren.

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Michael Tait: rádio dos EUA retira músicas da programação

A K-LOVE, maior rede de rádio cristã dos Estados Unidos, anunciou que está “suspendendo” todas as músicas do Newsboys e do DC Talk, após alegações de abuso sexual contra o ex-vocalista do Newsboys, Michael Tait.

A decisão foi comunicada por uma porta-voz da K-LOVE em uma declaração oficial: “Estamos cientes das acusações contra Michael Tait, ex-vocalista do Newsboys. À medida que a investigação avança, nossas orações estão com todos os envolvidos. Enquanto isso, nossa equipe de programação está suspendendo as músicas do Newsboys e do DC Talk em nossa transmissão”.

A medida foi tomada após uma reportagem publicada na semana anterior, na qual três homens alegaram que Tait os agrediu sexualmente durante incidentes separados entre 2004 e 2014. Um dos homens também afirmou que Tait lhe ofereceu cocaína enquanto estava a bordo do ônibus da turnê do Newsboys. Tait, de 58 anos, admitiu sua conduta inadequada em comunicado publicado nas redes sociais.

Quando deixou os Newsboys, ele havia indicado que precisava corrigir questões particulares:

“Tomei uma decisão monumental e sincera: é hora de me afastar do Newsboys. Essa decisão não é fácil e foi um choque até para mim, mas, em meio a orações e jejum, tenho a clareza de que é a decisão certa”.

Após o anúncio das alegações, os membros restantes da banda — Jeff Frankenstein, Jody Davis, Duncan Phillips e Adam Agee — divulgaram uma declaração afirmando que Tait admitiu “viver uma vida dupla”, mas disse estar “horrorizado, com o coração partido e com raiva” pelas revelações.

Adam Agee, que assumiu a posição de vocalista após a saída de Tait, afirmou em um grupo no Facebook que, embora a banda tivesse ouvido rumores ao longo dos anos, sempre procuraram esclarecimentos com Tait, que negava as acusações, de acordo com o The Christian Post.

A suspensão das músicas do Newsboys e do DC Talk pela K-LOVE representa um golpe significativo para o Newsboys, que recentemente lançou seu primeiro álbum desde a saída de Tait, Worldwide Revival (Deluxe). A K-LOVE, que é de propriedade da Educational Media Foundation (EMF), atinge mais de 14 milhões de ouvintes por semana em mais de 400 estações de rádio em 48 estados.

Além disso, outras emissoras cristãs locais e regionais seguiram o exemplo da K-LOVE. A Rádio KYCC 90.1-FM, localizada em Stockton, Califórnia, anunciou que suspenderia todas as músicas do Newsboys até novo aviso, em resposta às alegações. “A direção da KYCC decidiu não tocar nenhuma música dos Newsboys até novo aviso”, afirmou a emissora. A rádio expressou estar “chocada e triste” com as acusações e se solidarizou com os ouvintes que se sentiram emocionalmente impactados pela notícia.

Outras estações que também retiraram músicas do Newsboys ou DC Talk de sua programação incluem emissoras em Pequot Lakes, Minnesota; Grand Forks, Dakota do Norte; Winnipeg, Manitoba; e Geelong, Austrália, de acordo com o TRR. Algumas emissoras também removeram o projeto solo de Tait, “TAIT”, de suas programações.