Pastor é forçado a cumprir exílio no Irã por 'propagação de igrejas'

Teerã, 7 de junho de 2025 – O pastor Yousef Nadarkhani, líder de comunidade cristã no Irã, teve que cumprir pena de dois anos de exílio interno, mesmo após a libertação da prisão em fevereiro de 2023.

A sentença original, decretada pelo Tribunal Revolucionário de Rasht em 2017, previa dez anos de prisão e exílio sob acusação de “agir contra a segurança nacional por meio da propagação de igrejas domésticas e promoção do cristianismo sionista”.

Cronologia do caso:

  • 2017: Primária condenação a 10 anos de prisão e exílio.

  • 2023: Nova condenação pelo mesmo artigo penal (reduzida após recurso).

  • Fevereiro de 2023: Libertação da prisão com início imediato do exílio em Nik Shahr (província de Sistão-Baluchistão), localizada a aproximadamente 2.000 km de sua residência.

  • Fevereiro de 2025: Término previsto do período de exílio, sem registros de novas intimações ou violações reportadas por grupos de direitos humanos.

O Relatório Anual 2025 da organização Article 18, dedicada à liberdade religiosa no Irã, documentou o caso como exemplo de aplicação de exílio interno contra convertidos do islamismo ao cristianismo. O estudo indica que a medida serve para manter ex-detentos “fora de vista” após libertação.

A Comissão dos Estados Unidos para a Liberdade Religiosa Internacional (USCIRF) mantém Nadarkhani em seu banco de dados de Prisioneiros de Consciência Religiosa.

Em nota de março de 2025, a entidade justificou: “Histórico de reincidência em prisões de líderes religiosos após redução da atenção pública sustenta a classificação”.

Contexto jurídico:

O Código Penal iraniano permite o exílio interno como pena complementar, frequentemente aplicada a casos enquadrados no Artigo 500 (“ameaça à segurança nacional”). Segundo a Article 18, 47 cristãos ex-muçulmanos enfrentaram medidas similares entre 2010 e 2024.

Nenhuma autoridade judiciária iraniana emitiu comunicado sobre o término do exílio de Nadarkhani. Organizações locais monitoram o cumprimento de prazos legais mediante silêncio oficial, padrão observado em casos análogos.

Considerado um dos países mais perigosos para os cristãos, o Irã é alvo de grande preocupação por parte de organizações como a Portas Abertas. A entidade pede para que os seguidores de Jesus se mobilizem em oração pela liberdade religiosa nacional.

Câmeras registram como cristão impactou empresa com oração

Um vídeo compartilhado nas redes sociais mostra a rotina de oração de um homem na chegada ao trabalho, diariamente, e como isso impactou os demais funcionários da empresa.

Embora o vídeo não mostre muitas informações, é possível notar que o momento de oração ocorria na recepção de uma empresa chamada Grupo Peixoto & Gomes. O rapaz, foi gravado por vários dias pelas câmeras de segurança ao longo de janeiro.

A primeira data registrada no vídeo é 15/01, e o gesto se repetiu nos dias seguintes. Embora as orações fossem breves, o gesto foi percebido pelos colegas de serviço, que um dia se juntaram a ele para orar.

O vídeo que circula nas redes sociais mostra que, neste dia, um breve momento de reflexão foi feito pelo rapaz que inspirou todos os funcionários da empresa. “O testemunho edifica e a oração move o céu”, escreveu uma usuária do Instagram. “O exemplo arrasta”, escreveu outra.

Confira o vídeo:

Censo 2022 mostra queda de católicos e crescimento evangélico

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, no dia 6 de junho, os dados detalhados sobre religião do Censo Demográfico de 2022. As informações confirmam a continuidade de uma mudança estrutural no perfil religioso da população brasileira: a redução do número de católicos apostólicos romanos e o crescimento constante dos evangélicos.

Segundo os dados, a proporção de católicos caiu de 65,1% em 2010 (105,4 milhões de pessoas) para 56,7% em 2022 (100,2 milhões), o que representa uma diminuição de 8,4 pontos percentuais. No mesmo período, a população evangélica aumentou de 21,6% (35 milhões) para 26,9% (47,4 milhões), um crescimento de 5,3 pontos percentuais.

A proporção de brasileiros sem religião também cresceu, passando de 7,9% em 2010 para 9,3% em 2022. Outras religiões apresentaram variações menores: as religiões de matriz africana (umbanda e candomblé) passaram de 0,3% para 1,0%, enquanto os espíritas registraram leve queda, de 2,2% para 1,8%. As religiões indígenas representaram 0,1% das declarações.

Censo 2022 mostra queda acentuada de católicos e crescimento de evangélicos
Infográfico mostra a realidade percentual da religiosidade no Brasil registrada em 2022

Transformações

A analista do IBGE responsável pelo tema, Maria Goreth Santos, destacou o contraste com o primeiro Censo realizado no Brasil, em 1872. Na época, só era possível declarar alguém como “‘cathólico’ ou ‘acathólico’, conforme a grafia da época”. Segundo ela, “a população escravizada era toda contada como católica, seguindo a declaração do senhor da casa”.

Para Maria Goreth, as transformações sociais ao longo das décadas impulsionaram mudanças na forma de coleta e categorização dos dados: “Códigos, banco descritor, estrutura classificatória e incorporação de novas declarações religiosas foram sendo necessários para retratar a diversidade religiosa no Brasil da forma mais fidedigna possível”, afirmou.

Variações por região

Apesar da queda, o catolicismo segue como religião majoritária em todas as grandes regiões do país, com destaque para o Nordeste (63,9%) e Sul (62,4%). A menor concentração está no Norte (50,5%).

Entre os evangélicos, a maior proporção está no Norte (36,8%), e a menor no Nordeste (22,5%). Já os espíritas concentram-se mais no Sudeste (2,7%), assim como os sem religião (10,5%) e os adeptos de outras religiosidades (4,9%). As religiões de matriz africana tiveram maior presença nas regiões Sul (1,6%) e Sudeste (1,4%).

Perfil etário

Os dados também mostram diferenças importantes por faixa etária. Católicos predominam nos grupos mais velhos, com 72,0% entre pessoas com 80 anos ou mais, enquanto entre adolescentes de 10 a 14 anos, o índice cai para 52,0%.

Entre os evangélicos, o cenário é oposto: 31,6% dos adolescentes de 10 a 14 anos se declaram evangélicos, contra apenas 19,0% no grupo com 80 anos ou mais. A categoria “sem religião” alcançou sua maior proporção entre os jovens de 20 a 24 anos (14,3%) e a menor entre os idosos com 80 anos ou mais (4,1%).

Com esses dados, o IBGE aponta mudanças profundas e consolidadas no cenário religioso brasileiro, indicando uma tendência contínua de pluralização das crenças e uma redução da hegemonia histórica do catolicismo. Segundo o instituto, os números refletem não apenas transformações religiosas, mas dinâmicas sociais, culturais e geracionais que seguem moldando o perfil da população do país.

as religiões de matriz africana se tornaram brancas? alguém vai criticar a branquitude invasiva realizando aproriação cultural?

— Raphael Portugal (@RaphaelPor57428) June 6, 2025

Censo 2022 mostra queda acentuada de católicos e crescimento de evangélicos
Transformação religiosa do Brasil ao longo dos séculos

Mulher discriminada no serviço por não ser LGBT vence na Justiça 

Em decisão unânime publicada em 5 de junho, a Suprema Corte dos Estados Unidos determinou que o caso Marlean Ames v. Ohio Department of Youth Services deverá ser reavaliado, revertendo uma decisão anterior de um tribunal federal de apelações. A ação envolve alegações de discriminação por orientação sexual contra uma mulher heterossexual no processo de promoção profissional.

A autora da decisão, juíza Ketanji Brown Jackson, criticou o uso, por parte do Sexto Circuito de Apelações, da chamada regra das “circunstâncias de fundo”. Essa regra estabelece que integrantes de grupos majoritários precisam apresentar uma prova mais robusta de discriminação para prosseguir com suas ações judiciais.

“Consideramos que este requisito adicional de ‘circunstâncias antecedentes’ não é consistente com o texto do Título VII ou com a nossa jurisprudência que interpreta o estatuto”, escreveu Jackson. “Consequentemente, anulamos a sentença abaixo e devolvemos o processo para aplicação do padrão prima facie adequado”.

Jackson também observou que, segundo a decisão anterior, mesmo diante de indícios típicos de discriminação — como a negação de promoção e posterior rebaixamento em favor de pessoas com orientação sexual diferente da da autora — o tribunal decidiu que Ames não havia cumprido o “ônus probatório” exigido pela doutrina das “circunstâncias de fundo”.

“O tribunal então relatou como Ames era qualificada, teve uma promoção negada em favor de um candidato gay e foi posteriormente rebaixada em favor de outro candidato gay — evidência que normalmente satisfaria seu ônus prima facie — antes de especificamente culpar Ames por não fazer a ‘demonstração necessária de ‘circunstâncias de antecedentes’”, afirmou Jackson.

O juiz Clarence Thomas, com o apoio do juiz Neil Gorsuch, apresentou uma opinião concordante, na qual criticou estruturas jurídicas criadas pelo Judiciário que não se baseiam no texto da legislação.

“Doutrinas elaboradas por juízes tendem a distorcer o texto legal subjacente, impor ônus desnecessários aos litigantes e causar confusão nos tribunais”, escreveu Thomas. “A regra das ‘circunstâncias prévias’ — corretamente rejeitada pelo Tribunal hoje — é um exemplo desse fenômeno”.

O caso

Marlean Ames começou a trabalhar no Departamento de Serviços Juvenis de Ohio em 2004 e ocupou diferentes cargos administrativos ao longo dos anos. Em 2019, ela se candidatou a uma promoção para o cargo de Chefe do Bureau, mas não foi selecionada. Segundo sua ação, a vaga foi concedida a uma mulher homossexual. Pouco tempo depois, Ames foi rebaixada, e o cargo anterior passou a ser ocupado por um homem homossexual.

Ames entrou com uma ação na Justiça Federal de Ohio, alegando discriminação com base em sua orientação sexual, o que, segundo ela, violaria o Título VII da Lei dos Direitos Civis de 1964, que proíbe discriminação no ambiente de trabalho.

Em dezembro de 2023, o Sexto Circuito rejeitou a queixa, afirmando que Ames não tinha “provas de ‘circunstâncias de fundo’” e que sua alegação se baseava unicamente na própria experiência.

“A única evidência de Ames de um padrão de discriminação contra heterossexuais é seu próprio rebaixamento e a negação do cargo de Chefe do Bureau”, afirmou o painel, em decisão per curiam. “De acordo com a nossa jurisprudência, no entanto, uma autora não pode recorrer à sua própria experiência para estabelecer um padrão de discriminação”.

Com a decisão da Suprema Corte, o processo retorna ao tribunal inferior, que deverá reavaliar o caso sem a exigência da regra das “circunstâncias de fundo”, aplicando o padrão probatório tradicional previsto para casos de discriminação, de acordo com o The Christian Post.

Ministério evangelístico utiliza o surfe para falar de Jesus

Anniek de Jonge, 25 anos, natural dos Países Baixos, integra desde 2023 o ministério internacional “Christian Surfers”. A iniciativa combina a prática do surfe com atividades evangelísticas em praias da região de Shoalhaven, no sudeste australiano.

Aos 15 anos, em acampamento juvenil, de Jonge conheceu o ministério. Dez anos depois, durante férias em Portugal (2022), identificou um casal com camisetas da organização e iniciou contato. “Eles haviam decidido viajar para aquele local após orações separadas. Foi um encontro providencial”, declarou à revista Revive.

Após o contato, a jovem participou de conferência onde relatou um sonho interpretado como “sinal para transição espiritual”. Dias depois, mudou-se para a Austrália.

Metodologia de atuação:

O grupo reúne-se quinzenalmente aos domingos: sessões de surfe são seguidas por confraternização com panquecas na praia e breve reflexão bíblica.

A evangelização ocorre organicamente durante o surfe. “Conversas profundas surgem enquanto aguardamos ondas”, explicou Jonge.

O ministério também distribui Bíblias com testemunhos de atletas como a surfista Bethany Hamilton, e promove eventos como trocas de pranchas.

Objetivos

“Líderes são apaixonados por tornar Deus conhecido entre surfistas”, afirmou. O modelo busca gerar efeito multiplicador: “Quando alguém aceita Jesus na praia, compartilha o aprendizado em sua cidade”.

De Jonge também relatou oportunidades cotidianas: “Colegas comentam que ‘tudo dá certo para mim’. Isso abre portas para compartilhar minha fé”. E enfatizou: “Muitos nunca ouviram sobre Jesus. Precisam saber que há mais além do surfe e da rotina”.

“Reconheço não ser uma cristã perfeita e ainda luto para aceitar plenamente a graça de Deus. Mas isso não me impede de testemunhar seu amor — inclusive compartilhando verdades que eu mesma preciso ouvir”, ressaltou a jovem.

Fundado em 1977, o Christian Surfers atua em 30 países. No Brasil, possui núcleos em estados como Rio de Janeiro e Santa Catarina.

Trump revoga decreto de Biden que facilitava acesso a abortos

O governo do presidente Donald Trump revogou uma diretriz emitida em julho de 2022 pelo governo do ex-presidente Joe Biden que orientava hospitais a realizarem abortos em casos de emergência médica, mesmo em estados com restrições ao procedimento.

A medida havia sido adotada pelo Departamento de Saúde e Serviços Humanos (HHS) e pelos Centros de Serviços Medicare e Medicaid (CMS) com base na Lei de Tratamento Médico de Emergência e Trabalho de Parto (EMTALA), sancionada em 1986, que exige que hospitais participantes do programa Medicare prestem atendimento de emergência a qualquer paciente que chegue ao pronto-socorro.

Em nota divulgada na terça-feira, os Centros declararam que continuarão aplicando a EMTALA “para proteger todos os indivíduos que se apresentam em um departamento de emergência de hospital em busca de exame ou tratamento, inclusive para condições médicas de emergência identificadas que colocam a saúde de uma mulher grávida ou de seu filho ainda não nascido em sério risco”.

A nota acrescenta que a revogação visa “retificar qualquer confusão jurídica e instabilidade percebidas pelas ações da administração anterior”.

A diretriz de 2022 foi publicada semanas após a Suprema Corte dos Estados Unidos derrubar, em 24 de junho daquele ano, a decisão Roe versus Wade (1973), que garantia o direito constitucional ao aborto. Após a reversão, diversos estados promulgaram leis que restringiam o aborto em quase todas as circunstâncias.

Na época, o então secretário de Saúde, Xavier Becerra, declarou que “por lei, não importa onde você more, as mulheres têm direito a cuidados de emergência — incluindo aborto”. Ele acrescentou que o HHS continuaria a usar “todos os recursos disponíveis” para garantir o acesso a “cuidados que salvam vidas”.

A diretriz do governo Biden deu origem a litígios federais. Em agosto de 2022, o Departamento de Justiça processou o estado de Idaho, alegando que sua lei estadual violava a EMTALA ao restringir o aborto em emergências. No entanto, em março de 2025, o Departamento de Justiça da administração Trump retirou a ação, por meio de uma estipulação de rejeição, com ambas as partes concordando em arcar com seus próprios custos legais.

Em outra frente judicial, a Suprema Corte recusou, em 10 de outubro de 2024, um pedido da administração Biden para reverter uma decisão de instância inferior que impedia o governo federal de obrigar médicos de pronto-socorro a realizarem abortos no estado do Texas.

A senadora republicana Cindy Hyde-Smith, do Mississippi, elogiou a decisão da Casa Branca. “Revogar as diretrizes prejudiciais da era Biden que distorceram as obrigações da EMTALA e criaram confusão generalizada nos prontos-socorros do país todo” foi, segundo ela, um passo importante. Em comunicado, Hyde-Smith afirmou: “Restaurar a EMTALA ao seu propósito original traz clareza muito necessária aos nossos incríveis médicos de pronto-socorro em todo o país e paz de espírito aos pacientes que eles atendem”.

A EMTALA permanece em vigor, exigindo que hospitais prestem atendimento de emergência, mas sem a exigência federal de realização de abortos em estados que restringem a prática, conforme a nova diretriz do governo Trump, de acordo com informações do portal The Christian Post.

Distribuição de bíblias em prisão hondurenha reúne mil detentos

Em 6 de junho de 2025, representantes da organização Mission Cry distribuíram exemplares da Bíblia para mais de 1.000 internos no Centro Penitenciário Nacional de Honduras. Durante a ação, realizada no pátio principal da unidade, os detentos participaram espontaneamente de cânticos religiosos acompanhados por missionários.

O reverendo Jason Woolford, presidente da Mission Cry, relatou à imprensa: “Os reclusos reuniram-se no pátio, receberam cópias das Escrituras e entoaram hinos cristãos. Nossa equipe compartilhou mensagens de fé e observou diversos detentos lendo os textos imediatamente”.

Segundo Woolford, ao final da visita, vários detentos agradeceram pessoalmente aos voluntários.

Detalhes da Iniciativa:

  • As Bíblias distribuídas foram edições em espanhol da Mission Cry, contendo o Novo Testamento e um guia de discipulado.

  • Cada exemplar tem custo de produção e envio estimado em US$ 2, financiado por doações à organização.

  • A ação integra o projeto global da entidade, que já realizou distribuições similares em unidades prisionais de Filipinas e países africanos.

Impacto e expansão:

Woolford destacou efeitos sociais da iniciativa: “Quando egressos retornam às famílias após transformação espiritual, o impacto transcende gerações”. Ele também mencionou abertura inédita de diretores de presídios: “Mesmo gestores não cristãos têm autorizado nossas atividades em diversos países”.

Fundada em 1956, a Mission Cry dedica-se à distribuição gratuita de literatura cristã em 135 países. A organização convoca novos parceiros e intercessores para ampliar projetos, conforme declarado por Woolford: “Solicitamos orações por nossa equipe em campo e pelas operações em andamento”.

‘O Rei dos Reis’: animação cristã chega ao streaming

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A animação cristã O Rei dos Reis já está disponível nas plataformas digitais Amazon Prime, Apple TV, Google Play, Claro TV+ e Vivo Play. O filme narra a vida, morte e ressurreição de Jesus Cristo, a partir da perspectiva de uma criança, e alcançou 449.543 espectadores nos cinemas brasileiros desde sua estreia.

Inspirado na obra A Vida de Nosso Senhor, escrita por Charles Dickens entre os anos de 1846 e 1849, o longa apresenta uma mensagem centrada na fé, esperança e redenção. A produção combina elementos bíblicos com sensibilidade narrativa voltada ao público infantil, mantendo o foco nos principais eventos da vida de Jesus.

Durante a pré-estreia, a jovem Lara Carrijo destacou a importância do filme para crianças: “É um filme que conta a história de Jesus, todas nós crianças precisamos assistir!”. Já o dublador Philippe Maia, responsável por dar voz a Jesus na animação, afirmou: “É lindo poder ver esse filme com uma mensagem de paz. Recomendo para todas as idades”.

Com distribuição da Heaven Content em parceria com a 360 WayUp, O Rei dos Reis se tornou a maior bilheteria de uma animação bíblica da história dos Estados Unidos e obteve destaque expressivo no Brasil. Nas redes sociais, os dois trailers oficiais da produção já ultrapassaram 3,2 milhões de visualizações nos canais da Heaven Content.

Distribuidoras cristãs em destaque

A Heaven Content atua como uma das principais distribuidoras de conteúdo cristão no Brasil. A empresa se dedica a promover histórias que incentivam valores como fé, esperança e superação. Suas produções têm alcançado milhares de lares por meio de parcerias estratégicas e campanhas de comunicação voltadas ao público cristão, consolidando a marca como referência no entretenimento de viés espiritual.

Fundada por Ygor Siqueira, a 360 WayUp é uma empresa dedicada à viabilização e promoção do cinema cristão no Brasil. A companhia é reconhecida por sua atuação em projetos nacionais e internacionais, com uma comunicação voltada especialmente ao público evangélico.

Entre os principais lançamentos promovidos pela 360 WayUp estão títulos como Você Acredita?, Quarto de Guerra, Ressurreição, Milagres do Paraíso, Deus Não Está Morto 2, A Cabana e Som da Liberdade. Segundo informações da empresa, o total de público alcançado ultrapassa os 30 milhões de espectadores nos cinemas.

O Rei dos Reis já está disponível para o público digital e integra a crescente lista de produções cristãs que têm conquistado espaço no mercado cinematográfico latino-americano.

‘No desespero, duvidamos de Deus’, desabafa pastor perseguido

Desde o golpe militar de 01 de fevereiro de 2021, Mianmar mergulhou em uma guerra civil que intensificou a perseguição a comunidades cristãs no país. O pastor Yang (pseudônimo), sua esposa e seus filhos vivem há anos em constante fuga, tentando escapar da violência armada e dos bombardeios que atingem civis em diversas regiões do território birmanês.

Corremos e rastejamos sob o fogo cruzado. Às vezes, passamos a semana inteira buscando um refúgio seguro, lutando para sobreviver. As bombas continuam caindo atrás de nós”, relatou o pastor em uma entrevista divulgada por organizações cristãs internacionais.

A família se abriga atualmente sob uma lona em plena floresta, onde não há acesso a água potável ou alimentos, e o choro das crianças é constante. “Se descobrirem nosso esconderijo, os bombardeios recomeçarão. Não temos nada”, acrescentou.

A situação descrita por Yang é semelhante à de milhares de cristãos em Mianmar que, após o golpe de Estado, enfrentam repressão armada, destruição de igrejas e deslocamento forçado. Dados divulgados por organizações humanitárias estimam que cerca de 40 mil cristãos foram forçados a deixar suas casas ou se esconder em apenas um ano após o início do conflito.

Antes de viver em fuga, Yang liderava uma pequena igreja e morava com sua família em uma região urbana. O pastor recorda que a primeira ameaça veio logo após o golpe, quando foi abordado por policiais em um mercado local. “Sentimos-nos inseguros e decidimos fugir”, relembrou. O receio se concretizou meses depois, quando membros da congregação foram vendados e ameaçados com armas. Em outra ocasião, o líder cristão teve sua motocicleta e uma reserva financeira – equivalente a dois meses de salário – roubadas.

As tentativas de manter contato com fiéis da igreja tornaram-se extremamente arriscadas. “Os membros da minha igreja estão espalhados por toda parte. É extremamente perigoso tentar visitá-los, pois, a qualquer momento, em qualquer lugar, podemos ser vítimas de bombardeios e tiroteios”, afirmou.

Além do sofrimento físico e emocional, Yang relata uma crise espiritual enfrentada por muitos cristãos deslocados: “Sinto-me impotente por não conseguir proteger minha família. Em momentos de desespero, chegamos a duvidar da presença de Deus”, confessou. A falta de alimentos, abrigo e segurança fragiliza a fé de famílias que, mesmo assim, continuam buscando consolo na oração.

“Quando saio para comprar comida, minha oração é: ‘Deus, ajude-me a voltar em segurança’”, relatou o pastor, descrevendo o medo constante de ataques durante ações básicas do cotidiano.

Apesar das adversidades, Yang reconhece o apoio espiritual de igrejas ao redor do mundo como essencial para sua resistência. “Sabemos que as orações dos cristãos ao redor do mundo nos protegem. Nossa família se une em oração todas as noites, pedindo a Deus que nos fortaleça”, declarou. Segundo ele, a fé tem sido a principal força para suportar o sofrimento. “Às vezes, a vontade de desistir é grande, mas somos encorajados a seguir em frente e servir ao Senhor.”

Desde 2021, diversas províncias de Mianmar, incluindo Chin, Kachin, Karen e Kayah, onde há presença significativa de cristãos, foram duramente afetadas por ofensivas do Exército birmanês.

A Organização das Nações Unidas e entidades de direitos humanos têm denunciado repetidamente o uso de força desproporcional contra civis, incluindo o uso de ataques aéreos e destruição de locais de culto, segundo a Missão Portas Abertas.

‘Arruinados pelo Amor de Deus’: Yago Martins na Bienal

O pastor e escritor Yago Martins lançará no dia 14 de junho seu novo livro, Arruinados pelo Amor de Deus, na Bienal do Livro do Rio de Janeiro. A sessão de autógrafos ocorrerá às 15h, no estande da Editora Mundo Cristão (Rua D47/E48, Pavilhão 2).

A obra propõe uma leitura espiritual da realidade contemporânea a partir dos livros bíblicos de Jonas e Naum, com reflexões sobre graça, juízo e restauração.

Inspirado também pela escultura do Torso de Mileto, em exibição no Museu do Louvre, o autor articula teologia, arte e vivência pastoral para tratar das ruínas humanas e sociais à luz do amor de Deus. Segundo a sinopse oficial da editora, o livro “é um confronto com o sagrado, um apelo à coragem espiritual em um mundo marcado por cinismo, ruínas e indiferença”.

Ao longo de 272 páginas, Martins apresenta uma abordagem que alterna linguagem provocativa e tom pastoral, buscando demonstrar que a presença divina é inescapável. “Ninguém foge de Deus — nem mesmo o profeta”, afirma o autor. A partir desse princípio, o livro convoca o leitor à missão, ao arrependimento e à transformação.

Em um dos trechos, o autor compara a tentativa de fugir de Deus a um esforço inútil:

“Tentar fugir de Deus é como tentar fugir da própria pele, do próprio corpo. É como tentar fugir do oxigênio, da pressão sanguínea. Não se trata dos olhos maduros de uma estátua de mármore decepada, mas dos olhos daquele que criou todas as coisas com o poder da voz” (p. 13).

O título faz parte do catálogo da Editora Mundo Cristão, que destaca a proposta de provocar o leitor ao desafio espiritual por meio das Escrituras. O livro está disponível na Amazon, com preço de R$ 74,90.

O lançamento na Bienal marca mais uma etapa da produção literária de Yago Martins, que tem se destacado na reflexão teológica contemporânea entre leitores evangélicos.

Ficha técnica

Título: Arruinados pelo amor de Deus

Subtítulo: O que Jonas e Naum nos ensinam sobre juízo, graça e reparação

Autor: Yago Martins

Editora: Mundo Cristão

ISBN: 978-65-5988-429-2

Formato: 16 x 23 cm

Páginas: 272

Valor: R$ 74,90

Disponível em: Amazon