Oitava Presbiteriana de BH organiza bloquinho e sofre críticas

O site oficial do carnaval de Belo Horizonte traz a informação de que a Oitava Presbiteriana de Belo Horizonte, liderada pelo pastor Jeremias Pereira, fará parte dos desfiles de blocos de rua da capital mineira.

“O bloco é realizado pela Oitava Igreja Presbiteriana de Belo Horizonte, sob a liderança do pastor Jeremias Pereira, com supervisão do pastor da juventude Israel Abreu e organização da equipe de evangelismo dos jovens da igreja”, diz o site oficial da festa.

O comunicado acrescenta que “o bloco está previsto para desfilar em Barro Preto, dia 02/03/25 com início da concentração às 09:00. Trajetos e horários podem sofrer alterações. Consulte nosso site, ou app antes de sair de casa para obter a informação atualizada”.

A página Presbiteriano Pobre, no Facebook, compartilhou a informação com críticas à participação da igreja na festa de carnaval: “Simplesmente lamentável”, diz o texto com o link para o site oficial da festa.

Nos comentários, alguns seguidores expressaram indignação com a iniciativa: “Por isso eu saí da Presbiteriana faz tempo, continuo comungando com o meu Senhor mas eu não vou compactuar ou contribuir financeiramente pra esse tipo de aberração”, escreveu um usuário da rede social.

“Meu Jesus amado, na verdade não era para eu assustar, mas às vezes esqueço do que a Oitava tem coragem de fazer. Muitas vezes é uma bênção em algumas coisas, mas deixa a desejar em muito mais coisas”, afirmou outra seguidora.

“Daí chega a Marcha pra Jesus ninguém quer ir pra não se misturar com outras igrejas… vai entender esse povo que quer morar no céu”, alfinetou outra internauta.

Oitava Presbiteriana de BH organiza bloco de carnaval e sofre críticas

Paquistão: cristãos elogiam emissora que denunciou perseguição

Líderes religiosos e ativistas no Paquistão elogiaram a produção da série Tan Man Neel o Neel, exibida pela Hum TV, por retratar com realismo a violência resultante das leis de blasfêmia no país.

A abordagem, considerada sem precedentes na televisão paquistanesa, colocou em evidência a forma como falsas acusações podem desencadear linchamentos públicos.

O episódio final da série mostrou uma cena impactante: um dançarino, Sonu (interpretado por Shuja Asad), é falsamente acusado de profanar uma mesquita após um vídeo manipulado ser exibido durante um casamento.

O acusador, Kami (Muhammad Usman Javed), e seus cúmplices planejam o ataque, cientes de que a multidão reagirá antes de verificar os fatos. A sequência culmina em um linchamento público, representado com forte carga dramática e uma trilha sonora melancólica.

O advogado e ativista cristão Lazar Allah Rakha afirmou que o drama serve como um “lembrete alarmante dos perigos do extremismo religioso e da desinformação”. Ele também destacou a inclusão, nos créditos finais, de imagens de vítimas reais de falsas acusações de blasfêmia e da destruição de igrejas e casas de cristãos. “A equipe do drama arriscou suas vidas para passar essa mensagem”, declarou.

O bispo Azad Marshall, moderador da Igreja do Paquistão, ressaltou a relevância da série para a sociedade: “Esse drama retrata a realidade paquistanesa. Espero que o público apoie produções que abordem problemas reais, em vez de reforçar expectativas irreais”, disse.

O legislador cristão Ejaz Augustine sugeriu que o drama fosse utilizado como ferramenta educacional para conscientizar a população sobre os impactos de acusações infundadas. “Esse conteúdo deve ser amplamente exibido para sensibilizar nosso povo”, afirmou.

Nos últimos anos, o Paquistão registrou um aumento no número de acusações de “blasfêmia online“, muitas vezes apresentadas por grupos privados. Em maio de 2024, Nazeer Masih Gill, cristão acusado de queimar páginas do Alcorão, morreu após ser espancado.

Segundo o The Christian Post, em agosto de 2023, bairros cristãos foram atacados em Jaranwala, Faisalabad, após a disseminação de uma acusação falsa contra dois irmãos.

O Paquistão ficou em oitavo lugar na Lista Mundial de Observação de 2025 da organização Portas Abertas, que classifica os países onde a perseguição aos cristãos é mais intensa.

Esposa de missionário morto em Angola é acusada pelo crime

Jackie Shroyer, de 44 anos, esposa do missionário Beau Shroyer, foi formalmente acusada de envolvimento no assassinato do marido, ocorrido em outubro de 2024 em Lubango, Angola.

A informação foi divulgada pelo pastor Troy M. Easton, líder da Lakes Area Vineyard Church, congregação em Detroit Lakes, Minnesota, da qual o casal fazia parte antes de se mudar para a África para atuar como missionários sob a organização SIM USA.

“É uma tristeza imensa ter que compartilhar com vocês que fomos notificados de que Jackie foi formalmente acusada como coautora do assassinato de seu marido“, declarou Easton. Segundo ele, Jackie permanecerá sob custódia até o julgamento, previsto para ocorrer nos próximos seis meses.

As investigações conduzidas pelo Serviço de Investigação Criminal de Angola apontam que Jackie Shroyer teria sido a mentora do plano e teria mantido um relacionamento com um dos suspeitos, Bernardino Elias, de 24 anos, ex-segurança da família. Os outros dois acusados são Isalino Kayoo, 23, e Gelson Ramos, 22.

O porta-voz da polícia, Manuel Halaiwa, informou que Elias teria recebido US$ 50 mil para organizar o assassinato. Jackie teria pago US$ 400 para atrair o marido a um local afastado sob o pretexto de uma aula de direção, onde o ataque foi executado. Elias teria pago US$ 9 mil aos dois cúmplices para realizar o crime.

O corpo de Beau Shroyer, também de 44 anos, foi encontrado com múltiplos ferimentos por arma branca dentro de seu veículo em 25 de outubro de 2024, em uma área de matagal na comuna de Palanca, nos arredores do município de Humpata, na província de Huíla.

Uma campanha GoFundMe arrecadou US$ 15.000 para a repatriação do corpo e auxílio aos cinco filhos do casal, que permanecem sob os cuidados de familiares. O pastor Easton pediu orações pela família e afirmou que, devido ao processo judicial em curso, não poderá fazer mais comentários.

“Por favor, continuem a se apegar ao Senhor e a Seu caráter, natureza e amor imutáveis e continuem a orar para que a verdade seja clara, para que a justiça seja feita e para que o reino de Deus venha e a vontade seja feita”, declarou, segundo informações do The Christian Post.

Uganda: evangelista esfaqueado após conversão de viúva

Um evangelista e outros três cristãos foram atacados por muçulmanos radicais no leste de Uganda após a conversão pública de uma viúva muçulmana ao cristianismo, segundo fontes locais.

O caso ocorreu na vila de Kiwanga, subcondado de Goma, distrito de Mukono. Robert Kasozi, de 39 anos, conhecido como Mulokole, foi esfaqueado no estômago, enquanto Alice Nanduja, 27 anos, James Bazanya (Kyuma Kya Yesu) e Frank Biribawa, todos do distrito de Bwikwe, foram espancados.

O ataque começou após um parente da viúva, identificado como Jawadi, e um lojista expressarem indignação diante da conversão: “Um lojista saiu da loja e começou a gritar o slogan islâmico, ‘Inna lillahi wa Inna ilayhi raji’un‘ e ‘Allah Akbar‘”, relatou uma fonte ao Morning Star News.

Em seguida, um dos presentes esfaqueou Kasozi, enquanto outros o acusavam de espalhar uma “mensagem errada” na cidade. Os evangelistas foram agredidos, tiveram suas Bíblias rasgadas e ficaram caídos no chão até serem resgatados por motociclistas que vendiam leite e um segurança que disparou para o alto.

Kasozi foi levado a um hospital, onde permanece em recuperação. “Vou abrir um processo depois de sair do hospital”, afirmou. Até o momento, nenhum agressor foi preso, embora alguns sejam conhecidos na comunidade.

O caso se soma a outros episódios de perseguição religiosa registrados no país. A constituição de Uganda garante liberdade religiosa e o direito de converter-se de uma fé para outra. Os muçulmanos representam cerca de 12% da população, com maior presença na região oriental.

Recife: carnaval impede Igreja Presbiteriana de realizar culto

A Igreja Presbiteriana do Recife, em Pernambuco, anunciou o cancelamento do culto noturno do último domingo devido à programação da festa de carnaval realizada nas proximidades do templo.

A decisão foi comunicada nas redes sociais da instituição, informando que a suspensão atendeu a um pedido dos membros que frequentam o culto noturno e foi deliberada pelo conselho da igreja, que aprovou a solicitação.

No comunicado, a igreja afirmou: “Atendendo à solicitação dos irmãos que frequentam o culto noturno, o conselho da IPR informa que, em virtude das festividades de carnaval que acontecem próximas à nossa igreja, o culto noturno deste domingo está suspenso. Retornaremos com nossas atividades amanhã, segunda-feira, 24/02/2025”.

Localizada em uma área da capital pernambucana por onde passam apresentações do carnaval da região, a igreja apontou dificuldades para a locomoção dos fiéis devido aos bloqueios das vias no entorno como motivo da suspensão.

A programação regular da Igreja Presbiteriana do Recife foi retomada normalmente na última segunda-feira, 24 de fevereiro, de acordo com informações do Exibir Gospel. A congregação, inclusive, está em contagem regressiva para um acampamento, chamado “Inabaláveis”, programado para os dias 1 a 5 de março em um espaço alugado em São Lourenço da Mata, cidade vizinha.

‘Casa de Davi’ só foi filmada por esse motivo; Saiba qual

Os cineastas Jon Erwin e Jon Gunn levaram a vida do rei Davi para a tela com Casa de Davi, série que estreia no Prime Video amanhã, 27 de fevereiro. Com três episódios iniciais disponíveis, a produção busca retratar a ascensão de Davi ao trono, conciliando precisão histórica e narrativa acessível ao público geral.

Erwin e Gunn, conhecidos por filmes como Eu Só Posso Imaginar e Revolução de Jesus, destacaram que a complexidade da história de Davi exigia um formato seriado. “A vida de Davi é uma odisseia. É vasta e cheia de camadas”, afirmou Erwin.

Gunn acrescentou que a equipe procurou retratar os personagens de forma humanizada, garantindo autenticidade histórica e bíblica.

Michael Iskander interpreta Davi, enquanto Ali Suliman assume o papel do rei Saul e Stephen Lang vive o profeta Samuel. A trama explora a queda de Saul e a ascensão improvável de Davi, um jovem pastor escolhido pelo profeta Samuel para suceder o monarca.

Ao longo da série, Davi enfrenta desafios na corte e no campo de batalha, consolidando seu caminho ao trono.

Para garantir a precisão histórica, os criadores contaram com consultoria de historiadores, estudiosos bíblicos e rabinos. Dallas Jenkins, de The Chosen, também atuou como consultor.

“Nosso objetivo era entrelaçar detalhes específicos da Idade do Bronze de maneira autêntica”, explicou Gunn. Pequenos elementos, como o comprimento do cabelo de Samuel, foram considerados para manter a fidelidade ao texto bíblico.

Filmada na Grécia, a produção contou com o suporte da Amazon, o que permitiu uma abordagem cinematográfica ampla. “O sucesso de projetos como The Chosen criou espaço para que algo assim acontecesse”, disse Erwin. Ele ressaltou que, embora os eventos principais sejam conhecidos, a série busca surpreender com reviravoltas e aprofundamento na jornada do protagonista.

Erwin comparou a história de Davi às grandes narrativas clássicas: “É a jornada definitiva do herói, como O Senhor dos Anéis ou Star Wars. Há uma qualidade atemporal na ascensão de um jovem humilde ao poder”.

Gunn destacou que a série não se restringe ao público religioso: “Você não precisa conhecer a Bíblia para aproveitar esta história. Criamos uma experiência cinematográfica envolvente”.

Casa de Davi é uma produção da Wonder Project, Amazon MGM Studios, Nomadic Pictures, Argonauts, Kingdom Story Company e Lionsgate Television. Os episódios são lançados semanalmente até 3 de abril, segundo o The Christian Post.

IA pode se tornar ameaça se ateísmo influencia-la, diz escritor

O professor e escritor Michael Shellenberger, da Universidade de Austin, abordou o impacto da cultura ocidental contemporânea na disseminação da inteligência artificial (IA) durante a Conferência da Alliance for Responsible Citizenship (ARC) 2025, realizada em Londres, no dia 18 de fevereiro.

O evento reuniu pensadores, empresários e formuladores de políticas para debater a construção de um futuro estruturado em princípios mais sólidos.

Em sua palestra, Shellenberger destacou a relação entre o avanço da IA e a crise moral no Ocidente, mencionando o declínio da identidade religiosa e suas implicações.

Segundo ele, “a porcentagem de americanos com qualquer identidade religiosa vem diminuindo, e os números são ainda mais dramáticos na Europa, onde 80 a 90 por cento dos europeus não acreditam em Deus”.

O autor argumentou que essa mudança pode ter consequências diretas na forma como a sociedade lida com o desenvolvimento tecnológico, especialmente no campo da IA.

Shellenberger contextualizou o atual cenário social e econômico do Ocidente, citando a prosperidade sem precedentes das últimas décadas como um fator de transformação cultural.

Ele observou que, após a Segunda Guerra Mundial, as ameaças à liberdade de expressão passaram a surgir não de conflitos armados, mas da estabilidade econômica e política, o que, segundo ele, gerou um distanciamento de valores tradicionais.

“Não há realmente quase nada para as crianças no Ocidente esperarem na época do Natal. Você pode ganhar esses presentes o ano todo. Você não precisa adiar sua gratificação. Talvez o problema seja que as pessoas não estão fundamentadas em um conjunto sólido de virtudes e moralidade”, afirmou.

O professor também associou essas mudanças a ideologias políticas e políticas públicas contemporâneas, citando a normalização de procedimentos de mudança de gênero e o tratamento de questões como o uso de drogas nas ruas.

Ele alertou para o papel da IA nesse contexto, argumentando que ela poderia ser usada tanto para reforçar como para combater narrativas dominantes: “A mídia promove conceitos como privilégio branco, hierarquia racial, branquitude e supremacia branca, causando pânico em toda a população sem nenhuma base na realidade”, disse.

Além disso, Shellenberger mencionou a colaboração entre Elon Musk e o Departamento de Eficiência Governamental (DOGE) nos Estados Unidos, destacando a importância de uma abordagem ética para o uso da IA: “A decisão sobre o que constitui desperdício, fraude e abuso é uma decisão humana”, explicou, apontando que tecnocratas não deveriam ser responsáveis por definir questões morais fundamentais.

Em um ponto adicional, ele citou o discurso do vice-presidente dos EUA, JD Vance, na Conferência de Segurança de Munique, no qual criticou restrições à liberdade de expressão e a política de imigração europeia.

Segundo Shellenberger, a “janela de Overton está se abrindo” para discussões anteriormente evitadas, mencionando até mesmo mudanças na abordagem da BBC sobre certos temas.

Ele encerrou sua palestra discutindo o papel da masculinidade na sociedade moderna, criticando tanto a ideologia woke quanto influenciadores como Andrew Tate, que, segundo ele, representam um modelo distorcido de masculinidade. “Podemos lutar por algo melhor. Para sermos cavalheiros”, concluiu, conforme informado pelo The Christian Post.

Dallas Jenkins virá ao Brasil lançar 5ª temporada de ‘The Chosen

O produtor e diretor da série The Chosen, Dallas Jenkins, estará no Brasil entre os dias 11 e 13 de março para divulgar a quinta temporada da produção. Durante a visita, Jenkins passará por São Paulo e Rio de Janeiro, participando de estreias especiais nos cinemas das duas cidades.

“Mal posso esperar para levar nossa melhor temporada até agora para o Brasil. O público tem sido muito apaixonado e solidário desde o início, e vamos nos divertir muito quando eu estiver aí”, afirmou o diretor.

Nos Estados Unidos, a nova temporada estreia em 28 de março. A Amazon detém os direitos exclusivos da série por meio do Prime Video, plataforma onde todas as temporadas estão disponíveis.

O acordo firmado com a empresa também engloba futuras produções de Jenkins através de seu selo, o 5&2 Studios, incluindo possíveis spin-offs ambientados no universo da série.

Vernon Sanders, chefe de TV da Amazon MGM Studios, comentou sobre a parceria: “The Chosen obteve um sucesso renomado, cativando públicos de diferentes gerações, e estamos ansiosos para colaborar com Dallas e o 5&2 Studios em uma escala ainda maior.”

Além do Prime Video, as primeiras temporadas da série também podem ser assistidas no Globoplay e na Apple TV+. Já na Netflix, estão disponíveis as três primeiras temporadas completas, segundo informações do site Omelete.

Millicent Sedra: buscar plenitude no casamento leva à idolatria

A pregadora Millicent Sedra, da Echo Church em Sydney, na Austrália, alertou fiéis sobre os riscos de praticar idolatria no casamento durante um sermão recente.

Em uma série de mensagens sobre relacionamentos à luz dos princípios bíblicos, a líder religiosa afirmou que buscar o matrimônio para preencher um vazio interno seria um erro e uma ilusão.

“Se você está buscando o casamento para te preencher, você está cometendo idolatria, porque está buscando algo além de Deus para te preencher. Isso é idolatria”, declarou Sedra. Segundo ela, grande parte dos conflitos entre casais ocorre porque as pessoas não conseguem confiar plenamente na provisão divina. “Discutimos e brigamos porque somos carentes, porque ansiamos demais pelo outro”, acrescentou.

A pastora ressaltou que essa mentalidade leva a uma expectativa irreal sobre o parceiro, atribuindo a ele um papel que pertence somente a Deus. “Você está esperando que seu cônjuge seja Deus para você, que nunca te decepcione, que nunca falhe com você. E essa é uma expectativa injusta”, afirmou.

Sedra destacou que nem mesmo dentro de um casamento cristão o cônjuge será capaz de atender a todas as necessidades emocionais do outro. “Somente Deus pode te preencher, somente Deus pode ser perfeito para você. Então, pare de buscar satisfação e plenitude em uma pessoa, em um ser humano. Isso tem que vir de Jesus Cristo”, enfatizou.

A líder religiosa também reforçou a importância de que os cristãos solteiros encontrem a completude em sua fé antes de ingressar no matrimônio. “Não são duas metades se unindo, mas duas pessoas completas se unindo”, explicou.

Aos casados, ela incentivou a direcionar o casamento para um propósito maior: “Façam do seu casamento algo para o Reino de Deus. Tirem o foco de vocês mesmos. Sempre que tiverem uma discussão, perguntem um ao outro: ‘Diante da eternidade, isso realmente importa?’”, concluiu.

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Turba de radicais hindus invade culto e agride 50 cristãos

Um ataque de radicais hindus contra cristãos ocorrido em 16 de fevereiro na cidade de Bikaner, no estado de Rajasthan, Índia, reforça a crescente preocupação com a segurança das minorias religiosas no país.

Segundo a organização Christian Solidarity Worldwide, sediada no Reino Unido, um grupo de cerca de 200 pessoas invadiu uma igreja durante um culto de domingo, agredindo fiéis com barras de ferro e vandalizando o local. Três pessoas sofreram ferimentos graves, enquanto várias outras ficaram com hematomas.

O pastor da igreja, que preferiu permanecer anônimo por razões de segurança, relatou que um novo participante do culto foi visto enviando mensagens momentos antes da invasão e deixou o local apressadamente.

Quando a polícia chegou, os radicais hindus fugiram. Posteriormente, os cristãos feridos foram interrogados e acusados de envolvimento em conversões forçadas. Os filhos do pastor também foram advertidos para não seguirem o caminho religioso do pai.

No entanto, nenhuma acusação formal foi apresentada contra os membros da igreja, pois não foram encontradas evidências de atividades ilegais.

Por medo de represálias, os fiéis decidiram não registrar queixa, e nenhuma ação foi tomada contra os radicais hindus responsáveis pelo ataque. O episódio ocorreu pouco depois da apresentação do Projeto de Lei de Proibição de Conversão Ilegal de Religião de 2025 à assembleia legislativa de Rajasthan.

Caso aprovado, a legislação exigirá que qualquer pessoa que deseje mudar de fé envie uma solicitação ao magistrado distrital com 60 dias de antecedência. Além disso, determinará penas severas para conversões consideradas forçadas, incluindo até 10 anos de prisão e multas.

Leis anticonversão semelhantes já estão em vigor em 12 dos 28 estados indianos, conforme a Comissão dos EUA sobre Liberdade Religiosa Internacional. Estados como Uttar Pradesh reforçaram essas legislações em 2024, impondo penalidades mais rígidas. A maioria dessas medidas foi adotada em regiões governadas pelo Partido Nacionalista Hindu Bharatiya Janata.

O aumento da violência contra cristãos tem sido documentado por organizações como o United Christian Forum, que opera uma linha de ajuda para vítimas de perseguição religiosa.

De acordo com o grupo, o número de incidentes contra comunidades cristãs na Índia cresceu de 127 em 2014 para 834 em 2024. Em dezembro passado, mais de 400 cristãos e 30 organizações religiosas enviaram uma carta ao presidente Draupadi Murmu e ao primeiro-ministro Narendra Modi, solicitando proteção contra ataques de multidões violentas.

Segundo informações do portal The Christian Post, os signatários denunciaram um ambiente de hostilidade crescente contra minorias religiosas em diversas regiões do país.