Líderes cristãos se unem contra a legalização do 'suicídio assistido'

Cristãos de diferentes tradições teológicas resolveram se unir contra a tramitação de um projeto de lei que visa legalizar o chamado “suicídio assistido” na Inglaterra, algo que, infelizmente, vem sendo debatido com maior frequência em alguns países.

Diferentemente da eutanásia, quando uma equipe médica administra a medicação letal na pessoa que decide morrer, no suicídio assistido é o próprio indivíduo que recebe a autorização de um médico para administrar em si mesmo a droga que lhe causará a morte.

Segundo o Christian Today, 29 líderes cristãos, então, resolveram assinar um documento comum apresentando razões pelas quais essa prática não deve ser autorizada. Dentre os nomes estão:

O bispo de Londres e ex-chefe de enfermagem, Dame Sarah Mullally, chefe da Igreja Católica na Inglaterra e no País de Gales, o Cardeal Vincent Nichols, o arcebispo copta ortodoxo de Londres, o arcebispo Angaelos, o chefe da Aliança Evangélica Gavin Calver, o CEO da CARE, Ross Hendry, e o rabino chefe, Sir Ephraim Mirvis.

Um dos argumentos apresentados por eles envolve a possibilidade de pessoas optarem pelo suicídio assistido por sofrerem pressão emocional e abuso psicológico, sendo isso o resultado não de uma escolha pessoal, em si, nas o fruto de uma condição de vulnerabilidade.

“Se a lei mudasse, veríamos pessoas com doença terminal sentindo que deveriam aceitar o suicídio assistido porque (como tem sido o caso de mais de 47% daqueles que buscam o suicídio assistido em Oregon e mais de 59% no Estado de Washington) eles sentiriam que eram um fardo para amigos e familiares”, diz o documento.

Função e assistência

Alguns dos argumentos incluem a natureza da função religiosa. Neste caso, os líderes cristãos disseram que não podem concordar com a morte consentida porque isso contraria a vocação sacerdotal.

“Parte do papel dos líderes de fé nas comunidades é fornecer cuidados espirituais e pastorais para os doentes e para os moribundos. Nós seguramos as mãos dos entes queridos em seus últimos dias, oramos com as famílias antes e depois da morte. É a essa vocação que fomos chamados, e é a partir dessa vocação que escrevemos”, dizem os líderes.

Por fim, outro forte argumento contra o suicídio assistido diz respeito à oferta de cuidados paliativos de qualidade. Eles sugerem que, na prática, pessoas podem querer optar por essa prática por temerem o sofrimento em vida, mas pela falta de suporte adequado, seja emocional ou físico.

Cinema cristão ganha força no cenário mundial | Notícias Gospel

O cinema cristão tem conquistado cada vez mais espaço no cenário mundial, atraindo públicos diversos e alcançando projeção em festivais e bilheterias como algo nunca antes visto no segmento.

Entre os produtores de conteúdo gospel no mundo, um diretor e produtor brasileiro tem 5 projetos em andamento que prometem ser destaque, também, no cinema internacional.

Com uma trajetória sólida nas áreas de cinema, publicidade e projetos comerciais, Paulo Castello, da Alive Media Content do Rio de Janeiro, está em plena atividade e ascensão no mercado cristão. O produtor teve destaque no Brasil e também no exterior, com o longa “A Jornada”, que teve sua avant-première em uma sessão exclusiva no UCI, no Jardim Botânico, no Rio de Janeiro, em 2022.

O evento atraiu uma plateia lotada e marcou o início de uma trajetória internacional de sucesso, competindo em diversos festivais pelo mundo, reforçando o interesse cada vez maior do público sobre o cinema cristão.

“Nosso filme ganhou 4 ‘awards’ ou prêmios internacionais, em Londres, Bolívia, Canadá e Cannes, e foi finalista em mais 8 festivais pelo mundo. Um resultado mais que recompensador para nosso primeiro longa cristão”, comemora Paulo. Isso trouxe ainda mais visibilidade para o diretor e produtor, para a Alive Media Content, e para o cinema cristão brasileiro no cenário mundial.

Atualmente, Paulo conta com um longa-metragem, uma série já finalizada e em fase de negociação com distribuidoras, além de dois novos projetos em desenvolvimento no Brasil: outro longa-metragem e um documentário.

Um mercado em ascensão

O sucesso de “A Jornada” acompanha uma tendência global. Títulos como “Lifemark”, que aborda a questão pró-vida, chegaram ao Top 10 global da Netflix e ocuparam o primeiro lugar em diversos países, além de fazerem sucesso em plataformas de streaming cristãs.

Outras produções, como “Mais que Vencedores”, “Quarto de Guerra”, “Movimento de Jesus”, “Até o Último Homem” e a série “The Chosen” (Os Escolhidos), demonstram a força desse segmento.

Recentemente, o longa “A Forja – O Poder da Transformação”, dos renomados irmãos Kendrick, atingiu 78% de sua bilheteria no mercado internacional, confirmando o interesse do público em histórias que combinam valores cristãos com narrativas emocionantes.

Depois de ter implantado dois dos maiores projetos de TV cristã da América Latina nos últimos 20 anos — ambos no Rio de Janeiro, em TV aberta e TV por assinatura via satélite, Paulo une toda essa experiência e consolida sua trajetória, expandindo agora para os Estados Unidos.

Por fim, Paulo já está em pré-produção de um longa no país, além de estar desenvolvendo mais outras duas produções no mercado internacional. Ao comentar o sucesso desses projetos, o produtor confirmou o seu compromisso com os valores que refletem a natureza do segmento.

“A nossa expectativa é produzir conteúdos importantes que, nos telões e nos streamings, possam fazer diferença na vida das pessoas, para o bem. Certamente uma proposta bem diferente do que vem se mostrando no cinema ao longo dos anos”, conclui Paulo.

Inteligência artificial: predadores usam recurso para atrair crianças

A utilização da inteligência artificial (IA) no mundo atual é uma realidade sem volta, tendo em vista o seu rápido avanço e múltiplas possibilidades de aplicação. Infelizmente, porém, essa ferramenta também tem sido usada para o mal, incluindo a exploração e abuso sexual de crianças.

Essa foi a conclusão do Centro Nacional para Crianças Desaparecidas e Exploradas dos Estados Unidos. Na última segunda-feira, a vice-presidente da organização, Staca Shehan, trouxe números alarmantes sobre o assunto.

Ela informou, por exemplo, que só no ano passado, cerca de 5 mil ferramentas de inteligência artificial generativa – que faz criação de textos, imagens, áudio e vídeos – foram utilizadas para atrair e explorar crianças.

“Estamos vendo que, especialmente com a IA generativa, no ano passado, recebemos quase 5.000 relatórios de casos em que a IA generativa foi usada ou tentou ser usada para explorar uma criança”, disse ela.

Como isso é feito?

Segundo Shehan, os predadores sexuais (criminosos) usam a inteligência artificial basicamente de duas formas. Na primeira, eles buscam aprendizado, fazendo perguntas sobre como devem agir como “se fossem uma criança, para que eles possam se envolver em comunicação online com outras crianças parecendo ter a mesma idade, com a intenção de explorá-los”.

A segunda utilização feita pelos criminosos é a criação de personagens realistas, a fim de que possam se passar por eles, interagindo com as crianças como se fossem pessoas reais, quando na verdade são predadores sexuais mascarados pela IA.

Shehan, por fim, fez um apelo para que os pais fiquem atentos e busquem informações sobre como conscientizar seus filhos sobre os riscos envolvidos com a interação online.

“Estamos vendo os infratores usarem estas ferramentas de forma a atingir crianças, enquanto estas ferramentas estão sendo criadas sem princípios de segurança por designes”, disse ela, segundo o The Christian Post. “Estamos vendo como estão se tornando mais arriscadas em termos da sua capacidade de explorar crianças”.

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Atitude de gratidão melhora a saúde mental, física e espiritual

Quando a Bíblia diz em 1 Tessalonicenses 5:18 para que possamos dar “graças em todas as circunstâncias, pois esta é a vontade de Deus para vocês em Cristo Jesus”, não é por acaso. Isso, porque, além do impacto espiritual, a atitude de gratidão também melhora a saúde mental e física.

É o que confirmam especialistas entrevistados pela emissora CBN News. Professora da Faculdade de Saúde e Ciências do Comportamento da Regent University, doutora Anna Ord disse que um dos principais vilões do adoecimento humano na atualidade, o estresse, é diretamente impactado positivamente quando somos gratos.

Segundo a pesquisadora, “um estudo mostrou que níveis mais baixos desses hormônios do estresse, eles são melhores para o seu sistema imunológico. Estamos ficando menos doentes. Estamos nos recuperando mais rápido” à medida que também nos tornamos mais gratos.

A partir do conceito de neuroplasticidade cerebral, a dra. Ord explicou que pessoas murmuradoras estabelecem padrões neurológicos que afetam negativamente o seu estado de saúde mental e, consequentemente, físico, uma vez que as emoções influenciam a dinâmica química do organismo.

Neuroplasticidade é o conceito de que o cérebro humano possui a capacidade de se ajustar a diferentes padrões de percepção e comportamento, podendo ser eles bons ou maus. A atitude de gratidão, nesse caso, seria um desses fatores de aprendizagem cerebral capaz de melhorar a saúde humana, além da espiritual.

“Em termos leigos, o que isso significa é que nosso cérebro pode realmente mudar ao longo do tempo, com base em nossas experiências”, disse a dra. Ord. “É assim que reconectamos nosso cérebro para agora usar esses caminhos, mais caminhos de pensamento positivo, que, por sua vez, se traduzirão nesses benefícios para a saúde”.

Para Ann Voskamp, autor do livro “Presentes e Gratidões”, os cristãos podem assumir a atitude de gratidão através de práticas diárias, como a forma de iniciar a oração, por exemplo, sempre agradecendo a Deus por suas misericórdias, independentemente da circunstância.

Voskamp, por fim, conclui dizendo que mesmo quando atravessamos momentos de dor, sempre há o que agradecer, mesmo que para isso precisemos olhar para o futuro.

“Você pode ir em frente e pegar a Palavra de Deus e escrever que você é grato por uma promessa Dele? Eu acho que focando, nós não damos graças a Deus por causa de como nos sentimos. Damos graças a Deus por causa de quem Ele é”, diz o autor.

Mandamentos não levam a relacionamento com Deus, diz Gondim

Ricardo Gondim está novamente contestando as Escrituras e a lógica de que o texto sagrado revela a vontade de Deus ao dizer que obedecer os mandamentos não produz relacionamento com Deus.

Em um sermão pregado na Igreja Betesda, em São Paulo, Ricardo Gondim sugeriu que a obediência às Escrituras seria uma forma de legalismo e hipocrisia. O líder religioso, que reiteradas vezes afirmou que rompeu com o “movimento evangélico”, também fez declarações recentes negando crer que Jesus andou sobre as águas.

Agora, Gondim faz uma interpretação sobre as Escrituras indicando que o povo judeu não se relacionou com Deus porque seguia os dez mandamentos entregues pelo próprio Deus a Moisés:

“O relacionamento de Deus conosco tem que caber os altos e baixos, tropeções. Por isso que eu sou crítico da cultura religiosa. A Betesda não é uma igreja judaizante. Sabe por quê? Porque na cultura judaica prevaleceu durante séculos a ideia de que obedecer mandamento produz relacionamento, e obedecer mandamento não produz relacionamento, produz pessoas certinhas”, declarou.

A pregação do líder da Betesda segue indicando não crer que a Palavra de Deus transforme quem O busca: “A gente sabe que não existem pessoas certinhas no mundo, que as pessoas certinhas no mundo são hipócritas. O que que Deus quer da gente? Que nós sejamos como gatinhos adestrados? O João e a Maria dentro de casa, um policiando o outro ‘porque daqui a cinco anos nós vamos ganhar um apartamento’; ‘porque daqui cinco anos nós vamos andar numa rua de ouro’; ‘porque daqui a cinco anos nós vamos viver eternamente no novo paraíso, na nova Jerusalém’”, acrescentou.

Em seguida, o líder religioso sugere crer que o homem seja capaz de algum grau de transcendência e superação do pecado por esforços próprios: “Por isso que Miqueias, capítulo 6, o profeta diz ‘pessoal, o que Deus quer de você não é que você fique obedecendo 630 mandamentos, que você fique correndo atrás de saber se está certinho ou se não está’. O que Deus quer de você é que você seja bom, seja boa, que você pratique a Justiça, e que você ande com humildade na vida. É isso! Se você viver isso aí está ótimo”.

“Esquece toda essa carga religiosa, esquece porque o meu fardo é leve e o meu jugo é suave”, finaliza Gondim.

Contestado

Nos comentários da publicação no Instagram, um seguidor contestou as afirmações do pregador: “Esse corte produz confusão. O que dizer do profeta Samuel que disse a Saul que obedecer é melhor do que sacrificar? O que dizer do MANDAMENTO de JESUS para amarmos uns aos outros assim como Ele nos amou? E o que reclamar da cultura judaica? Em ti Jacó, em ti Israel serão benditas todas as nações da Terra? Não são os mandamentos, são os princípios da cultura judaica. O corte não ficou tão bom e aí da entender de maneira errada a mensagem”, ponderou.

‘Discurso de ódio’ vira arma contra pregação bíblica de pastor

Tem se tornado cada vez mais frequente, em diferentes partes do mundo, a propagação de narrativas que visam controlar a liberdade de pregação bíblica através do “politicamente correto”, algo que é feito mediante acusações maliciosas sob a pecha do “discurso de ódio“.

Wilson Fauber, por exemplo, um pastor e corretor imobiliário residente na Virgínia, Estados Unidos, tem sido vítima desse novo formato de perseguição religiosa desde que resolveu concorrer à Câmara Municipal de Staunton.

Isso porque, seus adversários políticos vasculharam suas redes sociais até anos atrás, a fim de encontrar algo do qual pudessem lhe acusar. Foi assim que acharam uma publicação de 2015, na qual o pastor citou uma passagem bíblica de Levíticos, onde é dito que o homossexualismo é uma abominação para Deus.

Com isso em mãos, os opositores do pastor colocaram em prática a seguinte estratégia: uma vez que estavam cientes de que não conseguiriam ter sucesso na Justiça comum, resolveram apresentar uma denúncia na Associação Nacional de Corretores de Imóveis (NAR), da qual Fauber pertence e possui sua carteira profissional.

O objetivo foi fazer com que o líder evangélico fosse punido sob a alegação de “discurso de ódio” na postagem de 2015, e tudo por causa de uma resolução contida no Código de Ética profissional da NAR, a qual proíbe seus membros de quaisquer atos de discriminação contra pessoas.

“É muito bizarro, de certa forma, mas, à medida que olhamos para o que está acontecendo ao redor do mundo, não é”, lamentou o pastor ao comentar a reação, que basicamente busca lhe atingir não no campo religioso ou da Justiça comum, mas no profissional.

Perseguição

Para o pastor Wilson Fauber, não há dúvidas de que ele está sendo vítima de perseguição religiosa, onde ativistas estão utilizando a narrativa do “discurso de ódio” contra a liberdade de exposição bíblica.

“Certamente tentam silenciar a minha liberdade de expressão”, disse ele, sugerindo que a ideia é fazê-lo se sentir vigiado sobre como pode “publicar estas coisas nas minhas redes sociais ou até falar de certas Escrituras do púlpito.”

Apesar da intolerância e perseguição, o pastor Fauber disse que mesmo que isso lhe custe a carteira de corretor (algo difícil, uma vez que o caso poderá cair na Justiça comum, onde a liberdade de expressão e religiosa são garantidas aos americanos), não deixará de exercer o seu papel sagrado, que é proclamar a Palavra de Deus.

“Não estou arrependido”, disse ele, segundo a CBN News, reiterando a veracidade e o compromisso com a passagem bíblica de Levítico. “Não me envergonho do Evangelho de Jesus Cristo, e continuarei a proclamar corajosamente o Evangelho de Jesus Cristo”, concluiu.

‘A Disputa Pela Mulher’: escritora expõe o que feminismo esconde

A escritora cristã e palestrante Lisa Bevere está lançando seu novo livro, A Disputa Pela Mulher, em que analisa as motivações das ideologias que conduzem o momento cultural atual.

O livro foi editado pela Thomas Nelson Brasil e mostra como a escritora avalia o cenário atual e quais são os pontos que os cristãos devem estar atento: “Há uma disputa pelo corpo, identidade e voz da mulher. Nós estamos sendo sexualizadas pela cultura; silenciadas por parte da igreja; minimizadas e redefinidas pela linguagem”.

“Estamos cercadas por ideologias confusas e, com isso, a imagem de Deus presente em nós é distorcida e a nossa mentalidade, deturpada. É preciso lutar. Agora, nos resta saber por que e contra quem estamos lutando”, disse a escritora.

Para Lisa Bevere, que é esposa do também escritor e teólogo John Bevere, os cristãos precisam olhar para o verdadeiro adversário, que age nas sombras para minar a essência da identidade que foi concedida pelo Senhor.

O ponto de partida a escritora é a Bíblia e os caminhos que transcendem as discussões comuns oferecidas pelas Escrituras: “Devemos lutar pelo que realmente importa: os propósitos eternos. Deus nos capacitou de forma especial para proclamar a verdade em um mundo de mentiras”, finalizou Lisa Bevere.

Ritual do candomblé: pastor é denunciado após criticar professora

Um pastor está sendo processado pelo Ministério Público por conta de suas críticas à atuação de uma professora que simulou um ritual do candomblé em sala de aula numa escola pública. O líder evangélico tratou a aula de “cultura africana” como um “ritual de magia”.

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) apresentou à Justiça uma ação civil pública contra o pastor Daniel de Castro, que também é deputado distrital pelo PP, por conta de um vídeo em que ele faz críticas à aula de “cultura africana” em uma escola pública.

A professora espalhou folhas de plantas pela sala, simulando um ritual de purificação, banhos e passes do candomblé. Quando as imagens se tornaram públicas, o pastor criticou e afirmou que a professora teria praticado “rituais de magia em sala de aula”.

O deputado distrital Gabriel Magno (PT) fez uma representação contra o pastor no MP, que aceitou fazer a denúncia à Justiça e solicitou que o vídeo seja retirado do ar, mas o pedido foi negado pelo Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT).

Na denúncia do MP, os promotores afirmam que Daniel de Castro “disseminou e reforçou o falso estereótipo de que as religiões de matrizes africanas estão associadas a algo ruim, mal e perigoso”.

Em resposta, o pastor afirmou que suas “falas foram proferidas no exercício do mandato parlamentar, estando plenamente protegidas pela imunidade material”. Em pronunciamento na Câmara Legislativa do DF, Castro afirmou que o que está havendo é “doutrinação religiosa” nas escolas.

O MP pede que o pastor pague indenização de R$ 100 mil por “dano moral coletivo” e também seja condenado a participar de um curso de letramento racial, focado na temática da educação para as relações étnico-raciais e liberdades religiosas, de modo presencial, devendo apresentar certificado no prazo de 6 meses, segundo informações do Metrópoles.

Confira a íntegra do posicionamento do pastor Daniel de Castro:

“Causa-me profundo espanto que o Ministério Público apresente denúncia relacionada a um pedido feito por mim, no legítimo exercício do mandato parlamentar, para que fossem apuradas denúncias apresentadas por pais preocupados com ações realizadas no ambiente escolar.

O vídeo publicado por mim, ainda que contenha críticas passíveis de questionamento às práticas pedagógicas de uma professora, insere-se no âmbito de minha atuação parlamentar. Tal atuação inclui atender às demandas de meu eleitorado, fiscalizando atividades e condutas de interesse público, especialmente aquelas relacionadas à educação.

Reitero que, em todas as minhas manifestações, sempre defendi a laicidade do Estado, princípio fundamental da nossa Constituição. Acredito firmemente que a escola não é lugar para a prática de qualquer religião, sendo essa uma responsabilidade que cabe exclusivamente aos pais e às famílias.

Por fim, destaco que todas as minhas falas foram proferidas no exercício do mandato parlamentar, estando plenamente protegidas pela imunidade material prevista no artigo 53 da Constituição Federal, que assegura aos parlamentares a inviolabilidade por suas opiniões, palavras e votos no âmbito do exercício de suas funções. Permaneço à disposição para quaisquer esclarecimentos, reafirmando meu compromisso com a legalidade, a transparência e a defesa do interesse público”.

SBT: pastor vai apresentar “a maior virada do ano cristã do Brasil”

O réveillon deste ano, no Brasil, terá pela primeira vez alguns eventos voltados para os seguidores de Jesus Cristo, como o que está sendo anunciado para ser “a maior virada de ano cristã” do país, segundo o pastor André Fernandes.

Líder da Igreja Lagoinha de Alphaville, em São Paulo, o pastor fará a apresentação de um evento grandioso que contará com a transmissão ao vivo do Sistema Brasileiro de Televisão, o SBT, na noite do dia 31 de dezembro.

Para a programação, a igreja alugou o estádio Allianz Parque, que possui capacidade para mais de 40 mil pessoas e está situado na Avenida Francisco Matarazzo, 1705, R. Palestra Itália, 200, em Água Branca, também em São Paulo.

Batizado de “Vira Brasil – Music Festival”, a virada de ano cristã contará com a participação de vários nomes do gospel nacional como o cantor Fernandinho, a Banda Morada, André Fernandes, Tifanny Hudson e Richard Gordon.

Também marcarão presenta Sued Silva, Ana Nóbrega, Isaías Saad e Eli Soares, dentre outros nomes, além da pregação que será feita pelos pastores Victor Hugo, Ronny Oliveira, Quézia Cádimo e André Fernandes, segundo informações do Notícias da TV.

Virada de ano cristã

Ao comentar a iniciativa, Daniela Abravanel Beyruti, CEO do SBT, comemorou a concretização do projeto da virada de ano cristã, que diferentemente do réveillon de Copacabana, que terá um palco gospel lado aos seculares, este de SP será exclusivamente cristão.

“Sempre quisemos ter um evento ao vivo para a virada de ano. Quando os organizadores do Festival nos propuseram, vimos que seria uma oportunidade de oferecer ao nosso público uma programação ao vivo, cheia de músicas e mensagens de fé e esperança para 2025″, disse Daniela.

Para a CEO da emissora, a virada de ano cristã “será uma passagem de ano diferente para o SBT e para os nossos queridos espectadores”.

‘Moana’ tem ensino errado sobre reencarnação alerta Tiago Mattes

O pastor e escritor Tiago Mattes compartilhou nas redes sociais um alerta sobre um “ensino equivocado” do filme Moana, que acaba de receber uma sequência produzida pela Disney.

Tiago Mattes, autor dos livros Jesus Não é Quem Você Pensa e Burnout, além de pastor da Igreja Batista Redenção, em Indaiatuba (SP), compartilhou a experiência de levar a filha pequena para assistir à animação nos cinemas.

“Ontem, enquanto assistia ao desenho da Moana com a Mel, fui surpreendido por algo que ela percebeu. Em determinado momento, ela comentou: ‘Pai, a vó da Moana disse que vai voltar depois de morrer’. Tomei um susto! Primeiro, porque não esperava encontrar um ensinamento como esse em um desenho aparentemente tão inocente. Segundo, porque minha filha de apenas 3 anos conseguiu identificar um ensinamento equivocado”, contou o pastor.

Mattes afirmou que tem “ensinado desde cedo” à sua filha o que a Bíblia diz sobre a vida e a morte: “Há dois destinos: o Reino de Deus (para aqueles que creram em Jesus) e o inferno. A Bíblia nos ensina claramente que, quanto aos mortos, ‘está ordenado aos homens morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo’ (Hebreus 9:27)”.

“Não há reencarnação, segundas chances ou retornos à vida. Biblicamente, temos apenas esta vida para crer e confessar o nome de Jesus como Senhor e Salvador”, enfatizou.

O pastor pontuou também que a atenção de sua filha pequena diante do ensino errado em Moana “se transformou em uma oportunidade preciosa” para que ele aprofundasse o ensinamento bíblico: “Conversamos sobre o que o desenho mostrava e sobre o que a Palavra de Deus diz. Isso levou minha filha a falar algo emocionante: ‘Pai, eu quero receber Jesus no meu coração’”.

“Eu não sou contra deixar as crianças assistirem desenhos animados, mas acredito que precisamos ser intencionais em sua instrução. É nossa responsabilidade equipá-los com discernimento para identificar o que está alinhado à verdade da Palavra de Deus. Enquanto eles ainda estão desenvolvendo essa consciência, cabe a nós supervisionar o que consomem, garantindo que não sejam influenciados por ideias que vão contra os princípios bíblicos”, encorajou Mattes.

Como conselho, o pastor sugeriu aos pais que aproveitem “as situações do dia a dia para ensinar nossos filhos sobre a verdade do Evangelho e prepará-los para identificar os enganos do mundo à luz da Palavra de Deus”, deixando de se limitar à curadoria do conteúdo, mas guiando “intencionalmente nossos filhos no caminho da verdade e da vida em Cristo”.