Juíza cristã que recusa oficiar uniões LGBT tem vitória na Justiça

Uma juíza cristã que se recusa a oficiar uniões civis LGBT estabeleceu um precedente no direito do Texas (EUA) ao receber aprovação de sua estratégia de defesa por parte da Suprema Corte do estado.

A juíza de paz Dianne Hensley foi eleita juíza de paz no condado de McLennan pela primeira vez em 2014, sendo reeleita duas vezes desde então. Em 2015, a Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu que a união civil entre pessoas do mesmo sexo era um direito a todos os cidadãos do país.

Por conta de sua fé, a juíza decidiu não oficiar uniões civis LGBT, e para que os cidadãos de seu condado que queiram celebrar uma cerimônia desse tipo não fiquem sem opção, ela “investiu muito tempo e recursos para compilar uma lista de referência de oficiais de casamento locais alternativos”, de acordo com o First Liberty Institute.

Entretanto, a Comissão Estadual de Conduta Judicial a advertiu publicamente em janeiro de 2019 por uma “violação de imparcialidade judicial com base na orientação sexual”. Ao invés de recorrer da advertência em um Tribunal Especial de Revisão, ela optou por mover uma ação diretamente no Tribunal Civil para garantir que não fosse advertida novamente.

A Comissão Estadual de Conduta Judicial, então recorreu e o caso chegou à Suprema Corte do estado, que acabou decidindo, por 8 votos a 1, que a juíza cristã tem o direito de enfrentar o caso diretamente na Justiça, ao invés de um recurso de revisão.

“Consideramos que, além de um pedido declaratório contra a Comissão, a ação da requerente não é impedida por sua decisão de não apelar da Advertência Pública da Comissão ou pela imunidade soberana”, diz a decisão majoritária, escrita pelo presidente do Supremo Tribunal, Nathan Hecht.

“Assim, afirmamos a parte da sentença do tribunal de apelações que indeferiu o único pedido declaratório por incompetência, revertemos o restante da sentença e devolvemos ao tribunal de apelações para resolver as questões restantes na apelação”, acrescentou.

A decisão também pontua que nunca houve queixas contra a juíza: “Ninguém reclamou com Hensley, sua equipe ou a Comissão sobre seu sistema de encaminhamento para casamento ou sua capacidade de ser justa — ou mesmo sua aparência de imparcialidade — em qualquer processo judicial. No entanto, a Comissão soube de seu sistema por meio de uma entrevista que ela deu a um jornal e abriu uma investigação preliminar em maio de 2018”.

A juíza Dianne Hensley foi representada por advogados da Mitchell Law LLP e do First Liberty Institute, alegando que sua recusa em oficiar casamentos entre pessoas do mesmo sexo é protegida pelo Texas Religious Freedom Restoration Act, além de ser um exercício de suas crenças religiosas.

Na ação, a juíza também argumenta que se recusar a oficiar tais casamentos não impede sua capacidade de desempenhar suas funções judiciais de forma imparcial, segundo informações do portal The Christian Post.

O First Liberty Institute comemorou a decisão como uma vitória para a liberdade religiosa: “A maneira da juíza Hensley de reconciliar suas crenças religiosas enquanto atende às necessidades de sua comunidade não é apenas legal, mas deve servir de modelo para autoridades públicas em todo o Texas. Esta é uma grande vitória para a juíza Hensley e renova sua oportunidade de buscar justiça sob as proteções de liberdade religiosa da lei”, declarou Hiram Sasser, conselheiro geral da entidade.

Cristina Maranhão profetiza contra o pecado: ‘O ai vai ser grande’

O culto de Santa Ceia na Assembleia de Deus Ministério de Perus no último domingo, 30 de junho, foi marcado por um momento em que a missionária Cristina Maranhão entregou uma mensagem à igreja alertando sobre a rejeição de Deus ao pecado.

O vídeo compartilhado pelo perfil da AD Perus no Instagram descreve a mensagem como profecia: “Por esse tempo vou passar o cordel de medir em todas as minhas igrejas”, introduz a missionária.

Ao longo de vários minutos, Cristina Maranhão elenca condutas reprováveis conforme o que a Bíblia ensina: “Muita hipocrisia, muita falsidade, bando de serpentes e escorpiões. Não querem ouvir a verdade. E ainda dizem ‘toda ceia a mesma palavra’. Até quando vocês endurecereis [sic] os vossos corações? Até quando vão profanar o meu nome?”.

Pessoas em pecado e sem arrependimento também foram alertadas, e a missionária deu a entender que são situações recorrentes e frequentes em todo o meio evangélico: “Alguns tomaram ceia indignamente. Mentiram, pecaram, fornicaram. E aqui deixam para dizer ‘Deus é santo?’ Este país vai chorar por esses dias. Vai chorar. O ‘ai’ é grande. Do menor ao maior. Do pequeno ou grande, eu sou o que falo nesta casa e digo: não deixarei de falar porque eu quero avisar a esta igreja e aos demais que estou vindo com força”.

Deus, que não se relaciona com o pecado segundo a Bíblia, cobra em toda a Escritura que aqueles que se rendem a Cristo vivam em santificação. Na carta aos Romanos, o apóstolo Paulo ensina que “o salário do pecado é a morte” (6.23), e nesse contexto, a missionária pregou mudança:

“Sou amor, mas sou justiça. […] Eu quero santidade, quero sinceridade, eu quero verdade. Chega! Eu vou passar nessa terra. O ‘ai’ vai ser grande. Eu vou mexer nas águas turbulentas. Invadirão ruas, calçadas, vilas, cidades. Eu vou passar para que assim vocês lembrem que eu sou o Senhor e não brinco com a minha Palavra”.

Os pecados que serão expostos, segundo a mensagem da missionária, causarão escândalo ao meio evangélico: “Eu vou trazer para fora pedofilia, adultério, lesbianismo está no meio da minha igreja. Eu sou e estou avisando. Eu sou e desci nesta manhã para vos avisar, assim diz o Senhor”.

Assista:

Antônio Carlos Costa comemora liberação da maconha no STF

Antônio Carlos Costa, ex-pastor presbiteriano, usou as redes sociais para comemorar a decisão do Supremo Tribunal Federal que liberou o porte de maconha para uso individual, e recebeu críticas do pastor Renato Vargens.

Costa, que até dezembro de 2021 era pastor da Igreja Presbiteriana da Barra da Tijuca, pediu exoneração do cargo de pastor à Igreja Presbiteriana do Brasil em novembro de 2023, após 41 anos de vínculo com a denominação.

Ele é fundador da ONG Rio de Paz, e sempre se posicionou ideologicamente à esquerda, produzindo artigos ou fazendo publicações em redes sociais com argumentos que sinalizavam sua admiração por pensadores comunistas, como Friedrich Engels.

Na última quarta-feira, 26 de junho, o ex-pastor usou as redes sociais para equiparar a decisão do STF a uma “vitória”, e publicou uma foto em um momento de happy hour: “Testemunhei a virada no Niltão. Agora, comemorando a vitória em Nikity. Rodada perfeita! Foooooogooooooooo! Valeu, STF!”, escreveu Costa, fazendo referência também ao jogo do Botafogo.

O pastor Renato Vargens, que reprova a decisão tomada pelos ministros do STF, considerando-a uma usurpação de competência do Poder Legislativo, criticou o comportamento do ex-pastor presbiteriano: “Antônio Carlos Costa que é favorável a descriminalização da maconh@ zomba de quem pensa diferente. No seu perfil do X, o pastor celebra a vitória do seu time de futebol assim como também, de forma jocosa e debochada festeja a decisão do STF”, escreveu, no Instagram.

“Drog@s matam e todos sabemos disso, e vamos combinar uma coisa? Com isso não se brinca”, acrescentou Vargens.

Diversos usuários do Instagram reprovaram a postura adotada por Costa, e uma delas questionou: “Lendo sobre a história dos avivamentos, me emociono com as mães orando de joelhos em frente aos bares, e eles eram fechados. Que tipo de evangelho é esse onde supostos cristãos celebram a decadência da carne?”.

Testemunhei a virada no Niltão. Agora, comemorando a vitória em Nikity. Rodada perfeita! Foooooogooooooooo! 🔥 Valeu, STF! pic.twitter.com/AOIKfQpqK6

— Antônio C. Costa (@antonioccosta_) June 27, 2024

Milagre: enfermeiras celebram recuperação de bebê de meningite

“Um milagre”: esse foi o termo que a chefe da UTI pediátrica de um hospital usou para descrever o caso de um bebê de apenas 5 meses que venceu um quadro grave de meningite haemophilus do tipo B.

A meningite tipo B pode levar à morte ou deixar sequelas graves quando não tratada, e no caso do bebê Lorenzo Santos de Jesus, houve um diagnóstico errado de dengue em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), o que agravou o quadro.

A mãe do menino, Mariana Souza, contou que o filho ficou 81 dias internado até receber alta do Hospital Guilherme Álvaro, em Santos. As enfermeiras que acompanharam o caso foram às lágrimas depois que Lorenzo recebeu alta.

A doença atingiu o sistema nervoso central de Lorenzo, que sofreu lesões respiratórias e motoras, ficando entubado por 31 dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Durante a internação, o bebê passou por uma traqueostomia, que o ajudou a respirar.

“Olhava para ele e não via que ficaria uma criança cheia de sequelas”, afirmou a mãe, expressando sua fé. “Enxergava além de tudo e sabia que daria certo no final. Hoje, graças a Deus, olho para ele… tem o melhor olhar do mundo” acrescentou.

A chefe de enfermagem da UTI pediátrica do HGA, Ellen Karina, explicou que o caso de Lorenzo era tão grave que a boa recuperação dele surpreendeu a todos: “[O menino] tem uma tomografia com uma área [do cérebro] comprometida tão grande que, quando a gente olha para o neném, fala: ‘Não, essa cabecinha não é desse neném’”, relembrou.

Ellen afirmou que ela e toda a equipe enxerga Lorenzo como um milagre: “Esse tipo de meningite é altamente agressivo. A mãe fala que estava levando [o bebê] há uma semana na UPA, já com a meningite, e o diagnóstico errado de dengue… É fatal, é morte”, descreveu, de acordo com informações do portal G1.

As enfermeiras que cuidaram do bebê se despediram com uma grande demonstração de carinho: “Sempre foi a mão de Deus”, dizia uma frase no cartaz.

Igreja é condenada a pagar R$ 20 mil e fiel que apareceu em vídeo

Uma igreja que divulgou um vídeo nas redes sociais de uma frequentadora recebendo oração foi condenada a indeniza-la a receber R$ 20 mil por danos morais. A decisão foi confirmada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo.

A Igreja O Poder de Deus Transforma, do bairro Santo Amaro, em São Paulo (SP), foi condenada por conta de um vídeo compartilhado nas redes sociais em que uma mulher recebe oração e se desequilibra.

O vídeo, foi compartilhado pelo pastor, e a mulher processou a igreja, alegando constrangimento pelos comentários. Ela também se queixou que não autorizou o uso de sua imagem.

Inicialmente, o juiz Guilherme Duran Depieri, da 10ª Vara Cível do Foro Regional de Santo Amaro, deu ganho de causa para a frequentadora, e a igreja recorreu alegando que não havia sido a responsável pelo compartilhamento.

Entretanto, a 6ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo manteve a condenação. O desembargador Costa Netto, relator da apelação, declarou que o pastor é um representante da organização religiosa, o que faz com que a igreja seja responsável pela divulgação da imagem sem autorização.

O magistrado também apontou que a publicação visava promover os cultos religiosos da instituição: “Está claro que o pastor atuava em nome e em favor da pessoa jurídica apelante (a igreja), e não meramente em seu nome”.

“A separação entre personalidades não permite que, apenas por utilizar outro nome, a igreja realize a divulgação de suas atividades em redes sociais sem autorização dos fiéis retratados no culto”, escreveu o relator na decisão, que teve votação unânime para manter a condenação, de acordo com informações do TJ-SP.

Biden admite querer volta de aborto; Trump adota postura oposta

No primeiro debate na disputa pela Casa Branca, o atual presidente Joe Biden e seu antecessor, Donald Trump, deixaram evidente seus posicionamentos opostos em relação ao aborto.

O debate realizado pela CNN se mostrou uma oportunidade para deixar claro como Biden e Trump são opostos: o atual presidente gostaria que o aborto voltasse a ser permitido como era antes da mudança de precedente feita pela Suprema Corte dos EUA.

Para Biden, é uma “coisa terrível” a proposta de permitir que os estados definam as regras sobre o aborto. O presidente foi questionado se apoia “quaisquer limites legais sobre o prazo que uma mulher deve poder interromper uma gravidez”, ele reagiu: “Apoio Roe versus Wade”, em referência ao precedente que garantia o aborto e foi derrubado.

A essa altura, Trump aproveitou a oportunidade para acusar o adversário do Partido Democrata de praticar o chamado “aborto tardio”, já que no cenário do precedente de Roe versus Wade não havia um limite legais definido para a prática de um aborto em todo o país.

“Ele está disposto a, como dizemos, arrancar o bebê do útero no nono mês e matá-lo”, declarou Trump. “Eles tirarão a vida de uma criança no oitavo e nono mês e até mesmo após o nascimento”, acrescentou, fazendo referência à proposta do ex-governador da Virgínia Ralph Northam (Partido Democrata), que em 2019 sugeriu uma lei que foi entendida, na prática, como um “aborto após nascimento”.

“Dependendo do estado, você pode fazer o que quiser. Não achamos que isso seja uma coisa boa. Achamos que é uma coisa radical. Achamos que os democratas são os radicais, não os republicanos”, enfatizou Trump.

Em sua tréplica, Biden insistiu em seu posicionamento abortista, afirmando que se depender de Trump, o Congresso aprovará a “proibição universal do aborto”, de acordo com informações do portal The Christian Post.

SBB: culto de ação de graças marcou os 76 anos de fundação

A Sociedade Bíblica do Brasil (SBB) comemorou seu 76º aniversário com um culto de ação de graças em sua sede, para reiterar a missão que a instituição se propõe a cumprir: “Semear a Palavra que transforma vidas”.

O Congresso da Bíblia abriu as comemorações, com a primeira palestra sendo ministrada pelo diretor-executivo da SBB, reverendo Erní Seibert.

Seibert falou sobre a relevância da Palavra: “Esse congresso é fundamental para refletirmos sobre a importância da Palavra de Deus, da sua tradução, da sua distribuição para os dias de hoje”, destacou.

Na segunda palestra, o Secretário de Tradução e Publicações da SBB, Paulo Teixeira, falou sobre o crescimento da distribuição da Bíblia como parte importante para o avanço das igrejas evangélicas: “Quando você distribui a Bíblia, você promove o crescimento da Palavra de Deus. E quando ela cresce a Igreja também cresce, o mundo se transforma”.

O reverendo Juarez Marcondes também participou do Congresso e sublinhou a relevância do evento para as igrejas: “A participação das igrejas em um evento como este é importante para conhecer o valor das Sagradas Escrituras. As palestras, a oportunidade de reunir irmãos de lugares diferentes prova a importância da SBB que há 76 anos tem servido o Brasil e o mundo com a Palavra de Deus”, enfatizou.

Segundo a SBB, diversas atrações promoveram os projetos da entidade, incluindo o Museu da Bíblia, que está expondo uma mostra com a linha do tempo da história da Sociedade Bíblica no Brasil.

A Rádio Bíblia SBB participou com o Projeto + de 31 mil vozes com a Palavra, que visa gravar a primeira Bíblia em áudio nas vozes dos brasileiros. O cantor Paulo César Baruk também participou das comemorações e deixou sua voz registrada: “É um privilégio, principalmente por fazer parte de algo que eu encontro muito sentido. A experiência é muito gratificante e fico na ansiedade de ouvir tudo pronto”, comentou.

Os corais de Cegos da SBB e Intersinodal da Igreja Presbiteriana também marcaram presença na celebração, que foi encerrada com a ministração do pastor Paschoal Piragine: “São 76 anos de um sonho, tem muita coisa para louvar e agradecer a Deus. A Bíblia precisa ser o referencial para a família e para a sociedade. Esse é o grande sonho dos 76 anos”, declarou, de acordo com o site da entidade.

Ao final, o reverendo Seibert pontuou que ainda há muito trabalho a ser feito: “Olhamos para o futuro com muita esperança porque vemos que Deus está abençoando o trabalho, e que ele está expandindo”.

Cultos domésticos na Índia resultam em prisões de 13 cristãos

Um total de 13 cristãos foi preso nos últimos dias na Índia por participarem de cultos domésticos em Uttar Pradesh, no norte do país. Entre os detidos em cultos diferentes estão quatro pastores.

As prisões ocorreram sob acusações de conversão religiosa, o que é proibido pela lei local. “É uma situação alarmante. Em 20 dias, 13 pessoas foram para a prisão por causa da sua fé em Jesus Cristo”, disse um líder cristão que está ajudando uma parte dos presos.

O pastor Sanjay Kumar e a sua esposa, Sunita Devi, precisam reunir valores para quitar a fiança. O casal tem três filhos e foram presos no dia 21 de junho pela polícia de Uttar Pradesh, estado governado pelo partido pró-hindu Bharatiya Janata (BJP) do primeiro-ministro Narendra Modi, e que possui uma abrangente lei anti-conversão.

“Não podemos nem orar… nunca imaginamos tal situação no nosso país”, disse o líder cristão que não quis ser identificado ao UCA News.

A série de prisões começou em 7 de junho com Abhishek Masih e Anil Masih no distrito de Barabanki. Em seguida, ocorreu a prisão de Durgesh Chauhan em 9 de junho no distrito de Ayodhya.

Em 16 de junho, o pastor Paul, que foi identificado apenas pelo primeiro nome, e Nandlal Rajbhar foram presos no distrito de Ghazipur, seguidos pelas prisões de Ram Chander, Anuj Kumar, Sarvesh Kumar e Hitna, também identificados por um único nome, no distrito de Sitapur em 19 de junho.

Os últimos a serem presos em 23 de junho foram o pastor Sarju Prasad, do distrito de Ayodhya, e o pastor Naresh Kumar, do distrito de Hardoi.

O líder cristão disse que a maioria deles participava de cultos domésticos em casa quando a polícia chegou, depois de ter sido alertada por aldeões locais que suspeitavam de atividades de conversão.

A polícia prendeu-os e apresentou-os aos tribunais locais, procurando que fossem colocados sob custódia para futuras investigações.

“Mais de uma dúzia de cristãos estão a ser acusados de conversão religiosa, embora não haja uma única pessoa a quem tenham convertido”, disse outro líder da Igreja, que considera que a ação policial pode ser “as consequências das eleições gerais onde Modi e o seu partido perderam assentos em Uttar Pradesh”.

Uttar Pradesh é o maior e mais populoso estado da Índia, e é governado por Yogi Adityanath, um monge hindu que virou político filiado ao BJP, partido que tem 80 assentos na Lok Sabha, a Câmara baixa do Parlamento.

O BJP conquistou 62 assentos nas eleições gerais de 2019, mas foi reduzido para 33 nas eleições deste ano, cujos resultados foram anunciados em 4 de junho: “O aumento da perseguição contra os cristãos decorre desta derrota eleitoral”, disse o líder da Igreja que não quis ser identificado por temer represálias.

‘Divertida Mente 2’: pastor diz que filme se distancia do Evangelho

O filme Divertida Mente 2 vem mobilizando multidões nos cinemas por abordar emoções de maneira bem-humorada. Entretanto, no meio evangélico, a produção da Pixar vem dividindo opiniões.

Recentemente, o pastor Douglas Gonçalves, do movimento JesusCopy, gravou um vídeo com uma reflexão a partir da mensagem que o filme transmite, expondo as mentiras da ansiedade.

Agora, o pastor Alex Mello, da Primeira Igreja Batista do Parque Meia Lua, em Jacareí (SP), publicou artigo no portal Voltemos ao Evangelho reprovando a abordagem do filme: “Em Divertida Mente 2, uma nova emoção que chega e assume o controle é a Ansiedade, inclusive expulsando a antiga emoção líder, a Alegria, do Centro de Controle”, introduziu.

“Tudo isso acaba sendo uma saga para a menina construir sua identidade baseada na ansiedade ou na alegria, mas que na mensagem do filme, a ‘salvação’ vem ao construir sua identidade num equilíbrio das emoções”, acrescenta Mello.

O pastor afirma que Divertida Mente 2 lança “um falso evangelho do controle emocional baseado em emoções bem equilibradas”, que termina por “excluir Deus das situações da vida real, bem como [a] vontade dele da forma como nossas emoções reagem às situações”.

Mello diz que “o filme traz uma mensagem que se distancia do verdadeiro evangelho”, mas reconhece que a produção “acerta em cheio ao mostrar a Ansiedade como uma emoção controladora”.

Confira tópicos do artigo de Alex Mello sobre o filme:

1 – Alegria e Ansiedade como emoções dominantes

O filme acerta, também, ao mostrar o embate entre a Ansiedade e a Alegria. Esse embate não é criação de Hollywood. Muito antes, a Bíblia já nos apresenta esse embate como um dos marcadores da nossa identidade cristã.

“Alegrem-se sempre no Senhor, alegrem-se” (Fp 4.4).

“Não andem ansiosos por causa de nada” (Fp 4.6).

No filme, a Ansiedade prende a Alegria junto com as outras emoções primárias e as lança fora do Centro do Controle. Em Filipenses vemos dois mandamentos que se complementam: devemos nos alegrar no Senhor e não vivermos ansiosos. O texto bíblico mostra a alegria como um padrão do cristão, “alegrem-se sempre”, e o “sempre” é importante aqui como se a alegria nunca devesse deixar nosso “Centro de Controle” e passasse a ser uma marca da nossa identidade. Por outro lado, o texto diz que não devemos “andar ansiosos por nada”. A ideia é que a ansiedade não deve ter lugar em nosso “Centro de Controle”, não podemos andar guiados por esse sentimento e deixar ela assumir o controle geral nas famosas “crises de ansiedade”.

O padrão emocional determinado por Deus é a alegria e não a ansiedade. Nossa identidade deve ser de uma pessoa alegre e não de uma pessoa ansiosa. Mas, como isso é possível?

2 – A oração contra a ansiedade

A Bíblia nos mostra que a oração é uma poderosa arma contra a ansiedade.

“Não andeis ansioso de coisa alguma; em tudo, sejam conhecidas diante de Deus, as vossas petições, pela oração e súplica com ações de graça. E a paz de Deus, que excede todo entendimento, guardará o seu coração e mente em Cristo Jesus” (Fp 4.6-7).

A oração chama Deus para o campo de batalha das nossas emoções. A ansiedade projeta situações futuras na mente da Riley, mas na oração, entregamos nosso futuro nas mãos daquele que é soberano, lançamos a ansiedade para fora do Centro de Controle e confiamos nosso futuro ao cuidado e amor de Deus.

“Lançando sobre Deus toda sua ansiedade, porque Ele tem cuidado de você” (1Pe 5.7)

O resultado de uma entrega em oração é uma paz que só Jesus pode dar. Uma paz que excede o entendimento da mera razão, pois não está baseada em circunstâncias. Paulo diz que essa paz guarda nosso coração, emoções e sentimentos, assim como nossa mente e pensamentos, em Cristo Jesus. Quando você entrega em oração o seu Centro de Controle ao Príncipe da Paz, ele passa a reinar em seu coração, o resultado é a paz de Deus trazida pelo Deus da paz (Fp 4.9).

3 – Nossos pensamentos comandam nossas emoções

Em Divertida Mente, as emoções comandam Riley reagindo às situações que elas percebem. Mas, você parou para pensar de onde vem o pensamento das emoções? Nossas emoções não são como os personagens autônomos no filme, cada uma com sua própria personalidade. Na vida real, as emoções são reações naturais à forma como vemos e interpretamos os fatos a nossa volta, de acordo com nosso sistema de crenças (outro aspecto que aparece no filme). Assim, nossas emoções são reações aos nossos pensamentos guiados pelas nossas crenças fundamentais (o que também poderíamos chamar de cosmovisão). Aí está a verdadeira batalha:

“Porque as armas da nossa milícia não são carnais, e sim poderosas em Deus, para destruir fortalezas, anulando nós sofismas e toda altivez que se levante contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo” (2Co 10.4-5).

Verdadeiras fortalezas podem se formar em nossa mente, aprisionando nossas emoções por meio de pensamentos mentirosos, mas que tem argumentos que parecem verdadeiros, chamados no texto de sofismas. Nossas mentes acreditam e são presas por esses pensamentos, mas começando com a oração, devemos pedir a Deus que mude a nossa forma de pensar, pela renovação da nossa mente (Rm 12.2), ao forçamos nosso pensamento em Deus conforme a sua Palavra. A Bíblia diz “levando todo pensamento cativo a Cristo”. Vemos como isso funciona em Filipenses 4.8, ao aplicarmos os filtros certos ao que estamos pensando.

“Finalmente, tudo o que é verdadeiro, tudo que é respeitável, tudo que é justo, tudo que é puro, tudo que é amável, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso que ocupe o vosso pensamento”.

5 – Guiados pelo Espírito Santo para a verdadeira identidade

As emoções conflitantes no Centro de Controle da Riley queriam definir sua identidade conforme suas próprias imagens, mas a Bíblia nos afirma que quando nascemos novamente em Cristo Jesus, estamos sob uma nova direção. Alguém que nos criou e conhece quem somos, que conhecesse a nossa história, assume o controle e se torna nosso Senhor e Salvador.

Esse é o verdadeiro Evangelho, que vai além do falso evangelho do equilíbrio emocional. O verdadeiro evangelho é que Jesus morreu por nós para nos livrar do julgo do pecado que se manifestava também em nossa forma de pensar e sentir. Nessa nova vida em Cristo, nossa mente é renovada segundo Deus (Ef 4.23) e o Espírito Santo passa a habitar nosso Centro de Controle nos dirigindo para a verdadeira alegria em Cristo.

“Você, porém, não está na carne, mas no Espírito, se de fato, o Espírito de Deus habita em você. E, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele” (Rm 8.9).

Quando o Espírito Santo habita naquele que nasceu de novo em Cristo, nossas emoções e nossa maneira de viver apresentam o fruto deste Espírito.

“O fruto do Espírito é: amor, ALEGRIA, PAZ, paciência, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio” (Gl 5.22-23, ênfase do autor).

O Espírito é quem define nossa identidade. Deixamos de ter nossa identidade definida pelos nossos sentimentos dominantes como ansiedade, medo ou tristeza e passamos a ter nossa identidade definida por quem Deus diz que somos, seus filhos amados.

“Pois todos que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus… O próprio Espírito testifica com nosso espírito que somos filhos de Deus” (Rm 8.14 e 16).

Irã condena cristão à prisão por posse do Novo Testamento

Um cristão armênio foi condenado a dez anos de prisão no Irã após ser flagrado em posse do Novo Testamento. Ele foi acusado de proselitismo, o que é crime na lei iraniana.

O caso de Hakop Gochumyan se tornou notícia internacional após a condenação não ocorrer com base em provas, mas na “intuição pessoal” do juiz, a partir de uma brecha do Código Penal Islâmico do Irã que permite decisões judiciais baseadas em palpites.

Ele e sua esposa, Elisa Shahvardian, foram presos durante as férias de agosto do ano passado no Irã. Ambos estavam jantando com os filhos na casa de um amigo na cidade de Pardis, próximo à capital Teerã, quando agentes de inteligência do governo invadiram a residência e prenderam todos, além de exemplares do Novo Testamento na língua farsi e outros livros cristãos.

De acordo com a organização International Christian Concern (ICC), os dois filhos do casal, de 7 e 10 anos, deixaram o Irã com uma tia após a prisão, enquanto os pais eram mantidos na temida prisão de Evin em confinamento solitário e sob torturas psicológicas.

Elisa, que tem ascendência iraniana e família no país foi libertada dois meses depois mediante pagamento de fiança. Porém, seu marido permaneceu preso acusado de “envolvimento em atividades de proselitismo desviantes que contradizem a lei sagrada do Islã”, promovendo uma “rede de cristianismo evangélico”.

Desde a acusação, Gochumyan tem negado que foi ao país para fazer proselitismo. Durante seu julgamento em fevereiro, o advogado destacou a ausência de provas concretas que apoiassem as acusações e argumentou que a decisão foi indevidamente influenciada pelo artigo 160 do Código Penal Islâmico do Irã.

Este mês, o recurso do cristão armênio foi rejeitado, confirmando a sentença de 10 anos de prisão, segundo informações do portal The Christian Post.

A ICC destaca que apesar das restrições severas e perseguição total, o cristianismo está crescendo de maneira significativa no Irã: “Por mais de 40 anos, o regime iraniano perseguiu os cristãos iranianos através da proibição de Bíblias em língua farsi, da prisão de líderes religiosos e da acusação falsa de convertidos ao cristianismo como ameaças à segurança nacional. Mas, apesar de tudo, Deus está operando um milagre, e a igreja clandestina iraniana continua a crescer rapidamente”.