Nikolas é eleito o novo presidente da Comissão de Educação

O deputado federal evangélico Nikolas Ferreira está comemorando a sua vitória para o cargo de novo presidente da Comissão de Educação da Câmara dos Deputados. O órgão é um dos mais importantes do Congresso e é considerado vital para o andamento das pautas ligadas ao ensino no país.

Ao anunciar a sua vitória conquistada na noite da última quarta-feira, o deputado disse que pretende discutir temas de interesse público, incluindo o ensino domiciliar, pauta defendida por muitos cristãos, especialmente os conservadores.

“Neste ano de presidência, debateremos assuntos importantes e complexos como: Plano Nacional de Educação, Segurança nas Escolas, fortalecimento da Educação Básica, homeschooling, dentre diversos outros temas que são importantes para a Educação em nosso país”, anunciou Nikolas.

O parlamentar evangélico, conhecido por seu grande poder de influência nas redes sociais, onde possui milhões de seguidores, disse que contará com o apoio de aliados para a realização do seu trabalho, e que a fiscalização do atual governo será uma das suas metas.

“Realizaremos audiências públicas, criaremos subcomissões e fiscalizaremos a política nacional de educação do atual Governo”, disse ele. “Estou comprometido em trabalhar com a Comissão para que a educação no Brasil seja um alicerce sólido para todos.”

Reação da esquerda

A vitória de Nikolas Ferreira para a presidência da Comissão de Educação da Câmara, contudo, não agradou a esquerda política. Governistas aliados ao governo Lula tentaram impedir a sua eleição, querendo adiar a votação, mas não conseguiram.

Em um vídeo que circula nas redes sociais é possível observar o deputado federal Sóstenes Cavalvante, por exemplo, membro da bancada evangélica na Câmara, buscando acalmar os ânimos de uma discussão promovida por governistas contrários à presidência de Nikolas.

Para Sóstenes, Nikolas não deixará de agir de forma equilibrada, buscando construir as pautas da Comissão em conjunto com os governistas, assim como a oposição. Assista:

🚨DESESPERO

ESQUERDA desesperada pela nomeação do deputado Nikolas Ferreira a presidente da comissão de educação!

Paulo Freite se revira no túmulo ! 😂 pic.twitter.com/KvhoxdC654

— Almir Fornari (@AlmirFornari) March 7, 2024

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Evangélicos pressionam o STF contra legalização da maconha

Está em curso no Supremo Tribunal Federal um julgamento que poderá legalizar o consumo pessoal da maconha no Brasil. Para parlamentares da bancada evangélica no Congresso Nacional, contudo, a medida poderá criar uma nova modalidade de tráfico no país, caso ratificada pelo STF.

“O porte de pequena quantidade vai criar a figura do traficante de pequena quantidade. Um novo modelo de comércio legalizado no país”, diz um documento entregue ao presidente do STF, ministro Luiz Roberto Barroso, por líderes evangélicos na terça-feira (5).

Até o momento, contudo, a votação entre os magistrados indica que a legalização da maconha para consumo pessoal será aprovada pelo Supremo. Isto, porque, 5 ministros já votaram a favor da medida, enquanto apenas 2 foram contrários, sendo André Mendonça um deles.

“O que eu vou trazer à luz do meu voto é justamente que [maconha] causa dano, e danos sérios e maiores que o cigarro”, afirmou Mendonça em seu voto, acompanhando o ministro Cristiano Zanin. Ainda faltam votar, contudo, os ministros Nunes Marques, Dias Toffoli, Luiz Fux e Cármen Lúcia.

Argumento de Barroso

Para o presidente do STF, contudo, o que está sendo discutido no Supremo não é a legalização da maconha, mas sim a tipificação penal do tráfico como algo distinto do consumo pessoal da droga.

“Está em discussão que, após a despenalização aprovada no Congresso Nacional, o porte da maconha para o uso pessoal deve ser tratado como crime ou como ilícito a ser desestimulado com sanções administrativas? Não se trata, portanto, de legalização”, argumentou Barroso, segundo O Antagonista.

“O consumo de drogas ilícitas continuará sendo ilegal. As drogas não estão, nem serão liberadas no país, por decisão do STF. Legalizar é uma definição que cabe ao Poder Legislativo”, completou.

Críticos da medida, porém, acreditam que a tipificação do consumo da droga como mero “ilícito” poderá criar uma nova modalidade de tráfico, tendo em vista a flexibilidade legal diante da prática.

O ex-vice-presidente da República e atual senador, por exemplo, general Hamilton Mourão, argumentou que como “no Brasil não existe plantação legal de maconha, a droga continuará financiando o crime organizado e sendo fornecida pelos mesmos narcoguerrilheiros, que agora poderão se utilizar do subterfúgio do fracionamento para fugir dos ditames da lei.” Assista:

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Cardeal que escreveu livro erótico sobre Jesus poderá ser demitido

A Academia João Paulo II para a Vida Humana e Família, um influente grupo católico de atuação internacional, fez uma publicação dirigida ao Papa Francisco, a fim de lhe pedir a demissão do Cardeal Victor Manuel Fernandez, autor de um livro erótico sobre Jesus e outras figuras.

A obra foi publicada pelo hoje líder católico no ano 1998, mas voltou aos holofotes das mídias após o Papa nomear Fernandez ao posto de Cardeal, em setembro do ano passado.

Mesmo se dizendo arrependido do que escreveu décadas atrás, os membros da Academia não aceitam a nomeação de Fernandez para o posto de Prefeito do Dicastério para a Doutrina da Fé, um órgão de grande importância para a tradição católica, uma vez que trata das questões doutrinárias e morais do Vaticano.

Thomas Ward, presidente da Academia João Paulo II para a Vida Humana e a Família, disse que o livro escrito por Fernandez “é um dos piores males do nosso tempo, na medida em que, sob o pretexto da secularidade, na realidade, não faz nada além de justificar os piores excessos da revolução sexual que está corrompendo profundamente nossa sociedade e levando nossa juventude ao abismo”.

Na obra intitulada Paixão Mística: Espiritualidade e Sensualidade (1998), o hoje Cardeal retratou contos eróticos até mesmo com a figura de Jesus Cristo, o qual teria sido espionado por uma menor de idade tomando banho no Mar da Galileia, antes de ser beijado sexualmente por ela.

Em outro trecho do livro, segundo o Christian Post, o religioso disse que se houver um “condicionamento” muito forte propenso ao erro, “nesses casos, a pessoa pode fazer coisas objetivamente pecaminosas, sem ser culpada e sem perder a graça de Deus ou a experiência do seu amor”.

Bênção LGBT+

Outro elemento que impulsionou a reação dos católicos da Academia contra Fernandez foi a sua participação direta na elaboração de um documento, no começo deste ano, orientando que líderes católicos possam dar bênção para pessoas que mantém relacionamentos homossexuais.

Conforme notícia do GospelMais, o Cardel orientou o Papa Francisco quanto à publicação do Fiducia Suplicantes, o qual gerou controvérsias na Igreja Católica.

“Estes episódios escandalosos mostram que o Cardeal Manuel Victor Fernandez não tem as qualidades mínimas necessárias para cumprir o papel de defensor da fé”, diz a declaração do grupo de católicos.

“Por esta razão, esta Academia pede formalmente ao Santo Padre que o dispense e nomeie no seu lugar um teólogo competente fiel aos ensinamentos morais da Igreja”, conclui o documento. Saiba mais, abaixo:

Cardeal que orientou papa sobre benção a LGBTs escreveu livro erótico sobre Jesus

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Assembleia contraria Moraes e liberta deputado preso em igreja

A Assembleia Legislativa do Espírito Santo decidiu contrariar uma decisão tomada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que acatou um pedido do Ministério Público estadual autorizando a prisão do deputado Capitão Assumção, preso enquanto estava numa igreja.

Foram 24 votos a favor da liberdade do parlamentar, quatro pela manutenção da prisão e uma abstenção. Com a decisão, um ofício foi encaminhado ao ministro do Supremo, que deverá reconhecer a decisão do Legislativo.

O Capitão Assumção é investigado por suspeita de envolvimento em atos “antidemocráticos”, e teve a prisão autorizada por Moraes na última quinta-feira (29/2), segundo a sentença, por suposta violação de medidas cautelares, como a utilização das redes sociais.

Segundo informações do senador Magno Malta, Assumção foi preso enquanto estava na Igreja Cristã Maranata, da qual é membro. “Será que esse crime se refere à sua oposição à vacinação ou à sua crítica ao ativismo judicial?”, questionou o presidente do Partido Liberal estadual.

Maioria esmagadora

Ao comentar a decisão da Assembleia Legislativa, o presidente da casa Marcelo Santos ressaltou que a libertação de Assumção foi defendida pela maioria esmagadora dos legisladores.

“Vou assinar imediatamente, via malote eletrônico, uma resolução direcionada ao Supremo Tribunal Federal. Ela suspende os efeitos da prisão preventiva de Capitão Assumção. Até os deputados contrários à soltura, de forma republicana, colaboraram para que eu pudesse conduzir o processo até aqui”, disse ele.

A expectativa dos legisladores, agora, é que o Supremo respeite a decisão do legislativo estadual e determine a soltura do deputado evangélico. “Ressalte-se que foi a vontade de uma maioria esmagadora do parlamento”, lembrou Santos.

“Eram necessários 16 votos [pela soltura]. Houve 24. Vamos encaminhar a decisão ao Supremo para que ele cumpra o que está na Constituição Federal e solte o parlamentar”, concluiu, segundo informações do Metrópoles. Veja também:

Senador evangélico cobra que STF coloque freios no ministro Alexandre de Moraes: ‘Ditadura está instalada’

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Presidente do Supremo volta a defender a legalização do aborto

O ministro Luiz Roberto Barroso, atual presidente do Supremo Tribunal Federal, voltou a defender a descriminalização do aborto, um tema que, apesar de ser competência do Poder Legislativo, vem sendo discutido na Corte, a exemplo do que ocorre com a descriminalização das drogas.

Para Barroso, a criminalização do aborto não traz benefícios ao país e deveria ser banida. A prática, atualmente, de acordo com o Artigo 128 do código penal, só é permitida em casos de estupro, risco de vida para a mãe e de bebês anencefálicos.

“O aborto é uma coisa indesejável, deve ser evitado, o papel do estado é impedir que ele aconteça na medida do possível, dando educação sexual, contraceptivos, amparando a mulher que deseje ter o filho”, afirmou o ministro do Supremo.

“Mas colocá-la [a mulher que aborta] na cadeia se viveu esse infortúnio, não serve para absolutamente nada. É uma má política pública a criminalização”, ressaltou o magistrado, frisando que colocará o tema para discussão na Corte em breve, mas não agora.

“Aborto não pretendo pautar em curto prazo. Vou pautar em algum momento. Acho que o debate não está maduro na sociedade brasileira”, completou, segundo O Globo.

Drogas

Além do aborto, o Supremo também vem discutindo a descriminalização do porte e consumo de drogas para uso pessoal. Nesta quinta-feira (6) , por exemplo, está prevista a retomada do julgamento que poderá legalizar a prática no Brasil.

O deputado federal e pastor Marco Feliciano comentou sobre essa possibilidade, dizendo que ele e outros representantes da bancada evangélica se reuniram com Barroso, a fim de pedir o adiamento do julgamento.

“Falamos da preocupação da votação de hoje, sobre as drogas. Pedimos q [sic] retirasse da pauta. Ele disse não ser possível. Cordialmente deu sua explicação e se dispôs voltarmos a dialogar sobre o assunto”, comentou o deputado na manhã de hoje.

Segundo informações do Poder360, o presidente do Supremo, por sua vez, negou que o julgamento de hoje tenha por objetivo liberar as drogas no Brasil. “Não vamos liberar a maconha”, disse ele.

“Eu sou contra as drogas e sei que é uma coisa ruim. E é papel do Estado combater o uso de drogas ilegais e tratar o usuário”, completou o ministro, argumentando que o objetivo, na verdade, é julgar a diferença entre tráfico ou porte para consumo pessoal. Saiba mais:

Legalização da maconha aumentará o consumo, protesta pastor Ageu Magalhães

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Desaprovação do trabalho de Lula atinge 62% entre os evangélicos

A tentativa do governo Lula de se aproximar dos evangélicos está cada vez mais distante. É o que sugere uma nova pesquisa da Quaest publicada nesta quinta-feira (6), encomendada pela Genial Investimentos.

Os dados apontam que a desaprovação do trabalho de Lula disparou entre os evangélicos, atingindo 62% neste segmento, enquanto apenas 35% aprovam o desempenho do governo até então.

De acordo com informações do G1, os números negativos entre os evangélicos só vêm crescendo desde outubro do ano passado. Em dezembro, por exemplo, a desaprovação sobre o trabalho de Lula era de 56%, o que significa que houve um aumento de 6 pontos percentuais nesse espaço de tempo.

A avaliação negativa geral sobre o governo também disparou entre os evangélicos, ficando em 48%, um aumento de 12 pontos percentuais em relação à pesquisa de dezembro, quando o índice era de 36%.

Foram ouvidas 2.000 pessoas dos dias 25 a 27 de fevereiro em 120 municípios do país. A avaliação negativa do governo também aumentou entre o público em geral, alcançando 34%. Na pesquisa de dezembro esse número era de 29%.

Fala sobre Israel

O crescimento da desaprovação de Lula entre os evangélicos pode estar atrelado à postura do presidente da República a respeito da guerra de Israel contra o grupo terrorista Hamas, na Faixa de Gaza, quando o petista comparou a reação israelense ao holocausto de judeus praticado pelo regime nazista de Adolf Hitler, provocando uma crise diplomática.

Felipe Nunes, diretor da Quaest Pesquisa e Consultoria, concorda com essa noção. “Os dados mostram que os evangélicos foram os que mais rejeitaram a comparação feita por Lula entre o que se passa em Gaza e o que aconteceu na Segunda Guerra”, disse ele, ainda segundo o G1.

“Não deve ser por acaso que a rejeição ao governo cresceu mais entre os evangélicos nos últimos meses”, ressaltou o diretor. Veja também:

Lula ‘erra feio com os evangélicos’ ao atacar Israel, diz Cezinha de Madureira

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Pôster dos Jogos Olímpicos de Paris exclui cruz de monumento

Na última segunda-feira, o ilustrador francês Ugo Gattoni revelou ao mundo o pôster oficial dos Jogos Olímpicos de Paris. A obra, contudo, gerou diversas críticas pelo fato de omitir o símbolo da cruz em um dos principais monumentos da França, o Palácio Nacional Les Invalides.

É possível observar pela ampliação da imagem que a cruz presente na cúpula do Palácio não aparece na reprodução do artista. Além de omitir o símbolo cristão, o autor  também foi criticado por não exibir as cores e a bandeira da França.

“Nenhuma bandeira francesa aparece. A invisibilidade da nossa identidade é uma falha inaceitável”, criticou um internauta, segundo O Antagonista. “Isto é deprimente, não reconheço Paris. Só vejo um parque de diversões, mas nada que faça a beleza, a história de Paris”, criticou um usuário do Instagram no perfil de Gattoni.

Intencional

Ugo Gattoni é conhecido por seus trabalhos detalhistas, repleto de cores e elementos simbólicos, o que leva a crer que a exclusão da cruz no monumento francês não foi por acaso, mas sim intencional, tendo o objetivo de transmitir uma mensagem ao mundo.

Paris 2024: pôsteres oficiais, desenhados por Ugo Gattoni, são revelados
Pôster oficial dos Jogos Olímpicos de Paris. Foto: reprodução

“É um cartaz extremamente simbólico, que conta muitas coisas sobre o projeto Paris 2024”, disse ele ao comentar a obra. Joachim Roncin, diretor de design dos Jogos Olímpicos de Paris 2024, também ressaltou o detalhismo de Gattoni, indicando que nada na pintura foi posto – ou retirado – por acaso.

“Conheço o trabalho do Ugo (Gattoni) há vários anos, foi natural para mim oferecer-lhe estes cartazes. Ele tem um universo rico. Ele cria muitas pequenas histórias dentro da grande história. Ugo trouxe sua loucura, sua poesia, poderíamos compará-la ao trabalho de Myazaki em termos de cores ou de Claude Ponti que é um ilustrador cult”, comentou Roncin.

Anderson Silva diz que é errado ser pastor de 'esquerda ou direita'

O pastor Anderson Silva voltou a causar polêmica em seus perfis nas redes sociais, após ser alvo de críticas por tentar desmobilizar a manifestação do último dia 25 de fevereiro, na Avenida Paulista, com a presença do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro e aliados.

Dessa vez, o líder religioso gravou um vídeo para externar três arrependimentos, sendo um deles o seu envolvimento com o “bolsonarismo”. Isso, porque, segundo o religioso, pastores não devem fazer militância política quer seja de esquerda ou direita.

O próprio Anderson Silva admitiu que já se candidatou e poderá disputar um cargo no legislativo do Distrito Federal, onde mora, e que as suas pautas continuam sendo conservadoras, mas que na condição de pastor precisa respeitar os lados opostos da sociedade.

“Eu me arrependo porque também fui um dos responsáveis por essa bolsonarização quando me radicalizei em algumas posturas e falas”, diz ele na gravação.

“E automaticamente algumas pessoas de esquerda que se identificavam comigo, por causa dos projetos, por causa da aparência, por causa da coerência em confrontar os 2 lados, mesmo tempo um lado, conseguia dialogar. A bolsonarização, mesmo que não total, me fez perder o ide”, ressalta Anderson Silva.

“A gente vê hoje parte da igreja evangélica numa idolatria a Bolsonaro. Aí vão dizer que não é idolatria. Então você iria para a rua por Jesus, pela igreja, pela palavra?”, questiona o pastor.

Críticas

Devido à sua fala sobre a manifestação do dia 25, Anderson Silva recebeu várias críticas dos seus seguidores, com muitos argumentando que o movimento de apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro não se deve a ele, mas sim aos valores cristãos que o mesmo diz defender.

“Sua fala me parece mais de alguém que quer se resguardar, ou pura covardia”, reagiu uma seguidora no Instagram. “Não é política e sim princípios bíblicos! A esquerda é contra a igreja do Senhor”, comentou outro internauta. Assista:

França gera críticas ao aprovar aborto como direito na Constituição

Por ampla maioria dos votos, o parlamento da França aprovou na segunda-feira (4/3) o direito ao aborto como uma garantia constitucional, sendo o primeiro país do mundo a tornar a morte deliberada de bebês no ventre materno um dispositivo protegido pela Constituição.

Dos 925 deputados e senadores do país, 780 foram a favor e apenas 73 foram contrários. A decisão foi comemorada pela presidente da Assembleia Nacional, Yaël Braun-Pivet, que classificou a votação como histórica.

Para a parlamentar, no entanto, ainda “há muito a fazer na questão de igualdade e violência contra as mulheres”, dando a entender que o direito aborto seria um mecanismo de justiça social.

“Tenho orgulho de poder homenagear aqui todos aqueles que escreveram, que agiram e também aqueles que ainda lutam todos os dias, aqui perto ou longe de nós, para que subamos metro a metro o íngreme muro que leva à igualdade entre mulheres e homens”, disse Braun-Pivet, segundo o Correio Braziliense.

Gabriel Attal, o primeiro-ministro do país, também celebrou a decisão do Parlamento francês, dizendo que o seu país superou “uma etapa que ficará para a história, uma etapa que deve tudo às anteriores. Digo a todas as mulheres, dentro e fora das nossas fronteiras, que a era de um mundo de esperança está começando”.

“Cultura do descarte”

No Brasil, a decisão do Parlamento francês gerou críticas. O ex-ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, que é médico cardiologista, classificou a medida como reflexo da “cultura do descarte” e legalização do “assassinato”.

“Além de legitimar o assassinato infra-uterino de seres humanos em sua constituição, a efeméride será comemorada no dia internacional da mulher, uma afronta ao direito a vida”, comentou Queiroga. “A França, agora, é o paraíso constitucional dos abortistas. A banalização da cultura do descarte não acontecerá impunimente.”

O pastor Tassos Lycurgo, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, também reagiu. “Hoje, na França, a vida se tornou constitucionalmente descartável”, comentou.

O jornalista Paulo Eduardo Martins, ex-deputado federal pelo Paraná, também criticou a decisão dos franceses, traçando um paralelo com a questão migratória na Europa.

“Enquanto franceses comemoram o direito de matar seus filhos, imigrantes muçulmanos procriam na França. Em breve haverá um exército de radicais muçulmanos no coração da Europa. Exército detentor de um arsenal nuclear. Será esse o último “presente” dos franceses para o mundo”, escreveu Martins no X.

Diretora critica livro distribuído pelo MEC com palavras obscenas

Viralizou nas redes sociais a denúncia feita por Janaina Venzon, diretora da Escola Estadual de Ensino Médio Ernesto Alves de Oliveira, no Rio Grande do Sul, a respeito de um livro que contém linguagem imprópria para menores. A obra, segundo a docente, descreve ato sexual e faz uso de palavras obscenas.

O livro citado e chama “O Avesso da Pele”, do autor Jeferson Tenório, que já reagiu às críticas, alegando que estariam querendo censurar a sua obra. Venzon, contudo, deixa claro em sua denúncia que a crítica diz respeito ao fato da literatura ter sido oferecida para adolescentes.

“Lamentável o Governo Federal através do MEC adquirir esta obra literária e enviar para as escolas com vocabulários de tão baixo nível para serem trabalhados com estudantes do ensino médio”, diz a diretora.

A denúncia provocou reações, incluindo uma moção de repúdio assinada por vereadores de Santa Cruz do Sul. Segundo Venzon, o único vereador que não assinou o documento foi Alberto Heck, do Partido dos Trabalhadores.

“Nada contra a obra, ela foi escolhida pelos professores principalmente por falar de antirracismo, mas os vocabulários apresentados em vários trechos do livro fica difícil o trabalho”, comentou a diretora em uma publicação feita no Facebook.

Secretaria de Educação

Em nota, a Secretaria de Educação do RS comunicou que não vai retirar o livro polêmico das escolas, dizendo que as obras do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) fazem parte de um “trabalho realizado diretamente pelas equipes gestoras das escolas, conforme priorização de faixa etária dos alunos, etapa de ensino, realização de projetos pedagógicos e contextualização prévia do material trabalhado em sala de aula com as turmas.”

“A Seduc reitera ainda que os livros aprovados passam a compor um catálogo no qual as escolas podem escolher, de forma democrática, os materiais que mais se adequam à sua realidade pedagógica, tendo como diretriz o respeito ao pluralismo de concepções pedagógicas”, conclui o documento, segundo o G1.

Nas redes sociais, porém, muitos pais vieram a público prestar apoio à diretora Janaina Venzon, ressaltando a importância da sua iniciativa. A professora cristã Verônica Rodrigues compartilhou o vídeo com a denúncia, conforme você pode assistir abaixo: