Professor demitido por não aceitar a ideologia 'trans' tem vitória

A tentativa de violação da liberdade religiosa de um professor cristão chamado Peter Vlaming não deu certo. Felizmente, após uma batalha judicial que foi parar na Suprema Corte do estado da Virgínia, Estados Unidos, o docente saiu vitorioso, tendo agora o direito de receber uma indenização de mais de meio milhão de dólares (mais de R$ 3 milhões de reais).

Conforme o GospelMais havia noticiado em 2022, tudo começou quando Vlaming se recusou a chamar uma aluna “trans”, biologicamente feminina, por um pronome masculino. À época, o professor disse que isto iria de encontro à sua consciência e seus valores, pois implicaria em mentir.

“Eu adorava ensinar francês e graciosamente tentei acomodar todos os alunos da minha classe, mas não podia dizer algo que violasse diretamente minha consciência”, disse ele à CBN News.

Como resultado, o docente foi demitido da escola onde atuara por quase dez anos. Para Vlaming, tudo porque seus valores entraram “numa rota de colisão com os administradores escolares” que queriam, a todo custo, impor aos funcionários “apenas uma perspectiva sobre a identidade de género”.

Vitória esmagadora

O caso foi parar na Justiça americana e o professor foi defendido pelo escritório advocatício Alliance Defending Freedom (ADF), que apresentou como fundamento o direito do professor de não concordar com algo que fosse de encontro à sua fé, incluindo, obviamente, o seu próprio conhecimento científico.

Em seu voto, representado pela maioria do Tribunal, o juiz D. Arthur Kelsey concordou que a divergência de pensamento não pode ser tolhida em prol de alguns, sendo essa a a base de uma sociedade livre e democrática.

O magistrado frisou que a decisão da Corte buscou “proteger a diversidade de pensamento, diversidade de discurso, diversidade de religião e diversidade de opiniões”, ressaltando que “nenhum governo comprometido com esses princípios pode legalmente coagir seus cidadãos a prometer lealdade verbal a visões ideológicas que violam suas crenças religiosas sinceramente mantidas”.

Feliz com sua vitória e com a indenização por danos morais e custos advocatícios, o professor cristão agradeceu o apoio recebido, dizendo esperar que o seu caso sirva de exemplo para futuras ocorrências.

“Estou muito grato pelo trabalho dos meus advogados na Alliance Defending Freedom para trazer o meu caso à vitória, e espero que ajude a proteger todos os outros professores e os direitos fundamentais da Primeira Emenda do professor”, concluiu.

Ataque do Irã a Israel: especialista fala em ‘guerra espiritual’

No mundo da geopolítica, o ataque do Irã a Israel realizado no último dia primeiro pode ser apenas mais um capítulo do conflito regional de muçulmano contra judeus, mas para quem analisa este cenário a partir da perspectiva bíblica, podemos estar diante dos desdobramentos de uma guerra espiritual que envolve toda a humanidade.

Esta é a opinião do hebraísta cristão Getúlio Cidade, que fez algumas pontuações sobre o tema para justificar a sua visão. A primeira delas diz respeito ao momento em que o ataque do Irã a Israel aconteceu.

Segundo o especialista, os mísseis balísticos foram lançados sobre o território israelense no último dia do ano civil judaico, 29 de Elul, véspera do Rosh Hashaná, que é o Ano Novo no calendário judeu, diferentemente dos cristãos.

Para o hebraísta, outro ponto que chama atenção é a correlação com um fenômeno astronômico. “O que torna essa situação mais auspiciosa é o eclipse anular do sol que ocorre hoje (2 de outubro de 2024), exatamente ao pôr do sol em Israel, quando se inicia Rosh HaShaná”, disse ele.

Este seria mais um sinal profético porque, segundo o especialista, a Bíblia possui inúmeras referências associando eventos astronômicos ao agir de Deus, ou seja, aos desdobramentos do mundo espiritual.

Batalha espiritual?

Não por acaso, ao fazer seu pronunciamento logo após o ataque do Irã a Israel, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu fez referência à guerra entre a “luz” e as “trevas”, em aparente alusão ao mundo espiritual.

“Hoje, mais do que nunca, no mundo inteiro, as forças da luz devem se unir e agir em união contra o regime das trevas do aiatolá, que é a fonte do terror e da maldade na nossa região. Estes devem estar ao lado de Israel. A escolha nunca foi tão clara entre a prisão e a liberdade, entre a bênção e a maldição”, declarou Netanyahu.

Getúlio Cidade, por sua vez, lembrou que o ataque brutal do Hamas a Israel, em 7 de outubro de 2023, o qual deixou 1.200 mortos, além de inúmeros feridos e 250 sequestrados, também se deu em um contexto de simbolismo profético.

“Em 14 de outubro de 2023, tivemos um eclipse anular que percorreu os Estados Unidos, a América Central e do Sul, incluindo toda a região norte do Brasil. O dia também não foi aleatório, mas ocorreu exatamente sete dias após o encerramento das Festas do Outono, em Tabernáculos, e do ataque vil do Hamas contra as comunidades do sul de Israel, dando início à guerra em Gaza que se arrasta até hoje”, disse ele ao Guiame.

Com isso, o especialista conclui que “a ocorrência de eclipses em datas que coincidem com as Festas do Senhor, ou próximas a elas, têm um histórico de eventos marcantes nas nações, muitos deles ligados a tragédias”, motivo pelo qual “por trás de tudo isso está o mais importante e invisível ao olho humano, que é a terrível guerra espiritual travada nos lugares celestiais.”

Cristã foi demitida de universidade por não apoiar a causa LGBT+

Teona Pagan sempre acreditou em Deus, mas passou a maior parte da sua vida sem ter um relacionamento verdadeiro com Jesus Cristo, até que resolveu se converter em 2022. Agora, ela está acusando a Universidade de Nova York, onde trabalhava, de discriminação religiosa por ter se recusado a apoiar uma causa LGBT+.

Pagan ingressou como funcionária da universidade em 2021, na Fundação de Investigação CUNY’ como Coordenadora do Programa de Bolsas e Serviço Público. Após a sua conversão, no entanto, ela pediu para que a instituição fizesse uma modificação em suas atribuições.

Isso, porque, parte do programa que ela coordenava dizia respeito ao recrutamento de estudantes para uma bolsa focada na promoção dos direitos e causas LGBT+, o que feria a sua consciência religiosa.

Objeções a determinadas atribuições por motivo de consciência é uma prática relativamente comum, e não necessariamente envolve a motivação religiosa. Pagan, contudo, disse ter ficado surpresa com a reação dos seus superiores, especialmente porque tinha uma boa relação com eles.

“Após a minha contratação, disseram-me que o comitê estava particularmente atraído por mim devido à minha maturidade juvenil e vontade de me posicionar corajosamente por questões que assolam a nossa geração”, disse ela à Daily Caller News Foundation.

“Ironicamente, quando decidi finalmente defender a Verdade, que é Jesus Cristo, optaram por encerrar o meu emprego”, destacou a ex-funcionária. Em seu pedido à instituição, ela foi clara: “Aceitei Jesus Cristo como meu Senhor e Salvador e há certas crenças e comportamentos que vêm com isso”.

Processo

Demitida por não aceitar promover um programa que correspondia a menos de 10% das suas atribuições como coordenadora, Pagan resolveu abrir um processo judicial contra a universidade, acusando a instituição de discriminação religiosa.

“Mal sabia eu que a minha vida mudaria radicalmente num período tão breve,” disse ela, segundo informações da Readlion. Apesar de tudo, a jovem garante que está em paz com o seu posicionamento.

“Dou a Deus toda a glória para toda esta situação, porque sei que é tudo para o Reino, e para que alguém possa se perguntar, ‘o que devo fazer para ser salvo?’. Até oro pela prosperidade e paz de Deus por aqueles contra quem estou abrindo este processo”, conclui. Veja também:

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Renúncia: influencer viraliza ao abandonar homossexualidade

O criador de conteúdo Antonio Machado publicou um vídeo em que anuncia aos seguidores sua renúncia à prática homossexual. O vídeo já soma mais de 700 mil reproduções, além de inúmeros comentários de apoio ao novo-convertido.

“Anuncio para vocês que estou renunciando à minha prática homossexual”, introduz Antonio Machado, explicando em seguida que a iniciativa visava um propósito: “Confesso para vocês que esse vídeo está sendo um dos mais difíceis de fazer, mas é necessário para a mensagem que eu quero passar para vocês”.

A mudança de vida anunciada por ele não havia começado de forma repentina, disse o influencer: “Quem me acompanha aqui está vendo minha trajetória com Cristo. Não é uma decisão fácil. Com o tempo, Deus foi colocando no meu coração que eu precisaria renunciar para que eu pudesse me achegar cada vez mais próximo d’Ele”.

“Deixo muito claro que o que Ele colocou no meu coração é que Ele ama todos os Seus filhos, mas Ele não ama o pecado. Para que a gente possa se achegar cada vez mais a gente precisa deixar o pecado para trás para que Ele possa fazer morada dentro da gente”, enfatizou Machado.

Convicção

Machado afirmou que não condicionou sua rendição a Cristo à aprovação de seu círculo social: “Como eu falei, não é uma decisão fácil. É uma decisão que eu não consultei amigos, familiares, líderes religiosos. Eu consultei Deus, consultei Jesus, se era isso mesmo que Ele queria de mim. Um dos grandes desafios que podem vir não são as críticas que eu posso receber, mas manter firme na decisão que eu estou tomando hoje. Preciso fazer uma escolha e a minha escolha é Cristo”.

“Cristo entrou na minha vida de uma forma muito inesperada. Eu achei que eu estava esquecido, mas eu não estava. Só estava perdido, mas Ele me encontrou. O meu sentimento é de muita alegria, muita paz. Se eu pudesse doar, fazer com que o que eu estou sentindo vocês sentissem…”, compartilhou.

Ao final do vídeo, citou uma das passagens mais enfáticas dos evangelhos sobre a necessidade de renúncia: “Desejo do fundo do meu coração que vocês possam também encontrar o amor de Cristo […] O que eu tenho para dizer a vocês vai ser através de um versículo. Fica em Mateus 16.24: ‘Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga’”.

Hospital cristão é processado por rejeitar aborto de emergência

Organizações confessionais, isto é, que seguem princípios religiosos, possuem a própria política de atuação para diferentes situações do dia a dia, o que não é diferente no caso dos hospitais cristãos. Mas, apesar disso, uma unidade de saúde da California, Estados Unidos, está sendo processada por se recusar a realizar um aborto de emergência.

O alvo do processo é o Providence St. Joseph Hospital, uma unidade de saúde católica sem fins lucrativos que presta atendimento à população local. O agente da ação, por outro lado, é o próprio governo da Califórnia.

A informação foi divulgada pelo próprio procurador-geral do estado, Rob Bonta, através de um comunicado repassado à imprensa. A ação judicial foi apresentada no Tribunal Superior do Condado de Humboldt.

De acordo com a alegação, o hospital cristão teria se recusado a fazer um aborto na paciente Anna Nusslock, que supostamente estaria correndo risco de vida após a sua bolsa (saco amniótico) estourar durante a 15ª semana de gestação de gêmeos.

“A Califórnia é o farol de esperança para tantos americanos em todo o país que tentam acessar os serviços de aborto”, diz o procurador-geral em seu comunicado. “É condenatório que aqui na Califórnia, onde o aborto é um direito constitucional, tenhamos um hospital implementando uma política que lembra as leis de batimentos cardíacos em estados extremistas”.

Na sequência, o procurador-geral disse que a morte deliberada de bebês no útero materno seria um “procedimento de saúde”, alegando que os californianos têm “o direito de acessar serviços de aborto oportunos e seguros. No Departamento de Justiça da Califórnia, usaremos toda a força deste escritório para responsabilizar aqueles que, como Providence, estão infringindo a lei.”

Posicionamento

Por meio do seu porta-voz, o hospital cristão negou que tivesse cometido ilegalidade, afirmando que seguiu o seu procedimento na oferta dos cuidados necessários à paciente.

“A Providence está profundamente empenhada na saúde e bem-estar das mulheres e das doentes grávidas e presta serviços de emergência a todos os que atravessam as nossas portas de acordo com a lei estadual e federal”, disse o porta-voz, segundo o Christian Post.

Pastor perdoa assassinos da esposa e agora ajuda outras pessoas

A história de Davey Blackburn, pastor-fundador da Resonate Church, comoveu a população do estado de Indiana, nos Estados Unidos, em 2015, quando a sua casa foi invadida por três criminosos. Na ocasião, sua esposa Amanda Grace Blackburn, que estava grávida de 12 semanas, foi estuprada e assassinada com um tiro.

O crime chocante abalou profundamente o líder religioso, seus familiares e sua comunidade, fazendo com que Davey precisasse de anos para conseguir se estabilizar emocionalmente.

De forma surpreendente, o líder religioso conseguiu encontrar forças em Deus não apenas para escrever um livro detalhando o que havia acontecido, mas também para dizer que havia decidido perdoar os assassinos da sua esposa.

Agora, em junho desse ano, Davey Blackburn voltou à surpreender ao anunciar o lançamento de mais um livro, dessa vez com o objetivo de ajudar outras pessoas que estão atravessando por traumas severos.

Chamado “Nada está Desperdiçado”, o livro escrito pelo pastor mostra como Deus é capaz de utilizar situações de dor extrema para cumprir propósitos específicos na vida dos seus filhos, segundo a WTHR.

“Eu escrevi este livro porque queria narrar a jornada que Deus me levou enquanto eu estava me curando de perder Amanda”, disse Blackburn. “Nada é Desperdiçado’ é a ideia de que Deus não desperdiça nossa dor. Deus não é culpado pela nossa dor, mas ele tem um plano para a nossa dor. E esse plano é pegar tudo o que passamos e aproveitá-lo para o nosso bem e para o bem das outras pessoas.”

Perdão diário

Ao tratar dos propósitos de Deus em meio à dor, o pastor explica que isso não implica em esquecimento absoluto daquilo que nos traz sofrimento, mas sim da ressignificação das coisas. No seu caso, ele citou o perdão como exemplo.

“Essa é uma decisão que eu tenho que tomar todos os dias”, disse Blackburn. “Você nunca sente vontade de perdoar, mas quando você escolhe andar em perdão, você acorda todos os dias e diz, ‘eu não vou mais segurar isso em mim mesmo, eu não vou responsabilizá-los pessoalmente pelo que eles fizeram comigo’. Você anda em liberdade”.

O pastor, que hoje é casado com Kristi Blackburn, com quem mantém três filhos, ensina que devemos enxergar o verdadeiro mal por trás das circunstâncias de sofrimento, dizendo que ele é quem devemos combater, de fato.

Sobre os assassinos de Amanda, por exemplo, o líder religioso diz que “eles não são o verdadeiro inimigo. O cérebro por trás de tudo isso, o mal, é Satanás. É o verdadeiro inimigo. Eu absolutamente acredito que Jesus iria perdoá-los pelo que eles fizeram com Amanda.”

Vendedor de Bíblia é preso na China e família pede orações

Ser um cristão fiel a Jesus Cristo em um país controlado pelo regime comunista pode lhe custar a liberdade. É isso o que está enfrentando um vendedor de bíblias e professor da Escolha Bíblica Dominical, na China, após ter sido apanhado com milhares de livros armazenados em sua residência.

Apesar de não ser ilegal ter uma Bíblia na China, o governo de Xi Jinping tem imposto uma série de restrições aos cidadãos, a fim de controlá-los até mesmo na liberdade de adquirir e distribuir a Palavra de Deus.

No país, por exemplo, apenas livrarias ligadas ao governo podem comercializar bíblias. Além delas, as organizações Concílio Cristão da China (CCC, da sigla em inglês) e Igreja Movimento das Três Autonomias (TSPM, sigla em inglês), também ligadas ao regime, podem exercer a mesma atividade.

A distribuição de bíblias por outros meios, segue o mesmo princípio do funcionamento das demais igrejas cristãs, que não são vinculadas ao governo e por isso são consideradas “clandestinas”, partindo daí a perseguição aos cristãos.

Atuando por oito anos como professor da EBD, o cristão de 30 anos que não teve o nome revelado por razões de segurança, agora está sendo acusado pelo governo de “operações comerciais ilegais”, segundo informações da Portas Abertas.

Preso desde o começo de 2023, a mãe do jovem disse estar sofrendo pela falta do filho.  “Durante algum tempo, as autoridades locais não nos deixaram visitá-lo na prisão. Eles também inspecionaram a casa do meu filho diversas vezes e entraram em contato com pessoas próximas a ele em busca de mais evidências”, contou ela à Portas Abertas.

Por causa da prisão, até mesmo o noivado do cristão foi terminado. “Quando foi preso, a noiva decidiu romper o compromisso. Ela foi visitá-lo na prisão apenas para terminar com ele. O cristão ficou surpreso e não estava preparado para essa notícia, não sabia o que fazer”, disse a mãe.

Orações

Os familiares do jovem e seus irmãos em Cristo estão fazendo um apelo para que Deus intervenha na situação, a fim de que o vendedor de bíblias seja liberto o quanto antes. Veja também:

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Especialista alerta sobre o adoecimento mental dos pastores

O adoecimento mental dos pastores tem sido alvo de preocupação por parte de profissionais cristãos ligados ao ministério pastoral, como Cesar Motta Rios, especialista em Teologia e Ministério Pastoral e bacharel em Teologia pela Universidade Luterana do Brasil (ULBRA).

Durante uma entrevista, Rios apontou uma série de questões que podem estar relacionadas ao adoecimento mental dos pastores, como por exemplo o desvio de função no ministério.

“Os pastores passaram a lidar cada vez mais com uma mentalidade empresarial que ganha espaço em muitas igrejas. Antigamente, o pastor se preocupava primordialmente com o pastoreio do rebanho, com o ensino, com o aconselhamento, com batismo e santa ceia”, disse ele.

“Agora, muitos pastores parecem assumir o lugar de administradores de negócios e, ao mesmo tempo, de pequenas celebridades de nicho, de influenciadores do meio evangélico”, ressalta.

O envolvimento exacerbado com discussões políticas também pode ser outro fator ligado ao adoecimento mental dos pastores. Para Rios, muitos têm deixado de lado o pastoreio para se envolver em causas partidárias, o que também estaria prejudicando o foco ministerial.

“A polarização nesse campo se fez, portanto, um dilema de difícil solução, com um grande potencial de perturbação da paz”, pontua o especialista.

Cobranças

Com o desvio de foco para o mundo comercial, muitos pastores também se sentem pressionados para apresentar resultados, normalmente devido às comparações indevidas com outros ministérios.

Rios classifica isso como “pressões próprias do nosso tempo” que geraram a “mercantilização da Igreja”, consequentemente uma “concorrência por números e por atualização”, não necessariamente sadia, teológica, mas comercial.

“A carga colocada sobre eles se assemelha, justamente, à de um executivo ou astro do entretenimento, promovendo uma série de novas cobranças e uma angústia quanto à pertinência de suas ações com relação ao seu chamado”, explica Rios.

Para o especialista, os líderes religiosos precisam se reconhecer e serem entendidos como pessoas comuns e não com heróis imunes a defeitos, pois para lidar corretamente com o adoecimento mental dos pastores é preciso eliminar a “visão idealizada” dos mesmos.

“Veja que, no meio disso tudo, não mencionei nada relacionado à Palavra, nada relacionado ao que é próprio do trabalho pastoral”, lembra ele, que pergunta: “Será que o pastor-executivo tem mesmo tido tempo para se dedicar seriamente ao ensino e estudo da Palavra? E será que esse desvio de função não deixa a paz ainda mais distante do horizonte dessas pessoas?”.

Com isso, Rios finaliza dizendo que os líderes precisam voltar ao foco ministerial, que é o rebanho, cuidado e ensino, aprendendo a delegar responsabilidades e limites com base em suas necessidades.

“Pergunto-me seriamente se os pastores não têm passado por sofrimento mental em alguma medida por não encontrarem a oportunidade de serem exatamente o que deveriam ser, isto é, pastores”, explicou ele ao Guiame.

“Entendo que o passo mais importante não seria acrescentar novas atividades, mas restringi-las um pouco ou colocá-las dentro de um limite, no sentido de recuperar o papel original e saudável do ministério pastoral. É urgente que pastores possam ser novamente ministros da Palavra e não executivos ou artistas, apresentadores cativantes”, conclui Rios.

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Feliciano contraria Malafaia e declara apoio a Marçal

O pastor e deputado federal Marco Feliciano resolveu entrar na briga eleitoral envolvendo o candidato à Prefeitura paulista Pablo Marçal, que desde o início da sua candidatura vem sendo constantemente criticado pelo também pastor Silas Malafaia.

Em um vídeo divulgado nas redes sociais na última terça-feira (1), Feliciano, que também pertence à Igreja Assembleia de Deus, questionou a motivação das críticas dirigidas a Marçal, argumentando que a eleição paulista não se trata de uma disputa eclesiástica.

“Estou com algumas perguntas entaladas aqui na garganta. Nós vamos eleger um prefeito ou consagrarmos um pastor de igreja aqui em São Paulo?”, perguntou o pastor, sugerindo que discordâncias teológicas não devem ser o principal fator de julgamento para a eleição de um prefeito.

Para Feliciano, a fé de Marçal tem sido questionada e o mesmo vem sendo cobrado por coisas que não lhe competem, como o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

“Por que cobram um posicionamento sobre impeachment de um ministro do STF de um candidato, mas não cobram o mesmo dos outros candidatos? Falo isso porque só um candidato é cobrado: Pablo Marçal”, disse o pastor.

A publicação de Feliciano é uma reação às críticas de Malafaia, que não foi citado diretamente por ele, mas teve uma das suas falas lembradas. O líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC) costuma dizer “eu sou aliado, mas não sou alienado”, sempre que faz alguma crítica a Bolsonaro, o que foi recordado pelo colega de ministério.

“Eu repito a palavra de um homem muito sábio, que Deus sabe o quanto eu respeito: ‘Eu sou aliado, mas não sou alienado’. Eu sou livre para pensar e apoiar quem o meu coração desejar, e eu espero que me respeitem por isso”, disparou Feliciano.

Malafaia reage

Em outro vídeo publicado também na terça-feira, Silas Malafaia voltou à criticar Marçal, dessa vez por ele ter sugerido que poderia convidar Tabata Amaral, filiada ao Partido Socialista Brasileiro (PSB) e sua adversária na disputa eleitoral, para assumir a Secretaria de Educação de São Paulo, caso vença a disputa pela Prefeitura.

“Tabata para secretária da Educação? Só falta convidar Boulos e José Dirceu para o seu governo. Pablo Marçal passou a campanha toda chamando Tabata e os outros de comunistas. Vai botar uma comunista na Secretaria de Educação?”, questionou o pastor.

Pablo Marçal, por sua vez, disse que o convite só será formalizado caso Tabata deixe o seu atual partido, bem como seu “esquerdismo”. Assista, abaixo, o vídeo divulgado por Feliciano:

‘Visão bíblica de mundo’ deve ser o critério na hora de votar

Em ano eleitoral, é muito comum cristãos alegarem que “nenhum candidato presta” e por isso se recusam a votar ou acabam votando de maneira irresponsável. Entretanto, o voto deve ser exercido com responsabilidade e guiado por uma “visão bíblica de mundo”, segundo o pastor Greg Laurie.

Há eleições de propósitos diferentes em 2024 tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos. O pastor Greg Laurie, líder da megaigreja Harvest Bible Fellowship – sediada na Califórnia, o estado mais esquerdista dos EUA – chamou os cristãos à responsabilidade do voto. E muitos dos princípios apontados por ele servem também para os fiéis brasileiros.

Falando no contexto dos EUA, o pastor reprovou a omissão: “É muito importante neste momento que nós votemos. Há 90 milhões de evangélicos que são habilitados para votar neste país. 40 milhões destes não votam e 15 milhões nem se registraram para votar. Isso não é bom”.

“É um privilégio votar. É uma responsabilidade votar. E cada cristão deveria votar. Alguns vão dizer ‘vote conforme a consciência’. É, não sei não. Depende de sua consciência. Eu diria tente votar o mais próximo possível das bases da visão bíblica de mundo. É disso que se trata”, acrescentou.

Avaliação

De acordo com Greg Laurie, é preciso lembrar aos evangélicos que os candidatos são pessoas que também dependem da graça de Deus: “Temos dois candidatos concorrendo para presidente. Desnecessário dizer que são Kamala Harris e Donald Trump. Deixe-me dizer outra coisa, e espero que isso não seja chocante para você: eles são pecadores assim como eu e você”.

Por conta disso, nenhum candidato será aprovado em tudo por 100% das pessoas: “Os dois vão dizer coisas com as quais nós discordamos, portanto eu não voto por personalidade, eu voto por políticas. Não estou tentando eleger o Messias, eu já tenho um. Então, é sobre problemas. Essa será uma eleição muito apertada. Não existe candidato perfeito, Jesus não está na urna”.

“Alguns vão dizer ‘os dois são falhos, então não votarei de jeito nenhum, vou anular’. Não acho que seja uma boa ideia. Eu acho que você deveria escolher um desses dois. Historicamente, Deus tem usado pessoas falhas para realizar seus propósitos”, insistiu o pastor, pontuando que figuras bíblicas ilustram bem esse conceito.

“Rei Davi vem à mente. Ele foi um grande rei, um líder poderoso. Muitos o consideram como o maior rei na história de Israel. Ele é descrito singularmente, como um homem segundo o coração de Deus. Mas ao mesmo tempo Davi foi culpado do pecado de adultério e assassinato. Mas Deus o usou”, explicou.

Ao final, ele lembrou que nem somente servos de Deus falhos foram usados, mas também inimigos d’Ele: “Nós nem falamos sobre líderes como o rei Nabucodonosor, ou o rei Ciro da Pérsia, que foi movido por Deus para realizar Seus propósitos. De fato, o rei persa Artaxerxes contribuiu com os esforços de Neemias para reconstruir os muros de Jerusalém. Então, Deus usou um pagão para ajudar o povo judeu reconstruir sua capital”, concluiu.