Cristão é detido por evangelismo, mas surpreende em delegacia

A perseguição religiosa aos cristãos na China vai muito além dos templos, invadindo também as residências da população. Em um caso recente divulgado pela organização Portas Abertas, por exemplo, um cristão foi detido por sua atuação evangelística, mas o fim da história foi surpreendente.

O nome do cristão não foi divulgado por razões de segurança, mas ele e sua família são conhecidos por liderarem uma igreja local, não sendo esta a primeira vez em que são vítimas de perseguição por parte do Partido Comunista Chinês.

Foi durante um treinamento online da Portas Abertas, justamente sobre perseguição, que o homem foi surpreendido com policiais batendo a sua porta. “Fiquei um pouco nervoso porque nos pediram para não nos mexermos”, disse ele.

“Eles levaram meu telefone embora. Mas ainda tentamos mostrar que éramos cooperativos de forma proativa”, lembrou o cristão.

Oportunidade

Levado para uma delegacia a fim de prestar esclarecimentos sobre o treinamento que estava fazendo, o homem não se deixou tomar pelo medo. Em vez disso, ele viu naquele momento uma oportunidade de falar sobre Jesus Cristo.

“Dentro da sala de interrogatório havia dois promotores: um fazia perguntas e outro fazia anotações em um papel”, disse ele. “Eu disse a mim mesmo para enfrentar o interrogatório com um coração gentil e reverente e transformá-lo em uma oportunidade de evangelização”.

De fato, foi exatamente o que aconteceu. O cristão falou a verdade e fez da situação um momento de evangelismo, testemunhando sobre Jesus perante os policiais. “Sou grato pela coragem dada por Deus”, disse ele.

“Contei a eles minha determinação e postura – sou cristão. Devo compartilhar o Evangelho porque esta é a missão de Deus para nós. Se alguém me proibir de pregar aqui, irei para outro lugar. Se eles não me permitirem compartilhar o Evangelho durante o dia, farei isso à noite”, ressaltou, segundo o Guiame.

Após as investigações por parte das autoridades, surpreendentemente, o cristão foi liberado da detenção e todos os seus pertences foram devolvidos, incluindo materiais evangelísticos, algo que o cristão considerou “um milagre” na China. “Nunca ouvi falar de coisas semelhantes acontecendo antes”, disse ele.

Globo propaga narrativa de 'narcomilícia evangélica' de ministro

O canal fechado GloboNews, do Grupo Globo, exibiu na tarde desta terça-feira (12), no programa Estúdio i, apresentado pela jornalista Andréia Sadi, uma matéria endossando uma narrativa propagada pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, sobre a existência de uma suposta “narcomilícia evangélica” no Rio de Janeiro.

A fala do magistrado ocorreu durante uma entrevista também para o mesmo canal e programa, mas na segunda-feira (11). A associação da comunidade evangélica ao tráfico de drogas provocou reações nas mídias, incluindo a do pastor Silas Malafaia, que classificou sua declaração como “leviana” e “preconceituosa”.

O líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo cobrou a apresentação de provas por parte de Gilmar Mendes, argumentando que evangélicos verdadeiros, na realidade, não compactuam com o crime e, portanto, não podem estar associados ao tráfico.

Apesar da evidente distinção entre evangélicos e traficantes, o jornalista Octavio Guedes utilizou seu espaço na GloboNews para tentar justificar a fala de Gilmar Mendes, exibindo na reportagem o que teria sido o “nascimento do narcopentecostalismo”.

O perfil oficial da emissora repercutiu a matéria, dizendo que o comunicador estava explicando “a origem da narcomilícia evangélica no Rio de Janeiro, que nasce na Ilha do Governador, zona norte da cidade”, ressaltando que “o termo foi citado pelo ministro Gilmar Mendes”.

Efeito

A reportagem do Grupo Globo endossando a narrativa de “narcomilícia evangélica” gerou reações contra os evangélicos. Nos comentários da publicação feita pela GloboNews no “X”, por exemplo, é possível ver um seguidor pedindo o “fim das igrejas evangélicas urgente!!!”.

Pode ser uma imagem de texto que diz
Seguidor da GloboNews pede o “fim das igrejas evangélicas”, após emissora exibir reportagem com narrativa contra os evangélicos. Foto: reprodução/print

Tentando amenizar as críticas contra a sua fala citando especificamente a existência de uma suposta “rede evangélica” ligada ao tráfico, o ministro Gilmar Mendes fez uma publicação nesta terça-feira, mas dessa vez usando a palavra genérica “religião” para contextualizar seu comentário.

“Um país assume a condição de “Narcoestado” quando o poder do tráfico tem domínio de suas instituições sociais e políticas. Em entrevista à GloboNews, mostrei que os sinais estão aí: facções invadindo os espaços da democracia e da religião, ambos sagrados para o Estado Democrático de Direito”, alegou Gilmar. Confira:

Fim das igrejas evangélicas urgente!!!

— Leandro (@Leandro28522797) March 12, 2024

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Pastor Anderson Silva se reúne com ministros de Lula e é criticado

O pastor Anderson Silva voltou a chamar atenção das mídias esta semana, após fazer uma publicação onde aparece ao lado de ministros do governo Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores.

A postagem surge após o religioso já ter sido alvo de críticas, após afirmar que estaria arrependido de envolver seu ministério com o “bolsonarismo”. Na ocasião, Anderson Silva, na realidade, criticou o que seria a politização da fé.

“A bolsonarização, mesmo que não total, me fez perder o ide”, disse ele na ocasião. “A gente vê hoje parte da igreja evangélica numa idolatria a Bolsonaro. Aí vão dizer que não é idolatria. Então você iria para a rua por Jesus, pela igreja, pela palavra?”.

O pastor foi confrontado por parte dos seus seguidores, sendo lembrado que a defesa dos evangélicos, na realidade, é sobre os princípios e valores que a direita conservadora representa, e não sobre políticos, em si.

Ministros de Lula

O argumento de que agora estaria buscando manter um melhor diálogo com todos os espectros da política nacional, por parte de Anderson Silva, não agradou milhares de seguidores, que viram no encontro com os ministros de Lula um tipo de aceno à esquerda.

O encontro foi registrado no Instagram no pastor. Na foto publicada por ele, o religioso aparece ao lado do ministro da Secretaria de Comunicação, Paulo Pimenta, e do Secretário de Comunicação Institucional, Maneco Hassen.

“Os 3 lados estão cansados (cristãos, esquerdistas e conservadores). Alguns estão dispostos ao diálogo e ponderações que possam trazer equilíbrio ao País!”, comentou Anderson Silva, lembrando de uma declaração feita por ele a respeito do presidente Lula, o que lhe tornou alvo de investigação por parte da Polícia Federal.

“No meu caso, a polêmica de uma oração imprecatória sobre ‘a mandíbula dos ímpios/Salmos 3’ proporcionou diálogos. Fui recebido com respeito, reconhecimento e humildade”, continuou.

Na visão do pastor, seus posicionamentos continuarão sendo conservadores, mas sem radicalismos. “Não posso ser tido como um ‘bolsonimion belicoso’, apenas como um pastor coerente e um cidadão politicamente conservador que reconhece o bolsonarismo como embrião do conservadorismo brasileiro”, ressalta.

Desde que fez a sua publicação com ministros de Lula, onde disse ter apresentado algumas propostas de diálogo do governo com a Igreja, Anderson Silva vem sendo alvo de críticas. Segundo o Pleno News, o religioso perdeu mais de dez mil seguidores até então. Veja mais:

‘É um desrespeito a Jesus ser pastor de esquerda ou direita’, diz Anderson Silva

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Especialistas: proposta para 'novo' Código Civil ameaça a família

Uma comissão de juristas liderada por Luis Felipe Salomão, corregedor nacional de Justiça e ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), criou um anteprojeto de lei que visa atualizar o Código Civil brasileiro, mas que está sendo acusado de representar uma ameaça à vida humana e aos valores cristãos da família.

A acusação, feita por nomes como a psicóloga cristã Marisa Lobo e o pastor e professor universitário Tassos Lycurgo, surgiu após uma publicação do jornal Gazeta do Povo, onde algumas propostas para o Código Civil foram apontadas.

Em um artigo publicado no dia 8, Marisa Lobo explicou que, apesar da intenção da comissão ser propor atualizações nas leis vigentes, o documento enviado ao Senado Federal, onde deverá ser analisado inicialmente, é tão grande que pode ser considerado um “novo” Código Civil.

“São quase 300 páginas de proposições que alteram temas fundamentais da sociedade, o que significa a redefinição praticamente inteira do Código atual”, argumenta a psicóloga em sua coluna no Opinião Crítica.

Segundo a especialista, uma das propostas preocupantes é “a previsão de que o pai perderá na Justiça a sua autoridade parental caso submeta o filho a ‘qualquer tipo de violência psíquica’”.

“É óbvio que a falta de definição sobre o que significa ‘violência psíquica’ poderá dar margem para que pais conservadores, cristãos em especial, sejam acusados de violentar os filhos por discordâncias de caráter moral e religioso”, afirma Marisa.

“Ataque à família”

O pastor Tassos Lycurgo, que também atua na área do Direito, classificou o anteprojeto de lei como um “ataque à família e à criança”. Em um vídeo de quase dez minutos, o apologista detalha o que considera pontos críticos no documento.

Um deles é a expressão “potencialidade de vida” para se referir aos bebês durante a gestação. Isto é, os não nascidos. “É muito sutil, porém, muito gravoso… o bebê no útero não é vida humana, mas ‘potencialidade’”, comenta o professor.

Em sua publicação, a Gazeta do Povo ressalta que se o anteprojeto for aprovado como está, haverá mudanças drásticas em termos fundamentais para a sociedade, causando uma verdadeira “revolução legal no Brasil, atendendo a demandas do abortismo, do identitarismo woke e dos defensores da ideologia de gênero, e alterando radicalmente os conceitos de família e de pessoa na legislação.”

Em resposta às críticas levantadas contra o anteprojeto, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, disse estar sendo vítima de fake news sobre o assunto. Ele negou que a iniciativa tem por objetivo criar um novo Código Civil, afirmando que não apoia questões como a “poligamia” e a “retirada de poder dos pais e à autonomia infantil para mudança de sexo”.

“Todas essas mentiras, inventadas por quem é alvo de investigação da polícia e vive para prejudicar o Brasil, têm como pano de fundo a atualização do Código Civil brasileiro, que será amplamente discutida pelo Congresso e com a participação de toda a sociedade”, afirmou o senador nas redes sociais. Assista:

Ministro do STF acusa 'rede evangélica' de acordo com traficantes

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, concedeu uma entrevista onde fez declarações polêmicas sobre a atuação da Corte, chegando a dizer que existiria no Rio de Janeiro uma “rede evangélica” atuando em parceria com traficantes e milicianos.

Esta é a segunda vez em poucos dias que um ministro do Supremo faz declarações pejorativas contra a comunidade religiosa no Brasil, precisamente os cristãos evangélicos.

Na última sexta-feira, por exemplo, durante uma aula na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, a PUC-Minas, o também ministro Luiz Roberto Barroso disse que é preciso “combater a captura da religião para servir a causas políticas temporais e não espirituais, a instrumentalização de lideres religiosos para captar votos e dizer ‘o meu adversário é o demônio”.

No caso da fala de Gilmar, ele apontou que foi Barroso quem tomou conhecimento da existência de uma ligação entre supostos evangélicos e o tráfico de drogas no Rio de Janeiro.

“Recentemente, o ministro Luís Roberto Barroso presidiu uma reunião extremamente técnica sobre essa questão, e um dos oradores falou de algo que é raro de se ouvir: uma narcomilícia evangélica, que aparentemente se dá no Rio de Janeiro, onde, portanto, haveria hoje já um acordo entre narcotraficantes, milicianos e pertencentes ou integrados a uma rede evangélica. É algo muito sofisticado”, acusou Gilmar.

Reações

Não é a primeira vez que os evangélicos, grupo religioso que mais cresce no país, são retratados de forma pejorativa e preconceituosa. No ano passado, a BBC e o G1, do Grupo Globo, publicaram uma matéria que destacava a suposta existência de “traficantes evangélicos” no país.

O pastor Silas Malafaia, na época, reagiu dizendo que “tentar vincular evangélicos com o narcotráfico é um absurdo!”, tendo em vista que, obviamente, qualquer evangélico verdadeiro não compactua com práticas criminosas, sendo por isso enganoso afirmar que existiria algum tipo de acordo entre este segmento e traficantes. Assista:

“Precisa haver um consórcio entre todas as forças, poderes e setores, porque o crime está sofisticado. Recentemente, o ministro (Luís Roberto) Barroso presidiu uma reunião extremamente técnica sobre essa questão, e um dos oradores falou de algo que é raro ouvir: uma narcomilícia… pic.twitter.com/vxns4SgUJk

— GloboNews (@GloboNews) March 11, 2024

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Jean Wyllys se revolta com 'pregações' em som de táxi

O ex-deputado federal Jean Wyllys usou as redes sociais para relatar um episódio, segundo ele, de desrespeito sofrido dentro de um táxi. O motorista do veículo era evangélico e estava ouvindo uma rádio evangélica, o que desagradou o ex-BBB.

“Acabo de mandar uma real para um taxista. Quando entrei em seu carro ele aumentou o rádio com um programa proselitista neopentecostal. Pedi que desligasse. Ele relutou em silêncio uns 10s. Repeti o pedido e ele então desligou”, iniciou Jean.

O motorista, então, teria questionado sobre o motivo do pedido. “’Mas por que?’, ele me perguntou. ‘Porque não sou evangélico’. E porque acho esse proselitismo de vocês desrespeitoso e arrogante. Nós somos um país com muitas religiões e com pessoas ateias”, respondeu o ex-deputado.

“Não somos obrigados a ouvir pregações e exorcismos em rádios de sua religião quando estamos pagando pelo seu serviço. Quando o senhor estiver só no carro, o senhor ouve sua pregação. Quando entrar um passageiro, tenha a educação de ao menos perguntar se ele quer ou não ouvir essa pregação gritada ou prefere ouvir música”, completou.

“Mal amado”

Figura conhecida nas mídias por ter protagonizado debates acirrados com o pastor Silas Malafaia na Rede TV, anos atrás, o biólogo Eli Vieira, que é ateu e homossexual, reagiu às declarações de Jean Wyllys, chamando o ex-deputado de “mal amado”.

Para o biólogo, a reação do ex-deputado foi desproporcional. Eli sugeriu que a sua reação, neste caso, seria bem humorada, trazendo a situação para o campo do diálogo e da brincadeira.

“Se fosse eu, ateu e gay, ia bater um papão com ele sobre se ele prefere a Ana Paula Valadão ou outra artista evangélica, e dar uma cutucadinha de leve mencionando a música infantil ‘quem pecar vai morrer’, e até contaria com bom humor que sou conhecido por ter respondido ao Malafaia”, comentou o biólogo, em resposta a Jean.

Eli também deu a entender que, a partir da sua própria experiência, os evangélicos não têm problemas de se relacionar de formar respeitosa com os homossexuais, desde que exista reciprocidade.

“Fui funcionário de um casal evangélico dono da escola em que trabalhei como coordenador, 2019-2021. Nunca tive problemas com eles, são pessoas ótimas”, disse ele, concluindo que “em outras palavras, meu querido, seu problema não é ser gay nem sem religião, seu problema é ser o Jean Wyllys.”. Confira:

Se fosse eu, ateu e gay, ia bater um papão com ele sobre se ele prefere a Ana Paula Valadão ou outra artista evangélica, e dar uma cutucadinha de leve mencionando a música infantil “quem pecar vai morrer”, e até contaria com bom humor que sou conhecido por ter respondido ao… https://t.co/3yqhjWERGh

— Eli Vieira (@EliVieiraJr) March 8, 2024

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Papa pede que Ucrânia se renda para os russos e Zelenskiy reage

O Papa Francisco concedeu uma entrevista recentemente,  para Lorenzo Buccella, jornalista da Rádio Televisão Suíça (RSI), onde fez uma declaração que provocou a reação do presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy.

Isso, porque, o líder máximo da Igreja Católica disse que a Ucrânia deveria se render para os russos, usando a expressão “bandeira branca” em sinal de rendição diante da invasão russa, iniciada em fevereiro de 2022.

“creio que é mais forte quem vê a situação, quem pensa nas pessoas, quem tem a coragem da bandeira branca, para negociar. E hoje se pode negociar com a ajuda das potências internacionais”, iniciou o Papa.

“A palavra negociar é uma palavra corajosa. Quando você vê que está derrotado, que as coisas não estão indo bem, precisa ter a coragem de negociar. Você tem vergonha, mas com quantas mortes isso vai acabar? Negociar em tempo, procurar algum país para mediar. Hoje, por exemplo, na guerra na Ucrânia, há muitos que querem fazer a mediação. A Turquia se ofereceu para isso. E outros. Não tenham vergonha de negociar antes que a situação piore”, completou Francisco.

Reação

Ao comentar a declaração do Papa, Zelenskiy criticou a forma como o pontífice enxerga a situação, argumentando que a posição correta do líder católico deveria ser a de apoio aos ucranianos diante da agressão russa.

“Agradeço a todos os capelães ucranianos que estão na linha de frente. É isso que significa a igreja estar com as pessoas”, disse o presidente da Ucrânia. “E não estar a 2.500 km e querer se envolver em uma mediação virtual entre aqueles que querem viver e aqueles que só querem destruir”.

De acordo com informações do Vatican News, o Papa Francisco também se colocou à disposição para mediar negociações entre os russos e ucranianos, algo que, segundo o pontífice, não seria o mesmo que uma rendição, mas sim um ato de coragem.

“Enviei uma carta aos judeus de Israel, para refletir sobre essa situação. Negociação nunca é rendição. É a coragem de não levar o país ao suicídio. Os ucranianos, com a história que têm, coitados, os ucranianos na época de Stalin, o quanto sofreram…”, declarou o Papa.

Jornalista que insinuou regular igrejas ataca Nikolas: 'Um atraso'

A jornalista Eliane Cantanhêde, comentarista de política da GloboNews, canal fechado da Rede Globo, voltou a fazer um comentário que chamou atenção devido ao tom agressivo contra um deputado evangélico, neste caso Nikolas Ferreira, eleito esta semana o novo presidente da Comissão de Educação da Câmara dos Deputados.

A comentarista tratou exatamente deste assunto, demonstrando estar completamente inconformada com a eleição do parlamentar, classificado por ela como alguém que representaria um “atraso” na liderança da Comissão.

“Reforma do ensino médio, a carência, inclusive, de serviços sanitários para mais de um milhão de crianças no país… O que esse cidadão, Nikolas Ferreira, sabe sobre tudo isso? Nada. Além disso, não apresentou um único projeto na área de educação no ano passado”, disparou a comentarista.

Nikolas,  que está em seu primeiro mandato como deputado federal eleito em 2022, tem rebatido as críticas no tocante à sua atuação como político na área da Educação. Ele informou que na condição de vereador por Belo Horizonte, por exemplo, conseguiu aprovar três leis no setor, sendo elas as de número 11451/2023, 11328/2021 e 11581/2023.

Mas, Eliane Cantanhêde não fez referência a essas informações e continuou atacando o deputado evangélico.

“Por que ele foi colocado lá [na Comissão]? A convicção do grupo governista, mas não só governista, é de que foi para facilitar a política ideológica do bolsonarista, ou seja, uma política educacional que não é propriamente de avanço, vanguarda, melhoria do ensino, e sim de retrocessos na inclusão e igualdade”, continuou a jornalista.

“Esse Nikolas Ferreira tem ideias muito retrógradas em relações a questões de gênero, de distinguir tráfico de drogas de posse de pequena quantidade de drogas, ou sela, ele não está ali diz para discutir educação. Ele está ali para deixar a boiada passar, e isso é um atraso para o país”, completou a comentarista.

Regulação de igrejas

Dias atrás, a jornalista da GloboNews também despertou críticas ao fazer um comentário sugerindo a regulação das igrejas no Brasil. A fala ocorreu durante o programa Em Pauta, apresentado por Marcelo Cosme.

“É bonito as pessoas acreditarem, terem fé, acreditar nos dogmas, mas falta um pouquinho do Estado dar mais atenção a essa questão [da abertura de igrejas], porque chega num limite em que não é mais religioso, nem mais pessoal, é rentável e isso é triste”, disse ela na ocasião. Veja abaixo:

Pastor reage à jornalista que insinua regulação das igrejas: ‘Ódio aos evangélicos’

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Cristianismo sem Bíblia? Pastor fala sobre este 'mal terrível'

Uma das maiores preocupações, atualmente, por parte de líderes evangélicos comprometidos com a ortodoxia cristã, diz respeito ao ensino correto do cristianismo à luz da Bíblia sagrada, algo que foi o tema de um livro escrito pelo pastor e teólogo Nilonei Ramos.

O tema central da sua obra é o “Cristianismo sem Bíblia”, que dá nome ao livro. O título faz alusão a um contexto de carência de entendimento por parte do público cristão no tocante aos ensinos da doutrina cristã.

“As explicações encantam mais do que o texto em si. Esse é um mal terrível dos nossos tempos para a vida cristã e a Igreja”, diz ele, apontando que a geração atual tem preferido substituir o sólido conhecimento das Escrituras por apresentações resumidas e superficiais do cristianismo.

Isso tem se refletido, também, na própria cerimônia de adoração. “Substituímos o livro pelas telas e a leitura pública pelas projeções, e isso reflete no modelo de culto que oferecemos a Deus, em que não levamos nada e onde esperamos receber tudo”, explica.

A proposta do “Cristianismo sem Bíblia”, então, é trazer à tona a necessidade da Igreja voltar seus olhos para o verdadeiro ensinamento, o que os apóstolos de Cristo chamaram de “sã doutrina”, algo que se difere muito de alguns modismos propagados nos dias atuais.

“É um livro sobre o relacionamento do crente com a Palavra de Deus”, diz o pastor. “É o meu convite a um retorno à Palavra de Deus.”

“Chega de brincadeiras, heresias, sincretismo, ensino espúrio e massagem no ego, nós precisamos do verdadeiro Evangelho”, ressalta, segundo o Pleno News.

“A Palavra de Deus não é uma alternativa para a Igreja. Ou ela ocupa a primazia de tudo o que fazemos e é a lente pela qual olhamos o mundo ou não pode ser nada na vida daqueles que são guiados pelo mundo”, conclui o pastor.

Presidente do STF fala em combater o uso da religião na política

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Luiz Roberto Barroso, fez uma declaração que chamou atenção das redes sociais, na sexta-feira (8), durante uma aula na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, a PUC-Minas, ao comentar sobre a relação da religião com a política.

“Precisamos combater a captura da religião para servir a causas políticas temporais e não espirituais, a instrumentalização de lideres religiosos para captar votos e dizer ‘o meu adversário é o demônio, quem votar nele não vai para o céu’”, afirmou o magistrado.

“É uma forma bárbara, anti-cristã, de lidar com a religião”, completou o presidente do STF, enfatizando o seu discurso envolvendo a seara da liberdade religiosa, algo consagrado pela Constituição Brasileira.

A fala de Barroso chamou atenção devido à subjetividade da sua colocação, uma vez que ela pode ser interpretada como uma incitação à censura de líderes religiosos influentes que se pronunciam publicamente a respeito dos acontecimentos políticos do país, a exemplo dos pastores Silas Malafaia, André Valadão, Cláudio Duarte e outros.

No mês passado, Malafaia foi o responsável por idealizar e financiar uma manifestação na Avenida Paulista, em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro e em defesa do Estado Democrático de Direito. O evento chamou atenção do mundo e atraiu cerca de 750 mil pessoas.

Oposto do ‘ódio’

Em seu discurso, o presidente do STF também deu a sua própria definição do que é religião, classificando-a como algo que se opõe ao “ódio”. Ele exemplificou o que seria o uso errado da fé na seara política, fazendo alusão às manifestações que resultaram nos atos de 8 de janeiro de 2023.

“Fiquei imaginando que estranha mistura seria essa da religião com ódio, porque a religião verdadeira é o oposto do ódio, da violência. É a capacidade de lidar com o outro, mesmo quando ele tiver um comportamento absurdo, para compreendê-lo e convertê-lo”, afirmou, segundo o Poder360.

Na mesma aula oferecida numa universidade católica, o presidente do STF também saiu em defesa do aborto como um direito à “liberdade sexual e reprodutiva” das mulheres. O ministro chegou à utilizar expressões comuns no campo da militância político-ideológica, como “precisamos lutar e conquistar”.

“Nós precisamos lutar e conquistar o direito a liberdade sexual e reprodutiva das mulheres. Que é um direito muito importante e que tem atrasado no Brasil”, disse ele. “Não se trata de defender o aborto, trata-se de enfrentar esse problema de uma forma mais inteligente que a criminalização, prender a mulher não serve para nada”.