Preferência por registro de nomes bíblicos continua em queda

Um levantamento da Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil) aponta uma mudança no perfil dos nomes mais registrados no país em 2025, sugerindo uma queda nos registros inspirados em personagens bíblicos.

A análise, feita com base no Portal da Transparência do Registro Civil, mostra uma preferência crescente por nomes de apelo moderno e internacional, enquanto a frequência de nomes de origem bíblica continuou em declínio.

Pelo segundo ano consecutivo, Helena foi o nome feminino mais registrado, com 28.271 ocorrências. A nomeação lidera o ranking desde 2020, com exceção de 2022, marcando uma ascensão notável — há dez anos, ocupava a 45ª posição.

A lista dos nomes mais registrados no período é composta majoritariamente por nomes curtos e de sonoridade considerada contemporânea. Após Helena, destacam-se Ravi (21.982), Miguel (21.654), Maitê (20.677) e Cecília (20.378). Completam o top dez HeitorArthurMaria CecíliaTheo e Aurora.

Segundo o presidente da Arpen-Brasil, Devanir Garcia, a escolha reflete transformações culturais e sociais. “As famílias buscam simplicidade, influência global e referências do ambiente digital”, afirmou, o que explicaria a menor incidência relativa de nomes bíblicos tradicionais.

Ainda assim, alguns como Davi, Samuel e Noah permanecem no ranking masculino, embora em posições menos destacadas.

Em novembro, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) atualizou sua plataforma Nomes do Brasil, que consolida dados históricos. O instituto registra que Maria segue sendo o nome mais comum entre a população brasileira no total, com aproximadamente 12,3 milhões de registros ao longo das décadas.

Nigéria: reféns do maior sequestro em escolas são libertados

Autoridades da Nigéria afirmaram ter resgatado as 130 crianças e professores que ainda estavam em poder de sequestradores após um sequestro em massa ocorrido em sexta-feira, 21 de novembro de 2025, em uma escola cristã em Papiri, no estado de Níger.

No domingo, 21 de dezembro, um integrante do governo nigeriano publicou nas redes sociais que, depois de “um esforço corajoso de nossas forças de segurança”, as crianças foram libertadas após um mês de cativeiro.

A comunicação oficial não informou se o grupo libertou as vítimas por conta própria, se houve pagamento de resgate ou se as forças de segurança atuaram em uma operação armada. Autoridades disseram que as crianças seriam devolvidas às famílias em segunda-feira, 22 de dezembro.

Desde o sequestro, os números divulgados variaram. A Associação Cristã da Nigéria informou que 315 pessoas teriam sido sequestradas, entre alunos e professores. Em seguida, circularam relatos de que 50 estudantes conseguiram escapar durante o ataque. Semanas depois, o governo anunciou que 99 alunos e um professor haviam sido libertados. No domingo, 21 de dezembro, o governo declarou que, com a libertação de 130 alunos e professores, todas as vítimas estariam novamente em liberdade.

A soma dos dados divulgados em momentos diferentes não fecha com precisão. A divergência foi associada ao cenário de confusão gerado após o sequestro e às informações que foram sendo atualizadas ao longo das semanas.

A organização Portas Abertas informou que os dados confirmados com contatos locais ainda são incompletos e que o caso segue em desenvolvimento. Pontos como possível pagamento de resgate, confirmação familiar da libertação e oferta de suporte psicológico às vítimas ainda não foram detalhados.

Ex-pastor indiciado por perseguição online à ex-mulher

Um ex-pastor da Carolina do Sul foi indiciado em âmbito federal por suspeita de perseguir a ex-esposa online nos meses que antecederam a morte dela e por supostamente mentir a investigadores. John-Paul Miller, de 46 anos, deve comparecer ao tribunal federal em segunda-feira, 12 de janeiro de 2026.

Um júri federal em Columbia indiciou Miller por duas acusações federais: perseguição cibernética e prestação de declarações falsas a investigadores federais, informou o Gabinete do Procurador dos Estados Unidos para o Distrito da Carolina do Sul.

A acusação descreve que Miller teria assediado Mica Miller entre novembro de 2022 e sábado, 27 de abril de 2024, data em que ela morreu. Promotores disseram que ele teria publicado uma foto íntima dela na internet, instalado dispositivos de rastreamento no veículo, interferido em atividades diárias e finanças e feito mais de 50 contatos com ela em um único dia.

A acusação também aponta que Miller disse a agentes federais que não havia danificado os pneus do carro dela. Investigadores relataram que ele teria comprado um dispositivo para furar pneus e falado sobre o veículo dela com outras pessoas.

A morte de Mica Miller no condado de Robeson, na Carolina do Norte, foi classificada como suicídio em maio de 2024. Naquele período, ela e Miller estavam em processo de divórcio. Familiares acusaram Miller de comportamento coercitivo e abusivo e disseram que ele teria responsabilidade na morte.

No dia seguinte ao falecimento, Miller pregou na Solid Rock Church, em Myrtle Beach, e mencionou que a esposa havia morrido. O culto foi transmitido pela internet e depois retirado do ar. Ele disse à congregação que recebeu um telefonema na noite anterior e informou que o funeral ocorreria no domingo seguinte.

Após a morte, ex-membros da congregação e moradores locais passaram a protestar em frente à Solid Rock Church pedindo investigação. Em junho de 2024, Robert W. Lochel, membro da igreja, foi acusado de cinco crimes de agressão de terceiro grau após usar um aspersor pressurizado para molhar manifestantes.

Em julho de 2024, Miller e a família de Mica anunciaram um acordo privado e pediram que os protestos em frente à igreja fossem encerrados. Em novembro de 2024, agentes do FBI revistaram a residência de Miller em Myrtle Beach. Dias depois, ele foi acusado de agredir um manifestante em frente à casa. Ainda em novembro de 2024, ele solicitou licença comercial para um novo empreendimento chamado Living Water Church, registrado no mesmo endereço da Solid Rock Church.

O ex-pastor vendeu a propriedade da igreja em fevereiro de 2025 por US$ 2,1 milhões para um incorporador privado.

Ele também é alvo de dois processos civis movidos por mulheres que alegam abuso sexual quando eram menores de idade. Em fevereiro de 2025, no condado de Horry, uma autora identificada como Jane Doe alegou que Miller a estuprou em 1998, quando ela tinha 15 anos, e que voltou a abusá-la em 2023, o que teria desencadeado lembranças do episódio anterior.

Oito dias depois, uma segunda autora, identificada como Jane Doe 2, alegou que foi agredida quando tinha 14 anos e ele 19, e disse que o pai dele a silenciou quando tentou denunciar. Miller negou as acusações e moveu uma ação contra Doe 2.

Em junho de 2025, Miller se casou com sua terceira esposa, Suzie Skinner. O relato cita que os dois cônjuges anteriores haviam morrido em circunstâncias consideradas incomuns. O marido anterior de Skinner, um veterano tetraplégico chamado Chris, morreu afogado após a cadeira de rodas cair em uma piscina, e o caso foi tratado como acidente.

O The Roys Report informou que a primeira esposa de Miller, Alison Williams, declarou em depoimento que Chris Skinner teria avisado Miller para se afastar da família duas semanas antes da morte. Williams também afirmou ter acusado Miller de infidelidade repetida durante o casamento.

Miller era pastor da Solid Rock Church em Myrtle Beach desde 2017. Mica Miller havia sido diagnosticada com transtorno bipolar e falava publicamente sobre problemas de saúde mental.

As acusações federais citadas preveem, em caso de condenação, pena de até cinco anos por perseguição cibernética e até dois anos por declarações falsas. O processo também prevê a possibilidade de multa de até US$ 250 mil, de acordo com o The Christian Post.

Praga bíblica? Fenômeno tinge de vermelho as águas do Golfo

As águas do mar no entorno da Ilha de Ormuz, no Irã, adquiriram uma tonalidade vermelha intensa nesta semana, devido a um fenômeno natural relacionado às chuvas. O evento, que começou na terça-feira, 16 de dezembro, transformou a paisagem da Praia Vermelha, atraindo a atenção de visitantes que por consequência lembraram da praga bíblica que recaiu contra o Egito.

De acordo com o jornal Independent, a mudança de cor ocorre quando a água da chuva entra em contato com o solo vulcânico da ilha, que possui alta concentração de óxido de ferro. Os riachos formados escorrem pelos penhascos, carregando os sedimentos avermelhados que tingem as águas costeiras do Golfo Pérsico.

Conhecido localmente como “Chuva de Sangue”, o fenômeno pode ocorrer em diferentes épocas do ano na Ilha de Ormuz. A ilha está localizada no Estreito de Ormuz, ponto de encontro entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, a aproximadamente 1.080 quilômetros ao sul da capital Teerã.

A singularidade geológica do local a tornou um destino popular para turistas e fotógrafos. O Observatório da Terra da NASA descreveu a ilha como “uma cúpula de sal”, formada por halita, gesso, anidrita e outros minerais evaporíticos que perfuraram camadas de rocha. “O sal-gema é fraco e flutuante, perdendo sua fragilidade e fluindo quase como um líquido sob alta pressão”, explicou a agência espacial em comunicado divulgado no início de 2025.

A Organização de Turismo do Irã destacou que o solo rico em minerais da ilha é utilizado na produção de corantes, cosméticos, vidro e cerâmica, além de ser um ingrediente na culinária local para molhos e geleias. “Caminhando ao longo da costa, é possível encontrar áreas onde a areia brilha com compostos metálicos, especialmente ao nascer ou pôr do sol”, informou a entidade.

O cenário incomum evoca uma passagem bíblica descrita no livro de Êxodo (7:18), que relata a transformação das águas do rio Nilo em sangue, como uma das pragas enviadas ao Egito: “Os peixes do Nilo morrerão, o rio ficará cheirando mal, e os egípcios não suportarão beber das suas águas”.

Igreja de RC Sproul rompe com a Igreja Presbiteriana nos EUA

A Capela de Santo André, fundada pelo teólogo R.C. Sproul em 1997, votou no início desta semana para deixar a Igreja Presbiteriana na América (PCA), após dois anos ligada à denominação.

R.C. Sproul morreu em 2017. Ele atuou como teólogo e pastor e fundou o Ligonier Ministries em 1971, organização que difundiu a teologia reformada por meio de livros, conferências e do programa diário de rádio Renewing Your Mind. A congregação fundada por ele em Sanford, na Flórida, com mais de 1.100 membros, realizou a votação no domingo e aprovou a saída por 669 votos a 108 a decisão de sair da Igreja Presbiteriana.

Em uma carta enviada pelo secretário da sessão ao Presbitério da Flórida Central da PCA, eles informaram a denominação que a igreja decidiu “dissolver sua ligação eclesiástica” com o presbitério.

Em declaração à revista byFaith, da PCA, os anciãos afirmaram que a reunião congregacional ocorreu no domingo, 14 de dezembro de 2025, com base nos dispositivos BCO 25-2 e 25-11, para decidir sobre a retirada da denominação. Após uma atualização e recomendação apresentadas pela sessão, a congregação votou por cédula de papel, com 669 votos favoráveis e 108 contrários. A liderança afirmou que, após o resultado, a Capela de Santo André deixou de estar afiliada à PCA e informou formalmente o presbitério.

Os anciãos agradeceram o período em que estiveram na denominação: “Agradecemos o apoio de muitos dentro da PCA e valorizamos os membros fiéis da denominação que contribuíram para o nosso compromisso compartilhado com a teologia reformada. Reconhecemos a gama de emoções durante esta transição significativa e permanecemos comprometidos em pastorear com cuidado, manter a paz e a pureza da Igreja e proclamar o Evangelho”.

Eles acrescentaram: “Confiamos em Jesus Cristo, como Rei e Cabeça da igreja, para guiar, liderar e proteger o Seu rebanho enquanto vivemos cada dia coram Deo [diante da face de Deus]”.

A decisão ocorreu após o pastor sênior, Rev. Burk Parsons, ter sido suspenso do púlpito no início de 2025, depois que uma comissão judicial da igreja o considerou culpado em três acusações. Entre elas, constaram a avaliação de que ele teria demonstrado uma postura “dura, indelicada e cruel” com pessoas sob seus cuidados, agido de forma “autocrática” e “agressiva” no estilo de liderança e caluniado “outros servos e igrejas de nosso Senhor”. Parsons recorreu da decisão.

Uma carta de 05 de dezembro, obtida pelo MinistryWatch e enviada aos membros para anunciar a reunião congregacional, registrou que a sessão da Capela de Santo André citou “desenvolvimentos significativos e preocupantes” no Presbitério da Flórida Central como motivo para antecipar a reunião, que havia sido planejada para janeiro, após a conclusão do recurso de Parsons.

Na mesma carta, a liderança afirmou que vazamentos para a imprensa por “um presbítero docente desconhecido [do Presbitério da Flórida Central]” sobre as acusações contra a igreja, antes de uma revisão judicial, teriam causado “danos pastorais e à reputação” da igreja e de sua liderança.

O MinistryWatch informou que a Capela de Santo André pretende permanecer independente enquanto estuda possíveis relações futuras com outras igrejas, com foco em prestação de contas e encorajamento mútuo, fundamentadas nos Padrões de Westminster e abertas à cooperação com outros corpos reformados confessionais.

O portal The Christian Post informou que procurou a Capela de Santo André, mas não obteve resposta ou um comunicado sobre a decisão de deixar a Igreja Presbiteriana.

Pastor ciclista atropelado e morto por mulher sob efeito de drogas

Uma mulher da Califórnia estava sob efeito de drogas como fentanil, metanfetamina e maconha quando atropelou e matou um pastor que andava de bicicleta e feriu outras duas pessoas em outubro, informaram promotores nesta semana. Amber Calderon, de 43 anos, passou a responder a acusações criminais que podem resultar em mais de uma década de prisão.

De acordo com o Ministério Público do Condado de Orange, Amber dirigia para o sul na Pacific Coast Highway, em Huntington Beach, no dia 20 de outubro, quando saiu da pista, invadiu o acostamento e atingiu o pastor Eric Williams, de 45 anos, e outros dois ciclistas. Williams, pai de quatro filhos, morreu no local. Os outros dois homens tiveram ferimentos graves.

Conforme divulgado pela KTLA5, exames toxicológicos indicaram a presença de fentanil, metanfetamina e maconha no organismo de Amber. Após os resultados, promotores apresentaram novas acusações, incluindo homicídio culposo por direção sob efeito de substâncias sem negligência grave, direção sob influência de drogas causando lesão corporal, fuga do local do acidente com resultado de morte ou lesão permanente, duas acusações de fuga do local com lesões e posse de drogas pesadas com condenações anteriores.

De acordo com o The Christian Post, Amber também responde a uma acusação com base na Seção 11395(b)(1) do Código de Saúde e Segurança da Califórnia.

Se for condenada por todas as acusações, Amber Calderon pode cumprir pena de até 12 anos e quatro meses de prisão. Um juiz do Tribunal Superior do Condado de Orange determinou que ela não dirija, não consuma álcool nem drogas sem prescrição médica e não entre em estabelecimentos comerciais em que a maconha seja o principal produto vendido. O New York Post informou que ela também foi advertida de que, se voltar a dirigir sob efeito de álcool, pode ser acusada de homicídio.

Calderon deve voltar ao tribunal no dia 20 de fevereiro de 2026. Os promotores disseram que ela continuou dirigindo no dia do caso, apesar de um pneu furado e danos no carro, passou por um quiosque de um parque estadual sem parar e só foi interrompida quando uma testemunha bloqueou o veículo para impedir a fuga.

O promotor distrital Todd Spitzer declarou: “Quatro crianças pequenas acordarão na manhã de Natal pela primeira vez sem o pai por causa da decisão egoísta de um estranho de dirigir sob o efeito de drogas, e essa é uma imagem que jamais conseguirei apagar da minha mente”. Ele acrescentou que o gabinete do promotor distrital “defenderá vigorosamente as vítimas neste caso e fará tudo o que estiver ao seu alcance para garantir que [Calderon] pague a pena máxima permitida por lei”.

Uma campanha no GoFundMe, criada após o atropelamento, arrecadou quase US$ 392 mil até agora. Na descrição, Williams foi apresentado como pastor, com fé cristã, gosto pelo ciclismo e compromisso com a família.

Williams fundou a Community Church of West Garden Grove depois de atuar como pastor de jovens e professor na Seaside Community Church, em Huntington Beach. Ele também ajudou a iniciar a série de corridas de mountain bike no Lago Irvine, e, de acordo com relatos reunidos na campanha e em depoimentos de conhecidos, participava de ações voluntárias na comunidade.

O cunhado do pastor, Josh Coy, afirmou que Williams liderou iniciativas para ajudar idosos, limpar praias e apoiar vizinhos com tarefas domésticas: “Acho que, em sua vida como pastor, ele tentou pensar em como poderíamos fazer as coisas de maneira diferente”. Robby Knutsen, que o conheceu quando Williams liderava um grupo de jovens, disse: “Ele era o homem mais determinado que eu conhecia”.

Os filhos de Williams, Julia, Jeanette, Alice e James, têm idades que vão de criança pequena a estudante do primeiro ano do ensino médio. Ele e a esposa, Robyn, haviam comemorado 20 anos de casamento antes do atropelamento. O pai do pastor, Ted Williams, declarou anteriormente que o filho era dedicado a ajudar outras pessoas.

NFL: atletas da NFL lavam pés e entregam tênis a crianças

O espírito do Natal inspirou atletas da NFL que atuam pelo Baltimore Ravens a uma ação que joga holofotes sobre a obra de Jesus Cristo ao invés do Papai Noel. O quarterback Lamar Jackson, o running back Derrick Henry e outros jogadores do Baltimore Ravens participaram de um evento na Severn Elementary School, em Maryland, nos Estados Unidos.

Os atletas estiveram na escola pública, que atende cerca de 500 alunos da educação infantil (Pré) ao 5º ano, com crianças de 4 a 11 anos. A ação incluiu a lavagem dos pés de estudantes, em uma referência ao episódio bíblico em que Jesus lavou os pés de seus discípulos durante a Última Ceia.

Durante a atividade, Jackson comentou a motivação para participar. “Eu senti que era legal fazer”. “Eu não fiz isso por qualquer motivo especial. Estou apenas tentando fazer algo pela comunidade e fazer algo semelhante a Jesus Cristo”.

Além da lavagem dos pés, cada estudante presente recebeu um par de tênis novo. A organização do evento contou com apoio do capelão dos Ravens, Johnny Shelton.

O encontro foi apresentado como parte de ações comunitárias envolvendo Jackson e outros atletas do time. No início do mês, Jackson também participou da campanha anual de doação de casacos dos Ravens.

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Na contra-mão, Europa aprova financiamento de turismo do aborto

O Parlamento Europeu aprovou um projeto que prevê financiamento para viagens de mulheres que buscam realizar aborto em países europeus onde a interrupção da gravidez é permitida.

A iniciativa, chamada “Minha Voz, Minha Escolha (MVMC)”, foi aprovada por 358 votos a 202, com 79 abstenções, em quarta-feira, 17 de dezembro. A proposta prevê um fundo do orçamento da União Europeia (UE) para custear procedimentos de mulheres de países que proíbem o aborto, como Malta e Polônia, em outros Estados-membros onde a interrupção é autorizada, como Holanda e França.

Após a aprovação, a Comissão Europeia deve apresentar uma estratégia para colocar a iniciativa em prática, com previsão de apresentação até março de 2026, de acordo com o Evangelical Focus.

Parlamentares contrários à medida criticaram o uso de impostos para financiar abortos. O eurodeputado holandês Bert-Jan Ruissen, do Partido Político Cristão Europeu, declarou: “A vida não nascida merece proteção, é doloroso ver que a maioria do Parlamento Europeu não reconhece isso. Apesar desse apelo do Parlamento, o fato é que a UE não tem competência sobre o aborto”.

Quando a iniciativa foi apresentada no Parlamento Europeu no início de dezembro, eurodeputados levantaram preocupações jurídicas, éticas e sociais. O eurodeputado de Luxemburgo Fernand Kartheiser afirmou que a proposta é incompatível com os tratados da UE e disse que, se a Comissão Europeia levasse a iniciativa adiante, “estaria violando diretamente o direito europeu”.

A eurodeputada espanhola Margarita de la Pisa afirmou: “A MVMC é financiada por organizações que lucram com o negócio do aborto, como a Planned Parenthood. Os direitos das mulheres incluem a proteção da maternidade”. O eurodeputado croata Tomislav Sokol declarou que o aborto “não faz parte dos direitos humanos” e que “nenhum tratado internacional reconhece o aborto como um direito, assim a União Europeia não pode financiá-lo”.

Antes da aprovação, a federação europeia One Of Us, formada por 50 ONGs pró-vida, declarou que a MVMC poderia estimular “turismo do aborto” na Europa. “O aborto não é uma questão que cabe à UE decidir, e financiá-lo através do orçamento europeu violaria a soberania nacional dos Estados-membros, além de contornar o atual quadro jurídico, causando danos significativos ao processo de construção da União”, afirmou a federação, em comunicado.

A One Of Us também declarou que a proposta facilitaria casos de aborto em fetos com deficiência, citando o tema como “aborto seletivo”. A federação afirmou que isso reforçaria práticas eugênicas e violaria o Artigo 21 da Carta dos Direitos Fundamentais da UE, que proíbe discriminação por motivo de deficiência. “Em toda a Europa, as mulheres exigem apoio real à maternidade, não serviços de aborto financiados por instituições europeias”, declarou a One Of Us. “A UE deve priorizar políticas que protejam as pessoas com deficiência e defendam a dignidade humana em todas as fases da vida”.

Irã: direitos humanos denunciam condenações de cristãos

Cinco cristãos iranianos foram condenados a um total de 50 anos de prisão por atividades religiosas, incluindo oração, batismo e distribuição de Bíblias, conforme relataram organizações de direitos humanos.

A organização Article 18, sediada no Reino Unido e dedicada ao monitoramento da liberdade religiosa no Irã, informou que as sentenças foram proferidas pelo Tribunal Revolucionário de Teerã, com base em artigos alterados do código penal iraniano. O juiz responsável foi Abolqasem Salavati, apontado pela Article 18 como magistrado que aplica penas longas em casos relacionados a supostas ameaças à segurança nacional.

O tribunal condenou o pastor Joseph Shahbazian, Nasser Navard Gol-Tapeh, Aida Najaflou e uma terceira mulher cuja identidade não foi divulgada a 10 anos de prisão. Najaflou recebeu uma pena adicional de dois anos por publicações em redes sociais. A esposa de Shahbazian, Lida, foi condenada a oito anos.

As acusações incluíram “conspiração” e disseminação de “propaganda” contra a República Islâmica. A Article 18 informou que os veredictos foram comunicados aos réus no fim de novembro e no início de dezembro, embora a audiência tenha ocorrido em outubro. O grupo afirmou que os cinco receberam prazo de 20 dias para recorrer ao mesmo tribunal que proferiu a sentença.

Materiais pessoais, incluindo textos cristãos e Bíblias, foram confiscados e encaminhados ao Ministério da Inteligência para análise, conforme relatou a Article 18. A organização descreveu que a apreensão de materiais religiosos ocorre em outros casos semelhantes envolvendo cristãos detidos no país.

A organização americana International Christian Concern, que acompanha casos de perseguição religiosa, informou que Shahbazian e Gol-Tapeh já haviam cumprido pena por envolvimento em redes clandestinas de igrejas domésticas no Irã. Gol-Tapeh foi libertado em 2022, após quase cinco anos preso. Shahbazian foi libertado em 2023, depois de cumprir mais de um ano de uma pena de dez anos, antes de ser preso novamente.

Organizações de direitos humanos relataram que o Estado exigiu valores de fiança considerados incomuns em outros processos. A fiança de Najaflou foi fixada em aproximadamente US$ 130.000, e a de Gol-Tapeh em quase US$ 250.000. A Article 18 informou que Shahbazian não recebeu um valor oficial de fiança, embora a família tenha sido levada a acreditar que um valor havia sido estabelecido.

Najaflou, de 44 anos, tem artrite reumatoide e havia passado recentemente por uma cirurgia na coluna no momento da prisão, conforme relataram as organizações. Em dia 31 de outubro, ela caiu da cama superior de sua cela na prisão de Evin e fraturou a coluna. Ela foi levada por curto período a um hospital e retornou à custódia no mesmo dia, sem concluir o tratamento, segundo o The Christian Post. Depois, houve infecção nos ferimentos, o que levou a uma nova ida ao hospital em dia 16 de novembro.

A advogada de Najaflou escreveu no X: “Hoje, derramei lágrimas pela minha cliente Aida Najaflou, lágrimas que estavam em meu coração há dias e que hoje brotaram dos meus olhos durante minha visita à prisão de Evin. Solicito humildemente a todas as autoridades judiciais do país que auxiliem esta prisioneira que corre o risco de sofrer uma lesão na medula espinhal”.

A acusação incluiu referências a um discurso de 2010 do líder supremo Ali Khamenei, no qual ele classificou a disseminação de igrejas domésticas como uma ameaça à segurança nacional, de acordo com a Article 18. O documento também descreveu o protestantismo e o “cristianismo sionista” como sinônimos e atribuiu aos réus atuação em favor de agendas de inteligência estrangeira. O texto afirmou que Shahbazian estava “orgulhoso de suas atividades criminosas” e buscava cumprir “o mandamento e a vontade de Cristo de transmitir a mensagem do Evangelho”.

No caso de Gol-Tapeh, a acusação citou a distribuição e o armazenamento de Bíblias como parte de “atividade evangelística ilegal”. O documento incluiu uma declaração atribuída a ele: “Esta ação faz parte da minha fé como cristão. Gostaria de aprender teologia cristã e compartilhá-la com meus entes queridos em Cristo”.

A Article 18 informou que o processo judicial incluiu meses de prisão preventiva. Shahbazian, Gol-Tapeh e Najaflou ficaram detidos por sete meses antes de comparecer ao tribunal. Mansour Borji, da Article 18, afirmou que o caso apresentou “muitas características de falta de devido processo legal”, citando detenções prolongadas e exigências de fiança descritas como extremas.

Em março, Gol-Tapeh sofreu um AVC após uma greve de fome em protesto contra a nova prisão, conforme relataram as organizações. A Article 18 também informou que Shahbazian apresentou complicações de saúde durante o encarceramento.

‘Terapia não liberta’: Hayashi alerta sobre a idolatria do ‘bem-estar’

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O pastor Teófilo Hayashi, da Zion Church, publicou um vídeo no YouTube em que falou sobre a busca por bem-estar e saúde mental e direcionou parte da mensagem à Geração Z. Na gravação, ele afirmou que percebe, entre jovens, uma procura intensa por “bem-estar” e “felicidade” e alertou para o risco de essa busca ocupar um lugar central na vida espiritual.

Hayashi convidou os ouvintes a fazerem uma autoavaliação e disse: “Como uma geração cristã que quer fazer a vontade de Deus, temos que começar a perguntar: A tua questão para você mesmo mais frequente é ‘será que eu estou feliz?’ ou ‘será que eu estou andando no Espírito?’”. Em seguida, acrescentou: “Porque eu tenho observado que, especialmente a geração Z, quer a todo custo ter bem-estar, felicidade e de certa maneira muito atrelado com a obsessão com saúde mental”.

Ao tratar do tema, o pastor afirmou que a cultura atual tem priorizado o bem-estar “em detrimento da verdade” e fez comparações entre o que chamou de “cultura do mundo” e “cultura do Reino de Deus”. Ele citou Mateus 16:24 e leu o trecho: “Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, tome sua cruz e me siga, quem quiser salvar sua vida vai perdê-la, mas quem perder a sua vida por amor de mim, vai encontrá-la”.

Hayashi também declarou: “A cultura deste século vai sussurrar para você: Conserte-se, você tem que se curar, você tem que se amar mais. Já o rei Jesus vai declarar para você: ‘Morra para si e em mim você vai encontrar vida e vida em abundância’”. Ele completou: “A verdadeira cura não vem do voltar para si mesmo, o olhar para dentro de si, a verdadeira cura vem da entrega total da sua vida a Cristo. Quando você fala ‘Eu entrego minha vida a ti, eu morro para mim mesmo’, você começa a receber aquilo que só Jesus pode te trazer, que é vida eterna”.

Formado em psicologia, Hayashi disse que não se opõe ao uso de terapia por cristãos e relatou experiências pessoais com o tema. “Eu entendo o valor da saúde mental e promovo a saúde mental. Já fiz terapia e até recomendo terapia. [Mas], se você recebe terapia que te leva ao centro da tua própria vontade e não te leva ao centro da vontade de Deus, deixa eu te dizer uma coisa, você está preso num ciclo vicioso, que por sinal vai ser muito caro”, afirmou. Ele fez um apelo: “Por favor, Geração Z, não idolatre a tua saúde mental, o teu bem-estar em detrimento da verdade, porque a terapia não te liberta”.

Em uma publicação no Instagram sobre o mesmo assunto, Hayashi escreveu: “Terapia pode ajudar, mas só Jesus liberta”.

Na sequência, o pastor relacionou o conceito de “vida em abundância” ao arrependimento e citou Romanos 12:2: “Não vos conformeis com este mundo, mas sejais transformados”. Ele afirmou: “Sem arrependimento você não vai ter essa morte para si e nem a vida em abundância”.

No encerramento do vídeo, disse: “Que o Senhor nos leve cada vez mais ao arrependimento genuíno, que vai tirar dos nossos altares essa busca incessante por felicidade e bem-estar. Vamos falar acima de tudo: Deus, eu busco a tua verdade, porque a tua verdade que me liberta”.