Pastor Gil, da Assembleia, condenado por desvio de emendas

O Supremo Tribunal Federal condenou o deputado federal Pastor Gil por participação em um esquema de desvio de recursos de emendas parlamentares destinadas ao município de São José de Ribamar, no Maranhão. A decisão foi tomada pela Primeira Turma da Corte com base em provas apresentadas pela Procuradoria-Geral da República.

Segundo o julgamento, o parlamentar integrou um grupo acusado de exigir pagamento de propina para viabilizar a liberação de recursos públicos. A pena fixada foi de 5 anos e 6 meses de prisão em regime semiaberto, além de multa.

De acordo com a denúncia do Ministério Público Federal, o esquema envolvia a cobrança de aproximadamente 25% do valor das emendas como condição para o repasse dos recursos aos municípios. No caso analisado, os investigados teriam solicitado cerca de R$ 1,6 milhão em propina para liberar aproximadamente R$ 6,6 milhões em emendas destinadas à cidade maranhense.

A Procuradoria-Geral da República afirmou que o grupo atuava de forma estruturada, com divisão de funções entre os envolvidos, incluindo intermediários responsáveis por negociar os pagamentos com representantes da prefeitura.

O julgamento, relatado pelo ministro Cristiano Zanin, resultou na condenação de sete pessoas. Parte dos acusados foi absolvida de algumas imputações por insuficiência de provas, enquanto outros receberam penas por corrupção e participação em organização criminosa.

Gildenemir de Lima Sousa, conhecido como Pastor Gil, é pastor da Assembleia de Deus e atua na política do Maranhão. Natural de Monção (MA), ele possui trajetória ligada à igreja evangélica no estado e já ocupou o cargo de secretário-geral da Convenção Estadual da Assembleia de Deus no Maranhão.

Pesquisa: Flávio à frente de Lula em intenções de voto no Pará

Novo levantamento divulgado nesta terça-feira, 24 de março, pelo Paraná Pesquisas indica cenários de intenção de voto para a Presidência da República no estado do Pará.

Na pesquisa espontânea, em que os entrevistados indicam livremente seus candidatos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece com 22,8%, seguido pelo senador Flávio Bolsonaro, com 18,9%. O ex-presidente Jair Bolsonaro registra 4,8%. Brancos e nulos somam 5,9%, enquanto 45% dos entrevistados afirmaram não saber ou não opinar. Outros nomes citados incluem Renan Santos (0,6%), Ratinho Júnior (0,5%), Romeu Zema (0,4%) e Aldo Rebelo (0,2%).

No cenário estimulado, em que os nomes são apresentados aos eleitores, Flávio Bolsonaro aparece com 41% das intenções de voto, enquanto Lula registra 38,3%. Brancos e nulos somam 7%, e 4,9% não souberam ou não opinaram. Na sequência, aparecem Ratinho Júnior (3,1%), Tereza Cristina (2,4%), Renan Santos (1,5%), Romeu Zema (1,2%) e Aldo Rebelo (0,6%).

De acordo com a revista Oeste, a pesquisa também simulou cenários de segundo turno. Em uma disputa direta entre Flávio Bolsonaro e Lula, o senador aparece com 47,4%, contra 42,9% do presidente. Em outra simulação, Lula enfrentaria Ratinho Júnior e registraria 43,9%, enquanto o governador do Paraná teria 37,7%.

O levantamento avaliou ainda a percepção sobre o governo federal. Segundo os dados, 53,7% dos entrevistados no Pará desaprovam a gestão de Lula, enquanto 43,1% afirmam aprová-la.

Na avaliação qualitativa, 47,2% classificam o governo como ruim ou péssimo. Outros 31,7% consideram a administração ótima ou boa, enquanto 19,8% a definem como regular. A parcela que não soube ou não opinou corresponde a 1,4%.

A pesquisa ouviu 1.400 eleitores em 59 municípios do Pará. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR04700/2026, com nível de confiança de 95% e margem de erro de 2,7 pontos percentuais.

Alusão a ocultismo faz torcedores reprovarem camisas da Seleção

A nova coleção de camisas da Seleção Brasileira, lançada pela Nike para a disputa da Copa do Mundo 2026, despertou polêmica nas redes sociais por elementos inseridos nas peças que estão sendo associados a entidades cultuadas em religiões de ocultismo.

A primeira peça apresentada foi a camisa do uniforme n° 2, azul, que traz um padrão alegadamente abstrato, mas foi imediatamente associado aos contornos da figura de Baphomet, um bode com chifres associado ao satanismo.

Já a principal camisa da Seleção, a amarela usada como titular, estendeu a polêmica após a designer Rachel Denti, da Nike, alegar em um vídeo divulgado pelo Uol que os torcedores do Brasil gritam “vai, Brasa” nos estádios para torcer pela equipe e por isso esse termo foi inserido em adereços do uniforme, como a etiqueta da camisa e os meiões.

De imediato, torcedores associaram o termo “Brasa” a uma entidade cultuada em religiões de matriz africana, o “exu brasa” e iniciaram protestos nas redes sociais. O especialista de marketing esportivo Fábio Wolff, sócio-diretor da Wolff Sports, afirmou que a reação negativa é natural em casos de tentativa forçada de criar um slogan.

“Quando parece forçado, a rejeição é imediata. Em termos de marketing, a ideia é boa, mas o sucesso depende muito mais da identificação genuína do público do que apenas da estética ou da frase escolhida”, declarou Wolff ao Estadão.

No meio evangélico, houve pastores que costumam comentar futebol nas redes sociais reagindo negativamente aos lançamentos. Pedro Pamplona, pastor da Igreja Batista Filadélfia e torcedor do Fortaleza, comparou em uma publicação no X a estética do uniforme n° 2 do Brasil com a escolha feita pela mesma empresa para a segunda camisa da Espanha: “A diferença é brutal”.

“Essa campanha de marketing da Nike para o uniforme da seleção é inacreditável de ruim. Me recuso a acreditar que o vídeo daquela moça falando em brasa e faixas da capoeira seja real. Parece feita por gente que mora fora há anos e perdeu a conexão real com o próprio país”, acrescentou Pamplona.

Já o torcedor do Grêmio, pastor Jack, indicou no X seu boicote: “Podem divulgar a vontade… mas tenham certeza, que cristãos conservadores não comprarão esses materiais da Nike”.

A página Não Esqueço aprofundou as críticas à empresa e à designer, resgatando antigas publicações de Rachel nas redes sociais: “A Nike achou uma boa ideia colocar uma comunista, que exalta pornografia e drogas, e que provavelmente odeia o que a camisa da seleção representa politicamente, para fazer o design do novo uniforme. Resultado: um monte de penduricalho idiota em um ‘Vai Brasa’, que eu nunca ouvi NINGUÉM FALAR na vida, escrito no meião… Ah, só uma pergunta, será que o Departamento de Justiça dos EUA sabe que tem ali uma imigrante apoiando abertamente o grupo terrorista Antifa?”, questionou.

A Nike achou uma boa ideia colocar uma comunista, que exalta pornografia e drogas, e que provavelmente odeia o que a camisa da seleção representa politicamente, para fazer o design do novo uniforme.

Resultado: um monte de penduricalho idiota em um ” Vai Brasa”, que eu nunca… pic.twitter.com/cP7XVRuHGQ

— Não Esqueço (@CanalNaoEsqueco) March 22, 2026

ONG processa Erika Hilton por ofensa a mulheres

A organização não governamental Matria protocolou, no domingo, 22 de março, uma ação civil pública contra Erika Hilton, parlamentar pelo PSOL. A medida foi tomada em razão de declarações publicadas pela parlamentar em suas redes sociais no dia 11 de março, quando assumiu a presidência da Comissão da Mulher da Câmara dos Deputados.

Segundo a ONG, a ação foi apresentada em nome de mulheres que se consideraram ofendidas pelas declarações. Na publicação, Hilton utilizou termos como “imbeCIS” e “esgoto da sociedade” ao se referir a críticos.

Na petição, a entidade argumenta que as declarações ultrapassam os limites da liberdade de expressão. — Este tipo de agressão verbal tem um propósito claro: o silenciamento. Ao desqualificar não a ideia, mas a pessoa, a ré tenta criar um ambiente hostil e intimidatório, onde a discordância é punida com a humilhação pública — afirmou a organização.

A ONG também sustenta que manifestações públicas devem respeitar limites legais. — A liberdade de expressão não pode ser interpretada como uma licença para ofender, um salvo-conduto para humilhar ou um escudo para discursos que visam aniquilar simbolicamente o interlocutor — declarou.

Entre os pedidos apresentados à Justiça, a Matria solicita a retirada da publicação, a realização de retratação pública e o pagamento de indenização por danos morais no valor de R$ 500 mil. Segundo a entidade, o montante deve ser destinado ao Fundo de Defesa de Direitos Difusos ou a programas de apoio a mulheres em situação de vulnerabilidade.

Mais de 400 novos convertidos são batizados em Santa Catarina

A Abba Pai Church realizou, no sábado, 14 de março, um batismo coletivo em Criciúma, no sul de Santa Catarina. A cerimônia ocorreu no templo da igreja e reuniu adultos, jovens e adolescentes em um ato público de profissão de fé.

Segundo a organização, 420 pessoas foram batizadas em uma piscina instalada no local. O evento contou com a participação de famílias inteiras, que optaram por realizar o ritual conjuntamente.

O pastor Telmo Martinello afirmou que a adesão coletiva contribui para o fortalecimento da comunidade. — Quando famílias inteiras optam por caminhar na mesma direção, há um fortalecimento não só individual, mas também do senso de pertencimento — declarou.

O líder religioso também destacou o significado do batismo para os participantes. — Trata-se de uma manifestação externa de uma transformação interior. Esses testemunhos indicam um avanço consistente da fé entre os membros — afirmou.

Em publicação nas redes sociais, a igreja descreveu a cerimônia como um momento de celebração que se tornou “um dos dias mais marcantes do ano”, de acordo com o informado pela revista Comunhão.

Sinalização de paz: Trump anuncia acordo para trégua com Irã

O presidente Donald Trump anunciou nesta segunda-feira, 23 de março, a suspensão temporária das operações militares dos Estados Unidos contra o Irã. A medida estabelece uma pausa inicial de cinco dias em ações aéreas e terrestres voltadas a alvos ligados à infraestrutura energética do país.

Segundo comunicado da Casa Branca, a decisão foi tomada após avanços em negociações diplomáticas conduzidas nas últimas 48 horas.

— Muito boas e produtivas — afirmou Trump ao comentar o andamento das conversas. O presidente informou que determinou ao Departamento de Defesa o adiamento de ataques planejados, condicionando a continuidade da trégua ao progresso das negociações ao longo da semana.

As tratativas buscam uma solução para o conflito que se intensificou no Oriente Médio desde o final de fevereiro. O cenário recente elevou a preocupação internacional, especialmente após a alta do preço do petróleo, que superou a marca de US$ 100 por barril.

A mudança de postura dos Estados Unidos ocorre em meio a críticas de líderes internacionais, entre eles o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que questionou a atuação de potências no conflito. A suspensão das ações militares atinge diretamente ataques direcionados à infraestrutura energética iraniana, considerados estratégicos no contexto da guerra.

Trump afirmou que a possibilidade de retomada das operações permanece em avaliação. Segundo ele, eventuais novas ações dependerão do avanço das negociações com o governo iraniano.

O conflito já resultou na morte de figuras relevantes da liderança iraniana, incluindo o ex-líder supremo Ali Khamenei e integrantes do governo. Diante do cenário, a pausa nas operações é vista como uma tentativa de abertura para uma solução diplomática.

Enquanto as negociações seguem, o Pentágono mantém tropas em estado de prontidão. A continuidade da trégua dependerá do desfecho das conversas em andamento, segundo a revista Oeste.

Mendonça ordena leilão carros de luxo do ‘careca do INSS’

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, autorizou o leilão de dez veículos de luxo apreendidos na Operação Sem Desconto, que investiga descontos irregulares em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social.

Os bens pertencem, em sua maioria, aos investigados Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, e Maurício Camisotti, além de empresas associadas. O conjunto de veículos está avaliado em aproximadamente R$ 6,6 milhões.

Entre os itens autorizados para leilão estão modelos de alto valor, como Lamborghini Urus S, Porsche 911 Carrera GTS, Porsche Panamera 4 E-Hybrid, BMW M3 Competition, Porsche Taycan, Audi TT RS, Audi A3, além de motocicletas Triumph Tiger, Suzuki GSX1300 e BMW S1000 RR.

Na mesma decisão, o ministro também autorizou a destinação provisória de seis veículos para uso institucional da Polícia Federal.

O pedido para alienação antecipada foi apresentado pela Polícia Federal, com apoio da Procuradoria-Geral da República. Segundo os órgãos, a medida busca evitar a perda de valor dos bens ao longo do processo judicial.

Em manifestação, a Procuradoria-Geral da República citou dispositivos do Código de Processo Penal que permitem tanto o leilão antecipado quanto a utilização provisória de bens apreendidos por órgãos de segurança pública.

Ao fundamentar a decisão, Mendonça afirmou que a venda antecipada pode ser adotada como medida cautelar ainda durante a fase de investigação ou no curso da ação penal. Segundo ele, o objetivo é preservar o valor econômico dos bens. — Evita-se, assim, que ao final do processo os bens estejam obsoletos e sem utilidade, em decorrência do desgaste natural e da inerente dificuldade de manutenção — declarou.

De acordo com a decisão, os valores arrecadados poderão ser utilizados para ressarcir a União em caso de condenação. Caso haja absolvição, os recursos deverão ser devolvidos aos acusados.

A defesa de Antônio Antunes informou, em nota, que recorreu da decisão. Os advogados solicitaram reavaliação de alguns veículos e questionaram a destinação de parte dos bens à Polícia Federal. — Os advogados avaliam que, antes de repassar à PF ou leiloar, o STF deveria analisar se não seria melhor vender os veículos a melhor preço para preservar o patrimônio até o final das investigações — afirmou a defesa, segundo a revista Oeste.

PGR muda postura e defende prisão domiciliar para Jair Bolsonaro

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, manifestou-se nesta segunda-feira, 23 de março, favoravelmente à concessão de prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

A posição do PGR foi apresentada após análise de laudos médicos anexados pela defesa, conforme informações divulgadas pela CNN Brasil.

O pedido está sob análise do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que solicitou parecer da Procuradoria-Geral da República antes de tomar decisão. A definição final caberá ao magistrado.

Em manifestação oficial, Gonet afirmou que há necessidade de mudança no regime de cumprimento de pena devido às condições de saúde do ex-presidente. — Ao ver da Procuradoria-Geral da República, está positivada a necessidade da prisão domiciliar, ensejadora dos cuidados indispensáveis ao monitoramento, em tempo integral, do estado de saúde do ex-presidente, que se acha, comprovadamente, sujeito a súbitas e imprevisíveis alterações perniciosas de um momento para o outro — declarou.

O procurador-geral também destacou a avaliação médica recente. — A evolução clínica do ex-presidente, nos termos como exposto pela equipe médica que o atendeu no último incidente, recomenda a flexibilização do regime — afirmou.

Jair Bolsonaro cumpre pena na unidade conhecida como Papudinha, no Complexo da Papuda, em Brasília. Ele está internado há mais de uma semana no Hospital DF Star, após diagnóstico de pneumonia.

China aumenta pressão contra advogados de líderes cristãos

Autoridades da China intensificaram medidas contra advogados que atuam na defesa de líderes da Igreja Sião de Pequim, grupo protestante não registrado pelo Estado. A ação ocorre no contexto da detenção do pastor Ezra Jin, preso há cerca de cinco meses.

Segundo informações divulgadas pelo The Wall Street Journal, o advogado Zhang Kai teve sua licença profissional revogada. Outros advogados ligados ao caso teriam sido advertidos ou tiveram suas licenças suspensas após reuniões com autoridades.

Representantes da igreja afirmaram, em carta, que as medidas comprometem o funcionamento do sistema de justiça. A filha do pastor, Grace Jin, declarou que a pressão sobre a defesa pode dificultar o acesso a informações sobre o estado de saúde do pai e a elaboração de sua defesa jurídica.

Ezra Jin, também conhecido como Jin Mingri, foi detido em outubro de 2025, na cidade de Beihai, na província de Guangxi. Na mesma ocasião, cerca de 30 líderes e membros da igreja foram presos ou dados como desaparecidos em cidades como Pequim, Xangai e Shenzhen. De acordo com as informações disponíveis, ao menos 18 pessoas permanecem detidas em um centro na região sul do país.

O caso ganhou repercussão internacional. O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, pediu a libertação do pastor e afirmou que a situação reflete restrições impostas pelo governo chinês a grupos religiosos não alinhados ao Estado. — A repressão demonstra a hostilidade do Partido Comunista Chinês em relação aos cristãos que rejeitam a interferência do partido em sua fé — declarou.

Ezra Jin fundou a igreja em 2007, após formação teológica nos Estados Unidos. A congregação tornou-se uma das maiores igrejas domésticas protestantes da China. Após o fechamento do templo principal em Pequim, em 2018, as atividades passaram a ocorrer principalmente por meios digitais, reunindo milhares de participantes em plataformas online.

Desde 2012, sob a liderança de Xi Jinping, o governo chinês ampliou o controle sobre organizações religiosas. A legislação do país reconhece apenas entidades autorizadas pelo Estado, como o Movimento Patriótico das Três Autonomias para protestantes e a Associação Patriótica Católica Chinesa para católicos. Grupos não registrados enfrentam vigilância, restrições e, em alguns casos, detenções.

Relatos indicam que, antes da prisão, o pastor estava sob monitoramento e impedido de deixar o país. Após a detenção, a família perdeu contato com ele, e não há confirmação pública sobre eventual acusação formal, segundo informações do portal The Christian Post.

Organizações de direitos humanos afirmam que o caso reflete um padrão mais amplo de pressão sobre comunidades religiosas independentes na China, especialmente aquelas que atuam fora das estruturas reconhecidas pelo governo.

Famílias usam quase 30% do orçamento para pagar dívidas e juros

O endividamento das famílias brasileiras atingiu o nível mais alto dos últimos 20 anos, segundo dados do Banco Central do Brasil. As informações indicam que, desde outubro do ano passado, as famílias passaram a destinar cerca de 29% da renda ao pagamento de compromissos financeiros.

Desse total, 10,38% correspondem ao pagamento de juros, enquanto 18,81% referem-se à amortização do valor principal das dívidas. O cenário ocorre em um contexto de aumento do crédito e maior pressão sobre o orçamento doméstico.

Os dados também apontam crescimento da inadimplência. Entre o fim do ano passado e janeiro deste ano, 6,9% dos consumidores ficaram em atraso, ante 5,6% no mesmo período do ano anterior. O avanço atinge principalmente famílias de menor renda, que recorrem com maior frequência a linhas de crédito com juros elevados.

Entre as modalidades, o cartão de crédito rotativo concentra o maior índice de inadimplência, com 63,5% em janeiro. Em seguida aparecem o cheque especial, com 16,5%, e o cartão parcelado, com 13%.

No mesmo período, houve aumento no uso dessas modalidades. Os empréstimos rotativos cresceram 31,2% entre janeiro de 2025 e janeiro deste ano. O crédito parcelado avançou 18,3%, enquanto o cheque especial registrou alta de 13,8%.

O Banco Central estabeleceu limites para os encargos no cartão de crédito rotativo. Pela regra em vigor, o total de juros e tarifas não pode ultrapassar 100% do valor original da dívida. Dessa forma, uma dívida de R$ 100 não pode superar R$ 200 após a aplicação desses custos, segundo informações da revista Oeste.