Qual o chamado do cristão no fim dos tempos? Piper responde

O pastor e teólogo John Piper afirmou que o principal chamado dos cristãos diante de crises globais não é viver em estado de medo ou especulação sobre o fim dos tempos. Segundo ele, a resposta bíblica deve ser marcada por fidelidade ao Evangelho e vigilância espiritual.

A declaração foi feita em resposta a uma pergunta publicada no ministério Desiring God. O questionamento abordava o papel dos cristãos diante das descrições de Jesus sobre os últimos tempos registradas no Evangelho de Mateus, especialmente no capítulo 24.

Orientação diante dos sinais

Segundo Piper, a intensificação de conflitos, desastres e crises pode gerar ansiedade ou especulação excessiva sobre datas e acontecimentos futuros. Para ele, a orientação bíblica não é tentar prever o momento exato do fim, mas viver com sobriedade espiritual.

O pastor afirmou que os cristãos devem permanecer vigilantes em sua vida espiritual, dedicados à oração e comprometidos com a vontade de Deus. Ele acrescentou que a expectativa pela volta de Cristo deve fortalecer a fé, e não gerar pânico.

De acordo com Piper, o maior risco para os cristãos não é interpretar incorretamente os sinais mencionados nas Escrituras. Na avaliação do teólogo, o perigo maior está em tornar-se espiritualmente insensível diante da realidade espiritual.

Impacto das notícias globais

Ao comentar o cenário mundial, Piper observou que conflitos armados, crises humanitárias e desastres naturais aparecem com frequência no noticiário. Para ele, esse fluxo constante de informações pode provocar dois efeitos principais nas pessoas.

O primeiro é o sentimento de sobrecarga emocional diante de tantas notícias negativas. O segundo é o desenvolvimento de uma espécie de insensibilidade, quando os acontecimentos deixam de provocar qualquer reação.

Segundo o teólogo, essa condição pode afetar também a percepção espiritual das pessoas. Piper afirmou que o risco é tornar-se incapaz de reconhecer a dimensão espiritual da realidade.

Interpretação bíblica

Piper afirmou que Jesus já havia mencionado a presença de guerras, fome e calamidades como parte do período que antecederia o fim da era atual. No discurso registrado em Mateus 24, esses eventos são descritos como “dores de parto”.

De acordo com o pastor, essa expressão indica que tais acontecimentos seriam sinais de um processo em desenvolvimento. Para ele, os cristãos devem compreender esses eventos dentro de uma perspectiva bíblica mais ampla.

O teólogo também destacou a advertência bíblica de que o amor de muitas pessoas esfriaria em razão do aumento da maldade. Segundo Piper, esse fenômeno espiritual pode resultar em atitudes marcadas pelo ódio e pela indiferença.

Chamado à perseverança

Apesar do cenário descrito nas Escrituras, Piper enfatizou que a resposta cristã não deve ser dominada pelo medo. Para ele, o ensinamento central de Jesus nesse contexto é o chamado à perseverança.

O pastor citou a passagem bíblica que afirma que “aquele que perseverar até o fim será salvo”. Segundo ele, essa declaração reforça a importância da fidelidade a Cristo em meio às dificuldades.

Piper acrescentou que a missão principal da igreja continua sendo a proclamação do Evangelho. Na avaliação do teólogo, essa tarefa permanece central mesmo em tempos de incerteza global.

Foco espiritual

Para o pastor, os cristãos devem manter atenção à vida espiritual enquanto enfrentam as tensões do mundo contemporâneo. Ele afirmou que a vigilância espiritual, a oração e a perseverança são atitudes essenciais nesse contexto.

Segundo Piper, o desafio não está apenas em compreender os sinais mencionados nas Escrituras, mas em permanecer fiel à fé cristã ao longo do tempo.

O teólogo concluiu afirmando que os cristãos devem viver com esperança e responsabilidade espiritual. Para ele, manter o amor ativo, permanecer vigilante e continuar anunciando o Evangelho são atitudes fundamentais enquanto aguardam a volta de Cristo.

Pesquisa Genial/Quaest mostra Flávio empatado com Lula

Até instituto esquerdista está dando empate técnico…

Se pegar a “margem de erro” de 2022, Flávio deve estar uns 7 pontos na frente. pic.twitter.com/7GwD6gI9WP

— Leandro Ruschel 🇧🇷🇺🇸🇮🇹🇩🇪 (@leandroruschel) March 11, 2026

A disputa pela Presidência da República em 2026 apresenta cenário de forte polarização entre os principais campos políticos do país, segundo pesquisa divulgada nesta quarta-feira, 11. O levantamento foi realizado pela Genial/Quaest e aponta empate entre o senador Flávio Bolsonaro e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em uma simulação de segundo turno.

De acordo com o estudo, ambos aparecem com 14% das intenções de voto nesse cenário. O resultado reflete crescimento nas menções ao senador nas últimas semanas, enquanto o presidente registrou recuo em comparação com levantamentos anteriores.

Cenários de segundo turno

Além do empate com Flávio Bolsonaro, a pesquisa também simulou disputas entre Lula e outros possíveis candidatos. Em alguns desses cenários, o presidente aparece numericamente à frente de adversários ligados ao campo de centro-direita.

Entre eles estão o governador do Paraná, Ratinho Júnior, que registra 33% contra 42% de Lula, e o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, que soma 34% frente a 44% do presidente na simulação.

Os números indicam que, entre os nomes avaliados pelo instituto, Flávio Bolsonaro aparece como o candidato da direita com maior competitividade no cenário analisado.

Situação no primeiro turno

Na simulação de primeiro turno apresentada pela pesquisa, Lula lidera com 37% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro com 30%. O resultado é semelhante ao registrado em levantamento anterior do mesmo instituto, que havia indicado 37% para Lula e 31% para o senador.

Outros nomes testados aparecem com percentuais menores. Ratinho Júnior registra 7%, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, aparece com 4%, e o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, soma 3%.

A pesquisa também aponta 16% de eleitores que declararam voto branco, nulo ou indecisão sobre participação na eleição.

Influência de Jair Bolsonaro

O levantamento também analisou o impacto do apoio político do ex-presidente Jair Bolsonaro ao senador Flávio Bolsonaro. Segundo os dados, 69% dos entrevistados afirmaram ter conhecimento do apoio público do ex-mandatário à eventual candidatura do filho.

Entre os entrevistados, 47% consideram que Bolsonaro acertou ao indicar o senador como possível candidato, enquanto 39% avaliam a escolha como equivocada.

Na chamada consulta espontânea, quando os entrevistados respondem sem lista prévia de candidatos, 69% afirmaram não saber em quem votariam. Entre os nomes citados espontaneamente, Lula aparece com 18% das menções, seguido por Flávio Bolsonaro com 10%.

A pesquisa foi realizada entre 6 e 9 de março e ouviu 2.004 eleitores em diferentes regiões do país. O levantamento possui margem de erro de dois pontos porcentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%.

Avaliação do governo

O estudo também avaliou a percepção da população sobre o atual governo federal. Segundo os dados, 51% dos entrevistados disseram desaprovar a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, enquanto 44% afirmaram aprovar o governo.

Outros 5% dos entrevistados declararam não saber ou preferiram não responder, de acordo com a revista Oeste.

De acordo com a série histórica apresentada pelo instituto, o índice de desaprovação permaneceu relativamente estável em relação ao levantamento anterior. Já o índice de aprovação registrou leve oscilação negativa, mantendo a tendência de queda gradual observada desde o segundo semestre de 2025.

Ator de ‘Shazam’ diz que guerra espiritual molda o mundo moderno

O ator Zachary Levi afirmou que a história bíblica do rei Davi continua oferecendo reflexões relevantes para compreender as divisões culturais contemporâneas. Em entrevistas sobre seu novo projeto audiovisual, o artista destacou que muitos conflitos atuais também podem ser interpretados à luz da guerra espiritual ignorada no debate público.

Zachary Levi apresenta e narra a série documental David: King of Israel, produção que explora a trajetória do personagem bíblico desde sua juventude como pastor de ovelhas até sua ascensão ao trono de Israel. A série combina dramatizações, comentários históricos e narração do ator para revisitar episódios marcantes da vida do rei descrito nas Escrituras.

Segundo Levi, a narrativa de Davi permanece atual porque aborda temas universais como poder, fracasso moral, arrependimento e restauração. O ator observou que a cultura contemporânea vive um período de forte polarização, no qual grupos frequentemente passam a enxergar adversários políticos ou culturais como inimigos absolutos.

Para ele, esse tipo de visão ignora a dimensão espiritual presente na tradição bíblica. Levi afirmou que muitos conflitos não se limitam apenas a disputas sociais ou políticas, mas também envolvem ideias e valores que moldam a forma como as pessoas enxergam umas às outras.

Criado em um lar cristão, o ator relatou que desde a infância foi incentivado a considerar a existência de uma realidade espiritual além do mundo material. Segundo ele, essa perspectiva ajuda a compreender a complexidade da natureza humana e episódios históricos marcados por violência ou degradação moral.

Na avaliação do artista, a história do rei Davi continua relevante justamente porque apresenta um personagem profundamente humano. Embora descrito nas Escrituras como “um homem segundo o coração de Deus”, Davi também é retratado cometendo erros graves, como o adultério com Bate-Seba e a morte de Urias, marido da mulher.

Levi afirmou que esse contraste entre falha e arrependimento torna a narrativa particularmente acessível ao público contemporâneo. Para o ator, a experiência de Davi reflete o dilema humano entre fragilidade moral e busca por redenção.

Ele destacou que a tradição bíblica enfatiza não apenas os erros de figuras religiosas, mas também o processo de reconhecimento das falhas e retorno a Deus. Na visão do artista, esse elemento ajuda a explicar por que a história permanece relevante mesmo após milênios.

O ator também comparou a narrativa de Davi com a história de Jesus Cristo. Segundo Levi, enquanto Jesus representa para os cristãos o modelo perfeito de vida e fé, Davi aparece nas Escrituras como um personagem marcado por contradições humanas mais facilmente identificáveis pelo público.

Para Levi, compreender essa dinâmica também influencia a forma como as pessoas lidam com erros cometidos por outros indivíduos. Ele afirmou que enxergar apenas a maldade em quem comete crimes ou falhas pode levar à desumanização, enquanto a tradição cristã enfatiza a possibilidade de transformação e arrependimento.

O ator citou iniciativas de ministérios cristãos voltados a presídios como exemplos de ações que buscam promover mudanças de vida por meio da fé. Segundo ele, esse tipo de trabalho reflete a mensagem central de restauração presente na história bíblica.

Levi acrescentou que a narrativa de Davi ilustra a tensão constante entre natureza humana e chamado espiritual. Em sua interpretação, a Bíblia retrata repetidamente líderes e personagens que falham, mas que também encontram caminhos de reconciliação com Deus.

Além da nova série, o ator possui uma carreira consolidada em Hollywood. Ele ganhou reconhecimento ao protagonizar a série televisiva Chuck, participou da animação Enrolados e interpretou o herói principal no filme Shazam!.

Apesar do sucesso na indústria do entretenimento, Levi afirmou que procura orientar sua vida por princípios inspirados na fé cristã. Entre eles, citou a importância da humildade, da gratidão e da confiança em Deus como fundamentos para a vida espiritual.

Segundo o ator, a humildade significa reconhecer que o ser humano não ocupa o centro da realidade. Já a gratidão e a confiança estariam ligadas à disposição de aceitar circunstâncias que muitas vezes escapam ao controle individual.

Levi disse esperar que a série sobre o rei Davi ajude espectadores a perceber que muitos conflitos enfrentados atualmente não são totalmente novos. Para ele, a história bíblica revela que tensões morais e espirituais acompanham a humanidade desde seus primórdios.

O ator afirmou que pretende continuar usando sua carreira artística como espaço para transmitir mensagens que considera positivas. Embora algumas pessoas tenham sugerido que ele poderia seguir carreira política ou religiosa, Levi declarou preferir permanecer na área do entretenimento.

Segundo o artista, qualquer pessoa pode exercer influência espiritual no ambiente em que vive. Para ele, atores, professores, líderes comunitários e profissionais de diferentes áreas podem compartilhar valores e convicções por meio de suas atividades cotidianas.

Segundo o The Christian Post, Levi concluiu dizendo que pretende continuar utilizando sua visibilidade pública para falar sobre fé e esperança. Em sua avaliação, histórias bíblicas como a do rei Davi permanecem relevantes porque apontam para temas universais como erro humano, perdão e transformação.

Nicodemus refuta falácia de Porchat sobre a Bíblia em podcast


O teólogo e pastor Augustus Nicodemus Gomes Lopes comentou declarações feitas pelo humorista Fábio Porchat sobre a Bíblia durante uma entrevista concedida a um podcast. A manifestação do pastor ocorreu após a circulação nas redes sociais de um trecho da entrevista em que Porchat mencionou o conteúdo bíblico ao discutir o tema do aborto.

Durante participação no Flow Podcast, Porchat questionou a influência de argumentos religiosos no debate sobre o aborto. Ao abordar o tema, ele afirmou que a narrativa bíblica da criação indicaria que a vida começa quando o ser humano passa a respirar.

Na entrevista, o humorista citou o Livro de Levítico ao mencionar a criação do ser humano. Segundo ele, a interpretação do texto bíblico não deveria ser utilizada para interferir em decisões individuais sobre o tema.

Em resposta, Nicodemus afirmou que a referência apresentada pelo humorista não corresponde ao conteúdo do livro citado. O pastor explicou que o relato da criação do ser humano está descrito no Livro de Gênesis, e não em Levítico.

Segundo o teólogo, a confusão entre os textos demonstra falta de familiaridade com a estrutura da Bíblia. Ele também contestou a caracterização feita por Porchat sobre os autores das Escrituras.

Nicodemus afirmou que os textos bíblicos foram produzidos por autores com formação intelectual relevante dentro de seus contextos históricos. Como exemplo, citou personagens reconhecidos na tradição bíblica por sua produção literária e influência cultural.

Entre eles estão o profeta Isaías, o líder israelita Moisés e o apóstolo Paulo de Tarso, conhecido por suas cartas que compõem parte do Novo Testamento.

O pastor também contestou a comparação feita por Porchat entre a criação de Adão e o desenvolvimento de um feto durante a gestação. Segundo Nicodemus, o relato bíblico descreve a criação de Adão como um ato único, distinto do processo biológico de formação de um ser humano.

Para o teólogo, interpretações imprecisas de textos bíblicos frequentemente surgem quando as Escrituras são citadas fora de seu contexto. Ele afirmou que críticas ao conteúdo da Bíblia devem considerar o conjunto da obra e seu contexto histórico e literário.

Nicodemus concluiu dizendo que debates sobre temas morais e religiosos devem partir de interpretações adequadas das fontes citadas, a fim de evitar equívocos na compreensão do conteúdo bíblico.

Evangelistas batizam novos convertidos na Avenida Paulista; Veja

Um grupo de evangelistas realizou uma ação de evangelização na Avenida Paulista no domingo, 8, durante uma mobilização organizada pela IDE Escola Missionária. Segundo os organizadores, a atividade resultou em decisões de fé, orações públicas e batismos realizados durante a ação.

A iniciativa reuniu alunos da escola missionária que percorreram diferentes áreas da São Paulo com o objetivo de compartilhar a mensagem cristã. Durante a atividade, um jovem abordado pela equipe declarou aceitar a fé cristã e decidiu ser batizado no mesmo momento.

O batismo foi realizado em uma banheira inflável instalada na calçada próxima à avenida. A cerimônia foi conduzida pelo evangelista Allan Machado, que liderava a equipe responsável pela evangelização, mesmo sob chuva.

O teólogo Pedro Pôncio afirmou em vídeo publicado nas redes sociais que presenciou o momento. Segundo ele, havia também uma manifestação pública ocorrendo nas proximidades durante a realização do batismo.

Outro batismo durante a ação

De acordo com os organizadores, outro homem abordado durante a evangelização também decidiu receber o batismo. A equipe relatou que ele já tinha contato anterior com a mensagem cristã.

Segundo os evangelistas, durante momentos de oração o homem manifestou comportamentos que eles interpretaram como uma experiência espiritual de libertação. Após a oração, ele declarou publicamente sua fé cristã.

O evangelista Allan Machado relatou que o batismo foi realizado após o homem afirmar sua decisão de seguir a fé cristã. Em seguida, ele foi batizado na mesma estrutura utilizada durante a ação.

Evangelismo em outras regiões

A mobilização na Avenida Paulista integrou a ação missionária chamada Ide Outreach. O projeto reuniu cerca de 20 missionários que realizaram evangelização em ruas, praças, terminais de transporte, comércios e ônibus da cidade.

Segundo a organização, a meta inicial era alcançar 1.000 pessoas durante dez dias de evangelização. Ao final das atividades, a escola missionária informou que 1.010 pessoas declararam decisão de fé durante as ações realizadas na cidade.

Em publicação nas redes sociais, a instituição afirmou que a mobilização incluiu orações públicas, conversas com moradores e transeuntes e acompanhamento espiritual de pessoas interessadas na fé cristã.

A escola missionária declarou que o objetivo da ação foi compartilhar a mensagem cristã em espaços urbanos e incentivar novos convertidos a se conectarem com igrejas locais e comunidades de fé, de acordo com o Guia-me.

CPI do Banco Master reúne assinaturas para ser aberta no Senado

O senador Alessandro Vieira, filiado ao Movimento Democrático Brasileiro, anunciou ter reunido assinaturas suficientes para apresentar no Senado Federal um pedido de criação de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). A proposta prevê investigar possíveis vínculos entre ministros do Supremo Tribunal Federal e o banqueiro Daniel Vorcaro.

Segundo o parlamentar, o requerimento já conta com 29 assinaturas, número superior ao mínimo necessário para abertura de uma CPI. O regimento do Senado exige o apoio de um terço dos 81 senadores, equivalente a 27 assinaturas.

A investigação proposta mencionaria os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. O objetivo, de acordo com Vieira, seria permitir que o Senado apure institucionalmente eventuais relações entre os magistrados e o empresário.

O senador afirmou que a coleta de assinaturas continuará antes do protocolo oficial do pedido. “Vamos continuar a coleta até um número mais seguro e, em seguida, o pedido será protocolado”, declarou.

Vieira acrescentou que a iniciativa busca esclarecer os fatos sem conclusões antecipadas. Segundo ele, a investigação pretende contribuir para reforçar a confiança pública nas instituições.

A proposta de CPI surge em meio ao avanço das investigações relacionadas ao Banco Master. Nos últimos meses, operações conduzidas pela Polícia Federal apontaram suspeitas de crimes financeiros envolvendo empresas ligadas a Vorcaro.

Entre os crimes investigados estão fraude financeira, lavagem de dinheiro e obstrução de Justiça. As apurações também têm analisado possíveis conexões do grupo empresarial com diferentes atores do sistema político e institucional.

O requerimento da CPI menciona informações provenientes de investigações e reportagens que indicariam possíveis contatos ou relações indiretas entre o banqueiro e integrantes do Judiciário. A comissão teria como objetivo verificar se eventuais vínculos pessoais, institucionais ou financeiros poderiam ter influenciado decisões relacionadas ao caso.

O tema também passou a ser debatido em outras frentes no Congresso Nacional. Parlamentares apresentaram requerimentos para convocação de investigados e pedidos de quebra de sigilo em comissões que analisam possíveis irregularidades envolvendo o banco.

Com o número mínimo de assinaturas já obtido, o próximo passo será o protocolo formal do requerimento no Senado. Após essa etapa, caberá ao presidente da Casa, Davi Alcolumbre, filiado ao União Brasil, avaliar a leitura do pedido em plenário.

Caso o requerimento seja oficialmente apresentado e atendidos os requisitos regimentais, o Senado poderá instalar a comissão parlamentar de inquérito para conduzir as investigações previstas no documento, conforme informado pela revista Oeste.

Fé cristã e dinossauros: perspectivas sobre a ciência e a Bíblia

A relação entre a narrativa bíblica da criação e as evidências científicas da existência dos dinossauros tem gerado reflexões e debates entre cristãos ao redor do mundo. Para muitos fiéis que cresceram em ambientes eclesiásticos, o tema dos grandes répteis pré-históricos simplesmente não era abordado nos cultos ou estudos bíblicos, enquanto nas escolas as informações sobre esses animais eram apresentadas como fatos científicos consolidados.

A ausência de menção explícita aos dinossauros nas Escrituras levanta questionamentos naturais entre os cristãos: se Deus criou todas as coisas, por que a Bíblia não fala sobre essas criaturas? A resposta, segundo teólogos e estudiosos, pode estar no propósito fundamental do texto sagrado, que não é fornecer um tratado científico ou listar todas as espécies criadas, mas revelar o relacionamento de Deus com a humanidade e seu plano redentor.

Criaturas enigmáticas nas Escrituras

O livro de Jó menciona duas criaturas extraordinárias que alguns estudiosos associam a possíveis referências a animais de grande porte: o Beemote e o Leviatã. Em Jó 40:15-18, o Beemote é descrito como uma criatura de força incomparável, com cauda que se move como um cedro e ossos comparados a tubos de bronze. Já o Leviatã aparece nos Salmos 74:13-14 e 104:25-26, descrito como um monstro marinho com múltiplas cabeças.

Interpretações variam quanto à natureza dessas criaturas. Alguns estudiosos sugerem que o Beemote poderia ser uma referência poética a animais como hipopótamos ou rinocerontes, enquanto o Leviatã poderia representar crocodilos ou mesmo criaturas mitológicas usadas para ilustrar o poder divino sobre as forças do caos. A ausência de consenso sobre essas passagens contribui para diferentes posicionamentos entre cristãos sobre a existência de dinossauros.

Debate sobre a idade da Terra

Um dos pontos centrais da discussão envolve a interpretação dos seis dias da criação narrados no livro de Gênesis. Para cristãos que adotam uma leitura literal do texto bíblico, a Terra teria aproximadamente seis mil anos, o que entraria em conflito com as datações científicas que situam os dinossauros em um período entre 230 e 65 milhões de anos atrás.

A organização Answers in Genesis, dedicada à defesa do criacionismo bíblico, sustenta que a Terra possui cerca de seis mil anos e que os métodos de datação radiométrica seriam imprecisos. Em contrapartida, defensores da datação radiométrica argumentam que as técnicas desenvolvidas desde o início do século XX são confiáveis e consistentes.

O apóstolo Pedro, em sua segunda carta (3:8), escreveu que “para o Senhor, um dia é como mil anos, e mil anos como um dia”. Essa passagem é frequentemente citada por cristãos que consideram a possibilidade de que os dias da criação não precisem ser interpretados como períodos literais de 24 horas, abrindo espaço para conciliação com as evidências científicas de uma Terra antiga.

Diferentes abordagens entre cristãos

A comunidade cristã não possui uma posição uniforme sobre a questão dos dinossauros e da idade da Terra. Richard Carlson, ex-professor visitante do Fuller Theological Seminary, recomendava aos pais que não criassem conflitos desnecessários para seus filhos em relação ao tema. Em seus escritos, ele afirmou que “é muito provável que os dinossauros tenham vivido na Terra há milhões de anos, tenham sido extintos há mais de 60 milhões de anos e que são uma parte maravilhosa da criação de Deus”.

Por outro lado, cientistas vinculados a organizações como Answers in Genesis mantêm a posição da Terra jovem, sugerindo que os dinossauros foram criados no sexto dia da criação, juntamente com os demais animais terrestres. Segundo essa perspectiva, Adão teria nomeado essas criaturas, e elas podem não ter sido incluídas na arca de Noé, tendo sido extintas posteriormente, talvez durante o dilúvio ou em eventos subsequentes.

Hope Bolinger, escritora cristã, oferece uma perspectiva conciliadora em seu artigo “O que a Bíblia diz sobre dinossauros”. Ela observa que a existência dessas criaturas “deixa uma marca indelével no registro geológico, seus restos fossilizados testemunham um tempo muito passado. Como cristãos, somos lembrados da vastidão da criação de Deus, que se estende muito além da nossa compreensão”.

Fé, ciência e admiração pelo Criador

Especialistas consultados destacam que a Bíblia não foi escrita com o propósito de oferecer um tratado científico. Seu objetivo central, segundo a teologia cristã, é revelar o amor de Deus e seu plano redentor para a humanidade por meio de Jesus Cristo. A existência de fósseis de dinossauros é amplamente documentada pela paleontologia, com esqueletos completos encontrados em diferentes partes do mundo.

Para muitos cristãos, essas evidências não representam ameaça à fé, mas antes ampliam a admiração pela criatividade e soberania divinas. A possibilidade de que Deus tenha criado criaturas gigantescas que posteriormente foram extintas não contradiz necessariamente as Escrituras, uma vez que o texto bíblico não especifica que todas as espécies criadas deveriam necessariamente sobreviver até os dias atuais.

A posição mais equilibrada, segundo teólogos e cientistas cristãos consultados, envolve reconhecer que tanto a fé quanto a ciência oferecem contribuições valiosas para a compreensão da realidade. Enquanto a ciência investiga os mecanismos e a história do mundo natural, a fé oferece significado e propósito à existência.

O mistério da criação

O escritor da carta aos Hebreus (12:2) exorta os cristãos a fixarem os olhos em Jesus, “autor e consumador da fé”. Para muitos crentes, essa orientação implica que questões periféricas, como a idade exata da Terra ou a lista completa de criaturas criadas, não devem ocupar o centro da vida espiritual nem abalar a confiança no Criador.

A diversidade de opiniões entre cristãos sobre os dinossauros reflete, em última análise, a complexidade de interpretar um texto antigo à luz de descobertas científicas modernas, bem como a humildade necessária para reconhecer os limites do conhecimento humano diante do mistério da criação.

Como observa um professor de geologia de uma faculdade cristã, que viaja pelo mundo estudando sítios arqueológicos, é possível discutir diferentes teorias sobre a idade da Terra em sala de aula enquanto se mantém a fé no Criador. A contemplação da natureza, desde o menor inseto até as galáxias distantes, pode, segundo essa perspectiva, aproximar o ser humano do coração de Deus.

A mensagem central permanece: independentemente da posição adotada sobre os dinossauros ou a idade da Terra, o fundamento da fé cristã está na pessoa de Jesus Cristo e em sua obra redentora, um fato que, para os crentes, transcende qualquer debate científico ou interpretativo. Com: Comunhão.

Pesquisadora que critica movimento trans é absolvida pela Justiça

A pesquisadora e influenciadora digital Nine Borges foi absolvida em um inquérito conduzido pela Polícia Federal no Distrito Federal. A investigação apurava acusações de transfobia com base na interpretação da legislação brasileira que equipara discriminação por identidade de gênero ao crime de injúria racial.

O procedimento foi aberto após representação apresentada por Symmy Larrat, atual chefe da Secretaria Nacional LGBTQIA+, vinculada ao Ministério dos Direitos Humanos.

A investigação teve origem em publicações feitas por Borges nas redes sociais em 2024. Em um vídeo, a pesquisadora apresentou dados sobre repasses de recursos públicos para organizações da sociedade civil ligadas à pauta LGBT.

Segundo ela, as informações foram obtidas no Portal da Transparência. Os dados indicariam transferências superiores a R$ 5 milhões para organizações do setor, incluindo mais de R$ 3 milhões destinados à Aliança LGBTI+.

De acordo com a pesquisadora, a entidade passou a operar um projeto denominado “Plataforma do Respeito”. Borges também afirmou ter identificado possíveis irregularidades relacionadas ao endereço de registro de organizações envolvidas.

Segundo seu relato, diferentes entidades com registros jurídicos distintos teriam compartilhado o mesmo endereço. Entre elas estaria uma organização anteriormente presidida por Larrat.

Após a divulgação do conteúdo, Larrat apresentou representação contra a pesquisadora, alegando que as declarações configurariam transfobia. Borges, que reside no Reino Unido há mais de uma década, informou ter sido intimada por e-mail no decorrer da investigação.

Para acessar os autos do processo, a pesquisadora declarou ter contratado representação jurídica. Segundo ela, os custos foram cobertos por meio de campanha pública de arrecadação.

Borges afirmou ainda que o foco da investigação deveria ter sido a análise dos repasses de recursos públicos. Em entrevista à revista Oeste, declarou que considerou inadequada a abertura de investigação contra quem apresentou a denúncia.

Além do caso no Distrito Federal, Borges também é alvo de outro inquérito conduzido pela Polícia Federal no estado de Minas Gerais. A investigação está relacionada a declarações feitas pela pesquisadora durante participação no podcast Inteligência Ltda..

Nesse episódio, ela comentou políticas públicas relacionadas à pauta LGBT e criticou o que chamou de influência ideológica em instituições públicas.

O procedimento ainda aguarda decisão da delegada responsável pela investigação, que conduziu o depoimento da pesquisadora recentemente.

Ausência paterna e seus impactos: os desafios da paternidade

Dados recentes do Departamento do Censo dos Estados Unidos indicam que aproximadamente 23% das crianças norte-americanas vivem sem a presença do pai biológico em seus lares. Os números, que refletem uma realidade preocupante, são acompanhados por estatísticas que correlacionam a ausência paterna a maiores índices de vulnerabilidade social e emocional entre crianças e adolescentes.

De acordo com levantamentos citados por especialistas, crianças criadas sem a figura paterna apresentam cinco vezes mais chances de viver em situação de pobreza e até nove vezes mais probabilidade de abandonar os estudos precocemente.

Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) também associam a ausência do pai a maior propensão ao envolvimento com drogas, início precoce da vida sexual, quadros de depressão e taxas elevadas de suicídio entre jovens.

Realidade brasileira

Embora os dados sejam norte-americanos, o fenômeno da ausência paterna encontra paralelos no Brasil. Levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) realizado em 2022 apontou que mais de 5,5 milhões de crianças brasileiras não possuem o nome do pai registrado em suas certidões de nascimento.

O número, embora não represente necessariamente abandono em todos os casos, acende alerta sobre a fragilidade da presença masculina na estrutura familiar do país.

Perspectiva religiosa e social

Tony Perkins, presidente do Family Research Council (FRC), organização que acompanha políticas familiares nos Estados Unidos, destaca que a paternidade transcende a função de provedor material.

Em declaração recente, ele afirmou que “a paternidade não é um papel casual para os medianos; é um chamado ordenado por Deus que assegura a identidade de um lar e, por extensão, a vitalidade de uma república”.

Perkins observa que pais espiritualmente engajados contribuem não apenas para o fortalecimento dos vínculos familiares, mas também para indicadores de saúde pública e estabilidade social.

“Famílias que cultuam e estudam juntas apresentam taxas significativamente menores de criminalidade, abuso de drogas, depressão e tentativas de suicídio”, afirmou, citando estudos conduzidos pela Universidade de Michigan e pelo Pew Research Center.

As pesquisas mencionadas indicam que a presença física e emocional do pai produz efeitos positivos duradouros, como melhora no rendimento escolar dos filhos, maior estabilidade emocional, fortalecimento dos vínculos conjugais e maior probabilidade de transmissão de valores religiosos entre gerações.

Iniciativas de engajamento paterno

Como resposta a esse cenário de ausência paterna, o Family Research Council lançou o Desafio Bíblico Familiar de 21 Dias, programado para iniciar em 11 de junho. A proposta consiste na reserva diária de aproximadamente 15 minutos para leitura bíblica em família, com atividades complementares adaptadas por faixa etária.

Perkins defende que a iniciativa representa mais que uma prática devocional, configurando-se como intervenção preventiva com resultados mensuráveis. “Fortalecer a vida espiritual do lar não é apenas uma prioridade teológica; é uma estratégia comprovada de saúde pública”, sustentou.

A paternidade como construção

O presidente do FRC reconhece os desafios enfrentados por muitos homens que não tiveram exemplos paternos em suas próprias trajetórias. “Pais e avós precisam entender que nunca é tarde demais para melhorar”, afirmou, defendendo que a paternidade intencional não exige perfeição, mas disposição para o envolvimento.

A parábola do filho pródigo, registrada no Evangelho de Lucas (capítulo 15), é frequentemente citada por líderes religiosos como ilustração do modelo paterno baseado no acolhimento. Na narrativa, o pai que espera, recebe e celebra o retorno do filho é apresentado como exemplo de postura pastoral e amorosa, distante de autoritarismo ou omissão.

Especialistas observam que, em sociedades onde o desempenho profissional e as conquistas externas ganham protagonismo, a função paterna corre o risco de ser reduzida a uma figura periférica. A ruptura com esse padrão, segundo eles, passa pela valorização da liderança espiritual do lar, compreendida não como imposição, mas como guia fundamentada na escuta e no cuidado.

A transmissão da fé entre gerações, a construção de memórias afetivas e o exemplo cotidiano constituem, na visão dos estudiosos, heranças que transcendem a existência individual e contribuem para o fortalecimento do tecido social como um todo. Com: Comunhão.

Judeu se converte após ler o Novo Testamento para refutar Jesus

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O norte-americano Ed Grifenhagen afirma que sua jornada espiritual começou com a intenção de refutar o cristianismo. Hoje pregador e escritor cristão nos Estados Unidos, ele relata que decidiu estudar a Bíblia com o objetivo inicial de contestar a fé cristã.

Grifenhagen contou sua experiência em entrevista à emissora CBN News. Segundo ele, cresceu em uma família judaica praticante e nunca havia recebido ensinamentos sobre o evangelho de Jesus Cristo.

Aos 35 anos, decidiu ler a Bíblia para entender melhor as crenças que pretendia criticar. “Pensei que, se eu não acreditava, precisava ler aquilo que estava rejeitando”, afirmou.

Entre janeiro e setembro de 2000, ele leu todo o Antigo Testamento. Ao concluir a leitura, disse ter ficado com a sensação de que a narrativa não estava completa.

Segundo seu relato, naquele momento decidiu ler também o Novo Testamento. Como não possuía uma Bíblia completa, ele afirmou ter comprado o livro em uma livraria cristã.

Grifenhagen contou que entrou no estabelecimento de forma discreta, temendo a reação de familiares. “Eu estava preocupado que meu pai me visse entrando em uma livraria cristã”, disse.

Durante esse período, ele também passou a ler obras de autores cristãos. Entre os livros que estudou estavam trabalhos dos apologistas Josh McDowell e Lee Strobel.

Segundo Grifenhagen, a leitura combinada da Bíblia e desses autores influenciou suas reflexões. Após cerca de um ano de estudo, ele afirmou ter chegado a uma conclusão diferente da que esperava no início.

O momento decisivo, segundo seu testemunho, ocorreu em 17 de janeiro de 2001. Nesse dia, ele disse ter percebido que acreditava na mensagem bíblica: “Percebi que acreditava em cada palavra daquele livro”, relatou.

Na ocasião, Grifenhagen afirmou ter feito uma oração pedindo salvação e passou a declarar fé em Jesus como o Messias.

Após sua conversão, ele disse ter continuado estudando as Escrituras com mais profundidade. Segundo ele, análises posteriores da Bíblia reforçaram sua convicção religiosa.

Grifenhagen afirma que, em sua interpretação, diversos textos bíblicos apontam para a figura de Jesus desde o início da narrativa das Escrituras.

Hoje, ele atua como pregador e escritor cristão, compartilhando seu testemunho e suas reflexões sobre fé e estudo bíblico em diferentes contextos religiosos nos Estados Unidos.