Pressão e verdade: 2 anos de guerra entre Israel e Hamas

Há dois anos, em 07 de outubro de 2023, combatentes do Hamas invadiram Israel, mataram 1.200 pessoas e sequestraram 251. Passado esse período, aumentou a pressão internacional para que Israel encerre a ofensiva contra o Hamas.

O ex-soldado das Forças de Defesa de Israel (IDF) que se identifica como “Irmão Y”, judeu que professa fé em Jesus e serve no Global Catalytic Ministries, avalia que parte desse cenário decorre da cobertura da mídia.

Segundo ele, a imprensa “tem sido quase unânime na pressão contra Israel”. O Irmão Y afirma que, com frequência, “você verá imagens de soldados israelenses com armas, sem entender o que estão fazendo” e que, “quase 100% das vezes você vê a população sofrendo”.

Para ele, esse recorte “torna fácil perder o senso crítico” ao reagir apenas à emoção: “Graças a Deus, as pessoas têm um coração e se guiam pelas emoções que Deus lhes dá. Mas isso pode realmente distorcer a visão da realidade e do que está acontecendo”.

O conflito produziu um alto número de vítimas em Gaza. O Ministério da Saúde palestino, administrado pelo Hamas, alega que houve mais de 67 mil mortos. O Irmão Y diz que esses números “partem o coração, especialmente como pessoas de fé”. Ele acrescenta que também há dor em Israel: “Posso dizer que parte o coração do meu povo Israel, que ainda não é seguidor do Messias. Há uma grande tristeza, muitas discussões, muitos protestos. ‘Vamos tentar encontrar uma maneira melhor de fazer isso’”.

Em setembro de 2025, um inquérito das Nações Unidas anunciou a conclusão de que Israel cometeu genocídio em Gaza. O Irmão Y rejeita essa acusação. “Em todas as cidades controladas pela Autoridade Palestina, não há judeus”, afirma. “Em Israel, há cerca de 2 milhões de árabes vivendo com plenos direitos, diferentemente de qualquer outro país do Oriente Médio. Eles têm pleno direito ao voto e ao protesto. Portanto, não há apartheid. Não há genocídio. Há dois anos, um genocídio poderia ter ocorrido em uma semana, se quiséssemos, com o armamento que Israel possui”.

Ele diz falar de forma direta porque conversa com pessoas que, segundo relata, mudaram de posição em relação a Israel. “[Eles] costumavam apoiar — em geral, não tudo”, observa. “Nem eu apoio tudo o que meu governo faz. Mas [muitos] geralmente apoiariam Israel, mas agora viraram as costas, principalmente por causa da lavagem cerebral da mídia”.

O Irmão Y ressalta que o inimigo de Israel é o Hamas, não os palestinos. Ele lembra que a carta original do grupo, de 1988, embora revisada posteriormente, previa a aniquilação de Israel. Cita também um estudo publicado online pela Cambridge University Press que analisou o ataque de 07 de outubro de 2023 e concluiu que as ações do Hamas atendem aos critérios de genocídio previstos no direito internacional.

Em sua perspectiva de fé, o Irmão Y afirma que há um Messias a quem recorrer em meio ao sofrimento. “O servo sofredor do Senhor, que veio ao nosso sofrimento humano e disse: ‘Não se trata de quem está certo, nem de vocês, nem dos seus inimigos, nem das pessoas do outro lado. É ‘estamos todos errados’. Todos nós pecamos contra o Deus poderoso. Deus estendeu a mão e nos perdoou, Seus antigos inimigos, e nos tornou amigos e membros da família de Deus’”.

Ao ouvir essa mensagem, um judeu israelense perguntou ao Irmão Y se seria possível uma mudança de coração após tanta dor: “Por mais incrível que esta mensagem pareça, você realmente acha que corações podem mudar? Pessoas que sofreram tanto em ambos os lados podem, de repente, largar suas armas e dizer: ‘Sim, eu vejo este Messias sangrando. Eu vejo o servo sofredor do Senhor’?”. O Irmão Y respondeu: “Tenho visto isso repetidamente, que mesmo quando não temos respostas, olhamos para Yeshua, que sofreu, e Ele mesmo nos chama, Ele nos chama para receber Seu coração e, sobrenaturalmente, Ele nos permite perdoar ambos os lados”.

Ele relata que essa foi a sua própria história de mudança e menciona o testemunho de Corrie ten Boom como referência compartilhada em conversa com um amigo. Independentemente das posições sobre a guerra entre Israel e o Hamas, ele pede oração pelos envolvidos. “Orem por justiça e retidão. Orem por mais liberdade de informação, porque isso é muito importante. Informação e educação, mesmo como estão, podem gerar diálogo”, diz.

“Orem pelos obreiros que estão semeando as sementes do evangelho. Orem para que o fogo, o poder do evangelho, realmente sopre sobre essas pessoas que estão saindo, porque eu creio que, eventualmente, esta é a única esperança”, conclui o interlocutor, de acordo com informações do Mission News Network.

Motivacional Café com Deus Pai ultrapassa 10 milhões de vendas

A série devocional “Café com Deus Pai”, escrita por Junior Rostirola, atingiu a marca de 10 milhões de exemplares comercializados. O anúncio foi realizado durante o evento de lançamento do sexto volume da coleção, transmitido via YouTube e em um jantar na Casa de Destino, em Alphaville, São Paulo.

O novo volume, intitulado “Porções diárias de amor”, introduz páginas interativas que propõem aos leitores a participação em uma corrente de atos de bondade. A edição inclui ainda frases destacadas, um plano de leitura bíblica e um marcador de página personalizado.

Em declaração durante o lançamento, Rostirola enfatizou a proposta central da obra. “Vivemos em um mundo em que, a cada dia, está mais difícil. Precisamos amar mais e atentar para os detalhes. Não tropeçamos em grandes montanhas, mas em pequenas pedras. É nos detalhes, nas pequenas coisas, que demonstramos o amor de Deus Pai”, afirmou o autor.

“Cada mensagem desafia o leitor a praticar um ato de bondade: pagar um café para alguém, deixar um bilhete carinhoso, ligar para uma pessoa esquecida.”

A estrutura do livro contém 365 devocionais organizados para uso diário. A obra integra um projeto ampliado que inclui as versões “Café com Deus Pai Teens” e uma coleção infantil de quatro volumes, “Café com Deus Pai Kids”.

“Se eu tivesse esse material na minha infância, minha história teria sido diferente. Por isso, preparei um conteúdo lindíssimo para abençoar as crianças e adolescentes. Precisamos investir nelas, porque o amor de Deus Pai precisa ser experimentado desde cedo”, declarou Rostirola.

A série, traduzida para sete idiomas – incluindo inglês, espanhol e italiano –, possui alcance em mercados da Europa, América Latina e Estados Unidos. Na esfera digital, o podcast homônimo apresenta mais de 170 milhões de reproduções na plataforma Spotify, posicionando-se entre os mais ouvidos do Brasil.

A trajetória pessoal de Junior Rostirola, natural de Itajaí (SC), é frequentemente associada ao impacto da obra. O autor relata ter enfrentado abusos, violência doméstica e depressão na infância e adolescência, encontrando posteriormente na fé cristã a base para seus projetos.

“Quando escrevi o primeiro ‘Café com Deus Pai’, jamais imaginei que tantas pessoas iriam se identificar com a minha história. Chegar a 10 milhões de exemplares vendidos mostra que a fé não conhece fronteiras”, afirmou, segundo a Folha Gospel.

Ficha Técnica:

Título: Café com Deus Pai 2026

Subtítulo: Porções Diárias de Amor

Autor: Junior Rostirola

Editora: Kit de Livros

Disponível: Amazon

‘Uma Nova História’: filme cristão nacional conta histórias de fé

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O cinema cristão brasileiro receberá, em 06 de novembro, o longa-metragem Uma Nova História, produção nacional que teve seu trailer divulgado e apresenta enredos centrados em vazio existencial, traumas e luto. A direção e a atuação principal são de Angela Sirino, terapeuta e pastora conhecida por trabalhos voltados à saúde emocional.

O roteiro acompanha três personagens femininas. Janete é uma influencer que, apesar da fama, enfrenta um vazio interior. Roberta é uma jovem com convulsões enigmáticas que expõem memórias e traumas reprimidos. Flávia vive o luto e busca reencontrar sentido após a perda de uma pessoa amada. As tramas se desenvolvem em paralelo para discutir pressões sociais, enfrentamento de feridas emocionais e possibilidades de cura e esperança.

Segundo material de divulgação, nos últimos três meses houve alta de interesse por termos como “dores emocionais” e “saúde mental” nas buscas do Google no Brasil. O filme se insere nesse contexto ao propor reflexão sobre autoconhecimento e a abertura à ajuda terapêutica, articulando perspectivas de fé e reconstrução pessoal.

A proposta dos realizadores é promover identificação do público e diálogo em família e nas comunidades de fé, tratando temas sensíveis com linguagem acessível. A produção apresenta a tese de que cicatrizes podem ganhar novos significados, sendo vistas como marcas de sobrevivência e transformação.

A estreia de Uma Nova História é apresentada pelos produtores como um marco para o segmento cristão nacional, que tem ampliado o alcance ao abordar pautas contemporâneas com profundidade espiritual. A distribuidora Heaven Content definiu o lançamento para o dia 06 de novembro.

Arqueólogos Identificam mural de Jesus datado de 1.600 anos

Uma equipe de arqueólogos egípcios descobriu um mural de Jesus Cristo e as ruínas de duas igrejas, datadas de aproximadamente 1.600 anos, no Deserto Ocidental do Egito. O anúncio foi formalizado em comunicado pelo Ministério do Turismo e Antiguidades do país em julho.

As estruturas que representam o mural de Jesus Cristo foram localizadas nos arredores de um antigo assentamento cristão no Oásis de Kharga, a cerca de 560 quilômetros ao sul do Cairo. A região, historicamente sustentada por fontes de água subterrâneas, serviu como ponto de passagem e habitação para diversas civilizações.

Os pesquisadores identificaram os restos de duas igrejas do período inicial do cristianismo copta. A primeira consiste em uma basílica de grandes dimensões, com um salão central e duas alas laterais. A segunda apresenta planta retangular de menor porte, circundada por sete colunas externas, contendo inscrições coptas em suas paredes internas.

Entre os achados, destacou-se um mural que retrata Jesus Cristo realizando uma cura. A imagem, considerada um exemplar raro da arte cristã primitiva, reforça a devoção a Jesus como figura sanadora e salvadora no cristianismo copta. A peça não foi divulgada em imagem, visando assegurar sua preservação.

Mohamed Ismail Khaled, Secretário-Geral do Conselho Supremo de Antiguidades, afirmou que “a descoberta ilumina uma fase crucial na história do oásis de Kharga: os primórdios do período copta no Egito”. Ele acrescentou que o achado “reforça a importância dos oásis ocidentais como centros de vida religiosa e social em múltiplas eras”.

No sítio arqueológico, também foram encontradas casas de tijolos de barro — algumas com revestimento de argamassa —, fornos, áreas de armazenamento, vasos de cerâmica e sepulturas.

Sharif Fathy, Ministro do Turismo e Antiguidades, declarou que “o achado amplia a compreensão sobre a fase de transição religiosa no Egito e evidencia a tolerância, a diversidade cultural e religística que caracterizaram a civilização egípcia”.

A Dra. Soham Ismail, Diretora-Geral de Antiguidades de Kharga, observou que a escavação que descobriu o mural de Jesus demonstrou a reutilização de construções da era romana em períodos posteriores.

“A maioria das edificações reveladas anteriormente indica que a região foi ocupada em diversas fases históricas. Identificamos estruturas romanas reaproveitadas no início do período copta e, posteriormente, durante a era islâmica”, explicou, segundo o Guiame.

Grupo de mães transforma rotina escolar com oração

Em uma escola primária holandesa, um grupo composto por dez mães e uma avó tem dedicado tempo antes do início do ano letivo para percorrer as dependências do colégio, realizando orações e declarando bênçãos em cada sala de aula. A iniciativa ocorre há quase onze anos, mas ganhou nova dimensão com o crescimento recente do grupo.

A ação teve lugar na PCBS De Parel, localizada em ‘t Harde, província de Gelderland. O diretor da instituição, Wouter Gaillard, posicionou a prática no contexto da identidade da escola. “Somos uma escola que proporciona espaço para liberdade religiosa. Ensina-se catorze turmas diariamente e é nossa missão ser um ambiente seguro”, declarou Gaillard à revista Revive Netherlands.

Gaillard enfatizou a importância da continuidade do grupo de oração, que se reúne duas vezes por mês. “Vivemos em um mundo acelerado. A oração é indispensável para manter um relacionamento com Deus. É significativo servirmos de exemplo para as crianças e seus pais. É encorajador que existam pais que reservem tempo para orar por nós”, afirmou o diretor.

A Persistência e Expansão do Grupo

Annejet, integrante do grupo desde 2014, relatou que a iniciativa começou com um número reduzido de participantes. “Durante longo período, éramos apenas duas, mas persistimos em orar por novos membros”, contou. Atualmente, o grupo é formado pelas dez mães e uma avó.

A presença constante do grupo de mães, segundo Annejet, tornou a oração uma prática mais visível dentro do ambiente escolar. “Desde o ano passado, o grupo de oração tem investido fortemente no relacionamento com professores e crianças”, observou. Além das orações, são deixados cartões de encorajamento para o corpo docente, que according to Annejet, relatam sentir-se fortalecidos e gratos.

O canal de comunicação com os professores tornou-se mais estruturado. Alguns docentes enviam pedidos de oração específicos por e-mail, detalhando situações envolvendo crianças e famílias, como doenças, falecimentos ou necessidades educacionais especiais.

“Oramos para que a escola seja um local seguro para eles, onde possam crescer e se desenvolver. Oramos também para que se sintam confortáveis em suas novas turmas e por tudo o que estiver previsto no período”, explicou Annejet.

Ações Práticas e Seus Efeitos

Um dos rituais do grupo é orar nominalmente por cada criança, professor e membro da equipe de apoio, sempre observando as normas de privacidade. “Sabemos que Deus conhece a todos, mas somos uma escola que defende o lema ‘cada criança é amada e quer ser vista, cada criança é uma pérola nas mãos de Deus’. Dessa forma, desejamos ‘vê-los’ em oração”, disse Annejet.

Com o crescimento do grupo de mães, novas ideias foram implementadas. Antes do início do ano letivo, as mulheres percorrem todas as salas de aula, a diretoria, a sala dos professores, o ginásio e outros espaços.

“Oramos especificamente pelo que acontecerá naquele ambiente ao longo do ano. Declaramos uma bênção sobre cada professor e criança. Foi algo muito especial, e sentimos que a escola nos concedeu essa liberdade”, completou, segundo o Guiame.

Outra iniciativa que envolve diretamente os alunos é uma caixa de pedidos de oração colocada no salão principal da escola. “Esperamos que isso facilite para as crianças a compreensão da oração como algo acessível a elas. É maravilhoso que estejam abertas a isso”, comentou Annejet. Sobre a resposta à caixa, ela relatou: “Estava cheia, inclusive com desenhos de crianças pequenas. Foi emocionante”.

O trabalho do grupo de mães, embora discreto, tem despertado interesse beyond da própria escola. “Quando converso com pessoas sobre nosso trabalho, elas frequentemente comentam o quanto consideram especial e dizem que se sentem inspiradas a iniciar grupos semelhantes em suas próprias escolas”, concluiu Annejet.

Yudi Tamashiro dará aulas de temas cristãos em universidade

O apresentador e influenciador digital Yudi Tamashiro informou, em vídeo publicado nas redes sociais, que começará a lecionar conteúdos de formação cristã em uma universidade dos Estados Unidos.

Segundo ele, as aulas serão ministradas de forma online, o que permitirá a conciliação com sua mudança para o Japão em novembro.

Ex-comandante do programa infantil Bom Dia & Cia, Tamashiro afirmou que recebeu o convite com surpresa e gratidão, atribuindo a oportunidade ao seu percurso de nove anos na fé cristã. “Deus realmente abre portas onde a gente nem imagina, e me sinto muito honrado por essa nova fase”, declarou.

Nas publicações, o apresentador destacou o sentido espiritual do momento vivido. “Pela obediência a Deus as pessoas têm o seu caráter transformado, a sua consciência pura e sua reputação honrada”, escreveu no Instagram.

De acordo com o próprio Yudi, o formato remoto das aulas permitirá a continuidade das atividades acadêmicas a partir do exterior. O artista já havia informado em entrevistas anteriores que pretende iniciar uma nova etapa de vida fora do Brasil a partir de novembro como missionário.

Malafaia prevê censura de Moraes diante de ato pela anistia

O pastor Silas Malafaia afirmou que o PT e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), buscam silenciar vozes conservadoras no Brasil. “É uma articulação coordenada, está tudo planejado”, declarou o líder religioso em entrevista ao programa “Foco Nacional”.

“O objetivo é calar todos os integrantes da direita que possuem opinião formada e que se posicionam publicamente”, declarou o líder da igreja Assembleia de Deus vitória em Cristo.

Durante a conversa, Malafaia fez referência ao inquérito que tramita no STF contra ele. Em março, a Corte determinou medidas cautelares que incluem a proibição de o pastor deixar o país e de manter contato com determinadas autoridades.

“O ministro [Moraes] pretende remover minhas contas das redes sociais”, afirmou. “Busca fazer o mesmo com outros líderes conservadores. É um nível de perseguição política inédito na história recente do país.”

Defesa de Anistia 

Malafaia também reforçou sua defesa por uma anistia ampla e comentou sobre a manifestação convocada para a próxima sexta-feira, 17, denominada “Marcho pela Liberdade”. O evento pretende reunir apoiadores de movimentos conservadores em frente ao Congresso Nacional.

“Optamos por uma marcha concentrada pois as alternativas eram limitadas”, explicou o pastor. “Para uma mobilização de grande porte seria necessário um praio de divulgação de pelo menos duas semanas.”

O líder religioso justificou a urgência da data ao mencionar que a proposta de anistia pode ser incluída na pauta do Senado na próxima semana. “Uma marcha tem logística mais simples que um comício de grandes proporções”, comparou. “Mesmo assim, acreditamos que teremos uma adesão significativa.”

Malafaia estimou que aproximadamente 7 mil participantes comparecerão ao ato durante o horário comercial. “É um fato relevante para o momento político”, observou. Entre os confirmados estão deputados estaduais e dois senadores da base governista. Com: Oeste.

Nicolas Cage interpreta Jesus em filme acusado de blasfêmia

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O filme Segredos do Deserto (The Carpenter’s Son), estrelado por Nicolas Cage, tem gerado ampla repercussão e críticas desde a divulgação de seu trailer em 01 de outubro pela distribuidora Magnolia Pictures. A produção é uma releitura do apócrifo Pseudo-Evangelho de Tomé, texto que apresenta narrativas não canônicas sobre a infância de Jesus.

Dirigido por Lofty Nathan, o longa acompanha José (interpretado por Cage), sua esposa Maria (vivida pela cantora FKA Twigs) e o filho adolescente Jesus (Noah Jupe) em uma jornada por uma vila remota no Egito, durante o período do domínio romano. Segundo a sinopse oficial, “uma vila remota no Egito da era romana explode em uma guerra espiritual quando um carpinteiro, sua esposa e seu filho são alvos de forças sobrenaturais”.

O enredo retrata um jovem Jesus que enfrenta tentações apresentadas por uma criança misteriosa chamada “A Estranha”, personagem que o influencia a confrontar o pai e descobrir poderes sobrenaturais. Em um dos trechos do trailer, José afirma: “Ele carrega um poder que não consegue entender”. O filme, de tom sombrio e elementos de terror, tem estreia prevista para 14 de novembro nos Estados Unidos e 20 de novembro no Brasil.

Reação do público e críticas

Após a divulgação do trailer, a produção passou a ser alvo de críticas nas plataformas digitais. No Google, a obra recebeu 1,4 estrelas de um total de cinco, refletindo a insatisfação de parte do público.

Entre os comentários mais citados, David Badin escreveu: “Uma tentativa repugnante de difamar e zombar da fé cristã. A frase mais usada na Bíblia é ‘não tenha medo’ — esse horror falso e distorcido é uma blasfêmia e tem uma agenda muito sombria”.

Outro espectador, identificado como Alex Mayer, manifestou indignação: “Como cristão ortodoxo devoto, estou profundamente chocado e indignado com o filme Segredos do Deserto. Este filme de terror, que retrata a infância de Jesus em um contexto sombrio e sobrenatural, não é apenas teologicamente questionável, mas também uma distorção desrespeitosa das Sagradas Escrituras. É uma provocação deliberada à fé cristã”.

Mayer acrescentou ainda: “Apelo a todos os fiéis para que evitem este filme e não participem da disseminação de tais obras blasfemas. Que Deus nos conceda sabedoria e coragem para preservar nossa fé e condenar tais profanações”.

Outros internautas expressaram sentimentos semelhantes. Um deles comentou: “Há muitas coisas neste mundo com as quais se pode brincar, mas esta certamente não é nenhuma delas. Desconsiderar Jesus, o Salvador do mundo, só para ser famoso ou ganhar dinheiro, é a prova de que o fim está próximo. Espero que todos os envolvidos neste filme se voltem para Jesus e vejam a pessoa maravilhosa que Ele é”.

Dependência digital: psicóloga fala sobre vício de crianças em tela

A psicóloga e pedagoga Cassiana Modolo Tardivo lançou o livro “Resgate seu Filho das Telas: Vença a Dependência Digital e Restaure o Vínculo Familiar”, pela Editora Vida. A publicação aborda os desafios de criar crianças em um ambiente saturado por estímulos digitais.

A autora, que possui especialização em Neuroaprendizagem e Dependência Tecnológica, baseia-se em sua experiência clínica e pedagógica para discutir a influência de dispositivos digitais no desenvolvimento infantil.

A obra lista uma série de preocupações associadas ao uso excessivo de telas, entre as quais alterações no padrão de sono, quadros de ansiedade, isolamento social e diminuição do interesse por atividades offline.

O livro também alerta para riscos específicos do ambiente digital, como exposição a conteúdos inadequados, práticas de cyberbullying e envolvimento em desafios online potencialmente perigosos. No campo físico e cognitivo, a autora cita estudos que correlacionam o uso prolongado de telas com dificuldades de atenção, aumento do sedentarismo e queda no rendimento acadêmico.

Em um trecho da obra, na página 143, Tardivo afirma: “O desenvolvimento das crianças que é comprometido pelo uso de telas e sua consequente privação de experiências e estímulos do ambiente pode ser irrecuperável.”

A proposta central do livro é fornecer estratégias para que famílias possam mediar o uso da tecnologia. A abordagem sugerida contra a dependência digital inclui a criação de rotinas familiares estruturadas, a mediação ativa do conteúdo consumido e a promoção de um ambiente doméstico que priorize a interação presencial.

A autora defende a substituição progressiva do tempo de tela por atividades como brincadeiras não dirigidas, contemplação da natureza e conversas face a face.

“Temos perdido filhos dentro dos quartos”, declarou a psicóloga, em referência à dinâmica de isolamento em ambientes familiares.

A publicação surge em um momento de crescente discussão entre profissionais de saúde e educação sobre os impactos do uso de tecnologia digital em crianças e adolescentes. Organizações de pediatria em diversos países, incluindo o Brasil, têm emitido recomendações que limitam o tempo de exposição a telas para diferentes faixas etárias.

Ficha Técnica:

  • Título: Resgate seu Filho das Telas

  • Subtítulo: Vença a Dependência Digital e Restaure o Vínculo Familiar

  • Autora: Cassiana Modolo Tardivo

  • Editora: Vida

  • Onde comprar: Disponível nas principais livrarias do país e plataformas online.

Sobre a autora: Cassiana Tardivo é pedagoga e psicóloga, com especializações em Psicopedagogia e Neuroaprendizagem. Atua em consultório particular e presta consultoria para instituições educacionais e projetos sociais. Mora em Campinas (SP) com a família.

Igreja da Inglaterra elege bispa como líder máxima pela 1ª vez

A bispa de Londres, Sarah Mullally, foi anunciada como a 106ª Arcebispa de Canterbury, após um processo de seleção conduzido ao longo de vários meses pela Comissão de Nomeações da Coroa. Mullally torna-se a primeira mulher a ocupar o cargo máximo da Igreja da Inglaterra, função que também a torna líder espiritual da Comunhão Anglicana mundial. Desde 2018, ela exercia o episcopado em Londres.

Ao comentar sua nomeação, Mullally declarou: “Ao responder ao chamado de Cristo para este novo ministério, faço-o com o mesmo espírito de serviço a Deus e aos outros que me motivou desde que cheguei à fé, quando era adolescente”. Ela afirmou ainda: “Em cada etapa dessa jornada, ao longo da minha carreira de enfermagem e do ministério cristão, aprendi a ouvir atentamente as pessoas e a gentil inspiração de Deus para buscar unir as pessoas e encontrar esperança e cura”.

A futura arcebispa acrescentou que deseja “encorajar a Igreja a continuar a crescer na confiança no Evangelho, a falar do amor que encontramos em Jesus Cristo e a que ele molde as nossas ações”. Disse também estar “ansiosa para compartilhar esta jornada de fé com milhões de pessoas que servem a Deus e suas comunidades em paróquias por todo o país e em toda a Comunhão Anglicana global”. Sobre a responsabilidade do novo cargo, afirmou: “Sei que é uma responsabilidade enorme, mas a encaro com uma sensação de paz e confiança em Deus para me carregar como Ele sempre fez”.

O Arcebispo de York, Stephen Cottrell, participou do processo de seleção como membro da Comissão de 20 integrantes. O Lord Evans de Weardale, presidente do grupo, destacou a relevância da escolha: “Foi um grande privilégio presidir a Comissão de Nomeações da Coroa, que buscava discernir quem Deus está chamando para liderar a Igreja da Inglaterra e a Comunhão Anglicana como Arcebispo de Canterbury”. Ele acrescentou que o processo “começou com uma consulta pública, que ouviu as vozes de milhares de pessoas expressando suas esperanças por essa nomeação, e continuou até a reunião final da Comissão”.

Evans agradeceu aos participantes e afirmou: “Estarei orando pela bispa Sarah enquanto ela se prepara para assumir este novo ministério nos próximos meses”. A bispa de Dover, Rose Hudson-Wilkin, classificou a escolha como “um momento significativo para a Igreja da Inglaterra, a Comunhão Anglicana Mundial e a Diocese de Canterbury”. Segundo ela, “hoje testemunhamos a história sendo feita, a primeira mulher a ser nomeada para esta função que existe há mais de 1.400 anos”.

Entretanto, a nomeação recebeu críticas de setores conservadores. O arcebispo Laurent Mbanda, presidente do movimento ortodoxo Gafcon, afirmou que Mullally deveria “arrepender-se” de seu apoio às bênçãos para pessoas do mesmo sexo. “Esta nomeação abandona os anglicanos do mundo todo, pois a Igreja da Inglaterra escolheu um líder que dividirá ainda mais uma Comunhão já dividida”, declarou. O Conselho Evangélico da Igreja da Inglaterra também se pronunciou, apelando à nova líder para “manter a fé apostólica e convocar a Igreja da Inglaterra a se comprometer novamente com as doutrinas e formulários históricos que lhe foram confiados”.

O cargo de arcebispo estava vago desde a renúncia de Justin Welby, oficializada em janeiro de 2025, após a publicação do relatório Makin, que o acusou de não ter denunciado às autoridades os abusos cometidos pelo falecido John Smyth. Esta foi a primeira seleção aberta a candidatos de ambos os sexos desde que a Igreja da Inglaterra passou a permitir bispas, em 2014. Entre as outras candidatas destacadas estavam a Bispa de Chelmsford, Guli Francis-Dehqani, e a Bispa de Gloucester, Rachel Treweek.

O Bispo Anthony Poggo, secretário-geral da Comunhão Anglicana, afirmou: “Acolho e elogio a nomeação da Bispa Sarah como a próxima Arcebispa de Canterbury e convido as igrejas da Comunhão Anglicana global a orar por ela enquanto se prepara para assumir este importante ministério”. Poggo acrescentou: “Que Deus lhe conceda sabedoria e discernimento, enquanto ela busca ouvir as igrejas-membro, incentivar o apoio mútuo e promover a unidade”.

A cerimônia de posse está marcada para 25 de março de 2026, na Catedral de Canterbury. Mullally assume a liderança em um momento de tensões internas, principalmente em torno das decisões recentes que permitem bênçãos a casais do mesmo sexo. Essas divergências refletem um amplo debate na Comunhão Anglicana, especialmente entre as províncias do Sul Global, que mantêm uma posição mais conservadora.

Antes de sua ordenação em 2002, Sarah Mullally teve uma carreira na saúde pública, sendo a pessoa mais jovem a ocupar o cargo de Diretora de Enfermagem do governo britânico. Em 2018, tornou-se a primeira mulher nomeada Bispa de Londres. Ela também coordenou o projeto “Viver no Amor e na Fé”, iniciativa da Igreja da Inglaterra voltada à reflexão sobre sexualidade, casamento e identidade de gênero.

O Primeiro-Ministro Sir Keir Starmer comentou a nomeação: “A Igreja da Inglaterra é de profunda importância para este país. Suas igrejas, catedrais, escolas e instituições de caridade fazem parte da estrutura de nossas comunidades. A Arcebispa de Canterbury desempenhará um papel fundamental em nossa vida nacional. Desejo a ela todo o sucesso e estou ansioso para trabalharmos juntos”.