Irã: repressão não impede transmissões de canal cristão ao país

O bloqueio de comunicações e o aumento da repressão no Irã não interromperam as transmissões do canal cristão internacional SAT-7 para o público iraniano, segundo informações divulgadas.

A intensificação do controle sobre a internet e as redes telefônicas ocorre no contexto de protestos no país. A SAT-7 informou que mantém a programação por satélite, tecnologia descrita como difícil de ser censurada pelo governo, e que segue alcançando casas no Irã.

A Mission Network News afirmou que a estratégia permite que programas cristãos cheguem ao país, inclusive conteúdos originalmente produzidos para ambientes digitais. Joe Willey, colaborador da SAT-7, declarou que a televisão via satélite se tornou uma das poucas formas de acesso a informações e apoio espiritual durante o bloqueio. “Mesmo com a internet bloqueada, conseguimos continuar alcançando as pessoas com o Evangelho e oferecendo suporte em um momento de profunda crise”, afirmou.

Relatos citados pela emissora indicaram continuidade das manifestações apesar da repressão. As mobilizações teriam começado por motivos econômicos, como desvalorização da moeda e aumento do custo de vida, e passaram a incluir reivindicações mais amplas por liberdade e mudanças no modo de vida imposto pelo governo liderado pelo aiatolá Ali Khamenei, segundo a descrição.

Joe Willey afirmou que parte da população tem mostrado maior abertura ao cristianismo nesse cenário: “Quando ouvem que em Cristo existe liberdade, isso desperta interesse e esperança. É uma mensagem diferente de tudo o que eles conhecem”, disse. Ele afirmou que pedidos de oração enviados ao canal citam falta de medicamentos, escassez de alimentos, dificuldades na educação e um clima de desespero.

Organizações de direitos humanos relataram mais de 3.400 mortos desde o início das manifestações e mais de 18 mil prisões, além de denúncias de execuções sem julgamento, segundo o texto. A SAT-7, que tem sede no Chipre, afirmou que transmite 24 horas por dia em farsi, árabe, dari e turco para o Irã e outros países do Oriente Médio e do Norte da África.

Jovens organizam cultos ao ar livre nas praias do Rio de Janeiro

A 17ª edição do “JA de Verão” começou no sábado, 17 de janeiro, e segue até sábado, 31 de janeiro, com atividades sempre aos sábados na Praia da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. O evento, promovido por jovens da Igreja Adventista do Sétimo Dia, tem o tema “Ancorados” e ocorre a partir das 17h, no Posto 2.

A organização informou participações de Ministério Viver o Louvor, Luis Gonçalves, Grupo Nova Voz, pastor Gabriel Guimarães, Geraldo Esteban, Gabriela e Guilherme, Ministério F4ces, Mariana Farinha, Rayssa Andreoli e o pastor Anderson Carneiro.

A programação é gratuita e aberta ao público, com estimativa de cerca de cinco mil pessoas por dia, segundo os organizadores. O evento reúne apresentações musicais, momentos de oração e ações de apoio à comunidade, além de oferecer atendimento psicológico.

A estrutura inclui o projeto “Praia Para Todos”, voltado à acessibilidade para cadeirantes. As atividades acontecem à beira-mar, na Barra da Tijuca, em um ponto de grande circulação da cidade, de acordo com a revista Comunhão.

JA de Verão – “Ancorados”

Datas: sábado, 17 de janeiro; sábado, 24 de janeiro; sábado, 31 de janeiro.

Horário: a partir das 17h.

Local: Praia da Barra da Tijuca, Posto 2.

Endereço: Avenida do Pepê, 690, próximo ao Corpo de Bombeiros.

Entrada: gratuita.

Ativistas invadem culto em Igreja Batista para protestar contra ICE

Demons are real pic.twitter.com/G3J9JO6iCO

— Karli Bonne’ 🇺🇸 (@KarluskaP) January 18, 2026

Ativistas interromperam um culto dominical na Cities Church, uma igreja batista em St. Paul, no estado de Minnesota, nos Estados Unidos. Após o episódio, o Departamento de Justiça dos EUA informou que abriu uma investigação.

Integrantes da Racial Justice Network e do Black Lives Matter Minnesota entraram no santuário durante o culto conduzido pelo pastor sênior Jonathan Parnell. Os manifestantes disseram que um dos pastores da igreja, David Easterwood, lidera um escritório local do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) em St. Paul.

Os participantes do protesto gritaram palavras de ordem como “ICE fora!” e pediram justiça por Renee Good, mulher que morreu após ser baleada por um agente do ICE que ela havia tentado atropelar, em 10 de janeiro. A interrupção levou ao encerramento do culto.

Harmeet Dhillon, procurador-geral assistente para Direitos Civis do Departamento de Justiça dos EUA, afirmou nas redes sociais, no domingo, que a agência apura o caso por “possíveis violações criminais da lei federal”.

“Um local de culto não é um fórum público para o seu protesto! É um espaço protegido exatamente contra tais atos por leis federais criminais e civis! A Primeira Emenda também não protege seu pseudojornalismo de interromper um culto de oração. Considere-se avisado!”, escreveu.

A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, escreveu no X: “O presidente Trump não tolerará a intimidação e o assédio contra cristãos em seus locais sagrados de culto. O Departamento de Justiça iniciou uma investigação completa sobre o incidente desprezível que ocorreu mais cedo hoje em uma igreja em Minnesota”.

A procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, afirmou que falou com o pastor da igreja e disse que o caso terá resposta federal. “Acabei de falar com o pastor em Minnesota cuja igreja foi alvo. Ataques contra as forças de segurança e a intimidação de cristãos estão sendo enfrentados com todo o rigor da lei federal”, escreveu no X.

“Se as lideranças estaduais se recusarem a agir de forma responsável para impedir a ilegalidade, este Departamento de Justiça continuará mobilizado para processar crimes federais e garantir que o Estado de Direito prevaleça”, acrescentou.

O site da Cities Church identifica David Easterwood como pastor. A Associated Press informou que dados pessoais atribuídos a ele parecem coincidir com os de um David Easterwood citado em documentos judiciais como diretor interino do escritório do ICE em St. Paul e que ele teria participado de uma coletiva de imprensa em outubro ao lado da secretária de Segurança Interna, Kristi Noem.

Veículos como Fox 9 e Hindustan Times afirmaram que, embora existam registros do ICE e documentos judiciais com o mesmo nome, não há confirmação independente de que se trata da mesma pessoa. Essas publicações indicaram que os dados “parecem coincidir”, mas apontaram cautela sobre a identidade.

Após denúncia de PC Baruk, operadora de convênio toma decisão

O cantor PC Baruk afirmou, em um vídeo publicado no Instagram, que a operadora Hapvida cancelou o plano de saúde de sua irmã, Rodhe, apesar de a mensalidade estar em dia, segundo o relato.

Ele disse que o contrato teria sido cancelado de forma unilateral e que a suspensão afetou o acesso da irmã a consultas médicas. O cantor afirmou que Rodhe tem câncer e que, após o cancelamento, ficou sem atendimento e sem acompanhamento médico, o que teria comprometido a continuidade do tratamento.

PC Baruk declarou que, em dezembro, o marido de Rodhe foi informado de que o plano seria cancelado, sem explicações claras. Ele afirmou que consultas já marcadas teriam sido desmarcadas em seguida.

O cantor disse que Rodhe não conseguiu atendimento com oncologista nem com outros especialistas durante o período de suspensão. Ele cobrou uma resposta da operadora e afirmou que a crítica não se dirige a médicos nem a funcionários do atendimento direto, mas à empresa responsável pelo plano.

A Hapvida informou, em nota, que o plano da paciente está ativo e disponível para uso, em cumprimento a uma decisão judicial. A operadora afirmou que mantém contato com a família, oferece suporte ao tratamento e segue normas da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Moraes causa indignação por fala sobre transferência de Bolsonaro

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes fez um comentário indireto sobre a transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro para a Papudinha. Isso ocorreu durante uma cerimônia de formatura da 194ª turma de Direito da Universidade de São Paulo, realizada nesta quinta-feira, 15 de janeiro.

Ao discursar como patrono da turma no Teatro Vibra São Paulo, Moraes brincou sobre o tempo dos oradores e, em seguida, afirmou: “Acho que hoje já fiz o que tinha que fazer”. A declaração foi recebida com aplausos pela plateia.

Nas redes sociais, porém, apoiadores do ex-presidente interpretaram a fala com indignação. O deputado federal Carlos Jordy, por exemplo, comentou:

“Moraes é um narcisista que se deleita com os aplausos por sua tirania. Seu ego inflado é massageado toda vez que exala sua soberba por seu autoritarismo e ganha risos, simpatia e apoio de uma claque ideológica que vibra com a perseguição dos seus adversários. Seu discurso deixa claro que ele não exerce mais o papel de juiz, mas sim de militante político que se satisfaz com seu autoritarismo e parcialidade. Só há um modo de acabar com essas covardias, é fazendo o impeachment desse tirano!”

Decisão pela Transferência

Horas antes, Moraes havia determinado a transferência de Bolsonaro da Superintendência da Polícia Federal em Brasília para o 19° Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, unidade que integra o Complexo Penitenciário da Papuda, conhecida como “Papudinha”. O ex-presidente estava custodiado na PF desde novembro de 2025.

Em sua decisão, Moraes abordou as reclamações da defesa sobre as condições da cela na PF, que incluíam o barulho constante de um ar-condicionado. A Polícia Federal chegou a fornecer tampões de ouvido e, posteriormente, concordou em desligar o equipamento durante a noite. A defesa pedia a concessão de prisão domiciliar com base no estado de saúde do ex-presidente, argumentando a necessidade de acompanhamento constante.

Ao negar o pedido de prisão domiciliar e determinar a transferência para a unidade da PM-DF, o ministro utilizou um tom considerado sarcástico em trechos do despacho. “Ressalte-se, entretanto, que essas condições absolutamente excepcionais e privilegiadas não transformam o cumprimento definitivo da pena de Jair Messias Bolsonaro […] em uma estadia hoteleira ou em uma colônia de férias”, escreveu Moraes.

No batalhão da Papudinha, Bolsonaro passará a cumprir a pena de 27 anos e três meses de prisão ao lado de outros condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, como o ex-ministro da Justiça Anderson Torres e o ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal, Silvinei Vasques.

Estudo: Brasil é o país em que pessoas mais creem em Deus

O Brasil ficou no topo do ranking de crença em Deus ou em alguma força superior em uma pesquisa Global Religion do Instituto Ipsos feita em 26 países. O levantamento registrou 89% de entrevistados no Brasil que afirmaram crer em Deus ou em uma força superior, índice que aparece empatado com a África do Sul.

A pesquisa apontou que 70% dos entrevistados no Brasil disseram acreditar em Deus conforme descrito em escrituras religiosas, como a Bíblia e o Alcorão. Outros 19% afirmaram crer em uma força superior sem associação necessária a textos sagrados.

O levantamento registrou 5% de entrevistados no Brasil que declararam não acreditar em Deus nem em qualquer força maior. Outros 4% disseram não saber e 2% preferiram não responder, totalizando 6% entre indecisos e não respondentes.

Os organizadores afirmaram que o resultado acompanha o histórico brasileiro e a presença da religião na cultura e na vida cotidiana, incluindo espaços sociais e políticos. Eles também destacaram que crença não significa, de forma obrigatória, prática religiosa.

Entre os 89% que declararam acreditar em Deus ou em uma força superior, 76% disseram seguir os ensinamentos de alguma religião. A pesquisa registrou, assim, uma diferença entre identificar-se como crente e afirmar adesão a práticas e orientações religiosas.

O estudo indicou diferenças por geração. Entre os adultos, 38% se declararam católicos, enquanto entre jovens da geração Z esse percentual caiu para 23%.

No ranking internacional, a Colômbia apareceu na sequência, com 86% de pessoas que disseram acreditar em Deus ou em uma força maior. O levantamento também registrou percentuais elevados em outros países sul-americanos, como Peru, com 84%, e Chile e Argentina, com 76% cada.

Especialistas apontaram que a formação histórica do Brasil, desde a colonização portuguesa, ajuda a explicar a centralidade da religião no país. Eles também afirmaram que, nas últimas décadas, o catolicismo perdeu espaço e igrejas evangélicas cresceram, saindo de cerca de 5% da população em 1970 para aproximadamente 31% atualmente.

A pesquisa Global Religion do Instituto Ipsos analisou 26 países e registrou o Brasil em 1º lugar, com 89% de crença em Deus ou força superior. O levantamento apontou 70% de crença em Deus conforme escrituras religiosas, 19% de crença em uma força superior não religiosa, 5% de não crença e 6% entre não souberam ou não responderam.

De acordo com a revista Comunhão, o estudo também registrou 76% de seguidores de alguma religião e citou o empate com a África do Sul, além de Colômbia, Peru, Chile e Argentina entre os destaques.

“Nas mãos de Deus”: Michelle reage à Bolsonaro na Papudinha

Michelle Bolsonaro comentou, nesta quinta-feira, 15 de janeiro, a transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro para o Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha. A declaração foi feita em suas redes sociais, onde ela afirmou estar a caminho do local para visitá-lo.

“Continuo confiando e agradecendo a Deus, certa de que tudo acontece no tempo do nosso amado Pai, e não no nosso”, escreveu Michelle, que lidera o Partido Liberal Mulher.

Ela também expressou gratidão aos agentes da Polícia Federal pelo tratamento dispensado ao ex-presidente durante sua custódia na superintendência.

“Sou grata a todos da PF que, durante o período em que o meu amor esteve lá, cuidaram dele com atenção, auxiliando nas medicações e nas refeições. Que Deus os recompense e os abençoe grandemente”.

A transferência para a Papudinha foi determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. A defesa e a família de Bolsonaro vinham pleiteando a prisão domiciliar devido ao seu estado de saúde, mas a decisão optou por realocá-lo dentro do sistema carcerário.

Condições da Nova Unidade

Conforme descrito no despacho judicial, a cela para a qual Bolsonaro foi transferido possui 64,83 metros quadrados de área total, sendo 54,76 m² cobertos e 10,07 m² de área externa. O espaço conta com cama de casal, geladeira, armários, televisão e banheiro com chuveiro de água quente.

A unidade é responsável por fornecer cinco refeições diárias: café da manhã, almoço, lanche, jantar e ceia. A decisão judicial detalha que o local atende aos requisitos de segurança necessários.

Ao final da mensagem, Michelle Bolsonaro reafirmou sua fé: “Estou a caminho do complexo para ver o meu amor. Tudo nas mãos de Deus”. A defesa do ex-presidente continua com os pedidos judiciais por um regime de custódia menos rigoroso, alegando razões humanitárias.

Nicarágua liberta pastor mantido na cadeia como preso político

O governo da Nicarágua libertou o pastor Rudy Palacios e familiares após seis meses de prisão, em meio a um novo contexto no continente americano marcado por pressão dos Estados Unidos em diferentes frentes relacionadas à liberdade. A informação foi confirmada nesta semana pelo Mecanismo para o Reconhecimento de Presos Políticos.

O mecanismo informou que Palacios e os parentes estavam detidos desde julho de 2025, na cidade de Jinotepe, no departamento de Carazo. O pastor é fundador da Associação da Igreja La Roca da Nicarágua. Organizações de direitos humanos informaram que a prisão ocorreu durante uma operação policial realizada em quinta-feira, 17 de julho de 2025.

A organização Christian Solidarity Worldwide (CSW) afirmou que policiais armados e pessoas mascaradas participaram das ações no momento da prisão. A entidade informou que as abordagens ocorreram em diferentes residências vinculadas à família do pastor.

Além de Rudy Palacios, a operação resultou na prisão da irmã dele, de cunhados, de um amigo identificado como ativista político e do filho adulto desse amigo. As pessoas detidas integravam um grupo de 20 presos políticos reconhecidos oficialmente por organismos de monitoramento.

A CSW informou que, apesar da libertação, Palacios permanece submetido a medidas de precaução. A organização citou vigilância reduzida e restrições de circulação. A diretora da entidade para as Américas, Anna Lee Stangl, afirmou: “A libertação não encerra o caso”, acrescentando que “a prisão foi injusta e não deveria resultar em qualquer forma de controle ou limitação aos libertados”.

Outros líderes religiosos continuam presos no país, segundo a CSW, citando como exemplo o caso do pastor Efrén Antonio Vílchez López, detido desde 2022 após críticas à repressão estatal.

A entidade solicitou ao governo da Nicarágua a libertação total e sem condições de todos os presos políticos que permanecem sob custódia.

Lagoinha diz não ter ligação com investigações e afasta pastor

A Igreja Batista da Lagoinha divulgou, na quinta-feira, 15 de janeiro, uma nota oficial sobre a prisão do pastor Fabiano Zettel e negou envolvimento da instituição com irregularidades investigadas na CPI do INSS e na Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que apura fraudes ligadas ao Banco Master.

A Lagoinha afirmou que considera indevidas as associações feitas à igreja no contexto das investigações. Após a confirmação da prisão de Zettel pela Polícia Federal no Aeroporto de Guarulhos, a denominação informou que ele foi afastado de atividades ministeriais assim que surgiram as primeiras informações sobre a operação.

A igreja também informou que, desde novembro de 2025, Zettel não exerce função pastoral, não ocupa liderança institucional e não mantém vínculo de representação com a igreja. A instituição declarou que não há indícios ou provas de que a Lagoinha tenha sido utilizada direta ou indiretamente em esquemas de fraude relacionados ao INSS ou ao Banco Master.

A Lagoinha afirmou que a participação de fiéis em cultos não configura vínculo jurídico ou administrativo e não implica responsabilidade da instituição por atos individuais. A nota foi divulgada após a senadora Damares Alves afirmar que a CPMI do INSS apura a possível participação de igrejas e de líderes religiosos em esquemas de descontos indevidos contra aposentados e pensionistas.

A senadora citou que requerimentos da comissão mencionam o pastor André Valadão e o ex-pastor da Lagoinha Alphaville, André Fernandes.

A Polícia Federal prendeu Fabiano Zettel na segunda fase da Operação Compliance Zero, no âmbito das apurações sobre o Banco Master. Ele é cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro e é investigado por suspeita de crimes como organização criminosa, gestão fraudulenta, manipulação de mercado e lavagem de dinheiro. A decisão do ministro Dias Toffoli autorizou buscas e o bloqueio de R$ 5,7 milhões em bens.

Na nota, a Lagoinha afirmou que adotará medidas judiciais para proteger sua reputação. A instituição reafirmou o compromisso com a legalidade, a transparência e a colaboração com as autoridades.

Youtuber cristão condenado a trabalhos forçados por falar de Jesus

A Fundação para a Defesa das Democracias (FDD), organização sem fins lucrativos sediada em Washington, D.C., informou que o youtuber cristão egípcio Aughustinos Samaan foi condenado a cinco anos de trabalhos forçados por publicações em defesa do cristianismo.

A FDD afirmou que a condenação incluiu as acusações de “desprezo à religião” e “uso indevido das redes sociais”. A Coptic Solidarity declarou que Samaan mantém um canal no YouTube com 100 mil inscritos e produz vídeos em resposta a material que ele considera anticristão e que circula no Egito.

A Coptic Solidarity informou que Samaan é pesquisador em apologética cristã e religião comparada. A entidade afirmou que ele foi preso em outubro e ficou inicialmente detido por 15 dias durante a fase de investigação, mas que a detenção se prolongou por meses.

Mariam Wahba, analista de pesquisa da FDD, afirmou que o sistema de prisões provisórias no país pode punir pessoas antes do julgamento. “Ao manter indivíduos detidos e isolados por longos períodos, o sistema jurídico egípcio pune efetivamente os detidos muito antes de o caso chegar a julgamento”, escreveu.

Ela afirmou que a legislação egípcia prevê limites máximos de prisão preventiva e apontou uma diferença entre regra e aplicação. “De acordo com a lei egípcia, os períodos máximos de prisão preventiva são ostensivamente limitados a seis meses para contravenções, 18 meses para crimes e 24 meses para crimes puníveis com prisão perpétua ou pena de morte. Na prática, porém, essa estrutura é rotineiramente manipulada para tornar quase impossível para os detidos obterem um julgamento ou a liberdade”, afirmou.

Mariam Wahba declarou que promotores renovam detenções de duas semanas por até cinco meses “sob o pretexto de investigações em andamento”. Ela citou o caso do egípcio-americano Mustafa Kassem, que teria permanecido cinco anos em prisão preventiva e morreu sob custódia em 2020.

A FDD e a Coptic Solidarity também citaram o caso de Saeed Mostafa, descrito como um egípcio muçulmano convertido ao cristianismo, preso semanas antes de Samaan e ainda sob custódia. Ele foi apontado como acusado de crimes que incluem “pertencer a uma organização terrorista” e “desprezo pelo Islã”.

A Coptic Solidarity afirmou que a defesa de Samaan não teve acesso aos autos e não recebeu oportunidade efetiva de atuar no caso. “Até o momento, a defesa não teve acesso aos autos do processo, nem lhe foi concedida uma oportunidade genuína de exercer o direito de defesa ou de representar o réu perante o tribunal. Essas circunstâncias levantam sérias preocupações quanto às garantias de um julgamento justo e ao direito fundamental à defesa, consagrado na Constituição egípcia e na legislação nacional”, declarou.

A Coptic Solidarity disse que a Constituição egípcia prevê liberdade de expressão e de crença, mas afirmou que essas garantias não se aplicam de forma igualitária. Mariam Wahba afirmou que o caso mostra o uso dessas normas como instrumento de coerção contra minorias religiosas. “O caso de Samaan destaca como essas leis funcionam menos como salvaguardas para a harmonia religiosa, como pretendia o Cairo, e mais como instrumentos de coerção. Este processo reforça a vulnerabilidade dos cristãos dentro do sistema jurídico egípcio, sinalizando que a expressão religiosa minoritária permanece condicional e punível”, afirmou.

A organização Portas Abertas informou que o Egito ocupa a 42ª posição na Lista Mundial de Perseguição 2026, que classifica 50 países com maior pressão e violência contra cristãos. “No Egito, a maioria das violações da liberdade religiosa ocorre em nível comunitário. Isso inclui o assédio a mulheres cristãs e a expulsão de cristãos por multidões após suposta blasfêmia. Esses incidentes acontecem principalmente em áreas rurais do Alto Egito e em algumas áreas urbanas economicamente desfavorecidas, especialmente quando extremistas islâmicos estão presentes”, informou a entidade, de acordo com a emissora CBN News.

A Portas Abertas afirmou que pessoas que deixam o Islã e se identificam como cristãs enfrentam maior perseguição. Gia Chacon, fundadora da organização For the Martyrs, declarou que busca ampliar a conscientização sobre a perseguição a cristãos e afirmou: “Apesar da tragédia mais inimaginável e dos crimes horríveis contra a humanidade, eles ainda tinham esperança e mantiveram a sua fé”.