Igreja quita traslado do corpo de diácono morto na Argentina

Uma campanha para arrecadar o valor necessário para o custeio do traslado do corpo do diácono Wesley Santiago Sousa, que morreu na Argentina em um acidente de moto, foi concluída com sucesso pela Igreja Presbiteriana de Araraquara (SP).

A igreja no interior de São Paulo informou que Wesley morreu aos 30 anos após um acidente de moto na Argentina. A igreja publicou uma mensagem de luto nas redes sociais: “Que, mesmo neste momento de tristeza e dor, descansemos na verdade e na esperança que há em Cristo. Wesley descansa no Senhor, firmado na promessa da ressurreição e da vida eterna”.

A instituição informou na terça-feira, 13 de janeiro, que o valor necessário para o traslado foi arrecadado na campanha: “O 1° Objetivo a respeito do valor do traslado do corpo do nosso irmão Wesley já foi alcançado! Agradecemos, de todo coração, a todos que contribuíram generosamente!”.

A igreja afirmou que o excedente será usado para transportar a motocicleta, pagar despesas com advogado e custos ligados ao velório, e que o restante será destinado à família para cobrir gastos futuros, de acordo com informações do G1.

A Igreja Presbiteriana de Araraquara informou que o transporte do corpo foi finalizado e que o velório foi realizado nesta quarta-feira, 14 de janeiro, na própria igreja, seguido do sepultamento no cemitério Parque dos Lírios.

No comunicado, a instituição pediu orações pela família: “Que Deus continue abençoando a vida de todos os irmãos e vamos continuar orando pela nossa irmã Valdirene, pelo Vinícius e de toda família”.

A igreja informou que Wesley morava em Araraquara, era diácono e viajava pelo Chile e pela Argentina com um amigo. A congregação descreveu que ele também atuava como ministro de louvor e compartilhava nas redes sociais registros de atividades na igreja, ações voluntárias e mensagens bíblicas.

O acidente ocorreu por volta das 17h15 de sábado, 10 de janeiro, em Posadas, capital da província de Misiones, na Argentina. A imprensa local informou que Wesley conduzia uma motocicleta BMW GS quando foi atingido por um Chevrolet Prisma no cruzamento das avenidas Quaranta e Zapiola.

A responsabilidade pelo acidente ainda não foi esclarecida. Wesley morreu no local, o amigo não se feriu e o motorista do carro foi socorrido e levado a um hospital da região, segundo relatos. As autoridades argentinas investigam o caso.

Pedro Pamplona combate legalismo no livro ‘Cristianismo Leve’

O pastor Pedro Pamplona está lançando seu novo livro, Cristianismo Leve, para denunciar a presença do legalismo no meio evangélico brasileiro. Editada pela Mundo Cristão, a obra se debruça sobre as influências que moldam o cotidiano das igrejas.

Pamplona, que atua na Igreja Batista Filadélfia, em Fortaleza, fala sobre a origem das normas rígidas que “não estão presentes nas Escrituras”, mas terminam ganhando peso de autoridade sob o rótulo dos usos e costumes.

De acordo com o comunicado da Editora Mundo Cristão, o livro fala sobre as “proibições ligadas ao consumo de bebida alcoólica, uso de tatuagens, vestuário e participação em atividades como praia, piscina, cinema, shows seculares ou eventos esportivos” que muitas igrejas estabelecem para seus membros.

Tudo isso entra na categoria do legalismo, que Pamplona considera o principal inimigo dos evangélicos, pois através dele se estabelecem “restrições a práticas cotidianas, como assistir partidas de futebol ou realizar atividades aos domingos – além do descanso e do culto”, diz a nota de editora.

A proposta do livro Cristianismo Leve é “rebater tais exigências e como o leitor pode conduzir a vida espiritual com base no que está efetivamente registrado na Bíblia”.

Pamplona define o legalismo como a ideia de que a aceitação divina depende do cumprimento de regras adicionais ao texto bíblico, descrevendo no livro como isso se manifesta tanto na relação pessoal com Deus quanto no convívio comunitário, quando critérios individuais passam a ser utilizados para validar a fé do outros.

“O livro também aborda pressões relacionadas à vida conjugal, como cobranças para que solteiros se casem ou para que casais tenham filhos, além da imposição de alinhamento político específico como sinal de pertencimento espiritual”, enfatiza o comunicado.

Cristianismo Leve – O Antídoto Bíblico Contra uma Cultura de Legalismos


Pedro Pamplona

Editora Mundo Cristão

ISBN: 978-65-5988-499-5

Páginas: 192

Formato: 14x21cm

Preço: R$ 59,90

Onde encontrar: Amazon

‘Temos que pregar’, diz jogador do Corinthians flagrado com Bíblia

O lateral João Vitor Jacaré, do Corinthians, afirmou que leva a Bíblia para os jogos para aproveitar momentos de leitura e meditação. Ele disse que fez sua primeira partida como profissional na Neo Química Arena no domingo, 11 de janeiro, e falou sobre a estreia após a vitória sobre a Ponte Preta no Campeonato Paulista.

Na zona mista, Jacaré afirmou: “Eu me senti muito feliz. É a oportunidade de mostrar o meu futebol. A torcida me viu jogar duas vezes no ano passado. A torcida às vezes fica pedindo. Eu falei: ‘Agora é a hora de mostrar meu futebol’. É uma oportunidade, e glória a Deus por isso”.

Ele acrescentou: “Quero agradecer ao Senhor por essa oportunidade. Em Coríntios 10:31, fala: ‘Quer comais, quer bebais, fazei tudo para a glória de Deus’”.

Um jornalista observou que o jogador carregava uma Bíblia durante a entrevista e perguntou por que ele a levava para a zona mista. Jacaré respondeu: “Cara, eu ando com ela para cima e para baixo. Eu vou pro treino, eu levo, eu estou em casa, medito, eu vou pra igreja, medito nela”.

O atleta também disse que entende como dever do cristão anunciar o Evangelho. “A gente tem que pregar a Palavra. Acima de tudo, é falar do Evangelho, é falar do amor de Cristo. O mais importante é ganhar almas pro Reino de Deus. Mostrar que Jesus é a luz do mundo”, afirmou. Em seguida, citou João 8:12: “Eu sou a luz do mundo. Quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida”.

Jacaré afirmou que segue um plano de leitura diária da Bíblia adotado por sua igreja e disse que um trecho lido no dia do jogo chamou sua atenção. Ele citou Jó 31:31, “Fiz aliança com os meus olhos”, e relacionou o tema ao cuidado com o olhar, mencionando um ensinamento atribuído a Jesus em Mateus sobre os olhos como “candeia do corpo”.

Ele disse que também estava meditando no Salmo 103, “Bendize ó minha alma ao Senhor e tudo que há em mim bendiga o teu santo nome”. Jacaré afirmou que deseja que sua forma de jogar e se comportar aponte para Deus e disse: “Senhor, que na minha maneira de jogar, de falar, de reagir, de se expressar, tudo venha ser para glorificar o teu santo nome. Que as pessoas não venham enxergar eu, mas o Senhor através da minha vida em tudo aquilo que eu faço”. Ele mostrou anotações feitas a partir dos versículos que disse estudar e meditar.

Erguer as mãos no culto é adoração ou hipocrisia? Pastor explica

O teólogo e pastor John Piper discutiu, em um episódio recente do podcast Ask Pastor John, a preocupação de um ouvinte sobre a advertência de Jesus em Mateus 6 contra praticar a justiça “para ser visto pelos outros”. O ouvinte perguntou se gestos expressivos no culto, como levantar as mãos, fechar os olhos ou demonstrar emoção, podem se aproximar da hipocrisia que Jesus condenou ao tratar de orações e atos religiosos feitos para receber elogios humanos.

Piper, de 80 anos, fundador do Desiring God e pastor de longa data da Igreja Batista de Belém, em Minneapolis, afirmou que o ponto central de Mateus 6 não seria a ação externa, mas a intenção: “A questão é a nossa motivação, não a nossa ação em si”, disse, ao afirmar que os ensinamentos de Jesus colocam em foco se o crente deseja mais a aprovação de Deus do que a admiração de outras pessoas.

Ele afirmou que Mateus 6 funciona como um teste de autenticidade espiritual, ao examinar se Deus é tratado como Pai e se a recompensa prometida por Ele é considerada mais valiosa do que o reconhecimento humano. Piper disse que os exemplos apresentados por Jesus expõem a condição do coração humano, e não estabelecem uma lista de comportamentos públicos proibidos.

Piper afirmou que a fé cristã não pode ser vivida de forma invisível e citou Mateus 5:16 ao falar sobre a orientação para que boas obras sejam vistas com o objetivo de que Deus receba a glória. “Não dá para viver a vida cristã sem ser conhecido como uma pessoa piedosa. Não dá”, argumentou.

Ao mesmo tempo, ele alertou que nenhum comportamento é automaticamente “seguro” do ponto de vista espiritual e afirmou que até a humildade pode se tornar motivo de orgulho. “Não existem espaços seguros. Não existem comportamentos seguros neste mundo — nenhum”, disse.

“Nossos corações humanos estão infectados pelo pecado inerente e são capazes de se orgulhar dos comportamentos mais humildes, bondosos e generosos”, acrescentou, de acordo com o The Christian Post.

Piper afirmou que o ensino de Mateus 6 alcança diferentes expressões públicas de fé, incluindo postura no culto, frequência à igreja, oração antes das refeições, uso de símbolos religiosos e publicação de versículos bíblicos nas redes sociais. Ele disse que a linha entre fidelidade e desempenho é ultrapassada quando a motivação é buscar elogios humanos, agir sem amor ao próximo ou procurar a própria glória em vez da glória de Deus.

Ao citar um cenário em que uma congregação não costuma levantar as mãos durante o culto, Piper disse que discernimento e amor devem orientar se a liberdade pessoal será exercida ou contida. Ele citou Filipenses 1:9 ao afirmar que Paulo orou para que o amor “transborde cada vez mais em conhecimento e em toda a percepção”.

Piper afirmou que a pergunta decisiva seria se os crentes desejam o próprio Deus mais do que visibilidade e reconhecimento: “Por fim, a fidelidade pública se torna mera performance pública quando deixamos de esperar que Deus seja glorificado mais do que nós”, disse, antes de concluir: “Deus é real para nós? Ele é um Pai precioso para nós? A promessa de sua recompensa é muito mais desejável para nós do que as recompensas da admiração humana?”.

Rede cristã de fast food vai sortear ‘um ano de comida grátis’

A rede de fast food Chick-fil-A anunciou uma celebração nacional por seus 80 anos de fundação, e informou que a campanha inclui itens de cardápio, produtos comemorativos e a possibilidade de clientes receberem comida grátis por um ano. A empresa afirmou que a iniciativa foi inspirada no conceito de “Newstalgia” e terá duração de um ano.

A popular rede de fast food construída com base em princípios cristãos anunciou que colocou à venda quatro modelos de copos com inspiração retrô por US$ 3,99 cada. A empresa disse que os copos são embalados individualmente, de forma que o desenho só aparece após a abertura, e que parte deles inclui unidades especiais chamadas Gold Fan Cups.

A rede declarou que 3.000 clientes que encontrarem um Gold Fan Cup poderão resgatar um prêmio de um ano de refeições grátis. A empresa afirmou que esses copos são distribuídos aleatoriamente em restaurantes do país e que a promoção vai até terça-feira, 01 de julho. O Chick-fil-A disse que os copos premiados trazem instruções e um código QR para resgate.

Segundo a empresa, o prêmio inclui 52 pratos principais, com opção entre o sanduíche de frango original, o sanduíche de frango apimentado, o sanduíche de frango grelhado ou nuggets.

A vice-presidente de estratégia de marca, publicidade e mídia, Khalilah Cooper, afirmou em comunicado divulgado na segunda-feira: “Este ano marca mais do que um aniversário — é uma celebração das memórias, das refeições e dos momentos significativos que uniram as pessoas no Chick-fil-A por gerações”.

De acordo com o The Christian Post, ela acrescentou: “Temos muitas novidades reservadas para este ano, oferecendo itens de menu e experiências inovadoras e empolgantes, mas firmemente enraizadas na renomada qualidade, cuidado, generosidade e hospitalidade do Chick-fil-A”.

A empresa afirmou que também vai incluir no cardápio fixo refrigerantes gelados e floats feitos com o sorvete Icedream, com escolha de diferentes refrigerantes. O Chick-fil-A disse ainda que venderá, por tempo limitado, o sanduíche de frango original em uma “embalagem retrô”, com gráficos em estilo vintage inspirados em designs antigos da marca.

O Chick-fil-A informou que o fundador S. Truett Cathy, um cristão batista, iniciou o negócio em 1946, ao abrir o The Dwarf Grill em Hapeville, na Geórgia, e que o primeiro restaurante Chick-fil-A foi inaugurado em 1967 no Greenbriar Shopping Center, em Atlanta. A empresa afirmou que opera mais de 3.000 unidades nos Estados Unidos, Canadá, Porto Rico, Reino Unido e Singapura.

Ao longo de sua história, a rede enfrentou episódios de repercussão pública relacionados à sua imagem, como por exemplo as críticas do ativismo LGBT após o CEO Dan Cathy expressar, em 2012, apoio à “definição bíblica da unidade familiar”. O Chick-fil-A informou que, em 2019, deixou de fazer doações para o Exército da Salvação e para a Fellowship of Christian Athletes após pressão de grupos ativistas LGBT.

Nigéria: Fulani seguem massacrando cristãos ‘quase diariamente’

Moradores e autoridades locais do estado de Benue, na Nigéria, relataram ataques atribuídos a pastores armados da etnia fulani contra comunidades cristãs no início de janeiro. Os relatos citam quatro cristãos mortos na segunda-feira na aldeia de Otobi Akpa, no condado de Otukpo, além de outras mortes registradas nos dias 05 e 06 de janeiro em diferentes áreas do estado.

A moradora Franca Akipu afirmou que homens chegaram por volta da meia-noite e atiraram em pessoas que dormiam em casa, e disse que “dezenas” continuavam desaparecidas. “O ataque foi realizado por pastores fulani. Eles atiraram em pessoas que estavam dormindo”, declarou. Ela identificou os mortos como Ochi Igbade, Eje Uzu, Alinko e Achibi, e afirmou que a aldeia já havia sido atacada em 15 de abril, quando, segundo ela, 13 cristãos foram mortos e 50 casas foram incendiadas.

O líder comunitário Adikwu Ogbe afirmou que o ataque de 15 de abril ocorreu por volta das 18h e descreveu disparos contra moradores. “Os pastores armados invadiram nossa comunidade, atirando esporadicamente em qualquer pessoa que vissem”, disse. Ele afirmou que, após a retirada do grupo, 13 membros cristãos estavam mortos e 50 casas haviam sido destruídas.

Em outros condados, autoridades locais relataram mortes em áreas rurais. No condado de Kwande, moradores informaram que cinco cristãos foram mortos em segunda-feira, 06 de janeiro, enquanto trabalhavam em fazendas na aldeia de Udeku Maav-Ya, por volta das 16h.

Tersua Yarkwan, presidente do conselho do governo local, afirmou: “Este incidente não é o primeiro nesta área, já que esses pastores Fulani têm atacado nossas comunidades persistentemente”. A vereadora Akerigba Lawrence disse que aldeias predominantemente cristãs da região enfrentam ataques e destruição de casas e fazendas.

No condado de Guma, Maurice Orwough, presidente do conselho local, afirmou que quatro cristãos de uma mesma família foram mortos em domingo, 05 de janeiro, por volta das 10h, enquanto trabalhavam em suas terras. Em Ukum, o morador Thomas Ikyase relatou um ataque em 08 de janeiro na vila de Adogo, com destruição de plantações, e o líder comunitário Aule Gba afirmou: “Os agricultores da minha comunidade foram atacados por terroristas fulani. Eles forçaram nosso povo a fugir de suas casas”.

Relatos também citaram episódios em dezembro, incluindo um ataque durante um funeral em 30 de dezembro na aldeia de Owewe, no condado de Okpokwu, segundo o morador Isaac Audu. O presidente do conselho do governo local de Ado, Sunday Oche, afirmou que aldeias como Ijigban, Ulayi e Utonkon foram atacadas em 09 de dezembro e descreveu um padrão de emboscadas a agricultores.

Em 07 de dezembro, o morador Simon Chia disse que quatro cristãos foram mortos em Mbamondo Ukembergya, no condado de Logo, e afirmou: “Pastores fulani estão matando cristãos inocentes quase diariamente”.

O Grupo Parlamentar Multipartidário para a Liberdade Internacional de Crença (APPG) do Reino Unido observou, em relatório de 2020, que os fulanis reúnem muitos clãs e que nem todos sustentam visões extremistas, embora parte deles adote ideologia islâmica radical. “Eles adotam uma estratégia comparável à do Boko Haram e do ISWAP e demonstram uma clara intenção de atacar cristãos e símbolos importantes da identidade cristã”, afirmou o APPG, conforme relatado pelo portal Morning Star News.

Censura e violência ‘jihadista’ ameaçam o Ocidente, diz Leão XIV

O papa Leão XIV afirmou, em discurso ao corpo diplomático no Vaticano, que vê redução do espaço para a liberdade de expressão no Ocidente. Ele também disse estar preocupado com a violência de grupos extremistas islâmicos, descritos por ele como jihadistas.

Leão XIV declarou que uma ideologia “de estilo orwelliano” estaria se espalhando em países ocidentais e limitando o debate público, em referência ao escritor George Orwell e a obras de ficção distópica como 1984 e A Revolução dos Bichos. Ele disse que novas formas de linguagem, apresentadas sob o argumento da inclusão, podem acabar excluindo quem não adere a determinadas visões.

“É doloroso ver como, especialmente no Ocidente, o espaço para a verdadeira liberdade de expressão está diminuindo rapidamente. Ao mesmo tempo, está se desenvolvendo uma nova linguagem orwelliana que, na tentativa de ser cada vez mais inclusiva, acaba excluindo aqueles que não se conformam às ideologias que a alimentam”, afirmou o pontífice, conforme registro atribuído à declaração.

O papa também disse que a liberdade de consciência enfrenta pressão crescente, inclusive em países que se apresentam como democráticos. “Neste momento da história, a liberdade de consciência parece ser cada vez mais questionada pelos Estados, mesmo por aqueles que afirmam basear-se na democracia e nos direitos humanos.”, afirmou.

Leão XIV acrescentou que essa liberdade, na visão dele, “estabelece um equilíbrio entre o interesse coletivo e a dignidade individual” e que uma sociedade livre não deve impor uniformidade. “Essa liberdade, porém, estabelece um equilíbrio entre o interesse coletivo e a dignidade individual. Ela também enfatiza que uma sociedade verdadeiramente livre não impõe uniformidade, mas protege a diversidade de consciências, prevenindo tendências autoritárias e promovendo um diálogo ético que enriquece o tecido social”, declarou, segundo a Fox News.

No mesmo discurso, o pontífice condenou a violência jihadista e disse que cristãos enfrentam perseguição em várias regiões do mundo. Ele classificou o cenário como “uma das crises de direitos humanos mais disseminadas da atualidade” e citou episódios de violência com motivação religiosa em Bangladesh, na região do Sahel e na Nigéria, além de mencionar o ataque à paróquia de Santo Elias, em Damasco, ocorrido em junho, e a violência em Cabo Delgado, em Moçambique.

A Lista Mundial de Perseguição 2026 da organização Portas Abertas apontou que 388 milhões de cristãos vivem sob risco constante, com destaque para a África Subsaariana, onde a entidade registrou deslocamentos forçados relacionados a conflitos e ataques de grupos extremistas.

Monte em Duque de Caxias ganha letreiro do nome de Jesus

A cidade de Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, passou a ter um letreiro com a palavra “JESUS” instalado no Monte Sinai, em Xerém, distrito do município. As letras têm 15 metros de altura.

A estrutura foi colocada em frente ao monte da Fazenda Paraíso, espaço que abriga uma instituição voltada ao cuidado de dependentes químicos. O local já tinha uma cruz conhecida por moradores da região.

O prefeito Netinho Reis (MDB) comentou o monumento antes da inauguração e escreveu nas redes sociais: “Mais do que um monumento, um símbolo de fé e esperança pra Duque de Caxias. Esse lugar vai se chamar Monte Sinai, em Xerém, um espaço onde o nome de Jesus reforça a nossa fé e o compromisso com um amanhã melhor pra todos. Que essa luz alcance e abençoe cada família da nossa cidade”.

O acesso ao espaço pode ser feito de carro ou transporte público. Há estacionamento e áreas de descanso para visitantes que desejam permanecer no local, e a visitação é gratuita, segundo o portal Pleno News.

A justificativa apresentada para a execução do projeto afirmou que o monumento foi planejado como um ambiente aberto a cristãos de diferentes denominações, mantendo a tradição de subir ao monte para orar.

‘Aquela Assembleia de Deus não existe mais’, diz pastor veterano

O pastor Sebastião Mariano de Melo, um dos líderes mais antigos da Convenção CIADSETA no Tocantins, lamentou a mudança irreversível de rotina da igreja evangélica nas últimas décadas.

“Aquela Assembleia de Deus não existe mais. O povo era simples e disposto”, disse o pastor ao comentar as características da denominação décadas atrás, pontuando que a presença assídua era favorecida por uma vida com menos distrações.

Na entrevista concedida durante a AGO realizada pela CIADSETA no último final de semana, em Araguaína (TO), Melo lembrou que há quatro décadas havia culto diário, consagrações às 11 horas e orações às 5 da manhã com templos cheios.

Aos 41 anos de ministério, Melo descreve o atual campo onde serve, em Presidente Kennedy (TO) como “pacífico” e afirma sentir-se honrado por servir à comunidade local: “É uma igreja muito boa, um trabalho muito pacífico”, disse ao portal JM Notícia.

O pastor destacou dois desafios que considera constantes na vida de um pastor: resgatar pessoas de fora do convívio religioso — ou presas a ensinamentos considerados distorcidos pela doutrina assembleiana — e ensinar a congregação a orar com regularidade.

Melo entende que o maior acesso à TV e, mais recentemente, o advento das redes sociais, alterou hábitos dos fiéis e reduziu a participação nos cultos. Outro fator é a mudança socioeconômica que o país atravessa: “Naquela época você não encontrava uma mulher trabalhando. Hoje, todas estão trabalhando”, afirmou.

Esse efeito colateral das mudanças sociais, segundo ele, exige conciliação de agendas e novas linguagens na condução do culto, o que exige adaptação da liderança: “Você tem que saber lidar com esse povo”, disse o veterano pastor, acrescentando que quem não entendeu a transição “ficou para trás”.

Evangelista diz que bebê tido como morto no ventre voltou à vida

Um evangelista compartilhou em redes sociais um relato sobre o nascimento de um bebê em Gana, África, que havia sido diagnosticado sem vida no ventre materno. De acordo com o testemunho publicado pelo evangelista Steven Springer, uma mulher grávida de nove meses teria recebido uma previsão negativa de um curandeiro local.

“Em Gana, na África, uma mulher grávida havia sido amaldiçoada por um curandeiro – ele disse que seu bebê morreria e que ela morreria em seguida. O bebê estava sem vida no útero há um mês e a remoção estava programada para aquela semana”, escreveu Springer em seu perfil no Instagram. A mulher confirmou a situação: “Sim, o feiticeiro me amaldiçoou”.

Segundo a narrativa, a gestante participou de uma noite de evangelização em sua vila. No evento, ela ouviu uma mensagem religiosa, decidiu converter-se ao cristianismo e pediu oração.

“Então nós dissemos: ‘Não, não. Eu conheço um homem – o nome dele é Jesus Cristo – e Ele venceu essa maldição’. E começamos a abençoar a criança e a abençoar aquela mulher. Começamos a aplicar o sangue do Senhor Jesus Cristo sobre ela”, detalhou o evangelista.

O relato prossegue afirmando que, durante as orações, o bebê teria se movido no útero. “…de repente… o bebê se mexeu. Um chute. Depois outro. Aquilo que estava morto foi trazido de volta à vida pelo poder da ressurreição de Cristo!”, declarou Springer.

Cinco dias após o evento, a mulher deu à luz um menino saudável, conforme o testemunho. O bebê foi apresentado à comunidade local. “Deus é tão, tão bom! Ele é o mesmo ontem, hoje e para sempre!”, completou o evangelista, ao exibir imagens da criança.

A publicação recebeu centenas de comentários de usuários. Uma pessoa escreveu: “Cristo detém as chaves da vida e da morte”. Outra afirmou: “UAU! Que Deus maravilhoso nós temos! E olhem para aquele menino! Perfeição! Só Deus pode!”.