Ucrânia: ataque russo atinge Igreja Batista em culto e mata pastor

Um ataque russo atingiu uma Igreja Batista na cidade de Zaporizhzhia, no sudeste da Ucrânia, durante uma reunião de oração realizada na quinta-feira, 17 de abril. A ação resultou na morte de ao menos uma pessoa, identificada como o pastor Ruslan Utyuzh, e deixou pelo menos oito feridos.

A Embaixada da Ucrânia nos Estados Unidos informou, em comunicado divulgado enquanto equipes de resgate ainda atuavam no local, que o edifício atingido foi a Igreja Casa do Evangelho, frequentada pela comunidade local há anos. A representação classificou o episódio como uma agressão deliberada contra pessoas reunidas pacificamente para orar.

Produtores do documentário A Faith Under Siege identificaram a vítima fatal como Ruslan Utyuzh, líder da igreja atingida. Ele deixa esposa e dois filhos. Informações publicadas pelo veículo Baptist Standard indicam que o ex-parlamentar ucraniano Pavel Unguryan afirmou que vários líderes religiosos estavam no local para celebrações de Páscoa, e que entre sete e oito pessoas ficaram gravemente feridas.

Unguryan declarou que mais de 300 pessoas consideravam o prédio como seu local de culto e afirmou que cerca de 700 igrejas foram destruídas desde o início da guerra. Ele classificou o ataque como direcionado a pessoas de fé reunidas pacificamente e fez um apelo por orações e ações concretas. Segundo o Conselho Empresarial EUA-Ucrânia, Unguryan integrou o Parlamento da Ucrânia até 2019 e recebeu a Ordem do Mérito de III grau em 2017.

A organização humanitária Mission Eurasia, com sede em Franklin, Tennessee (EUA), mantém relação com a congregação atingida. Kate Akers, diretora de marketing do grupo, informou que a igreja teve origem como uma congregação clandestina e que um de seus membros atua como liderança dentro da entidade. Ela afirmou que igrejas que prestam apoio em momentos de crise costumam ser alvos e destacou que a organização tem documentado casos de perseguição religiosa e ataques a templos no país.

Colby Barrett, produtor do documentário A Faith Under Siege, afirmou que o ataque não foi acidental nem isolado. Ele declarou que a Rússia teria utilizado uma bomba guiada a laser do tipo KAB-1500L. Segundo Barrett, igrejas atingidas funcionam também como centros de ajuda humanitária e apoio comunitário, o que, segundo ele, contribui para que sejam alvos.

Barrett afirmou que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, busca enfraquecer estruturas de apoio comunitário, incluindo organizações religiosas. Ele acrescentou que, desde o início do conflito, ao menos 58 líderes religiosos teriam sido mortos e mais de 700 igrejas danificadas ou destruídas na Ucrânia.

O produtor também relatou um ataque ocorrido em setembro, em Kiev, quando uma igreja preparava a inauguração de um espaço com capacidade para 4.500 pessoas. Ele afirmou que centenas de pastores estavam reunidos no local para uma conferência na noite anterior à abertura, segundo informações do portal The Christian Post.

Segundo Barrett, dois drones do tipo Shahed foram lançados contra o complexo, mas não atingiram diretamente o alvo, caindo a cerca de 90 centímetros de distância e destruindo veículos em um estacionamento próximo.

Ele declarou que, caso os ataques tivessem atingido o alvo principal, ao menos 20 pastores poderiam ter sido mortos. Apesar do episódio, a congregação realizou cultos normalmente na manhã seguinte, com grande participação, e cerca de 200 pessoas compareceram para batismo.

Nikolas Ferreira: governo deve indenizar empresas por escala 5X1

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) formalizou, nesta quinta-feira (16), a apresentação de uma emenda à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que propõe a eliminação da escala de trabalho 6×1.

O acréscimo legislativo estabelece que a União se responsabilize por ressarcir o setor empresarial pelos custos advindos de uma hipotética migração para o novo regime laboral. A matéria encontra-se na dependência de análise e posterior deliberação por parte dos parlamentares.

Segundo justificou o congressista, a medida almeja atenuar o impacto financeiro que a nova regulamentação acarretaria ao segmento produtivo nacional. O deputado esclareceu que o dispositivo proposto obriga o Poder Público a absorver os ônus dessa transição, impedindo que o peso da alteração recaia unicamente sobre os ombros dos empregadores.

Divergindo frontalmente do entendimento que prevalece na base aliada do Palácio do Planalto, o parlamentar sustenta que a compensação estatal deve ser viabilizada por intermédio de políticas fiscais e de estímulo econômico:

— É inadmissível que o Estado, ao expandir garantias de indiscutível ressonância popular, limite-se a repassar a fatura ao empregador. Reformas dessa envergadura demandam seriedade institucional, criteriosa análise técnica, calibragem de variáveis econômicas e a implementação de instrumentos que propiciem uma adaptação progressiva, o incremento da produtividade e a salvaguarda dos empregos formais — assinala um excerto da proposição.

Integrantes do alto escalão da administração de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) advogam a tese de que o custeio da transformação deva ser internalizado pela própria dinâmica do mercado — uma solução que, na avaliação dos críticos, poderia desencadear, além de dispensas em massa, um repasse inflacionário ao consumidor final.

O argumento central mobilizado pelos aliados do presidente Lula repousa na premissa de que trabalhadores submetidos a jornadas menos extenuantes desfrutam de maior bem-estar e, em contrapartida, entregam níveis superiores de eficiência e qualidade no desempenho de suas funções.

Adicionalmente, aponta-se para a redução nos índices de acidentalidade e no acometimento de enfermidades de ordem física ou psicológica, minimizando as ausências por licença médica.

— Um trabalhador devidamente repousado executa suas tarefas com mais excelência, seu rendimento é ampliado. (…) Observem a experiência de outras nações: quando se promoveu a redução da carga horária, quando se reorganizaram os turnos de serviço, o desfecho foi o crescimento da produtividade — declarou o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos.

Nesta quarta-feira (15), o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou que a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa deverá submeter a votação, na próxima quarta-feira (22), a PEC que visa abolir a jornada 6×1.

O parecer de teor favorável foi protocolado na última terça-feira (14) pelo relator designado, deputado Paulo Azi (União-BA). Todavia, a apreciação da matéria foi momentaneamente suspensa em virtude de um requerimento de vista coletiva. Com a finalidade de conferir maior celeridade ao rito de tramitação, novas sessões deliberativas extraordinárias foram agendadas na Câmara, devendo se estender até esta sexta-feira (17). Com: Pleno News.

Lula ataca a direita, mas diz que aceitará derrota para Flávio

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou, em entrevista concedida ao periódico alemão Der Spiegel e publicada nesta quinta-feira (16), que respeitará o veredito das urnas nas próximas eleições presidenciais, ainda que o desfecho aponte para a vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

A despeito desse aceno de reconhecimento à soberania popular, o mandatário assegurou que sairá vitorioso do pleito como condição necessária para assegurar um horizonte de maior solidez ao regime democrático brasileiro.

— Quando a população se manifesta, seja por uma escolha de direita, de esquerda ou de centro, cabe-nos acatar essa deliberação. Jamais teria projetado que um torneiro mecânico, egresso da presidência de um sindicato como eu, viesse a ser conduzido ao Palácio do Planalto em três ocasiões distintas. No entanto, aqui me encontro — afirmou o chefe do Executivo.

O presidente acrescentou que obterá a vitória no escrutínio de outubro por entender que “não há espaço para adeptos do fascismo ou para indivíduos que desdenham da democracia” no seio da sociedade brasileira.

— Essa vertente ideológica de direita que assola o planeta carece de futuro. Em vez de propostas substantivas, ela limita-se a propagar rancor e inverdades — alegou o petista que já foi preso por denúncias de corrupção conduzidas pela extinta Operação Lava Jato.

Em linha com a retórica adotada em suas mais recentes aparições públicas, Lula esquivou-se de anunciar textualmente sua condição de postulante à reeleição, sublinhando que caberá à convenção partidária do PT a formalização definitiva das candidaturas.

Apesar dessa cautela protocolar, a movimentação política indica que o presidente deverá, de fato, concorrer a um quarto período à frente da chefia do governo federal.

— Haverá uma reunião convencional na qual minha legenda debaterá os nomes que encabeçarão as principais chapas. Estou me preparando para esse momento. Minha disposição mental e meu vigor físico encontram-se em plena forma — concluiu Lula. Com: Pleno News.

Pastor questiona: evangélicos são atores ou massa de manobra?

O pastor Samuel Silva apresentará ao público, no próximo dia 13 de maio, sua mais recente produção literária intitulada “Evangélicos: protagonistas?”. O lançamento ocorrerá nas dependências da Igreja Batista do Povo, situada no distrito de São José, capital paulista.

A publicação se propõe a esmiuçar a posição ocupada pela comunidade evangélica na complexa tessitura social e política do Brasil contemporâneo.

O livro debruça-se sobre a notável expansão numérica desse segmento religioso — que já abarca algo em torno de 30% dos habitantes do território nacional — e problematiza o peso de sua influência em uma conjuntura marcada por intensa polarização ideológica.

O escritor lança uma indagação central: estaria esse contingente exercendo genuíno protagonismo ou figurando, na prática, como objeto de instrumentalização por parte de forças políticas?

No decorrer das páginas, Silva sustenta a tese de que a corrente pentecostal desempenhou um papel de relevo na promoção da mobilidade e da transformação social entre as populações economicamente desfavorecidas e residentes nas franjas urbanas. Em sua ótica, a adesão à fé cristã atuou como catalisadora na formação de indivíduos participativos e apegados a um código de conduta ético.

O autor também faz um resgate histórico das raízes do movimento evangélico em solo brasileiro, frisando que sua gênese se deu precisamente entre os estratos mais modestos da população, os quais tiveram de resistir às investidas e constrangimentos oriundos tanto da máquina estatal quanto de outras corporações religiosas hegemônicas.

A análise proposta pelo pastor avança sobre a trajetória do cristianismo no país, traçando um paralelo entre a hegemonia católica de séculos e a posterior inserção das denominações protestantes.

Silva igualmente se aventura na discussão acerca das intersecções entre a esfera do sagrado e a esfera do poder temporal, ponderando inclusive sobre as reverberações do ideário marxista na conformação do pensamento ao longo das últimas décadas.

Outro flanco explorado na obra diz respeito ao preconceito que rotula os evangélicos como sujeitos desprovidos de capacidade crítica ou de autonomia intelectual. O autor rebate essa visão estereotipada, argumentando que o crente genuíno forja suas convicções de maneira independente, alicerçado na leitura e interpretação das Sagradas Escrituras, e não se limita a uma adesão cega aos ditames da liderança clerical.

Silva pontua que, em meio a um ambiente de crescente escrutínio sobre o uso eleitoreiro da religião, os seguidores de Cristo são confrontados com o desafio de oferecer respostas consistentes, reafirmando a essência do cristianismo como uma proposta de sentido espiritual e regeneração para o corpo social.

Trajetória e credenciais do autor

Samuel Silva possui bacharelado em Teologia conferido pelo seminário Vale da Bênção, tendo complementado sua formação acadêmica na Faculdade Unida, no Espírito Santo. Sua qualificação inclui ainda uma especialização em Liderança Missional obtida junto à Saint John University, na Inglaterra.

Portador do título de mestre na área de concentração “Fé e Política” pela Faculdade Teológica Batista de São Paulo, o religioso acumula mais de duas décadas de experiência no campo da mobilização missionária.

Atualmente, exerce seu ministério na Igreja Batista do Povo, em São Paulo, conciliando essa atividade com a participação ativa em projetos voltados para a plantação de novas comunidades eclesiásticas na região do sertão brasileiro. Com: Exibir Gospel.

Mario Frias relata “visita da morte” após ficar na UTI, até Deus agir

O deputado federal Mario Frias (PL-SP) utilizou suas plataformas digitais para se pronunciar publicamente após ter sido submetido a uma intervenção médica destinada a desobstruir vasos sanguíneos localizados na região abdominal.

O parlamentar encontra-se hospitalizado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Sírio-Libanês, na capital federal, desde a última terça-feira (14).

Frias deu entrada no centro médico apresentando um quadro de dores abdominais de forte intensidade. Exames de imagem subsequentes revelaram a presença de uma obstrução vascular, condição clínica classificada pelos especialistas como de alta complexidade e risco.

Conforme informações divulgadas pela assessoria do congressista, o cateterismo para desobstrução foi concluído de maneira exitosa, embora a equipe médica ainda não tenha estabelecido uma data provável para a liberação hospitalar.

Por intermédio de suas redes, o parlamentar fez um desabafo reflexivo, afirmando ter estado frente a frente com a iminência da finitude. Apesar do susto, Frias declarou sentir-se revigorado após o episódio:

— Cada vez que o espectro da morte nos ronda de perto, a existência se desnuda com maior nitidez. É nesse exato limiar que a hierarquia dos nossos valores se reordena, que a essência da alma se sobrepõe ao ruído cotidiano e que o ânimo para prosseguir na batalha ressurge com vigor redobrado — expressou.

O deputado também fez questão de sublinhar a centralidade do sentimento de gratidão e da confiança inabalável na providência divina durante esse período de provação:

— Tenho a plena convicção de que Deus governa soberanamente sobre todas as circunstâncias. Aquilo que muitas vezes nos escapa ao entendimento imediato, aquilo que contestamos ou que chegamos a tachar de iníquo, não representa senão a materialização de uma vontade perfeita, inscrita em linhas que nossa visão presente ainda não alcança decifrar. (…) Hoje, com mais intensidade do que nunca, minha gratidão é integral e incondicional — ressaltou.

Ao final de sua manifestação, Frias reiterou seu compromisso de permanecer inabalável na persecução dos objetivos que o trouxeram à vida pública e na defesa de suas bandeiras no âmbito da Câmara dos Deputados:

— Permaneço inabalável na incumbência de restaurar o Brasil à sua legítima gente. Uma missão que, por mais efêmera que se mostre à luz da eternidade, conduzo com honradez e senso de dever. E detenho o privilégio de desempenhá-la ao lado de Jair Messias Bolsonaro, líder, companheiro de jornada e combatente. Que o Altíssimo nos revista de fortaleza e nos guie até a consumação dos tempos — finalizou.

De acordo com atualizações fornecidas por Juliana Frias, esposa do deputado, a previsão é de que ele permaneça sob monitoramento contínuo na UTI até, ao menos, esta sexta-feira (17). O quadro clínico do parlamentar é descrito como estável, e ele já não reporta os episódios de dor aguda que motivaram a internação inicial.

Justiça rejeita investigar Bolsonaro por chamar petistas de 'feias'

O Ministério Público Federal (MPF) decidiu pelo encerramento, sem abertura de procedimento investigatório, da representação que tinha como alvo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por suposta prática de violência política de gênero.

A notícia de fato havia sido protocolada pelo Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH) em decorrência de um vídeo que circulou nas vésperas do Dia Internacional da Mulher do ano anterior, no qual o ex-mandatário afirmava que as integrantes do Partido dos Trabalhadores são “desprovidas de beleza” e “incomíveis”.

Conforme o parecer subscrito pelo procurador regional dos Direitos do Cidadão, Anselmo Henrique Cordeiro Lopes, embora as manifestações do ex-presidente possam ser classificadas como “censuráveis do ponto de vista social e ético, elas configuram um fato pontual e desconexo de uma estratégia mais ampla de alijamento feminino do debate público”.

O documento acrescenta que não restou comprovada, no bojo do expediente, “qualquer consequência objetiva que caracterize uma ofensa de natureza coletiva apta a justificar a intervenção por meio de ação civil pública”.

Inconformado com o arquivamento sumário, o CNDH interpôs um recurso na esfera administrativa para tentar reverter a deliberação do órgão ministerial.

“Em uma nação que contabiliza a morte de quatro mulheres por dia vítimas de feminicídio, soa intolerável que uma figura pública de projeção nacional se expresse de modo tão agressivo e leviano. As palavras proferidas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, para além de seu teor misógino, atentam frontalmente contra o princípio da isonomia de gênero e contra a deferência que se deve guardar às mulheres que atuam na vida pública”, declarou Ivana Leal, presidente do CNDH.

A peça recursal também leva a assinatura do advogado Carlos Nicodemos, que integra o colegiado do conselho na condição de conselheiro.

Contexto da polêmica

As declarações controversas de Bolsonaro foram trazidas a público em 6 de março do ano passado, por intermédio de um de seus filhos, o vereador Jair Renan (PL).

“Basta observar, não há nenhuma representante do PT que seja bela. Apenas as desprovidas de formosura. Por vezes, quando estou transitando por um aeroporto, alguém me dirige ofensas. Uma mulher, geralmente. Eu a observo e penso: ‘Minha nossa, mãe. Incomível’”, registrou o ex-presidente no trecho divulgado.

A gravação que veio à tona consiste em um fragmento editado de uma locução mais extensa, desprovido de qualquer indicação quanto ao seu contexto original. Na montagem, a palavra “incomível” é repetida em destaque, e a peça recebeu a sobreposição do adereço visual conhecido como “óculos Thug Life“, um recurso estilístico frequentemente utilizado por Bolsonaro para enfatizar suas invectivas contra oponentes.

O histórico do ex-chefe do Executivo é pontuado por diversas manifestações de cunho misógino empregadas como instrumento de depreciação de mulheres com as quais travou embates políticos.

Em episódio anterior, por exemplo, afirmou que a deputada federal Maria do Rosário (PT) “não faz jus a ser estuprada por ser demasiadamente feia”, declaração pela qual acabou condenado judicialmente a se retratar publicamente e a indenizar a parlamentar por danos morais.

Ao repercutir a informação sobre o arquivamento do caso, publicada originalmente na coluna da jornalista Mônica Bergamo, no periódico Folha de S.Paulo, o também jornalista Paulo Figueiredo reagiu com um comentário de tom provocador: “Se a apuração fosse feita a sério, constatariam que ele está coberto de razão”, escreveu.

Ex-gay processado por testemunhar conversão encoraja cristãos

O cristão maltês Matthew Grech afirmou que enfrentou um processo judicial por compartilhar seu testemunho de fé e deixou um apelo para que outros cristãos defendam publicamente suas crenças. Ele foi levado repetidas vezes aos tribunais ao longo de três anos após declarar que abandonou o estilo de vida homossexual, caso que terminou com sua absolvição no mês anterior.

As acusações tiveram início em 2022, após uma entrevista concedida ao PMnews Malta. Na ocasião, Grech comentou suas convicções sobre fé e sexualidade, o que levou à abertura de um processo com base na legislação que proíbe práticas conhecidas como “terapia de conversão”. Malta foi o primeiro país da Europa a adotar esse tipo de proibição, em 2016.

Segundo Grech, ele compareceu 17 vezes ao tribunal e chegou a enfrentar a possibilidade de multa de até 5 mil euros ou prisão de até cinco meses. Ele afirmou que considerou a acusação desproporcional, por se tratar de declarações feitas em entrevista.

Durante o relato, Grech disse que passou por uma experiência de conversão religiosa aos 19 anos e que, a partir disso, decidiu rever sua vida pessoal: “Tive um encontro com Jesus quando tinha 19 anos, e Ele passou a ocupar o centro da minha vida”, declarou, acrescentando que, após esse processo, optou por encerrar um relacionamento e seguir os ensinamentos bíblicos.

O maltês também afirmou que sua decisão trouxe mudanças em sua percepção pessoal. “Foi incrível sentir-me livre para descobrir minha masculinidade, meu propósito de Deus para minha vida”, disse. Ele acrescentou que o processo envolveu desafios, mas afirmou que encontrou “esperança, alegria e paz” em sua fé.

Grech declarou que a legislação no país tem sido usada para restringir relatos como o seu e criticou o que chamou de limitação ao debate público. Ele também afirmou que, após o início do processo judicial, deixou de ser convidado para entrevistas na mídia local.

O caso envolveu denúncias apresentadas por ativistas ligados a movimentos LGBT no país, incluindo participantes da elaboração da legislação que proíbe evangelismo. O processo também incluiu questionamentos sobre a menção feita por Grech à Federação Internacional para Escolha Terapêutica e de Aconselhamento (IFTCC), entidade que oferece apoio a pessoas que desejam mudar comportamentos ou sentimentos relacionados à sexualidade.

Após a absolvição, Grech afirmou que o caso teve impacto na liberdade de expressão e defendeu a necessidade de discussões abertas sobre o tema. Ele mencionou decisões recentes nos Estados Unidos como indicativo de mudanças no cenário internacional.

Ao comentar sua experiência, Grech incentivou cristãos a manterem suas convicções mesmo diante de pressões sociais. “Jesus disse: ‘Alegrem-se quando forem perseguidos por causa do Reino dos Céus, porque grande é a sua recompensa’”, afirmou. Ele acrescentou que acredita que a fé deve ser compartilhada com confiança, mesmo em contextos adversos.

Grech também declarou que vê sua trajetória como parte de sua vivência religiosa. “Eu não passei por isso como um criminoso. Passei por isso como um cristão que crê na Bíblia”, disse, conforme informado pelo The Christian Post. Segundo ele, a experiência reforçou sua disposição de continuar expressando suas crenças publicamente.

Lee Strobel: filme ‘A História de Tudo’ pode converter ateus

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O apologista Lee Strobel afirmou que o debate entre ciência e fé ganhou maior relevância nas últimas décadas. Segundo ele, quando iniciou suas investigações sobre o cristianismo no início dos anos 1980, os principais recursos disponíveis eram históricos, como textos antigos, relatos de testemunhas e argumentos filosóficos.

“O debate entre ciência e fé tornou-se cada vez mais relevante e proeminente nos últimos anos”, declarou Strobel, autor do livro Em Defesa de Cristo. Ele acrescentou: “Vamos encarar os fatos: muitas das evidências surgiram apenas nos últimos 50 anos. Quanto mais evidências vemos, mais elas desafiam as suposições céticas sobre a fé. Agora que as evidências da cosmologia, da física e da bioquímica apontam de forma tão convincente para um Criador, os jovens, em particular, estão reagindo”.

Strobel atua como produtor executivo do documentário A História de Tudo, com estreia prevista para 30 de abril. O filme apresenta argumentos de que descobertas recentes em áreas como cosmologia, física e biologia molecular podem ser interpretadas como indicativos da existência de um Criador.

Ex-editor jurídico do Chicago Tribune, Strobel afirmou que o documentário reúne elementos que ele próprio buscava quando ainda se identificava como cético. “O filme faz um trabalho criativo e convincente ao apresentar o argumento de que a ciência aponta para a existência de um Criador que corresponde à descrição do Deus da Bíblia”, disse.

Baseado em ideias do autor Stephen C. Meyer, o filme aborda desde a origem do universo até a estrutura da informação no DNA. Segundo Strobel, a proposta é apresentar dados científicos para que o público avalie as conclusões. Ele afirmou que sua própria trajetória incluiu análise de evidências científicas e históricas. “Minha jornada até Cristo como ateu teve duas fases”, declarou.

“Certamente considerei as evidências da ciência e como elas apontam para um Criador sobrenatural. Também me aprofundei nas evidências da ressurreição para determinar se Jesus é o Filho unigênito de Deus”.

Entre os argumentos apresentados, Strobel citou a ideia de que o universo teve um início: “Agora sabemos que o universo começou a existir em algum momento do passado”, afirmou. “Portanto, deve haver uma causa além do universo”. Ele acrescentou que essa causa seria, em sua avaliação, “transcendente, atemporal, imaterial, poderosa e pessoal”.

Strobel reconheceu que a conclusão envolve um elemento de fé, mas afirmou que a decisão pode ser tomada com base em evidências. “Sim, no fim das contas, é preciso dar um ato de fé, mas é um ato na direção para a qual as evidências apontam. Isso é lógico e racional”, declarou.

O documentário também aborda o conceito de ajuste fino do universo e a complexidade da informação biológica. “Onde quer que vejamos informações, sempre há uma inteligência por trás delas”, afirmou Strobel. Ele acrescentou que, em sua avaliação, as evidências atuais são mais claras do que nas décadas anteriores. “Esse tipo de evidência se tornou muito mais nítido do que quando eu investigava questões espirituais na década de 1980”, disse.

Segundo Strobel, o interesse pelo tema tem crescido, especialmente entre jovens, embora a percepção de conflito entre ciência e religião ainda persista. “Por diversas razões, algumas pessoas não querem que exista um Criador”, afirmou. “À primeira vista, a ciência pode argumentar contra a existência de um Criador; mas se investigarmos mais a fundo, encontraremos a face do próprio Deus”.

O filme é produzido por Brian Bird, com participação de especialistas como o matemático John Lennox e o filósofo Jay W. Richards. A produção reúne entrevistas e análises sobre a relação entre descobertas científicas recentes e a hipótese de design.

Strobel afirmou que o objetivo do documentário é incentivar reflexão. “O design implica um Designer, e se tal Designer existe, por que Ele nos criou à Sua imagem? E se fomos criados à Sua imagem, o que isso implica sobre o nosso propósito e lugar no universo?”, disse. Ele acrescentou: “Não somos um acidente; Deus nos criou intencionalmente. E se isso é verdade, então a coisa mais poderosa que podemos fazer é nos conectar pessoalmente com Ele”.

O autor concluiu afirmando que espera que o filme contribua para o debate: “Espero que os cristãos assistam ao filme porque ele fortalecerá sua fé. E espero que as pessoas espiritualmente curiosas assistam ao filme porque ele abrirá seus olhos como nunca antes para a realidade de um Criador”, declarou, segundo informações do portal The Christian Post.

Prisão do fundador da Choquei faz ressurgir bordão “grande dia”

A detenção do influenciador digital Raphael Sousa Oliveira, proprietário do perfil de grande alcance Choquei, provocou intensa movimentação nas plataformas digitais na quarta-feira (15).

O episódio fez reacender a circulação em massa da expressão “grande dia”, bordão que remonta à figura do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o qual foi amplamente resgatado e replicado nos trending topics.

A frase ganhou tração meteórica na rede social X (antigo Twitter), figurando entre os assuntos mais mencionados do dia, puxada sobretudo por internautas que manifestavam regozijo com o desfecho judicial envolvendo Oliveira.

Nas postagens que acompanhavam o termo, os usuários fizeram questão de recordar o histórico de alinhamento e suporte público que o administrador da Choquei havia dispensado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O conglomerado de mídia Choquei ostenta uma audiência superior a 36 milhões de seguidores, somadas as bases nas plataformas X e Instagram.

O perfil ascendeu nos últimos anos como um dos principais polos de engajamento no ambiente virtual brasileiro, notabilizando-se também pelo viés editorial explicitamente favorável à gestão petista, em virtude dos laços próximos mantidos entre Raphael Sousa e a primeira-dama, Rosângela da Silva, a Janja. Durante a disputa eleitoral de 2022, a página não disfarçou sua predileção, promovendo uma cobertura massiva e favorável à candidatura do petista.

Detalhamento da operação policial que resultou na captura

Raphael Sousa foi capturado na capital goiana, na manhã desta quarta-feira (15), no escopo de uma ofensiva deflagrada pela Polícia Federal (PF) que desmantela uma organização criminosa especializada em ocultação de capitais.

As investigações apuram um fluxo financeiro clandestino que teria superado a cifra de R$ 1,6 bilhão. A mesma ação resultou na prisão dos artistas do gênero funk MC Ryan SP e MC Poze do Rodo.

Além da ordem de prisão temporária, o influenciador também foi alvo de mandado judicial de busca e apreensão.

Conforme o relato da autoridade policial, os suspeitos estruturavam uma complexa engenharia para dissimular a origem e o destino de vultosos recursos, empregando operações de câmbio não declaradas, manejo de grandes volumes de papel-moeda e negociações lastreadas em ativos digitais.

A investida contou com um efetivo superior a 200 agentes federais, responsáveis pelo cumprimento de 45 mandados de busca e apreensão e 39 de prisão de natureza temporária.

As diligências se estendem por múltiplas unidades da federação, abarcando os estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná e Goiás, bem como a capital da República.

No decurso da execução das medidas cautelares, as equipes lograram apreender uma frota de veículos de luxo, montantes em espécie, extensa documentação contábil e dispositivos eletrônicos de armazenamento de dados.

Os implicados no esquema poderão vir a ser responsabilizados judicialmente pelos crimes de constituição de organização criminosa, lavagem de capitais e remessa ilegal de divisas para o exterior. Com: Pleno News.

Franklin Graham minimiza meme de Jesus criado por Trump

O evangelista Franklin Graham divulgou um comunicado na manhã de quinta-feira, 17 de abril, no qual comentou a repercussão de uma publicação do presidente Donald Trump nas redes sociais. A imagem, posteriormente removida, mostrava Trump com aparência semelhante à de Jesus Cristo.

Graham afirmou não acreditar que Trump tenha feito a associação de forma intencional. “Não acredito que o presidente Trump se retrataria conscientemente como Jesus Cristo — isso certamente seria inapropriado. Agradeço que o presidente tenha deixado bem claro que não era isso que ele pensava que a imagem gerada por IA representava — ele achou que era um médico ajudando alguém e, quando soube das preocupações, removeu a publicação imediatamente”, declarou.

A postagem havia sido publicada na Truth Social e foi apagada na segunda-feira, 14 de abril, após críticas de apoiadores e do presidente da Câmara dos Representantes, Mike Johnson. Trump negou que estivesse se comparando a Cristo e afirmou que interpretou a imagem como a de “um médico” auxiliando pessoas.

Na quarta-feira, 16 de abril, Trump compartilhou outro conteúdo, no qual aparece sendo abraçado por Jesus diante de uma bandeira dos Estados Unidos. A legenda sugeria que Deus poderia estar utilizando o presidente para expor adversários políticos. “Os lunáticos da esquerda radical podem não gostar disso, mas eu acho muito legal!!!”, escreveu.

Franklin Graham declarou concordar com a explicação apresentada por Trump sobre a primeira imagem e afirmou não ter identificado elementos religiosos na ilustração. “Quando olhei para a ilustração, não cheguei à mesma conclusão que alguns. Não havia referências espirituais — nenhuma auréola, nenhuma cruz, nenhum anjo. Era uma bandeira, soldados, uma enfermeira, aviões de caça, águias, a Estátua da Liberdade, e acho que isso é muito barulho por nada”, disse em publicação no X.

Ele também comentou as críticas direcionadas ao presidente. “Há muita especulação mal-intencionada. Acho que seus inimigos estão sempre se precipitando em qualquer oportunidade para prejudicá-lo”, afirmou.

Ao mencionar a segunda imagem, Graham incentivou a busca por orientação espiritual. “Devo dizer que gosto do fato de esta ser uma imagem de Jesus sussurrando em seu ouvido, ou pelo menos com a mão em seu ombro, guiando-o. Todos nós precisamos disso — todos nós precisamos ouvir Jesus”, declarou.

O evangelista acrescentou que a repercussão estaria sendo ampliada de forma indevida. “Mais uma vez, acho que estão tentando distorcer a situação para que pareça algo que não é. Lembrem-se, o presidente Trump não desenhou isso, ele não criou isso, ele republicou em suas redes sociais porque achou bonito — e eu concordo”, disse.

As declarações ocorrem em meio a divergências públicas entre Trump e o papa Leão XIV sobre temas internacionais, incluindo a guerra no Irã. No comunicado, Graham manifestou expectativa de um eventual encontro entre ambos. “Não sou católico, sou evangélico, mas reconheço a forma como o presidente Trump defendeu a liberdade religiosa de pessoas de todas as crenças, incluindo milhões de evangélicos e católicos nos EUA e em todo o mundo. Ele é o presidente mais pró-cristão e pró-vida da minha vida, e não se esquiva disso”, afirmou.

Ele também declarou: “Espero que o presidente e o papa Leão possam se encontrar em algum momento, e que o papa tenha a oportunidade de agradecer ao presidente pelos seus esforços para proteger a liberdade religiosa dos católicos e das pessoas de todas as crenças”.

Nos últimos dias, Graham também esteve envolvido em outros episódios relacionados ao presidente. No Domingo de Ramos, Trump divulgou uma carta enviada pelo evangelista em outubro anterior, na qual ele o incentivava a refletir sobre sua fé. Durante a Semana Santa, Graham participou de um almoço na Casa Branca que gerou repercussão após declarações da televangelista Paula White-Cain, segundo o The Christian Post.

Em março, durante a Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), realizada em Grapevine, no Texas, Graham afirmou que era importante apoiar Trump. Posteriormente, ele declarou que “se expressou mal” e que se referia às políticas defendidas pelo presidente.