Saiba quando estreia novo longa dos diretores de ‘A Forja’

A produtora AFFIRM Films, divisão da Sony Pictures, anunciou o lançamento nos cinemas de A Virada: Ignição da Alma, remake brasileiro do primeiro filme dos irmãos Kendrick. A estreia está prevista para setembro.

A nova produção reinterpreta o filme A Virada, lançado originalmente em 2003 pelos cineastas Alex Kendrick e Stephen Kendrick. O projeto foi desenvolvido após o crescimento da influência dos diretores no Brasil, especialmente depois do desempenho do filme A Forja, de 2024, que estreou na liderança de bilheteria no país.

Os cineastas informaram que, durante a divulgação de seus trabalhos, mantiveram contato com líderes brasileiros que manifestaram interesse em produções locais com temática religiosa. A partir dessa demanda, a AFFIRM Films firmou parceria com os irmãos Kendrick para investir em talentos brasileiros, em colaboração com o produtor executivo Ygor Siqueira e a produtora 360WayUp.

A equipe escolheu A Virada: Ignição da Alma para ser reinterpretado sob uma perspectiva cultural brasileira, considerando o filme como um dos favoritos do público. Antes do início das filmagens, os irmãos Kendrick organizaram um curso intensivo de cinema no Rio de Janeiro, reunindo participantes de diferentes regiões do país. Parte dos profissionais envolvidos na produção foi selecionada a partir dessa iniciativa. As filmagens principais começaram no Rio de Janeiro no outono de 2025.

“Os cineastas brasileiros tinham todo o talento e os ingredientes necessários, mas queriam que os ajudássemos a produzir algo inspirador no Brasil, com a mesma qualidade que viram em A Forja”, afirmou Alex Kendrick, segundo o The Christian Post.

Stephen Kendrick descreveu o cronograma de produção como acelerado em comparação aos padrões habituais: “O que normalmente leva meses de preparação aconteceu em dias”, disse.

“Foi incrível. Não conhecíamos o idioma, os recursos locais ou a cultura, mas vimos Deus nos ajudar a fazer mais em menos tempo. Descobrimos que pastores brasileiros estavam orando por isso há cinco anos. O filme tem uma fotografia, atuações e trilha sonora melhores do que o original, e a história é tão impactante quanto. Estou muito animado para ver como o público reagirá a esta nova versão nos cinemas neste outono”, acrescentou.

Ambientado no Rio de Janeiro, o filme acompanha Noah Silva, um vendedor de carros usados cuja conduta nos negócios passa a afetar sua vida pessoal. Após enfrentar dificuldades, o personagem inicia um processo de mudança, buscando reconstruir sua integridade e restabelecer a relação com a família.

O elenco inclui Mario Bregieira, Pérola Faria, Gui Tavares, Felipe Folgosi, Adriano Canindé e Elizeu Rodrigues, além da participação de Alex Kendrick. O roteiro é assinado por Alex Kendrick, com direção de Alessandro Barros.

A produção foi gravada em português e será dublada e legendada em inglês para exibição no mercado norte-americano. O lançamento no Brasil e na América Latina está previsto para setembro, antecedendo em um mês a estreia nos Estados Unidos.

“Foi uma honra colaborar com os Kendricks nos últimos 20 anos e testemunhar em primeira mão o extraordinário impacto mundial de seus filmes”, afirmou Rich Peluso. “É emocionante ver a história de A Virada reimaginada de uma forma nova e significativa”.

A produção reúne Mark Miller, Stephen Kendrick, Alex Kendrick, Daniel Friesen e Wiltonauar Moura, com produção executiva dos irmãos Kendrick, Jim McBride e Ygor Siqueira.

EUA: igreja fundada por brasileiros dobra a capacidade em templo

Prestes a completar quatro décadas de trajetória, a Reach Church está de endereço renovado. Nos dias 1º, 2 e 3 de maio, será oficialmente inaugurado o novo santuário da congregação, situado na localidade de Hyannis, no estado de Massachusetts, costa leste dos Estados Unidos. A construção da igreja fundada por brasileiros consumiu um período de um ano e dez meses até sua conclusão.

A comunidade religiosa carrega consigo o pioneirismo: há aproximadamente três décadas, destacou-se como a primeira da região a edificar um templo partindo literalmente dos alicerces, erguido pelas mãos da própria colônia de imigrantes brasileiros.

Agora, sob a condução do pastor Dennis Marcelino, a igreja inscreve um novo e expressivo capítulo em sua jornada, materializado em um complexo que representa um salto considerável tanto em tamanho quanto em funcionalidade, segundo o Pleno News.

As instalações foram significativamente expandidas, e a capacidade de acolhimento do público foi praticamente duplicada. Com isso, a igreja passa a dispor de condições muito mais amplas para recepcionar seus membros e frequentadores, bem como para realizar suas atividades litúrgicas, de ensino e de cunho social.

A meta central é ofertar um ambiente que seja proporcional ao ritmo de crescimento da comunidade de fé e que atenda com mais excelência às necessidades do entorno.

— Estamos atravessando um período de imensa alegria e nosso coração transborda gratidão a Deus. Foram quase dois anos de suor, oração e envolvimento sacrificial de toda a membresia para que esse sonho pudesse sair da planta e se concretizar em tijolos. Contemplar este novo templo finalizado não representa apenas o alcance de uma meta de tijolos e argamassa, mas sobretudo a mais pura confirmação de que o Senhor tem sido o arquiteto e o guia de cada passo da nossa história — declarou o pastor Dennis Marcelino.

Missionário faz noites de jogos de tabuleiro em evangelismo

Um missionário que atua na Eslovênia tem conseguido cativar a juventude local por meio de jogos de tabuleiro, convertendo a cultura gamer em uma via inusitada para a proclamação do Evangelho pela atividade de evangelismo.

Tudo começou quando Daniel Bates se deparou com uma loja especializada em jogos, situada entre cafés e vielas históricas do centro de Liubliana, a capital do país. Ele passou a frequentar o espaço e, em pouco tempo, estabeleceu vínculos estreitos com outros jogadores assíduos. Aquilo que inicialmente não passava de um hobby partilhado logo se transformou em uma estratégia local de evangelização.

Enviados à Eslovênia pelo Conselho de Missões Internacionais (IMB), Daniel e a esposa, Heather, vinham encontrando sérias dificuldades para criar laços genuínos com os moradores, sobretudo em razão da barreira linguística.

A imersão na comunidade gamer, contudo, desatou esses nós. O proprietário da loja convidou Daniel a engajar-se em encontros semanais realizados em outra localidade, os quais congregam jogadores provenientes de distintas regiões do país.

Além das reuniões presenciais, o grupo mantém-se conectado por intermédio de plataformas digitais. “Utilizamos redes como Reddit, WhatsApp, Messenger e Discord como parte da nossa estratégia de engajamento digital para o ministério. É onde as pessoas estão, então desejamos estar lá também”, explicou o missionário.

Ele acrescentou que, embora muitos jovens jamais cheguem a conversar pessoalmente, limitando-se à interação virtual, o grupo de jogos se diferencia por adotar um modelo híbrido, o que termina abrindo ponte para o evangelismo: encontram-se face a face e recorrem ao canal do Discord para sustentar o contato ao longo da semana. “Levar esses relacionamentos do ambiente digital para o físico é difícil. É exatamente isso que torna esse grupo tão especial”, observou.

A convivência, tanto on-line quanto presencial, abriu caminho para a edificação de relacionamentos mais profundos. Em meio às conversas sobre jogos, Daniel passou a falar de Jesus e a compartilhar as boas-novas, dando início ao evangelismo. Numa dessas ocasiões, um dos participantes pediu expressamente para ouvir mais a respeito de Cristo.

A experiência também fez com que os missionários notassem o vivo interesse dos jovens eslovenos pelos jogos de tabuleiro como forma de socialização.

“Começamos a refletir sobre como poderíamos utilizar essa cultura para impactar a nossa cidade. A essência dos jogos não reside nos jogos em si, mas na possibilidade de estar em grupo e conectar-se através de uma atividade comum. Isso se encaixa perfeitamente nessa demanda por autenticidade que temos percebido”, comentou Daniel.

Tempos depois, eles iniciaram uma parceria com igrejas locais, auxiliando na realização de eventos com jogos que servem como portas de entrada para a mensagem cristã.

De acordo com o IMB, na Eslovênia os evangélicos são frequentemente encarados com suspeita, por vezes chegando a ser rotulados como uma seita. Em um país de 2,2 milhões de habitantes, existem apenas nove igrejas evangélicas, as quais reúnem cerca de 300 membros no total.

“É muito difícil atrair pessoas que estão fora da igreja”, reconheceu Daniel. Muitos jovens, embora possuam origem católica, identificam-se como ateus e precisam lidar com forte resistência familiar ao evangelismo quando demonstram interesse em explorar outras crenças.

Dentro desse contexto adverso, o simples ato de participar de uma noite de jogos realizada no interior de um templo “já é um grande acontecimento”.

Nas palavras do missionário, esses jovens estão rompendo tradições antiquadas apenas pelo gesto de cruzar a soleira da porta. Eles passam horas sentados ao lado de membros da igreja, entabulando conversas sobre a vida e sobre o que significa depositar a fé em Jesus. E ele concluiu: “É apenas o começo”. Com: Guiame.

Ministério feminino sob investigação policial por desvio de recursos

A polícia investiga um ministério feminino da Igreja Episcopal no estado de Ohio, nos Estados Unidos, por suspeitas de irregularidades financeiras. A informação foi divulgada em carta pública recente da bispa da diocese.

A reverendíssima Anne B. Jolly, bispa da Diocese Episcopal de Ohio, informou na semana passada que o Departamento de Polícia de Cleveland conduz uma investigação envolvendo a seção feminina da igreja na diocese. A comunicação foi compartilhada pelo veículo Anglican Ink.

“Escrevo para informá-la sobre uma situação envolvendo irregularidades financeiras nas contas da Associação de Mulheres da Igreja Episcopal”, afirmou Jolly. “Discrepâncias significativas foram identificadas e constatou-se que houve desvio de fundos”.

A bispa declarou que, após a identificação das inconsistências, a liderança da organização adotou medidas imediatas para proteger as contas e iniciar uma revisão completa. Segundo ela, o processo ocorre em consulta com o chanceler diocesano e outros assessores. “Ao tomarmos conhecimento dessas preocupações, trabalhamos com a liderança da ECW para tomar medidas imediatas a fim de garantir a segurança das contas e iniciar uma revisão completa”, escreveu.

Jolly informou que o caso envolve um indivíduo não identificado e afirmou que a privacidade deve ser preservada até a conclusão das investigações. Ela acrescentou que não há indícios de impacto nas contas operacionais da diocese. “Não há indicação de que as contas operacionais da diocese tenham sido afetadas”, declarou.

A bispa reconheceu a preocupação entre os membros da comunidade e afirmou que o caso está sendo tratado com rigor: “Reconhecemos que esta notícia pode ser preocupante. Saibam que estamos tratando deste assunto com diligência, integridade, responsabilidade e cuidado, e com a supervisão adequada à nossa vida em comum”.

A organização Episcopal Church Women (ECW) da Diocese Episcopal de Ohio informa em seu site que tem como objetivo promover uma comunidade inclusiva de mulheres, com foco em relacionamentos, mentoria entre gerações e ações voltadas à justiça e ao cuidado social. A entidade também declara buscar um ambiente baseado na fé, voltado ao crescimento conjunto e ao compartilhamento de conhecimento.

O grupo mantém programado o 148º Retiro e Reunião Anual da ECW para o mês de agosto, na Fazenda Bellwether, de acordo com informações do portal The Christian Post.

Nos últimos meses, outra ocorrência envolvendo uma entidade da mesma região também foi alvo de investigação criminal. Em agosto passado, Brett Boardwine, de 31 anos, funcionário do departamento de comunicação da Catedral Episcopal da Trindade, em Cleveland, foi preso sob acusação de aliciar uma menor para fins sexuais.

Boardwine também atuava em um distrito escolar local e foi colocado em licença administrativa. A medida foi confirmada pelo reverendo Bernard J. Owens, reitor da Catedral Episcopal da Trindade. “Nossa maior prioridade é a segurança daqueles que estão sob nossos cuidados. Embora atualmente não tenhamos motivos para acreditar que alguém da comunidade da Catedral da Trindade tenha sofrido algum dano, coloquei Brett em licença administrativa imediata”, afirmou.

Vitória da vida: clínica que fez quase 20 mil abortos é destruída

O estado do Kentucky, nos Estados Unidos, testemunhou recentemente a destruição física daquela que foi sua derradeira unidade de práticas de aborto na região. O prédio que abrigou o EMW Women’s Surgical Center, situado no centro de Louisville, veio abaixo por ação de máquinas demolidoras, selando de forma concreta o encerramento de um capítulo que se estendeu por mais de quatro décadas.

De acordo com informações divulgadas pelo periódico Kentucky Today, o estabelecimento médico funcionou ininterruptamente desde o ano de 1981 naquela localização. Suas atividades, contudo, foram integralmente cessadas em 2022, quando o Kentucky promulgou a proibição do aborto em seu território — medida que se tornou juridicamente viável a partir da histórica decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que derrubou a jurisprudência pró-aborto que vigorava em âmbito nacional.

Naquele mesmo ano, a filial da organização Planned Parenthood que operava na cidade de Louisville também encerrou definitivamente suas portas.

A área onde se erguia a estrutura do EMW foi completamente desobstruída para ceder espaço a um ambicioso empreendimento hoteleiro de 27 pavimentos. Enquanto as obras de construção propriamente ditas não têm início, o terreno será temporariamente aproveitado como área de estacionamento.

A clínica foi originalmente fundada por um quarteto de médicos — dentre os quais figuravam professores do renomado departamento de obstetrícia e ginecologia da Universidade de Louisville — e especializava-se na realização de abortos em fetos cuja idade gestacional variava entre 6 e 21 semanas, empregando tanto métodos farmacológicos quanto intervenções cirúrgicas.

Estatísticas compiladas pelo Gabinete de Saúde e Serviços à Família do estado (CHFS, na sigla em inglês) revelam que, no intervalo entre 2017 — ano em que o governo local passou a contabilizar oficialmente os procedimentos — e 2022, o EMW Women’s Surgical Center foi responsável por 19.640 interrupções de gravidez.

Esse número alarmante equivale a aproximadamente 92% do total de abortos oficialmente registrados em toda a extensão do território do Kentucky nesse interstício. Já o somatório de vidas interrompidas desde a inauguração da clínica, em 1981, até o início do monitoramento estatal, em 2017, permanece como uma cifra desconhecida e não documentada.

Defesa da vida

Matthew Harper, diretor da missão em defesa da vida intitulada Speak For the Unborn (Fale Pelos Não Nascidos) — organização que atuou ativamente nas imediações da EMW encorajando mulheres a reconsiderarem a decisão pelo aborto e a optarem pela preservação da vida — manifestou seu júbilo diante da demolição da última clínica abortista do Kentucky.

“O desmoronar da estrutura física da unidade de abortos EMW representa a materialização de décadas de orações perseverantes e se constitui como um monumento à fidelidade inabalável de Deus”, declarou Harper em entrevista ao veículo Kentucky Today.

“Meu coração se enche de contentamento por ter tido o privilégio de testemunhar esse acontecimento com meus próprios olhos. Agora, o verdadeiro labor está apenas principiando. Os cristãos têm, há muitos anos, oferecido esperança e assistência concreta. Porém, neste novo tempo, mais do que nunca, carecemos de um número ainda maior de fiéis que se disponham a sair da inércia e a amparar as famílias e as mães que se encontram em situação de fragilidade ou em meio a gestações que ocorrem em contextos de crise”, completou o líder.

Na mesma direção, Shelly Green, que ocupa o posto de diretora executiva da organização Right to Life (Direito à Vida) de Louisville, avaliou que a remoção da clínica de aborto do horizonte citadino carrega um peso simbólico profundo para a comunidade que milita pela proteção dos nascituros, segundo o Guiame.

“Por décadas a fio, a EMW configurou-se como um sítio onde uma multiplicidade incalculável de crianças ainda por nascer tiveram suas trajetórias vitais ceifadas, e onde uma legião de mulheres experimentou as marcas de uma profunda angústia e de uma pressão insuportável. Seu fechamento definitivo e sua subsequente supressão da paisagem urbana traduzem, de forma eloquente, a virada de uma página histórica, apontando em direção a um porvir no qual as mulheres sejam genuinamente apoiadas, os núcleos familiares sejam revigorados e a vida humana seja resguardada e protegida em cada etapa de seu desenvolvimento”, enfatizou Shelly Green.

Justiça condena igreja a indenizar fiéis que foram vítimas de fraude

O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul decidiu responsabilizar civilmente uma instituição religiosa por atos ilegais praticados por integrantes de sua liderança. O julgamento foi conduzido pela 10ª Câmara Cível e analisou um esquema de fraude ocorrido a partir de 2010, que atingiu dezenas de pessoas.

A ação judicial nº 5000122-72.2013.8.21.0078 foi proposta por 23 autores, entre pessoas físicas e uma empresa. Eles relataram ter participado de um suposto negócio de compra de veículos, com pagamento antecipado, sob a informação de que automóveis teriam sido doados por órgãos públicos a igrejas evangélicas. Segundo os autos, os veículos não foram entregues, configurando prejuízo aos envolvidos.

As investigações apontaram a participação de pastores e membros ligados a diferentes unidades da igreja em diversos estados. Em Veranópolis, por exemplo, pessoas vinculadas à instituição atuaram como intermediárias das negociações. De acordo com o processo, a associação com a igreja contribuiu para a confiança das vítimas na proposta apresentada.

O esquema, conforme descrito nos autos, apresentava elementos que simulavam regularidade. Contratos eram formalizados, reuniões ocorriam em espaços ligados à igreja e os pagamentos eram realizados por meio de depósitos em contas indicadas pelos envolvidos. Essas contas estavam em nome de pessoas físicas, empresas e entidades religiosas, o que dificultou a identificação das irregularidades no início.

Na primeira instância, a Justiça reconheceu a responsabilidade solidária dos réus e determinou o pagamento de indenizações por danos materiais e morais. Também foi reconhecida a responsabilidade civil de duas igrejas, com base no vínculo entre os representantes e a instituição e na confiança estabelecida com os fiéis.

Ao julgar o recurso, a 10ª Câmara Cível manteve a condenação, com ajustes. A decisão, tomada por maioria, fixou indenização por danos morais em R$ 5 mil para cada pessoa física e afastou esse tipo de reparação para a empresa, por ausência de comprovação. O colegiado também definiu que uma das rés responderá apenas pelos valores que transitaram por sua conta bancária, afastando a responsabilidade solidária nesse ponto.

O relator, desembargador Jorge Alberto Schreiner Pestana, afirmou que não houve participação direta da instituição religiosa na fraude, mas destacou a existência de contribuição indireta. Ele apontou falhas na supervisão dos representantes, que teriam utilizado a posição de liderança religiosa para conferir credibilidade ao esquema.

O julgamento também abordou o nexo de causalidade entre as condutas apuradas e os prejuízos registrados. As provas indicaram que reuniões relacionadas ao caso ocorreram em dependências da igreja, o que, segundo o colegiado, contribuiu para a confiança dos participantes.

De acordo com informações do Conjur, com base nesses elementos, a decisão concluiu que instituições religiosas podem ser responsabilizadas civilmente quando há falhas de fiscalização e uso indevido da confiança dos fiéis por seus representantes.

História de ateu que demoliu igreja mas se converteu vira filme

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O diretor Miguel Salvador lançou o documentário A Vingança de Deus, que ultrapassou 600 mil visualizações nas duas primeiras semanas de exibição. A produção apresenta a trajetória de seu avô, Jessé Salvador, na cidade de Prata, conhecida por relatos envolvendo sua postura contrária à religião.

Jessé Salvador era casado com Lila, professora, e pai de nove filhos. Segundo familiares, ele era reconhecido por atitudes generosas, mas também por um temperamento considerado difícil. Durante a década de 1980, acumulou patrimônio ao investir em terras, criação de gado e aquisição de maquinário, além de participar de atividades políticas no município.

De acordo com relatos apresentados no documentário, a conversão dos filhos ao cristianismo gerou conflitos dentro da família. Nos relatos, entrevistados dziem que a rejeição à fé levou Jessé a tomar medidas como a compra de um terreno com o objetivo de demolir um templo evangélico.

No filme, Miguel Salvador declara que passou a compreender de forma diferente a trajetória do avô. Ele afirma: “Vejo que vovô a vida inteira perseguiu Deus, assim como Saulo perseguia os cristãos. Quem persegue, uma hora encontra”.

Parte das imagens utilizadas na produção foi registrada pelo próprio diretor quando tinha 13 anos. Ele informou que não previa o uso do material em um projeto futuro. O documentário também inclui gravações realizadas por outros membros da família.

A obra apresenta ainda o depoimento de Lila, gravado há mais de dez anos, além de relatos sobre a convivência familiar marcada por diferenças religiosas. O conteúdo destaca episódios que evidenciam o contraste entre crença e rejeição dentro do mesmo ambiente doméstico.

Jessé Salvador morreu em outubro de 2013, dois anos após ter sido batizado. Miguel Salvador afirmou que a principal herança deixada pelo avô não foi de natureza material. Ele declarou: “Mais do que as posses, ele mostrou que tudo perde o valor diante da glória de Deus”.

De acordo com o Exibir Gospel, além desse projeto, o diretor produziu outros documentários com temática religiosa, como O Poder de Deus e Fé Não Fingida, que também registraram milhões de visualizações em plataformas digitais.

Pastora LGBT quer ‘arrancar páginas’ do Novo Testamento

“The New Testament is NOT the word of God’

UCC Bishop says we need a ‘Third Testament’ because the first two are ‘problematic,’ and contain bad theology.

As a result, “we need to pull those pages out” pic.twitter.com/zlkl51SyyD

— Protestia (@Protestia) April 20, 2026

Uma pastora titular da Igreja Unida de Cristo Cidade de Refúgio (UCC) afirmou que o Novo Testamento não é a Palavra de Deus. A declaração foi feita durante uma palestra e repercutiu nas redes sociais.

Yvette Flunder é adepta de uma série de vertentes teológicas que compõem a frente de atuação do progressismo no meio evangélico. Homossexual, vive com outra mulher e se declara feminista defensora das teologias negra, da libertação e inclusiva. Em relação a esta última, atua como presidente da Comunidade dos Ministérios Afirmativos.

Considerada uma das porta-vozes do movimento de teologia liberal, ela declarou recentemente em uma palestra no Centro de Teologia Pública e Políticas Públicas que os dois testamentos que compõem a Bíblia são “problemáticos”.

“Há algo muito perigoso que vou dizer agora… um pouco perigoso. Sou da opinião de que precisamos de um Terceiro Testamento, porque a Bíblia se tornou problemática”, disse Yvette.

Citando textos das cartas do apóstolo Paulo aos Efésios e Coríntios, ignorando o contexto, argumentou que a Bíblia não atende aos parâmetros de vida modernos: “‘Escravos, obedeçam a seus senhores como ao Senhor’. É um texto. ‘Que as mulheres se calem nas igrejas e, se tiverem alguma dúvida, que a perguntem a seus maridos em casa’”.

“Agora, sou crente, confio em Deus de todo o meu coração, acordo de manhã falando com Deus e Deus falando comigo. Mas estou completamente frustrada com a forma como o texto se dirige ao tipo de Deus rancoroso que cria esse tipo de coisa”, opinou a pastora progressista.

Em seguida, Yvette defendeu algo semelhante à proposta de Ed René Kivitz, que anos atrás pregou a “atualização” da Bíblia. Porém, a pastora foi mais incisiva: “As pessoas dizem: ‘Bem, está no livro’. E eu digo: então precisamos arrancar essa página. E eles dizem: ‘Bem, você não pode fazer isso. É a Palavra de Deus”. Eu digo ‘Não, são palavras sobre Deus. Ora essa. Mas será que é a Palavra de Deus? Não. Não é a Palavra de Deus”.

No X, o perfil de apologia católica Bruxão Petersoniano usou o episódio para estender as críticas à influência generalizada do progressismo nos diferentes segmentos cristãos: “Sempre que eu vejo alguém se gabando do ‘conservadorismo’ do evangélico/protestante (nessa hora eles são uma coisa só, mas tudo bem) brasileiro, eu lembro de como o mercado americano, mais antigo e com oferta mais variada, pode igualmente oferecer bizarrices ‘progressistas’ como as dos padres esquerdistas brasileiros/latinos (com a ressalva de que nem eles ousam defender sacerdócio feminino, quanto mais o cargo de ‘bispa’)”.

Gilmar Mendes vira alvo de pedido de impeachment por deputados

Deputados da oposição anunciaram, na segunda-feira, 20 de abril, a apresentação de um pedido de impeachment contra o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal. A iniciativa é liderada pelo deputado Gilberto Silva, que atua como líder da oposição na Câmara dos Deputados.

Segundo o parlamentar, a medida ocorre após o ministro solicitar a inclusão do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, no chamado inquérito das fake news. Em publicação nas redes sociais, Silva afirmou: “Um ex-chefe do Poder Executivo estadual passa a ser alvo de investigação por expressar opinião política”. Ele acrescentou: “A crítica institucional, elemento essencial da democracia, passa a ser infração. O chamado inquérito das fake news, que fundamenta essa iniciativa, já é amplamente questionado no meio jurídico”.

Na semana anterior, Gilmar Mendes encaminhou uma representação ao ministro Alexandre de Moraes solicitando a apuração de conduta de Romeu Zema. O pedido teve como base a divulgação de um vídeo nas redes sociais em que o ex-governador faz críticas a integrantes da Corte.

Na gravação, fantoches representam os ministros Dias Toffoli e Gilmar Mendes em um diálogo satírico relacionado à anulação de quebras de sigilo da empresa Maridt, vinculada a Toffoli. O ministro Gilmar Mendes havia determinado a anulação dessas medidas.

Na representação, o ministro afirmou que o conteúdo do vídeo atenta contra a honra do Supremo Tribunal Federal e sua imagem pessoal. Após o envio do pedido, Alexandre de Moraes solicitou manifestação da Procuradoria-Geral da República sobre o caso, conforme informado pela revista Oeste.

Cantor gay chama bebê adotivo de ‘homofóbico’ por pedir a mãe

Two gay men in Nashville are sparking nationwide outrage after recording a video of themselves mocking the baby they had via surrogacy as it cries for its mother for content.

Man: “Who do you want, Dada or Pop?”

Baby: “Mama”

Man: “No, there is no mama.”

Baby: cries pic.twitter.com/ym3ujfdS0Q

— Right Angle News Network (@Rightanglenews) April 16, 2026

Um vídeo publicado nas redes sociais pelo cantor Shane McAnally gerou repercussão ao mostrar o artista e seu parceiro, Michael Baum, interagindo com o filho mais novo da dupla. A gravação, divulgada na segunda-feira, 14 de abril, apresenta os dois tentando distrair o bebê, que chora enquanto chama pela mãe.

Na publicação, McAnally incluiu a legenda “Bebê homofóbico de 23 semanas”. O vídeo mostra Baum perguntando à criança: “Quem você quer, papai ou paizão?”. Em seguida, o bebê chora e parece dizer “Mamãe, mamãe”. Baum responde: “Não, não há mãe”, enquanto ambos riem. Ao fundo, McAnally afirma: “Você tem ‘papai’ ou ‘papai’ — duas opções”.

O menino, identificado como Texson Ray McAnally Baum, nasceu em outubro por meio de gestação por substituição. O casal também tem outros dois filhos, os gêmeos Dylan e Dash, segundo informações publicadas pela revista People.

A publicação alcançou centenas de milhares de curtidas e reuniu milhares de comentários, incluindo manifestações de apoio e críticas. Entre as reações, a ativista Katy Faust, fundadora da organização Them Before Us, comentou sobre o caso. Ela declarou que o casamento entre pessoas do mesmo sexo “destrói todas as facetas da família natural”.

Em publicação nas redes sociais, Katy escreveu: “O que é a família natural? Um homem e uma mulher geram um bebê. Para que a união entre pessoas do mesmo sexo seja possível, ele deve rejeitar a procriação como elemento central da família. Em vez disso, deve priorizar a identidade adulta e a validação. Isso exige o desmantelamento de cada uma dessas características naturais da família”.

A ativista também afirmou que esse modelo “nega intencionalmente às crianças a presença da mãe ou do pai… ou de ambos”. Ela citou outros casos envolvendo gestação por substituição, incluindo o do comentarista político Dave Rubin, que anunciou em 2022 o nascimento de filhos por meio de fertilização in vitro e barriga de aluguel.

Críticos mencionaram preocupações éticas relacionadas à gestação por substituição, apontando que o processo envolve uma mulher que concorda em gestar e dar à luz uma criança para outra pessoa. Katy declarou: “A única coisa que ‘define uma família’ é: ‘o adulto recebeu exatamente o produto que encomendou, na hora que queria e pelo preço combinado?’”.

De acordo com o The Christian Post, ela acrescentou: “Sintam raiva, gritem e chorem pelo bebê que está sofrendo naquele vídeo viral. Mas não finjam que isso se resume à barriga de aluguel. Trata-se de um sistema legal que favorece o casamento entre pessoas do mesmo sexo e que exige a destruição de todos os aspectos da família natural essenciais para o desenvolvimento saudável da criança, em nome da ‘igualdade’ entre adultos”.

Katy Faust afirmou ainda que entende que sua posição pode gerar reações, mas declarou: “A proteção das crianças vale a pena”.

Em resposta às críticas, McAnally afirmou ao The Daily Mail que o vídeo tinha caráter “autodepreciativo” e disse ter ficado “chocado” com a repercussão. Ele declarou: “Achamos hilário. Ele tem 5 meses; obviamente não entende inglês”.

A organização Concerned Women for America também se manifestou sobre o caso. Em publicação na plataforma X, o grupo afirmou que não foi a primeira vez que o cantor fez esse tipo de conteúdo e declarou: “As crianças merecem algo melhor do que isso”. A entidade fez referência a uma postagem anterior, publicada em dezembro de 2025, na qual McAnally descreveu o filho como “bebê homofóbico de 6 semanas” ao compartilhar outro vídeo.