Multidão de 400 mil lota cruzada evangelística no Congo

Uma grandiosa concentração evangelística está mobilizando uma vasta multidão no sudoeste da República Democrática do Congo, onde milhares de pessoas têm acorrido diariamente para escutar a proclamação do Evangelho. A cruzada evangelística já contabiliza um expressivo número de conversões à fé cristã.

Intitulada “Campanha Jesus que Cura”, a cruzada evangelísticca é conduzida pelo evangelista ganês Dag Heward-Mills e teve sua abertura na quarta-feira (14), no município de Kikwit, situado na província de Kwilu.

De acordo com os organizadores, aproximadamente 400 mil pessoas marcaram presença já na noite inaugural da cruzada. A estimativa foi compartilhada pelo evangelista Willem Fiege, um dos pregadores que integram a programação como convidados especiais.

“Manifestaram uma alegria contagiante ao se depararem com Jesus naquela noite. Cânticos de exaltação irromperam espontaneamente, embalados por danças típicas do continente africano. A atmosfera remetia diretamente aos relatos das Escrituras, como se estivéssemos testemunhando as tribos de Israel congregadas em adoração a Yahweh”, descreveu Willem em um registro divulgado em sua conta no Instagram.

Relatos de curas e manifestações de libertação espiritual

Após o período de louvor e adoração congregacional, o evangelista Dag Heward-Mills tomou a palavra para ministrar a mensagem de redenção. Durante o chamado ao arrependimento, uma legião de congoleses, visivelmente impactados, tomou a decisão de render suas vidas a Jesus Cristo.

A programação da cruzada evangelística também foi assinalada por episódios de libertação de opressões espirituais e por testemunhos de curas consideradas milagrosas. “Entidades malignas começaram a se exteriorizar e foram energicamente repreendidas, recebendo ordem de se retirar. Uma extensa corrente de fiéis se pôs de pé para relatar publicamente como Jesus os restaurou de enfermidades como a cegueira, moléstias crônicas e dores debilitantes”, testemunhou Willem Fiege.

Contexto de hostilidade contra a comunidade cristã

A “Campanha Jesus que Cura” tem previsão de encerramento para o dia 18 de abril. O evento de avivamento ocorre em um momento particularmente sombrio, coincidindo com uma escalada de violência direcionada especificamente contra comunidades cristãs na região oriental do Congo.

Durante a celebração da Semana Santa, integrantes das Forças Aliadas Democráticas (ADF), uma facção extremista que jurou lealdade ao autoproclamado Estado Islâmico, perpetraram uma incursão sangrenta contra a aldeia de Bafwakao, localizada no território de Mambasa. O atentado resultou na execução sumária de 43 cristãos.

Ainda em janeiro do corrente ano, combatentes das ADF foram responsáveis pelo assassinato brutal de outros 25 cristãos durante uma invasão noturna à vila de Apakolu.

“Eles avançavam de residência em residência, ceifando vidas de civis sem qualquer demonstração de piedade e ateando fogo às moradias”, narrou um agricultor local ao veículo especializado International Christian Concern.

Analistas e especialistas em geopolítica da região apontam que as Forças Aliadas Democráticas intensificaram significativamente seu grau de letalidade nos últimos anos, promovendo ataques coordenados e sistemáticos contra populações indefesas, frequentemente em áreas de difícil acesso e com presença insuficiente das forças de segurança do governo congolês.

A República Democrática do Congo figura atualmente na 29ª posição da Lista Mundial da Perseguição 2026, ranking elaborado e atualizado anualmente pela Missão Portas Abertas, que monitora os países onde a vivência da fé cristã enfrenta maiores restrições e perigos.

TV Novo Tempo fecha filial e demite toda a equipe regional

A TV Novo Tempo decidiu encerrar as atividades da filial regional em Pindamonhangaba (SP). A decisão foi anunciada na quarta-feira, 8 de abril.

A emissora, vinculada à Igreja Adventista do Sétimo Dia, era responsável pela produção de conteúdo regional. Ao todo, 10 funcionários foram desligados.

A decisão foi comunicada diretamente à equipe e ocorre em meio a mudanças na liderança e a um processo de reestruturação da rede. Em nota, a emissora informou que o fechamento da unidade integra um planejamento anterior e que a medida seguiu os procedimentos legais e regulatórios exigidos.

A rede afirmou ainda que a programação local foi considerada redundante, uma vez que outras emissoras da região exibem conteúdos semelhantes, segundo informações do portal Exibir.

A Rede Novo Tempo de Comunicação informou que a unidade desativada funcionava como filial. A sede da rede está localizada em Jacareí e conta com mais de 600 funcionários.

Luiz Sayão confirma notícia da conversão de Pelé antes de morrer

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O pastor Luiz Sayão relatou, em participação no podcast PodCrê, experiências envolvendo o ex-jogador Pelé, cujo nome completo é Edson Arantes do Nascimento. Segundo ele, o ex-atleta teve contato com a mensagem cristã e demonstrou interesse pelo Evangelho.

Sayão afirmou que conheceu Pelé por meio de amigos em comum e que ambos tiveram conversas sobre temas religiosos. Ele também mencionou lembranças pessoais relacionadas ao futebol, incluindo a Copa do Mundo de 1970, na qual Pelé atuou.

“Ele fez perguntas, perguntas bem sérias […] A gente teve conversas muito sérias. Nem tudo caminhou tão bem porque nem sempre o procedimento de pessoas ligadas à comunidade da fé é tão inspiradora assim. Mas, a gente teve boas conexões e ele estava interessado, lendo a Bíblia”, afirmou.

O pastor declarou ter recebido informações de que Pelé teria tomado uma decisão de fé antes de morrer: “A informação que eu tenho é a de que antes de partir para a Eternidade, ele firmou uma convicção plena na pessoa de Jesus Cristo”, disse Sayão. O relato é compatível com declarações do pastor Charlston Soares, amigo da família que acompanhou o ex-jogador nos últimos meses de vida.

Sayão também relatou que desenvolveu materiais evangelísticos em diferentes idiomas durante edições da Copa do Mundo e que convidou Pelé para participar da iniciativa. De acordo com ele, o ex-atleta aceitou colaborar: “Eu fiz uma apresentação do plano de Salvação na linguagem do futebol […] Ele aceitou dizer ‘Jesus Cristo é a pessoa mais importante da história humana, procure conhecer seus ensinamentos’”, afirmou.

Pelé morreu em 29 de dezembro de 2022, aos 82 anos, após complicações de saúde. Ele tratava um câncer de cólon diagnosticado em 2021 e faleceu em decorrência de falência múltipla dos órgãos.

Após críticas a bolsonaristas, pastor Anderson Silva será candidato

O pastor Anderson Silva anunciou na quinta-feira, 16 de abril, em Brasília, sua pré-candidatura a deputado distrital pelo PSD. A declaração foi feita por meio das redes sociais, onde ele apresentou propostas e posicionamentos.

Na publicação, o pastor afirmou manter a mesma convicção desde a eleição de 2022, quando obteve 9.067 votos para o mesmo cargo. “Existe um povo que deseja uma política com alma, com coragem e com propósito”, declarou.

Ele se definiu como conservador e afirmou que sua atuação política inclui pautas sociais: “Não existe verdadeiro conservadorismo sem responsabilidade social. Não existe fé autêntica sem compaixão prática”, disse. Recentemente, Anderson Silva provocou polêmica ao criticar os evangélicos.

Entre as prioridades mencionadas, Anderson Silva citou apoio a vítimas de crimes sexuais, pessoas com autismo, órfãos, viúvas, egressos do sistema prisional, policiais e mães solo. “Minha missão é restaurar dignidade”, afirmou.

O pastor também fez críticas a diferentes correntes políticas. “É preciso romper com uma direita que fala de valores, mas ignora pessoas” e “confrontar uma esquerda que fala de pessoas, mas despreza valores”, declarou, de acordo com o Exibir.

Anderson Silva já foi apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Na ocasião, foi alvo de investigação da Polícia Federal após divulgar um vídeo em que citava o Salmo 58:6 para quebrar a mandíbula do adversário, ao se referir a Lula (PT).

Após o episódio, ele passou a adotar um discurso mais moderado e a fazer críticas a setores da direita ligados ao bolsonarismo, indicando mudança de posicionamento no cenário político.

‘Falsa paz’ gera cicatrizes à Nicarágua, denuncia bispo exilado

O bispo nicaraguense Silvio Báez, exilado desde 2019, criticou o que classificou como “falsa paz” imposta por governantes na Nicarágua. A declaração foi feita no sábado, 12 de abril, durante missa na Igreja de Santa Ágata, em Miami, segundo a Agência Católica de Notícias.

A Nicarágua é governada por Daniel Ortega desde 2007. O país registra restrições a atividades religiosas e denúncias de perseguição a diferentes congregações.

Durante a homilia, Báez associou sua mensagem a um episódio bíblico em que Jesus ressuscitado apresenta suas chagas ao apóstolo Tomé. Ele afirmou que o sofrimento da população pode dar origem a um processo de reconciliação. “Serão cicatrizes curadas pelo amor de Deus, feridas gloriosas para sempre, feridas de amor destinadas à eternidade”, declarou. “Um dia, serão apenas cicatrizes históricas que nos lembrarão do passado doloroso de injustiça e opressão, para que nunca o repitamos”.

O bispo também mencionou uma vigília pela paz conduzida pelo Papa Leão XIV no dia 11 de abril, no Vaticano. Ele afirmou que a paz não se resume à ausência de conflitos e criticou regimes que utilizam repressão e controle social. “Mesmo que falem de paz, se reprimem, controlam, prendem e forçam pessoas ao exílio, são inimigos da paz”, disse. “Não devemos nos acostumar com a falsa paz e a normalidade enganosa que os ditadores querem impor pelo medo e pelas armas, unicamente para preservar seus privilégios”.

Báez declarou que os cristãos devem atuar como promotores da paz, mesmo diante de adversidades, segundo informações da revista Oeste.

Nos últimos quatro anos, autoridades nicaraguenses proibiram milhares de procissões e eventos públicos relacionados à Quaresma e à Semana Santa, permitindo manifestações religiosas apenas sob supervisão policial. Dados da Igreja Católica indicam que 309 religiosos deixaram o país nesse período, incluindo bispos, padres e freiras. O governo também confiscou ao menos 39 propriedades ligadas à Igreja e, em algumas dioceses, restringiu a realização de ordenações sacerdotais.

Tarcísio crítica ‘coação’ de Moraes com inquérito contra Flávio

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), criticou na quinta-feira, 16 de abril, a abertura de inquérito pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A investigação apura suposta prática de calúnia contra Lula (PT) em publicação nas redes sociais.

“Se eu fosse abrir inquérito a todas as calúnias que recebo, todos os dias, desde sempre, haja inquérito”, afirmou Tarcísio. “Eu entendo que não pode ter dois pesos e duas medidas. A régua tem de ser a mesma para todos. E crítica política não pode ser alvo de sanção, de coação, porque senão você tira a liberdade de expressão. A gente não pode permitir que um lado possa fazer determinadas coisas e o outro não”.

O governador declarou que não vê irregularidade na situação e manifestou apoio à provável candidatura do senador: “Já houve cruzamento de linhas”, disse, ao comentar pesquisas eleitorais. Ele acrescentou: “A tendência que a gente vai ver é um derretimento gradual de Lula, um crescimento gradual do Flávio, e tenho certeza de que Flávio vai chegar ao êxito e será o próximo presidente do Brasil, e olhe lá se essa eleição não terminar no primeiro turno”.

As declarações foram feitas durante entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes, onde o governo estadual anunciou o repasse de R$ 276,6 milhões a municípios paulistas por meio de convênios voltados a estâncias turísticas e municípios de interesse turístico.

O deputado federal Sóstenes Cavalcante, líder do PL na Câmara dos Deputados, também comentou o caso na quarta-feira, 15 de abril. Ele criticou a decisão de Moraes. “Este é mais um capítulo da perseguição que venceremos”, afirmou. Questionado sobre estratégias diante da medida, declarou: “Ganhar as eleições para presidente e maioria no Senado, e tudo estará resolvido”.

O ministro Alexandre de Moraes determinou a abertura de apuração para verificar se Flávio Bolsonaro cometeu calúnia em publicação feita em 3 de janeiro. Na ocasião, o senador compartilhou uma imagem de Lula ao lado do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. A postagem incluía a seguinte afirmação: “Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas”.

Em editorial publicado na sexta-feira, 17 de abril, o jornal O Estado de S. Paulo comentou a decisão do STF. O veículo avaliou que a medida pode afetar o debate público ao judicializar disputas políticas. “Às vésperas da campanha oficial, a temerária decisão de Moraes serve de alerta para o perigo da intromissão do Judiciário no debate público”, afirmou o texto. “Não há democracia no mundo que resista à tutela dos eleitores por juízes que se veem como curadores do discurso político”.

O jornal também afirmou que, embora considere as declarações de Flávio Bolsonaro “muito sérias” e feitas em uma plataforma de grande alcance, elas se inserem no padrão de confronto observado em disputas eleitorais recentes.

O editorial criticou ainda a reação institucional ao caso: “Isso é coisa de incumbente acuado, além de autoritário”, declarou. O texto acrescentou que a Procuradoria-Geral da República deveria ter rejeitado eventual ação penal e que o Supremo não deveria ter dado andamento ao caso.

Arsenal do Hezbollah em escola no Líbano é localizado por Israel

As Forças de Defesa de Israel (FDI) informaram que uma operação realizada na quinta-feira, 16 de abril, resultou na descoberta de um arsenal do Hezbollah em um prédio escolar na cidade de Bint Jbeil, no sul do Líbano.

De acordo com o comunicado militar, as tropas localizaram mais de 130 armas durante a inspeção no local. Entre os itens apreendidos estavam fuzis do tipo Kalashnikov, pistolas e outros equipamentos de uso tático, além de bandeiras e símbolos associados ao Hezbollah.

As FDI informaram que todo o material foi confiscado e que as operações seguem na região com o objetivo de identificar possíveis combatentes remanescentes.

Autoridades israelenses afirmaram que o armazenamento de armamentos em uma escola configura o uso de estruturas civis para fins militares. Em nota, o comando declarou que a prática representa uma “exploração sistemática” de instalações civis no Líbano, com o objetivo de conduzir ataques e operar em meio à população local, de acordo com informações da revista Oeste.

Pastor da Assembleia proíbe velório de membro em disciplina

A influenciadora Sheyrlani Silva afirmou que uma congregação da Assembleia de Deus em Ipojuca (PE) não autorizou a realização do velório de seu primo, identificado como Juno, após a morte dele em um acidente de moto na segunda-feira, 14 de abril. Segundo ela, a decisão foi motivada pelo fato de ele estar em disciplina após um divórcio. O culto fúnebre ocorreu em uma igreja batista da cidade.

Sheyrlani relatou que a família foi informada sobre a mudança do local. “Fomos informados que o velório ocorreria na Igreja Batista. O meu primo e os meus tios não são membros da Igreja Batista. Eles são membros da Assembleia de Deus em Ipojuca”, afirmou.

Ela também apresentou a justificativa atribuída à liderança local. “O pastor da igreja negou que o velório do meu primo acontecesse na congregação, alegando que o meu primo estava sendo disciplinado por ter sido divorciado”, declarou.

Segundo o relato, o primo havia retornado à prática religiosa. “Meu primo voltou para a igreja, se reconciliou com o Senhor e estava em disciplina. Essa foi a justificativa do pastor da igreja para que não ocorresse o culto fúnebre do meu primo na congregação”, disse.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Sheyrlani criticou a decisão. “Parece muito distante, parece muito horrível, parece muito fora do contexto do cristianismo, mas sim”, afirmou.

Ela também comparou o caso com o acolhimento recebido em outra denominação. “Neste momento, a igreja que usa calça, que usa brinco, não é? A igreja que não segue o rigor dos usos e costumes da igreja de Pernambuco é a igreja que está acolhendo a minha família e realizando o culto fúnebre”, declarou.

Apesar das críticas, a influenciadora afirmou que não considera o episódio como uma prática generalizada. “Eu preciso deixar claro que essa aqui não é uma prática da Assembleia de Deus no Brasil”, disse.

Ela também questionou a condução da igreja local. “Mas quando se trata de usos e costumes que estão acima do verdadeiro cristianismo, nós precisamos, sim, questionar que igreja é esta que está sendo conduzida na cidade de Ipojuca”, afirmou.

Sheyrlani mencionou ainda outros relatos semelhantes. “Sabemos de viúvas que não recebem visita, sabemos de visitas de membros acamados, mas que só vai lá para buscar o dízimo”, declarou.

Em tom de apelo, ela acrescentou: “Peço apenas a Deus que seu coração realmente se converta a palavra do Senhor. Que o verdadeiro amor por almas volte a florar no seu coração”.

Por outro lado, a influenciadora agradeceu à igreja que acolheu sua família. “Eu não tenho palavras para expressar a minha gratidão de toda a minha família pelo amor que tiveram com a minha casa, com os meus familiares”, afirmou, de acordo com o Exibir.

Nas redes sociais, usuários também comentaram o caso. Um deles declarou: “Nós da Igreja Evangélica Batista em Ipojuca estamos em oração pela família e recebemos vocês da família, pois igreja é isso, é servir placa não salva ninguém, que salva é sua boca confessar Jesus como único e suficiente Salvador. Meus sentimentos a todos familiares”.

Outro comentário afirmou: “Absurdo! Falei sobre isso hoje, antes mesmo de ver o seu vídeo. Já havia comentado que achava um absurdo os pais dele serem membros da Assembleia e, ainda assim, não serem acolhidos pela igreja nesse momento tão difícil”.

Um terceiro relato disse: “Quando meu pai, membro da Assembleia de Deus, faleceu, vivemos na pele a dor, a dificuldade e a necessidade de acolhimento. Infelizmente, não encontramos esse apoio ali. Mas foi na Igreja Batista que fomos acolhidas com amor, e isso fez toda a diferença naquele momento tão difícil”.

Estudo: jovens finlandeses veem no cristianismo uma âncora

Uma nova investigação acadêmica, submetida ao crivo da revisão por pares, indica que em uma das nações mais secularizadas do continente europeu, um segmento crescente da juventude tem encontrado no cristianismo um elemento de atração singular.

Os pesquisadores atribuem esse fenômeno ao fato de o cristianismo fornecer aquilo que descrevem como um arcabouço mais robusto para a construção de identidade, a busca por propósito, a vivência de estabilidade emocional e o senso de pertencimento comunitário.

O artigo, veiculado no periódico especializado Journal for the Scientific Study of Religion e assinado pelos teólogos Kati Tervo-Niemelä e Pietari Hannikainen, debruça-se sobre as razões pelas quais os jovens na Finlândia estariam manifestando uma inclinação renovada pela tradição cristã.

Fundamentada em entrevistas conduzidas com uma amostra de 30 jovens, a pesquisa sugere uma potencial subversão dos padrões de gênero historicamente observados no campo da religiosidade, com indivíduos do sexo masculino demonstrando um engajamento mais pronunciado com a doutrina cristã.

Os autores sustentam que tais evidências colocam em xeque duas premissas amplamente consolidadas no imaginário sociológico: a de que a religião experimenta um declínio irreversível entre as novas gerações e a de que as mulheres sempre se mostraram mais devotas do que os homens.

De acordo com a análise, os achados recentes apontam que os rapazes finlandeses podem, atualmente, exibir um nível de compromisso religioso mais intenso em determinados indicadores do que suas contemporâneas do sexo feminino e até mesmo do que os jovens do sexo masculino de coortes geracionais anteriores.

Tendências análogas já haviam sido sinalizadas em outros levantamentos conduzidos no país nórdico. Em fevereiro de 2025, a Universidade da Finlândia Oriental já havia reportado que seus dados evidenciavam um fortalecimento da adesão dos meninos à fé cristã nos últimos anos, com a crença declarada em Deus tornando-se “notoriamente mais comum entre rapazes do que entre moças”.

Contudo, o novo estudo transcende a mera exposição de dados estatísticos para indagar qual é, de fato, o fator magnético que atrai essa juventude. A resposta revela-se multifacetada, e os pesquisadores alertam que o fascínio é impulsionado por “motivações múltiplas e interconectadas”.

Eles detalharam: “Reduzir o fenômeno a um mero surto de conservadorismo político é simplificar excessivamente a questão. Em síntese, a sedução exercida pelo cristianismo sobre os jovens parece ser poliédrica: oferece senso de comunidade e amparo, estabilidade ancorada na tradição e uma centelha de esperança em períodos de crise, seja na esfera pessoal ou global. Ademais, proporciona uma identidade de caráter contracultural e um modelo de masculinidade pautado pela responsabilidade.

“Os rituais litúrgicos e a densidade teológica conferem à prática da fé tanto uma seriedade de ordem intelectual quanto uma concretude palpável, fazendo com que ela transcenda a condição de mera visão de mundo abstrata.”

Em vez de retratar o cristianismo primariamente como uma plataforma de afirmação política ou ideológica, o estudo o descreve como uma força estabilizadora em meio a uma paisagem cultural cada vez mais pulverizada.

Os autores afirmam que uma parcela significativa dos homens entrevistados enxergava na fé uma fonte de “estrutura, senso de dever e arquétipos estáveis”, em franca contraposição ao que identificavam como um estado de “relativismo moral e individualismo exacerbado” predominante no tecido social mais amplo.

A discussão analítica proposta no artigo estrutura esse desenvolvimento em três eixos distintos.

No plano individual, a aproximação com a fé frequentemente emergia como uma resposta a crises existenciais, a questionamentos íntimos e à procura por uma identidade mais saudável, particularmente no contexto dos debates contemporâneos sobre virilidade e papéis de gênero.

No plano comunitário, as igrejas locais, o aprofundamento teológico e a cultura que envolve os ritos de crisma e confirmação não apenas ofertavam suporte emocional e laços de fraternidade, mas também um robusto sentido de enraizamento e pertença.

Já em um nível macrossocial, o cristianismo era frequentemente percebido como uma espécie de bússola moral e uma resposta contracultural às vertiginosas transformações sociais, à precariedade das relações e àquilo que os participantes do estudo identificavam como uma crise generalizada de significado.

Os pesquisadores argumentam que esse movimento não configura uma mera reedição de padrões antigos de avivamento religioso, mas sim a manifestação de influências tipicamente contemporâneas.

Entre tais fatores, destacam-se a crescente sensação de insegurança em um cenário global instável, a perplexidade que ronda o conceito de masculinidade em uma sociedade polarizada, a onipresença e o poder modelador das redes sociais e o desejo, nutrido por alguns jovens, de se reconectar com as raízes da identidade finlandesa e europeia através do legado cultural do cristianismo.

O artigo também lança luz sobre o papel preponderante da influência digital nesse processo. Os estudiosos constataram que o conteúdo religioso disponível online e a dinâmica das plataformas sociais não apenas solidificavam convicções preexistentes, como também, em muitos casos, atuavam como a centelha inicial capaz de despertar o interesse pela fé cristã.

Nesse sentido, o contato com a espiritualidade não se dá mais exclusivamente através dos bancos das igrejas ou do convívio familiar, mas também por intermédio de podcasts, canais de vídeo, influenciadores digitais e testemunhos públicos de crença compartilhados na internet.

No âmago da investigação reside o argumento de que o cristianismo está sendo acolhido por uma parcela da juventude não como um simples compêndio de dogmas, mas como aquilo que os autores denominam “uma estrutura holística para a identidade, o sentido existencial e o amadurecimento pessoal” em uma era marcada pela incerteza.

Não obstante, os pesquisadores fazem a ressalva de que suas conclusões derivam de uma amostra qualitativa restrita a 30 jovens finlandeses, motivo pelo qual não devem ser extrapoladas como representações estatísticas definitivas do universo populacional.

A divulgação deste estudo coincide com um momento de grande relevância na esfera pública da Finlândia. Poucos dias antes de sua publicação, a Suprema Corte do país condenou a ex-ministra do Interior, Päivi Räsänen, e o bispo luterano Juhana Pohjola pelo crime de incitação ao ódio contra um grupo populacional. A sentença decorre de material mantido disponível online baseado em um panfleto eclesiástico originalmente impresso em 2004. O tribunal determinou, ainda, a exclusão dos trechos considerados ilícitos da versão digital da publicação.

Paralelamente, a mais alta corte finlandesa absolveu, por unanimidade, Räsänen de uma acusação correlata que envolvia a postagem de um versículo bíblico realizada em 2019.

Conforme esclareceu o Supremo Tribunal, a condenação refere-se especificamente ao conteúdo que permaneceu acessível ao público entre novembro de 2019 e janeiro de 2022.

Os réus, incluindo a Fundação Luterana da Finlândia — entidade responsável pela publicação do panfleto em parceria com Räsänen e Pohjola —, foram sentenciados ao pagamento de multas cujo valor atinge a casa dos milhares de euros.

Räsänen declarou-se “estarrecida e profundamente consternada” com o veredicto, sinalizando que avalia a possibilidade de submeter o caso à jurisdição do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos. Com: The Christian Today.

Conselheira escolar demitida por rejeitar ideologia trans tem vitória

Um distrito escolar do estado de Indiana concordou em pagar quase US$ 200 mil para encerrar uma ação movida por uma conselheira demitida após se opor publicamente a uma política aplicada a estudantes embasada na ideologia trans.

A conselheira Kathy McCord acionou judicialmente a South Madison Community School Corporation após ser desligada do cargo. Ela afirmou ter se recusado a cumprir uma política que orientava funcionários a não informar pais quando alunos passassem a se identificar com o sexo oposto no ambiente escolar.

O acordo para encerramento do processo foi apresentado na segunda-feira, 14 de abril, perante o Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito Sul de Indiana, na Divisão de Indianápolis. As partes concordaram com o pagamento de US$ 195 mil em custos e honorários legais, após o distrito já ter revogado a política em função de mudanças na legislação estadual.

McCord foi representada pela Alliance Defending Freedom, entidade que atua em casos relacionados à Primeira Emenda. O advogado Vincent Wagner comentou o desfecho. “Nenhum americano deveria ser demitido por expressar suas crenças, especialmente não uma educadora falando em sua capacidade pessoal, em seu próprio tempo e por preocupação com seus alunos”, afirmou em comunicado divulgado na quarta-feira, 16 de abril.

Ele também declarou: “Kathy sabe que as crianças têm melhor desempenho quando escolas e pais trabalham juntos. Mas South Madison deixou os pais no escuro. É lamentável que South Madison tenha feito Kathy passar por três anos de litígio para chegar a este ponto, mas estamos satisfeitos com este resultado para Kathy”.

Em 2021, o distrito passou a exigir que conselheiros utilizassem um documento denominado “Plano de Apoio à Identidade de Gênero”, que tratava da identificação de gênero e dos pronomes preferidos dos alunos. A diretriz incluía a obrigação de utilizar os nomes e pronomes escolhidos por estudantes transgênero e, em determinadas situações, manter essas informações em sigilo a pedido dos próprios alunos.

A política ganhou repercussão após reportagem do Daily Signal publicada em dezembro de 2022, na qual McCord foi citada manifestando oposição às diretrizes.

Em março de 2023, o conselho escolar decidiu demitir a conselheira em razão de sua posição pública. Em maio do mesmo ano, a Alliance Defending Freedom ingressou com ação judicial em seu nome, segundo informado pelo The Christian Post.

Na petição, a defesa afirmou: “South Madison demitiu a Sra. McCord por exercer seus direitos constitucionais. E mesmo antes dessa retaliação inconstitucional, a obrigou a expressar um ponto de vista que viola sua religião”.

O documento também declarou: “Durante décadas, a Sra. McCord adorou ajudar os alunos — e se destacou nisso. Hoje, ela só quer voltar a trabalhar em uma escola para ajudar mais crianças. Portanto, ela entra com esta ação para obter medidas cautelares, declaratórias, indenizatórias e de reparação simbólica”.