Após convocação, Neymar posta Bíblia com capa do Batman

O atacante Neymar Jr., do Santos Futebol Clube, compartilhou na noite de quarta-feira (20) uma imagem em seus stories do Instagram mostrando uma Bíblia com capa personalizada do Batman. A publicação ocorreu dois dias após o jogador ter sido convocado pelo técnico Carlo Ancelotti para representar o Brasil na Copa do Mundo de 2026.

Na foto, ao lado do exemplar, aparece uma caixa com o texto bíblico: “Confia no Senhor de todo seu coração. E não te apoies no teu próprio entendimento. (Provérbios 3:5)”. O versículo foi repetido pelo atleta na legenda da postagem. A imagem repercutiu entre os seguidores e gerou comentários sobre a capa temática.

A afinidade de Neymar com o herói da DC Comics não é nova. Em 2017, ele participou de uma festa de Halloween vestido de Batman. No documentário “Neymar: O Caos Perfeito”, o jogador afirmou que “às vezes se sente como Batman e outras como Coringa”.

O atleta também incorpora referências ao personagem em seu cotidiano. Entre os itens personalizados estão um helicóptero com bancos estampados com o símbolo do morcego, uma réplica do Batmóvel e um quadro que retrata o jogador como metade Batman e metade Coringa.

Além disso, Neymar já lançou uma chuteira temática e costuma exibir referências ao herói em roupas, acessórios e na decoração de sua casa em Santos, no litoral paulista. Com: Exibir Gospel.

Malafaia: relação de Flávio com Vorcaro pode afastar evangélicos

O pastor Silas Malafaia afirmou, nesta terça-feira (21), que novas informações sobre a relação entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, podem afetar a disposição de líderes evangélicos em apoiar uma eventual candidatura presidencial do parlamentar. A declaração foi motivada por recentes revelações que aprofundaram os laços entre os dois.

“A relação de Flávio com evangélicos esfria, sim, se tiver comprovação de que recebeu dinheiro para mais coisa que o filme. Por enquanto, estamos todos com cautela. Se tiver mais coisa, será difícil apoiar; mas, se não tiver, vamos com Flávio”, afirmou Malafaia, segundo O Globo.

O cenário ganhou novos contornos depois que Flávio Bolsonaro confirmou ter visitado Vorcaro após a prisão do empresário no final de 2025, em São Paulo, e admitiu ter solicitado recursos ao banqueiro para financiar a produção de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. As informações ampliaram a pressão sobre o pré-candidato.

Malafaia Defende Flávio, Mas Pede Cautela

Antes das revelações, Malafaia vinha atuando como um dos articuladores de apoio ao nome do senador no meio evangélico. Após a divulgação de conversas sobre o financiamento do longa-metragem “Dark Horse”, o pastor afirmou que Flávio não recebeu dinheiro pessoalmente.

“Foi criado um fundo americano exclusivo para captação de recursos para a produção desse filme. Não teve grana na mão do Flávio. O dinheiro foi direto para um fundo americano”, disse.

Em maio, Flávio participou de um culto liderado por Malafaia e falou sobre a relação com o pastor. “A relação sempre foi respeitosa, de amizade. É um líder nosso, é uma pessoa que eu ouço bastante. Então, viemos aqui hoje renovar a nossa aliança com Deus”, declarou o senador.

O episódio, no entanto, gerou reações também entre outros aliados. O influenciador Paulo Figueiredo afirmou que a oposição enfrenta um problema de “comunicação e política”. Eduardo Bolsonaro disse que o grupo demorou a responder ao caso para evitar contradições públicas.

Nos bastidores, aliados da família Bolsonaro discutiram uma nova estratégia de comunicação para Flávio, com ampliação de agendas públicas, viagens e encontros com empresários em diferentes estados.

Malafaia e Flávio tiveram momentos de aproximação e afastamento nos últimos meses, e o pastor já manifestou publicamente apoio a uma possível chapa formada pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

Japão: brasileiro relata conversão emocionante durante pregação

Durante uma temporada de evangelismo nas ruas do Japão, o evangelista Guilherme Batista relatou a conversão de um homem japonês que, após ouvir a mensagem cristã, decidiu entregar sua vida a Jesus.

A ação integra o projeto “O Retiro”, desenvolvido por uma equipe de cristãos brasileiros entre os dias 4 e 18 de maio, com atividades de pregação em espaços públicos e capacitação de igrejas locais.

De acordo com Batista, antes e durante a viagem, ele ouviu repetidamente que “não é fácil pregar para japoneses”. Decidido a contestar a afirmação, organizou com amigos um dia dedicado a alcançar ao menos um japonês. Com auxílio de uma tradutora chamada Jéssica, ele abordou Hami, um homem que inicialmente demonstrou resistência, mas se mostrou atento.

“Eu achei a brecha para dizer: ‘Eu vim falar do Deus dos deuses para você’. E ele se calou”, contou o evangelista em publicação no Instagram. Em vídeo divulgado na mesma rede, Guilherme aparece vestindo uma camisa com a frase “Eu amo Jesus” e compartilhando seu testemunho.

“Ele transformou a minha história, mudou toda a minha família, e é por isso que todos nós estamos aqui: para dizer que Ele tem algo muito especial para a sua vida”, declarou.

Hami, visivelmente impactado, comentou com a tradutora, antes da conversão: “Ele tem um brilho nos olhos enquanto fala, né?”. Ao final da abordagem, ele aceitou orar e entregar a vida a Cristo. Em seguida, emocionou-se ao confessar estar distante dos filhos e manifestar o desejo de pedir perdão. Guilherme disse ter sentido um chamado para oferecer alimentação ao novo convertido, levando-o a uma loja de conveniência.

O encontro não terminou ali. Hami perguntou como poderia ouvir Guilherme novamente e foi convidado para um culto em Nagoya. “Quando cheguei no culto, ele já estava lá. Meu Deus, ele foi e ficou todo o culto para me ouvir pregar mais uma vez”, testemunhou o evangelista. Após a cerimônia, os dois jantaram juntos e Hami recebeu uma camiseta com o nome de Jesus.

A experiência renovou a fé de Guilherme Batista, que usou o relato para encorajar outros cristãos a incentivarem a conversão. “Descobri que, quando estamos disponíveis para Jesus, Ele é o mais interessado em nos fazer viver o extraordinário”, escreveu. Ele concluiu: “Vi que, nesses evangelismos, a gente aprende mais do que ensina. Pois aprendemos com o cuidado do Criador”.

Ex-membro do Avalon relança música com temática LGBT

O cantor Michael Passons anunciou o relançamento da canção Testify to Love, do Avalon, como se fosse um hino à causa LGBTQ+, e sofreu críticas de uma influente podcaster cristã dos EUA.

Allie Beth Stuckey gravou um episódio afirmando que a nova versão transformou a música em um “hino de afirmação LGBTQ+”. As declarações foram feitas durante o episódio de 18 de maio do podcast Relatable.

A nova gravação reúne os ex-integrantes da Avalon Michael Passons e Melissa Greene, além do cantor country Ty Herndon, assumidamente homossexual.

Michael Passons afirmou que a música ganhou um novo significado para ele após assumir publicamente sua sexualidade: “Durante anos, cantei essas palavras enquanto escondia quem eu realmente era”, declarou Passons.

“Gravar isso agora com Ty, Melissa e esse grupo incrível de artistas — sendo completamente eu mesmo — é um momento de fechamento de ciclo que antes eu achava impossível. Serve como um testemunho de que o amor não exclui”, acrescentou.

Durante o podcast, Stuckey afirmou que a nova interpretação da música estaria associada a uma visão diferente sobre sexualidade e fé cristã.

“Agora nos dizem retroativamente que Testify to Love, da banda Avalon, é na verdade um hino ao amor queer”, afirmou.

A comentarista também declarou que cristãos não devem considerar que possuem uma visão moral superior à apresentada nas Escrituras.

“A verdade é que não somos melhores que Deus. Não sabemos mais do que Ele. Não somos mais compassivos do que Ele”, disse Stuckey. “E se algo nos parece errado, cruel ou confuso quando recorremos à Palavra de Deus, o problema não está em Deus. Não está em Sua Palavra. Está em nós”.

Michael Passons integrou a formação original do Avalon e afirmou anteriormente ter deixado o grupo em 2003 após revelar que era gay: “Avalon apareceu na minha casa e me disse que eu não fazia mais parte do grupo. E tudo por causa de quem eu sou”, declarou o cantor em entrevista concedida em 2020.

Melissa Greene entrou para o grupo em 2002 e deixou a banda em 2009 para atuar como pastora associada na GracePointe Church, congregação conhecida por adotar posicionamentos teológicos inclusivos em relação à comunidade LGBTQ+.

Segundo Passons, Greene inicialmente apoiou a decisão do grupo de afastá-lo, mas os dois voltaram a se aproximar anos depois. Em 2020, Greene afirmou que ambos passaram por mudanças pessoais ao longo do tempo.

“Também sou profundamente grata por termos crescido tanto juntos, por eu ter mudado tanto ao longo de 18 anos e por ele finalmente poder encorajar outros com sua paz e liberdade”, escreveu.

Em 2023, Melissa Greene celebrou a união LGBT de Ty Herndon com o marido, enquanto Passons participou da cerimônia como padrinho.

Lançada originalmente em 1997, Testify to Love tornou-se um dos maiores sucessos do Avalon e permaneceu por meses entre as músicas cristãs mais executadas nos Estados Unidos. A letra inclui versos como: “Enquanto eu viver, testemunharei o amor/ Serei uma testemunha nos silêncios quando as palavras não forem suficientes”.

Antes do relançamento, Passons publicou um vídeo nas redes sociais afirmando esperar que os ouvintes passassem a enxergar a música de uma nova forma: “Espero que vocês sintam algo novo quando me ouvirem cantar agora. Porque eu ainda acredito que o amor, o amor verdadeiro, é livre de julgamentos, preconceitos ou discriminação”.

Os atuais integrantes do Avalon — Janna Long, Greg Long e Jody McBrayer — não comentaram publicamente o relançamento da música.

O professor de estudos bíblicos Denny Burk também se manifestou sobre o assunto em um artigo de opinião. Segundo ele, a música não deveria ser associada a pautas ligadas à sexualidade: “A canção pertence a Avalon e à história, e não tem nada a ver com a promoção da perversão sexual”, escreveu Burk, de acordo com o The Christian Post.

‘Pressão’: filme narra dilemas do dia D da Segunda Guerra Mundial

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O filme Pressão retrata os bastidores das decisões que antecederam o Dia D durante a Segunda Guerra Mundial, mostrando como as condições climáticas influenciaram diretamente a execução da Operação Overlord, ofensiva militar que marcou o desembarque aliado na Normandia.

Dirigido por Anthony Maras, o longa acompanha as 72 horas anteriores à invasão, centrando-se no general Dwight D. Eisenhower, interpretado por Brendan Fraser. No filme, Eisenhower precisa decidir se autoriza ou não a operação diante de previsões meteorológicas consideradas desfavoráveis.

Maras afirmou que se interessou pela história ao descobrir que uma decisão capaz de influenciar o rumo da guerra dependia diretamente da análise de meteorologistas.

“É fascinante que a história mundial possa ser decidida por uma única decisão, e que, de todas as pessoas, essa decisão tenha sido tomada por um grupo de meteorologistas na Inglaterra”, declarou o diretor.

O roteiro é baseado na peça teatral escrita por David Haig e acompanha o meteorologista James Stagg, interpretado por Andrew Scott. No enredo, o personagem alerta sobre uma tempestade iminente, levando os líderes aliados a reconsiderarem o momento da invasão.

Brendan Fraser afirmou que a tensão do filme está ligada ao peso moral enfrentado por Eisenhower ao decidir enviar milhares de soldados para o combate.

“A pressão neste filme não é apenas barométrica”, disse o ator. “Eisenhower sabia que enviaria dezenas de jovens para a morte”.

Fraser destacou ainda as cartas escritas pelo general antes da operação, incluindo uma mensagem preparada para o caso de fracasso da invasão.

“Na vitória, ele elogiou as tropas. Mas na derrota, ele disse que a culpa era dele e somente dele. Isso é liderança”, afirmou.

Segundo Anthony Maras, a proposta do filme foi retratar Eisenhower além da imagem de herói militar, mostrando um líder sob intensa pressão psicológica.

“O mundo conhece Eisenhower, o presidente, o herói. Mas antes de tudo isso, ele era um homem atormentado por dúvidas”, declarou o diretor.

Maras também afirmou que Brendan Fraser foi escolhido para o papel por transmitir características de vulnerabilidade e humanidade semelhantes às atribuídas ao general. O ator voltou a ganhar destaque em Hollywood após sua atuação em A Baleia, que lhe rendeu o Oscar.

Fraser declarou que se identificou pessoalmente com os temas abordados pelo longa, especialmente responsabilidade e perseverança.

“Não sou a pessoa mais espiritual do mundo, mas acredito que temos escolhas. Podemos fazer o que é melhor para nós mesmos ou o que é melhor para os outros”, afirmou.

A atriz Kerry Condon interpreta Kay Summersby, assessora próxima de Eisenhower durante a guerra. Segundo ela, a personagem tinha papel importante nos momentos de maior vulnerabilidade emocional do general.

“Ele baixou a guarda completamente com ela”, afirmou Condon. “Ela era tudo o que ele tinha naquele momento”.

Apesar de incluir cenas de soldados feridos nas praias da Normandia, a atriz afirmou que o filme busca retratar a dimensão humana e trágica da guerra, sem foco em violência gratuita.

“O que realmente me marcou foi a tragédia da guerra”, declarou. “Você percebe o quão corajosos eles foram e o quão aterrorizante aquilo deve ter sido”.

Anthony Maras, conhecido também pelo filme Hotel Mumbai, afirmou que procurou construir a tensão do longa a partir da pressão psicológica enfrentada pelos envolvidos na operação militar.

“Como fazer o público sentir a pressão insuportável que essas pessoas sofreram quando milhões de vidas dependiam de uma única decisão?”, questionou o diretor.

Com classificação indicativa de 14 anos por violência de guerra, imagens sangrentas, linguagem forte e cenas de tabagismo, grande parte de Pressão se passa em salas de guerra e centros de comando militar. Eisenhower atribuiu posteriormente parte do sucesso do Dia D ao trabalho dos meteorologistas aliados.

“Ele sabia o que sabia e sabia o que não sabia. Então, confiou nos especialistas e tomou a melhor decisão possível”, afirmou Fraser.

Dono de restaurante clama a Deus durante assalto

O proprietário do Arepa Express afirmou que pediu ajuda a Deus em pensamento durante um assalto à mão armada ocorrido dentro do restaurante, em Melrose Park. Segundo ele, o suspeito roubou cerca de US$ 10 mil em joias enquanto clientes jantavam no local.

O dono do estabelecimento, um imigrante venezuelano que preferiu não ter a identidade divulgada, relatou que acreditou que seria morto durante a ação criminosa.

“Pensei que ele fosse atirar em mim. Quando alguém saca uma arma, é porque vai usá-la. Pensei: ‘Deus me ajude’”, declarou.

Imagens das câmeras de segurança registraram o assalto ocorrido em segunda-feira, 12 de maio. O restaurante serve pratos típicos da culinária venezuelana, incluindo arepas, empanadas, cachapas e arroz frito com camarão e frango.

Segundo o proprietário, o suspeito entrou inicialmente no restaurante como cliente, pediu comida e deixou o local. Depois, retornou diversas vezes alegando que precisava usar o banheiro. Na terceira volta, a situação se agravou.

“Na terceira vez, ele voltou. Sacou a arma, apontou para mim e ameaçou me matar. Não desejo essa experiência a ninguém”, afirmou em entrevista à televisão.

O empresário relatou que teve joias roubadas, entre elas uma corrente Gucci de 18 quilates, uma pulseira e um anel de formatura em direito recebido dos pais na Venezuela.

“Ele me mandou deitar no chão, então eu deitei. Depois de alguns segundos, um cliente veio me ajudar a levantar e me disse que ele já tinha ido embora”, contou à Fox 32.

Após a fuga do suspeito, um cliente acionou o serviço de emergência 911. O proprietário afirmou que não conhecia o homem, mas acredita que ele também seja venezuelano.

“Sou residente aqui há oito anos e é sempre uma vergonha quando são as nossas próprias pessoas que cometem esses crimes”, declarou.

O porta-voz do Departamento de Polícia de Melrose Park, Andrew Mack, informou que o caso segue sob investigação e que os detetives identificaram uma pessoa suspeita.

“Ainda está sob investigação. Eles identificaram uma pessoa de interesse que acreditam fortemente ser a pessoa [no vídeo]. Eles sabem quem é. Agora estão apenas tentando localizar essa pessoa”, afirmou Mack.

Juiz condena pais à prisão por ensino domiciliar e sofre denúncia

A Justiça de São Paulo condenou um casal de Jales por abandono intelectual após as duas filhas, de 11 e 15 anos, serem educadas em regime de ensino domiciliar, conhecido como homeschooling. A decisão gerou repercussão nacional e levou à apresentação de uma denúncia contra o juiz responsável pelo caso no Conselho Nacional de Justiça.

A sentença foi proferida pelo juiz Júnior da Luz Miranda. Ele determinou pena de 50 dias de detenção em regime inicial semiaberto, posteriormente suspensa por dois anos mediante prestação de serviços à comunidade e matrícula das adolescentes em escola regular.

A advogada Isabelle Monteiro informou que a defesa recorreu da decisão. Segundo ela, o magistrado mencionou na sentença que as adolescentes não demonstravam interesse por estilos musicais como funk e sertanejo, interpretação associada pelo juiz a uma suposta “discriminação e preconceito na educação” domiciliar.

De acordo com a defesa, a decisão também apontou ausência de conteúdos relacionados a sexualidade, gênero, direitos da criança e do adolescente, além de pouca exposição a temas como religiões, cultura afro-brasileira e cinema nacional.

Outro ponto citado pelo magistrado, segundo a advogada, envolveu as aulas de artes oferecidas às meninas. O juiz teria entendido que as atividades desenvolvidas pela família, voltadas principalmente para manifestações de arte sacra na música e na pintura, não contemplariam outras expressões artísticas, como dança e teatro.

Os pais afirmam que as filhas estudam disciplinas como português, matemática, história, geografia, ciências e educação física, além de inglês, latim e piano. As adolescentes também participam de aulas de canto coral na paróquia frequentada pela família.

A mãe das meninas declarou que cursou matemática e pedagogia para acompanhar a formação educacional das filhas. Segundo ela, as adolescentes leem cerca de 30 livros por ano e participam de atividades externas, como catequese, passeios culturais e pesquisas em enciclopédias e na internet.

A família também afirma que as estudantes recebem acompanhamento de outros professores, incluindo um docente de Portugal. Uma das filhas, segundo a mãe, recebeu reconhecimento em um curso de inglês do Kumon após concluir o programa com oito anos de antecedência.

Após a repercussão do caso, o juiz Júnior da Luz Miranda passou a ser alvo de uma reclamação disciplinar apresentada ao CNJ pela defesa da família. De acordo com o jornal Gazeta do Povo, o documento sustenta que o magistrado violou normas da magistratura ao comentar o caso em redes sociais e ao manter contato privado com a advogada da causa para justificar a sentença de maneira extraoficial.

Segundo a representação, o juiz comentou “Há controvérsias”, acompanhado de um emoji, em uma publicação feita por Isabelle Monteiro no Instagram sobre o caso. A defesa argumenta que a manifestação violaria normas da Lei Orgânica da Magistratura, do Código de Ética da Magistratura e da Resolução nº 305/2019 do CNJ, que trata da conduta de magistrados em redes sociais.

“O reclamado transpôs a barreira da mera manifestação indevida para adentrar na seara do escárnio público em relação a um caso que ele próprio sentenciou”, afirma a denúncia apresentada ao CNJ.

O advogado Gabriel Carvalho também declarou que o magistrado enviou mensagens privadas à advogada da família para comentar os fundamentos da decisão. Segundo a defesa, as mensagens continham comentários pessoais e referências ao andamento recursal do processo.

O caso reacendeu o debate sobre a regulamentação do homeschooling no Brasil. Em Supremo Tribunal Federal, o entendimento firmado em 2018 foi de que a educação domiciliar não é incompatível com a Constituição, mas depende de regulamentação por lei federal.

Atualmente, o principal projeto sobre o tema é o PL 1.338/2022, já aprovado pela Câmara dos Deputados e em tramitação no Senado Federal. A proposta estabelece regras para a educação domiciliar e aguarda análise da Comissão de Educação da Casa.

Feministas tentam atear fogo a igreja durante protesto no México

Um grupo de vândalos foi filmado tentando incendiar o Templo de San Francisco, localizado no Centro Histórico de Querétaro. Pelo menos seis pessoas – a maioria com aparência feminina – apareceram nas imagens registradas durante a ação.

O caso ocorreu durante uma marcha feminista realizada nas proximidades da igreja. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram manifestantes ateando fogo à porta principal do templo e provocando danos na fachada do imóvel.

Segundo Martín Lara Becerril, os danos não foram maiores porque a porta da igreja havia recebido anteriormente tratamento com materiais retardantes de fogo como medida preventiva.

Lara Becerril informou que a tentativa de incêndio aconteceu durante a passagem da marcha do 8M pela Avenida Corregidora. O termo 8M é utilizado em referência às manifestações realizadas no Dia Internacional da Mulher.

De acordo com declarações do porta-voz da Diocese ao Diario de Querétaro, ataques contra igrejas e símbolos religiosos representam agressões ao patrimônio cultural e à liberdade religiosa.

Casos de vandalismo, profanação e incêndio contra templos religiosos têm sido registrados com frequência no México, especialmente durante manifestações envolvendo grupos classificados por críticos como radicais.

Os ataques também reacenderam discussões sobre episódios históricos ligados à Guerra Cristera, conflito ocorrido entre 1926 e 1929 em defesa da liberdade religiosa. Estimativas históricas apontam que a guerra deixou cerca de 250 mil mortos entre civis e combatentes, além de provocar fluxo de refugiados mexicanos para os Estados Unidos.

“Nem mesmo as barreiras metálicas impediram que esses grupos radicais de feministas violentas que participavam da marcha de 8 de março chegassem às portas da Igreja”, afirmou o jornal Mexico Daily Post.

O Templo de San Francisco é um dos edifícios religiosos mais tradicionais de Querétaro e integra a área histórica da cidade, reconhecida como Patrimônio Mundial pela UNESCO.

Ataques de Nigéria e EUA matam terroristas do Estado Islâmico

Uma operação conjunta entre forças da Nigéria e dos Estados Unidos contra terroristas do Estado Islâmico resultou na morte de 175 militantes nos últimos dias, informou o exército nigeriano nesta terça-feira.

O porta-voz militar Samaila Uba afirmou, em comunicado, que a ofensiva também destruiu armas, postos de controle e redes financeiras utilizadas pelos militantes na região nordeste do país.

Segundo o exército, os avanços ocorreram após a morte de Abu Bakr al-Mainuki, apontado como vice-líder da filial local do Estado Islâmico. A morte dele ocorreu no fim da semana passada e foi descrita pelas autoridades como o primeiro ataque bem-sucedido contra um integrante de alto escalão do grupo em mais de dez anos de insurgência no país.

As forças armadas da Nigéria também anunciaram nesta terça-feira a morte de outro líder do grupo, identificado como Abd-al Wahhab. De acordo com os militares, ele era responsável pela coordenação financeira, planejamento de ataques e logística da organização.

O Comando dos Estados Unidos para a África confirmou a realização das operações e informou que nenhum soldado americano ou nigeriano ficou ferido durante as ações, de acordo com informações da emissora Christian Broadcasting Network (CBN News).

Em fevereiro, os Estados Unidos enviaram tropas para a Nigéria em uma missão inicialmente descrita como voltada para assessoria e treinamento militar. A operação conjunta realizada nos últimos dias, porém, foi vista como um indicativo de maior participação americana nas ações contra os grupos extremistas na região.

‘Deus é tudo pra mim’, diz Vicky Lopez, do Barcelona

Vicky Lopez é uma das principais atletas da equipe feminina do FC Barcelona Femení, que disputará pelo sexto ano consecutivo a final da UEFA Women’s Champions League Final. A meio-campista tem atribuído a Deus parte das conquistas alcançadas ao longo da carreira.

A decisão da competição está marcada para sexta-feira, 23 de maio, no Estádio Ullevaal, em Oslo, contra o Olympique Lyonnais Féminin.

Aos 19 anos, Vicky Lopez já conquistou dois títulos da Liga dos Campeões Feminina e três Campeonatos Espanhóis com o Barcelona. A atleta também recebeu premiações internacionais, entre elas o Troféu Kopa, destinado à melhor jogadora do mundo com menos de 21 anos, e o prêmio Golden Girl.

Em entrevista recente, a jogadora afirmou que atuar pelo Barcelona e pela seleção espanhola representa a realização de um sonho iniciado ainda na infância.

“Tenho apenas 19 anos. Há cinco anos, eu brincava com meus amigos na escola imaginando que estávamos na Liga dos Campeões. Tudo aconteceu tão rápido, e é muito especial para mim poder vestir esta camisa e jogar em grandes estádios”, declarou.

Vicky Lopez contou que cresceu em uma família cristã e frequentava a igreja com os avós aos domingos durante a infância. Segundo ela, a aproximação com a fé se intensificou após sua chegada a Barcelona.

“Deus é tudo para mim. Desde que me aproximei de Deus, vejo a vida de forma diferente. Tenho paz sabendo que Deus está comigo”, afirmou a atleta.

A meio-campista também disse que a fé influencia sua maneira de lidar com a carreira e com os desafios pessoais.

“Ser um crente muda quem você é porque você quer fazer as coisas direito. Você para de se preocupar com problemas que estão realmente fora do seu controle e encontra paz sabendo que os planos de Deus são perfeitos”, declarou.

Nas redes sociais, a jogadora costuma compartilhar mensagens relacionadas à fé cristã, incluindo versículos bíblicos e agradecimentos pelas conquistas profissionais. Em janeiro deste ano, após a conquista da Supercopa da Espanha pelo Barcelona, ela publicou mensagens de gratidão a Deus pela vitória.

Durante conversa com um jornalista em Barcelona, Vicky Lopez afirmou que procura frequentar a igreja disciplinadamente: “Gosto de ir à igreja pelo menos uma vez por semana”, disse.

A atleta também relatou que costuma orar antes das partidas, segundo informações do portal Evangelical Focus: “Simplesmente agradeço por poder jogar mais uma partida e fazer o que mais amo, que é jogar futebol”, afirmou.

“Peço a Ele que abençoe a partida, que faça acontecer tudo o que Ele reservou para mim, que me mantenha calma e me dê coragem nesses momentos”, concluiu a jogadora.