Paraná Pesquisas mostra Tarcísio liderando para o governo de SP

O instituto Paraná Pesquisas divulgou na quinta-feira, 16 de abril, um levantamento sobre as intenções de voto para o governo de São Paulo nas eleições de 2026.

No cenário estimulado, em que os nomes são apresentados, Tarcísio de Freitas registra 47,8%, seguido por Fernando Haddad, com 33,1%, diferença de 14,7 pontos percentuais. Paulo Serra aparece com 4,6%, e Kim Kataguiri, com 3,5%. Nesse cenário, 6,7% indicaram voto em branco, nulo ou nenhum, e 4,4% não souberam ou não responderam.

No cenário espontâneo, quando os nomes não são apresentados aos entrevistados, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) lidera com 22,9%. Em seguida aparecem Fernando Haddad (PT), com 8,3%, Geraldo Alckmin (PSB), com 0,5%, Kim Kataguiri (Missão), com 0,2%, e Paulo Serra (PSDB), com 0,1%. Outros nomes somam 0,6%. O índice de votos em branco, nulo ou nenhum é de 4,9%, enquanto 62,6% não souberam ou não opinaram.

O levantamento também simulou um eventual segundo turno entre Tarcísio de Freitas e Fernando Haddad. Nesse cenário, o atual governador aparece com 53,4% das intenções de voto, enquanto Haddad soma 37,3%. Os que declararam voto em branco, nulo ou nenhum são 5,8%, e 3,5% não souberam ou não opinaram.

A pesquisa avaliou ainda o índice de rejeição dos pré-candidatos. Fernando Haddad lidera com 42,9%, seguido por Tarcísio de Freitas, com 27,2%. Kim Kataguiri registra 17,5%, e Paulo Serra, 17,3%. Outros 6,9% afirmaram que poderiam votar em todos os nomes apresentados, enquanto 10,2% não souberam ou não responderam, de acordo com a Gazeta do Povo.

O instituto ouviu 1.600 eleitores entre os dias 11 e 14 de abril. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número SP-00378/2026.

Pastor vê erro em lição da CPAD, critica ‘omissão’ e cogita boicote

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O debate envolvendo um subsídio teológico da revista Lições Bíblicas Adultos, da CPAD, ganhou novos desdobramentos após manifestações públicas de líderes religiosos.

A controvérsia teve início após o Centro Apologético Cristão de Pesquisa (CACP) divulgar um vídeo apontando uma “gafe gravíssima” na lição 12 do trimestre “A Santíssima Trindade”. Em seguida, o pastor João Flávio Martínez voltou a se pronunciar, publicando novo vídeo em que apresentou detalhes da denúncia e criticou a condução do caso por parte da editora e de outros teólogos.

“No houve um erro de teologia, o erro foi da diagramação. Pronto, resolveu o assunto. Mas vocês que deveriam ter dado esse alerta”, afirmou Martínez.

A polêmica começou quando um professor da Escola Bíblica Dominical, ligada à Assembleia de Deus, encaminhou ao CACP um trecho da revista do professor. Na página 87, o subsídio mencionava o teólogo James D. G. Dunn, com uma afirmação de que Jesus teria sido “adotado como Filho de Deus no batismo”, entendimento associado ao adocionismo, considerado uma heresia histórica.

Em manifestação inicial, Martínez sugeriu que o conteúdo resultava de falha editorial, indicando ausência de contextualização presente na obra Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal, do teólogo Stanley M. Horton.

Após a repercussão, o teólogo Adalberto Menezes afirmou que o comentarista da revista, o pastor Douglas Baptista, não defende o adocionismo. Segundo ele, o tema já havia sido refutado em lições anteriores, e o trecho questionado seria um subsídio destinado a professores.

De acordo com o portal JM Notícia, o pastor Ciro Sanches Zibordi também se manifestou e afirmou que houve “uma falha de edição”, afastando a hipótese de defesa doutrinária da posição mencionada.

No novo vídeo, Martínez exibiu o material e afirmou que o problema envolvia também a diagramação. “Não só foi uma gafe teológica, como foi uma gafe de diagramação. Tão mal formatado que um pedaço do auxílio teológico tá na página 88”, declarou.

Ele afirmou que sua manifestação teve como objetivo alertar sobre possível confusão no material didático. “Eu não disse que há heresia na revista, mas eu disse que no subsídio do professor, uma heresia acabou sendo colocada como uma verdade teológica”, afirmou. “Sujou até a biografia do Stanley Horton”.

O pastor também criticou a ausência de um posicionamento oficial da editora e sugeriu que a empresa deveria ter adotado medidas corretivas. “O recall do carro quem faz é a própria montadora. O recall da revista do professor, quem deveria ter feito isso era vocês”, disse.

Ao comentar a repercussão, Martínez afirmou que passará a adotar maior cautela no uso das publicações da CPAD. “Eu vou ser mais criterioso agora com as revistas da CPAD. Aquela confiabilidade que eu tinha, eu perdi, não consigo tê-la do mesmo jeito”, declarou.

Ele também mencionou o pastor Natanael Rinaldi como referência de um caso anterior em que houve devolução de materiais por discordância de conteúdo. “Nós vamos fazer a mesma coisa agora”, afirmou.

Até o momento, a CPAD não divulgou posicionamento oficial sobre as declarações mais recentes de Martínez.

Três milhões são abençoados com ações sociais de igreja

Levantamento divulgado em 2025 pela Igreja Adventista do Sétimo Dia aponta que ações sociais da instituição beneficiaram mais de 3 milhões de pessoas na América do Sul. As iniciativas envolveram combate à fome, resposta a desastres naturais e projetos de inclusão social.

As atividades foram realizadas em oito países: Argentina, Brasil, Chile, Equador, Paraguai, Peru, Bolívia e Uruguai. Entre as ações desenvolvidas estão doações de alimentos e roupas, atendimentos emergenciais, apoio psicossocial e programas de capacitação profissional.

Segundo a denominação, os resultados são atribuídos à mobilização de voluntários e membros, que participaram diretamente das atividades comunitárias. A atuação conjunta permitiu ampliar o alcance dos projetos e oferecer assistência gratuita a milhões de pessoas.

Entre as iniciativas está a Geladeira Solidária, vinculada à Ação Solidária Adventista (ASA). O projeto atendeu, entre outros casos, Maria Cristina Silveira, que trabalhava vendendo doces em semáforos para sustentar a família. Após o apoio recebido, ela passou a residir em uma casa de alvenaria com estrutura básica.

Outro projeto citado é o Carinho Quente, que distribui refeições a pessoas em situação de rua. A iniciativa foi o primeiro contato de Alexandre Rosário com as ações sociais da igreja, levando-o a acompanhar as atividades desenvolvidas.

As campanhas sazonais de Páscoa e Natal também mobilizam voluntários na região. Em 2025, foram arrecadadas cerca de 4,5 mil toneladas de alimentos, beneficiando aproximadamente 2 milhões de pessoas.

Outros projetos, como cursos profissionalizantes, escolas de esportes, atendimento psicossocial e apoio a refugiados, alcançaram mais de 1 milhão de pessoas no continente.

Na área de saúde, o projeto Vida por Vidas reuniu cerca de 180 mil doadores em 2025. Segundo estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS), esse volume pode contribuir para salvar mais de 700 mil vidas.

A Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais (ADRA) mantém 437 projetos ativos e atua em situações emergenciais. Uma das ações ocorreu após tornados registrados em novembro de 2025 no estado do Paraná, incluindo o município de Rio Bonito do Iguaçu, onde cerca de 90% dos imóveis foram destruídos.

A rede de Educação Adventista também participou das iniciativas. Em 2025, alunos e colaboradores arrecadaram mais de 80 mil cestas básicas, cerca de 200 mil peças de roupa e mais de 30 mil kits de higiene.

De acordo com a igreja, as ações têm como objetivo oferecer assistência imediata e promover transformação social por meio de voluntariado, capacitação e apoio a comunidades em situação de vulnerabilidade.

Katsbarnea insinua morte de vocalista e enfurece fãs da banda

A veterana banda de rock gospel Katsbarnea usou as redes sociais para anunciar o lançamento de um novo trabalho solo do vocalista Paulinho Makuko, que abandonará o nome artístico e passará a usar seu nome de batismo, Francisco Paulo.

Nas redes sociais, o Katsbarnea publicou uma foto em preto e branco do vocalista com as datas 1979 e 2026, deixando implícita a interpretação da morte de Makuko. Na legenda, a informação dúbia permanecia:

“Hoje não é um adeus. Hoje não é sobre o fim. Hoje encerro um ciclo. Mas a história não termina aqui. 2026 marca o início de algo novo. Cada passo, cada erro, cada conquista me trouxe ate aqui. Paulinho Makuko cumpriu seu caminho. Agora nasce uma nova trajetória. Paulinho Makuko não desaparece… ele se transforma. Hoje se despede para que outro possa surgir. Hoje nasce um novo capítulo. Francisco Paulo. Lançamento dia 15 de Maio em todas as plataformas digitais”.

A tentativa de reverter o ostracismo da banda através de uma publicação sensacionalista foi reprovada pelos fãs: “Que comunicação zoada… fala sério meu povo… fazer a gente ter que ler o post para ver que ele não morreu é osso. Até parei de seguir”, protestou um usuário da rede social.

“É, se queria chamar atenção conseguiu, negativamente”, escreveu uma seguidora. O mesmo ponto de vista foi compartilhado por outro fã: “Desnecessário um post desses para falar de um lançamento de novo álbum”.

“Tipo de publicidade que quer engajamento a todo custo. Desnecessário. Espero que o novo trabalho seja bom, sou um fã e torço para que isso aconteça”, ponderou outro.

Post do Katsbarnea insinua morte de vocalista e enfurece fãs da banda
Publicação foi reprovada por muitos fãs da banda

Trump tem expectativa de acordo com Irã após retorno ao diálogo

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o conflito com o Irã está próximo do fim, em meio à expectativa de retomada das negociações entre os dois países.

Durante entrevista à Fox Business, Trump declarou: “Acho que está perto do fim, sim. Considero que está muito próximo de terminar”. As conversas devem ser retomadas na quinta-feira, 16 de abril, após reuniões realizadas no fim de semana no Paquistão não resultarem em acordo.

Na segunda-feira, 13 de abril, o presidente determinou o bloqueio naval de portos iranianos. A medida foi adotada após a suspensão de bombardeios por parte dos Estados Unidos. Apesar da avaliação de que o conflito pode estar próximo do encerramento, Trump afirmou que as ações militares ainda não foram concluídas.

“Se eu saísse agora, levaria 20 anos para eles reconstruírem aquele país”, disse. “E nós não terminamos. Vamos ver o que acontece. Acho que eles querem fechar um acordo desesperadamente”.

O vice-presidente J.D. Vance participou de reuniões com representantes iranianos no Paquistão, junto a integrantes do governo norte-americano, para discutir o programa nuclear de Teerã. Não houve acordo, mas Vance afirmou que houve avanços nas conversas.

“A bola está muito do lado deles. Você pergunta o que vai acontecer agora, acredito que os iranianos vão decidir o próximo movimento”, declarou.

O conflito teve início em 28 de fevereiro, após ações militares coordenadas entre Estados Unidos e Israel. Segundo informações do governo norte-americano, os ataques resultaram na morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei.

Trump afirmou que a operação reduziu significativamente a capacidade militar do Irã. “Tive de intervir, porque, se não fizesse isso, agora o Irã teria uma arma nuclear. E, se eles tivessem uma arma nuclear, todos vocês os estariam chamando de ‘senhor’, e ninguém quer isso”, resumiu, segundo a revista Oeste.

Genial/Quaest também aponta vitória de Flávio sobre Lula

Levantamento divulgado pelo instituto Genial Quaest na quarta-feira, 15 de abril, indica que o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual segundo turno das eleições presidenciais.

De acordo com os dados, Flávio Bolsonaro registra 42% das intenções de voto, enquanto Lula soma 40%. A diferença está dentro da margem de erro de dois pontos percentuais, o que caracteriza empate técnico. Em março, ambos apareciam com 41%.

O levantamento também aponta que 16% dos entrevistados afirmaram que votariam em branco, nulo ou não compareceriam às urnas, enquanto 2% se declararam indecisos.

No cenário de primeiro turno, Lula aparece com 37% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, com 32%. Outros nomes testados incluem Ronaldo Caiado (PSD), com 6%, e Romeu Zema (Novo), com 3%.

Também foram citados Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão), ambos com 2%. Cabo Daciolo (Mobiliza) e Samara Martins (UP) registram 1% cada. Aldo Rebelo (DC) não pontuou. Nesse cenário, 11% indicaram voto em branco, nulo ou ausência, e 5% se declararam indecisos.

Em relação à avaliação do governo, a pesquisa aponta que a desaprovação de Lula passou de 51% em março para 52% em abril. Sobre a percepção econômica, 50% dos entrevistados afirmaram que a situação do país piorou nos últimos 12 meses. Além disso, 72% disseram ter percebido aumento no preço dos alimentos no último mês.

O instituto ouviu 2.004 eleitores presencialmente entre os dias 9 e 13 de abril, segundo informado pela revista Oeste. A margem de confiança é de 95%, e o levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-09285/2026.

‘Nossa opinião é a das Escrituras’, diz pastor Raphael Abdalla

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O pastor Raphael Abdalla, eleito presidente da Convenção Batista Brasileira (CBB), destacou durante uma entrevista os principais desafios da liderança no contexto social marcado por mudanças culturais, debates ideológicos e tensões no ambiente público.

Entre as prioridades da gestão, Abdalla apontou o fortalecimento das missões, área tradicional de atuação da denominação no Brasil e no exterior, e a modernização de processos administrativos. “Vivemos um momento de otimização de processos. Há uma expectativa de aprimorar o sistema de gestão”, afirmou. Segundo ele, a estrutura atual já conta com mecanismos de organização e transparência.

A unidade interna também foi destacada como ponto central da liderança. “Unidade não é uniformidade”, declarou. Abdalla afirmou que pretende manter a coesão entre os membros, respeitando a diversidade de posicionamentos dentro da igreja e preservando o modelo congregacional adotado pela denominação.

Ao tratar do cenário político, ele defendeu a separação entre Igreja e Estado e evitou alinhamentos partidários. “Enquanto presidente, sou absolutamente impedido de manifestações político-partidárias”, afirmou. Ele acrescentou que a igreja deve manter seu papel como referência moral, preservando a liberdade de consciência dos fiéis.

Sobre temas contemporâneos, como debates relacionados à ideologia de gênero, Abdalla afirmou que sua posição está fundamentada nas Escrituras. “A nossa opinião é sempre a opinião das Escrituras Sagradas”, declarou. Ao mencionar o legado que pretende deixar, afirmou: “Se eu for lembrado como alguém que valorizou a palavra de Deus e manteve o povo em unidade, vou ficar muito feliz”.

A eleição ocorreu durante assembleia realizada em Salvador, na Bahia. Abdalla afirmou que não esperava o resultado. “Eu realmente fui a Salvador sem nenhuma expectativa de eleição… foi uma surpresa, creio, para a glória de Deus”, disse, ao comentar o processo que envolve a participação de representantes de diferentes regiões do país.

Ao abordar a responsabilidade do cargo, o novo presidente destacou o caráter de serviço da função. “É muito mais uma oportunidade de servir do que um privilégio… eu encaro como uma honra”, afirmou à revista Comunhão.

Conferência Atos 29 reúne Jonas Madureira e Novo Canto

A conferência anual da Atos 29 Brasil está confirmada para os dias 25 a 27 de maio de 2026, em Niterói. O evento reunirá pastores, líderes e membros de igrejas de diferentes regiões do país.

Com o tema “Persevere: firmes no Evangelho, fiéis na missão”, a programação tem como objetivo incentivar a continuidade do ministério cristão diante de desafios contemporâneos. A organização destaca a necessidade de constância na caminhada ministerial, comparando o serviço cristão a um compromisso de longo prazo.

A conferência abordará temas como plantação de igrejas, pregação centrada em Cristo e atuação missionária em contextos locais e internacionais. Segundo os organizadores, a proposta é reforçar a centralidade do Evangelho e incentivar a formação de novas comunidades de fé.

O tema aborda desafios como desgaste emocional entre líderes, mudanças culturais e pressões sobre a prática religiosa. A programação busca oferecer um espaço de encorajamento e fortalecimento, com foco na continuidade da missão cristã.

A expectativa é que o evento contribua para a capacitação e renovação de líderes e membros de igrejas, além de promover integração entre participantes de diferentes regiões.

Entre os palestrantes confirmados estão Jonas Madureira, Cristiano Gaspar, Igor Miguel, Guilherme Andrade, Adam Ramsey, Scott Zeller e Adam Flynt. A programação musical contará com o grupo Novo Canto.

A Atos 29 é uma rede global de igrejas voltada à multiplicação de comunidades de fé, com atuação em diferentes países. A organização informa que seu trabalho envolve apoio à plantação de novas igrejas e à revitalização de congregações, com ênfase em formação teológica e atuação missionária.

A conferência será realizada na Igreja Presbiteriana Oceânica, localizada na Estrada Francisco da Cruz Nunes, nº 9769, no bairro Itaipu.

‘Assinei sem ler’, diz Messias sobre parecer favorável ao aborto

A indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) passou a ser debatida, nas últimas semanas, com foco em temas como liberdade de expressão e os desdobramentos dos atos de 8 de janeiro. O cenário mudou após maior circulação, entre parlamentares, do parecer da Advocacia-Geral da União (AGU) sobre aborto, assinado por Messias em junho de 2024.

O documento foi apresentado na ação ADPF 1141, movida pelo PSOL contra resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM). A norma questionada proibia a assistolia fetal — procedimento que envolve a aplicação de substância no coração do feto — em gestações acima de 22 semanas nos casos de aborto legal por estupro.

No parecer, a AGU argumentou que a resolução seria inconstitucional. O texto sustenta que o artigo 128 do Código Penal permite o aborto nesses casos sem estabelecer limite de idade gestacional e que o CFM não teria competência para criar regras adicionais. O documento também afirma que a morte do feto é “elemento indissociável” do procedimento previsto em lei. Messias registrou no parecer que não tratava de questões morais, políticas ou religiosas.

Em maio de 2025, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, apresentou manifestação favorável à retomada da resolução do CFM. Ele argumentou que o dispositivo do Código Penal representa uma excludente de ilicitude, e não um direito subjetivo ao aborto, o que alterou o contexto do debate no STF.

Segundo relatos de bastidores, senadores passaram a discutir o tema após a repercussão de um editorial publicado pelo portal A Investigação na segunda-feira, 13 de abril, que criticou o conteúdo do parecer. Parlamentares afirmaram não ter conhecimento prévio de pontos específicos do documento.

Integrantes da frente parlamentar evangélica passaram a cobrar explicações diretamente de Messias. De acordo com relatos, durante uma conversa com lideranças, ele afirmou que não leu integralmente o parecer antes de assiná-lo e manifestou arrependimento.

A indicação também mobiliza apoios políticos. O ministro do STF André Mendonça declarou apoio público a Messias e, segundo informações, tem feito contatos com senadores para defender a aprovação do nome na sabatina prevista para terça-feira, 29 de abril.

Entre lideranças religiosas, o pastor Robson Rodovalho, fundador da igreja Sara Nossa Terra, afirmou que Messias é “extremamente capacitado” e um “cristão comprometido”. Já o pastor Silas Malafaia declarou que suas divergências com o indicado são de natureza ideológica. “Minhas divergências com Jorge Messias são no campo ideológico. Eu não tenho nada pessoal contra ele, não vi até aqui nada moral contra a vida dele. A minha questão é ideológica só. Eu aprendi uma coisa: eu posso discordar, eu posso até criticar, mas é uma indicação de competência do presidente da República”, afirmou.

Lideranças evangélicas também articulam a presença de uma comitiva de pastores no Senado durante a sabatina, com o objetivo de acompanhar a sessão e dialogar com parlamentares.

De acordo com levantamento divulgado por plataforma ligada ao deputado Gustavo Gayer (PL-GO), o cenário atual indica 24 senadores contrários à indicação, 26 favoráveis e 31 indecisos. O senador Carlos Viana (PSD-MG) sinalizou voto contrário.

A análise da indicação de Jorge Messias ao STF deve ocorrer no Senado, onde os parlamentares avaliarão o nome em sabatina antes da votação final.

Enfermeira cristã punida por rejeitar ideologia trans será indenizada

Uma enfermeira cristã no Reino Unido recebeu indenização do NHS após ser suspensa por 10 meses em decorrência de um caso envolvendo o uso de pronomes de gênero no atendimento a um paciente.

Jennifer Melle foi afastada pelo Epsom and St Helier University Hospitals NHS Trust após se recusar a utilizar pronomes femininos para se referir a um paciente do sexo masculino que se identificava como mulher. O paciente, segundo o caso, era um condenado por pedofilia transferido de uma prisão masculina para tratamento médico.

A instituição encaminhou a enfermeira ao órgão regulador da profissão e abriu investigação interna, que também considerou declarações dadas por ela à imprensa. Durante o episódio, Melle relatou ter sido alvo de ameaças e insultos racistas por parte do paciente.

Apesar disso, um painel disciplinar concluiu posteriormente que não houve má conduta. Em fevereiro, ela foi reintegrada ao cargo. O acordo de indenização foi firmado poucos dias antes do início de audiência no Tribunal Trabalhista de Croydon.

Os termos do acordo não foram divulgados. O Christian Legal Centre, que representa Melle, informou que as condições permanecem confidenciais por exigência legal.

O hospital também confirmou que emitiu advertência formal ao paciente, informando que linguagem ameaçadora ou racista não será tolerada e pode resultar em restrições de acesso às instalações.

Após o desfecho do caso, Melle comentou a decisão. “Estou feliz por a Fundação finalmente ter decidido estender-me um ramo de oliveira”, afirmou. “Estou ansiosa para poder me concentrar no trabalho que amo, em vez de me defender de várias acusações bizarras”.

Ela também declarou que a situação não deveria ter chegado a esse ponto. “Nenhum enfermeiro ou outro profissional da saúde deveria jamais ter que enfrentar o que eu enfrentei simplesmente por dizer a verdade, fazer seu trabalho e denunciar abusos racistas e ameaças físicas por parte de um paciente”, disse.

Melle acrescentou que o caso tem impacto mais amplo. “Meu sofrimento não é importante apenas para mim, mas para todas as enfermeiras que devem poder exercer a profissão de acordo com a consciência, a realidade biológica e os princípios básicos de proteção, sem medo”, afirmou.

A enfermeira informou ainda que permanece sob investigação do Conselho de Enfermagem e Obstetrícia em dois procedimentos distintos. “O fato de eu ainda estar sendo investigada deveria alarmar todos que se preocupam com a justiça, a proteção e a liberdade de expressão em nosso NHS”, declarou.

A diretora executiva do Christian Legal Centre, Andrea Williams, comentou o caso. “O caso de Jennifer foi um dos mais preocupantes que já vimos. Uma enfermeira cristã dedicada, com uma ficha impecável de 12 anos, foi tratada como a agressora, enquanto o homem, que a insultou racialmente e a ameaçou fisicamente, foi tratado como a vítima”, afirmou.

De acordo com o The Christian Post, Williams concluiu que “Jennifer demonstrou uma coragem notável. Estaremos ao lado dela até que essas injustiças restantes sejam completamente resolvidas”.